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  • g75 22/3 pp. 17-27
  • Tenho de crer na evolução?

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  • Tenho de crer na evolução?
  • Despertai! — 1975
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  • Por Que Muitos Crêem Nela?
  • Intimidação e “Lavagem Cerebral”
  • Nenhuma Resposta
  • Nenhuma Ajuda dos Fósseis
  • Silenciosos Quanto à Origem da Vida
  • “Explosão” de Formas de Vida Complexas
  • Os Vertebrados
  • O Registro É Contra a Evolução
  • Será Que as Mutações Explicam a Evolução?
  • Úteis — ou Prejudiciais?
  • Nada de Novo, mas Apenas Variações
  • Limitadas as Variações
  • Outras Idéias Errôneas
  • Semelhança não É Prova
  • Não É Verdadeira Ciência, mas Ficção Científica
  • Que falem os fósseis
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
  • O que se ajusta aos fatos?
    Despertai! — 1982
  • Por que há discordâncias a respeito da evolução?
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
  • Crê na evolução ou na criação?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1971
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Despertai! — 1975
g75 22/3 pp. 17-27

Tenho de crer na evolução?

NOS anos recentes, algumas juntas estaduais e escolares nos Estados Unidos suscitaram objeções a que a evolução fosse ensinada como fato nas escolas públicas. Um destes estados é a Califórnia.

A Junta Estadual de Educação da Califórnia decide o que deve ser incluído nos compêndios das escolas públicas. Mas, recebe recomendações de grupos de peritos de vários campos. Um destes grupos é o Comitê Consultivo Estadual Sobre Educação Científica. Este enviou um esboço para a instrução científica nas escolas públicas estaduais.

O Comitê Consultivo recomendou que o assunto da evolução fosse ensinado como fato, e não apenas como teoria. No entanto, a Junta de Educação não concordou. Ordenou que a evolução fosse ensinada como teoria, ao invés de fato. Também ordenou que os compêndios mencionassem a criação como outra explicação para a origem da vida que tem algum apoio científico.

O comitê científico reagiu de forma explosiva, afirmando, com efeito: ‘Não há dúvida de que a evolução é um fato. Vemos exemplos diários dela. Nenhuma pessoa responsável a questiona. É tanto um fato como o é a gravidade e o são os átomos!’ Um membro do comitê até mesmo assemelhou a crença na criação à crença em superstições tais como a astrologia, ou que a lua era feita de queijo verde ou que a cegonha traz os bebês.

Sem embargo, há muitos que realmente questionam a validez do ensino da evolução. Uma de tais pessoas que jamais considerara as “provas” oferecidas a favor da evolução como sendo finais decidiu entrevistar pessoas que crêem na evolução. A seguir se acham as suas observações, junto com as conversações reais que teve na enquete que fez com os crentes na evolução.

Por Que Muitos Crêem Nela?

“Creio na evolução”, disse-me um distinto cavalheiro, “porque a ciência investigou cabalmente o assunto e é unânime em aceitá-la como um fato”.

“O Sr. confia muito nos cientistas”, observei.

“Sua folha de serviços testifica a sua fidedignidade, não acha?” — respondeu ele.

O motivo de ele crer na evolução foi ecoado muitas vezes durante minha entrevista. Descobri que a maioria dos crentes na evolução são crentes nela porque lhes foi dito que todas as pessoas inteligentes também crêem nela.

Uma senhora obviamente bem-instruída, de seus quarenta e poucos anos, me desafiou com a pergunta: “Quais são suas habilitações para questionar as descobertas dos cientistas profissionais?”

“Inicialmente”, respondi-lhe, “deixe-me informá-la que eles brigam entre si. Discutem quando aconteceu, por que aconteceu, como aconteceu, quão rápido aconteceu, e até mesmo se de fato aconteceu!”

“Daí”, continuei, “respondendo à sua pergunta sobre minhas habilitações. Quais são as habilitações dum juiz que tem de julgar um caso envolvendo questões médicas sobre as quais não esteja instruído? Se for inteligente e objetivo, ouvirá os argumentos dos peritos a favor e contra, e então decidirá à base do testemunho deles. De que outro modo poderia uma pessoa fazer uma decisão sobre os vários campos de conhecimento nesta era de especialização?”

“Mas o assunto da evolução é tão técnico”, redargüiu ela.

Respondi-lhe: “Theodosius Dobzhansky [cientista evolucionista] afirma que grande parte do trabalho dos cientistas está além da compreensão do leigo mediano, mas que a evolução não está. Ele afirma que isso é uma questão de biologia elementar. E George Gaylord Simpson [outro destacado evolucionista] contende que é imoral ter fé cega, quer numa doutrina religiosa quer numa teoria científica. Também afirma que é a responsabilidade do homem testar as descobertas dos especialistas e então decidir, e que a pessoa não tem de ser um biólogo pesquisador para avaliar a evidência sobre a evolução.”

“Demasiadas pessoas”, concluí, “simplesmente aceitam as opiniões de outros e repetem as idéias deles como papagaios, ao invés de tomarem tempo para examinar os fatos”.

Visto que ela não comentou nada mais, adicionei: “A senhora ficaria surpresa de ver quantas pessoas crêem na evolução sem saber praticamente nada sobre ela.”

Intimidação e “Lavagem Cerebral”

Antes de eu dirigir minha enquete de casa em casa com pessoas que crêem na evolução, li cerca de vinte livros escritos por evolucionistas. Mesmo antes disso, contudo, por muitos anos desde meus dias de faculdade, empenhei-me em me manter em dia com os acontecimentos científicos nesse campo. Mas agora, examinei de modo específico os recentes escritos de destacados evolucionistas.

Ao assim fazer, fiquei surpreso com o tipo de “intimidação” ou “lavagem cerebral” que usavam. Isto é tipificado pelo seguinte resumo breve de doze livros de autoria de onze diferentes evolucionistas:

‘A evolução é universalmente aceita pelos cientistas competentes para julgar. É reconhecida por todos os cientistas responsáveis. Todos os biólogos de grande reputação concordam em que é um fato estabelecido. Não existe mente informada hoje em dia que negue que o homem descende dos peixes. Não é mais uma questão duvidosa.

‘A evidência é sobrepujante. Não se precisa de nenhuma outra prova para alguém que esteja livre das velhas ilusões e preconceitos.’

Este é o consenso de todos estes escritores evolucionistas. Mas, quando se fazem tão arrasadoras, tão dogmáticas afirmações, elas se tornam suspeitas. Pareceu-me que os evolucionistas tentam assustar os oponentes e os indagadores por usarem uma barragem de retórica intimidativa.

Mas, por que alguém que questione uma teoria deve ser rotulado de incompetente, desinformado, ‘prisioneiro das velhas ilusões e preconceitos’? Será que cientistas que realmente dispõem de fatos se rebaixariam a usar tais táticas anticientíficas e desarrazoadas?

Na verdade, esta “guerra psicológica”, esta “lavagem cerebral”, deveras produz conversos para a crença na evolução. Mas, quase todos esses conversos usualmente não têm defesa quando confrontados por aqueles que se opõem à torcida de braços e exigem provas.

Nenhuma Resposta

Exemplificando: Perguntei a uma senhora inteligente numa localidade chique: “Por que crê na evolução?”

“Porque eu a vejo a todo o tempo”, disse ela, e fez um gesto em direção a seu quintal. Mas, quando tentei obter alguns pormenores, seu rosto começou a ficar vermelho, de modo que me retirei com jeitinho.

Em outra porta, um senhor idoso que me atendeu disse que nós nos adaptamos a nosso ambiente, e que tais adaptações se acumulam por muitas gerações e, por fim, resultam em novos tipos de coisas vivas.

“Essa não é a idéia aceita mais hoje em dia”, disse eu. “Seu bronzeado não será transmitido a seu bebê, nem os protuberantes bíceps que desenvolveu por levantar pesos, nem o conhecimento de eletrônica que adquiriu mediante estudo e experiência. Há muitos anos atrás, o evolucionista Lamarck pensava dessa forma. Também o fazia Darwin. Mas, os evolucionistas hodiernos sabem que tais caraterísticas adquiridas não são transmitidas por meio da hereditariedade.”

“Então, de que outra forma poderia acorrer a evolução?” — redargüiu ele.

“Compete-lhe explicar isso”, respondi.

Vez após vez, verifiquei que se dava a mesma coisa. Aqueles que diziam crer na evolução eram totalmente incapazes de fornecer razões, provas, fatos, a fim de apoiar sua crença. A razão principal de crerem era que os cientistas criam nela e a ensinavam.

Nenhuma Ajuda dos Fósseis

No campus duma grande universidade, certo estudante citou os “fósseis” como prova da evolução. Disse que “fazem remontar [por exemplo] a evolução do cavalo moderno ao eoípo. Fósseis progressivos mostram como perdeu os dedos, alongou os pulsos e tornozelos, evoluiu com novos dentes para a pastagem, e aumentou de tamanho”.

“Deve saber”, respondi, “que, para apresentar este quadro nítido, os evolucionistas tiveram de deixar fora muitos dos fósseis. Apanham apenas aqueles que apóiam sua teoria, e presumem que estão ligados uns aos outros.”

“Apenas simplificam as coisas para evitar a confusão”, disse o estudante.

Eu lhe respondi: “Para evitar confusão eles escondem a evidência, e, ao simplificarem as coisas, simplificam-nas demais, ao ponto de as falsificarem.”

Deveras, é exatamente o que Simpson afirma, que ‘a simplificação excessiva dos fósseis do cavalo equivale à falsificação’. E escreve o naturalista I. Sanderson:

“Este quadro evolucionário agradavelmente nítido de progressão ordeira nas estruturas dos dentes, da falta de artelhos, do aumento do tamanho, e do alongamento do pulso e do tornozelo, infelizmente agora ficou sujeito à grave suspeita.

“Tantas ramificações colaterais foram trazidas à luz, tantas formas intermediárias inexistem completamente, que nós podemos agora afirmar apenas que a descrição clássica não é nada mais que um guia para os passos prováveis através dos quais o cavalo moderno evoluiu.”

No entanto, os fósseis ainda são a “testemunha-chave” da evolução. Conforme Simpson nos conta: “A espécie mais direta da evidência sobre a verdade da evolução tem de ser, afinal de contas, provida pelos fósseis.”

Silenciosos Quanto à Origem da Vida

No entanto, a evidência dos fósseis deixa por completo de nos contar que a vida tenha evoluído da forma que os cientistas pretendem. Faltam os fatos, as provas.

O problema não é novo para os evolucionistas. Há mais de uma centúria o problema já existia para Charles Darwin, o “pai” da evolução moderna. Ele se livrou do problema na sentença final de sua Origem das Espécies, por atribuir a origem da vida a Deus, afirmando que a vida foi atribuída “primitivamente pelo Criador a um pequeno número de formas, ou mesmo a uma só”.

Passaram-se décadas. Mas, a evidência continuou a inexistir. Mais tarde, A. C. Seward admitiu que os fósseis “não nos contam nada sobre a origem da vida”. E até o dia de hoje a situação continua a mesma. Na verdade, às vezes há anúncios sensacionais feitos por jornalistas ávidos de publicidade, de que a criação da vida em laboratório é iminente. Mas, mesmo se isso acontecesse, apenas mostraria que tinha de haver um Criador, que a vida não vem a existir por si só.

O fato é que os fósseis permanecem inteiramente silenciosos quanto à suposta evolução da vida microscópica. Admite um compêndio universitário: “Ainda sabemos muito pouco sobre a evolução protozoária [unicelular].”

“Explosão” de Formas de Vida Complexas

O primeiro testemunho dos fósseis que transmite qualquer convicção se acha no que os geólogos chamam de camadas de rocha cambriana. Antes desse tempo, o registro das rochas mostra leitos inalterados por incontáveis eras. Mas, naquelas camadas mais antigas, quaisquer supostos fósseis são raros. Deveras, sua validez é calorosamente disputada entre os próprios cientistas.

Mas, nas rochas cambrianas, os fósseis surgem em súbita profusão, em ampla variedade, altamente especializados e muito complexos. Silenciosos por tanto tempo, na maior parte do registro, efetivamente, os fósseis, a sua testemunha-chave, tornam-se de súbito uma matraca! Tenho de perguntar a mim mesmo: “Será que tinham laringite por todo aquele tempo anterior, ou o caso era que não tinham nada a declarar?” Penso nas palavras de Simpson, que se refere a esta súbita “explosão” de miríades de fósseis como “este grande mistério da história da vida”.

Mas, vamos conceder até aos evolucionistas a “geração espontânea” da vida, que não conseguem estabelecer à base dos fósseis, nem reproduzir em laboratório. Concedamos-lhes essa primeira partícula de vida, cuja origem não conseguem traçar. Concedamos-lhes também os fantásticos progressos desde a primeira vida microscópica até o súbito aparecimento de milhares e milhares de formas altamente especializadas de vida nas rochas cambrianas. Sendo tudo isso concedido a eles, podem contemplar os fósseis e, pelo menos, conseguir algumas respostas sobre como evoluíram supostamente as posteriores formas de vida?

Quando surgiram as plantas terrestres, os fósseis não ficaram silenciosos, mas falaram bastante sobre elas. Todavia, os fósseis não revelam absolutamente quaisquer tipos “primitivos” como sendo seus ancestrais. Como sugeriu certa autoridade, os crentes na evolução têm simplesmente de crer que existiram esses supostos ancestrais.

Também, não há fósseis de insetos “primitivos”. Os insetos surgem subitamente nos fósseis, altamente desenvolvidos, e em grandes números, na verdade, uma “explosão” da vida entômica em formas complicadas. Todavia, diz-se-nos que devem ter evoluído por dezenas de milhões de anos antes disso. Mas, qual e a base para afirmarem tal coisa?

Não há nenhuma base para tal suposição — nenhuma. Não podem ser achados quaisquer fósseis desses supostos estágios preliminares. Segundo confirma a Encyclopœdia Britannica de 1974: “O testemunho dos fósseis não fornece quaisquer informes sobre a origem dos insetos.” E a única razão de se conceder tão longo tempo ao desenvolvimento entômico é que a teoria da evolução exige isso. Assim, os evolucionistas o suprem prazeirosamente.

Os Vertebrados

Será que a testemunha-chave, os fósseis, nos contam algo mais sobre o aparecimento dos vertebrados? São os animais que possuem espinha dorsal ou coluna vertebral.

Não, os fósseis novamente se mantêm estranhamente silenciosos — estranhamente, diga-se, do ponto de vista da evolução. Para exemplificar, os peixes simplesmente surgiram. Os evolucionistas não conseguem nem concordar sobre qual ancestral os produziu. Segundo seu próprio raciocínio, desde os primeiros supostos peixes até os primeiros fósseis de peixes reais há uma lacuna de cerca de cem milhões de anos. Por que cem milhões de anos? Porque decidiu-se que a evolução precisa de todo esse tempo para “evoluir” algo com uma espinha dorsal.

Mas, em todo esse tempo, que fósseis ancestrais foram encontrados para os vertebrados? De novo, a Encyclopœdia Britannica de 1974 responde: “Os restos fósseis, contudo, não fornecem informes sobre a origem dos vertebrados.” Simplesmente apareceram, de forma súbita, em grande variedade, e em formas muito complexas.

No entanto, despercebamos o silêncio de cem milhões de anos. Dos peixes vieram os anfíbios, afirmam eles. Mas, novamente, os fósseis não falam nada sobre este ponto crucial. Até mesmo os tentadores dipneustas são rejeitados quanto a serem o elo entre os peixes e os anfíbios.

A seguir, segundo a evolução, vieram os répteis, que põem ovos. O que diz a testemunha-chave sobre seus ancestrais? No livro The Reptiles (Os Répteis), lemos: “Uma das caraterísticas frustradoras dos fósseis da história dos vertebrados é que mostram tão pouca coisa sobre a evolução dos répteis durante seus primeiros dias, quando o ovo com casca era desenvolvido.” E, por falar em ovos, depois de ler tais admissões quanto à falta total de evidência, tenho de concluir que foi a evolução que ‘botou um ovo’ nesse caso.

Os fósseis ainda silenciam quando, segundo os evolucionistas, milhões de anos depois alguns répteis tornaram-se mamíferos e outros se transformaram em aves. Simpson admite que tanto para os mamíferos como para as aves, os fósseis são ‘minguados’ para os 75.000.000 de anos em que se diz que ocorriam as grandes mudanças.

Por fim, eis uma rápida amostra do testemunho dos fósseis sobre a evolução dos mamíferos, inclusive o homem: “Os fósseis, infelizmente, pouquíssimo revelam sobre as criaturas que consideramos os primeiros mamíferos verdadeiros.” (The Mammals, p. 37) “Infelizmente, os fósseis que nos habilitariam a rebuscar o aparecimento dos macacos ainda são irremediavelmente incompletos. . . . Infelizmente, os primeiros estágios do progresso evolucionário do homem por sua própria linha individual permanecem sendo um completo mistério.” (The Primates, págs. 15, 177) “Até mesmo esta história relativamente recente [de criaturas simiescas até o homem] está repleta de incertezas; as autoridades amiúde divergem, tanto sobre os pontos básicos como sobre os pormenores.” — Mankind Evolving (A Humanidade Evolui), p. 168.

O Registro É Contra a Evolução

Sem dúvida, a suposta evolução de todos esses grupos principais de coisas vivas acha-se repleta de incríveis lacunas. Vez após vez a história é a mesma: os fósseis silenciam sobre os ancestrais. Em alguns casos, isto talvez seja compreensível. Mas, não é mais do que simples coincidência quando tal silêncio ocorre no caso de toda categoria principal das coisas vivas?

Até mesmo Darwin há muito lamentou as lacunas nos fósseis. Com efeito, disse que era boa base para se rejeitar a sua teoria. Mas, defendeu sua posição por causar o impedimento de sua própria testemunha-chave. Afirmou que os fósseis tinham sido alterados, eram incompletos, e que muitos organismos vivos simplesmente não deixaram fósseis, em especial aqueles sem partes duras. Muitos evolucionistas hoje dependem das mesmas desculpas.

Todavia, a verdade é que há muitas camadas de rochas inalteradas. E há muitos fósseis de ‘partes macias’ inclusive pele, vermes, medusas e penas. Também, por que os fósseis são tão repletos quanto às formas de vida “completas” e tão vazios quanto aos estágios “em evolução”?

Sou obrigado a concluir que pouquíssimos conjuntos de fatos argumentam de forma tão eloqüente contra a evolução quanto o fazem os fósseis.

Será Que as Mutações Explicam a Evolução?

Afirma-se que as mutações são evidência a favor da evolução. Mas, serão realmente? Um conhecido meu argumentou fortemente em favor delas.

Mas, antes de narrar nossa palestra, desejaria mencionar uma prática dele que é similar ao enfoque ‘só os insensatos é que não crêem na evolução’. É um doutor em biologia que acaba de deixar a faculdade. Sua linguagem acha-se saturada grandemente de palavras portentosas como homozigosa, heterozigosa, translocações, inversões, haplóide, diplóide, poliplóide, mitose, meiose, ácido desoxirribonucleico e coisas semelhantes.

Era óbvio que obtinha satisfação em usar tais palavras ‘difíceis’, usando-as como uma espécie de bravata mental. No entanto, vocabulário intimidador não prova uma teoria. Se resulta em algo, é em torná-la ainda mais suspeita.

Úteis — ou Prejudiciais?

“As mutações provocam mudanças na matéria genética que governa a hereditariedade”, ele me disse, acrescentando: “A seleção natural preserva as vantajosas, e, ao se acumularem por muitas gerações, evoluem novas espécies.”

“Mas”, disse eu, “as mutações são mudanças cegas, ocasionais e acidentais da matéria genética. Podem tais mudanças não dirigidas aprimorar estruturas altamente complexas de formato surpreendentemente intricado?”

Ele respondeu: “É verdade que a maioria das mutações são prejudiciais, mas raramente uma é proveitosa.” Então usou uma ilustração encontrada em alguns escritos evolucionários, afirmando: “É como jogar pedras em seu carro. Na maior parte do tempo, causará danos, mas, a milionésima rocha talvez atinja o carburador de modo exato e melhore sua regulagem. É assim que as mutações funcionam.”

Fiquei pensando se gostaria de ser atingido por um milhão de pedras apenas para obter uma melhora questionável em meu corpo. Assim, disse-lhe: “Naturalmente, no tempo em que a milionésima pedra ‘melhorou’ o carburador, as 999.999 anteriores já teriam rebentado o radiador, estourado a bateria, arrancado a fiação, quebrado as velas de ignição, estourado o pára-brisas, quebrado os instrumentos no painel e amassado a carroceria e o tanque de gasolina.” O seguinte milhão de pedras provavelmente amassaria o carburador também!

“Não”, contra-argumentou, “é aí que entra a seleção natural. Ela eliminaria as mutações prejudiciais”.

“Os evolucionistas gostariam de pensar assim”, disse eu, “mas eles sabem que isso não acontece. A maioria das mutações são recessivas e se acumulam num fundo genético. Repetidas vezes surgem nas gerações futuras, aleijando ou matando os organismos. É esta carga genética acumulada que muitos genéticos imaginam que cause a degeneração, a velhice e a morte. Deveras, receiam que esteja empurrando o homem para um ‘crepúsculo’ biológico.”

“O fato é”, continuei, “que se usam várias páginas em alguns livros para alistar as doenças e deformidades hereditárias causadas pelas mutações que a seleção natural deixa de eliminar. Algumas delas são o diabetes, as anemias, o daltonismo, a hemofília, a surdo-mudez, o albinismo, o pé torto, o lábio leporino, o nanismo, o glaucoma, o retardamento mental . . .”

“Mas . . .”

Eu o fiz parar. “Antes de falar, apenas mais um ponto sobre a sua analogia de jogar pedras no carro.”

Nada de Novo, mas Apenas Variações

Continuei: “Mesmo que admitíssemos que uma pedra poderia, acidentalmente, regular o carburador, jamais faria um novo. Jamais transformaria um carburador de dois “jets” em um de quatro “jets”, ou o transformaria para injetar combustível. As mutações podem provocar variações no antigo, mas não podem criar algo novo. Então, o que me diz?”

“Há exemplos de mutações boas. Pode-se realmente observar a ocorrência da evolução.”

Ele forneceu três casos. Um era a falena cor de pimenta. Disse que há uma variedade escura desta falena que aumenta nas cidades industriais. A forma mais escura pousa nos troncos das árvores escurecidos pela fumaça, e, assim, não é tão visível às aves. Outro caso era que algumas moscas mutadas eram resistentes ao DDT e sobreviviam mesmo quando todas as outras moscas eram mortas. E, por fim, mencionou algumas bactérias que têm mutações e que são resistentes aos antibióticos, e destes poucos sobreviventes surgem populações resistentes.

Mas, a falena cor de pimenta em sua forma mais escura aumenta não só nas cidades, mas também na zona rural, onde os troncos das árvores não foram escurecidos pela fumaça industrial. A variedade escura é simplesmente mais forte, mais capaz de sobreviver sob as condições atuais. E ainda é uma falena.

As moscas e bactérias mutadas sobreviveram, é verdade. Mas, não são tão férteis e não vivem tanto quanto às sem mutações. As mutantes são “aleijadas”, “aberrações” genéticas, por assim dizer. Ao passo que alguma peculiaridade em seus sistemas lhes permitiu sobreviver, será que melhoraram? Emergiu novo tipo de vida?

Uma pessoa surda pode sobreviver ao barulho dum aeroporto duma grande cidade, ao passo que seus vizinhos de audição normal vão embora. Um homem com pés amputados não tem que temer pegar o pé-de-atleta, ao passo que as pessoas normais se previnem. Mas, os surdos e os amputados não constituem organismos aprimorados. Nem o são as moscas e bactérias mutantes.

Meu amigo não observa a evolução quando vê tais mutações. Apenas observa a variação dentro duma família de coisas vivas. Foi tudo o que viu aquela senhora que disse crer na evolução porque ‘acontecia em seu quintal’. Isso é tudo o que vê o chefe do Comitê Consultivo Sobre Educação Científica na Califórnia quando afirma que a evolução é um fato porque ‘vêem-se exemplos dela cada dia’.

Limitadas as Variações

É irresponsável pretender que a variação da cor duma falena prove que o homem evoluiu dos peixes. Trata-se simplesmente de mais conversa fiada evolucionista. Há variação constante entre as coisas vivas, mas as variações não mudam o que os organismos são.

Será que a rosa em arbusto se transformará num carvalho simplesmente porque há tantas variedades de rosas? Não, permanece sendo rosa.

Os saltadores humanos certa vez costumavam saltar 1,80 metros, mas agora já passam dos 2,10 metros. Significa isso que continuarão a melhorar até que as gerações futuras consigam saltar uns dois quilômetros?

Os corredores conseguiram melhorar até que correm uma milha em menos de quatro minutos. Prova isso que, com o tempo, conseguirão corrê-la em menos de quatro segundos?

Ninguém afirmaria que tal melhora poderia continuar a ser feita. E, por certo, sejam quais forem as melhoras limitadas obtidas, os atletas não se transformariam em outras criaturas. Nem acontece que, porque as moscas se tornam resistentes ao veneno, que continuarão a variar até que se tornem águias. Nem as falenas continuarão a variar de cor até que por fim se tornem pterodáctilos.

Há um limite para as coisas. Há um limite da velocidade. Há um limite do frio. E, se aceitarmos aquilo que os fósseis bradam bem alto, há um limite nas variações. As coisas vivas variam, mas sempre permanecem dentro de suas espécies. Não se transformam em outra coisa.

Outras Idéias Errôneas

Outra conversa de interesse se deu depois duma demonstração a que compareci numa universidade. A demonstração envolvia o relógio radiocarbônico, e o professor que a fazia mencionou a duração do tempo em que o homem tem estado na terra e se referiu à evolução.

Quando se perguntou ao professor qual a base para sua crença na evolução, ele disse: “Bem, podem alinhar crânios desde o peixe até o homem e a semelhança dos vizinhos nesta linha é notável. A semelhança dificilmente ocorre por acaso, mas indica que um proveio dos outros.”

“É mesmo?” — perguntei, visto que para mim isto parecia uma idéia errônea, uma noção falsa, desencaminhante.

Ele demonstrou surpresa, não compreendendo minha pergunta. Assim, entrei em pormenores: “Será que os animais nessa linha realmente evoluíram nesta seqüência? Já vi esta série de crânios em diferentes museus ser apresentada como prova da evolução, mas usualmente se indica que não se trata duma seqüência real que tenha ocorrido.”

“Oh, isso é verdade”, disse o professor. “Trata-se apenas duma ilustração da semelhança entre grupos diferentes”.

Semelhança não É Prova

Perguntei então: “Então, não ilustraria isso que a semelhança, ao invés de provar a evolução, não indica necessariamente, de forma alguma, a descendência?”

Ele sorriu. Eu era seu convidado, e ele um anfitrião afável.

“A mim me parece”, continuei, “que os evolucionistas são muito caprichosos. Usam a semelhança como prova da evolução, quando isto satisfaz seus caprichos, mas a rejeitam quando lhes traz problemas. Por exemplo, o polvo tem um olho surpreendentemente parecido ao olho humano. Todavia, nenhum evolucionista afirma que sejam relacionados.”

“Ademais”, adicionei, “os peixes e os insetos não são relacionados, todavia, há tipos de ambos que dispõem de órgãos luminosos similares. As lampréias, os mosquitos e as sanguessugas, não relacionados, dispõem de anticoagulantes similares para impedir que o sangue de suas vítimas se coagule. Os morcegos e os golfinhos não relacionados dispõem de sistemas de sonar similares. Os peixes e os insetos não relacionados têm olhos bifocais para a visão, tanto no ar como sob a água.”

Continuei: “Organismos não relacionados têm, em comum, mecanismos e instintos de hibernação, migração, para se fingirem de mortos, ferrões ou presas venenosos, e propulsão a jato. A fim de aceitar a evolução, teríamos de crer que estas coisas surpreendentes, tão difíceis de serem obtidas por acaso mesmo uma vez, foram conseguidas de forma independente, muitas vezes, por mutações cegas e ocasionais em muitos organismos não relacionados que as possuem. As probabilidades de estas coisas acontecerem uma só vez são astronomicamente remotas. Mas, os evolucionistas asseveram que aconteceram vez após vez, e por acaso. A matemática, sem dúvida, rejeita probabilidades assim!”

“O Sr. ficou animado”, disse o professor. Ambos sorrimos.

“Não tenho objeções a que a evolução seja discutida como teoria”, repliquei. “O que me irrita é o dogmatismo do evolucionista, sua arrogância e autoritarismo, o modo em que rotula outros de ignorantes se não engolem sua linha de argumentação.”

“Os cientistas são apenas humanos”, respondeu ele. “Têm suas interpretações particulares, e amiúde vão além do que os fatos justificam.”

Não É Verdadeira Ciência, mas Ficção Científica

Suas palavras me lembraram da admissão feita por Dunn e Dobzhansky em Heredity, Race and Society (Hereditariedade, Raça e Sociedade): “Os cientistas, como todos os demais homens, amiúde sucumbem à tentação de provar certo conceito particular ou reforçar algumas idéias preconcebidas.”

Sullivan, em The Limitations of Science, disse que os cientistas não “contam invariavelmente a verdade, nem tentam, mesmo sobre sua ciência. Sabe-se que têm mentido, mas não mentiram a fim de servir à ciência, mas, usualmente a [seus próprios] preconceitos religiosos ou anti-religiosos”.

Os evolucionistas também têm uma queda para rejeitar rapidamente os problemas cruciais com suas vãs especulações. Sem prova, surpreendentes transformações de uma forma complexa de vida em outra são mencionadas como fato, no estilo do escritor de contos de fadas.

Com um golpe duma vara de condão, o evolucionista faz com que uma escama se torne uma pena, ou um pelo. Uma nadadeira se torna uma perna, que de algum modo desaparece numa cobra, mas daí se transforma numa asa dum pássaro, num casco dum cavalo, numa unha de gato, em uma das mãos no homem. Tais “explicações” são ficção científica no que tem de mais fictício.

Resíduos nitrogenados, certa vez eliminados como amônia pelos peixes, são eliminados como uréia nos anfíbios, mas daí se transformam em ácido úrico nos répteis, voltando então à uréia nos mamíferos. Os mamíferos supostamente modificaram suas glândulas sudoríparas em mamas que produziam leite, e deram à luz filhotes que, por outra coincidência ocasional desenvolveram, ao mesmíssimo tempo, a sabedoria instintiva de sugar tais mamas!

Às vezes, achei que tais explicações não eram dadas com toda a seriedade. Deviam estar brincando, pensei. Mas, eles falam sério! Não estão brincando! Aceitam ficção científica como se fosse verdadeira ciência.

Pouco é de admirar que seus livros estejam repletos de ‘poderia bem ter acontecido’, ‘bem que poderia ocorrer’, ‘é possível que acontecesse’ que, depois de algum tempo e depois de muita repetição, se tornam ‘deve ter acontecido’. As possibilidades se tornam probabilidades, que então se tornam certezas. Suposições evoluem em dogmas. Especulações se tornam conclusões. Linguagem altissonante evolui em “evidência”.

Tudo isto significa traição ao verdadeiro método científico. Mas, por meio dessa lavagem cerebral, evolui a fé cega na evolução. Com ela evolui o arrogante autoritarismo necessário para sustentar o que não conseguem provar. Impetuosas proclamações são usadas como porrete contra os descrentes, talvez até mesmo tranqüilizando o sacerdócio evolucionista, aqueles que são seus promotores.

Mas, tal ficção científica não é nada tranqüilizante para muitos pais cujos filhos se acham na escola. Em casa, tais pais podem ensinar a criação a seus filhos, ao passo que na escola os professores ensinam a evolução. Uma coisa é certa: Alguém está mentindo!

Se, na escola, se ensinasse a evolução apenas como teoria, e se admitisse a criação como uma alternativa que possui apoio científico, então poderia diminuir a contradição na mente da criança. Mas, os evolucionistas lutam com unhas e dentes contra a introdução de qualquer idéia que não seja a deles. Cientistas e educadores supostamente esclarecidos, evolucionistas, tentam esmagar as idéias que não apóiam suas idéias preconcebidas. Certa vez lutavam pelo direito de ensinar a teoria da evolução, mas agora tentam impedir que se ensine qualquer outra coisa.

Os evolucionistas também recusam-se a encarar seu dilema, que é muito sério: os fosseis mostram que a evolução é uma explicação inadequada para o súbito aparecimento de formas complexas de vida. Mas, a criação especial se ajusta com precisão aos fósseis, todavia, é emocionalmente inaceitável aos evolucionistas. Simplesmente não toleram a idéia de que poderiam estar errados, que poderia haver um Criador, uma força superior a seus próprios cérebros. Alguém que produziu coisas vivas do Seu próprio modo.

Assim, ao invés de terem mentes liberais, os evolucionistas em geral tentam causar o impedimento dos fósseis. Recorrem a nomes feios e insultos contra os que não podem engolir seus contos de fada. E assemelham a crença na criação à de que são as cegonhas que trazem bebês. Como uma hierarquia religiosa na “Idade Obscura”, declaram ex cathedra (com autoridade) que a evolução é um fato, e excomungam para as trevas exteriores da ignorância a qualquer pessoa que não abraçar a fé que eles possuem.

A evolução é, para seus promotores, uma vaca sagrada. Mas, há um meio de rebaixar as vacas sagradas pelo progresso da verdade. Como um martelo, a verdade por fim despedaça os altares em que as idéias falsas foram veneradas. — Contribuído.

[Foto na página 21]

Quanto ao aparecimento dos macacos, os evolucionistas afirmam que ‘os fósseis são irremediavelmente incompletos’.

[Foto na página 24]

Os evolucionistas assemelham as mutações ao efeito de apedrejar seu carro; a milionésima pedra poderia atingir o carburador e melhorar sua regulagem.

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