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Excursão até uma aldeia xerpaDespertai! — 1976 | 22 de junho
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são entremeados de linhas de cores quentes. Para coroar tudo isso, dispõem daqueles gorros altos e elegantes de pele, ricamente bordados em ouro em volta da coroa. Isto combina com suas botas igualmente atraentes, usualmente pretas, vermelhas e azul-turquesas.
Às oito da manhã estamos prontos para partir. Os homens, bem como as mulheres, transportam grandes quantidades de manteiga, queijo, ovos e dinheiro, que são oferecidos ao sacerdote principal do mosteiro. Depois de duas horas de caminhada, subindo e descendo, chegamos ao mosteiro de Chiwong. Encontra ali uma onda de gente que superlota as sacadas e que entram e saem pelo portão principal.
Por volta das 11 horas, começa a dança, exclusivamente da parte dos subsacerdotes do mosteiro, ao passo que o sacerdote principal fica olhando. Algumas das expressões mais inimaginavelmente horríveis e desumanas são representadas nas máscaras usadas pelos dançarinos. Os címbalos se chocam, soam as trombetas, e os enormes tambores do mosteiro trovejam sua batida rítmica. Enquanto isso, aqueles lamas (sacerdotes) cheios de energia dançam uma história completa. Quando terminam, já são 18 horas.
As danças do dia pertencem aos lamas, enquanto que a noite é deixada inteiramente para os leigos. Sim, durante três noites em série, homens e mulheres xerpas pouco dormem. A pálida e pacífica lua no alto parece censurar a loucura das festanças lá embaixo. Entoam-se canções folclóricas bem alto e bom som, os agudos tons femininos misturando-se com as vozes masculinas, profundas e ressoantes. Quanto aos velhos e as crianças, tiram sua soneca ao ir passando a noite.
Adeus!
Você afirma que precisa partir, e não podemos impedi-lo. Assim, permita, por obséquio, que meu povo lhe diga adeus do modo xerpa: Desejam adorná-lo com o tradicional lenço branco. É sinal de profundo respeito. Vou descer com você até Catmandu. Sonam, nosso cozinheiro, bem como nossos dois fiéis carregadores, nos acompanharão. Quanto a Sonam, nossos carregadores e eu, voltaremos em breve, e esperamos que retorne também. Faça o favor de voltar. Volte de novo a este vale himalaico de Junbesi — à sempre sorridente aldeia xerpa!
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Evolução e cristianismo — são compatíveis?Despertai! — 1976 | 22 de junho
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Qual É o Conceito da Bíblia?
Evolução e cristianismo — são compatíveis?
SEGUNDO a teoria da evolução, todas as coisas vivas se desenvolveram de organismos unicelulares que vieram à existência há centenas de milhões de anos. Supostamente, apenas as mudanças biológicas produziram a infinita variedade de plantas e animais existentes hoje na terra.
Entre os que aceitam esta teoria acham-se muitos que crêem em Deus. Sustentam que Deus iniciou e dirigiu o inteiro processo evolucionário. Concorda com tal conceito?
Muitos acham que não existe real conflito entre a teoria da evolução e os princípios básicos do cristianismo. No entanto, há certos assuntos básicos em que não podem absolutamente conciliar-se.
Destacada entre estes é a afirmação dos evolucionistas de que todas as formas de vida se desenvolveram de um princípio comum e são, portanto, aparentadas umas às outras, pelo menos no passado distante. A Bíblia, contudo, declara inequivocamente que Deus “passou a criar” separadamente, “segundo as suas espécies”, tipos de vida vegetal, aquática, avícola e animal, bem como os humanos. (Gên. 1:11, 12, 20-22, 24-28; 2:7, 21-23) Devem os cristãos hoje abandonar o relato de Gênesis sobre a criação em favor da evolução? É “anticientífico” crer numa criação separada “segundo as suas espécies”?
O testemunho de maior peso para os cristãos é o do próprio Jesus Cristo. Observe sua expressão para certos líderes religiosos: “Não lestes que aquele que os criou desde o princípio os fez macho e fêmea, e disse: ‘Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne’?” (Mat. 19:4, 5) Disto se torna claro que Jesus aceitava o conceito da Bíblia sobre a origem da vida.
Todas as Escrituras Gregas Cristãs concordam neste ponto. Lemos, para exemplificar: “Porque o homem não procede da mulher, mas a mulher do homem.” (1 Cor. 11:8; compare com Gênesis 2:21-23.) “O Deus que fez o mundo e todas as coisas nele . . . fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra.” — Atos 17:24-26; compare com Gênesis 1:27, 28.
Mas, podem pessoas informadas aceitar hoje esse conceito? Não refutaram as descobertas dos cientistas o relato da criação de Gênesis? Em alguns círculos, é popular que se pense assim. Mas, quantos realmente examinaram o assunto? Examinou-o o leitor? O primeiro capítulo de Gênesis não diz que Deus criou toda espécie de planta e animal separadamente. Conforme observado acima, as coisas vivas foram produzidas “segundo as suas espécies”. O que significa tal expressão? Simplesmente que os principais grupos de organismos, tais como os humanos, são distintos de outros grupos principais. Isto, contudo, permite que haja grande variedade dentro de cada “espécie” de Gênesis.
Não é esse precisamente o modo em que as formas de vida aparecem hoje? É provável que não consiga contar as variedades de gatos e de cachorros que já viu durante sua vida. Mas, não permanecem sendo gatos e cachorros? Jamais se cruza a fronteira entre os felinos e os caninos. E, que dizer da espécie humana? Embora seja evidente a grande variedade entre os humanos, inclusive a cor de seus cabelos, a cor dos olhos, a altura, as aptidões naturais e caraterísticas pessoais, sempre continuam humanos. Neste sentido, bem conhecido professor de zoologia, Theodosius Dobzansky, escreveu:
“O mundo vivo não é única sucessão na qual quaisquer duas variantes acham-se ligadas por séries ininterruptas de formas intermediárias, mas uma sucessão de mais ou menos sucessões distintamente separadas, sendo ausentes ou pelo menos raros, os intermediários entre elas.”
Que dizer dos fósseis que viveram em eras passadas? Vemos ali evidência de contínua evolução de todas as coisas vivas? Ou será que o “registro das rochas” contém prova adicional da distinção entre os grupos principais de organismo? O paleontólogo George Gaylord Simpson escreve:
“Os fatos são que muitas espécies e gêneros, na realidade a maioria, deveras aparecem subitamente no registro, diferindo agudamente e, de muitos modos, de qualquer grupo anterior, e que esta aparência de descontinuidade se torna mais comum quanto mais alto for o nível, até que seja virtualmente universal no que tange à ordem e a todos os passos mais altos da hierarquia [da classificação animal e vegetal].”
Não confirmem plenamente o registro de Gênesis, estes fatos nos mundos vivo e fóssil, de que as formas de vida vieram à existência e se reproduzem “segundo as suas espécies”?
Um ensino cristão básico é expresso em Romanos 5:12: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” Por causa disso foi necessário que Jesus Cristo viesse à terra e morresse sacrificialmente como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (João 1:29) Esta verdade cristã, contudo, está em conflito total com a teoria da evolução Como assim? Porque essa teoria afirma que, ao invés de decair no pecado em seu começo, o homem continuou a ascender. Se isso fosse verdade, não havia necessidade da morte de Jesus para expiar pecados.
E o que dizer do principal sinal identificador do cristianismo? Disse Jesus: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:35) Em seu famoso Sermão do Monte, Jesus aconselhou seus ouvintes a mostrar amor até a seus “inimigos”. (Mat. 5:44) Será que a teoria da evolução concorda com a lei cristã do amor, Paul Raubiczak, professor de filosofia, menciona alguns dos efeitos do modo de pensar evolucionista sobre a humanidade:
“Fez-se da evolução a base duma filosofia completa. . . . com efeito, a filosofia baseada no darwinismo exerceu influência extremamente forte, muito além dos domínios da ciência e da filosofia, sobre o desenvolvimento do pensamento europeu. A implacável luta de vida ou morte pela sobrevivência se traduziu na nova moralidade em implacável competição num mundo capitalista, em implacável guerra no mundo comunista, e em implacável nacionalismo em toda a parte.”
As conseqüências de se aceitar a teoria da evolução podem ser bem amplas. Caso ficasse persuadido que o conceito bíblico da origem da vida não é correto, como isso influiria em sua consideração pelas outras partes da Bíblia, tais como seus elevados princípios morais? Poderia dar-se que esta teoria acabaria por destruir inteiramente sua fé em Deus, como fez no caso de milhões de outros?
Em suma, a teoria da evolução nega que os grupos principais de coisas vivas sejam distintos uns dos outros, e tenham permanecido assim através da história da vida na terra. Nega a verdade da queda do homem no pecado e a conseqüente necessidade do sacrifício resgatador de Jesus. (Mat. 20:28; 1 Tim. 2:5, 6) Produziu, em ampla escala, a perda da fé em Deus, e promoveu um espírito de “um cão come o outro”, de “sobrevivência do mais forte” que resultou em indizível derramamento de sangue. A evolução e o cristianismo, portanto, evidentemente não são compatíveis.
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Ondas de energiaDespertai! — 1976 | 22 de junho
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Ondas de energia
● As ondas oceânicas contêm tremendas quantidades de energia. Depois que as ondas da costa da Escócia soltaram e moveram uma pedra de cimento que pesava 1.350 toneladas, ela foi substituída por um ancoradouro que pesava 2.600 toneladas. Mas, alguns anos depois, ele, também, foi levado pelas ondas.
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