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  • A vida — como começou?
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
    • Capítulo 1

      A vida — como começou?

      1. Quão difundida é a vida no planeta Terra?

      HÁ VIDA em toda a parte ao nosso redor. Evidencia-se no zumbido dos insetos, no canto dos pássaros, no farfalhar provocado por animaizinhos na vegetação rasteira. Existe nas gélidas regiões polares e nos escaldantes desertos. Apresenta-se desde a superfície ensolarada do mar até suas mais escuras profundezas. Bem alto, na atmosfera, flutuam diminutas criaturas. Embaixo de nossos pés, indizíveis trilhões de microorganismos operam no solo, tornando-o fértil para o cultivo de plantas verdes que sustentam outras formas de vida.

      2. Que indagações persistem há longo tempo na mente de muitos?

      2 A Terra está cheia de vida, tão abundante e variada a ponto de desafiar nossa imaginação. Como foi que tudo isso começou? Este nosso planeta e todos os seus habitantes — como é que vieram a existir? Mais especificamente, qual é a origem da humanidade? Evoluímos de animais simiescos? Ou fomos criados? Exatamente como viemos a existir? E o que a resposta dá a entender quanto ao futuro? Indagações como estas já subsistem há longo tempo, e ainda continuam sem resposta na mente de muitos.

      3. O que julgam alguns sobre tais perguntas, mas, por que são importantes para todos?

      3 Talvez julgue que tais perguntas realmente não o atingem. É possível que reflita: ‘Pouco me importa qual seja a minha origem — eu estou aqui. E provavelmente viverei 60, 70 ou talvez 80 anos — quem sabe? Mas, quer tenhamos sido criados, quer tenhamos evoluído, isso não faz nenhuma diferença para mim agora.’ Pelo contrário, poderia fazer muita diferença — quanto tempo vive, o modo como vive, as condições em que vive. Como assim? É porque toda a nossa atitude para com a vida e o futuro é influenciada por nosso conceito sobre a origem da vida. E como a vida veio a existir influirá definitivamente no curso futuro da História e no nosso lugar nela.

      Diferentes Conceitos

      4. O que acham muitos sobre as perspectivas de vida na Terra?

      4 Na concepção de muitos que aceitam a teoria da evolução, a vida sempre se constituirá de intensa competição, com contendas, ódios, guerras e morte. Alguns até acham possível que o homem destrua a si mesmo no futuro próximo. Declarou certo cientista de nomeada: “Talvez tenhamos somente algumas décadas até o Dia do Juízo. . . . o desenvolvimento das armas nucleares e seus sistemas de liberação [lançamento] levarão, mais cedo ou mais tarde, ao desastre global.”1 Mesmo que isso não aconteça em breve, muitos crêem que, quando o período de vida duma pessoa expira na morte, ela nunca mais volta a existir. Outros acham que, no futuro, terminará toda a vida na Terra. Teorizam que o sol se expandirá numa gigantesca estrela vermelha, e, ao fazê-lo, “os oceanos ferverão, a atmosfera evaporará no espaço, e uma catástrofe de proporções imensas e inimagináveis tomará conta do planeta”.2

      5. (a) Como é que os “criacionistas científicos” encaram a Terra? (b) Que perguntas suscita tal concepção?

      5 Os “criacionistas científicos” têm aversão a tais conclusões. Mas a sua interpretação do relato de Gênesis sobre a criação os leva a afirmar que a Terra só tem 6.000 anos, e que os seis “dias” que Gênesis atribui à criação eram, cada um, de apenas 24 horas. Mas será que tal idéia representa com exatidão o que a Bíblia afirma? Foram a Terra e todas as suas formas de vida criadas em apenas seis dias literais? Ou existe uma alternativa razoável?

      6. Em que devemos basear nossas conclusões sobre a origem da vida na Terra, e como foi que Darwin deixou o assunto em aberto?

      6 Ao ponderar as questões relacionadas com a origem da vida, muitos se deixam levar pela opinião popular, ou pela emoção. De modo a evitar isto, e chegar a conclusões acertadas, precisamos considerar a evidência com mente aberta. É interessante notar também que, mesmo o mais conhecido paladino da evolução, Charles Darwin, mostrou-se consciente das limitações de sua teoria. Na conclusão de sua A Origem das Espécies, escreveu sobre a grandeza desta “forma de considerar a vida, com seus poderes diversos atribuídos primitivamente pelo Criador a um pequeno número de formas, ou mesmo a uma só”,3 tornando assim evidente que o assunto das origens estava sujeito a exames adicionais.

      Não Está em Questão a Ciência

      7. Que esclarecimento se faz quanto à ciência e ao nosso respeito por ela?

      7 Antes de prosseguirmos, talvez seja útil um esclarecimento: Não se questionam aqui as consecuções científicas. Toda pessoa informada está a par das surpreendentes realizações dos cientistas em muitos campos. Os estudos científicos aumentaram de forma dramática nosso conhecimento do universo, da Terra, e das coisas vivas. Os estudos da anatomia humana resultaram em meios aprimorados de tratar doenças e lesões. Rápidos avanços na eletrônica introduziram a era do computador, que modifica nossa vida. Os cientistas realizaram surpreendentes façanhas, até mesmo mandando homens de ida e volta à lua. É somente correto respeitar as perícias que tanto contribuíram para nosso conhecimento do mundo ao redor de nós, desde as coisas infimamente pequenas até às infinitamente grandes.

      8. Como é empregado neste livro o termo evolução, e a que se refere o termo criação?

      8 Talvez também seja de proveito, nesta oportunidade, esclarecer definições: O termo evolução, segundo empregado neste livro, refere-se à evolução orgânica — a teoria de que o primeiro organismo vivo se desenvolveu de matéria abiótica. Daí, ao se reproduzir, diz-se que se transformou em diferentes espécies de coisas vivas, produzindo, por fim, todas as formas de vida que já existiram na Terra, incluindo os humanos. E crê-se que tudo isto foi realizado sem direção inteligente ou sem intervenção sobrenatural. O termo criação, por outro lado, é a conclusão de que o surgimento de coisas vivas só pode ser explicado pela existência de um Deus Onipotente que projetou e fez o universo, e todas as espécies básicas de vida sobre a Terra.

      Algumas Questões Vitais

      9. O que argúem sobre a criação os que aceitam a evolução, mas, que perguntas podem vir-nos à mente, tanto sobre a evolução como sobre a criação?

      9 Obviamente, há profundas diferenças entre a teoria da evolução e o relato de Gênesis sobre a criação. Os que aceitam a evolução argúem que a criação não é científica. Mas, com toda justiça, poder-se-ia também perguntar: É a própria evolução verdadeiramente científica? Por outro lado, é Gênesis apenas outro mito antigo sobre a criação, como muitos argúem? Ou se harmoniza com as descobertas da ciência moderna? E que dizer de outras perguntas que afligem a tantos: Se existe um Criador onipotente, por que há tanta guerra, fome e doença que enviam milhões prematuramente para a sepultura? Por que permitiria ele tanto sofrimento? Ademais, se existe um Criador, revela ele o que o futuro nos reserva?

      10. (a) Qual é o objetivo deste livro, e o que esperam seus editores? (b) Por que é tão importante considerar tais assuntos?

      10 O objetivo deste livro é examinar tais indagações e questões relacionadas. Seus editores esperam que o leitor considere de mente aberta o conteúdo dele. Por que isto é tão importante? Porque tais informações talvez se provem de maior valor para o leitor do que poderia imaginar.

      [Destaque na página 7]

      Será que a vida evoluiu ou foi criada?

      [Destaque na página 8]

      Toda a nossa atitude para com a vida e o futuro é influenciada por nosso conceito sobre a sua origem.

      [Destaque na página 10]

      Os que aceitam a evolução argúem que a criação não é científica; mas pode-se dizer, com justiça, que a própria teoria da evolução seja verdadeiramente científica?

      [Foto na página 9]

      Só tem 6.000 anos?

      [Foto na página 11]

      É correto respeitar as perícias científicas que tanto contribuíram para nosso conhecimento.

      [Quadro/Foto nas páginas 12, 13]

      Coisas Sobre as Quais Refletir.

      Nosso mundo está repleto de tantas coisas maravilhosas:

      Coisas grandes: Um pôr-do-sol que transforma o céu ocidental num resplendor de cores. Um céu noturno, pontilhado de estrelas. Uma floresta cheia de majestosas árvores, penetradas por feixes de luz. Cadeias de montanhas serrilhadas, com seus picos nevados brilhando ao sol. Mares encapelados, agitados pelos ventos. Tais coisas nos animam, nos enchem de assombro.

      Coisas pequenas: Diminuto pássaro, uma mariquita-estriada, voando bem alto sobre o Atlântico, em direção à África, a caminho da América do Sul. A uns 20.000 pés (6.000 metros) de altitude, pega um vento predominante que o faz dirigir-se à América do Sul. Guiado por seu instinto migratório, segue sua trajetória por vários dias, e por mais de 3.800 quilômetros — é muita coragem para somente vinte e um gramas de penas! Isso nos enche de admiração e de espanto.

      Coisas engenhosas: Morcegos que empregam o sonar. Enguias que geram eletricidade. Gaivotas que dessalinizam a água do mar. Vespas que fabricam papel. Térmites que instalam condicionadores de ar. Polvos que empregam a propulsão a jato. Aves que são tecelãs ou que constroem prédios de apartamentos. Formigas que cultivam hortas, ou costuram, ou criam gado. Vaga-lumes com faroletes inatos. Admiramo-nos de tal engenhosidade.

      Coisas simples: Quando a vida se aproxima do fim, não raro é nas coisas pequenas que focalizamos nossa atenção, coisas que amiúde julgávamos corriqueiras: Um sorriso. Um toque de mão. Uma palavra bondosa. Uma pequenina flor. O canto dum pássaro. A tepidez do sol.

      Quando refletimos sobre tais coisas grandes que nos assombram, as coisas pequenas que suscitam nossa admiração, as coisas engenhosas que nos fascinam, e as coisas simples tardiamente apreciadas — a que as atribuímos? Exatamente como podem tais coisas ser explicadas? De onde provêm?

  • Por que há discordâncias a respeito da evolução?
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
    • Capítulo 2

      Por que há discordâncias a respeito da evolução?

      Quando uma edição centenária, especial, de A Origem das Espécies, de Darwin, estava sendo preparada, W. R. Thompson, então diretor do Instituto de Controle Biológico da Comunidade, de Ottawa, Canadá, foi convidado a escrever o prefácio. Nele, declarou: “Como sabemos, há grande divergência de opiniões entre os biólogos, não só quanto às causas da evolução, mas também, até mesmo, sobre o processo em si. Tal divergência existe porque a evidência é insatisfatória, e não permite nenhuma conclusão abalizada. Por conseguinte, é correto e apropriado trazer à atenção do público não-científico os desacordos sobre a evolução.”a

      1, 2. (a) Como tem sido definida a palavra “fato”? (b) Quais são alguns exemplos de fatos?

      AQUELES que apóiam a teoria da evolução acham que ela agora já é um fato confirmado. Crêem que a evolução é uma “ocorrência real”, uma “realidade”, uma “verdade”, conforme certo dicionário define a palavra “fato”. Mas, será mesmo?

      2 À guisa de ilustração: Cria-se, certa vez, que a Terra era plana. Atualmente já se confirmou, com certeza, que ela tem formato esferóide. Isso é um fato. Cria-se outrora que a Terra era o centro do universo, e que os céus giravam em torno da Terra. Atualmente sabemos, com certeza, que a Terra gira numa órbita ao redor do sol. Isto, também, é um fato. Muitas coisas — que outrora eram apenas teorias debatíveis — foram confirmadas pela evidência como fatos sólidos, realidades, verdades.

      3. (a) O que indica que a evolução ainda é questionada como “fato” confirmado? (b) Que enfoque será útil ao se examinar a condição atual da evolução?

      3 Será que um exame da evidência a favor da evolução lhe daria igual respaldo? É curioso que, desde que o livro de Charles Darwin, A Origem das Espécies, foi publicado em 1859, vários aspectos dessa teoria passaram a ser motivo de considerável discordância, mesmo entre cientistas evolucionistas de nomeada. Hoje em dia, tal disputa é mais acirrada do que nunca. E é esclarecedor considerar o que dizem sobre o assunto os próprios defensores da evolução.

      A Evolução sob Ataque

      4-6. O que está acontecendo entre os promotores da evolução?

      4 A revista científica Discover (Descobrir) pôs a situação no seguinte pé: “A evolução . . . não está sob ataque apenas de cristãos fundamentalistas, mas também é questionada por cientistas de grande reputação. Entre os paleontólogos, cientistas que estudam os fósseis, há crescente discordância quanto ao conceito prevalecente do darwinismo.”1 Francis Hitching, evolucionista e autor do livro The Neck of the Giraffe (O Pescoço da Girafa), declarou: “O darwinismo, a despeito de toda a aceitação que goza no mundo científico como o grande princípio unificador da biologia, depois de um século e um quarto, acha-se envolto num surpreendente montão de dificuldades.”2

      5 Depois de importante conferência de uns 150 especialistas da evolução, realizada em Chicago, Illinois, EUA, um informe concluía: “[A evolução] está atravessando sua mais ampla e profunda revolução em cerca de 50 anos. . . . Exatamente como a evolução ocorreu é, hoje em dia, uma questão de grande controvérsia entre os biólogos. . . . Não havia em vista nenhuma solução definida para essas controvérsias.”3

      6 O paleontólogo Niles Eldredge, evolucionista de destaque, disse: “A dúvida que se infiltrou na anterior certeza presunçosa e confiante da biologia evolucionista, nos últimos vinte anos, tem atiçado paixões.” Mencionou a “falta de total acordo, mesmo no âmbito dos campos opostos”, e acrescentou: “As coisas estão realmente tumultuadas nestes dias . . . Às vezes, parece que há tantas variações de cada tema [evolucionista] quanto o número de biólogos singulares.”4

      7, 8. O que comentou certo redator respeitado sobre A Origem das Espécies, de Darwin?

      7 Certo redator do jornal The Times (Os Tempos), de Londres, Christopher Booker (que aceita a evolução), disse a respeito disso: “Era uma teoria lindamente simples e atraente. A única dificuldade era que, como o próprio Darwin estava pelo menos parcialmente cônscio, ela se achava repleta de colossais furos.” No que tange à Origem das Espécies, de Darwin, ele observou: “Deparamo-nos aqui com a suprema ironia de que um livro, que se tornou famoso por explicar a origem das espécies, na verdade não faz nada disso.” — Grifo acrescentado.

      8 Booker também afirmou: “Decorrido um século desde a morte de Darwin, ainda não temos a menor idéia demonstrável, ou mesmo plausível, de como a evolução realmente ocorreu — e, nos anos recentes, isto levou a uma série extraordinária de batalhas sobre o assunto todo. . . . existe um estado de guerra quase declarada entre os próprios evolucionistas, todo o tipo de seita [evolucionista] instando que haja alguma nova modificação.” Concluiu: “Não temos a menor idéia de como e por que ela realmente ocorreu, e provavelmente jamais teremos.”5

      9. Como se descreve a situação entre os evolucionistas, nos tempos recentes?

      9 O evolucionista Hitching concordou, afirmando: “Surgiram explosivamente rixas sobre a teoria da evolução . . . Posições arraigadas, a favor e contra, foram tomadas em altos escalões, e choveram insultos, como obuses de morteiros, de ambos os lados.” Disse tratar-se de uma disputa acadêmica de amplas proporções, “potencialmente uma daquelas épocas na ciência em que, bem subitamente, uma idéia há muito acalentada é derrubada pelo peso da evidência contrária, e uma nova idéia ocupa seu lugar”.6 E a revista inglesa New Scientist (Novo Cientista) observou que “crescente número de cientistas, mais especificamente um avolumante número de evolucionistas . . . argumenta que a teoria da evolução darwiniana não é, de jeito nenhum, uma teoria genuinamente científica. . . . Muitos de tais críticos dispõem das mais altas credenciais intelectuais”.7

      Dilemas Sobre as Origens

      10. Já foi confirmada como fato uma origem evolucionista da vida na Terra?

      10 A respeito da questão da origem da vida, o astrônomo Robert Jastrow disse: “Para despeito deles, [os cientistas] não dispõem duma resposta taxativa, porque os químicos jamais tiveram êxito em reproduzir as experiências da natureza sobre a criação da vida à base de matéria abiótica. Os cientistas não sabem como isso aconteceu.” Acrescentou: “Os cientistas não têm prova de que a vida não foi o resultado de um ato de criação.”8

      11. Que dificuldades para a evolução apresentam os órgãos complexos do corpo?

      11 Mas as dificuldades não cessam com a origem da vida. Considere alguns órgãos do corpo, tais como o olho, o ouvido, o cérebro. Todos nos deixam pasmados diante de sua complexidade, muito maior do que o mais intricado aparelho feito pelo homem. Um dos problemas da evolução tem sido que todas as partes de tais órgãos precisam operar juntas para que haja a visão, a audição ou o pensamento. Tais órgãos teriam sido inúteis até que todas as partes, de per si, estivessem completas. Assim, surge a questão: Poderia o elemento não-dirigido do acaso, que se reputa uma força impulsionadora da evolução, ter ajuntado todas estas partes no tempo certo, a fim de produzir mecanismos tão complexos?

      12. (a) Que comentário fez Darwin sobre a origem da visão? (b) Acha-se este problema mais perto de ser solucionado, hoje em dia?

      12 Darwin admitiu que isto era um problema. Por exemplo, escreveu: “Parece impossível ou absurdo, reconheço-o, supor que a [evolução] pudesse formar a visão.”9 Desde então já se passou mais de um século. Foi equacionado o problema? Não. Pelo contrário, desde a época de Darwin, o que se tem aprendido sobre o olho revela-o ainda mais complexo do que ele, Darwin, entendia que fosse. Assim, disse Jastrow: “O olho parece ter sido projetado; nenhum projetista de telescópios teria feito melhor.”10

      13. Que concluiu certo cientista a respeito do cérebro?

      13 Se isto acontece com o olho, que dizer então do cérebro humano? Visto que até mesmo uma máquina simples não evolui por acaso, como pode ser factual que isso tenha acontecido com o cérebro, infinitamente mais complexo? Concluiu Jastrow: “É difícil aceitar a evolução do olho humano como produto do acaso; é ainda mais difícil aceitar a evolução da inteligência humana como o produto de distúrbios aleatórios dos neurônios de nossos ancestrais.”11

      Dilemas Que Envolvem os Fósseis

      14. É verdade que a evidência fóssil apóia a evolução?

      14 Os cientistas conseguiram obter, por meio de escavações, milhões de ossos e outras evidências de vida no passado, e estes são chamados de fósseis. Se a evolução fosse factual, por certo deveria haver neles ampla evidência da evolução de uma espécie de coisa viva em outra espécie. Contudo, o Bulletin (Boletim) do Museu Field de História Natural, de Chicago, EUA, comentou: “A teoria da [evolução], de Darwin, sempre esteve estreitamente vinculada com a evidência fóssil, e, provavelmente, a maioria das pessoas presume que os fósseis desempenham uma parte importantíssima do argumento geral a favor das interpretações darwinianas da história da vida. Infelizmente, isto não é estritamente verídico.”

      15. (a) Como encarava Darwin a evidência fóssil nos seus dias? (b) Depois de mais de um século de coleta de fósseis, o que revela a evidência?

      15 Por que não? O Bulletin prosseguiu dizendo que Darwin “ficou embaraçado com os fósseis porque não tinham a aparência que ele predissera . . . a documentação geológica não apresentava naquele tempo, e ainda não apresenta, uma cadeia finamente graduada de evolução lenta e progressiva”. Com efeito, atualmente, depois de mais de um século de coleta de fósseis, “dispomos de ainda menos exemplos de transição evolucionista do que tínhamos na época de Darwin”, explicou o Bulletin.12 Por que isto se dá? Devido a que a evidência mais abundante dos fósseis, hoje disponível, mostra que alguns dos exemplos, que certa vez eram empregados para apoiar a evolução, hoje em dia são encarados como não o fazendo de forma alguma.

      16. Que admitem agora muitos cientistas evolucionistas?

      16 Este fracasso da evidência fóssil em apoiar a evolução gradual tem perturbado muitos evolucionistas. Na obra The New Evolutionary Timetable (O Novo Cronograma Evolucionista), Steven Stanley mencionou “o fracasso geral da documentação em exibir transições graduais de um grupo principal para outro”. Disse ele: “A documentação fóssil conhecida não está, e nunca esteve, de acordo com [a evolução lenta].”13 Niles Eldredge também admitiu: “Não existe o padrão que nos mandaram procurar nos últimos 120 anos.”14

      Teorias Mais Recentes

      17. Como foi que Science Digest comentou as teorias mais recentes?

      17 Tudo isto tem levado muitos cientistas a patrocinar teorias inovadoras sobre a evolução. A revista Science Digest (Sumário de Ciência) expressou-se do seguinte modo: “Alguns cientistas propõem mudanças evolutivas ainda mais rápidas e estão agora trabalhando bem seriamente com idéias certa vez popularizadas apenas na ficção.”15

      18. Que dificuldade existe quanto à teoria mais recente de que a vida começou no espaço sideral?

      18 Para exemplificar, há cientistas que concluíram que a vida não poderia ter surgido espontaneamente na Terra. Em vez disso, especulam que deve ter-se originado no espaço sideral e, daí, vindo flutuando até a Terra. Mas, isso apenas faz recuar no tempo o problema da origem da vida, e o coloca num ambiente ainda mais proibitivo. São bem conhecidos os perigos que confrontam a vida no ambiente hostil do espaço sideral. Será provável, então, que a vida começasse espontaneamente em outra parte do universo e sobrevivesse sob tais condições rigorosas para chegar à Terra, e, mais tarde, se desenvolvesse na vida como a conhecemos?

      19, 20. Que nova teoria é promovida por alguns evolucionistas?

      19 Uma vez que os fósseis não demonstram o desenvolvimento gradual de vida, passando de um tipo para outro, há evolucionistas que teorizam que tal processo deve ter acontecido aos saltos (ou espasmos), e não a um ritmo contínuo. Como explica The World Book Encyclopedia (Enciclopédia do Livro Mundial): “Muitos biólogos acham que novas espécies podem ser produzidas por alterações súbitas e drásticas nos genes.”16

      20 Alguns adeptos desta teoria chamaram este processo de “equilíbrio pontuado”. Isto é, as espécies mantêm seu “equilíbrio” (permanecem quase as mesmas), mas, de vez em quando, existe uma “pontuação” (um grande salto para evoluir em outra coisa). Isto é exatamente o oposto da teoria que tem sido aceita, durante muitas décadas, por quase todos os evolucionistas. O abismo que existe entre as duas teorias foi ilustrado por uma manchete do jornal The New York Times: “Atacada a Teoria da Evolução Rápida.” A notícia observava que a idéia mais recente sobre o “equilíbrio pontuado” tinha “suscitado nova oposição” entre aqueles que mantêm o conceito tradicional.17

      21. (a) Independente de que teoria da evolução seja aceita, que evidência devia existir? (b) Todavia, o que mostram os fatos?

      21 Independente da teoria adotada, é razoável que devia haver pelo menos certa evidência de que uma espécie de vida se transforma em outra. Ainda persistem, porém, as lacunas entre as diferentes espécies de vida encontradas nos fósseis, bem como as lacunas entre os diferentes tipos de coisas vivas existentes hoje na Terra.

      22, 23. Como tem sido questionada, nos tempos recentes, a idéia de Darwin sobre a “sobrevivência do mais apto”?

      22 Também, é revelador ver o que aconteceu com a idéia de Darwin, há muito aceita, da “sobrevivência do mais apto”. Ele a chamou de “seleção natural”. Isto é, acreditava que a natureza “selecionava” as mais aptas coisas vivas para a sobrevivência. À medida que estes “aptos” supostamente adquiriam novas características que lhes fossem vantajosas, evoluíam lentamente. Mas a evidência dos últimos 125 anos mostra que, ao passo que os mais aptos podem realmente sobreviver, isto não explica como é que surgiram. Um leão pode ser mais apto que outro leão, mas isso não explica como veio a ser um leão. E toda a sua prole ainda será de leões, e não de outra coisa.

      23 Assim, o escritor Tom Bethell comentou na revista Harper’s: “Darwin cometeu um erro suficientemente grave para minar sua teoria. E tal erro só recentemente foi reconhecido como tal. . . . Um organismo pode, deveras, ser ‘mais apto’ que outro . . . Isto, naturalmente, não é algo que ajude a criar tal organismo, . . . É claro, julgo eu, que havia algo de erradíssimo com tal idéia.” Bethell acrescentou: “Segundo o entendo, a conclusão é bem assombrosa: A teoria de Darwin está, creio eu, à beira do colapso.”18

      Fato ou Teoria?

      24, 25. (a) Quais são algumas das áreas em que a evolução não satisfaz o padrão para ser um fato confirmado? (b) Em harmonia com o que disse certo evolucionista sobre a teoria moderna, como devia ela ser considerada?

      24 Resumindo alguns problemas não-solucionados que confrontam a evolução, observou Francis Hitching: “Em três áreas cruciais em que se pode testar [a teoria moderna da evolução], ela falhou: Os fósseis revelam um padrão de saltos evolutivos, em vez de mudança gradual. Os genes constituem poderoso mecanismo estabilizador, cuja função principal é impedir que evoluam novas formas. Mutações ocasionais, passo a passo, ao nível molecular, não podem explicar a complexidade organizada e crescente da vida.” — Grifo acrescentado.

      25 Daí, concluiu Hitching, tecendo a seguinte observação: “Expressando-o da forma mais branda possível, a pessoa tem o direito de questionar uma teoria evolucionista tão repleta de dúvidas, mesmo entre aqueles que a ensinam. Se o darwinismo for deveras o grande princípio unificador da biologia, ele abrange áreas extraordinariamente grandes de ignorância. Deixa de explicar algumas das questões mais básicas: como substâncias químicas sem vida passaram a viver, que regras gramaticais regem o código genético, como os genes modelam a forma das coisas vivas.” Com efeito, Hitching declarou considerar a teoria moderna da evolução “tão inadequada, que merece ser tratada como uma questão de fé”.19

      26. Por que não é razoável continuar insistindo em que a evolução é factual?

      26 Entretanto, muitos defensores da evolução acham que dispõem deveras de razões suficientes para insistirem que a evolução é factual. Explicam que só estão discutindo pormenores. Mas, se qualquer outra teoria enfrentasse tão enormes dificuldades restantes, e tantas contradições grandes entre seus proponentes, seria ela tão prontamente declarada factual? A simples repetição de que algo é um fato não o torna tal. Conforme John R. Durant, biólogo, escreveu no jornal The Guardian (O Guardião), de Londres: “Muitos cientistas sucumbem à tentação de serem dogmáticos, . . . vez após vez, a questão da origem das espécies tem sido apresentada como se já estivesse definitivamente resolvida. Nada poderia estar mais longe da verdade. . . . Persiste, contudo, a tendência para o dogmatismo, e isso de nada serve à causa da ciência.”20

      27. Que outro esquema de evidência há, que oferece uma base para se compreender como surgiu a vida?

      27 Por outro lado, que dizer da criação como explicação de como surgiu a vida? Será que oferece um esquema de evidência mais sólida do que as asserções que amiúde respaldam a evolução? E, como o relato mais conhecido sobre a criação, será que Gênesis lança qualquer luz verossímil sobre como foi que surgiram a Terra e as coisas vivas nela?

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