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O que acontece com a evolução?Despertai! — 1974 | 8 de abril
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O que acontece com a evolução?
A TEORIA da evolução novamente constitui notícia. Mas, isto se dá duma forma que muitos não esperavam.
O que acontece? O seguinte: questiona-se a teoria da evolução numa escala que, há alguns anos, pareceria muito improvável. Do setor científico, a força e qualidade do ataque surpreendem a muitos que imaginavam ter a ciência há muito solvido a questão da origem do homem.
Mas, que diferença lhe poderia fazer a forma como surgiu o homem? Bem, é estudante? Então, é provável que se ensine a evolução em sua escola, como é em quase toda parte. Tal ensino da evolução influencia a fundo a literatura, a medicina, a história, a filosofia, até a religião — e a maioria das outras matérias. Se a evolução estiver errada, então a maior parte do que se lhe ensina se baseará numa premissa errada, numa mentira.
Se for professor, sem dúvida sente-se responsável para com seus alunos. Deseja que aprendam a verdade. Mas, e se a evolução não for verdade? Nesse caso, não contribuiria deveras o seu ensino para o colapso moral da atualidade?
Como genitor, interessa-se em que sua família tenha um futuro feliz. O que oferece a evolução? Se alguns anos num mundo violento forem ‘tudo que seus filhos tem como alvo na vida, ora, talvez raciocinem, não devíamos mentir, roubar, fornicar e tapear os outros? Não é desta forma que ‘os aptos sobrevivem’ e os ‘fracos são eliminados’? Sabiamente, o leitor também deveria conhecer os fatos sobre o ensino da evolução.
Se for uma pessoa religiosa, não pode crer tanto na evolução como na Bíblia. A Bíblia afirma que Deus criou o homem de forma distinta; a evolução diz que não. Uma das duas está errada.
Se se apegar à evolução, que futuro lhe oferece como indivíduo? Só a morte. Mas a Bíblia promete que Deus destruirá o inteiro sistema perverso de coisas em nosso tempo e trará pacífica nova ordem. (Sal. 37:11, 29) Nessa nova ordem, afirma a Bíblia, não haverá mais tristeza, doença, dor ou morte. (Rev. 21:4) É razoável rejeitar tal perspectiva por insistir na evolução sem fazer cabal investigação?
Assim, o desafio que a evolução enfrenta não é apenas científico, mas também moral. E, se Deus existe, e agirá em breve, a evolução e seus crentes colidirão frontalmente com ele.
Por isso, o que se diz sobre a evolução nos dias atuais? O que revela sobre ela a mais recente evidência científica?
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Crescente desafioDespertai! — 1974 | 8 de abril
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Crescente desafio
POR QUE a evolução tem constituído notícia ultimamente? Por um lado, devido à natureza do crescente desafio científico feito a ela.
Não se trata de alguns desinformados ‘fanáticos religiosos’ rejeitarem a idéia. Muitas pessoas habilitadas, informadíssimas, questionam agora a evolução. Cientistas, educadores e pessoas competentes em outros campos expressam-se contra ela.
Também, em recentes publicações científicas, vários dos próprios evolucionistas montaram contínua bateria de críticas à teoria corrente. O que dizem é muitíssimo revelador.
O Que Dizem os Cientistas
No livro Man, Time, and Fossils (O Homem, o Tempo e os Fósseis), o evolucionista R. Moore declarou: “Desde 1950, a evidência científica aponta iniludivelmente para uma conclusão: o homem não evoluiu quer no tempo quer na forma que Darwin e os evolucionistas modernos pensavam ser os mais prováveis.”
Outros evolucionistas concordam. Em 1971, um professor de genética da Universidade da Califórnia, G. L. Stebbins, evolucionista, refletiu sua atitude em geral ao dizer: “Todo relato da evolução humana, escrito antes de 1950, já é, ou será em breve, obsoleto.”
Assim, em 1972, explanações mais novas da origem do homem foram desenvolvidas entre os evolucionistas. Abandonaram muitas de suas idéias passadas, e estavam confiantes de que as novas explanações eram “fatos”. Mas, estas idéias mais novas mal acabaram de ser aceitas quando também foram questionadas. Um aspecto recebeu um golpe especialmente bruto devido à evidência surgida em fins de 1972.
Observe alguns dos muitos itens noticiosos que foram publicados em novembro daquele ano: “Grande parte da estória da evolução humana precisará de revisão depois das descobertas de ontem.” (Times de Londres) “As teorias existentes da evolução do homem ficaram em desordem.” (The Guardian, Inglaterra) “A teoria aceita da evolução humana poderia ser facilmente transtornada por se basear apenas em alguns crânios antigos.” (Daily News de Nova Iorque) E o Daily Mail, de Londres, declarou que a evidência mais recente “poderia causar o maior transtorno na ciência desde que Darwin disse que o homem descendera dos macacos”.
Todavia, todas essas declarações resultaram de só uma linha de evidência descoberta em fins de 1972. Há outras linhas de evidência muito mais significativas. Juntas, moveram crescente número de pessoas no campo científico a questionar as explicações dos evolucionistas.
A revista The American Biology Teacher (O Professor Estadunidense de Biologia) disse: “Vários cientistas bem conhecidos expressam seus conceitos, que variam da precaução educada à dúvida, e que vão à oposição direta à teoria.” A revista inglesa New Scientist disse: “Torna-se especialmente difícil compreender a evolução do homem . . . Sabemos muito pouco sobre a cronometria ou os mecanismos da evolução, nem há suficiente evidência de matérias fósseis para remover nossas teorias do reino da fantasia.”
O jornal médico inglês On Call noticiou: “A evolução não pode ser apoiada pela evidência disponível ao estudante de biologia básica . . . e, visto que sabe-se de cientistas de alta categoria que a rejeita, é indefensável o costume de apresentá-la como fato.” E o Professor John Moore, cientista da Universidade Estadual de Michigan, disse: “A explicação evolucionista típica não faz sentido em vista do conhecimento atual.”
O Que Afirmam Outros Pesquisadores
Depois de estudar a evidência, algumas pessoas de outros campos tecem comentários similares. O historiador Arnold Toynbee afirma: “Não acho que a teoria darwiniana da evolução tenha fornecido um relato positivo como forma alternativa em que o universo talvez tenha vindo a existir.”
O advogado Norman Macbeth, formado em Harvard, após anos de cuidadosa e imparcial investigação, escreveu sobre suas descobertas no livro Darwin Retried (Darwin Julgado de Novo; 1971). Comentaram os editores do livro: “Sugere que é oportuno novo início e, no estado atual das coisas, que é preferível não haver nenhuma teoria do que a existente.”
Macbeth achou tão frágil a evidência a favor da evolução que declarou, depois de ler um livro típico de destacado evolucionista: “Se eu tivesse que enfrentar esse homem no tribunal, eu conseguiria que seu processo fosse rejeitado.” Por outro lado, depois de ler um número da revista Despertai! sobre o assunto da evolução, verificou ter bases sólidas, sendo cientificamente exato. Em resultado disso, avisou aos evolucionistas a não persistirem em afirmar que aqueles que descrêem na evolução são “ignorantes quanto à evidência científica”. Macbeth, que não é criacionista, também observou:
“Ao examinar as partes isoladas do darwinismo clássico, concluí que estão todas em triste decomposição. . . . Visto que partes decompostas não constituirão jamais um todo sadio, a teoria no todo também deve estar decomposta . . .
“Também não tenho objeções às explicações, se forem boas explicações. Infelizmente, no campo da evolução, a maioria das explicações não são boas. A bem dizer dificilmente se qualificam como explicações, são sugestões, palpites, sonhos fantásticos dificilmente sendo dignas de serem chamadas de hipóteses . . .
“Não se trata de simples jogo de palavras. A classe se colocou em posição embaraçosa quando Sir Julian Huxley diz à assistência de televisão: ‘O primeiro ponto a destacar sobre a teoria de Darwin é que não mais é uma teoria, mas um fato’, ao passo que quase ao mesmo tempo o Professor Mayr dirigindo-se a estudantes sérios, afirma ‘A teoria básica, em muitos casos, dificilmente é mais do que um simples postulado.’
“Tal enorme discrepância entre dois líderes . . . é ruim para a situação da classe. O público talvez sinta corretamente que tem sido tratado de forma trapaceira.”
Certo dicionário define “trapacear” como “tratar (algum negócio) com fraude”. E isto é exatamente o que cada vez mais pessoas vieram a sentir sobre as explicações dadas para a evolução.
[Foto na página 5]
“Fortemente questionada a teoria da evolução” (“The Seattle Times”, 21 de nov. de 1971); “Estava Darwin errado afinal de contas?” (“The Washington Daily News”, 27 de dez. de 1971) “Cientistas Afirmam que Deus, e não a Evolução, Criou o Homem” (“The Express”, Easton, Pensilvânia, 3 de maio de 1973).
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Examine a evidênciaDespertai! — 1974 | 8 de abril
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Examine a evidência
SE ESTIVESSE sendo julgado num tribunal, seria justo se apenas seu oponente tivesse permissão de apresentar provas? Não, por certo gostaria que o tribunal ouvisse seu lado da questão.
Por muitos anos, apenas o lado da evolução foi ouvido em faculdades, ginásios, até mesmo em escolas primárias, e em quase todas as publicações científicas na maior parte do mundo. Mas, agora, há crescente demanda de se ouvir o outro lado.
A Escolha Razoável
As pessoas razoáveis concordam que o único método justo é examinar as provas de ambos os lados, tanto a favor como contra uma teoria discutida. É assim que se chega à verdade.
Muitos cientistas admitem agora que é isto que deveria ser feito com a teoria da evolução. Isto foi até mesmo observado no prefácio duma edição especial do famoso livro de Darwin, Origem das Espécies. A revista The American Biology Teacher teceu o seguinte comentário sobre ele:
“W. H. Thompson, escolhido para escrever o prefácio da edição centenária da Origem das Espécies de Darwin, tinha o seguinte a dizer: ‘Como sabemos, há grande divergência de opinião entre os biólogos, não só quanto às causas da evolução, mas também até mesmo sobre o processo real.
“‘Tal divergência existe porque a evidência é insatisfatória, e não permite nenhuma conclusão certa. Por conseguinte, é correto e apropriado trazer à atenção do público não-científico os desacordos sobre a evolução.’”
A publicação de biologia prossegue indicando outra observação de Thompson, cientista altamente respeitado. Disse ele:
“Mas, algumas observações recentes de evolucionistas mostram que eles acham isso desarrazoado. Tal situação, em que os homens [científicos] ajuntam-se para defender uma doutrina que não conseguem definir cientificamente, muito menos demonstrar com rigor científico, tentando manter seu crédito diante do público pela supressão da crítica e pela eliminação das dificuldades, é anormal e indesejável na ciência.”
A tentativa contínua de suprimir a crítica se tornou inaceitável para mais pessoas. Pode-se ver isto pelas solicitações feitas, nos tempos recentes, por muitos cientistas, educadores e pais, para que os conceitos oponentes recebam igual tratamento nas escolas. Seus sentimentos são tipificados pelo comentário do Evening Star and Daily News, de Washington, D. C., num artigo de W. Willoughby:
“A Bíblia e amplo segmento de cientistas competentes indicam-me que tudo aconteceu de um modo [criação], a meus filhos, para cuja educação, da melhor forma possível, pago impostos ao estado de Virgínia, se ensina que isso aconteceu de outra forma [evolução]. . . .
“Se há algum lugar no mundo onde deveria haver eqüidade, este deveria ser o mundo científico. Todavia, a [série de compêndios de biologia usados comumente nas escolas] exclui deliberadamente o argumento em favor do desígnio na origem do universo . . .
“O que desejo, então, é que seja feita uma apresentação bem-equilibrada, e não cínica, nas salas de aula, sobre a origem do homem, baseada na melhor erudição e pesquisa que cada lado possa apresentar.”
“Desonestidade Intelectual”
Tais pedidos usualmente encontraram tenaz oposição por parte de muitos evolucionistas que lutam contra qualquer outra idéia que apareça nos compêndios escolares. Mas, como escreveu o físico L. Dolphin, ao Chronicle de São Francisco: “É intelectualmente desonesto deixar de responder a algumas destas áreas problemáticas nos compêndios, e excluir outros modelos com lastro científico, à base de que são crenças religiosas simplesmente fundamentalistas.”
Na verdade, é “intelectualmente desonesto” não desejar que sejam ouvidas, em tal questão discutida, quaisquer conceitos oponentes. Tem de fazer com que as pessoas razoáveis perguntem: Por quê?
As pessoas razoáveis também consideram indigno da erudição séria tentar acabar com a crítica à evolução por meios ditatoriais, por intimidação, ou por atitudes tais como a do destacado cientista estadunidense, Isaac Asimov, que disse que questionar a teoria da evolução é como “atacar a teoria da gravidade”. Adicionou: “É um fato, e não especulação.”
Mas, pode-se demonstrar, testar e provar a gravidade no laboratório e em toda outra parte. A evolução não se pode, sendo por isso que muitos a questionam. Ninguém questiona a idéia da gravidade.
Tentar insultar a inteligência dos críticos da evolução para silenciá-los é ”intelectualmente desonesto” de forma especial quando muitos dos próprios evolucionistas admitem que não se provou tal teoria. Com efeito, o próprio Asimov admitiu que grande parte da evolução se baseia, citando suas próprias palavras, “em adivinhação judiciosa”!
A realidade da situação é aptamente descrita em New Scientist ao fazer a crítica dum livro que apoiava a evolução. Disse que o livro “inevitavelmente . . . apresenta com freqüência a ‘qualidade indistinta’ que se encontra nos livros recentes sobre a evolução do homem. Francamente não sabemos como ou por que o homem evoluiu. . . . Todavia, se tal [livro] se restringisse aos fatos, seria deveras fininho.”
Não, não adianta mais tentar intimidar pelo desprezo ou insultar pessoas que questionam a evolução, ou dar a entender que são intelectualmente deficientes. Para chegar ao âmago do assunto, temos de pôr de lado as “adivinhações” e analisar honestamente os fatos disponíveis.
O que acontece quando examinamos os fatos, sem as “adivinhações”? Será que a evidência apóia a evolução da vida a partir de substâncias químicas inanimadas até ao animal simiesco, e por fim, ao homem moderno? Ou apóia o conceito da Bíblia de que Deus criou diretamente o homem, e outras espécies de vida? É a evolução, como certo cientista afirma, “um fato”? Ou é, como outro afirma, “o maior conto de fadas que já conseguiu mascarar-se sob o nome de ciência”?
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O que deve esperar?Despertai! — 1974 | 8 de abril
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O que deve esperar?
OS EVOLUCIONISTAS afirmam que o homem é o produto final dum processo que se iniciou com substâncias químicas sem vida no oceano. Uma descrição comum desta crença é a seguinte, publicada em Science World:
“Alguns cientistas crêem que o homem evoluiu de uma criatura simiesca há algum tempo entre dois milhões e 10 milhões de anos atrás. Esta criatura simiesca provavelmente evoluiu de um tipo de macaco milhões de anos antes. O macaco evoluiu de um primata primitivo semelhante a um moderno musaranho de árvore. Como todos os demais mamíferos, o musaranho evoluiu de um anfíbio, e o anfíbio evoluiu dum peixe. . . . Os primeiros sinais de vida — simples organismos unicelulares — desenvolveram-se no oceano.”
O que diz a Bíblia? Se ler o primeiro capítulo de Gênesis, verificará que se menciona que Deus criou em separado diferentes espécies de coisas vivas na terra, por um período de tempo. Primeiro foi a vegetação, daí os peixes e criaturas voadoras, então os animais terrestres, e, por fim, o homem.
Mas, afirma a Bíblia que toda planta e todo animal de per si foi criado diretamente por Deus Não, apenas as espécies básicas. Dentro de cada espécie, grande variedade poderia desenvolver-se com o passar de milhares de anos. Por exemplo, muitos diferentes tipos de gatos poderiam desenvolver-se da família dos gatos, ou diferentes cães na família dos cães, ou diferentes humanos na família humana.
No entanto, o capítulo um de Gênesis diz que cada espécie básica poderia produzir descendência apenas “segundo a sua espécie”. Assim, ao passo que as variedades na espécie podiam acasalar-se e produzir descendência, isso não se daria fora da espécie. Uma espécie não poderia acasalar-se e produzir descendência com outra espécie. Nem podia uma espécie transformar-se nunca em outra. Isso seria verdadeiro, não importava o tempo envolvido. Assim, os peixes seriam peixes para sempre, as aves seriam sempre aves, os animais terrestres sempre seriam animais terrestres, e os humanos sempre seriam humanos.
Evidência a Procurar
Se a evolução for verdadeira, a evidência devia apoiar a mudança gradual de uma espécie de coisa viva em outra. Tinha de haver, pelo menos, alguma evidência disto nas coisas vivas, no registro dos fosseis, e até nas experiências de laboratório e no campo.
Mas, se a Bíblia é verdadeira, então não deveríamos encontrar nenhuma mudança de uma espécie de Gênesis em outra. Devia haver grande variedade dentro das espécies básicas, mas lacunas intransponíveis entre as espécies básicas. Isto se daria com as coisas vivas e no registro dos fósseis. Devia ser impossível consumar experiências de transpor tais lacunas entre as espécies básicas.
Se a evolução for verdadeira, devia haver evidência dos inícios de novas estruturas nas coisas vivas. Devia haver abundância de braços, pernas, asas, olhos, e outros órgãos e ossos em desenvolvimento. Isto se daria também no registro dos fósseis e até mesmo em algumas coisas vivas hoje. No mínimo, devia haver algumas estruturas parcialmente desenvolvidas em alguma parte.
Além disso, se a evolução for verdadeira, devia haver evidência de que a vida pode vir à existência por si só, espontaneamente, sem nenhuma ajuda externa. Com efeito, devia ser muito mais fácil com a ajuda externa, tais como em experiências de humanos inteligentes, usando equipamento complexo. Mas, se a Bíblia é verdadeira, então, à parte da criação ou dos processos divinamente delineados de reprodução, seria impossível que a vida, ou que criaturas vivas, reprodutoras, viessem a existir, quer por acaso quer com a ajuda do homem; a Bíblia diz que só com Deus está a fonte da vida. — Sal. 36:9.
Visto que a evolução, segundo se diz, começou com a transformação de substancias químicas, sem vida, em organismos unicelulares, este seria o lugar lógico de se começar a examinar a evidência. Após todas as muitas décadas de experiências intensas e de se obter conhecimento sobre a célula, o que revelam os fatos?
[Foto na página 8]
Se verdadeira a Bíblia, devia esperar grande variedade em cada “espécie” de Gênesis. Por exemplo, a família dos cães tem muitas diferentes variedades, que podem cruzar-se. Mas, não podem cruzar-se com outra “espécie”, tal como a família dos gatos.
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O que a célula nos dizDespertai! — 1974 | 8 de abril
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O que a célula nos diz
PARA que a evolução tivesse ocorrido, substâncias químicas sem vida tinham de ajuntar-se para formar uma célula viva. O cientista Isaac Asimov, em The Wellsprings of Life (Os Mananciais da Vida), afirma que isto se deu da seguinte forma:
“Era uma vez, há muito tempo atrás, talvez dois e meio bilhões de anos atrás, sob um sol mortífero, num oceano amoniacado encimado por venenosa atmosfera, no meio de um caldo de moléculas orgânicas, que uma molécula de ácido nucleico acidentalmente veio a existir que poderia, de alguma forma trazer a existência outra como ela mesma — e disso tudo o mais se seguiria!”
Mas, será que já se observou alguma vez tal coisa acontecer “acidentalmente”? Deveras, será que os mais competentes cientistas já conseguiram fazer que isso acontecesse?
O Que Mostra a Evidência
O livro Introduction to Geology declara: “Não se observou realmente nenhum caso de geração espontânea.” Esse é o fato simples. Jamais na história alguém observou uma célula viva formar-se “acidentalmente” de substâncias químicas inanimadas.
Os cientistas não podem sequer fazer isto acontecer em seus mais sofisticados laboratórios. Na verdade, produziram alguns compostos que contêm carbono, mas estes, estão muito, muito longe mesmo, de uma célula viva que possa reproduzir-se. A publicação The Cell (A Célula) admite que tais experiências “não explicam como a vida realmente surgiu da matéria inanimada”.
Em vista destes fatos, o engenheiro químico, M. S. Keringthan, escreve o seguinte ao Globe & Mail de Toronto:
“Meus cálculos são de que uma ameba [animal unicelular] consiste em cerca de 100 quadrilhões de átomos, principalmente de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, com oligoquantidades de outros tais como fósforo, cálcio e enxofre. Todos estes estariam em compostos de difícil decomposição.
“O evolucionista afirma, com efeito, que este número de átomos, na proporção correta, acidentalmente se uniram, dividiram dos compostos existentes, e se reajuntaram na ameba viva. . . .
“Encontramos amebas se formando dessa forma? Podemos colocar as substâncias químicas numa proveta e fazer uma ameba? A resposta é não, de modo que é errado afirmar que aconteceu no passado. . . . A hipótese da evolução entra em colapso sobre a origem da vida; necessita-se de alguma outra explicação para a criação da vida.”
Também, os cientistas ficam surpresos de verificar quão complexa é a célula viva. O evolucionista F. Salisbury, da Universidade Estadual de Utah, afirma: “Agora sabemos que a própria célula é muito mais complexa do que imaginávamos”. Calcula que o núcleo de uma só célula do corpo humano “contém cerca de 109 partículas de informação genética. Escritas em tipo de tamanho normal, isto encheria cerca de 1.000 volumes encadernados de tamanho normal”.
Mais conhecimento sobre a célula revelou que todas as muitas partes que contém estão envolvidas em funções complexas, interligadas. Sem que todas essas funções ocorram ao mesmo tempo, seria impossível que a célula continuasse viva. É por isso que Salisbury diz: “É como se tudo tivesse de acontecer de uma só vez: o inteiro sistema tem de vir a existir como uma só unidade, ou não tem valor.” Visto ser óbvio que tal coisa não acontece por acidente, nem é produzida pelo homem, lamenta ele: “Talvez haja meios de se sair desse dilema, mas não consigo vê-los no momento.”
O naturalista Joseph Wood Krutch teceu a interessante observação sobre o assunto:
“Grande quantidade de tinta foi derramada sobre o ‘elo que falta’ entre os [macacos] e [o homem]. Mas, isso não é nada em comparação com todos os elos que faltam — se é que já existiram — entre a ameba e a primeira partícula de matéria dificilmente viva . . .
“A diferença entre o animado e o inanimado, a descontinuidade entre os vivos e os não-vivos, permanece absoluta.”
O livro The Cell também diz: “De muitas formas, a aparência das células biológicas num mundo árido e hostil é mais improvável do que o desenvolvimento subseqüente das células primitivas em dinossauros e primatas. . . . a questão científica essencial de como a vida começou permanece sem solução.”
Assim, substancias químicas sem vida não produzem “acidentalmente” células vivas, reprodutoras. Não podem sequer fazê-lo quando usadas por humanos inteligentes. Animais unicelulares, tais como a ameba, vêm a existir, hoje em dia, somente através de uma ameba já existente — sim, “segundo a sua espécie”. Não se observou ainda nenhuma exceção disso.
Por isso, na questão do surgimento de células vivas, quando pomos de lado a “adivinhação”, a qual das duas acha que a evidência deveras apóia — a Bíblia ou a evolução?
Subir a Escada
Os evolucionistas afirmam que o próximo passo foi que os organismos unicelulares ‘simples’, tais como a ameba, se desenvolveram em organismos pluricelulares. Mas, existe qualquer evidência do aumento gradual da complexidade entre tais formas de vida? O livro Earth’s Most Challenging Mysteries (Os Mistérios Mais Desafiadores da Terra) diz:
“Não existem formas transicionais, de 2 células ou de 3 células, dos protozoários [animais unicelulares] para os metazoários [animais pluricelulares]. Todavia, o inteiro arcabouço da evolução entra em colapso se não se puder transpor este elo vital.”
Não foi transposto. Não há registro de que animais unicelulares mudem para animais de duas ou três células. Há, antes, enorme salto entre os protozoários unicelulares e o mais inferior dos metazoários pluricelulares. E não existe qualquer evidência de que os protozoários se transformem em metazoários.
De interesse, também, é o fato de que hoje em dia, tais formas de vida permanecem exatamente como são. Nenhuma destas formas ‘simples’ de vida demonstra qualquer desejo de ‘melhorar’ a si mesma. Jamais se empenham em subir, a fim de tornar-se formas mais complexas. Que justificativa existe, então, para se dizer que aconteceu desse modo no passado?
A respeitada publicação Science, comentando um livro que propunha uma teoria de evolução primitiva de formas unicelulares para formas pluricelulares, disse que a explanação do livro pertencia à “ficção científica”. Citando-a: “Como os animais pluricelulares se originaram, e se este passo ocorreu uma só vez ou muitas vezes, e de um só modo ou de muitos modos, permanecem sendo questões difíceis e sempre controversiais que talvez sejam, como John Corliss disse, ‘em última análise, bem insolúveis’.”
“Bem insolúveis” e “ficção científica” do ponto de vista da evolução, é verdade. Mas, que tal se examinarmos a evidência como ela realmente é, à parte da “adivinhação”? Os fatos se enquadram exatamente no que esperaríamos do relato bíblico. Mostram que as formas unicelulares de vida, e as formas pluricelulares de vida, foram criadas em separado e então multiplicaram-se “segundo a sua espécie”.
A Crescente Complexidade Devia Mostrar Isso
Ademais, tal aumento de complexidade, segundo a evolução, devia mostrar-se de outro modo, na própria estrutura celular. Devíamos esperar encontrar algum padrão que reflita isto, à medida que as células ‘subissem a escada’.
O núcleo das células vivas contém os corpos que transmitem as características hereditárias. Tais corpos são chamados de cromossomos. Se verdadeira a evolução, então seria lógico esperar ordeiro aumento nos cromossomos, à medida que a vida torna-se mais complexa.
A respeito deste assunto, o Professor Moore, da Universidade Estadual de Michigan, relata:
“Como professor de sala de aula, que ensina os conceitos evolucionistas a estudantes brilhantes, que trabalham de forma independente, tem-se-me mostrado, amiúde listas diferentes de números de cromossomos de uma variedade de autores de compêndios . . .
“Meus estudantes que pensam de forma independente formularam a questão ou problema: Se os animais mudaram das chamadas formas simples para as complexas formas multicelulares (e eles suscitam a mesma idéia sobre as plantas), então, existe qualquer padrão de aumento do número de cromossomos?”
Existe, Bem, os humanos têm 46 cromossomos em suas células do corpo. Então, por certo, as plantas e os animais menos complexos devem ter menos. Mas, verificamos que, entre outros, o camundongo de patas brancas, tem 48, o cangambá listrado tem 50, o macaco cebu 54, a vaca 60 e o jumento 62! Até mesmo a humilde batata tem 48, e o algodão 52! E o protozoário unicelular chamado aulacantha tem 1.600 cromossomos!
Assim, não existe padrão de crescente número de cromossomos como seria de se esperar caso a evolução fosse verdadeira. Ao invés, o que encontramos é que cada grupo de coisas vivas tem sua própria estrutura cromossômica, e ela permanece dessa forma. É isso que seria de se esperar se cada espécie fosse criada em separado, com suas próprias características, e não tivesse ligação com outras espécies.
[Foto na página 10]
A ameba talvez consista em cerca de 100 quadrilhões de átomos. Poderia tal número de átomos, na proporção correta, juntar-se acidentalmente e formar uma ameba viva?
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Como acontece?Despertai! — 1974 | 8 de abril
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Como acontece?
OUTRO problema que tem de ser encarado é o seguinte: se a evolução for verdadeira, como acontece? O que faz as coisas vivas mudarem tanto que plantas e animais unicelulares se transformam em formas cada vez mais elevadas de vida?
Os evolucionistas afirmam que as mudanças no núcleo da célula são responsáveis por isso. Crêem que os mecanismos primários envolvidos são os genes, os segmentos de cromossomos que transmitem as características hereditárias.
Tais mudanças de genes são chamadas mutações. Diz-se que são responsáveis pela produção de novas características, e pela razão de as formas de vida unicelulares poderem evoluir por todo o caminho até o homem. O Professor P. Koller, genético inglês, declara: “As mutações fornecem a variabilidade, e, por esta razão, são necessárias ao progresso evolutivo.”
Produzem Algo NOVO?
Mas, será que tais mudanças, mutações, realmente produzem novas características? Não, não produzem. Como indica o Professor Moore: “Qualquer mutação de genes resulta em nada mais do que a alteração das características já existentes ou conhecidas.” Assim, cada mutação de genes é só uma variação duma característica que já existe ali. Fornece variedade, mas nada totalmente novo.
Por exemplo, as mutações genéticas talvez mudem a cor, a tessitura ou o comprimento dos cabelos duma pessoa. Mas, os cabelos serão sempre cabelos. Nunca se transformarão em penas. A mão duma pessoa talvez seja alterada por mutações, mas sempre será mão, nunca a asa duma ave. Ademais, tais mudanças apenas variam em certo âmbito, em torno duma média central. Para ilustrar: as pessoas podem crescer até 2,10 metros (watusis) ou 1,20 metros (pigmeus). Algumas excederão os 2,10 metros (a Bíblia se refere a tal homem — Golias, que atingiu 2,90 metros) e alguns anões têm menos de 1,20 metros. Mas, jamais as mutações fazem as pessoas atingir 6 metros, ou apenas 15 centímetros. A maioria varia em torno duma média central de entre 1,50 a 1,80 metros.
Também, as variações devidas às mutações são usualmente muito pequenas, e jamais resultam em características totalmente diferentes. É por isso que o autor de Darwin Retried relata o seguinte a respeito do altamente respeitado genético, o falecido Richard Goldschmidt:
“Depois de observar as mutações nas drosófilas por muitos anos, Goldschmidt ficou desesperado. As mudanças, lamentou, eram tão terrivelmente micro [pequenas] que, se se combinasse mil mutações em um espécimen, ainda assim não haveria novas espécies.”
Problema Mais Grave
Mas, isto apresenta ainda outro problema mais grave.Tem que ver com a natureza destas mudanças do normal. As mudanças, quer de cromossomos quer de genes, usualmente são indesejáveis.
Por exemplo, o livro Chromosomes and Genes afirma sobre as mudanças de cromossomos: “Muitos produzem incapacidades tanto físicas como mentais.” Quando nasce um humano com 47 cromossomos, ao invés de 46, talvez seja mongolóide ou tenha outras deficiências mentais e físicas. Quarenta e oito cromossomos produzem defeitos mentais e deformidades físicas nos humanos.
A mesma coisa se observa nas mutações genéticas. Admite o evolucionista Koller: “A maioria das mutações de genes e recessiva e prejudicial , e pode ser letal.” Também afirma: “Extensivos estudos têm . . . demonstrado que a maior proporção de mutações são deletérias para o indivíduo que leva o gene mutante. Em experiências, verificou-se que, para cada mutação bem sucedida ou útil, há muitos milhares que são prejudiciais.”
Assim, admite-se comumente que as mutações tornam mais fracos, menos férteis e de vida mais curta do que seus correspondentes normais os organismos que as apresentam. Stebbins mostra que quando insetos mutantes foram postos a competir com os normais, o resultado sempre era o mesmo: “Depois de maior ou menor número de gerações, os mutantes são eliminados.” Não podiam prosperar, porque eram degenerados.
Se as mutações são tão importantes para a evolução, então deveríamos acolhê-las, deveras, encorajá-las. Mas, observe o que Asimov afirma: “A exposição à radiação crescente não pode senão aumentar a taxa de mutação. Este é um fato incomodativo, porque a maioria das mutações são para pior.” Todavia, depois de admitir isso, conclui: “A longo prazo, não há dúvida, as mutações fazem com que o curso da evolução prossiga adiante e para cima.” Parece-lhe isto razoável?
Parece-lhe lógico que todas as células, órgãos, membros e processos das coisas vivas, surpreendentemente complexos, foram edificados por um processo que derruba? Lembre-se, como admitem os evolucionistas, que “para cada mutação bem sucedida ou útil, há muitos milhares que são prejudiciais”.
Se quisesse construir uma casa, contrataria um empreiteiro que para cada parte correta da obra, apresentasse milhares de incorretas? Se um motorista fizesse milhares de decisões erradas para cada decisão boa ao dirigir, desejaria viajar com ele? Se um cirurgião fizesse milhares de movimentos errados para cada movimento certo ao operar, gostaria que ele lhe operasse?
Poderiam as Mutações Formar um Olho?
Poderia o olho humano, para exemplificar, ter sido formado por tal processo desajeitado? Para ser possível a visão, todas as muitas partes do olho precisavam estar completas e em perfeita forma de operação. Se a menor coisa estiver errada, ou qualquer parte estiver incompleta, o olho deixa de cumprir sua função. É inútil.
Os evolucionistas afirmam que a “natureza” só aceita as mudanças que conferem algum uso ou proveito imediato ao organismo. Segundo sua teoria o olho jamais poderia ter sido formado.
Considere, também, que há diferentes tipos de olhos, nos humanos, nos animais, nos insetos, nas aves e nos peixes. Tal variedade de olhos significa que a evolução do olho teria de ocorrer, não de uma vez, mas em muitas e muitas vezes, e de formas diferentes. Já ouviu falar alguma vez de diferentes câmaras fotográficas virem a existir dessa maneira, “acidentalmente”? Não, precisam dum projetista e fabricante. Todavia, uma câmara é simplíssima quando comparada ao olho.
Assim, é compreensível por que o evolucionista Salisbury observasse sobre o olho: “Já é bem ruim ter de explicar a origem de tais coisas uma vez, mas a idéia de produzi-las várias vezes, segundo a moderna teoria [da evolução], me deixa tonto.”
Além disso, quão amiúde ocorrem as mutações? A enciclopédia World Book declara: “As mutações naturais ocorreram tão raramente que os pesquisadores fizeram pouco progresso.” Para estudar as mutações, elas tiveram de ser induzidas pelos raios-X e por meios químicos. Como afirma o evolucionista Stebbins: “As taxas de mutações variam amplamente . . . mas são sempre vagarosas. As experiências diretas para determinar a causa de mutações ‘espontâneas’ são quase que impossíveis, devido a baixa taxa de sua ocorrência.” E afirma Koller: “A probabilidade de que tal erro possa ocorrer num gene é de milhões.”
Evolução — ou Degeneração?
Assim, a mutação é chamada de “erro”. A possibilidade de uma ocorrer é “de uma em cada cem milhões”. Das que realmente ocorrem, “para cada mutação bem sucedida ou útil, há muitos milhares que são prejudiciais”.
Será que tudo isso lhe parece como processo para aprimorar as coisas vivas, produzindo outras melhores e mais novas? Ou lhe parece muito mais como processo que derruba as que deveras existem? É melhora ou degeneração?
Em Chromosomes and Genes, lemos: “Muller calcula que cerca de seis por cento de todas as pessoas nascem com alguma perda tangível de aptidão devido às mutações de genes. Por conseguinte, não é surpreendente que alguns biólogos creiam que, ao passo que progride nossa evolução cultural e técnica, falando-se biologicamente, a humanidade degenera, ao invés de melhorar.”
Face a tal evidência, o que concluiria? É sólido o próprio âmago da teoria da evolução, as mutações? Ou, ao invés, parece muito mais provável que indivíduos das espécies básicas das coisas vivas serão prejudicados por mutações? E não indicam os fatos que quaisquer mudanças boas simplesmente produzirão uma variedade duma espécie básica?
Para resumir este assunto de mutações, a coluna-mestra da evolução, observe o que diz o Professor Moore, da Universidade Estadual de Michigan:
“Como erros, como enganos, as mudanças mutantes do DNA resultam essencialmente na perda ou na degeneração, ou na degradação de características físicas conhecidas. A perda da aptidão para a vida, a perda da capacidade reprodutora, e até mesmo condições letais, são prontamente demonstráveis como resultados da maioria das mutações de genes. . . .
“Alguém talvez se incline a mencionar mutações ‘favoráveis’ de genes. A mudança da cor de mariposas ou a alteração do uso do alimento pelas bactérias poderiam ser citadas como resultados de mutações ‘favoráveis’ de genes. Todavia, tais mudanças nas mariposas ou bactérias se acham apenas dentro duma espécie de organismos vivos e não cruzam os limites das espécies. . . .
“Sob rigoroso exame e análise, qualquer asserção dogmática . . . de que as mutações de genes são a matéria prima de qualquer processo evolutivo . . . equivale à declaração de um mito.”
[Foto na página 13]
Se um motorista de carro fizesse milhares de decisões erradas para cada decisão boa ao dirigir, desejaria viajar junto com ele? Todavia, para cada mutação útil há muitos milhares que são prejudiciais.
[Foto na página 14]
Poderiam os olhos humanos ser formados por um processo desajeitado como são as mutações?
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O testemunho das coisas vivasDespertai! — 1974 | 8 de abril
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O testemunho das coisas vivas
QUANDO olhamos para o mundo das maiores coisas vivas, existe qualquer evidência de que uma espécie de coisa viva se transforma em outra espécie? Há uma série gradual de animais e plantas entre os tipos “inferiores” e “superiores”?
Se a evolução for verdadeira, devia haver. Se a Bíblia for verdadeira, não devia haver.
Ao estudarmos o reino vegetal e animal que vive hoje, o que ele nos diz, Podemos observar a mutação gradual de uma espécie em outra?
Num livro que apóia a evolução, Processes of Organic Evolution, lemos: “Certamente, nenhum biólogo realmente viu a origem, por evolução, de um grupo principal de organismos.”
Por que não? Por que ninguém já viu a evolução de um grupo principal de organismos?
Os evolucionistas respondem a essa pergunta por afirmarem que isto se dá porque a evolução leva milhões de anos, e o homem não vive o bastante para observá-la. Mas, tal conclusão não é evidência. Trata-se, mais uma vez, de “adivinhação”. Quando lidamos só com a evidência, esta fornece diferente resposta.
Não Há Transições
A razão pela qual a evolução não pode ser observada entre as coisas vivas agora é que todas as formas de vida são completas. Nenhuma é observada num estágio de transição, transformando-se em outra espécie de vida. Em parte alguma se pode encontrar órgãos ou membros parciais que evoluam em outra coisa. Sempre que há um olho, ouvido, asa, mão, pé, ou algum outro órgão ou estrutura, não se acha num estágio “intermediário”. Está completo, e é útil ao organismo que o possui.
Na verdade, alguns têm apontado para órgãos tais como o apêndice e as amígdalas no homem, afirmando que foram ‘deixados’ pela evolução. Mas, maior conhecimento revelou que tais órgãos não foram ‘deixados’ de jeito nenhum, mas têm uso definido. O problema era que os pesquisadores não entendiam sua função até recentemente.
O fato de que não há formas transicionais entre as coisas vivas foi também observado em seus dias por Charles Darwin, o “pai” da evolução moderna. Há mais de uma centúria, escreveu:
“Por que, se as espécies descenderam de outras espécies por finas gradações, não vemos em toda a parte inúmeras formas transicionais? Por que não está a natureza em confusão, ao invés de as espécies estarem, conforme as vemos, bem definidas?”
Darwin respondeu por afirmar que as formas transicionais já tinham todas sido exterminadas. Mas, parece isto razoável? Não devíamos esperar que pelo menos algumas transições ainda estivessem em evidência, visto que se diz que a evolução ainda continua?
Por Que não Há Transições
Por que não há formas transicionais entre as coisas vivas? Simplesmente porque não estão em transição! Não se transformam de uma espécie em outra, mas permanecem em suas espécies.
Ao passo que há muita variedade, ou mudanças, que ocorrem dentro de cada espécie, as várias espécies permanecem separadas. E são assim mantidas por uma barreira que nenhum cientista jamais conseguiu transpor. Qual é? A barreira da esterilidade quando se cruzam as espécies básicas.
Para ilustrar: entre os humanos vemos ampla variedade de tamanhos, formas, cores e habilidades. Dificilmente quaisquer duas pessoas se parecem. Ora, dos 3,8 bilhões de pessoas na terra, agora, poucas, se houver algumas, têm até mesmo as mesmas impressões digitais! Todavia, não importa quão diferentes sejam, as pessoas em toda a parte são facilmente reconhecidas como sendo da família humana.
Todas as pessoas podem casar entre si e ter filhos, sem considerar as variações que existam entre elas. Mas, os humanos não podem cruzar-se com qualquer animal e produzir descendência. Só podem reproduzir-se se permanecerem em sua espécie, a espécie humana. Se tentarem sair desse limite, para fora de sua espécie, não podem reproduzir-se junto com qualquer outra coisa viva. Não há exceção a esta regra.
O Que Mostram Experiências de Cruzamento
Em experiências de cruzamento, os cientistas tentam fazer com que os vários animais e plantas mudem indefinidamente. Desejavam ver se, com o tempo, conseguiriam criar novas formas de vida. Com que resultado? A publicação médica inglesa, On Call, noticia:
“Nos cruzamentos, os reprodutores usualmente verificam que, depois de algumas gerações, atinge-se um ponto ótimo, além do qual é impossível ulterior melhora, e que não houve novas espécies que se formaram as quais são inférteis com sua forma ancestral, e férteis com outros indivíduos da mesma espécie. Os cruzamentos, portanto pareceriam refutar, ao invés de apoiar, a Evolução.”
Em sua própria pesquisa extensiva sobre esse assunto, o advogado Norman Macbeth chegou às mesmas conclusões. Disse:
“Embora o assunto raramente seja discutido [pelos evolucionistas], meu conceito é partilhado por cientistas de nomeada. Assim, [Loren] Eiseley afirma: ‘Pareceria que o cuidadoso cruzamento doméstico, seja o que for que faça para aprimorar a qualidade dos cavalos de corrida ou dos repolhos, não é em si o caminho para o interminável desvio biológico que é a evolução. Há grande ironia nesta situação, pois, mais do que quase qualquer outro fator de per si, o cruzamento doméstico tem sido usado como argumento em prol da realidade da evolução’ . . .
“O Professor [Edward] Deevey nos fornece frases suscintas tais como ‘a barreira das espécies’ . . . daí, confessa-se falido: ‘Tem-se conseguido algumas coisas notáveis pelo cruzamento e pela seleção dentro da barreira das espécies, ou dentro de um círculo maior de espécies intimamente relacionadas, tais como de trigos. Mas, o trigo ainda permanece trigo, e não, por exemplo, toranja, e não podemos fazer crescer asas em porcos assim como as galinhas não podem pôr ovos cilíndricos.’”
Assim, as espécies básicas das coisas vivas, segundo se verifica, são notavelmente estáveis. As experiências de cruzamento mais intensivas não podem levá-las além de certo ponto. Se forem longe demais, atingem o limite da esterilidade. Exemplo disto é a mula, produzida pelo cruzamento do jumento com o cavalo. Mas, a mula evidentemente atingiu o limite externo da espécie eqüina, pois a mula comumente é estéril.
Assim, ao passo que as experiências, e as observações do que acontece no estado natural, mostram grande variedade e adaptabilidade entre as espécies básicas, as: plantas e os animais nunca mudam tanto que começam a transformar-se em outra coisa.
Não é isso que se esperaria caso fosse verdadeira a evolução. Contudo, é precisamente o que seria de esperar sendo a Bíblia verdadeira, se as coisas vivas foram criadas e se reproduziram apenas “segundo as suas espécies”.
O evolucionista Isaac Asimov admite que é isto que os fatos mostram, dizendo:
“A vida só procede de outra vida, no caso de todo animal que o homem arrebanhe e de toda planta que o homem cultive . . .
“Para ser mais exatos, devíamos afirmar que a vida só provém de vida similar. . . . Cada um tem filhotes como ele próprio; cada um nasceu de genitores como ele próprio; cada um provém de longa linha (que se estende indefinidamente para trás no tempo) de criaturas exatamente como ele próprio.”
O que dizer da espécie humana? A mesma coisa se dá, conforme o testemunho de toda a história registrada. Em Statement On Race, Ashley Montagu afirma:
“Os cientistas chegaram a um acordo geral em reconhecer que a humanidade é uma só:que todos os homens pertencem à mesma espécie. . . . Concorda-se ainda mais em geral, entre os cientistas, que todos os homens provavelmente se derivam do mesmo tronco comum. . . .
“A afirmação de S. Paulo de que ‘Deus fez de um só sangue todas as nações dos homens para habitarem sobre a face da terra’, está de perfeito acordo com as descobertas da ciência.”
O Professor Moore também diz: “Não existe absolutamente nenhuma evidência experimental de qualquer mudança de uma forma animal em outra forma animal; ou, a bem dizer, qualquer mudança de uma forma vegetal em outra forma vegetal . . . A única evidência de mudança que pode ser classificada corretamente como o resultado de sólido método científico é a evidência da variação genética DENTRO dos limites das espécies ou formas de animais, ou DENTRO dos limites das espécies ou formas de vegetais.”
O Que Revela o Registro Fóssil
Também é de interesse a observação de Moore sobre as plantas ‘e os animais que viveram no passado, mas que morreram desde então. Afirma:
“Não existe absolutamente nenhuma . . . evidência na fonte histórica primeva o registro fóssil, de qualquer ligação real na seqüência destas espécies. Não se encontraram quaisquer formas transicionais no registro fóssil, mui provavelmente porque não existem de jeito nenhum formas transicionais, no estágio fóssil. Mui provavelmente, as transições entre as espécies animais e/ou as transições entre as espécies vegetais, jamais ocorreram.”
Essa é a evidência depois de mais de um século de escavações. O registro permanece precisamente o mesmo que quando, há mais de uma centúria, Darwin exclamou: “Visto que, por esta teoria [evolução], devem ter existido inúmeras formas transicionais, por que não as encontramos encerradas em incontáveis úmeros na crosta da terra?”
Pôs de lado tal dificuldade por declarar que o registro fóssil era falho. Mas, depois de mais de uma centúria de intensivas escavações, tal desculpa não pode vingar mais O registro fóssil é suficientemente completo para mostrar o mesmo que o registro vivo — uma coisa viva só se reproduz “segundo a sua espécie”. Não se verifica sua transformação de uma espécie em outra.
Ademais, Darwin afirmou que, se se pudesse mostrar que grupos de coisas vivas “realmente começaram a viver de imediato, o fato seria fatal para a teoria da evolução”. O que mostra a evidência? Relata o Professor Moore:
“Na publicação de 1967, The Fossil Record (O Registro Fóssil), . . . patrocinada em conjunto pela Sociedade Geológica de Londres e pela Associação de Paleontologia da Inglaterra . . . cerca de 120 cientistas todos especialistas, prepararam 30 capítulos de monumental obra de mais de 800 páginas para apresentar o registro fóssil das plantas e dos animais, divididas em cerca de 2.500 grupos.
“Uma generalização conclusiva, tirada destas tabelas, é a seguinte: Cada forma ou espécie principal de vegetal e animal é mostrada como tendo uma história separada e distinta de todas as demais formas ou espécies! ! !
“Grupos, tanto de plantas como de animais, aparecem de súbito no registro fóssil. . . . Baleias, morcegos, cavalos, primatas, elefantes, lebres, esquilos, etc., todos são tão distintos em seu aparecimento inicial como o são agora. Não há um vestígio sequer de um ancestral comum, muito menos de um elo com qualquer réptil, o suposto progenitor. . . .
“E os proponentes da Teoria Geral da Evolução, que estão a par dos fatos da paleontologia, admitem a existência de lacunas entre todas as categorias mais elevadas. Admitem que este é um fato inegável do registro fóssil.”
Isto é deveras admitido pelos evolucionistas. Por exemplo, em Processes of Organic Evolution, G. L. Stebbins afirma sobre o testemunho fóssil relativo à origem e evolução dos grupos principais das coisas vivas: Os evolucionistas ficam, acima de tudo, impressionados com a imperfeição do registro fóssil para este fim.» Fala das “profundas lacunas” e a “condição incompleta e a natureza predisposta [preconcebida!] do registro fóssil .
Todavia, também afirma: “O registro de formas passadas de vida [em forma de fósseis] é agora extensivo e constantemente aumenta em riqueza.” Assim, há suficiente quantidade de fósseis para se tirar conclusões. Mas, em parte alguma se conseguem encontrar as formas transicionais que deveriam ter existido se um grupo se transformou em outro pela evolução.
Este é admitidamente o caso também das formas menores de vida, pois Asimov admite: “Primitiva como pareça ser a criatura unicelular em comparação com o homem, ou até mesmo com uma ostra, deve ser em si o produto final de longa linha evolutiva, da qual nenhum vestígio foi deixado.” E, sobre as formas mais elevadas, diz: “Talvez tanto os cordatas como os equinodermos se ramificaram de um ancestral comum, do qual não temos nenhum registro.” [O grifo é nosso.]
Assim, podemos entender por que Stebbins lamenta: “O registro fóssil é exatamente o tipo errado para os evolucionistas que desejam aprender como se originaram os grupos principais de organismos.”
E admite o evolucionista Edmund Samuel, Professor Associado de Biologia da Faculdade Antioch, Ohio, EUA: “Não se pode considerar o conceito da evolução como forte explanação científica para a presença de diversas formas de vida no espaço e no tempo. . . . Isto se dá porque os dados têm de ser usados circunstancialmente e nenhuma análise meticulosa . . . do registro fóssil pode apoiar diretamente a evolução.” — Order: In Life (1972), p. 120.
Isto posto, o que concluiria honestamente do registro das coisas vivas e do registro fóssil? Apóiam os fatos uma gradual evolução de uma espécie de coisa viva em outra? Ou, antes, apóiam o conceito da Bíblia de que Deus criou diferentes espécies de coisas vivas e que elas se multiplicaram apenas “segundo as suas espécies”?
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O que dizer dos “homens-macacos”?Despertai! — 1974 | 8 de abril
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O que dizer dos “homens-macacos”?
TODAVIA, o que dizer das notícias, com o passar dos anos, de que foram descobertos restos fósseis de homens simiescos? Não são prova das transições entre os macacos e os homens?
Caso fossem, então, por que a família “inferior” dos macacos ainda existe hoje, e não um único sequer dos tipos de “homens-macacos”, supostamente superiores? Não deveria pelo menos um desses tipos mais elevados ter sobrevivido aos macacos inferiores? Hoje, porém, vemos chimpanzés, babuínos, orangotangos, gorilas e até micos em abundância, mas nenhum dos superiores “homens-macacos”.
Do ponto de vista da evolução, é estranho que cada um dos “elos” entre os macacos e o homem moderno tenha sido eliminado, mas não os macacos inferiores. No entanto, não é de todo estranho se olharmos o registro do ponto de vista da Bíblia. A Bíblia mostra a razão simples por que não existem elos hoje: jamais existiram.
Gigantesca Brecha
É inegável que, entre as coisas vivas hodiernas, observamos a gigantesca brecha entre a espécie humana e qualquer animal. Em Populations, Species and Evolution, o Professor Ernst Mayr, da Universidade de Harvard, um evolucionista, declara:
“Não se poderia cometer nenhum erro mais trágico do que considerar o homem ‘simples animal’. O homem é ímpar, ele difere de todos os outros animais em muitas propriedades, tais como a fala, a tradição, a cultura, e um período enormemente extenso de crescimento e de cuidado parental.”
A singularidade do homem não pode ser explanada pela evolução, pois esse processo certamente resultaria em, pelo menos, algumas outras coisas vivas terem qualidades um tanto similares às dos humanos. Mas, este não é o caso. Dentre todas as criaturas da terra, apenas os humanos são capazes de raciocínio abstrato, de usar línguas complexas, de acumular e ampliar o conhecimento e transmitir o aprimoramento a seus filhos. Só os humanos inventam e aprimoram ferramentas. Só eles apreciam a beleza, compõem música e pintam quadros.
Em aditamento, contrastando-se com os animais, só os humanos têm inato senso moral. Na verdade, podem torcê-lo ou até mesmo agir contra o mesmo, mas ainda têm a faculdade de consciência. É por isso que, em todas as sociedades humanas, até mesmo nas atéias, há leis que protegem a moral, a vida humana, a propriedade e outros direitos. Mas, em parte alguma vemos tal consciência em operação entre os animais.
Sim, admite-se em geral que deveras existe hoje esta gigantesca brecha entre o gênero humano e os animais. Mas, foi sempre assim? O que dizer dos “homens-macacos” que supostamente viveram no passado?
“Homens-Macacos” Fósseis
De todas as estórias que aparecem nos jornais, revistas e livros, e pelos mostruários dos museus, pareceria que abunda a evidência que mostra ter o homem moderno evoluído de criaturas simiescas. É isso que o público incauto geralmente crê. Mas, dá-se realmente isto
Richard Leakey, diretor do Museu Nacional de Quênia, e bem-conhecido no campo da antropologia, declarou em data recente: “Os que trabalham nesse campo dispõem de tão pouca evidência em que basear suas conclusões que é necessário que mudem freqüentemente suas conclusões. Assim, parece que nunca há qualquer estabilidade em suas interpretações.”
Apesar desta escassez de evidência fóssil a favor da evolução, os evolucionistas, em anos recentes, acordaram em geral numa linha de ascendência do macaco ao homem. Um elo vital em sua cadeia era a criatura chamada Australopithecos, fósseis do qual foram encontrados na África. Tinha pequena caixa craniana, pesada mandíbula, e foi representado como encurvado e com aparência simiesca.
A evolucionista Ruth Moore declarou sobre ele: “Segundo toda a evidência, os homens por fim encontraram seus ancestrais primitivos, há muito desconhecidos.” Disse com ênfase: “A evidência era sobrepujante . . . o elo que faltava tinha finalmente sido descoberto.” Em 1971, o Times de Nova Iorque declarava: “Foi o Australopithecos . . . que por fim evoluiu no Homo sapiens, ou homem moderno.”
O evolucionista Stebbins também disse: “Os ancestrais imediatos do Homo [homem] foram os australopithecines.” A maioria dos cientistas do campo da evolução concordam. Como observou o Times de Los Angeles, em 1972:“A corrente teoria evolucionista sustenta que o Homo sapiens — o homem moderno — evoluiu no último milhão de anos do Australopithecus, um fóssil com características físicas tanto do macaco como do homem.”
Mas, só porque existe uma similaridade entre a estrutura óssea duma criatura simiesca e a do homem, significa isto que sejam aparentados? É quase a mesma coisa que uma pessoa, hoje em dia, examinar os ossos dum chimpanzé e daí os dum humano, ambos os quais morreram recentemente, e daí concluir que um veio direto do outro. Ela poderia afirmar tal coisa, mas simplesmente não seria verdade.
Teoria Abalada
Mas, qualquer teoria baseada em evidência inconsistente ou inexistente, ou no raciocínio curto, mais cedo ou mais tarde será reduzida a nada. Isto já se provou ser o caso dos muitos exemplos passados de supostos “homens-macacos”. Assim, também, talvez aconteça agora com o Australopithecus, apenas uns anos depois de se ter asseverado dogmaticamente que era o elo que faltava mais vital de todos.
Em fins de 1972, Richard Leakey e sua equipe encontraram na África um crânio e ossos da perna duma criatura que se disse ter vivido ao mesmo tempo que o Australopithecus. Mas, afirma-se que tinha características humanas!
A respeito do novo achado, o East African Standard, de Nairobi, Quênia, noticiou:
“Não só o tamanho e o formato do cérebro deste novo achado, mas também os ossos dos membros encontrados nos locais arqueológicos que agora são pesquisados pelos peritos em Rudolf Leste são notavelmente semelhantes aos do homem moderno.
“E, são tais descobertas que lançaram nova luz sobre a teoria da evolução humana que exigirão completa reavaliação e modificação da interpretação dos exemplos previamente conhecidos do homem primitivo.”
Como resultado deste achado, Leakey disse aos jornalistas que o Australopithecus “pode ser excluído de nossa linha de ancestrais”. E o Daily News de Nova Iorque noticiou: “[Leakey] disse que a descoberta tornaria necessário abandonar a teoria da evolução do homem agora comumente aceita.” A conclusão foi: “O Homo sapiens [o homem] não evoluiu do Australopithecus.”
Quão Abrutalhado?
No entanto, sem considerar que fósseis bem antigos sejam colocados como ancestrais do homem, não são simiescos, abrutalhados e de aparência abobada? Não indica isso uma evolução dum ancestral simiesco?
Na verdade, é assim que são representados. Mas, qual é a base disso? Em The Biology of Race, diz-se-nos: “A presunção de brutalidade e de baixa moral de diferentes povos tem sido claramente indicada nas tentativas feitas pelos paleontologistas em reconstruir os homens fósseis.” Daí, declara: “A carne e o pelo em tais reconstruções tiveram de ser supridos por se recorrer à imaginação.”
Assim, a aparência abrutalhada que foi dada aos homens primitivos não se baseia em fatos, mas na presunção de que devem ter tido a aparência como que vindo dos macacos. A reconstrução ameaçada admitidamente resulta apenas de imaginação, da fantasia dos cientistas que estão determinados a sustentar a teoria da evolução, mesmo que isso signifique tapear o público em geral.
A verdade é que é impossível determinar pelo crânio ou outros ossos que aparência tinha uma pessoa. Isto se dá, quer o esqueleto dum homem tenha só quatro anos, ou quatro mil anos. Os olhos, orelhas, nariz, lábios, pele, cabelos — deveras, todas as características externas — não são preservados nos fósseis antigos.
É por isso que a publicação antes mencionada admite que, no que tange a tais características exteriores “não sabemos absolutamente nada de quaisquer homens pré-históricos”. Em vista disso, quão honestas diria que são tais reconstruções abrutalhadas?
No entanto, por causa de recente evidência que mostra que muitos humanos primitivos tinham um tipo relativamente elevado de cultura, algumas mudanças de ponto de vista ocorrem agora. Como declara The Biology of Race: “Mais recentemente, os restauradores começaram a mostrar uma tendência de elevar as primitivas formas do homem.” E noticiou o Times de Nova Iorque:
“Parece agora que os homens que viviam nas cavernas de calcário espalhadas pela Europa, de 32.000 A. C. até cerca de 10.000 anos atrás, eram inatamente bem semelhantes a nós próprios. Com efeito, alguns antropólogos argúem que eram mais altos do que o homem moderno e possuíam cérebros maiores.”
Assim, uma olhadela veraz no registro nos diz o seguinte: o enorme abismo entre o homem e o animal, tão óbvio hoje em dia, sempre existiu no passado. Qualquer tentativa de colocar criaturas amacacadas na linhagem do homem é um mito. Como disse New Scientist, não existe “suficiente evidência de matérias fósseis para remover nossas teorias do reino da fantasia”.
A verdade é o que mostram os fatos, que Deus criou o homem separado e distinto dos animais, e que o homem só reproduz sua própria espécie. Ele o faz hoje em dia, e sempre o fez no passado. Qualquer criatura amacacada que viveu no passado pertencia à espécie simiesca, e não à espécie humana. Fósseis de verdadeiros homens eram simples variedades da espécie humana, assim como hoje temos muitas variedades ou raças de pessoas que vivem lado a lado.
No que vimos, as mais recentes descobertas científicas definitivamente não apóiam o ensino da evolução. Não enfrentou o desafio suscitado pelas descobertas científicas contemporâneas, porque não é verdadeira.
Mas, há algo mais envolvido no desafio que a evolução enfrenta. Para exemplificar: o efeito da evolução sobre o lima moral do mundo merece cuidadosa atenção. Também, que esperança oferece a evolução quanto ao futuro?
As respostas o envolvem.
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No que crê: na evolução ou na Bíblia?Despertai! — 1974 | 8 de abril
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No que crê: na evolução ou na Bíblia?
A PERGUNTA “No que crê: na evolução ou na Bíblia?” não é de forma alguma simplesmente acadêmica. A resposta tem implicações de longo alcance.
Se a evolução for correta, então a Bíblia está errada. Se a Bíblia, que ensina ‘Não deves mentir’, for ela mesma culpada de mentir no tocante à origem do homem, por que devia ser respeitado aquilo que ela afirma sobre outros assuntos, Por que crer que ‘não deves roubar’ e que ‘não deves cometer adultério’? Por que crer em suas promessas de vida numa nova ordem de justiça? Por que crer em sua explanação sobre a atual condição do homem?
Por outro lado, se a Bíblia estiver certa sobre a origem do homem, então a evolução está errada. Há então base para se considerar dignas de confiança as declarações da Bíblia.
Poderiam Ambas Estar Certas?
Não poderiam tanto a evolução como a Bíblia estar certas? Não poderia a Bíblia simplesmente nos dizer que Deus fez o homem, mas a evolução foi o meio que Ele usou?
Isso é às vezes ensinado pelos clérigos. Um despacho da “Associated Press”, de Mobile, Alabama, EUA, em abril de 1969, dizia: “A 109.ª Assembléia-Geral da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos concluiu que a Bíblia e a teoria da evolução não são contraditórias.” The Catholic Encyclopedia (1967) observa: “A reconciliação das origens científicas com os ensinos religiosos de Gênesis é possível.”
Mas, é realmente possível que tanto a evolução como o relato da criação, da Bíblia, possam ser livremente intercambiados; que um explique o outro? Não! Por que afirmamos isso?
Temos visto, nos artigos prévios, que a Bíblia ensina que o homem é criação separada de Deus. Como as criações animais e vegetais, o homem só reproduz “segundo a sua espécie”. A evolução afirma que o homem procede de uma “espécie” inferior, da espécie animal. Ambos os conceitos não podem estar certos. Gên. 1:11, 12, 21, 24, 25.
Também verificamos que a Bíblia ensina que Adão, o primeiro homem, foi criado por Deus há cerca de 6.000 anos atrás. A genealogia de Adão a Jesus Cristo é claramente indicada no registro bíblico. (Gên. 5:1-32; 1 Crô. 1:1-27; Mat. 1:1-17; Luc. 3:23-28) Mas, a evolução afirma que o homem apareceu há mais de um milhão de anos atrás, e isto depois de vários milhões de outros anos de evolução. Um dos ensinos tem de estar errado.
Ademais, a Bíblia, que os clérigos da cristandade afirmam apoiar, ensina meridianamente que o homem perfeito, Jesus Cristo, veio à terra como “resgate correspondente” para aquilo que o perfeito homem, Adão, perdeu por seu pecado. (Rom. 5:12; 1 Tim. 2:5, 6) Se o homem não herdou o pecado de Adão, como ensina a Bíblia, o sacrifício de Jesus é anulado e os cristãos são “os mais lastimáveis de todos os homens”. (1 Cor. 15:19) Não, a pessoa não pode aceitar a ambas. Apenas uma delas, a evolução ou a Bíblia, está certa. A outra está errada.
Aceite o Desafio à Sua Frente
Por conseguinte, todos que amam a verdade enfrentam um desafio. Têm de examinar a evidência e decidir por si mesmos aceitar a evolução ou a Bíblia. Não se deve permitir que ninguém faça essa decisão para outrem.
Alguns, por exemplo, aceitam a evolução porque muitas igrejas agora, oficialmente ou não, crêem nela. Mas, por que, seria de se perguntar, os eclesiásticos, como os antes citados, aceitariam a evolução?
Porque é ensinada popularmente. Este não é senão outro exemplo de as igrejas tentarem ser amigáveis com o mundo. Observa o Daily News de Victoria (Columbia Britânica, Canadá): “A igreja é parte de seu mundo . . . Com demasiada freqüência, e por tempo demais, apareceu como instituição humana, impulsionada pelo homem.”
Compreensível é que uma “instituição humana, impulsionada pelo homem” se apegasse ao que é popular junto aos homens influentes do mundo, não é? Mas, por que deveria o leitor seguir o exemplo dos que transigem quanto aos ensinos do próprio livro que afirmam representar, a Bíblia?
Outros são persuadidos a crer na evolução porque ‘os cientistas dizem ser verdadeira’. Mas, há muitas pessoas científicas, altamente reputadas, que não aceitam o ensino da evolução. Os cientistas, como outras pessoas, estão divididos em suas opiniões sobre este assunto. Assim, se vai deixar os cientistas fazerem a decisão em seu lugar, a que cientista pediria isso?
Na realidade, deixar que alguém faça tal escolha em seu lugar é infantil. A Nova Bíblia Inglesa declara uma verdade eterna ao afirmar: “Homens crescidos . . . discriminam entre o bem e o mal.” (Heb. 5:14) Sim, a pessoa madura enfrentará esta decisão e agirá. Mas, como pode fazer tal decisão?
Pese cuidadosamente a evidência que foi apresentada nesta revista. Ao fazê-lo, reflita sobre sua própria experiência. Compare as declarações dos crentes na Bíblia e as dos crentes na evolução com aquilo que realmente experimentou na vida. Não se lhe deve pedir que creia no inacreditável.
Como ilustração, se famosa catedral foi construída há vários séculos atrás, o leitor não estava presente em pessoa para testemunhar sua construção. Mas, suponhamos que alguém lhe dissesse que ela veio a existir por si mesma — creria nisso! Obviamente que não. Tal declaração se chocaria com tudo que já observou pessoalmente na vida.
Assim, também, se dá com a ‘construção’ do homem. Não estávamos por perto quando o homem surgiu inicialmente. Se os evolucionistas lhe pedirem que creia que o homem veio a existir sem Criador, não lhe parece isso incoerente? Sabemos que tudo que foi feito tem um criador; a experiência ensinou isso a todos nós.
Ademais, sabemos que desafiadores problemas confrontam a humanidade hoje. Qual será melhor para ajudar as pessoas a enfrentar tais problemas — a crença na evolução ou a crença na Bíblia? Saber isso pode ajudar-nos a saber em qual das duas devemos crer.
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Pode a evolução enfrentar os reais desafios da atualidade?Despertai! — 1974 | 8 de abril
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Pode a evolução enfrentar os reais desafios da atualidade?
O HOMEM jamais enfrentou maiores desafios do que aqueles que se acham diante dele no tempo atual. Afirma o anterior editor britânico, Malcolm Muggeridge: “A inteira civilização ocidental [está] chegando ao fim . . . A inteira civilização ocidental está nas últimas. Vejo o colapso chegando. Já está acontecendo agora.”
Problemas desafiadores, como o crime, a doença e a pobreza confrontam ousadamente, não só a “civilização ocidental”, mas toda a humanidade. Ajudará a crença na evolução aos homens a enfrentar tais desafios? Ser-lhe-á de ajuda em sua vida pessoal?
Seria de esperar que fosse. Dizemos isso porque a evolução é parte integrante de todo empenho virtual da humanidade. Assim, sua influência é extremamente ampla. Observa a obra The Wonders of Life on Earth (As Maravilhas da Vida na Terra):
“A obra mais influente de Darwin foi sua teoria da evolução. Revolucionou a ciência da botânica, biologia e medicina. Trouxe novas idéias ao estudo da religião e da astronomia, da história e da psicologia . . . [Tais idéias] que Darwin concebeu têm influenciado todo ramo da ciência.”
Mas, conduz a orientação evolucionista os homens para fora do seu pântano de problemas desafiadores? Ou as ciências que apóiam a evolução desorientaram os esforços dos homens? Considere um exemplo:
Para onde se voltou grande parte da atenção científica nos anos recentes? Para o programa espacial. Por quê? Várias razões são amiúde citadas, mas a revista Science observa candidamente:
“A procura de material que contenha carbono, na superfície lunar, não é somente uma parte componente do estudo da origem e da história da lua, mas é um passo importante em nossa compreensão dos primeiros estágios da evolução química que leva à origem da vida.”
Sim, uma das razões principais de se gastarem bilhões de cruzeiros, admite-se indiretamente, é provar verídica a teoria da evolução. Nenhuma evidência de vida evoluída, porém, foi encontrada fora da terra.
Considere como esse mesmo dinheiro poderia ter sido gasto. Afirma Hans Graffon, da Universidade Estadual da Flórida:
“Outras escolhas para gastar todos esses bilhões teriam sido para eliminar a maioria dos bolsões de pobreza deste país . . . Um programa para uma população equilibrada poderia ter sido vigorosamente executado e a era da implacável política de força e das guerras inconcebivelmente tolas teria sido levada mais perto de seu fim para o benefício de todas as pessoas.”
Ademais, concentrando os homens a sua atenção, não em “guerras inconcebivelmente tolas”, mas nos problemas de saúde e doenças, não teriam estes, pelo menos, diminuído? Um ex-diretor do Centro de Controle das Doenças dos EUA assevera que “dois ou três anos de razoável estabilidade nas relações internacionais podiam resultar na erradicação da varíola deste planeta”. Mesmo se tal predição fosse exagerada, destaca que os recursos do homem, gastos em perscrutar o espaço em busca de evidência em prol da evolução, poderiam ter sido mais sabiamente empregados.
Outro grande desafio que confronta o mundo de hoje não é científico, mas é de natureza moral. O historiador britânico, Arnold Toynbee, observa: “É trágico pensar que temos tido tanto êxito no campo tecnológico, ao passo que nosso registro de fracassos morais é quase incomensurável.” A evolução realmente contribuiu para agravar tal problema.
Exemplo se acha no campo do treinamento dos filhos. Muitos peritos no assunto aconselham a não se disciplinar os filhos. Sua teoria se baseia na evolução. Afirma o livro Pre-School Education Today (Atual Educação Pré-escolar), quando menciona este conceito comum:
“Assim, sempre que Joãozinho faz algo de ‘mau’, o comportamento [é] explicado por se observar que ele só está atravessando uma fase. Além disso, segundo a parábola da cauda do girino [apresentada por um evolucionista] — na qual as pernas traseiras deixam de se desenvolver se a cauda for amputada — não se deve impedir o comportamento indesejável de Joãozinho, senão deixará de aparecer alguma característica desejável no futuro.”
Mas, qual tem sido o resultado de aceitar-se passivamente o “comportamento indesejável de Joãozinho” como apenas um “estágio” que ele atravessa? Em 1971, o número de prisões de jovens nos EUA aumentou mais de 50 por cento em comparação com o total de 1966. A Austrália relata que os crimes de violência dos jovens que moram no estádio de Vitória ascenderam mais de 187% desde 1960; a população jovem aumentou apenas 29,6% no mesmo período. As teorias da criação de filhos empanadas pela evolução não produziram bons frutos morais.
Naturalmente, a evolução contribui para este colapso moral de outras formas: Desencoraja a fé em Deus e na Bíblia. Por sua vez, muitos abandonam o código moral da Bíblia, que proíbe o adultério e o roubo. Mas, não seria de se esperar isso? Pois, segundo o ensino evolucionista, não é o homem realmente um animal? Por que não se devia esperar que se comportasse de acordo com isso?
Essa seria uma conclusão lógica. Mas, os evolucionistas objetam, dizendo: ‘Não! O homem é mais do que um animal.’ O destacado evolucionista George Gaylord Simpson observa: “Ele tem atributos essenciais diferentes dos dos animais . . . A essência de sua natureza ímpar jaz precisamente em tais características que não são partilhadas com qualquer outro animal . . . O homem é um animal moral.”
Que estonteante dilema apresenta a natureza moral do homem para o evolucionista! Ele gostaria de dizer que o homem evoluiu dos animais. Todavia, talvez diria que o homem tem qualidades morais que os animais não possuem! Onde foi que o homem obteve esses “atributos essenciais”? Devem ter vindo de alguma parte. Confessa destacado evolucionista: “O homem não pode ser um Melquisedeque moral ‘sem linhagem’.”
Ao tentar enfrentar tal problema, há vários anos atrás, Sir John Arthur Thomson, evolucionista, admitiu: “Mui amiúde, nas coisas pertinentes ao homem, o evolucionista retorna ao criacionismo, tentando criar faculdades do nada.” Os evolucionistas ‘se desdobram ao máximo’ para evitar incluir Deus no quadro, como explicação para a natureza moral do homem. O autor de African Genesis ilustra isto ao falar do “conservador das espécies”:
“Quem é ele? Não sabemos. Nem jamais saberemos. Ele é uma presença, e isso é tudo . . . Sua presença é assegurada em todas as coisas que já existiram, e em todas as coisas que existirão. E, visto que sua ordem é irrespondível, sua identidade é incognoscível. Mas, sua mais antiga preocupação é com a ordem.”
Não se tornaram a expressão “conservador das espécies” e outras expressões vagas similares simples substitutos de “Deus”? Ao recusar admitir a mão do Onipotente por trás da constituição física e moral do homem, o evolucionista deificou sua própria teoria. Mas, este deus evolucionista, como temos visto, é desapontador.
A evolução não se dedicou com êxito aos reais desafios da atualidade — os sociais, técnicos ou morais. Em alguns casos, criou ou agravou os problemas já existentes. Mas, o que dizer da Bíblia — ajudá-lo-á com êxito a enfrentar os reais desafios de nossos dias?
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A arte de provar o cháDespertai! — 1974 | 8 de abril
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A arte de provar o chá
● Antes que dê de ombros, fique sabendo que provar o chá é um trabalho de alta especialização: Os provadores de chá são homens e mulheres que ajudam as nações a manter os elevados padrões para o chá que é exportado por seus países. Provar o chá é um serviço altamente técnico. Há mais de dois mil tipos diferentes de chá que um verdadeiro perito pode identificar. Com efeito, um provador de alta classe consegue supostamente dizer “onde é que foram cultivadas as folhas, o clima da região, e talvez até mesmo a precipitação pluviométrica”. Incidentalmente, o consumo de chá está aumentando.
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Um final feliz?Despertai! — 1974 | 8 de abril
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Um final feliz?
● Certo item publicado há algum tempo no Times de N. I. dizia: “O homem talvez já tenha alcançado o fim de suas mudanças evolutivas; sugeriu na semana passada o Dr. Timothy Prout, zoólogo da Universidade da Califórnia. A razão: O homem aprendeu a proteger-se das forças seletivas do ambiente. Se os efeitos da seleção sobre a população terminarem, então cessariam as mudanças evolutivas, disse o Dr. Prout.” Agora que a evolução já terminou, talvez toda a tolice sobre ela acabará.
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