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  • Crê na evolução ou na criação?
    A Sentinela — 1971 | 15 de julho
    • Crê na evolução ou na criação?

      1. A crença de alguém a respeito da origem da vida humana influi em sua atitude para com que outros assuntos?

      A PERGUNTA: “Crê na evolução ou na criação?” é mais do que uma questão de mera curiosidade. A resposta que a pessoa der se refletirá profundamente na sua atitude para com o seu próximo, nos seus valores de moral e no seu conceito quanto ao futuro.

      2. Desde quando aumentou notavelmente a crença na evolução, e onde é ela especialmente enfatizada?

      2 A crença na evolução não é nova; não se originou com Charles Darwin. Mas depois da publicação de seu livro A Origem das Espécies em 1859, os apoiadores desta idéia aumentaram muito em número. Nos países onde se dá muita ênfase à “ciência”, o ensino da evolução ocupa um lugar de destaque nos compêndios escolares. Ele é introduzido já nos primeiros anos e repetido e ampliado ano após ano.

      3. Como influenciou a crença na evolução a exploração da lua e de Marte?

      3 O desejo de descobrir mais evidência para este ensino tem sido também uma das forças motrizes primárias nas exorbitantemente dispendiosas explorações espaciais das nações. Para o chefe de planejamento da NASA, Wernher von Braun, o vôo da Apolo 11 não foi “nada menos do que um passo na evolução humana, comparável ao tempo em que a vida na terra emergiu do mar e se estabeleceu em terra”. E a revista Science, no seu número especial de 30 de janeiro de 1970, revelou: “A procura de material que contenha carbono, na superfície lunar, não é somente uma parte componente do estudo da origem e da história da lua, mas é um passo importante em nossa compreensão dos primeiros estágios da evolução química que levou à origem da vida.” Por isso foi com viva expectativa que se trouxeram de volta à terra amostras de rochas, que foram cuidadosamente analisadas em busca de qualquer indício de vida, presente ou passada, mas a falta de publicidade dada aos resultados refletia o desapontamento sentido pelos defensores da evolução. Ainda assim eles prosseguem, e com despesas ainda maiores. Por quê? Num artigo intitulado “Futuro no Espaço — Da Lua a Marte”, U.S. News & World Report anunciou: “Um dos principais objetivos de tal expedição é procurar evidência de vida no planeta.”

      4. (a) Explique a idéia básica da evolução. (b) Quem não crê nesta teoria?

      4 A idéia básica da evolução é que toda a vida vegetal, animal e humana nesta terra se originou de formas de vida unicelulares, que se desenvolveram no mar há centenas de milhões de anos atrás. Embora alguns professem crer que foi um Criador que iniciou este processo, isto não se dá com a maioria. Os evolucionistas afirmam que os antepassados do homem incluíam tanto animais simiescos como peixes. Mas nem todos crêem nisso. Nem todos os educadores crêem na evolução, nem o fazem todos os cientistas. Há muitas pessoas que crêem que Deus criou a terra e que ele fez a vegetação, os animais e o homem. (Jer. 27:4, 5) Isto era o que Jesus Cristo cria. (Mar. 10:5, 6; Mat. 6:26-30) Qual é a sua crença pessoal?

      5. O que disseram estudantes numa escola secundária católica quanto à sua crença a respeito da origem do homem, mas por que encararam o assunto deste modo?

      5 Esta pergunta foi feita recentemente tanto a estudantes como a professores numa classe do nono ano numa escola secundária católica no estado de Nova Iorque. A classe inteira respondeu que cria que “o homem veio a existir por evolução”. Quando se perguntou se alguém cria que Deus fez o homem, ninguém levantou a mão. Perguntas adicionais revelaram que eles conheciam nomes e pormenores relacionados com o ensino da evolução, mas nenhum deles nem mesmo sabia o nome do Deus de quem a Bíblia diz que fez o homem. Criam eles realmente na evolução? Ou era o caso que simplesmente sabiam algo sobre a evolução, ao passo que não se lhes ensinara nada sobre o que a Bíblia diz a respeito da criação?

      EM QUE CRÊEM SEUS FILHOS?

      6. (a) Por que ficam alguns filhos mais profundamente influenciados pelo ensino da evolução do que pela crença de seus pais na Bíblia? (b) No começo de cada ano letivo, que poderão os pais fazer a fim de proteger a fé de seus filhos?

      6 Para alguns pais vem como grande surpresa quando descobrem até que ponto o ensino da evolução permeia os cursos escolares. Talvez pressupunham que, por eles mesmos crerem na Bíblia, também seus filhos aceitavam o que as Escrituras dizem sobre Deus e ele criar a terra e as coisas viventes nela. Mas quando a escola faz mais esforço para salientar a evolução do que os pais fazem para apresentar motivos para a crença na criação, não é difícil de compreender que conceito influenciará mais profundamente o filho. (Pro. 22:6; Deu. 6:4-9) Se for pai ou mãe, toma tempo, no início de cada ano letivo, para examinar os compêndios que seus filhos usarão, a fim de saber o que se ensinará a eles? Fazer isto mostraria sua profunda preocupação com o bem-estar deles. Daí, se verificar que os compêndios advogam a evolução, o que poderá fazer? Naturalmente, poderá dizer ao seu filho qual é a sua crença, e deverá fazer isso. Mas para ser realmente persuasivo, talvez verifique que é necessário lerem e considerarem juntos certas partes do compêndio escolar, certificando-se de que seu filho compreenda por que estão erradas as diversas teorias que apóiam a evolução e quais os frutos que apóiam a crença na criação.

      7. (a) O que ensinam muitos compêndios escolares quanto à evolução? (b) Visto que os filhos cristãos se vêem expostos a tal ensino, o que precisam os pais ajudar os filhos a fazer?

      7 Um exame dos atuais compêndios escolares mostra que, nos primeiros anos, em muitas localidades, é rara qualquer menção direta do termo “evolução”. Mas os livros talvez comentem as formas primitivas de vida, das quais dizem que se desenvolveram no mar “há bilhões de anos atrás”, e os dinossauros “pré-históricos” que viveram “há milhões de anos no passado”. Com o passar dos anos, fornecem-se mais pormenores. Em apoio da evolução, destacam-se muito os ossos desenterrados e os fósseis de coisas viventes, nas rochas. Estes livros salientam também as mutações ou as mudanças na hereditariedade, conjugadas com a seleção natural, como meio pelo qual vieram à existência espécies novas. Seu filho talvez fique com a impressão de que isto foi bem confirmado pela pesquisa científica, e de que, embora ele tenha a liberdade de crer na criação, se quiser, todos os fatos apóiem a evolução. A fim de raciocinar de modo claro sobre o assunto, seu filho precisa de sua ajuda. Ele está no mundo, exposto aos conceitos deste, de modo que precisa aprender a examinar os fatos, a raciocinar de modo sensato e a chegar a conclusões válidas. — Pro. 5:1, 2.

      8. O que está incluído nos documentos fósseis da terra e o que não contêm eles? Portanto, que conceito quanto à origem da vida apóiam eles realmente?

      8 Como exemplo, talvez ache útil tratar do assunto da seguinte maneira: Quantos fatos possuem realmente os que defendem a evolução? O que mostram realmente os documentos fósseis? Os próprios escritos deles admitem que nos estratos inferiores de rocha, nos quais há fósseis, eles não encontram formas primitivas de vida, mas sim organismos complexos, representativos da maioria das divisões básicas da vida vegetal e animal.a Falam muito sobre as formas primitivas das quais estas evoluíram, e isto é vital para a sua teoria, mas não se encontraram nenhumas delas. Também, as ilustrações nos compêndios e as exibições em museus enfileiram esqueletos dum modo que, segundo eles, demonstram a evolução do cavalo, do homem e de outras criaturas. Mas, observe que cada esqueleto é plenamente formado. Eles escrevem extensivamente sobre formas transitórias, das quais depende todo o seu argumento, mas não se exibem nenhumas delas, com formas primitivas de braços e pernas em corpos de outro modo plenamente desenvolvidos. Quanto aos desenhos que fazem, são na maior parte imaginação; eles não possuem fotografias em que se basear.

      9. Provam as datas usadas pelos evolucionistas que a Bíblia está errada?

      9 As datas usadas pelos evolucionistas são impressionantes. Mas os compêndios escolares incluem raras vezes itens tais como o seguinte, tirado da revista Science, de 11 de dezembro de 1959: “Embora tenha sido aclamado como a resposta à oração dos entendidos em pré-história, ao ser anunciado pela primeira vez, tem havido desilusão cada vez maior com o método por causa das incertezas (em alguns casos absurdidades) cronológicas que resultariam da aderência estrita às datas C-14 publicadas.” Tampouco alertam os estudantes a que o método de datar rochas por meio de potássio-argônio não começa com fatos, mas com uma suposição improvável a respeito da condição das rochas, e que, se apenas uma minúscula quantidade de argônio permaneceu na rocha quando se fundiu, a data pode ser elevada demais em milhões de anos. Estes são pontos que seu filho devia saber.

      10. (a) Que teoria apresentam os evolucionistas quanto às mutações, mas quais são os fatos? (b) Que conceito equilibrado sobre a ciência podem os pais cristãos ajudar seus filhos a obter?

      10 Que dizer, então, das mutações, das mudanças reais na hereditariedade, conjugadas com a seleção natural das mutações que se mostram benéficas? Os livros citam exemplos delas, não citam? Apresentam-se relatórios e gravuras para mostrar mudanças ocorridas em traças, moscas-das-frutas, uvas e assim por diante. Nesta base, especula-se que poderiam ocorrer mudanças maiores, que poderiam resultar em formas de vida radicalmente diferentes de seus antecessores, e que a seleção natural resultaria em preservar as mudanças realmente proveitosas. Mas, quais são os fatos? As traças não se desenvolveram em águias; as moscas-das-frutas não produziram urubus e as uvas não se tornaram melancias. A variação na cor, no tamanho e no sabor era possível, mas não houve transformação em plantas e em insetos de outras espécies. Portanto, não são absolutamente nenhuma prova de evolução. Raciocine com seus filhos sobre estes assuntos; ajude-os a compreender a diferença entre fato e especulação. Mostre-lhes que não há nada de errado com a verdadeira ciência; ela é o estudo da obra de Deus. Mas há muita coisa falsamente chamada de “ciência” ou “conhecimento”, e alguns, por a aceitarem, perdem o que realmente vale a pena na vida. — 1 Tim. 6:20, 21; Almeida.

      EVIDÊNCIA DE CRIAÇÃO

      11. (a) Na edificação da fé, o que é ainda mais importante do que compreender as fraquezas do caso em prol da evolução? (b) Que pergunta, que intriga os evolucionistas, é respondida pela Bíblia, e com que fatos observáveis está a resposta em acordo?

      11 Ainda mais importante do que a análise das fraquezas do caso da evolução, porém, é examinarmos o que a própria Bíblia diz, bem como sua coerência com a evidência observável. O versículo inicial de Gênesis diz com maravilhosa simplicidade: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Gên. 1:1) De modo que entra em choque com uma questão que intriga os evolucionistas. Em vez de nos deixar em ignorância quanto a este ponto fundamental sobre a origem de todas as coisas, ela nos dá a resposta simples e compreensível. Confirma a nossa própria observação, de que nada vem à existência por si mesmo. Choupanas, casas de madeira e edifícios de apartamentos de concreto foram todos projetados e construídos por alguém. Embora nós mesmos não estivéssemos presentes quando se construiu determinado prédio, sabemos que foi feito por um construtor. Em harmonia com isso, a Bíblia raciocina: “Cada casa, naturalmente, é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” — Heb. 3:4.

      12. O que indica que a criação da terra exigiu realmente “poder”, conforme diz a Bíblia?

      12 Ampliando isto ainda mais, Jeremias 10:10-12 registra: “Jeová é verdadeiramente Deus. Ele é o Deus vivente . . . Ele é Quem fez a terra pelo seu poder, Aquele que estabeleceu firmemente o solo produtivo pela sua sabedoria, e Aquele que pelo seu entendimento estendeu os céus.” Coincide esta descrição com aquilo que podemos observar? Exigiu a criação da terra grande poder? Sem dúvida, já viu fotografias mostrando o que acontece quando o homem divide os átomos mesmo duma parte muito pequena da matéria que compõe a terra. Deste modo se libera enorme energia, quer para uso construtivo, quer para uso destrutivo. Isto foi demonstrado repetidas vezes pela explosão de engenhos nucleares. Se todos os átomos numa libra de matéria fossem transformados em energia, diz-se que liberariam energia equivalente à da explosão de dez milhões de toneladas de dinamite. Quão grande, então, deve ter sido a energia empregada na formação desta matéria — não apenas de uma libra dela, mas de cerca de 6 sextilhões de toneladas que compõem a terra!

      13. Em harmonia com o que a Bíblia diz, que evidência de “sabedoria” apresenta o “solo produtivo”?

      13 Que dizer do “solo produtivo”? Manifestou-se sabedoria divina no seu estabelecimento? De fato, manifestou-se! A pesquisa tem demonstrado que a terra se compõe dos mesmos elementos químicos necessários para sustentar a vida humana. Mas a vegetação precisa primeiro converter estes elementos em formas assimiláveis pelo corpo. Alguns destes elementos podem não ser mais do que apenas um centésimo de um por cento do corpo humano, mas são necessários à vida. Bilhões de organismos vivos no solo, de inúmeras formas diferentes, cooperam em torná-los disponíveis, cada um deles trabalhando para converter folhas e grama mortas, e outros resíduos, de novo em formas usáveis, ou para afrouxar o solo, para que possam penetrar nele o ar e a água. Quem pode honestamente negar que se evidencia grande sabedoria neste arranjo para sustentar a vida? — Sal. 24:1; 89:11.

      14. Que “entendimento” reflete o modo em que foram projetados os céus atmosféricos?

      14 E os “céus” — refletem eles o entendimento que revela projeto inteligente? É notável que, embora a lua virtualmente não tenha atmosfera, a terra em que habita o homem tem uma atmosfera de um conteúdo exatamente certo de gases para podermos respirar. Não se precisam de “trajes espaciais” para se viver aqui. A atmosfera, também, de modo apropriado, possui propriedades que, quando a gravidade da terra atrai meteoros, a maioria deles se queima antes de atingir o solo, protegendo-nos assim contra o bombardeio por 200 milhões de pedras que diariamente se lançam na atmosfera. E esta mesma atmosfera torna possível a formação de chuva para refrescar a terra, protege contra o calor excessivo do sol durante o dia e retém uma quantidade razoável de calor durante a noite. Quão evidente é que os “céus” atmosféricos foram projetados com cuidado, sendo a obra de Alguém com entendimento muito superior ao nosso!

      15. O que explica a precisão dos movimentos dos corpos celestes?

      15 Os “céus”, naturalmente, se estendem muito além da atmosfera da terra. Esta é apenas uma pequeníssima parte deles. “Levantai ao alto os vossos olhos e vede”, convida Jeová. “Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas por nome. Devido à abundância, de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta num sequer uma delas.” (Isa. 40:26) Todas elas, juntas, operam com uma precisão tão maravilhosa, que o homem já as considera por muito tempo como base para marcar o tempo e como meio de orientar a navegação. Quem designou a estes corpos celestes o seu lugar e fixou as leis pelas quais se locomovem? (Jó 38:33; Amós 5:8) A evolução não fornece a resposta. Mas a Bíblia a fornece: “Os céus declaram a glória de Deus; e a expansão está contando o trabalho das suas mãos.” (Sal. 19:1) Isto é a obra de “Jeová . . . o Deus vivente”. — Jer. 10:10.

      ORIGEM DA VIDA

      16. Quanto à origem da vida, o que está em harmonia com os fatos observáveis: a evolução ou a Bíblia? Explique.

      16 Quais têm sido as suas observações quanto às coisas viventes? Não procedem as plantas de sementes em que há vida? Não procedem os insetos, os peixes, os animais terrestres e os homens de progenitores vivos? Nenhuma coisa viva procede duma rocha, a menos que se tenham alojado sementes nas suas fissuras ou se tenham depositados óvulos ali. Portanto, a produção de alguma coisa que tem vida exige uma fonte viva. Os biólogos concordam com isso, mas os que defendem a evolução pedem-lhe que creia que, embora não possam apresentar nenhum exemplo disso hoje e não haja paralelo disso, a vida surgiu repetidamente de matéria inanimada, há muitos milhões de anos atrás. Visto que não podem encontrar prova disso aqui na terra, equiparam expedições para procurar evidência disso na lua, e esperam corroborar sua teoria em Marte. Mas, a Bíblia concorda com o fato observável de que a vida se deriva apenas duma fonte viva. O Salmo 36:9 dirige a Jeová, o “Deus vivente”, as palavras: “Contigo está a fonte da vida.”

      17. Por que não admite a Bíblia a idéia de que Deus usou a evolução para produzir as diversas espécies de plantas e animais hoje excelentes?

      17 A Bíblia explica também como as diversas espécies de coisas viventes vieram à existência. Ela nos conta, no seu capítulo inicial, que Deus fez a vegetação, as criaturas marinhas, as aves e os animais terrestres. (Gên. 1:10, 11, 21, 24) A Bíblia não diz que formas de vida unicelulares evoluíram para se tornar grama, árvores, peixes, aves e animais terrestres. Nem admite ela a idéia de que Deus criou tais formas de vida primitivas e depois usou a evolução como meio para produzir as diversas espécies de plantas e de animais que hoje existem. Quando chegou o tempo para se produzir o homem, ele não foi desenvolvido de algum pré-adâmico simiesco, mas, conforme diz a Bíblia: “Jeová Deus passou a formar o homem do pó do solo e a soprar nas suas narinas o fôlego de vida, e o homem veio a ser uma alma vivente.” Depois, quando aquele primeiro homem, Adão, se tornou pai de um filho, em harmonia com a regra de cada um reproduzir-se “segundo a sua espécie”, seu filho era “à sua semelhança, à sua imagem”. — Gên. 2:7; 5:3.

      18. (a) Que evidência poderá indicar em acordo com a regra bíblica de que as coisas viventes se reproduzem “segundo as suas espécies”? (b) Em contraste com a evolução, por que agrada a narrativa bíblica da criação à mente raciocinante?

      18 Portanto, o que a Bíblia diz está em plena harmonia com o que pode observar pessoalmente. Quando planta sementes, estas se reproduzem “segundo as suas espécies”. Pode planejar seu jardim com plena confiança na certeza desta lei. Quando os gatos têm cria, sua cria são gatinhos. Quando os humanos se tornam pais, seus filhos são humanos. Há variedades em cor, tamanho e figura, mas sempre dentro das limitações da espécie de família. Já observou pessoalmente um caso que fosse diferente? Não; nem o observou qualquer outro. Hoje há na terra mais de três bilhões de pessoas, bem como incontáveis bilhões de plantas e de animais, todos os quais são prova viva da veracidade do que a Bíblia diz.

      O MOTIVO DE SE CRER

      19. Qual é seu motivo para crer na criação?

      19 É interessante notar que Science Education de outubro de 1967 disse: “O motivo básico por que a teoria da evolução é rejeitada por tantos, muitos dos quais estão familiarizados com a biologia moderna, é que ela entra em conflito com a narrativa da criação na Bíblia.” Quando alguém crê honestamente que a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, então, é evidente que este deve ser o motivo primário e principal por que ele crê na criação. Não prefere crer na criação só porque se apercebe das falhas no argumento em prol da evolução. Antes, crê na criação porque crê em Deus e na Sua Palavra. Dá-se isso no seu caso?

      20. Por que não nos devem perturbar as notícias que favorecem a evolução?

      20 Se for assim, não se preocupará indevidamente quando lê notícias sobre “descobrimentos” por parte de evolucionistas, proclamados como “prova” da evolução. Tampouco ficará surpreso em vista das admissões feitas por evolucionistas quanto às fraquezas de seu caso. Tem bons motivos para estar convencido de que Deus sabe muito mais sobre a origem do universo e das coisas viventes do que qualquer homem que apenas surgiu recentemente no cenário. — Rom. 11:33, 34.

      21. Por que é mais razoável a crença na criação, que exige fé num Criador não visto, do que a crença na evolução?

      21 Ninguém que crê no que a Bíblia diz sobre a criação precisa sentir-se no mínimo apologético quanto à sua atitude. É verdade que alguns talvez o censurem, afirmando que crêem apenas naquilo que vêem e que é por isso que não crêem em Deus. No entanto, se professam crer na evolução, então, conforme aprendemos, aceitam realmente muito que nem eles nem qualquer outro homem jamais viu. Reflete isto raciocínio sadio quando alguém crê em acontecimentos não vistos, que contrariam toda a evidência disponível e que colidem com toda a experiência humana, como no caso da evolução? Ou é mais razoável crer que há um Criador todo-poderoso, visto que todo o universo e todas as coisas viventes evidenciam um projeto inteligente e uma fonte de energia dinâmica infinitamente maior do que o homem? — Heb. 11:6; Rom. 1:20.

      22. Na Bíblia, o que proveu Deus além dos pormenores sobre o passado, e, portanto, o que é sábio que façamos?

      22 A resposta é clara: A crença na criação se ajusta aos fatos. A Bíblia está em plena harmonia com estes fatos. Mas ela não termina com os pormenores sobre o passado. Jeová Deus nos proveu nas suas páginas a orientação de que necessitamos para lidar com bom êxito com os problemas do presente. E ela nos mostra o que precisamos fazer a fim de tirar proveito de suas provisões amorosas quanto ao futuro. Portanto, é sábio familiarizar-se bem com tudo o que ela contém.

  • A evolução mina a fé
    A Sentinela — 1971 | 15 de julho
    • A evolução mina a fé

      1. Por que ficam alguns surpresos de saber que muitos dos clérigos da cristandade endossam a evolução?

      O ENSINO da evolução não se destina a edificar a fé em Deus. Não incentiva a pessoa a considerar a Bíblia com profundo respeito. Por isso, muitos ficam surpresos quando se dão conta de que grande número dos clérigos da cristandade endossa francamente a evolução e que ela é advogada nos compêndios usados nas escolas patrocinadas pela sua igreja.

      2. (a) O que disseram porta-vozes católicos sobre a crença na evolução? (b) De que modo contradiz seu conceito a Bíblia?

      2 Sobre o desenvolvimento desta tendência na Igreja Católica Romana diz a Nova Enciclopédia Católica (em inglês): “Em 1950, a encíclica Humani generis [do Papa Pio XII] assinalou o início de um novo desenvolvimento . . . a evolução foi reconhecida expressamente como hipótese válida.” Em harmonia com isso, A. Hulsbosch, professor seminarista na Holanda, e membro da Ordem de Sto. Agostinho, disse: “Não podemos mais negar que, do lado biológico, o homem se originou do reino animal.”a E Peter Schoonenberg, S. J., professor visitante na Universidade Duquesne, que é católica, escreveu: “Quando consideramos agora a gênese da espécie humana, encontramos o grau mais inferior de progenitor, pois o primeiro homem não tinha ‘pais’ humanos, mas sim animais.”b Todavia, isto está em contradição direta com a Bíblia, que declara explicitamente que Adão era “filho de Deus” e que fora feito “à imagem” de Deus. — Luc. 3:38; Gên. 1:26.

      3. Até que ponto promovem algumas escolas católicas o ensino da evolução, e com que efeito sobre os seus estudantes?

      3 Estes instrutores católicos da evolução não são passivos quanto a ela, mas querem certificar-se de que seus estudantes a tenham bem gravado na mente. Isto é indicado pelo que diz o prefácio de uma edição do compêndio de biologia usado no Colégio Iona (católico): “O princípio mais generalizado de todos, na biologia, é a evolução. A maioria dos tratados sobre o assunto faz tal declaração, mas lhes falta a convicção de que ela é realmente verdadeira. . . . Neste livro temos procurado tornar a evolução tão persuasiva como realmente é no mundo da vida. Cada tópico tem o seu fundo e os seus aspectos evolutivos.” Pode haver qualquer dúvida de quanto tal instrução afeta os estudantes? Há pouco tempo atrás, o U. S. News & World Report, num artigo sobre o “Crescente Desassossego na Igreja Católica”, dizia: “Um sacerdote de S. Luís calculou que 25 por cento de seus estudantes católicos duvidam definitivamente da existência de Deus e que outros 25 por cento são agnósticos. As autoridades da Universidade Notre Dame ficaram recentemente chocadas quando um graduado se queixou de que ‘ao ficar exposto ao melhor que Notre Dame tinha para oferecer, afastava-me cada vez mais do cristianismo’.”

      4. O que dizem porta-vozes e publicações protestantes sobre este ensino que destrói a fé?

      4 Não é só a Igreja Católica Romana que, pelo apoio que dá à evolução, mina a fé em Deus e na sua Palavra. As igrejas protestantes fazem o mesmo. Numa carta datada “18 de outubro de 1969”, o arcebispo de Cantuária admitiu abertamente: “A Igreja Cristã como um todo tem aceito a teoria da evolução como estabelecida cientificamente.” O Dr. Paul Holmer, professor de teologia da escola de teologia da Universidade Yale, escreveu na famosa publicação protestante The Christian Century: “Confesso ter profundo apreço pelos talentos e trabalhos que tornaram a evolução uma conclusão científica prevalecente em nosso tempo.” Deve ser lembrado que, quando estes escritores se referem à evolução, não querem dizer simplesmente que haja variedade de formas de vida ou que regiões terrestres passem por mudanças em resultado das forças que operam sobre elas; estão falando sobre a origem do homem e de outras coisas viventes. A Interpreter’s Bible, protestante, declara francamente seu conceito do seguinte modo: “O réptil se contentava em ficar no pântano; o homem queria sair dele. Ele possuía e ainda possui instintos primitivos contra os quais ele precisa lutar, pois iniciou-se no nível do animal; mas ele não se contentou em permanecer ali.”

      5. Em que base afirmam os clérigos que adotam a evolução que não estão repudiando a Bíblia ao fazerem isso?

      5 Apesar de tais declarações, alguns clérigos afirmam que não estão repudiando a Bíblia. Mas em que base, A. Hulabosch, da Holanda, afirma: “O homem terreno, considerado como um todo, é um ser de dois lados; do lado biológico, ele está aparentado com o animal, e do lado pessoal, ele é a imagem de Deus.” Deste modo, o corpo é considerado como produto da evolução, mas depois se diz que há outra parte do homem que não evoluiu. Sobre este ponto escreveu Rudolph Bandas, membro da Academia Pontifícia Romana de Teologia: “A alma se encontra fora do processo da evolução. A alma é racional, simples, espiritual e imortal — não pode evoluir procedente da mera vida animal.” De modo similar, Raymond Nogar, sacerdote católico, diz no seu livro The Wisdom of Evolution (A Sabedoria da Evolução): “Biologicamente, o homem, igual ao lince, é uma espécie especial de animal. Pertence ao reino animal junto com todos os demais dos animais. . . . A alma do homem (e da mulher) foi criada diretamente por Deus e é espiritual e imortal.” Os que fazem declarações assim ou são muito ignorantes das Escrituras, ou são deliberadamente enganosos.

      6. Mostre com a Bíblia que estes clérigos estão completamente errados quando argumentam (a) que o homem é biologicamente relacionado com os animais, e (b) que a posse duma “alma” diferencia o homem dos animais.

      6 A Bíblia não admite a relação biológica do homem com os animais. Quanto aos organismos carnais, o apóstolo Paulo foi inspirado pelo Criador a escrever: “Nem toda a carne é a mesma carne, mas uma é a da humanidade, e outra é a carne do gado, e outra é a carne de aves, e outra de peixes.” (1 Cor. 15:39) Tampouco é a posse de uma “alma” o que diferencia o homem dos animais. A Bíblia mostra que os animais são almas, assim como os homens são almas. (Gên. 1:21, 24; Lev. 24:18; Núm. 31:28) Além disso, as Escrituras não dizem que, quando Deus formou Adão e lhe deu vida, Deus desse ao homem uma alma, mas, antes, que o homem “veio a ser uma alma vivente”, que ‘Adão tornou-se alma vivente’. (Gên. 2:7; 1 Cor. 15:45) De modo que o próprio homem é uma alma. Portanto, se a alma não evoluiu, conforme dizem os clérigos, então o homem não evoluiu.

      7. (a) Como consideram alguns clérigos evolucionistas a narrativa bíblica sobre Adão? (b) Que fatos mostram que a Bíblia não admite tal conceito? (c) Ao tentarem harmonizar a Bíblia com a evolução, o que fazem estes clérigos realmente com a Bíblia e com a “ciência”?

      7 Nos seus esforços de harmonizar a Bíblia com a teoria da evolução, é comum que os clérigos argumentem que a narrativa bíblica sobre Adão é apenas alegoria, parábola, mas não fato histórico. Diz o jesuíta holandês Trooster: “Apercebam-nos primeiro completamente de que a estória do paraíso não é história no sentido moderno da palavra.”c Ele arrazoa que Adão, neste caso, não foi “o primeiro homem”, mas que ele representa todo homem, e que todo homem, embora tenha a oportunidade de comunhão com Deus, comete os seus próprios atos que o afastam de Deus. Mas a Bíblia tampouco admite este conceito. Diz-se que Adão foi o “primeiro homem”, não todo homem. (1 Cor. 15:45) o escritor bíblico Lucas alista Adão junto com setenta e quatro outros homens na genealogia de Jesus Cristo. (Luc. 3:23-38) Se um deles foi apenas alegórico, que dizer dos demais? Também Judas, meio-irmão de Jesus, escreveu que Enoque foi “o sétimo homem na linhagem de Adão”, mas Enoque certamente não foi sétimo na linhagem de todo homem. (Jud. 14) E Gênesis 5:3 diz que Adão gerou um filho de nome Sete, na idade de cento e trinta anos. Aplica-se isso a todo homem? Claro que não! Por aceitarem a evolução como fato e procurarem interpretar a Bíblia para se harmonizar com a evolução, rebaixam a Palavra de Deus e exaltam a “ciência” materialista.

      8. Ao advogarem os clérigos a evolução, com quem se aliam eles, e que declarações publicadas mostram isso?

      8 Quer se apercebam disso, quer não, os religiosos que advogam a evolução se juntam assim aos comunistas ateus, cujo objetivo confesso é o de desarraigar a fé em Deus. Karl Marx se agradou tanto da obra de Darwin sobre a evolução, que lhe escreveu uma carta pedindo permissão para dedicar a ele a edição inglesa de Das Kapital (chamado de “bíblia do movimento comunista”). Um compêndio escolar para o nono ano, publicado na União Soviética, declara francamente: “O estudo das leis da evolução do mundo orgânico ajuda na elaboração do conceito materialista. . . . Além disso, este ensino nos arma para a luta anti-religiosa, porque nos fornece a interpretação materialista do aparecimento de objetivo no mundo orgânico, e ao mesmo tempo prova que o homem se origina dos animais inferiores.” Em adição a isso, um ensaio do evolucionista Julian S. Huxley sobre “Darwin e a Idéia da Evolução” declara: “Para começar, se a evolução for aceita como fato, destrói-se grande parte da estrutura teológica das grandes religiões do mundo ou esta é convenientemente . . . apresentada como mito significativo.” No entanto, os clérigos se destacam na proclamação de que a evolução é fato e que as narrativas bíblicas são apenas mito. Por que fazem isso?

      9, 10. (a) O que mostra que o apoio clerical à evolução não é motivado por uma prova sobrepujante em apoio da teoria? (b) Por que advogam eles a evolução, embora signifique rebaixar a Bíblia?

      9 Não é que a evolução se baseie solidamente em fatos. No fim de uma conferência recente da UNESCO em Paris, na França, uma notícia publicada anunciava: “A única certeza sobre as origens do homem moderno (homo sapiens) é que elas são ‘incertas’.” E o livro Creation and Evolution (Criação e Evolução), de Ulrich A. Hauber, monsenhor católico, cuja publicação tem o imprimatur do bispo de Davenport, reconhece a incerteza dela, dizendo: “A teoria da evolução não explica todos os fatos, ela parece contrariar a alguns deles.” Apesar disso, prossegue: “Mas ela é uma teoria eminentemente razoável.” É evidente que estes porta-vozes religiosos caíram na armadilha contra a qual a Bíblia adverte: “Acautelai-vos: talvez haja alguém que vos leve embora como presa sua, por intermédio de filosofia e de vão engano, segundo a tradição de homens, segundo as coisas elementares do mundo e não segundo Cristo.” (Col. 2:8) Preferirem a evolução à Palavra de Deus se dá porque querem ser aceitáveis ao mundo e realmente fazer parte do mundo. Até mesmo a comunidade científica se dá conta disso. Conforme noticiado em Le Monde et la Vie, de março de 1964, um biólogo e professor francês de zoologia da Universidade de Estrasburgo disse: “Estou bem apercebido de que os apoiadores mais obstinados da evolução são hoje recrutados entre os sacerdotes, os frades e toda espécie de dignitários clericais; eles crêem que assim se colocam entre os entendidos.” Mas, ao fazerem isso, evidenciam também que não são discípulos de Jesus Cristo, que disse que seus seguidores “não fazem parte do mundo”. — João 17:16.

      10 Dão o seu apoio à evolução, não por ela ser fato, mas porque seu desejo de serem aceitáveis ao mundo ultrapassa em muito seu amor à verdade. (2 Tes. 2:9-12) Isto se dá também com muitos cientistas. Sua instrução lhes dá uma posição social no mundo, e se quiserem gozar do bom conceito do mundo, precisam acompanhar o que é popular. Assim como as normas de moral da Bíblia não são populares nos círculos mundanos, tampouco é popular a crença de que o homem foi criado por Deus e por isso está obrigado a se harmonizar com estas normas. Assim, o orgulho pessoal conjugado com o medo do homem tornam-se um laço para eles, e é o Diabo quem arma este laço. — Rev. 12:9; 2 Cor. 4:4.

      11. Sobre esta questão, em quem decidiu ter fé o corpo governante da Igreja Presbiteriana? Explique isso.

      11 Em abril de 1969, o jornal Post de Nova Iorque noticiou que o corpo governante da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos também tornara oficial que endossava a evolução. Adotaram a atitude de que “não é necessário compreender a narrativa de Gênesis como descrição científica da criação”. Os que se opuseram ao relatório apresentado para a adoção argumentaram fortemente a favor da veracidade literal do livro de Gênesis e negaram que ele seja compatível com a teoria da evolução. Um deles declarou: “Levantamos sérias acusações contra a integridade dos Apóstolos e do próprio Jesus Cristo se aceitarmos a teoria da evolução.” Não obstante, outro orador se levantou e declarou: “Sou geólogo e gostaria de apresentar à Assembléia o fato estabelecido de que a evolução existe e que nenhum ato da parte desta Assembléia Geral pode anular este fato.” Em quem expressou fé aquele corpo religioso — no Criador, que fez todas as coisas, ou nos homens que estudaram algumas das obras de Deus, mas que dizem que sabem mais sobre elas do que Deus? Para a vergonha deles, votaram em peso a favor dos homens imperfeitos e de sua teoria da evolução. — Sal. 40:4, 5.

      12. Que atitude tem adotado os jesuítas quanto ao ensino da evolução, e estão realmente decididos nisso?

      12 Cerca de quatro anos antes, o diário parisiense, Le Figaro, nas suas notícias religiosas de 15 de junho de 1965, noticiou um acontecimento de significância similar. Noticiou que o geral da ordem jesuíta, Pedro Arrupe, no discurso após a sua posse e no qual definiu a nova orientação deste corpo religioso, disse que daria ênfase ao conhecimento dos livros do evolucionista jesuíta Teilhard de Chardin. “A importância desta declaração”, observou Le Figaro, “é salientada em que nos círculos clericais de Roma não há dúvida de que o ponto de vista do ‘Padre’ Arrupe se harmoniza completamente com o do Pontífice soberano”. Que esta notícia não era uma interpretação errônea da questão é evidenciado pelos fatos já examinados, que mostram que os porta-vozes católicos estão decididamente entre os principais defensores deste dogma que destrói a fé.

      13. Que repreensão da Palavra de Deus se aplica bem aos clérigos da cristandade, e por quê?

      13 Aos que professavam adorar o verdadeiro Deus, mas cuja devoção era apenas uma questão de tradição, Jeová deu uma forte repreensão por meio de seu profeta Isaías: “Ai dos que se aprofundam muito em esconder o conselho diante do próprio Jeová . . . A perversidade de vós, homens! Deve o próprio oleiro ser considerado igual ao barro? Acaso deve a coisa feita dizer referente àquele que a fez: ‘Ele não me fez’? E acaso a própria coisa formada diz realmente referente àquele que a formou: ‘Ele não mostrou entendimento’?” Esta repreensão se aplica com igual vigor hoje aos clérigos da cristandade, por causa de sua “perversidade” de esconder a verdade da Palavra de Deus e negar as obras de Deus. — Isa. 29:15, 16.

      RESULTADOS DA CRENÇA NA EVOLUÇÃO

      14. Quando alguém aceita a evolução, que atitude adota ele para com a primeira parte de Gênesis?

      14 Todo o processo que mina a fé começa com o que para muitos parece ser uma coisa bem pequena: tomar a atitude de que uma parte do primeiro livro da Bíblia não é estritamente histórica. Mas, se a narrativa da criação, e conseqüentemente o que se diz ali a respeito de Adão e Eva, não forem históricos, o que são? “Mito”, responde a Igreja Unida do Canadá. Conforme o expressa o escritor jesuíta S. Trooster: “Devemos lembrar-nos de que Adão, como antepassado, foi inventado artificialmente assim como outros antepassados tribais lendários.” Ora, quando alguém está disposto a aceitar tal ponto de vista, termina a questão ali? Pode-se continuar a crer nas partes restantes da Bíblia?

      15. Quando alguém aceita o ponto de vista dos clérigos sobre Gênesis, a que conclusão é levado quanto a Jesus Cristo, seus apóstolos e as coisas que escreveram? Por quê?

      15 Quando alguém aceita as filosofias dos homens em preferência à Palavra de Deus, mesmo neste único ponto, verificará que se preparou terreno para a completa ruína de sua fé. Por quê? Porque Jesus Cristo citou a narrativa de Gênesis, a respeito de Adão e Eva, como fato histórico, referindo-se a ela ao mesmo tempo em que falou de Moisés, que também era pessoa genuinamente histórica. (Mat. 19:3-9) Paulo, apóstolo de Jesus, que escreveu quatorze livros das Escrituras Gregas Cristãs, também mostrou nos seus escritos que ele cria na veracidade literal daqueles primeiros capítulos de Gênesis. (1 Tim. 2:13, 14) O mesmo se dá com os escritores bíblicos cristãos Lucas e Judas. (Luc. 3:38; Jud. 14) A disposição de aceitar a idéia de que parte de Gênesis é “mito” ou “foi inventado artificialmente” como lenda, leva assim à conclusão de que Jesus Cristo estava enganado e que seus apóstolos também estavam errados. Torna-se assim evidente que aquele que está disposto a aceitar o conceito atualmente popular de muitos dos clérigos, a respeito de Gênesis, teve a sua fé seriamente minada.

      16. Os que aceitam a evolução precisam aceitar que conceito do pecado de Adão e do seu efeito sobre a humanidade?

      16 Naturalmente, quando alguém permite que a evolução oriente seu modo de pensar e classifica o registro bíblico da criação como “não histórico”, significa que ele não acredita que Adão tenha violado a lei de Deus, conforme se registra em Gênesis, capítulo 3. Tampouco acredita que a humanidade nasce em pecado por causa da transgressão de Adão. Não são apenas os ateus professos que dizem que não crêem nestes ensinos bíblicos. Disse a revista Newsweek de 22 de agosto de 1966: “O biblicista jesuíta canadense Padre David Stanley salienta, . . . ‘Se aceitar a evolução, Adão . . . foi apenas um primata. O mito de uma queda não se ajusta de modo algum.’” Também o livro Evolution and the Doctrine of Original Sin (Evolução e a Doutrina do Pecado Original), publicado em 1968 com o imprimatur do arcebispo de Newark, adota o mesmo conceito. Primeiro declara a crença bíblica fundamental de que “todo ser humano começa a sua vida num estado pecador por causa do pecado de Adão”, mas depois acrescenta: “Os que tomam a sério a doutrina científica da evolução não podem mais aceitar esta apresentação tradicional.” E o livro mostra que seu autor decididamente toma a sério esta “doutrina da evolução”. Ele a toma tanto a sério, que está disposto a amoldar seu ponto de vista sobre a Bíblia inteira para se harmonizar com ela.

      17. (a) Como influencia isto a atitude da pessoa para com o resgate? (b) Portanto, como influi o ensino da evolução na fé da pessoa?

      17 Então, como afeta isso a atitude da pessoa para com o sacrifício resgatador de Jesus Cristo? A crença no pecado do primeiro homem, Adão, se relaciona diretamente com a crença no resgate, conforme o apóstolo Paulo explica extensivamente na sua carta inspirada aos cristãos romanos. (Rom. 5:12-19) E ele escreveu à congregação coríntia: “Visto que a morte é por intermédio dum homem, também a ressurreição dos mortos é por intermédio dum homem. Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados.” (1 Cor. 15:21, 22) É evidente que, quando os clérigos classificam de “mito” aquilo que a Bíblia diz sobre o motivo do resgate, eles lançam sementes de dúvida sobre a validez do próprio resgate. A edição de 1970 da World Book Encyclopedia, no seu artigo sobre a evolução, observa de modo realístico: “A realidade do pecado e da redenção do pecado é tida como sendo essencial para a fé cristã. Mas, se o homem se encontra no processo de evolução de estágios inferiores, o pecado tende a tornar-se mera imperfeição, e o Evangelho da redenção da culpa do pecado tende a perder todo o significado.” Quando isto acontece, onde fica a fé da pessoa? Desaparece.

      18. (a) O que se exorta os membros das igrejas a fazer para descobrirem o que os seus ministros crêem? (b) Que apelo precisam tomar tais pessoas se quiserem obter a aprovação de Jeová?

      18 Se for membro de uma das igrejas da cristandade, talvez se sinta chocado com algumas das coisas que leu aqui. Talvez pense que seu ministro é diferente, que ele não crê em tais coisas, nem as ensina. Mas não seria sábio descobrir se é ou não é assim? Pergunte-lhe se ele crê que a narrativa bíblica sobre Adão e Eva é fato histórico. Se ele disser que não crê nisso, então saberá que ele discorda de Jesus Cristo e dos escritores inspirados das Escrituras Gregas Cristãs. Pergunte-lhe se aceita o ensino da evolução. Se ele o aceitar, fará pouca diferença se ele professar crer em Jesus Cristo como resgatador da humanidade, porque tal crença não tem sentido se o homem evoluiu e se desenvolveu; só tem significado para aquele que reconhece que o primeiro homem, pela desobediência, caiu no pecado. O que fará se descobrir que o ministro de sua igreja endossa a evolução? Continuará com ele, como seguidor dum homem? Ele não lhe poderá dar vida eterna. Mas Deus a pode dar e ele lhe dará se exercer fé na sua provisão de vida eterna mediante seu Filho Jesus Cristo, e se praticar agora a adoração em associação com os que o adoram “com espírito e verdade”. — João 4:24.

      “Exultei no caminho das tuas advertências, assim como sobre todas as outras coisas valiosas. Vou ocupar-me com as tuas ordens e vou olhar para as tuas veredas. Terei gosto em teus estatutos. Não esquecerei a tua palavra. Desvende os meus olhos, para que eu olhe para as coisas maravilhosas procedentes da tua lei. . . . é das tuas advertências que eu gosto, como homens do meu conselho.” — Sal. 119:14-16, 18, 24.

      [Nota(s) de rodapé]

      a God in Creation and Evolution, 1965, p. vii.

      b God’s World in the Making, 1964, págs. 55, 56.

      c Evolution and the Doctrine of Original Sin, p. 43.

      [Foto na página 434]

      Pode alguém que rejeita a crença em Adão e Eva ainda ser cristão?

  • Benefícios que acompanham a fé no Criador
    A Sentinela — 1971 | 15 de julho
    • Benefícios que acompanham a fé no Criador

      1. Que espécie de futuro oferece o ensino da evolução à pessoa?

      OS QUE professam crer na evolução têm um futuro muito tenebroso. Falam da evolução do homem, de ele se ter desenvolvido durante as eras em espécimes mais excelentes de vida do que era no passado. Mas, no que se refere ao evolucionista pessoalmente, o que lhe oferece a sua crença, ele sabe muito bem que, ao envelhecer, sua saúde e sua força fraquejarão e que, com o tempo, a morte o reclamará. A crença a que se apega não oferece nenhuma alternativa.

      2. Em que situação se encontram os que afirmam crer tanto em Deus como na evolução?

      2 Os que afirmam crer tanto em Deus como na evolução também ficam sem esperança de base sólida. Dizem que Deus usou a evolução como meio para produzir todas as coisas viventes neste globo. Mas ao dizerem isso, rejeitam a Bíblia. Sem ela por guia, não têm nenhuma revelação da vontade divina. Não sabem por que estão aqui, qual a norma de moral que os deve guiar ou o que o futuro lhes oferece. Quando se pede que ofereçam motivos para aquilo que defendem como moral, eles só podem recorrer à sua própria opinião, e esta é moldada pela sociedade em que vivem. — Jer. 8:9.

      3. De que modo está em muito melhor situação aquele que crê no Criador e na Sua Palavra, a Bíblia?

      3 Por outro lado, aquele que tem fé no Criador e na Bíblia como Sua revelação inspirada para a humanidade tem um conceito bem diferente da vida. Ele não despreza o conselho da Palavra de Deus, mas usufrui as ricas bênçãos resultantes de se viver de acordo com o que está escrito em Provérbios 3:5, 6: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.”

      RESPOSTAS QUE TÊM SENTIDO

      4, 5. (a) Por que tem sentido a resposta que a Bíblia dá quanto à origem do universo? (b) Mas, como achou o evolucionista Charles Darwin que tinha de tratar do assunto?

      4 Se for alguém que crê no Criador, não está nas escuras quanto à origem do universo. Esta não é uma questão a ser evitada. Poderá evitar com convicção a explicação das primeiras palavras da Bíblia. (Gên. 1:1) E poderá indicar confiantemente tanto os céus como a terra como evidência sobrepujante de que são de fato a obra Daquele que é todo-poderoso, Daquele cujo conhecimento e sabedoria excedem em muito os do homem. Não se verá na situação difícil dos evolucionistas, tais como Charles Darwin, cuja Autobiografia declara: “Outra fonte de convicção na existência de Deus, ligada com a razão e não com os sentimentos, me impressiona . . . Esta resulta da extrema dificuldade, ou antes da impossibilidade de se conceber este enorme e maravilhoso universo, inclusive o homem com a sua capacidade de olhar muito para trás e muito para o futuro, como resultado do acaso cego ou da necessidade. Ao refletir nisso, sinto-me compelido a procurar uma Causa Primária.”

      5 Contudo, apesar de todos os fatos e regras da razão apontarem para um Criador, ele rejeita tal conclusão e aceita o conceito que ele mesmo reconheceu ser uma “impossibilidade”, dizendo: “Mas então surge a dúvida — pode-se confiar na mente do homem, a qual, conforme creio plenamente, se desenvolveu de uma mente tão inferior como a possuída pelos animais mais inferiores, quando tira tais conclusões grandiosas?” Quando alguém raciocina assim, demonstra no seu próprio caso a veracidade do texto que diz: “O insensato disse no seu coração: ‘Não há Jeová.’” — Sal. 14:1.

      6. (a) Por que tem aquele que crê na criação uma decidida vantagem sobre o evolucionista na compreensão do universo em que vivemos? (b) Portanto em que sentido é verdadeiro que tanto o verdadeiro conhecimento como a sabedoria começam com o “temor de Jeová”?

      6 Mas aquele que crê no Criador está em condições de usar a sua mente com resultados satisfatórios que de outro modo são totalmente impossíveis. Por quê? Ora, se o universo for o produto da mera evolução irracional, então não é o resultado de projeto inteligente; e a mente racional não poderia aprender nada que lhe agradasse do estudo daquilo que em si mesmo é completamente irracional, poderia? E embora, conforme mostram os fatos, o universo seja deveras o produto dum Criador inteligente, os que procuram compreendê-lo, ao passo que se esforçam em deixar de lado a lei e seu propósito, encontram frustração constante, porque começam com uma premissa errada e se esforçam a relacionar tudo o que aprendem com uma teoria totalmente sem base. O resultado é a constante interpretação errônea do que observam e o mau uso da informação que obtêm. Não se evidencia isso no modo em que se arruína o meio-ambiente do homem? É assim como dizem os provérbios bíblicos: “O temor de Jeová é o princípio do conhecimento”, e: “O temor de Jeová é o início da sabedoria.” (Pro. 1:7; 9:10) Chegar a conhecer a Jeová e ter temor reverente dele deve ser o ponto de partida, quando se quer compreender as Suas obras e agir sabiamente em harmonia com elas.

      7. (a) Para que frustração entre os jovens contribui o ensino da evolução? (b) Por que existimos e como podemos encontrar genuína realização na vida?

      7 Quem tiver tal temor piedoso não sofrerá a frustração tão comum entre os jovens dos nossos dias, por eles acharem que a ‘vida não tem sentido’. Quem chegou a conhecer o Criador concorda plenamente com a declaração registrada na Bíblia: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade.” (Rev. 4:11) Quando alguém com tal conceito se sente profundamente comovido por uma bela paisagem ou pelas cores maravilhosas dum pôr-do-sol, quando seu ânimo se eleva por causa do canto dum pássaro, ele não acha que tudo isto não tenha sentido. Dá graças a Jeová pelas obras das Suas mãos. As evidências do amor do Criador, que sente todos os dias da sua vida, induzem-no a ajudar outros a conhecer e a amar Aquele que fez provisões tão generosas para todas as suas criaturas. (Mat. 5:45; Atos 17:26-28) Encontra genuína realização na vida ao conhecer e fazer a vontade de Deus. Não edifica a sua vida egoistamente em torno de suas próprias necessidades e desejos, como se fosse pessoalmente responsável por tudo o que é e tem. Antes, seus pensamentos se dirigem para Deus. O salmista bíblico escreveu: “Servi a Jeová com alegria. Entrai perante ele com grito jubiloso. Sabei que Jeová é Deus. Foi ele quem nos fez, e não nós a nós mesmos. Somos seu povo e ovelhas do seu pasto. . . . Dai-lhe graças, bendizei o seu nome. Pois Jeová é bom; sua benevolência é por tempo indefinido e sua fidelidade de geração em geração.” — Sal. 100:2-5.

      8. Como se mostra a Bíblia, em vez de a evolução, estar em harmonia com o que realmente acontece com o homem em sentido biológico e moral?

      8 Os que crêem em Deus e na sua Palavra não se despercebem das dificuldades que os rodeiam no mundo. Sofrem também doenças, e, junto com os outros, sentem os efeitos do aumento vertiginoso dos crimes. Mas isto não os amargura contra Deus. Não professam crer que o homem está evoluindo, progredindo biológica e moralmente, quando toda a evidência indica o contrário. Antes, sabem à base da Bíblia — e os acontecimentos dos nossos dias concordam com isso — que a humanidade está degenerando.

      9. (a) Que explicação oferece a Bíblia para a constante degeneração do homem? (b) Indica ela alguma esperança para o futuro?

      9 A mesma parte da Bíblia que nos fala sobre a criação também explica o motivo desta condição entre os homens. Primeiro, um filho espiritual de Deus corrompeu-se por deixar a sua mente entreter desejos errados, almejando a glória que pertence unicamente a Deus. Para satisfazer seu desejo, induziu a primeira mulher, Eva, e por intermédio dela Adão, a violar a lei explícita de Deus. Embora Deus tivesse feito o homem reto, não o fez um autômato. Adão desobedeceu a Deus não por causa de qualquer falha física ou incapacidade mental de compreender a seriedade da situação, mas por causa de sua própria falta de apreço de tudo o que Deus lhe tinha dado. (Gênesis, capítulos 2, 3; Deu. 32:4, 5) Assim, através do antepassado de todos nós, entrou o pecado no mundo e em resultado dele a doença e a deterioração que leva à morte. Apartado de Deus, de quem depende toda a vida, o homem só podia degenerar. Também, a contínua influência daquele que fez de si mesmo Satanás, o Diabo, quando incitou o primeiro humano ao pecado, apenas tornaria pior a situação. (Rom. 5:12; Rev. 12:9) Esta explicação bíblica da questão tem sentido; ajusta-se aos fatos evidentes em toda a parte, em nossos dias. Além disso, a Bíblia revela em pormenores os meios pelos quais Deus acabará com a iniqüidade e abrirá a oportunidade de vida eterna, sob condições justas, aos que têm prazer em fazer a sua vontade.

      A BÍBLIA OU A EVOLUÇÃO COMO GUIA NAS RELAÇÕES HUMANAS?

      10. Onde se pode encontrar orientação boa para se proteger contra as armadilhas da vida?

      10 Atualmente, porém, encontramos em toda a parte injustiça. Onde se pode encontrar orientação boa para se proteger contra as armadilhas que tão futilmente resultam em ruína? A Bíblia fornece a ajuda do próprio Criador do homem. “Como purificará um moço a sua vereda?” pergunta o salmista. Daí, dirigindo-se a Deus, ele responde sob inspiração: “Por estar vigilante segundo a tua palavra. Entesourei a tua declaração no meu coração, a fim de que eu não pecasse contra ti. Lâmpada para o meu pé e a tua palavra e luz para a minha senda.” (Sal. 119:9, 11, 105) O proveito de se seguir de perto esta Palavra é enfatizado pela comparação do que ela diz, com os frutos da filosofia orientados segundo a evolução.

      11, 12. De que modo mostrou a evolução ser fator contribuinte em ambas as guerras mundiais?

      11 Esta geração presenciou duas guerras mundiais, e a crença na evolução foi um fator que levou a ambas. Parece isso estranho? Considerando o efeito da tese de Darwin, em apoio da evolução, H. G. Wells em The Outline of History (O Esquema da História) diz: “O movimento darwiniano tomou a cristandade formal de surpresa, repentinamente. . . . A nova ciência biológica não trouxe ainda nada de construtivo que substituísse os antigos arrimos de moral. Resultou uma verdadeira desmoralização.” Daí, mostrando a relação disso com a atitude para com a terra, ele prossegue: “As pessoas prevalecentes, no fim do século dezenove, achavam que prevaleciam em virtude da Luta Pela Existência, em que os fortes e astutos levam a melhor sobre os fracos e confiantes. . . . Chegaram à conclusão de que o homem é um animal social assim como o cão de caça índio. . . . por isso lhes parecia direito que os cães maiores da matilha humana oprimissem e subjugassem.” Em pleno acordo com o conceito evolucionista da sobrevivência do mais apto na luta pela existência, lançaram-se numa guerra sem igual na história, até aquele tempo.

      12 Não só os evolucionistas ateus, mas também os que procuram apegar-se a uma semelhança de piedade, por dizerem que são evolucionistas cristãos, são influenciados assim. Philip G. Fothergill observa no seu livro Evolution and Christians (Evolução e Cristãos): “Da evolução científica pode surgir uma filosofia evolucionista, e por meio duma ampliação falsa, uma ética evolucionista, a qual pode determinar um conceito não cristão de moralidade, e se se permitir que permeie o pensamento cristão, pode minar sutilmente a crença cristã. . . . Wood Jones afirmava que o surgimento da mentalidade que induziu à tragédia de 1914, e mais tarde ao nazismo e seus excessos maus, pode ser atribuído em grande parte ao efeito de certo tipo de ensino darwiniano.”

      13. Explique de que modo os frutos da evolução se contrastam com os resultados da crença na Palavra do Criador da humanidade.

      13 Tais frutos violentos da evolução se destacam em nítido contraste com a orientação edificante da Palavra do Criador da humanidade. Recorrendo ao mesmo livro bíblico que fala sobre a criação, o apóstolo João escreveu: “Esta é a mensagem que ouvistes desde o início, que devemos ter amor uns pelos outros; não como Caim [filho de Adão], que se originou do iníquo e que matou a seu irmão.” (1 João 3:11, 12) E Jesus Cristo disse aos seus discípulos: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:34, 35) O benefício de se usufruir a vida junto com tais companheiros é algo que acompanha a fé no Criador.

      14. (a) De que modo influencia o pensamento evolucionista a conduta nas ruas da cidade? (b) Quando os pais aceitam a evolução, com que problemas sérios talvez se vejam confrontados?

      14 Nem toda a violência demonstrada neste século se limitou às duas guerras mundiais, nem mesmo às guerras menores. A mesma filosofia da “sobrevivência do mais apto” se reflete nos ataques animalescos que caracterizam o crime nas ruas. Tal pensamento atinge o próprio lar e desfaz os vínculos familiares. Quando os pais concordam com o ensino da evolução, e assim dão a entender que a vida não tem sentido, em que base podem dizer aos filhos que não devem arruinar sua vida com narcóticos e vida desenfreada? Como podem convencê-los de que não devem acabar com tudo pelo suicídio, caso decidam isso? Até mesmo os pais que talvez digam que crêem em Deus se confrontam com este problema se aceitarem a evolução. Por quê? Porque é a Bíblia que contém os princípios da vida correta, e por endossarem a evolução rejeitam a Bíblia.

      15. De que modo é a família protegida pela crença no Criador?

      15 Os que crêem no Criador são protegidos contra tal situação. Sabem que Deus fez os nossos primeiros pais, que é Ele quem fixa as regras da conduta correta na família e que todos são responsáveis perante ele. (Pro. 15:3; Jer. 16:17) Deus deu aos pais a responsabilidade de instruírem seus filhos no caminho Dele e de edificarem neles o apreço pelas “coisas maravilhosas, que ele tem feito”. (Sal. 78:4) Deus exige dos filhos que sejam obedientes aos seus pais, não só porque seus pais são maiores ou mais fortes, mas porque “isto é justo” aos olhos de Deus. (Efé. 6:1; Pro. 23:22) O resultado é um lar em que o amor e o respeito mantêm unidos os membros da família e em que os problemas que talvez surjam podem ser solucionados à base do conselho de autoridade que é respeitado por todos.

      16. Contra que situação quanto à imoralidade sexual não são protegidos os evolucionistas, mas que orientação boa provê a Bíblia?

      16 Também o conceito quanto à moralidade sexual é influenciado pela crença na origem do homem. Quem crê na Bíblia sabe que a lei de Deus proíbe o adultério, a fornicação e o aborto, e o respeito por esta lei é uma proteção genuína para ele, em muitos sentidos. (Heb. 13:4; Rom. 13:9, 10; compare isso com Êxodo 21:22, 23.) O sacerdote católico Raymond Nogar, embora ele mesmo concorde com a filosofia mundana da evolução, reconhece que a tendência do modo de pensar entre os evolucionistas “se prende diretamente à filosofia da vida do homem, sua moral, sua religião”, e que ocorrem mudanças em resultado disso.a Por quê? Porque até mesmo os clérigos que aceitam a evolução o fazem por classificarem a Bíblia como ‘não sendo científica’. Quando alguém chega a crer que o primeiro livro da Bíblia não deve ser tomado a sério, tampouco toma a sério o demais dela. Até mesmo os governos do homem removem as restrições legais impostas ao adultério, ao aborto e ao homossexualismo. E, uma vez que os homens que rejeitam a crença na criação não reconhecem nenhuma autoridade mais elevada do que eles mesmos e seu governo, ficam assim expostos a doenças, a frustrações e à insegurança, resultantes de tal conduta. O homem, instruindo desde a infância de que ele é simplesmente descendente dum animal, amiúde age como tal. — Rom. 1:22-27.

      17. A que outra armadilha degradante leva a evolução, mas como torna a Bíblia disponível a necessária proteção?

      17 Visto que a evolução resulta na rejeição de Deus e das normas justas de sua Palavra, não é surpreendente que ela exponha também seus aderentes a mais outra armadilha, contra a qual os crentes na Bíblia são protegidos. Qual é? Alfred R. Wallace, que era discípulo de Darwin, era espírita, segundo o evolucionista Ernst Benz. E ele disse: “É significativo que o fundador da parapsicologia . . . escreva: ‘É o darwinismo que nos leva ao misticismo.’” Também: “Julian Huxley . . . se volta deliberadamente para idéias e formas de meditação budistas e espera um aumento das capacidades parapsíquicas do homem.”b No seu desejo de se tornarem algo mais do que o homem é atualmente eles se tornam vulneráveis ao controle por parte de espíritos sobre-humanos. A Bíblia não nos deixa em trevas quanto à origem de tais poderes. Ela adverte firmemente contra o envolvimento no misticismo, identificando o Diabo e seus demônios como fonte dele. (Atos 16:16-18; Efé. 6:10-13) Assim, a Palavra inspirada de Deus provê a orientação que todos os homens precisam como proteção contra as práticas degradantes que os cercam e para habilitá-los a usar sua vida em plena harmonia com a vontade de seu Criador.

      O QUE O FUTURO OFERECE

      18. Que futuro da raça humana previu um evolucionista do século passado, mas de que modo se mostraram erradas tais expectativas?

      18 Embora a teoria da evolução não ofereça nenhuma esperança de que alguém que vive agora tire proveito das mudanças talvez presenciadas pelas gerações futuras, alguns de seus defensores vêem um futuro luminoso para a raça humana. Cita-se Alfred Wallace como dizendo a respeito do homem que antevê ser desenvolvido pela evolução: “Embora a sua forma externa provavelmente fique para sempre inalterada, exceto no desenvolvimento daquela beleza perfeita que resulta dum corpo sadio e bem organizado, refinado e enobrecido pelas faculdades intelectuais mais elevadas e pelas emoções compassivas, sua constituição mental pode continuar a progredir e a melhorar até que o mundo seja novamente habitado por uma única raça homogênea, sem haver indivíduos inferiores aos mais nobres espécimes da humanidade existente. Cada um produzirá então a sua felicidade em relação com a de seus próximos; manter-se-á perfeita liberdade de ação, visto que as faculdades morais bem equilibradas nunca permitirão que alguém transgrida a liberdade igual dos outros.” Deve lembrar-se de que tudo isso é compreendido como resultado da evolução não por causa da intervenção divina nos assuntos humanos. Mas fornecem os desenvolvimentos dos últimos cinqüenta anos algum motivo válido para se crer que esta seja a direção em que o homem, por si mesmo, se encaminha? O escritor que acabamos de citar morreu no ano de 1913, de modo que não viu os acontecimentos que irromperam no mundo no ano seguinte. Os fatos dos nossos dias refutam as suas afirmações.

      19. Que espécie de futuro prevêem os defensores da evolução em nosso tempo, e como influencia os homens tal perspectiva?

      19 Em contraste com o conceito mencionado, o Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, durante 1969 e 1970, destacou o tema “Pode o Homem Sobreviver?”. Este museu, que dá destaque às exibições que advogam a evolução, reconhece no seu Calendário de Eventos, para março de 1970: “A população humana em rápido aumento, conjugada com o impacto da tecnologia indisciplinada, levou o homem — e seu meio-ambiente — à beira do desastre e põe em dúvida a sobrevivência da espécie.” O que prevêem agora para o futuro parece tenebroso, e, naturalmente, quando não há nenhuma esperança em base sólida quanto ao futuro, os homens ficam depressa desequilibrados mentalmente. Este é um dos frutos da crença na evolução.

      20. Por que são erradas as suas predições quanto ao futuro?

      20 Naturalmente, tudo isso deixa a Deus fora das cogitações, e sem ele não pode haver nenhum conhecimento verdadeiro. Podemos ser gratos de que o futuro não depende duma evolução irracional, nem do tipo de pessoa de quem Salmo 10:3, 4, diz: “Desrespeitou a Jeová. O iníquo, segundo a sua arrogância, não faz nenhuma pesquisa; todas as suas idéias são: ‘Não há Deus.’”

      21, 22. (a) O que declarou o Criador da humanidade sobre o futuro da raça humana? (b) Como produzirá ele tais condições, e quem pode esperar ser beneficiado por elas?

      21 O futuro da raça humana não está nas mãos de homens iníquos, mas nas de Jeová, que ama a justiça. Ele como “Formador da terra e Aquele que a fez, Aquele que a estabeleceu firmemente”, não a fez para ser uma desolação, mas sim para que fosse habitada. (Isa. 45:18) Ele declara com a confiança apropriada Daquele de quem depende toda a vida: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá; e estarás certamente atento ao seu lugar, e ele não existirá. Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” — Sal. 37:10, 11.

      22 Ele providenciou uma administração completamente nova para supervisionar os assuntos da humanidade. (Efé. 1:8-10) O novo regente da terra será o Senhor Jesus Cristo, Aquele que colaborou com seu Pai na criação da própria terra e dos primeiros humanos, Adão e Eva. O próprio Jesus é alguém que veio à terra e viveu como homem, e por isso compreende os problemas da humanidade. Sua administração, com preocupação amorosa, proverá benefícios, não só para os que estiverem vivos quando começar seu reinado milenar, mas também para os que a morte reclamou. Sob a sua regência, a humanidade progredirá mental e moralmente, mas isto não se dará em resultado de grandes consecuções do próprio homem, nem em resultado duma evolução irracional. Resultará da aplicação dos benefícios do resgate de Cristo e da instrução relativa à vontade de Deus. “A terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar.” (Isa. 11:9) A expectativa confiante de tal futuro maravilhoso é o quinhão dos que têm fé no Criador e que vivem em harmonia com a sua Palavra inspirada, a Bíblia.

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