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Crescente desafioDespertai! — 1974 | 8 de abril
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“Não se trata de simples jogo de palavras. A classe se colocou em posição embaraçosa quando Sir Julian Huxley diz à assistência de televisão: ‘O primeiro ponto a destacar sobre a teoria de Darwin é que não mais é uma teoria, mas um fato’, ao passo que quase ao mesmo tempo o Professor Mayr dirigindo-se a estudantes sérios, afirma ‘A teoria básica, em muitos casos, dificilmente é mais do que um simples postulado.’
“Tal enorme discrepância entre dois líderes . . . é ruim para a situação da classe. O público talvez sinta corretamente que tem sido tratado de forma trapaceira.”
Certo dicionário define “trapacear” como “tratar (algum negócio) com fraude”. E isto é exatamente o que cada vez mais pessoas vieram a sentir sobre as explicações dadas para a evolução.
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Examine a evidênciaDespertai! — 1974 | 8 de abril
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Examine a evidência
SE ESTIVESSE sendo julgado num tribunal, seria justo se apenas seu oponente tivesse permissão de apresentar provas? Não, por certo gostaria que o tribunal ouvisse seu lado da questão.
Por muitos anos, apenas o lado da evolução foi ouvido em faculdades, ginásios, até mesmo em escolas primárias, e em quase todas as publicações científicas na maior parte do mundo. Mas, agora, há crescente demanda de se ouvir o outro lado.
A Escolha Razoável
As pessoas razoáveis concordam que o único método justo é examinar as provas de ambos os lados, tanto a favor como contra uma teoria discutida. É assim que se chega à verdade.
Muitos cientistas admitem agora que é isto que deveria ser feito com a teoria da evolução. Isto foi até mesmo observado no prefácio duma edição especial do famoso livro de Darwin, Origem das Espécies. A revista The American Biology Teacher teceu o seguinte comentário sobre ele:
“W. H. Thompson, escolhido para escrever o prefácio da edição centenária da Origem das Espécies de Darwin, tinha o seguinte a dizer: ‘Como sabemos, há grande divergência de opinião entre os biólogos, não só quanto às causas da evolução, mas também até mesmo sobre o processo real.
“‘Tal divergência existe porque a evidência é insatisfatória, e não permite nenhuma conclusão certa. Por conseguinte, é correto e apropriado trazer à atenção do público não-científico os desacordos sobre a evolução.’”
A publicação de biologia prossegue indicando outra observação de Thompson, cientista altamente respeitado. Disse ele:
“Mas, algumas observações recentes de evolucionistas mostram que eles acham isso desarrazoado. Tal situação, em que os homens [científicos] ajuntam-se para defender uma doutrina que não conseguem definir cientificamente, muito menos demonstrar com rigor científico, tentando manter seu crédito diante do público pela supressão da crítica e pela eliminação das dificuldades, é anormal e indesejável na ciência.”
A tentativa contínua de suprimir a crítica se tornou inaceitável para mais pessoas. Pode-se ver isto pelas solicitações feitas, nos tempos recentes, por muitos cientistas, educadores e pais, para que os conceitos oponentes recebam igual tratamento nas escolas. Seus sentimentos são tipificados pelo comentário do Evening Star and Daily News, de Washington, D. C., num artigo de W. Willoughby:
“A Bíblia e amplo segmento de cientistas competentes indicam-me que tudo aconteceu de um modo [criação], a meus filhos, para cuja educação, da melhor forma possível, pago impostos ao estado de Virgínia, se ensina que isso aconteceu de outra forma [evolução]. . . .
“Se há algum lugar no mundo onde deveria haver eqüidade, este deveria ser o mundo científico. Todavia, a [série de compêndios de biologia usados comumente nas escolas] exclui deliberadamente o argumento em favor do desígnio na origem do universo . . .
“O que desejo, então, é que seja feita uma apresentação bem-equilibrada, e não cínica, nas salas de aula, sobre a origem do homem, baseada na melhor erudição e pesquisa que cada lado possa apresentar.”
“Desonestidade Intelectual”
Tais pedidos usualmente encontraram tenaz oposição por parte de muitos evolucionistas que lutam contra qualquer outra idéia que apareça nos compêndios escolares. Mas, como escreveu o físico L. Dolphin, ao Chronicle de São Francisco: “É intelectualmente desonesto deixar de responder a algumas destas áreas problemáticas nos compêndios, e excluir outros modelos com lastro científico, à base de que são crenças religiosas simplesmente fundamentalistas.”
Na verdade, é “intelectualmente desonesto” não desejar que sejam ouvidas, em tal questão discutida, quaisquer conceitos oponentes. Tem de fazer com que as pessoas razoáveis perguntem: Por quê?
As pessoas razoáveis também consideram indigno da erudição séria tentar acabar com a crítica à evolução por meios ditatoriais, por intimidação, ou por atitudes tais como a do destacado cientista estadunidense, Isaac Asimov, que disse que questionar a teoria da evolução é como “atacar a teoria da gravidade”. Adicionou: “É um fato, e não especulação.”
Mas, pode-se demonstrar, testar e provar a gravidade no laboratório e em toda outra parte. A evolução não se pode, sendo por isso que muitos a questionam. Ninguém questiona a idéia da gravidade.
Tentar insultar a inteligência dos críticos da evolução para silenciá-los é ”intelectualmente desonesto” de forma especial quando muitos dos próprios evolucionistas admitem que não se provou tal teoria. Com efeito, o próprio Asimov admitiu que grande parte da evolução se baseia, citando suas próprias palavras, “em adivinhação judiciosa”!
A realidade da situação é aptamente descrita em New Scientist ao fazer a crítica dum livro que apoiava a evolução. Disse que o livro “inevitavelmente . . . apresenta com freqüência a ‘qualidade indistinta’ que se encontra nos livros recentes sobre a evolução do homem. Francamente não sabemos como ou por que o homem evoluiu. . . . Todavia, se tal [livro] se restringisse aos fatos, seria deveras fininho.”
Não, não adianta mais tentar intimidar pelo desprezo ou insultar pessoas que questionam a evolução, ou dar a entender que são intelectualmente deficientes. Para chegar ao âmago do assunto, temos de pôr de lado as “adivinhações” e analisar honestamente os fatos disponíveis.
O que acontece quando examinamos os fatos, sem as “adivinhações”? Será que a evidência apóia a evolução da vida a partir de substâncias químicas inanimadas até ao animal simiesco, e por fim, ao homem moderno? Ou apóia o conceito da Bíblia de que Deus criou diretamente o homem, e outras espécies de vida? É a evolução, como certo cientista afirma, “um fato”? Ou é, como outro afirma, “o maior conto de fadas que já conseguiu mascarar-se sob o nome de ciência”?
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