-
Conhece o exército da salvação?A Sentinela — 1963 | 15 de fevereiro
-
-
que não era a posição da mulher o tomar a dianteira no ensino de homens dentro da congregação cristã, quando disse a Timóteo: “Não permito que a mulher ensine, nem que exerça autoridade sobre o marido; esteja, porém, em silêncio.” Concedendo privilégios iguais às mulheres no ministério, o Exército da Salvação não segue este precedente bíblico. Tampouco o usar distintivo militar segue o exemplo estabelecido por Jesus e seus apóstolos. É antes uma imitação de organizações militares do mundo. — 1 Cor. 11:3; 1 Tim. 2:12, ALA.
DOUTRINAS E CRENÇAS
O alvo do salvacionista é conseguir conversos. “A crença na conversão repentina está ‘no seu sangue’ — em qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer pessoa”, declara um folheto do Exército. Até mesmo a obra de auxílio social é parte de um programa que mantém o Exército da Salvação ante a mente do público. Mas quais são as suas doutrinas e crenças? Estão baseadas na Bíblia?
Os ensinamentos do Exército da Salvação são muito idênticos aos da maioria das igrejas fundamentais protestantes. A terceira das onze afirmações cardiais, que todos os conversos precisam assinar, diz: “Cremos que há três pessoas na Divindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, indivisos em essência e coiguais em poder e glória.” E a décima primeira afirma: “Cremos na imortalidade da alma . . . e na punição eterna do iníquo.” A Crença do Salvacionista, em inglês, explica: “O salvacionista crê no Inferno. Em seu vocabulário existe a frase ‘eternamente perdido’, embora ele se refreie da linguagem vívida e imaginária de seus antepassados, quando fala sobre este assunto.”
Mas, será que a Bíblia ensina a crença trinitarista de que Deus, Cristo e o espírito santo sejam coiguais e de que sejam três pessoas numa só essência? Nem Jesus nem os seus apóstolos ensinaram tal doutrina. De fato, Jesus confessou “O Pai é maior do que eu.” Jesus jamais procurou usurpar a posição superior do seu Pai, a fim de ser igual a ele, segundo o falso ensino da trindade diz que ele é. O professor E. Washburn Hopkins fez a seguinte observação no seu livro Origin and Evolution of Religion (A Origem e Evolução da Religião): “Para Jesus e Paulo a doutrina da trindade era aparentemente desconhecida; pelo menos, eles nada dizem sobre ela.” Arthur Weigall anota em The Paganism in Our Christianity (O Paganismo em Nosso Cristianismo) que “a palavra ‘Trindade’ não aparece em lugar algum do Novo Testamento”. Acrescenta que a “origem dessa concepção é inteiramente pagã”. — João 14:28; Fil. 2:6, ALA.
Similarmente, a crença na imortalidade da alma humana e do seu tormento eterno tem sido uma parte integral da religião pagã por milhares de anos, mas não se acha apoio bíblico para tais ensinamentos. O erudito em grego, Benjamin Wilson, anotou no prefácio de sua tradução da Bíblia, The Emphatic Diaglott, que nas mais de 800 ocorrências das palavras hebraicas e gregas para alma, “nenhuma vez se acham as palavras imortal, ou imortalidade, ou sem morte, ou imorredouro, como termos qualificativos”. Entretanto, os leitores da Bíblia encontrarão muitas expressões similares à de Ezequiel 18:4: “A alma que pecar, essa morrerá.” E em vez de ensinar tormento eterno, a Bíblia diz: “Os mortos não sabem cousa nenhuma.” — Ecl. 9:5, 10; Isa. 53:12; Sal. 22:29, ALA.
O Exército da Salvação sustenta também que o “batismo e a ceia do Senhor não são essenciais para a salvação da alma e não os observa”. Todavia, o explícito mandamento de despedida que Jesus deu aos seus apóstolos foi: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os.” O registro do ministério dos apóstolos no livro bíblico de Atos mostra que eles obedeceram a este mandamento. Jesus também instruiu os seus seguidores com respeito à “ceia do Senhor”, a última refeição que ele tomou com os seus discípulos em comemoração de sua morte: “Fazei isto em memória de mim.” Estas duas coisas, o batismo e à “ceia do Senhor”, têm um salutar significado simbólico para os cristãos e Jesus colocou os verdadeiros cristãos sob a obrigação de observá-los. — Mat. 28:19; Luc. 22:19, ALA.
Embora muitos que o têm apoiado de várias maneiras possam considerar o Exército da Salvação como meramente uma organização em prol do bem-estar social, um exame mais cuidadoso revela que ele é primeiramente um movimento religioso; tendo as suas próprias doutrinas e ensinamentos. E embora muitos dos seus oficiais e soldados dêem bons exemplos de zelo disciplinar, a mensagem que levam ao povo; concernente a Cristo e a esperança do homem para o futuro, não é baseada no conhecimento acurado da Palavra de Deus.
-
-
Lançando as sementes da verdade na escolaA Sentinela — 1963 | 15 de fevereiro
-
-
Lançando as sementes da verdade na escola
ORADOR VISITANTE
● Uma jovem testemunha de Jeová, na Califórnia, EUA, contou recentemente uma experiência que teve na escola. Certo dia ele encontrou o seu ex-professor de Problemas Americanos. “Visto que faz parte do currículo falar sobre as diferentes religiões na comunidade, ele me convidou a ser orador pelas testemunhas de Jeová nas suas classes. Consistiria em um discurso de trinta minutos sobre a obra das testemunhas de Jeová, seguido de um período de perguntas e respostas. Após o discurso, o professor informou-me sobre outro professor que também desejava que eu desse discurso perante a sua classe. Visto que ele não me procurou, eu fui ter com ele e me ofereci como orador pelas testemunhas de Jeová. Ele ficou muito entusiasmado com a oferta e fizemos os arranjos. Em cada classe deu-se o mesmo, um discurso de trinta minutos e um período animado de perguntas.
O PORTÃO TRANCADO
● Uma das testemunhas de Jeová no Texas, EUA, escreveu esta experiência do seu tempo de estudante: “Morávamos num lugar retirado no sitio, e porque meu pai não queria que pessoas viessem à nossa casa, ele mantinha o portão trancado. Mas esse portão trancado não impediu que a verdade entrasse! Na escola elementar havia diversas crianças Testemunhas que tinham tomado uma posição admirável a favor da verdadeira adoração no tempo da guerra; pareciam sempre tão bondosas. O comportamento delas se destacava em contraste com o de todas as demais. E até hoje agradeço a Jeová que testemunharam a seus colegas.
“Certo dia, uma menina de dez anos de idade explicou-me sobre a esperança de viver para sempre na terra; as palavras dela pareciam ser realmente a verdade. Tudo isto causou uma impressão na minha mente, até que finalmente, quando eu tinha quinze anos de idade e minha irmã treze anos, decidimos ambas ao mesmo tempo que esta era a verdade e dissemos: ‘Vamo-nos tornar testemunhas de Jeová.’ Portanto, começamos a estudar, mas papai ficou muito aborrecido!
“Visto que ele não nos enviou à escola superior, não tivemos meio de ver essas jovens Testemunhas, e ele não nos permitia ir à casa delas; mas elas nos escreveram muitas cartas, ajudando-nos. Fizemos assinaturas para A Sentinela e Despertai! e encomendamos muitos livros da Sociedade. Porque papai nos proibia de ir às reuniões e ao serviço, realizávamos as nossas próprias reuniões regularmente em casa, apenas nós duas, acumulando assim muito conhecimento fundamental. E dávamos testemunho incidental, em grande parte por correspondência.
“Papai decidiu pôr-nos no curso comercial quando completei dezoito anos; portanto, com a esperança de mais tarde sair de casa e ir às reuniões, pusemo-nos a ‘dar tempo ao tempo’ por três anos. Papai passou muitas horas, muitos dias, procurando desviar-nos do caminho que havíamos escolhido, mas tudo em vão. Após sairmos de casa para freqüentar o curso comercial, localizamos um Salão do Reino, começamos a assistir às reuniões e a ir ao serviço. Logo fomos batizadas. Com cada passo de progresso que dávamos, papai fazia mais esforço frenético para fazer-nos parar. Quase na última vez que ele tentou fazer-nos desistir foi quando abandonei um bom emprego, comecei um serviço de tempo parcial e o serviço de pioneiro. Agora, após dezoito anos, ainda estamos gratas de que aquelas crianças nos testemunharam na escola, e que a verdade chegou a nós por trás daquele portão trancado!”
-