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O mais pequeno veio a ser milharesA Sentinela — 1963 | 15 de fevereiro
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Ilhas das Antilhas e em muitas delas havia feito discípulos. Deveria voltar a visitá-los? Não demorou muitos dias, e chegou a resposta dele: ‘Vá para a Serra Leoa, África Ocidental, com a esposa e filho: Imagine a minha alegria, ir a pessoas que nunca haviam ouvido falar das boas novas!
Meu coração ainda está cheio de alegria ao passo que vejo cada vez mais pessoas de boa vontade vir para a organização de Jeová Deus em ambos os lados do Atlântico. Quantos mais farão isso antes que a obra seja completada, não sei dizer. Mas uma coisa eu sei, é que o nosso Pai celestial tem certamente cumprido a sua promessa feita por intermédio de Isaías: “O mais pequeno virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte; eu, o SENHOR [Jeová], a seu tempo farei isso prontamente.” — Isa. 60:22, ALA.
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Conhece o exército da salvação?A Sentinela — 1963 | 15 de fevereiro
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Conhece o exército da salvação?
“SIM”, responderão milhões de pessoas nos oitenta e seis países onde se encontra o Exército da Salvação. A resposta delas quer dizer geralmente que sabem que o Exército da Salvação faz uma obra social de auxílio e estão acostumadas com a sua atividade para angariar fundos, especialmente durante o Natal. Talvez queiram dizer que têm visto a fila de pobres enfileirados em frente da cozinha de sopa do Exército da Salvação. Ou têm visto os seus membros pregando nas ruas com os seus uniformes que chamam a atenção ou tocando em passeata os seus instrumentos musicais. Mas, à parte destas aparências exteriores, o que sabe a pessoa comum acerca do Exército da Salvação? Onde foi que se originou? Por que é organizado segundo princípios militares? Trata-se de organização religiosa, possuindo as suas doutrinas e ensinamentos como as outras igrejas?
Poucos conhecem o Exército da Salvação no que se refere a estas coisas. Muitos o consideram como apenas outra agência pró bem-estar, que ajuda ao pobre e necessitado e que está sempre à mão para oferecer ajuda nos locais de desastre. Alguns estão familiarizados com a ajuda e encorajamento que ele deu aos soldados aliados durante a Primeira Guerra Mundial, seguindo-os até aos campos de batalha e servindo-lhes café e bolo nas linhas de combate. Outros estão familiarizados com o seu trabalho durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Exército da Salvação tinha mil cantinas móveis espalhadas estrategicamente em todo o mundo — duas das quais foram evacuadas de Dunquerque. É com esta obra de caridade em mente que muitas pessoas atendem à solicitação do Exército da Salvação para angariar fundos. Mas, que tipo de organização mantêm realmente estas contribuições?
ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DO EXÉRCITO
Há menos de cem anos atrás um punhado de evangelistas “fizeram fogo” no pecado e na corrupção das favelas de Londres. A luta logo ficou caracterizada como sendo uma guerra contra Satanás para levar a mensagem de Cristo aos pobres, aos oprimidos e aos sem religião. Iam aos bares, às espeluncas, aos lares e cuidavam dos enfermos e dos pobres. Num tempo notavelmente curto, este movimento cresceu a uma proeminente organização mundial — o Exército da Salvação.
O seu fundador, William Booth, certa vez disse: “Eu quero a minha religião como o chá — quente.” Foi este desejo ardente de levar a sua religião ao povo, não importa a quem fosse nem onde estivesse, que fez Booth se separar das letárgicas igrejas ortodoxas. Isto se deu em 1861, quando ele foi obrigado a deixar a Igreja Metodista por causa de suas atividades em cruzadas. Mas Booth continuou a pregar por toda a parte — em tendas, em estábulos, em bares, em teatros — onde quer que achasse pessoas dispostas a ouvir a sua mensagem. “Não tinha planos de fundar uma igreja”, relatou uma publicação oficial do Exército da Salvação. “Mas quando procurava enviar os convertidos às igrejas, eles não se sentiam à vontade por causa de sua pobreza. Por isso, Booth estabeleceu os centros da Missão Cristã para estes convertidos”, nas favelas do East London. Isto se deu em 1865. Estes centros aumentaram rapidamente e em maio de 1878 os que os freqüentavam vieram a ser chamados de Exército da Salvação.
Esta organização espalhou-se rapidamente pela Escócia e Gales; invadiu os Estados Unidos em 1880, a Austrália e a França em 1881; foi estabelecida na África do Sul em 1883 e no Japão em 1895. Em junho de 1914, deu-se evidência do rápido desenvolvimento do Exército da Salvação mediante a realização de sua assembléia internacional, para celebrar o início do seu qüinquagésimo ano. Naquele tempo, mais de 40.000 salvacionistas de mais de cinqüenta países e colônias se reuniram em Londres, realizando-se o maior ajuntamento internacional deles até hoje. Só nos Estados Unidos o Exército da Salvação tem atualmente cerca de 250.000 membros.
Embora o seu fundador negasse que o Exército da Salvação fosse uma seita religiosa, com o tempo ele foi reconhecido como tal. Em setembro de 1917, o Promotor Geral do Ministério da Guerra dos Estados Unidos, declarou em parte: “O Exército da Salvação é uma organização religiosa mundial . . . Tem existência legal inconfundível; um credo reconhecido e uma forma de adoração; um definido e distinto governo eclesiástico; um código formal de doutrina e disciplina; uma história religiosa distinta; um rol de membros que não estão associados com outra igreja ou denominação . . . Semelhante às outras igrejas, ele tem a sua própria literatura; tem lugares estabelecidos de adoração religiosa; tem as congregações regulares; os serviços religiosos regulares; uma escola dominical para a instrução religiosa dos jovens e escolas para a preparação de ministros. As funções dos seus ministros parecem ser iguais às dos clérigos de qualquer outra igreja.”
SEPARAÇÕES E DIVISÕES
Desenvolveram-se lutas internas no Exército da Salvação, resultando no aparecimento de novas seitas religiosas padronizadas segundo as mesmas linhas militares da organização original. A primeira separação de vulto se deu nos Estados Unidos em 1884, cerca de quatro anos depois da chegada do Exército ali. Por volta daquele tempo tinham chegado a cinco mil membros e a trezentos oficiais, apesar do ridículo e da perseguição ardente. Mas surgiu dificuldade quando o General Booth ordenou ao Major Thomas E. Moore, encarregado das forças americanas, que deixasse o seu comando e fosse cuidar das operações na África do Sul. A resposta de Moore foi formar um Exército da Salvação independente. Ele incorporou a nova organização em 1884 e assumiu o titulo de General. No ano seguinte elaborou-se uma emenda nos estatutos, recebendo o nome de Exército da Salvação da América.
Depois da demissão de Moore, o Major Frank Smith foi nomeado para cuidar do que era chamado de Exército da Salvação “Mundial” ou Britânico, para distingui-lo do Exército da Salvação da América. Seguiu-se uma luta competidora que resultou finalmente no declínio do Exército incorporado de Moore e no desenvolvimento e prosperidade do Exército da Salvação internacional. Em outubro de 1889, o Coronel Richard E. Holz dirigiu a ramificação americana do Exército da Salvação sob o seu comando a uma reconciliação com a organização internacional. Alguns oficiais, porém, recusaram voltar e com o tempo reuniram-se e se reorganizaram, mudando o nome em 1913 para Trabalhadores de Salvamento Americanos.
Os Trabalhadores de Salvamento Americanos existem até hoje, embora tenham permanecido uma pequena organização com apenas trinta e cinco igrejas e 2.350 membros. A maior parte de sua atividade se restringe ao oriente dos Estados Unidos, onde está localizada a matriz, em Filadélfia, Pensilvânia. As doutrinas dos Trabalhadores de Salvamento são pràticamente idênticas às do Exército da Salvação, e o propósito e organização são essencialmente os mesmos.
Uma separação de vulto ainda maior ocorreu em 1896 por causa de uma divisão na família de Booth. William Booth era pai de oito filhos e todos eles, exceto um que morreu criança, tomaram parte ativa no desenvolvimento e expansão do Exército da Salvação. Deveras, dois deles, Bramwell, o mais velho, e Evangeline, eventualmente sucederam o pai no comando da inteira organização. O segundo filho do General, Ballington, também foi um líder capacitado e, quando substituiu o Major Smith em 1887, no comando das forças americanas, seguiu-se um período de progresso sem paralelo. Mas, com o tempo, Ballington perdeu o favor do seu pai e, quando foi ordenado a deixar o comando na América, ele abandonou o Exército da Salvação.
Ballington Booth era amado e respeitado pelos salvacionistas e se diz que se quisesse reconstruir o Exército da Salvação nos Estados Unidos como uma organização incorporada e independente, ele teria; sido bem sucedido. Isto, porém, ele não quis fazer. De fato, foi pelo incentivo de amigos que ele decidiu começar um novo movimento e, quando o fez, anunciou o seguinte juntamente com a sua esposa: “Não pensamos separar os associados que ainda estão e crêem na Organização Internacional.”
Apesar deste anúncio, muitos salvacionistas se aliaram às forças da nova organização, que em abril de 1896 foi oficialmente chamada de Voluntários da América. Em resultado disto, em menos de um ano os Voluntários tinham 140 postos com 400 oficiais na ativa e cinqüenta no escritório. A organização foi padronizada segundo as mesmas linhas militares do Exército da Salvação. Ballington se tornou General e serviu naquela posição até à sua morte, em 1940. A sua esposa tomou o seu lugar e morreu em 1948, sendo que Charles Brandon Booth, seu filho, tomou seu lugar.
Hoje, a matriz dos Voluntários, na cidade de Nova Iorque, superintende 204 igrejas e 28.230 membros. Segundo uma publicação oficial, a organização “está dedicada ao serviço do povo americano, sendo uma organização religiosa nacional para o bem-estar social, que presta ajuda material e espiritual aos que necessitam, sem consideração de raça, credo ou cor.”
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