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    • homens “fortes”, e não abrange as mulheres. (Compare com Jeremias 30:6.) “Pequeninos” provém do hebraico taph e tem o significado de andar com passos curtos, saltitantes, como que emitindo um som de batidinhas, “passinhos miúdos”, a maioria dos quais teriam de ser carregados ou, pelo menos, não suportariam percorrer toda a jornada.

      “Na quarta geração”

      Temos de lembrar-nos de que Jeová disse a Abraão que, na quarta geração, seus descendentes voltariam a Canaã. (Gên. 15:16) No decorrer de todos os 430 anos desde o tempo em que o pacto abraâmico entrou em vigor até o Êxodo houve mais do que quatro gerações, mesmo considerando-se os longos períodos de vida que as pessoas gozavam naquele tempo, de acordo com o registro. Mas foi por apenas 215 anos que os israelitas ficaram realmente no Egito. As ‘quatro gerações’ que se seguiram à entrada deles no Egito podem ser calculadas de dois modos, usando-se como exemplo apenas uma das tribos de Israel, a tribo de Levi, da seguinte forma: (1) Levi, (2) Joquebede, filha de Levi, (3) Arão e (4) Eleazar, que entrou na Terra Prometida; ou por meio de (A) Levi; (B) Coate; (C) Anrão e (D) Moisés. — Êxo. 6:16, 18, 20, 23; veja JOQUEBEDE.

      O número dos que saíram do Egito, a saber, 600.000 varões vigorosos, além das mulheres e crianças, significaria que poderiam ter totalizado mais de 3.000.000 de pessoas. Isto, embora questionado por alguns, não é nada desarrazoado. Pois, ao passo que só houve quatro gerações de Levi a Eleazar, ou de Levi a Moisés, quando consideradas do ponto de vista da vida que estes homens muito longevos viveram, cada um de tais homens podia ter visto várias gerações ou vários conjuntos de filhos nascerem durante sua vida. Mesmo na época atual, um homem de sessenta ou setenta anos não raro possui netos e pode até mesmo ter bisnetos (assim, quatro gerações vivem contemporaneamente).

      Junto com Israel saiu “uma vasta mistura de gente”. (Êxo. 12:38) Todos eles eram adoradores de Jeová, pois tiveram de estar preparados para partir junto com Israel enquanto os egípcios sepultavam seus mortos. Tinham Observado a Páscoa, de outro modo, estariam atarefados com os ritos de pranto e de sepultamento do Egito. Em grande parte, esta companhia talvez se compusesse daqueles que tinham, de algum modo, algum parentesco com os israelitas por meio do casamento com eles. Para exemplificar: Muitos varões israelitas casaram-se com mulheres egípcias, e mulheres israelitas casaram-se com egípcios. Um caso em pauta é o do homem que foi morto no deserto por maldizer o nome de Jeová. Era filho dum egípcio e sua mãe era Selomite, da tribo de Dã. (Lev. 24:10, 11) Pode-se notar, também, que Jeová deu instruções permanentes a respeito dos requisitos para que residentes forasteiros e escravos comessem a Páscoa quando Israel entrasse na Terra Prometida. — Êxo. 12:25, 43-49.

      ROTA DO ÊXODO

      Os israelitas deviam estar em diferentes localidades das quais iniciariam a saída do Egito, não sendo inicialmente um único grupo compacto. Alguns talvez se juntassem ao grupo principal dos caminhantes à medida que este passasse. Ramessés, seja a cidade, seja o distrito do mesmo nome, foi o ponto de partida, a primeira etapa da jornada sendo até Sucote. (Êxo. 12:37) Há peritos que sugerem que, ao passo que Moisés iniciou a marcha em Ramessés, os israelitas vieram de toda a terra de Gósen e se reuniram em Sucote, como ponto de encontro. A rota exata seguida pelos israelitas desde Ramessés até o mar Vermelho não pode ser traçada com certeza atualmente, visto que os locais mencionados no relato não podem ser localizados de forma definida.

      A rota do Êxodo depende mormente de dois fatores: de onde se situava a capital egípcia naquele tempo, e da identificação da massa aquosa em que ocorreu a travessia. Visto que as inspiradas Escrituras Gregas Cristãs usam a expressão “mar Vermelho”, existe todo motivo de se crer que Israel atravessou essa massa aquosa. (Veja MAR VERMELHO.) Quanto à capital egípcia, o local mais provável é Mênfis, a principal sede de governo na maior parte da história do Egito. (Veja MÊNFIS.) Se este foi o caso, então o ponto de partida da marcha do Êxodo deve ter sido suficientemente próximo de Mênfis para que Moisés tenha sido convocado à presença de Faraó depois da meia-noite da Páscoa e então tenha chegado a Ramessés a tempo de iniciar a marcha para Sucote antes de terminar o décimo quarto dia de nisã. (Êxo. 12:29-31, 37, 41, 42) A mais antiga tradição judaica, registrada por Josefo, é no sentido de que a marcha começou a uma curta distância ao N de Mênfis. — Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro II, cap. XV, par. 1.

      Local provável da travessia do mar Vermelho

      Deve-se notar que, depois de alcançarem o segundo estágio da jornada, Etão, “na extremidade do ermo”, Deus ordenou a Moisés que ‘voltassem e acampassem diante de Pi-Hairote . . . junto ao mar’. Tal manobra levaria Faraó a crer que os israelitas estavam “vagueando em confusão”. (Êxo. 13:20; 14:1-3) Os peritos que são a favor da rota El Haj como a mais provável indicam que o verbo hebraico “voltar” é enfático e não significa meramente “desviar”, ou “virar de lado”, mas tem mais o sentido de retorno, ou ao menos de um desvio marcante. Sugerem que, ao chegarem a um ponto ao N da cabeceira do golfo de Suez, os israelitas inverteram a direção de sua marcha e contornaram para o lado S de Jebel Ataca, uma cadeia montanhosa que bordeja o lado O do golfo. Assim, The Ençyçlopedia Americana (Ed. 1956, Vol. 23, p. 284) afirma que alguns peritos sustentam que a travessia começou “na vizinhança da cidade de Suez, outros que foi a cerca de 18 milhas [29 km] mais ao sul, na foz do uádi Tuarique”. Este último local, o uádi Tuarique, corre entre a cadeia de Jebel Ataca, ao N, e a cadeia Jebel el Galala ao S, alargando-se ao se aproximar das praias do mar Vermelho. Uma grande multidão, tal como a composta pelos israelitas, não encontraria um meio eficaz de fugir rapidamente de tal posição, caso fosse perseguida do O, e, assim, “encurralada”, o mar bloqueando seu avanço. — Veja o mapa acompanhante.

      A tradição judaica do primeiro século E.C. transmite tal imagem. (Veja PI-HAIROTE.) Mais importante, porém, é que tal situação se ajusta ao quadro geral apresentado na própria Bíblia, ao passo que os conceitos populares de muitos peritos não o fazem. (Êxo. 14:9-16) Parece evidente que a travessia deve ter-se dado a uma distância suficiente da cabeceira do golfo (ou braço ocidental do mar Vermelho) para que as forças de Faraó não pudessem simplesmente rodear o extremo do golfo e cair com facilidade sobre os israelitas, do outro lado. (Êxo. 14:22, 23) Faraó mudara de idéia sobre a libertação dos israelitas logo que ficou sabendo de sua partida. Por certo, a perda de tal nação escrava representaria pesado golpe econômico para o Egito. Não seria difícil para seus carros alcançarem esta inteira nação em movimento, em especial considerando-se a sua ‘volta’. Daí, incentivado pela idéia de que Israel vagueava pelo deserto de forma confusa, partiu confiante atrás deles. Dispondo duma excelente força composta de 600 carros seletos, todos os outros carros do Egito estando equipados de guerreiros, de seus cavaleiros e de todas as forças militares, ele alcançou Israel em Pi-Hairote. — Êxo. 14:3-9.

      Estrategicamente, a posição dos israelitas parecia péssima. Achavam-se evidentemente comprimidos entre o mar e as montanhas, os egípcios bloqueando a sua saída. Em sua posição aparentemente encurralada, o coração dos israelitas ficou tomado de medo, e começaram a queixar-se de Moisés. Daí, Deus interveio para proteger Israel, por passar a nuvem da vanguarda para a retaguarda. De um lado, na direção dos egípcios, havia trevas; do outro lado, continuava a iluminar a noite para Israel. Enquanto a nuvem restringia os egípcios de atacar, Moisés, sob as ordens de Jeová, ergueu seu bastão, e as águas do mar se dividiram, deixando o leito seco do mar como uma trilha para Israel. — Êxo. 14:10-21.

      Largura e profundidade do local da travessia

      Visto que Israel cruzou o mar em uma só noite, dificilmente se pretenderia que as águas se dividiram de modo a formar um canal estreito. Antes, deve ter tido 1, 5 km, ou alguns quilômetros, de largura. Embora tal grupo se mantivesse em uma formação de marcha razoavelmente compacta, tal grupo, junto com as carroças que tivesse, a sua bagagem e o seu gado, mesmo quando distribuído de forma bem compacta, ocuparia uma área de talvez 7, 7 km2, ou mais. Por conseguinte, parece que a abertura do mar permitiu que os israelitas o atravessassem numa frente bastante ampla. Caso tenha havido uma frente de 1, 5 km, então o alcance da coluna israelita seria provavelmente de 4, 8 km, ou mais. Se foi uma frente de uns 2, 5 km, ela se teria estendido por uns 3, 2 km ou mais. Tal coluna levaria várias horas para penetrar no leito do mar e atravessá-lo. Embora eles não avançassem em pânico, mas mantivessem sua formação de batalha, sem dúvida andariam de forma bastante apressada.

      Os israelitas, com a chegada do amanhecer, alcançaram em segurança a margem oriental do mar Vermelho. Daí, ordenou-se que Moisés estendesse a mão, de modo que as águas recaíssem sobre os egípcios. Nisso, “o mar começou a voltar ao seu estado normal” e os egípcios fugiram para não serem apanhados por ele. Isto também indicaria que as águas tinham sido grandemente separadas, pois um canal estreito os teria apanhado imediatamente. Os egípcios fugiram das paredes desabantes de água em direção à margem ocidental, mas as águas continuaram convergindo até que sua profundidade cobriu por completo todos os carros de guerra e os cavalarianos que pertenciam às forças militares de Faraó; não sobrou nem sequer um deles.

      É óbvio que tal inundação sobrepujante teria sido impossível num pantanal. Ademais, num pantanal raso, os corpos mortos não apareceriam na margem, como realmente ocorreu, de modo que “Israel chegou a ver os egípcios mortos à beira do mar”. — Êxo. 14: 22-31.

      As águas “congelaram-se?’

      Segundo a descrição bíblica, as águas empoladas “congelaram-se” (PIB) para permitir a passagem de Israel. (Êxo. 15:8) Esta palavra “congelaram-se” é usada na versão do Pontifício Instituto Bíblico, na Versão Autorizada e nas traduções, em inglês, de J. N. Darby, I. Leeser, R. Knox e J. Rotherham. Conforme definido pelo Third New International Dictionary (Novo Dicionário Internacional, Terceira Edição), de Webster, a palavra significa “passar dum estado fluido para um estado sólido, pelo, ou como se fosse pelo, frio . . . congelar . . . ; tornar (um líquido) glutinoso ou duma consistência parecida à geléia: coalhar, coagular.” A palavra hebraica aqui traduzida “congelar” significa encolher ou engrossar, como leite coalhado ou água congelada. Em Jó 10:10, a expressão é usada com respeito a fazer coalhar o leite. Por conseguinte, não significa necessariamente que os muros de água se solidificaram como gelo, mas que a consistência da substância congelada pode ter sido como a da gelatina ou de coalhadas. Nada visível segurava as águas do mar Vermelho em cada lado dos israelitas, por isso, pareciam estar congeladas, endurecidas, coalhadas ou engrossadas, a fim de continuarem de pé como muros de cada lado deles, e não desabando numa inundação sobre os israelitas, para a destruição deles. É assim que pareciam aos olhos de Moisés, à medida que forte vento do E dividiu as águas e secou a bacia, de modo que não era lamacenta, nem congelada, mas a multidão podia atravessá-la facilmente.

      Assim, mediante uma demonstração espetacular de poder, Jeová exaltou seu nome e libertou Israel. Salvos na margem E do mar Vermelho, Moisés conduziu os filhos de Israel num cântico, ao passo que sua irmã, Miriã, a profetisa, tomou um pandeiro na mão e liderou todas as mulheres com pandeiros e com danças, respondendo com cântico aos homens. (Êxo. 15:1, 20, 21) Realizara-se completa separação de Israel e de seus inimigos. Quando os israelitas saíram do Egito, não se permitiu que sofressem danos por parte de homens ou de animais, pois nem mesmo um cão ‘agitou sua língua’ para rosnar contra eles ou ameaçá-los. (Êxo. 11:7) Ao passo que a narrativa do Êxodo não menciona que Faraó pessoalmente entrou no mar, junto com suas forças militares, e foi destruído, o Salmo 136:15 declara deveras que Jeová “se desembaraçou de Faraó e da sua força militar dentro do Mar Vermelho”.

  • Êxodo, Livro De
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    • ÊXODO, LIVRO DE

      [Gr. , Êxodos, sair, partida (dos israelitas para fora do Egito); nome aplicado ao livro na Septuaginta grega]. O segundo rolo do Pentateuco, também mencionado como o Segundo Livro de Moisés. Em hebraico, veio a ser conhecido como Shemóhth, “Nomes”, tirado de sua frase inicial, Weélleh shemóhth, “Ora, estes são os nomes”. “Êxodo” é a forma latinizada do grego.

      Este livro é uma óbvia continuação de Gênesis, iniciando-se com a expressão “Ora” (literalmente “E”), e então realistando os nomes dos filhos de Jacó que são tirados do registro mais completo constante em Gênesis 46:8-27. Êxodo foi escrito em 1512 A.E.C., um ano depois de os israelitas terem partido do Egito e acampado no deserto de Sinai. O livro abrange um período de cerca de 145 anos, desde a morte de José, em 1657 A.E.C., até à construção do tabernáculo, em 1512 A.E.C.

      AUTORIA

      A autoria de Êxodo por parte de Moisés nunca foi questionada pelos judeus. As expressões egípcias usadas nele indicam que o escritor era um contemporâneo, e não um judeu nascido e criado mais tarde na Palestina.

      EXATIDÃO, VERACIDADE

      Da parte do escritor de Êxodo “pode-se discernir íntima familiaridade com o Egito Antigo. A posição dos egípcios com respeito aos estrangeiros — sua separação deles, todavia, a permissão para que ficassem em seu país, seu ódio especial por pastores, a suspeita quanto a serem espiões os estrangeiros vindos da Palestina — seu governo interno, seu caráter firmado, o poder do Rei, a influência dos Sacerdotes, as grandes obras, a utilização de estrangeiros na construção delas, o uso de tijolos, . . . e dos tijolos com palha, . . . os feitores, a embalsamação dos cadáveres, a conseqüente importação de especiarias, . . . os prantos violentos, . . . os combates com cavalos e carros, . . . — estes são apenas alguns dentre os muitos pontos que podem ser observados como marcando íntimo conhecimento dos modos e costumes egípcios por parte do autor do Pentateuco.” — The Historical Evidences of the Truth of the Scripture Records (Evidências Históricas da Verdade dos Registros Bíblicos), de George Rawlinson, pp. 290, 291.

      Tem-se questionado o relato de a filha de Faraó banhar-se no Nilo (Êxo. 2:5), mas Heródoto afirma (como também mostram monumentos antigos) que no antigo Egito as mulheres não sofriam nenhumas restrições. Também, os egípcios acreditavam que havia nas águas do Nilo uma virtude soberana. Faraó, às vezes, evidentemente se dirigia ao rio para prestar adoração. Foi ali que pelo menos duas vezes se encontrou com Moisés durante as dez pragas. — Êxo. 7:15; 8:20.

      Quanto à ausência de evidência em monumentos egípcios da permanência dos israelitas no Egito, isto não é surpreendente, em vista de que um estudo dos monumentos ali existentes revela que os egípcios não registravam assuntos que fossem desfavoráveis para eles mesmos. No entanto, um testemunho muito mais poderoso que a evidência nos monumentos de pedra é o monumento vivo da observância da Páscoa pelos judeus, que, através de toda a sua história, comemoram desta forma o Êxodo.

      Há forte base para se aceitar a exatidão histórica e a narrativa geral, conforme fornecida em Êxodo. Jesus e os escritores das Escrituras Gregas Cristãs citam ou referem-se a Êxodo mais de 40 vezes. A integridade do escritor Moisés atesta a autenticidade deste livro. Ele indica com a máxima candura as suas próprias fraquezas, sua hesitação e seus erros, não atribuindo nenhum dos milagres, ou nada da liderança e da organização, à sua própria perícia, embora fosse reconhecido como grande pelos egípcios, e, em geral, fosse muito respeitado por Israel. — Êxo. 11:3; 3:10-12; 4:10-16.

      A mão divina é revelada na permanência de Israel no Egito e em seu Êxodo. Dificilmente se poderia encontrar um lugar melhor para o rápido crescimento de Israel até se tornar poderosa nação. Caso tivesse permanecido em Canaã, teriam de envolver-se em muitas guerras com os habitantes cananeus, ao passo que, estando no território da primeira potência mundial, no período do zênite desta, ficaram protegidos pelo poderio dela. Moravam na melhor região do país, o que contribuía

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