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Vida feliz em família — como a conseguimosA Sentinela — 1976 | 15 de setembro
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aos seus irmãos mais velhos, mostram grande amor e apreço pela Palavra de Deus. Dois deles já mostraram isso publicamente pelo batismo em água.
Embora alguns de nossa família estejam a muitos quilômetros de distância, a união da organização de Jeová sempre nos faz sentir que estamos perto uns dos outros. Sentimo-nos especialmente unidos pela esperança bíblica de viver para sempre na terra, em paz e segurança, usufruindo condições perfeitas sob o reino de Jeová Deus. Deveras, as palavras do Salmo 37:37 assumiram para minha família e para mim um significado especial: “Vigia o inculpe e mantém a vista no [homem] reto, porque o futuro deste homem será pacífico.”
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Êxodo — quando Jeová Deus se deu a conhecerA Sentinela — 1976 | 15 de setembro
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Êxodo — quando Jeová Deus se deu a conhecer
QUANTA informação está contida no livro de Êxodo! Registra o nascimento de uma das nações mais antigas na terra e conta como Israel foi escolhido, liberto da servidão egípcia e introduzido num pacto com Jeová Deus. Contém a legislação mais excelente que já se deu a um povo e narra muitíssimos milagres espantosos que ocorreram. O mais importante de tudo, revela como o verdadeiro Deus, Jeová, o Criador, se deu a conhecer como nunca antes. Além disso, está cheio de sombras e tipos proféticos de coisas melhores a vir.
Alguns de nossos leitores talvez digam que tudo isso está muito bem, mas que certeza podemos ter de que Êxodo é realmente histórico e que foi Moisés quem o escreveu? Em primeiro lugar, há muitíssimas referências, no restante da Bíblia, que tratam os eventos de Êxodo como sendo históricos e que atribuem o registro destas coisas a Moisés. Atestando adicionalmente a autenticidade de Êxodo, há a sua candura, pois, Moisés não poupa nem a si mesmo, nem o seu povo. E há também o testemunho da antiga tradição judaica, que trata o Pentateuco, do qual Êxodo faz parte, como autêntico e como tendo sido escrito por Moisés.
Cronologicamente, Êxodo, que abrange cerca de 145 anos da história de Israel, pode ser considerado em três partes: a estada dos israelitas no Egito (Êxo. 1:1 a 12:36); sua marcha de Ramessés, no Egito, ao monte Sinai, na Arábia (Êxo. 12:37 a 18:27); e sua permanência no ermo do monte Sinai (Êxo. 19:1 a 40:38). Durante cada um destes três períodos, Jeová, deveras, se deu a conhecer — seu nome, seus propósitos e suas qualidades — tanto por palavras como por atos. Moisés parece ter escrito tudo isso por volta de 1512 A. E. C.
OS ISRAELITAS NO EGITO
Os primeiros dois capítulos falam sobre o que aconteceu aos descendentes de Jacó no Egito. Eles multiplicaram-se ali tão rapidamente, que os faraós os transformaram em escravos, mas ainda assim continuaram a aumentar. Portanto, Faraó decretou a morte de todos os bebês masculinos. Um menino que escapou desta sorte foi colocado pela mãe numa arca de papiro e posto a flutuar no Nilo. A princesa do Egito descobriu o menino, adotou-o e chamou-o de Moisés, que significa “salvo da água”. Moisés foi então criado na casa de Faraó. A idade de quarenta anos, ele tomou o partido de seu povo oprimido por matar um egípcio e viu-se obrigado a fugir para Midiã. Ali se casou e viveu como pastor por mais quarenta anos.
Daí, certo dia, Moisés notou que um arbusto ardia sem se queimar, e deste arbusto ele ouviu o anjo de Jeová chamá-lo. Foi informado de que o lugar em que estava parado era solo sagrado, e é notificado a respeito de sua comissão de retornar ao Egito e libertar seu povo da opressão. Quando Moisés perguntou o que devia dizer quanto a quem o enviara, Deus responde por meio de seu anjo: “Deves dizer aos filhos de Israel: ‘MOSTRAREI SER ENVIOU-ME A VÓS.’ — Êxo. 3:14.
Moisés pediu credenciais para poder mostrar que Jeová realmente lhe aparecera. De modo que Jeová lhe deu poderes para realizar três milagres, na mesma hora. O primeiro destes transformou seu bastão em serpente e depois novamente em bastão, e o segundo fez a sua mão tornar-se leprosa e depois ser novamente curada. Estes dois milagres, junto com o de transformar água em sangue, Jeová mandou que Moisés realizasse diante dos anciãos de seu povo. Moisés, porém, era extremamente acanhado, e por isso, Jeová comissionou o irmão dele, Arão, para ser seu porta-voz.
Os capítulos cinco e seis falam sobre Moisés e Arão comparecer perante Faraó e pedir permissão para os israelitas oferecerem sacrifícios a Jeová, no ermo. Faraó, porém, perguntou com desprezo e em desafio: “Quem é Jeová, que eu deva obedecer à sua voz para mandar Israel embora,” Complementando o insulto com dano, Faraó aumentou o fardo dos escravos israelitas. De modo que Jeová assegurou a Moisés que, por meio de Seu poder, Ele feria com que Faraó deixasse os israelitas ir embora, e disse ainda mais: “Eu costumava aparecer a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-poderoso, mas com respeito ao meu nome Jeová não me dei a conhecer a eles.” Era verdade que eles haviam ouvido o nome do próprio Jeová, mas agora Jeová ia fazer um nome para si mesmo dum modo como nunca fizera antes: “Sabereis certamente que eu sou Jeová.” — Êxo. 5:2; 6:3, 7.
Prosseguindo, o registro conta que Moisés realizou diversos milagres perante Faraó, alguns dos quais os magos dele pareciam poder imitar. Para fazer Faraó saber quem era Jeová, Moisés recebeu poderes para realizar milagres adicionais, que serviram como pragas para o Egito — as pragas da transformação da água em sangue, das rãs, dos borrachudos, das moscas, da doença do gado e de uma praga de furúnculos em homens e animais. Depois da sexta praga, Faraó é informado: “Por esta razão [eu, Jeová,] te deixei em existência: para mostrar-te meu poder e para que meu nome seja declarado em toda a terra.” (Êxo. 9:16) Em harmonia com esta declaração, Jeová se deu a conhecer ainda mais por enviar saraiva acompanhada por fogo, por uma praga devastadora de gafanhotos e por três dias duma escuridão tão densa, que podia ser sentida. O que destacou
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