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  • Como a Bíblia pode melhorar a sua vida familiar

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  • Como a Bíblia pode melhorar a sua vida familiar
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
w70 1/2 pp. 69-72

Como a Bíblia pode melhorar a sua vida familiar

JÁ VISITOU alguma vez uma pequena aldeia Africana? Visto que isto é muito improvável, gostaria de acompanhar-nos ao visitarmos tal aldeia na Rodésia? Gostaríamos que visse como a vida da pessoa pode ser influenciada pelo verdadeiro conhecimento bíblico.

Ao partirmos da capital, Salisbury, vemos grupos de palhoças aconchegadas perto da estrada. Algumas milhas mais além, chegamos às Terras Tutelares Tribais, onde moram só africanos.

Vamos visitar o lar do superintendente local da congregação das testemunhas de Jeová. Que acolhida calorosa recebemos! Como é costume na África, todo o mundo que pode andar gostaria de cumprimentar-nos pessoalmente por nos apertar a mão. O nome do superintendente é Samuel e o de sua esposa Sara, ambos nomes bíblicos.

Dizemos a Samuel que viemos especialmente para saber dele como a Bíblia influiu na sua vida e na de sua família. Ele diz que terá prazer em nos dar a informação que puder.

Sabendo que a África está muito nas notícias, com relação às novas nações emergentes que se tornam independentes, perguntamos a Samuel: “Influem estas mudanças nacionais na sua vida como cristão?”

“Muito pouco”, responde ele. “Mas, devo dizer que em muitas das nações recentemente independentes surgiram perseguições contra os verdadeiros cristãos por não participarem nas atividades políticas. Tal espírito nacionalista, porém, não é realmente nada de novo, porque antes de eu aprender algo a respeito do reino de Deus, minha família estava muito influenciada pelo sistema tribal. Este sistema tribal era sempre causa de divisão e de fricção, e não parecia haver remédio para isso.

“Mas, havia um remédio, e este veio da Bíblia. Sim, quando começamos a aprender algo a respeito do reino de Deus como o único governo sobre toda a terra, pudemos olhar para além das barreiras tribais e nacionais. Agora realmente não nos importamos com a tribo de que somos ou em que país vivemos. Sabemos que o reino de Deus unirá em breve a todos os que remanescerem na terra em uma só família feliz. Esperamos que isso ocorra no futuro muito próximo.”

“Esta esperança bíblica certamente deve dar-lhe muita paz mental, Samuel. Mas há outra coisa que gostaríamos de perguntar-lhe. Nos livros sobre a África se fala sempre muito sobre a crença nos espíritos, tanto bons como maus. E diz-se que a superstição exerce muita influência sobre o modo de vida do Africano. É isso correto?”

CRENÇA NOS ESPÍRITOS DOS ANTEPASSADOS

“Muito daquilo que leu é verdade. O que se dá com os Africanos, dá-se também com o povo de todo outro país. Eles sentem a necessidade de adorar alguma coisa ou alguém. Os Africanos, por não conhecerem a verdade a respeito da condição dos mortos, foram facilmente enlaçados pela doutrina falsa da imortalidade da alma.

“Naturalmente, sabemos agora, de nosso estudo da Bíblia, que são os demônios, as criaturas espirituais iníquas, que operam por intermédio de homens e mulheres, na forma de feiticeiros, curandeiros e outros. Mas até que o Africano adquira conhecimento bíblico, esses demônios influem muito na vida dele. Por exemplo, crê-se que, se não se apaziguar o espírito dum antepassado falecido, este possa causar doença e finalmente a morte aos vivos. Sei de casos reais, de pessoas jovens, sadias, ficarem doentes e morrerem em resultado da feitiçaria. Agora sei que não são os mortos que têm poderes para fazer isso, mas que os responsáveis são os demônios.”

“Que textos bíblicos o convencem de que não são os mortos que causam tais dificuldades?”

“Oh! há muitos deles. Um dos que sempre me vêm à mente é o de Ezequiel 18:4, que diz especificamente que a alma morre. Depois, em Eclesiastes, capítulo 9, diz-se que os mortos não estão conscientes, que não fazem trabalho algum, nem têm conhecimento algum. Por isso estou completamente convencido de que os meus antepassados falecidos não existem agora no mundo espiritual. E se eu tivesse dificuldades da parte do mundo espiritual, seria dos espíritos iníquos, dos demônios. Desde que aceitamos a verdade a respeito do reino de Deus, minha família abandonou toda crença nas superstições e nos espíritos de nossos antepassados.”

“Quais são algumas das superstições em que os Africanos crêem?”

ANTERIORES CRENÇAS SUPERSTICIOSAS

Samuel, erguendo as mãos no ar, diz: “Há muitas delas. Uma superstição muito comum é que as mulheres e os filhos precisam usar um cordão em volta da cintura para não ficarem doentes, e, no caso das mulheres, para impedir a esterilidade. Alguns crêem que, quando uma mulher, com um bebê recém-nascido, que não estiver usando este cordão especial, se encontrar com outra mulher com um bebê recém-nascido, que use este cordão, o filho da primeira mulher morrerá.

“Outros tomam um pau e tiram com ele as folhas de certa planta ou arbusto. Depois apanham apenas as folhas que caíram com a parte de baixo para cima, as cozinham, fazem delas um chá e o bebem. É um remédio para tonturas e desmaios, e crê-se que tal bebida tenha potência incomum. Outra crença é que uma mulher grávida nunca deve atravessar um campo recém-arado, visto que isso fará morrer o filho que espera. Mas, graças à Palavra de Deus, a Bíblia, tais superstições não influem agora nem em mim nem na minha família.”

“A propósito, Samuel, era membro de uma das igrejas da cristandade antes de tornar-se testemunha de Jeová?”

“Sim, era. Mas naquele tempo não reconhecíamos o que o reino de Deus irá fazer e quão importante é, de modo que continuamos a olhar para a nossa tribo e para a nossa nação como sendo algo de especial, superior às demais. A religião que tivemos não nos unia como a verdade bíblica tem feito. E as antigas crenças pagãs na superstição e nos espíritos dos antepassados — bem, não precisávamos mudá-las, de modo que ainda críamos nelas, apesar de nos chamarmos de cristãos. Por isso, quando aprendi a verdade a respeito do reino de Deus e do propósito de Deus para com a terra, tive de fazer mudanças. Agora me alegro de que as fiz.”

“Em que sentido, acha, tem a Bíblia melhorado sua própria vida familiar?”

UNIÃO E CORDIALIDADE NA VIDA FAMILIAR

“Posso dizer que agora é bem diferente. Antes de eu me tornar testemunha de Jeová, eu considerava Sara, minha esposa, como mera necessidade no lar, mas não sabia realmente avaliar o papel maravilhoso que ela desempenha. Tenho de admitir que a considerava mais como empregada e como alguém que me dava filhos. Agora fico triste de pensar na pouca consideração que tive com ela e no pouco apreço que lhe expressava pelo trabalho árduo que fazia e pelo cuidado com as crianças. O conselho bíblico em Colossenses, capítulo 3, versículo 19, ajudou-me muito neste respeito. Ali se diz aos maridos que devem ‘persistir em amar as suas esposas’.”

“Samuel, está dizendo que agora a sua vida familiar é inteiramente diferente. Pode dizer-nos como costumava ser antes?”

“Bem, visto que obtive minha esposa por pagar lobola (preço de noiva) ao pai dela, eu pensava que ela era então minha trabalhadora, para meu benefício. Uma vez que nós homens nos considerávamos superiores às nossas esposas, não gostávamos de sentar-nos com elas para comer, nem nos sentávamos em geral com elas para considerar qualquer assunto. Era nosso costume que as nossas esposas nos dessem a comida primeiro, e depois elas e os filhos iam comer em outro lugar. Corrigir os filhos era também tarefa da minha esposa.”

“Bem, é certamente agradável vê-la aqui com os filhos, Sara, esta manhã. Sara, ainda não nos disse nada. Como acha que a Bíblia melhorou a sua vida familiar?”

Falando vagarosa e refletidamente, ela responde: “Melhorou a nossa vida familiar de muitas maneiras. Trabalhamos arduamente do mesmo modo, mas temos tanto mais razão para trabalhar. Temos agora verdadeiro amor um pelo outro, e isto tem resultado num forte vínculo de união na família, assim como o apóstolo Paulo disse que aconteceria, em Colossenses 3:14. Sentimo-nos todos muito mais felizes agora.”

“Samuel, havia mencionado antes que costumava deixar entregue à sua esposa a responsabilidade de corrigir os filhos. O que o induziu a fazer uma mudança neste sentido na sua vida familiar?”

“Acontece que antes eu não achava que treinar os filhos fosse parte importante da vida familiar. Quando a nossa primogênita, a Maria, tinha menos de dez anos de idade, coube-lhe a maior parte da responsabilidade de cuidar e corrigir os seus irmãos e as suas irmãs mais jovens. Naqueles dias eu realmente não via muito os meus filhos. Não me preocupava o que estava acontecendo com eles. Enquanto não estivessem doentes, eu pensava que tudo estava certo. Nunca achei tempo, ou acho que nunca me quis associar com os nossos filhos em recreio. Antes, quando eu não trabalhava, visitava os outros homens na vizinhança, e costumávamos beber bastante cerveja africana caseira. Minha esposa, Sara, às vezes participava das bebedeiras, e então os filhos ficavam sozinhos em casa. Às vezes havia brigas naquelas festinhas, com o avançar da noite, e isto era muito desagradável.”

“Perdão, Samuel. Lamentamos que a nossa pergunta lhe causou infelicidade por se recordar da sua atuação anterior. Mas, o que gostaríamos de saber ainda mais é o que o induziu a fazer estas mudanças.”

“Bem, posso dizer sem hesitação que isto se deve ao entendimento claro que agora tenho das verdades bíblicas. Somos todos tão gratos a Jeová por tornar possível que aprendêssemos os seus modos e os seus propósitos. O que causou uma mudança maior em nossa vida familiar do que tudo o mais é a verdade bíblica a respeito da chefia na família. Foram-me esclarecidos os princípios bíblicos em Efésios, capítulo 5, versículo 28, e Efé. capítulo 6, versículo 4, e vim a compreender que eu era responsável por muito mais na família do que pensava. Tornou-se claro que eu tinha de ter mais interesse na minha esposa e nos meus filhos. Quando comecei a fazer isso, descobri que a minha vida familiar tornou-se tanto mais interessante. Temos agora tanta coisa em comum. E como os filhos acolheram o cuidado e o interesse que lhes demonstrei! Realmente, esta foi a bênção de Jeová por eu estar disposto a fazer ajustes para cumprir a sua Palavra.

“Minha esposa, também, me deu pleno apoio ao passo que eu aceitava a responsabilidade que Deus me deu de guiar e corrigir os filhos. Conforme mencionei há alguns minutos atrás, costumava gastar muito tempo com os homens da vizinhança, falando e participando com eles nas suas festinhas. Bem, tudo isso é coisa do passado, e não sinto nenhuma falta disso. Esta melhora na minha vida familiar me deu tempo para me recrear também com a minha família, e agora me dou conta de quanta coisa eu perdia!”

“Certamente gostamos de ouvir aquilo que nos disse a respeito destas mudanças que houve na sua vida, Samuel. Mas, tenho ainda outra pergunta que gostaria de fazer-lhe. Quando atravessamos a aldeia e os campos circunvizinhos, notamos muito poucos homens em idade de trabalhar, quer em volta das casas, quer lá nos campos. Onde estão todos os homens?”

“A maioria dos homens desta aldeia está fora, trabalhando nas vilas e nas cidades. O trabalho na cidade dá muito mais dinheiro do que o trabalho aqui no campo. Mas, depois que o homem chega a avaliar a importância do círculo familiar, através do entendimento dos princípios bíblicos, ele se torna espiritualmente mais equilibrado. Vários dos homens de nossa congregação costumavam trabalhar longe de casa. Mas, desde que largaram aquele trabalho e voltaram a morar aqui, tornaram-se espiritualmente muito mais fortes e sua vida familiar melhorou muito. Isto exigiu um verdadeiro esforço da sua parte e confiança em Jeová, mas alegram-se de terem feito estas mudanças. E nós também, porque agora os temos conosco regularmente em todas as nossas reuniões na congregação.”

O tempo de nossa visita passou rapidamente e temos de nos despedir agora. Na viagem de volta a Salisbury pensamos no enorme bem que resultaria para as famílias em toda a África, e em toda a parte da terra, se apenas parassem o tempo suficiente para aprender como a Bíblia pode melhorar a sua vida em conjunto.

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