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Desejosa de conhecer meu Grandioso CriadorA Sentinela — 1971 | 1.° de julho
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Lembro-me vividamente de certa experiência que tive, em que realmente precisei ter fé nesta promessa. Aconteceu em Culpeper County, na Virgínia. Enquanto eu estava sentada no meu carro, terminando de tomar meu lanche e absorta na leitura dum exemplar da Sentinela, percebi de repente dois braços longos estendendo-se para dentro do carro, uma das mãos perto do meu pescoço e a outra atrás da minha nuca, com os dedos curvos para me agarrar. Pedi imediatamente a ajuda de Jeová. O homem alto ficou imóvel.
Enquanto eu me virava para por meu pescoço fora do alcance dele, mantive a mente dele ocupada por dizer-lhe que eu costumava ler a Sentinela enquanto tomava meu lanche e que gostei muito do artigo que acabei de ler sobre as bênçãos que o reino de Cristo trará em breve, condições em que ninguém ferirá ou amedrontará a outro. Tendo meu pescoço então já livre, mas com os braços dele ainda dentro do carro, dei partida ao carro e disse: “Preciso ir agora. Gostei de falar com o senhor.” Com isso ele retrocedeu, deixou os braços cair e a última coisa que vi dele no espelho retrovisor era ele estar parado lá feito estátua de pedra.
Lembrei-me por muito tempo desta experiência, mas ela teve o efeito de me dar um sentimento de relação mais íntima com o Criador. Eu sabia que Deus protege seus servos e lhes dá forças para agüentar os males.
Olhando para trás, para os anos gastos em me familiarizar com Jeová, poderia contar muitas experiências alegres. Fui pioneira em onze estados diferentes, bem como no Distrito de Colúmbia. Tenho presenciado o aumento constante da família dos adoradores de Jeová, ao ponto de haver hoje centenas de milhares que têm a esperança de serem poupados durante o Armagedom deste mundo iníquo e viverem para sempre neste belo lar terrestre.
No entanto, posso compreender que há ainda muito a aprender sobre o Criador amoroso. No coração, ainda sou aquela menininha olhando para o céu estrelado e se perguntando a respeito do Grandioso que fez tudo tão bem, tão belo e tão deleitoso para os olhos de seus filhos e de suas filhas na terra. Nunca quero renunciar ao precioso tesouro de servir meu Criador. O desejo do meu coração foi bem expresso pelo salmista: “Uma coisa pedi a Jeová — é o que procurarei: Morar na casa de Jeová todos os dias da minha vida, para contemplar a afabilidade de Jeová e olhar com apreciação para o seu templo.” — Sal. 27:4.
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A única testemunhaA Sentinela — 1971 | 1.° de julho
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A única testemunha
◆ Como se sentiria caso se mudasse para um país sob rígido regime militar e fosse a única Testemunha de Jeová em todo o país? Uma publicadora que foi a tal país na África nos contou como se sentiu. Um mês inteiro passou rapidamente sem que ela tivesse falado sobre as boas novas nem sequer a uma só pessoa, e ela achou que já era tempo de se ocupar no ministério cristão. Saiu para pregar, mas voltou para casa vencida pelo medo. Mas a consciência a incomodava. Tomou coragem, dando-se conta de que a sua fé estava em jogo. Naquele mesmo dia saiu novamente e decidiu que não havia lugar melhor para começar do que pregar ao seu vizinho. O resultado foi espantoso. O homem mostrou logo interesse na verdade e iniciou-se um estudo bíblico. Deste pequeno começo resultou um grupo de dez pessoas que estudam regularmente a Palavra de Deus.
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