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Alegria pela perseverança na boa obraA Sentinela — 1969 | 1.° de setembro
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resultando na abertura da Escola de Gileade, para treinamento de missionários, e da Escola do Ministério do Reino, para a promoção da organização congregacional.
Agora, à idade de setenta e um anos, olhando para trás aos anos que se passaram no serviço dos interesses do Reino, maravilho-me do que o espírito de Jeová Deus tem realizado. Que todos nós continuemos a participar de suas benignidades imerecidas e da paz que ele oferece aos que manifestam a determinação de realizar sua boa obra, para Seu louvor. Eu prezo especialmente a promessa: “Deleita-te também em Jeová, e ele te concederá os pedidos do teu coração.” — Sal. 37:4.
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Solicitude providencialA Sentinela — 1969 | 1.° de setembro
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Solicitude providencial
HÁ OCASIÕES em que obstáculos intransponíveis ameaçam impedir que os sinceros recebam ajuda para aprender a Bíblia. Jeová Deus, que cuida de tais pessoas, manobra muitas vezes o caso de tal maneira, que recebam a necessária ajuda. Isto é salientado pela seguinte experiência de uma das testemunhas de Jeová em San Lorenzo, na Califórnia
“Tenho uma parenta coreana, que mora aqui nos Estados Unidos. Ela pediu a mim e á sua cunhada que lhe ensinássemos a Bíblia. Mas, isto é impossível, pois não a podemos entender, visto que fala muito pouco inglês. Embora tivesse nossas publicações em coreano, ela se sentia desconsolada que não pudéssemos dar-lhe a necessária atenção pessoal. Ela vinha às reuniões no Salão do Reino, mas sempre chorava por não poder entender aquilo que se passava. Durante todo este tempo estive à procura de uma Testemunha coreana, mas não achei nenhuma. Senti-me realmente sem recursos.
“No último dia de nossa assembléia de distrito, perdi-me no lote de estacionamento, quando procurava meu carro. Evidentemente, Jeová estava manobrando as coisas, pois encontrei por acaso uma amiga que estava acompanhada de uma Testemunha recém-batizada. Sim, esta recém-batizada era coreana! Perguntei-lhe imediatamente se gostaria de estudar com a minha parenta. Ela ficou radiante, pois havia orado a Jeová por um estudo bíblico em coreano, visto que seu inglês não estava lá muito bom. E ali, minha parenta havia orado exatamente pela mesma coisa.
“Fizeram-se os arranjos, e quão grande foi a alegria quando as duas se encontraram. Lágrimas, abraços e felicidade! A recém-batizada Testemunha ainda recebia ajuda de ainda outra Testemunha coreana. Fizeram-se arranjos para que minha parenta participasse também neste estudo. Agora ela tem duas pessoas coreanas com que se pode associar, e ela está recebendo uma porção dupla do alimento espiritual no seu idioma. Deveras, Jeová cuida amorosamente dos que procuram conhecê-lo.”
Outra Testemunha, em Arlington, Massachusetts, EUA, relata: “Estou ensinando a Bíblia a uma jovem senhora que mora num acampamento de casas-reboques. Certo dia ela me disse que havia outra senhora no acampamento, que estava interessada na Bíblia. Havia-lhe feito o convite de participar de nosso estudo, mas ela não o podia fazer, por ter de trabalhar para sustentar sua família, que incluía duas meninas gêmeas. Disse-me que esta senhora morava no primeiro carro-reboque no acampamento. Prometi fazer-lhe uma visita.
“Quando fiz a visita, atendeu-me uma jovem senhora com sotaque francês, e, vendo-me com a bolsa, disse: ‘Entre, por favor!’ Perguntei-lhe se sabia quem eu era. Ela disse que sim e convidou-me novamente a entrar. Entrei e comecei a explicar por que a visitava, mas ela me interrompeu, dizendo: ‘Espere um pouco, vou apanhar as minhas coisas.’ Parecia-me que ela me havia confundido com outra pessoa, mas, ela desapareceu antes de eu lhe poder dizer isso. Não me quis sentar, porque estava certa de que me pediria que saísse, uma vez que descobrisse quem eu era.
“Ela voltou, e as ‘coisas’ que fora apanhar eram uma Bíblia em francês, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, e exemplares em francês e inglês das publicações da Sociedade Torre de Vigia. ‘Sente-se’, ela me disse gentilmente, ‘nós estudamos!’ Fiquei completamente surpresa e me perguntava por que a outra senhora não me dissera que esta pessoa estava tão interessada assim.
“Perguntei-lhe então sobre as suas meninas gêmeas, e ela me perguntou: ‘Que gêmeas?’ Quando lhe perguntei se tinha filhas gêmeas, ela disse que não. Depois lhe perguntei sobre a sua vizinha, com quem eu estudava, e ela não a conhecia. Novamente repetiu: ‘Nós estudamos, por favor.’ Perguntei-lhe quem era a mulher com meninas gêmeas no acampamento. Ela disse que morava na primeira casa-reboque do outro lado da rua. Novamente ela disse: ‘Estudamos agora, por favor!’ De modo que estudamos, e temos feito isso já por três semanas.
“Parece que esta jovem francesa já havia estudado a Bíblia no Texas. Depois se mudou para a Virgínia, para morar com a sua sogra, que pertencia a uma das religiões da cristandade. Enquanto morava ali, foi visitada por testemunhas de Jeová, e ela ficou intrigada por que nunca mais voltaram. Na semana em que a visitei, ela recebeu uma carta de uma delas, na Virgínia, dizendo-lhe que haviam voltado, mas que a sua sogra as mandara embora. Evidentemente, nunca falara à sua nora sobre esta visita. No entanto, neste parque de estacionamento, em que havia quatro fileiras de casas-reboques, o que significava haver oito ‘primeiras’, Jeová evidentemente me encaminhou àquela em que morava alguém que necessitava de cuidado espiritual.”
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1969 | 1.° de setembro
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Perguntas dos Leitores
● Por que era pecado o Rei Davi fazer o censo, conforme relatado em 2 Samuel, capítulo 24? — M. C., E. U. A.
Temos de dizer francamente que não o sabemos com certeza, pois a Bíblia não nos diz exatamente em que consistia o pecado. No entanto, refletindo-se um pouco sobre esta ocorrência, torna-se claro que Jeová, de modo algum, foi injusto ou cruel na maneira em que lidou com o caso.
A narrativa diz: “Veio a acender-se a ira de Jeová contra Israel, quando se instigou Davi contra eles, dizendo: ‘Vai, faze a contagem de Israel e de Judá.’ O rei disse, pois, a Joabe, chefe das forças militares, que estava com ele: ‘. . . registrai o povo, e eu hei de saber o número do povo.’ Mas Joabe disse ao rei: ‘Acrescente Jeová, teu Deus, ainda cem vezes mais do que são, vendo-o os próprios olhos do meu senhor, o rei. Mas, quanto ao meu senhor, o rei, por que se deleitou nesta coisa?’ Por fim prevaleceu a palavra do rei sobre Joabe . . . E o coração de Davi começou a bater nele depois de ter contado o povo. Por conseguinte, Davi disse a Jeová: ‘Pequei muitíssimo naquilo que fiz.’” — 2 Sam. 24:1-10.
Fazer o recenseamento ou registrar o povo não era algo proibido em Israel. Pouco depois do êxodo do Egito, Deus falou a Moisés sobre fazer “a soma dos filhos de Israel como recenseamento deles.” Este registrou todos os varões aptos para o serviço militar, e cobrou-se um imposto por cabeça para o serviço do tabernáculo. (Êxo. 30:11-16; Núm. 1:1-3) Outro censo foi feito pouco antes de Israel entrar na Terra Prometida. — Núm. 26:1-4.
Dando-se conta disso, os comentaristas têm aventado uma série de razões possíveis para o fato de Jeová considerar o recenseamento feito por Davi como pecado. Alguns acharam que Davi talvez errasse por não cobrar o imposto por cabeça, que Deus disse que se devia cobrar em tais ocasiões. Outros acharam que o rei estava demonstrando fraqueza ao tentar descobrir quão grande era sua força militar, em vez de depender de Deus quanto à vitória, não importa qual fosse o tamanho dela. Ainda outros dizem que Davi talvez se tivesse entregue ao orgulho humano, querendo poder jactar-se da importância e glória de Israel.
Mas, conforme já observamos, simplesmente não sabemos em que sentido o censo feito por Davi foi pecado. O que ele fez foi decididamente errado, pois foi Satanás que “passou a pôr-se de pé contra Israel e a instigar Davi a recensear Israel”. (1 Crô. 21:1) Até mesmo Joabe, que às vezes punha as suas próprias paixões e ambições na frente do que era direito, reconheceu a maldade do censo de Davi. Lemos: “A palavra do rei tinha sido detestável para Joabe.” (1 Crô. 21:6) Hoje estamos muito remotos dos fatos, mas, se os contemporâneos de Davi sabiam que este ato era absolutamente errado, deve ter havido uma base para a sua conclusão. Lembre-se de que até mesmo Davi, depois de terminar, confessou: “Pequei muitíssimo naquilo que fiz.” — 2 Sam. 24:10.
Em punição deste pecado, Jeová fez que houvesse três dias de pestilência, que matou 70.000 israelitas. (2 Sam. 24:12-16) Foi isso injusto? Morreram 70.000 inocentes pelo erro do rei? A Bíblia mostra claramente que todos nós somos pecadores merecedores da morte; vivemos apenas devido à benignidade
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