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Casamento através de intermediário — pode trazer verdadeira felicidade?Despertai! — 1981 | 8 de dezembro
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esconde-chifre, que, ao ser retirado, diz-se que faz desaparecer todo o ciúme futuro que ela possa ter do marido.
Tradicionalmente, os noivos usam um quimono preto a rigor, com saia dividida, e um casaco curto decorado com um emblema da família. Os noivos modernos talvez prefiram um fraque e calças listradas. Os convidados chegam geralmente em traje a rigor; em kimono.
Na Cerimônia
A maioria dos casamentos é realizada por um sacerdote xintó. Só os parentes próximos e o intermediário e a esposa deste assistem à cerimônia. Os demais convidados serão encontrados mais tarde na recepção. O sacerdote xintó agita primeiro um grande ramo dum pé de sasaki como rito de purificação. A seguir, ele lê a norito (oração xintó), informando os deuses de que irá unir os dois em casamento.
A principal parte da cerimônia envolve san-san-kudo, ou taças de compromisso de voto. Há três taças nupciais de tamanhos variados e um cântaro que contém sake (vinho de arroz) consagrado, tirado do altar. A miko (donzela de santuário) entrega a taça menor primeiro para o noivo e despeja três doses pequenas de sake dentro dessa. O noivo toma o sake em três goles e entrega de volta a taça à miko. Ela passa então a taça para a noiva, despejando novamente na taça uma pequena quantidade de sake, que a noiva bebe em três goles. A mesma formalidade é repetida com as outras taças. A palavra japonesa san-san (três-três) pode também significar nascimento após nascimento, o que faz com que san-san-kudo seja certa forma de encantamento para fertilidade.
Por fim, o noivo lê um voto escrito (embora em alguns casos o intermediário o leia) e fazem-se oferendas de ramos do sasaki sagrado. Os que estão presentes recebem uma taça de sake e brindam, significando a união dessas duas famílias pelo laço matrimonial. Assim termina a cerimônia de casamento xintó que dura 20 minutos.
Os casamentos budistas são similares, embora realizados com menos freqüência. Há também no Japão cerimônias de casamento em igrejas.
Casamentos Entre as Testemunhas de Jeová
Em comparação com as cerimônias já mencionadas, os casamentos entre as Testemunhas de Jeová são sem igual. A assistência fica cheia de parentes e amigos. Um amigo chegado da noiva e do noivo dá um discurso animador, baseado na Bíblia. Em geral, ele explica a origem do arranjo do casamento. Faz-se lembrar a ambos que a chave de um casamento bem-sucedido é a cooperação 100 por cento, com sincero esforço da parte tanto do marido como da esposa. Não há rituais, mas o jovem casal e seus convidados recebem orientação prática da Bíblia. (Um exemplo é Efésios 5:22-33.)
No Japão, os serviços religiosos realizados no dia do casamento não são reconhecidos pelo estado. A pessoa não é considerada legalmente casada senão depois de obter uma Certidão de Casamento junto a um cartório ou registro civil. Entretanto, a maioria dos casais deseja algum tipo de cerimônia religiosa. Ao passo que outras organizações religiosas cobram pelos seus serviços de casamento, entre as Testemunhas de Jeová o ministro presidente e outros relacionados com o arranjo de casamento prestam serviços gratuitamente.
Após o Casamento
Pode a pessoa ser feliz no casamento se se casar com alguém que lhe foi apresentado por um intermediário? A mulher mencionada no início de nosso artigo disse: “Vivi meus primeiros anos de casamento pensando que era meu ‘destino’ e que tinha de procurar ser feliz de alguma forma.” Depois, houve uma mudança. Ela explica: “Quando ambos começamos a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová e nos batizamos, senti-me verdadeiramente feliz de ter-me casado com ele.”
Mas, nem todos os casais têm essa felicidade. Desde 1963, o índice de divórcio vem subindo constantemente no Japão, embora ainda seja mais baixo do que na maioria dos países. Um estudo efetuado pelo Ministério da Saúde e Beneficência Social informou que 55,3 por cento dos divórcios foram pedidos pela esposa, apesar do fato de que apenas 2,7 por cento receberam qualquer pensão alimentar. Além de incompatibilidade, infidelidade e razões econômicas, a incapacidade de comunicação e a falta de consideração foram alistadas como sendo os motivos da maioria dos divórcios.
Poderia a instrução adequada ajudar a vencer alguns desses problemas? Diz certa senhora que se casou numa igreja do Japão: “Quando olho para trás e penso, eu não esperava encontrar verdadeira satisfação no meu casamento. Achávamos que seria demonstrar fraqueza da nossa parte pedir ajuda dos de fora para solucionar qualquer dos nossos problemas. Mas, depois que nossa filha nasceu, uma das Testemunhas de Jeová bateu à minha porta.
Quando comecei a estudar a Bíblia com elas, aprendi pela primeira vez o que está envolvido no casamento — que é necessária a cooperação com meu marido para que haja uma família feliz. O princípio de que ‘os dois se tornam uma só carne’ teve grande influência em todos os aspectos de nossa vida em família. Aprendi que realmente há mais felicidade em dar do que em receber.” (Mat. 19:4, 5) A instrução adequada da Bíblia foi uma ajuda positiva para esta família.
O que dizer de você? Pensaria em usar um intermediário na escolha de um cônjuge? Ou prefere esperar até enamorar-se de alguém, casando-se com a pessoa de sua própria escolha? Ambos os casos têm suas vantagens, mas nenhum deles garante a felicidade. Para um casamento realmente feliz, você precisa da orientação do “Deus feliz”, Jeová, o originador do arranjo do casamento. — 1 Tim. 1:11.
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Dispendioso “roubo de tempo”Despertai! — 1981 | 8 de dezembro
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Dispendioso “roubo de tempo”
O hábito de “roubar tempo” por parte de empregados custou ao empresariado canadense em 1980 uns 10 bilhões de dólares (Cr$ 1 trilhão), segundo um estudo feito pelas Agência Robert Half, Inc. Esse número é uma estimativa baseada em cálculos de averiguações que a agência fez em 1977, quando se fixou o custo em 8 bilhões de dólares (Cr$ 800 bilhões).
Gillian Shaw, redator de economia do “Sun” de Vancouver, relata que o estudo indicava que, em média, 3,5 horas por trabalhador, por semana, eram desperdiçadas com o hábito de faltar na sexta-feira e na segunda-feira, de chegar atrasado no serviço, de conversar durante o trabalho, de fazer telefonemas pessoais e de usar tempo demais para tomar lanche por parte dos empregados. O presidente da agência comparou esse “roubo de tempo” com o crime de furto em lojas.
Os extremos do que ele chamou de “roubo de tempo planejado” incluíam coisas que envolviam pessoas que dirigiam diversos negócios pessoais durante o tempo da firma, usando até mesmo artigos de escritório e endereços comerciais da companhia para realizar seus empreendimentos particulares.
Muitos abusam até mesmo da hora do café, embora seja uma concessão feita pela firma depois de descobrir que foi impossível eliminar esse tipo de “roubo de tempo” nos anos que passaram.
O trabalhador cristão que aplica conscienciosamente o conselho bíblico, em Efésios 4:28, não contribuirá para tão tremenda perda, cujo custo pesará eventualmente no bolso de todos.
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