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Como reagirá às pressões?A Sentinela — 1974 | 1.° de fevereiro
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próprio Jesus, que “aturou tal conversa contrária da parte de pecadores”, aconselhou: “Continuai . . . a abençoar os que vos amaldiçoam, a orar pelos que vos insultam.” (Heb. 12:3; Luc. 6:27, 28) Tal reação ao ultraje verbal amiúde levou a uma mudança de coração da parte dos opositores.
OPOSIÇÃO NA PRÓPRIA FAMÍLIA
Outra tática de pressão é a oposição da família. Jesus advertiu de antemão seus seguidores, que deviam esperar isso. (Mat. 10:35, 36) Os membros de sua família talvez se queixem de que seu estudo da Bíblia causa tensão na família e que, se ‘realmente os amasse’, desistiria disso. Alguns têm cedido diante de tal tipo de pressão, pensando que seria melhor parar de estudar a Bíblia por um tempo, na esperança de que as coisas se ‘endireitassem’ mais tarde.
Mas é tal argumento válido? Pode-se alguma vez endireitar qualquer coisa pelo abandono do estudo da Bíblia, que foi “inspirada por Deus e [é] proveitosa . . . para endireitar as coisas”? (2 Tim. 3:16) Melhor é acatar o conselho de Gálatas 6:9: “Não desistamos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos.” E o que “ceifar”, bem pode ser a alegria de ver os membros de sua família aceitar a verdade por causa de seu exemplo firme. Certa testemunha de Jeová relata como isto se deu no caso dela:
“Quase desde o começo, meu marido se opôs a que eu freqüentasse os estudos bíblicos da congregação . . . Procurei muitas vezes raciocinar com ele e até mesmo o convidei às reuniões, para que visse por si mesmo a importância das coisas consideradas ali, mas sem resultado.” A oposição dele aumentou de ameaças vertais para golpes físicos. “Mas, nem mesmo isto me fez mudar de idéia”, explicou ela. Qual foi o resultado de esta senhora ‘não desistir’ da adoração de Jeová? Seu marido começou a freqüentar as reuniões das testemunhas de Jeová para “investigar”. Ele gostou do que ouviu, falou sobre isso a sua irmã e ela também começou a freqüentar o Salão do Reino. Pouco depois, tanto o marido como sua irmã foram batizados na mesma assembléia. Que resultado maravilhoso! E tudo isso porque uma esposa cristã se negou a ceder à pressão da oposição familiar.
ENGODOS ECONÔMICOS
Como reagirá se a pressão para transigir vier duma direção econômica? Talvez exatamente na ocasião em que está prestes para se decidir a devotar sua vida a Jeová, aparece uma promoção no seu emprego secular. Esta pode incluir um aumento tentador de ordenado e/ou outros benefícios materiais. Naturalmente, não há nada de errado com tais coisas em si mesmas. Mas, envolverá responsabilidades adicionais ou horas extras de trabalho? Interferirá com o tempo reservado para o estudo pessoal da Bíblia, a freqüência às reuniões cristãs e as atividades de pregação do Reino?
Pergunte-se: Por que surge tal oferta logo nesta ocasião? Quem é que realmente se agradaria em eu vender aos interesses seculares o tempo que já ‘comprei’ para a adoração de Jeová Deus? (Efé. 5:16; Col. 4:5) Lembre-se de que o Diabo afirma que você, leitor, está mais interessado na sua própria segurança econômica do que na adoração de Deus e que, quando a situação ficar difícil, você abandonará a Jeová. Ele fez esta afirmação com respeito ao servo de Deus, Jó. Mas, apesar de ser privado da família, dos amigos e dos bens, Jó negou-se a ceder diante de tal tática de pressão. Provou assim que era falsa a acusação de Satanás. Por causa da sua perseverança fiel sob a pressão, Jeová “abençoou o fim posterior de Jó mais do que seu princípio”. Será a sua reação à pressão econômica igual à de Jó? Em caso afirmativo, poderá ter certeza duma recompensa comparável. — Jó, capítulos 1 e 2; Jó 42:12.
LIVRAR-SE DUM MODO DE VIDA IMORAL
A atual chamada “nova moralidade” é outro ponto de pressão para os que desejam harmonizar sua vida com os ensinos bíblicos. Por exemplo, em alguns lugares, é comum que os casais passem a conviver, até mesmo constituindo família, embora não casados.
Quando tais pessoas aceitam um estudo bíblico com as testemunhas de Jeová, aprendem que Deus classifica tal relação consensual como fornicação. A Palavra de Jeová aconselha: “Fugi da fornicação.” (1 Cor. 6:18) Pessoas humildes, em todo o mundo, estão obedecendo a esta ordem e estão recebendo bênçãos abundantes por isso.
Quando a verdade da Bíblia tocou no coração duma senhora em Suriname, ela decidiu abandonar seu companheiro consensual, com quem havia vivido por cinco anos, dando-lhe vários filhos. Ele ficou enfurecido, espancou-a fisicamente e até mesmo ameaçou matá-la, se ela o abandonasse. Ela fez isso de qualquer modo. Com que resultado? Ela diz: “Devo confessar que a atual felicidade usufruída por mim e por meus filhos ultrapassa em muito as dificuldades que atravessamos.”
Deveras, permanecer fiel a Jeová sob pressão é a única coisa razoável a fazer. Mostra amor a Deus e ao próximo, prova que o Diabo e mentiroso, assegura a proteção e a bênção de Jeová e pode até mesmo ajudar os que lhe são achegados a investigar seriamente a verdade. Em vista disso, como reagirá às pressões?
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Bom êxito em servir a Jeová apesar de obstáculosA Sentinela — 1974 | 1.° de fevereiro
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Bom êxito em servir a Jeová apesar de obstáculos
Conforme narrado por Florentino Banda
QUANDO eu era jovem, havia duas coisas na religião que me incomodavam. Não conseguia aceitar o ensino de que o homem tem uma alma imortal. E repugnava-me a preocupação das igrejas com o dinheiro; parecia que sempre se faziam coletas. Por isso decidi mais ou menos evitar a religião.
Em 1923, emigrei do México para os Estados Unidos, onde há grande número de seitas religiosas. Ocasionalmente, ao passar por igrejas, eu entrava só para ver o que as pessoas faziam ali. E de fato, de vez em quando se fazia passar o prato de coleta! Eu dizia para mim mesmo: “Exploradores!”
ENCONTREI UMA RELIGIÃO QUE NÃO EXPLORAVA O POVO
Em 1928, eu morava em Houston, Texas, e em certa ocasião passei pela casa de alguns conhecidos, quando estavam de partida. “Aonde vão?” perguntei. Disseram-me: “Vamos a uma reunião. Não quer acompanhar-nos ?” Perguntei: “De que se trata? Porque se tiver que ver com política ou religião, não gosto disso.” Responderam: “Tem que ver com o estudo da Bíblia.”
“Ah!”, disse eu, “religião! Quem sabe, em outra ocasião.” E fui embora.
Passaram-se vários dias, e encontrei-me de novo com estes conhecidos; eles
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