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Resposta à oração de um presoA Sentinela — 1982 | 15 de janeiro
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sem se queixar, e construímos com ele um lindo Salão do Reino pequeno.
Logo depois, Jeová de qualquer forma, tornou possível construirmos nossa casa, e moramos confortavelmente nela até 1954, quando ficou tão danificada por causa de cupins, que exigia uma reforma. Tão logo fizéramos planos para isso, tornou-se evidente que o antigo Salão do Reino já era pequeno demais para a nossa congregação em expansão. Novamente, sem se queixar, minha esposa abriu mão de todo o dinheiro que economizáramos, e o doamos para o novo salão, construído depois junto à avenida principal. Novamente, porém, Jeová rapidamente tornou possível reconstruirmos nossa casa. Não fomos mal sucedidos por colocá-lo em primeiro lugar. — Mat. 6:33.
Alguns anos mais tarde, quando eu estava profundamente envolvido na construção de mais um terceiro Salão do Reino, minha esposa me disse: “Sabe, você tem um dos mais caros passatempos de que já ouvi falar.”
“Que passatempo?”, perguntei.
“Construir Salões do Reino”, disse ela, sorrindo.
CRIAÇÃO DOS FILHOS
Por volta da época do nascimento do nosso último filho, em 1956, tínhamos quatro meninos e seis meninas. Quando eram pequenos, considerávamos sempre com eles o texto diário da Bíblia. Percebemos também a necessidade de termos um estudo regular em família. Também, havia ocasiões quando a família inteira saía ao serviço de campo. Fizemos o máximo para criar nossos filhos “na disciplina e na regulação mental de Jeová”. — Efé. 6:4.
Tivemos alguns problemas difíceis ao longo do caminho. Mas houve bênçãos — muitas delas! Em diversas ocasiões, todos os nossos filhos saíram no serviço de pioneiro, servindo como proclamadores do Reino por tempo integral. Minha filha mais velha serviu com o pessoal de Betel durante alguns anos antes de se casar e constituir família. Nossas primeiras três meninas estavam entre as primeiras pioneiras especiais das Filipinas, e uma delas já serve fielmente por muitos anos como missionária na Tailândia. Todos os nossos filhos, exceto um, estão firmes na fé.
Minha segunda filha recebeu sua primeira designação de pioneira especial aos 17 anos de idade. Depois de sair de casa, a fim de assumir a designação, escreveu-nos uma carta que ainda não posso recordar sem que me venham lágrimas aos olhos. Disse que quando era mais nova pensava que eu era o mais cruel dos pais. Agora ela compreendia que, se não fosse a nossa firme disciplina como pais, ela nunca teria usufruído o maravilhoso privilégio do serviço de pioneiro especial (que mais tarde a levou à sua designação missionária no estrangeiro). Por isso, como pais cristãos, nunca devemos privar nossos filhos da disciplina. (Pro. 22:6) Eles precisam dela e a apreciarão mais tarde.
USUFRUTO DE PRIVILÉGIOS DE SERVIÇO
Tenho usufruído muitos privilégios em associação com o povo de Jeová. Por exemplo, tive o privilégio de organizar os primeiros restaurantes de assembléia nas Filipinas. Durante muitos anos, tive o grande privilégio de traduzir A Sentinela para o meu próprio dialeto. Nesse ínterim, vimos aquele pequeno grupo de 15 pessoas aumentar para 11 congregações grandes e prósperas.
Outro privilégio levou-me à Penitenciária Nacional perto de casa. De tempos em tempos, presos escrevem à Sociedade Torre de Vigia, buscando ajuda espiritual. Tais cartas são amiúde encaminhadas a mim, e tenho dirigido estudos bíblicos regulares com internos interessados, desde 1947. Assim, no decorrer dos anos, cerca de 50 tomaram posição a favor de Jeová e foram batizados enquanto ainda estavam na prisão. Numa certa assembléia de distrito, encontrei-me com 23 deles. Depois de serem soltos, alguns se tornaram pioneiros, bem como superintendentes viajantes, e muitos servem agora como anciãos.
Alguém que eu nunca esperava encontrar na prisão era o desassociado que pregou para mim pela primeira vez sobre Jeová. Este homem fora preso, acusado de colaborar com os japoneses. (Mais tarde, recebeu indulto e foi solto.) Enquanto esteve preso, comparecia humildemente às reuniões que eu presidia. Muitos anos depois, em 1975, fiz parte da comissão judicativa que considerou seu pedido de readmissão. Assim, depois de quase 40 anos como desassociado, ele podia novamente associar-se livremente com o povo de Deus.
Durante todos esses anos, minha esposa tem sido deveras de grande ajuda — uma apoiadora leal no serviço de Deus. Agora, nós dois podemos olhar para trás, para mais de três décadas de serviço a Jeová. Tendo buscado e encontrado Jeová, cumpro aquela promessa feita há anos no campo de prisão japonês. Quão grato sou por ter encontrado a Jeová Deus durante os anos produtivos de minha vida e ter podido gastá-los no seu serviço!
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1982 | 15 de janeiro
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Perguntas dos Leitores
● Romanos 8:30 fala sobre os cristãos serem ‘glorificados’. Quando se dá isso, e como se relaciona esta ‘glorificação’ com eles serem ‘chamados’ e ‘declarados justos’?
Em Romanos, capítulo 8, o apóstolo Paulo comenta o trato de Deus com os cristãos ungidos com o espírito. Deus realiza seu propósito, honrando-os ou glorificando-os por dar-lhes conhecimento de suas verdades, inclusive de seu propósito de torná-los “co-herdeiros de Cristo” no céu. (Rom. 8:14-17) Paulo escreveu também, em parte:
“Aqueles a quem [Deus] deu o seu primeiro reconhecimento, a esses também predeterminou que fossem modelados segundo a imagem de seu Filho, para que este fosse primogênito entre muitos irmãos. Ademais, os que ele predeterminou são também os que chamou: e os que ele chamou são também os que declarou justos. Finalmente, [ou: E] os que ele declarou justos são também os que glorificou.” — Rom. 8:29, 30.
Alguns se perguntaram sobre a seqüência: ‘chamados, declarados justos, glorificados’. Isto poderia ser encarado como uma série de passos que culminam em os cristãos ungidos receberem uma gloriosa vida espiritual no céu. Todavia, note o tempo das palavras de Paulo: “Os que ele declarou justos são também os que glorificou.” Ele parece estar falando de algo que já aconteceu, o que não seria assim, se ele se referisse à glorificação dos cristãos pela sua ressurreição para a vida celestial no futuro.
Além disso, embora a ressurreição de alguém, por Deus, para ser governante no domínio espiritual seja uma ‘glorificação’, as pessoas podem ser ‘glorificadas’ de muitas outras maneiras. (Veja Romanos 8:17; João 7:39.) Jesus foi “glorificado” na terra por meio de seus milagres. (João 11:4) Cristo falou sobre um homem humilde ser ‘honrado’ ou glorificado por receber um
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