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Quando os inimigos se acham na nossa própria casaDespertai! — 1973 | 22 de julho
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um hospital. Tentei dizer-lhes que não estava doente, e esforcei-me de resistir. Mas, obrigaram-me a entrar no carro. Quando saí, verifiquei que me tinham levado para um hospital de doentes mentais.
“O quarto onde me puseram era muito sujo e fedia a urina. Era tão imundo que eu não me sentei, mas fiquei de pé dois dias sem dormir. Por fim, limparam um pouco o quarto. Mas, foi uma experiência terrível viver entre pessoas realmente loucas. Apenas por invocar a Jeová em oração consegui suportar tais condições.
“Daí, subitamente, fui libertado. Soube que isto aconteceu por causa de meu filho, que é capitão dum navio e que se achava em França nessa ocasião. Quando ouviu dizer o que acontecia comigo, enviou um telegrama exigindo que fosse liberto imediatamente. Quão grato fiquei!
“Quando voltei para casa, minha família estava envergonhada do que me haviam feito. Não parei de estudar, mas aumentei minha ingestão de alimento espiritual, tanto pelo estudo pessoal como por assistir regularmente às reuniões. Logo comecei a falar as ‘boas-novas’ a outros e mais tarde fui batizado.
“O que dizer de minha família? Felizmente posso dizer que minha filha que foi a principal responsável por eu ser maltratado assiste agora com assiduidade às reuniões das testemunhas de Jeová junto com outra das minhas filhas. Minha esposa e minhas filhas participam na consideração de um texto bíblico cada dia. Quão feliz me sinto de ter suportado minhas provas!”
● Outro exemplo do que pode acontecer é o caso de um rapaz da Irlanda. Devido à violência e ao derramamento de sangue que assinalavam o conflito entre católicos e protestantes na Irlanda, este rapaz se fez ao mar como mordomo dum navio de refrigeração de carga que se destinava à Nova Zelândia. Em alguma parte do caminho, alguém colocou os livros ‘Santificado Seja o Teu Nome’ e É a Bíblia Realmente a Palavra de Deus? na biblioteca do navio. Vendo tais livros, o rapaz decidiu lê-los para ver se esta religião ensinava e praticava a paz.
Ficou tão impressionado com o que leu que, ao chegar em Timaru, na Nova Zelândia, localizou de imediato o Salão do Reino das testemunhas de Jeová e assistiu às reuniões. Antes de o navio partir, as testemunhas de Jeová supriram-no de publicações adicionais e explicaram que talvez tivesse de enfrentar oposição por parte dos membros de sua família e de seus colegas, quando voltasse para casa em Londonderry, Irlanda.
De volta à Irlanda, o rapaz teve um confronto com seu pai. Seu pai disse que, caso visse seu filho dando testemunho de casa em casa, ele o atropelaria com seu carro. Quando seu filho ficou obviamente atônito, o pai admitiu que não teria coragem de fazer isso ele próprio, mas que ‘conseguiria alguns rapazes para fazê-lo, e, quando encontrassem o corpo dele, culparia os adeptos da sociedade de Orange [os protestantes].’
Mais tarde, em Londres, o rapaz, cabalmente abatido e pensando em voltar ao mar, pensou em abandonar a verdade que aprendera. Mas, o que foi que fez? Escrevendo às testemunhas de Jeová em Timaru, conta o ocorrido: “Comecei a pensar: Seria correto abandonar a Deus depois de realmente o ter encontrado pela primeira vez? Não! Não era correto abandonar a Deus. Assim, telefonei para Betel [a sucursal da Sociedade Torre de Vigia] em Londres, a fim de obter o endereço do Salão de Reino mais próximo. Sinto-me agora feliz de dizer que estou com meus irmãos e minhas irmãs aqui.
● Um senhor muçulmano em Israel que começou a estudar a Bíblia também enfrentou a oposição da família. A esposa ficou especialmente suspeitosa do interesse dele nas “boas novas”. Acusou-o de desejar abandoná-la a fim de se casar com uma mulher cristã. Também declarou a intenção de ir embora com os filhos, e trouxe vários membros da família dela e dos parentes dele para tentarem persuadi-lo a abandonar sua nova fé. Os vizinhos se juntaram na discussão e na oposição. Daí, as autoridades muçulmanas iniciaram uma campanha contra ele, denunciando a ele e às testemunhas de Jeová em geral, num discurso proferido na mesquita local. Até pessoas supostamente cristãs lhe disseram que devia voltar à sua antiga religião.
Mas, durante tudo isso, o senhor permaneceu firme. Agora já começa a ver algumas mudanças. Um exemplo disto foi quando sua esposa interrompeu o estudo bíblico domiciliar dele e perguntou: “Será que eu não terei parte alguma nesse paraíso? Eu também quero viver nessa nova ordem.”
Na verdade, até mesmo se os membros da família demonstrarem ser “inimigos”, podemos suportar a oposição sem desistir, e, talvez, ter a feliz experiência de vê-los mudar de atitude.
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Examinando mais de perto a línguaDespertai! — 1973 | 22 de julho
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Examinando mais de perto a língua
‘ESTIQUE a língua e diga Aahh!’ Nem é possível imaginar o número de vezes que os médicos repetiram isso com o passar dos anos. Os médicos há muito avaliam a importância da aparência da língua ao examinarem um doente. Em especial, no passado, os médicos tinham de confiar mais em suas próprias faculdades de observação do que nos testes de laboratório.
Ao passo que a língua deveras reflete certas mudanças ou doenças em outras partes do corpo, verificou-se que raramente pode ser usada para diagnosticar uma doença específica. No entanto, a escarlatina é uma das doenças em que a condição da língua é de importância no diagnóstico, a pessoa que tem esta doença ficando com o que se chama de “língua amorangada”.
A Língua e Sua Superfície
Um órgão ímpar, a língua é um maço bem móvel de músculos recobertos de uma superfície extremamente sensível.
Os músculos na língua podem achatá-la, enrolar sua ponta e até as extremidades quando assobia. Tais movimentos tornam-se possíveis graças a os músculos da língua serem entretecidos e correrem em várias direções. Há músculos que começam na ponta da língua e se estendem para trás. Há músculos que vão em geral de um lado para o outro. E há os que sobem e descem. Todos eles permitem à língua seus variados movimentos.
A superfície da língua é constituída de numerosas projeções pequenas que dão a ela a sensação um tanto aveludada. (Na família dos gatos, as saliências
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