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  • ‘Seguir de perto os seus passos’
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
w70 1/10 pp. 584-587

‘Seguir de perto os seus passos’

Conforme narrado por George J. Rowan

“EU TENHO um livro publicado em 1889, que explica tudo sobre esta guerra e diz que ela viria em 1914.” Assim me disse meu cunhado em abril de 1915, quando nós dois falávamos sobre a situação do mundo, que então piorava. Pedi-lhe que me mostrasse o livro, e resultou ser Está Próximo o Tempo de Charles Taze Russell, fundador-presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos E. U. A.). Devorei logo a sua mensagem.

Vendo que eu estava tão absorto no que lia, meu cunhado ofereceu-me este e mais dois livros do mesmo autor. Agradei-me muito com os seus tesouros de conhecimento bíblico! Estudei-os cuidadosamente, começando com O Plano Divino das Eras. Visto que eu não havia sido doutrinado com os ensinos falsos da cristandade, minha mente estava suscetível aos fatos e aos raciocínios bíblicos.

Sempre fui e ainda sou leitor vagaroso, de instrução apenas moderada, de modo que tudo isso levou tempo. Mas logo de início, tive a certeza de ter encontrado a verdade sobre a Bíblia. Escrevi ao escritório da Sociedade Torre de Vigia em Melbourne, e obtive todos os outros livros e referências bíblicas disponíveis. Quando haviam passado dois anos, eu havia lido todos os seis dos “Estudos das Escrituras” do Pastor Russell. Que banquete espiritual! E pensar-se que o Criador perfeito oferecia vida celestial aos que se amoldassem à imagem do seu próprio Filho. — Rom. 8:29.

Mas quem era eu para pretender alcançar um alvo tão glorioso? Gleniffer, no rio Bellinger, na Nova Gales do Sul, na Austrália, era o lugar onde nasci em dezembro de 1888. Morávamos numa granja de lacticínios e continuei ali até os vinte e cinco anos de idade. A partir de novembro de 1913, fui condutor de bonde em Sydney, e depois disso comecei a me interessar nas Escrituras. Mas então começou a ocorrer uma grande mudança na minha vida.

COMEÇO DUM NOVO RUMO

Certa manhã, em fevereiro de 1917, no decurso duma palestra com um homem que andava no bonde, comecei a contar-lhe o que havia aprendido da Bíblia. Jesus Cristo contava aos seus discípulos as coisas que havia ouvido de seu Pai. Como podia então deixar de falar às pessoas sobre o que havia aprendido? Pois bem, acontece que este homem era um Estudante da Bíblia (como então se chamavam as testemunhas de Jeová) e ele me convidou a freqüentar um grupo de estudo. Imagine a minha alegria encontrar mais cinqüenta com os quais podia estudar e considerar as verdades preciosas. Daquele tempo em diante, nunca mais olhei para trás. Quanto mais eu estudava, tanto mais valiosa se tornava a verdade, e tanto mais eu queria seguir os passos de Jesus.

Depois veio a publicação do Mistério Consumado. Este livro criou bastantes controvérsias. Era deveras uma condenação franca da religião falsa! Embora alguns se sentissem tímidos quanto à promoção de sua distribuição entre o público, eu quis ter parte em distribuir o máximo número de exemplares possível. Havíamos estudado a respeito de “Babilônia, a Grande”, e agora tínhamos a oportunidade de participar em expor o que a Bíblia chamava de “grande meretriz”. Jesus também havia exposto a religião falsa durante o seu ministério. Seus seguidores não podiam fazer menos do que isso. — Rev. 17:1, 5.

No devido tempo, recebi cinqüenta exemplares deste livro muito debatido, e tive o privilégio de organizar alguns destemidos para a sua distribuição de casa em casa, nos fins-de-semana. Fui batizado em outubro daquele mesmo ano, 1917. Estava assim obrigado a harmonizar minha vida com o exemplo perfeito deixado por Jesus. Nós poucos tínhamos naqueles dias toda a cidade de Sydney como nosso território. Era realmente território “virgem”, com maravilhosas oportunidades para suscitar interesse. Ainda há aqui em Sydney um “pioneiro” ou pregador de tempo integral das boas novas do Reino a quem tive o privilégio de levar as primeiras publicações esclarecedoras da Bíblia que ele recebeu.

ABANDONO DE TUDO PARA SEGUIR

Vez após vez me vinham à mente as palavras do Plano Divino das Eras:

“Obter este conhecimento e esta força, que Deus assim se propõe fornecer a cada um dos que correm pelo prêmio celestial, seguramente testará a sinceridade de sua [dedicação]. [Dedicou] todo o seu tempo, todos os seus talentos, ao Senhor; agora a questão é: Quanto deles está dando? . . . Mas não pense que o dar termine quando se deu o tempo e a energia necessários a este estudo: não termina, não. A sinceridade de seu sacrifício de si mesmo será plenamente testada . . . Se se aplicar à Palavra de Deus e acolher as suas veredas num coração bom, honesto, [dedicado], ela gerará no seu íntimo tal amor a Deus . . . e tal desejo de falar das boas novas, de pregar o evangelho, que se tornará daí em diante o tema todo-absorvente da vida.”

No outono de 1918 abandonei meu emprego secular e fiz arranjos para começar a obra de pregação de tempo integral em Melbourne. Meu companheiro tinha uma charrete e eu tinha uma bicicleta. E lá fomos nós ao território rural, acampando onde a noite nos encontrasse. No primeiro dia — nenhuma colocação! Mas no dia seguinte, fazendo novo esforço para vencer o nervosismo inicial, nunca me esquecerei da emoção de colocar a primeira coleção de livros com alguém que estava realmente interessado na Bíblia!

Retornamos então a Melbourne, para um congresso no Tabernáculo, nosso local de reunião ligado à filial da Sociedade. Que alegria era encontrar-se com cerca de cem Testemunhas de todas as partes do país e de ter companheirismo com elas por quatro dias. Tínhamos muito em comum — especialmente a avidez de aprender mais sobre o exemplo de Jesus e de segui-lo.

Em 1920 tivemos a primeira visita dum “peregrino”, um representante da Sociedade de Brooklyn, Nova Iorque. Ele visitava todas as grandes cidades da Austrália, proferindo o discurso “Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão”. Participar com ele na publicidade dos discursos e ouvir as suas conferências espirituais à congregação local me deu um verdadeiro estímulo. Era o que eu precisava em matéria de encorajamento para me apegar ao ministério de pregação por tempo integral. Para se perseverar na corrida pela vida, é preciso manter os olhos fixos no exemplo perfeito, Jesus. — Heb. 12:1, 2.

MUITAS LEMBRANÇAS FELIZES

Em 1922, foi convidado a servir na filial da Sociedade, naquele tempo em Melbourne, e ali permaneci por três anos. Daí, em 1925, casei-me, e minha esposa e eu continuamos como pregadores pioneiros na região de Sydney. Passaram-se onze anos, e mais uma vez fui convidado com a minha esposa para servirmos na filial australiana, que então se havia mudado para Sydney. Destacara-se então o uso de vitrolas e de discos, e foi um dos meus trabalhos fabricar centenas de caixas e montar as vitrolas para uso das Testemunhas no campo.

Lembro-me de que certo dia eu disse ao servo encarregado da filial: “Já pensou em dar testemunho aos homens a bordo dos navios?” “Acho que seria uma boa idéia”, respondeu ele. “Experimente, e deixe-me saber como vai.” Pois bem, fiz isso, começando em 1946, quando minha esposa e eu voltamos ao ministério e pioneiro.

Desde aquele tempo, os navios têm sido meu principal campo de trabalho. Fiz questão de estudar o modo de vida nos navios, e como eu tinha de falar e agir para ser bem recebido a bordo dos navios com a mensagem do Reino. Achei necessário obter dois passes das autoridades marítimas, e estes me davam direito de ir a bordo de “todos os navios, em qualquer ocasião”. Até o presente, tenho tido o privilégio de testemunhar em mais de 12.000 navios de todas as nacionalidades, e o trabalho se torna cada dia mais interessante.

Tem sido um prazer observar os frutos deste serviço. Sei de diversos marinheiros que se tornaram servos dedicados de Jeová. Outros aceitam a literatura prontamente, e daí, na próxima viagem, há mais palestras, iniciando-se talvez até mesmo um estudo bíblico. A quantidade aproximada de Bíblias e de publicações bíblicas que coloquei com homens em navios, desde 1948, é de 6.000 livros encadernados, 6.000 folhetos e 20.300 revistas. Isto certamente é um montão de testemunho!

Durante os anos de meu serviço de tempo integral, gastei muitos milhares de horas dando testemunho, e, ao olhar para trás, é maravilhoso pensar em quão rapidamente o tempo se foi. Por outro lado, tem sido muito satisfatório observar alguns aos quais ajudei aproveitar-se de privilégios maiores, treinando por sua vez outros e passando a ser superintendentes em muitas partes do campo. Naturalmente, é Jeová que dá o crescimento, enquanto plantarmos e regarmos fielmente.

Agora já se passaram mais de cinqüenta e um anos desde que comecei a servir os interesses do Reino por tempo integral. Passei por muitas provas e severas provações, algumas delas de partes inesperadas, mas tenho-me esforçado a impedir que quaisquer sentimentos pessoais afetassem adversamente o meu amor leal ao nosso Pai celestial e a minha determinação de continuar a harmonizar-me com a imagem de seu querido Filho. O Salmo 91:4 me tem dado grande conforto em todas as circunstâncias.

Minha esposa e eu temos lembranças preciosas das maravilhosas assembléias internacionais de 1958 e 1969. A assembléia de 1958, no Estádio Ianque, na cidade de Nova Iorque, satisfez um desejo que eu tive por mais de trinta anos — conhecer de primeira mão os arranjos teocráticos na sede em Brooklyn e encontrar-me com alguns dos homens mais idosos cujos discursos eu havia lido durante anos nos Relatórios dos Congressos. Naturalmente, no decorrer dos anos, nunca duvidei de que Jeová usava ricamente a Sociedade Torre de Vigia com relação ao seu propósito bondoso de fazer que se preguem mundialmente as “boas novas”.

As Assembléias “Paz na Terra” foram inesquecíveis. Ficamos contentíssimos de poder assistir também em Auckland e em Suva, bem como em Melbourne, durante 1969. Imagine como nos sentimos quando comparamos os 25.837 presentes na Feira de Melbourne, com os cem que se haviam reunido na mesma cidade em 1918! Os temas apresentados da tribuna eram instrutivos e estimulantes, mostrando-nos especialmente como devemos viver e servir no “tempo do fim” deste sistema condenado de coisas. E quanta alegria dava encontrar outras Testemunhas de longe e perto, e estimular-nos uns aos outros a obras ainda maiores de fé, nos dias futuros!

Por certo, foi pelo espírito de Jeová que tais assembléias foram arranjadas e realizadas com bom êxito! Deveras, em resultado disso podemos esperar afluência ainda maior de homens e mulheres tementes a Deus à organização que Jeová usa tão notavelmente para o seu próprio louvor! Da nossa parte, estamos decididos, com a Sua ajuda, a continuar a proclamar a maravilhosa mensagem vitalizadora a outros. Jeová nos tem dado força adicional.

CAMPO FRUTÍFERO

Novamente de volta na minha designação, tenho algumas experiências maravilhosas entre os marinheiros. Muitas vezes penso em como também Jesus teve muito que ver com homens conhecedores de barcos, selecionando dentre eles até mesmo alguns dos seus apóstolos. Num caso, eu havia colocado o livro Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado com um homem, e quando voltei depois de duas ou três semanas e subi a escada do portaló, ele chamou: “George, você é o homem que quero ver. Aquele foi o livro mais interessante que já li. Quero ver quantos mais tem iguais a ele.”

Outro homem que recebeu de mim o livro Paraíso disse, quando o revistei: “Quando li aquele livro, sabia que havia encontrado a verdade. Convenceu-me plenamente. Quero mais livros que me ajudem a fazer a vontade de Deus, para que possa ganhar a vida.”

Ainda outro, que costumava ficar com livros e revistas durante uns dezoito meses disse: “George, se eu não chegar ao ponto de fazer a vontade de Deus e dedicar a minha vida a ele, sei que acabarei junto com este velho sistema de coisas na destruição.” Perguntou então como ele podia dar testemunho assim como eu a bordo do navio. Aconselhei-o a manter um pequeno suprimento de literatura na sua cabine e a falar com os homens na hora da refeição ou em outras horas de folga. Agora ele tomou três meses de licença para estudar e dedicar sua vida a Deus, antes de voltar ao seu novo.

Há pelo menos três despenseiros de bordo que estão interessados e me convidaram a aceitar a sua hospitalidade, cada vez que seus navios atraquem aqui. Um capitão fica regularmente com as revistas e sempre tem prazer de me ter como seu convidado. Alguns dos com quem entrei em contato mantiveram este até mesmo por correspondência. Estas experiências me fizeram lembrar as palavras registradas em Eclesiastes 11:1: “Envia teu pão sobre a superfície das águas, pois no decorrer de muitos dias o acharás de novo.” Parece tão aplicável, quando se pensa em que “águas”, nas Escrituras, amiúde simbolizam “povos”.

É também apropriado mencionar aqui nosso apreço do serviço fiel e destemido prestado pelos três presidentes da Sociedade, C. T. Russell, J. F. Rutherford e N. H. Knorr. Ao passo que, junto com companheiros diligentes, cumpriram a vontade do Mestre em servir alimento espiritual a todo o grupo de servos de Deus na terra, no tempo devido, eles foram e são para nós verdadeira inspiração. — Mat. 24:45-47.

Tendo agora oitenta e um anos de idade, e padecendo de diversas incapacidades físicas, eu gostaria de exortar a todos os que puderem que se empenhem na atividade de pregação por tempo integral e permaneçam nela enquanto puderem. Tive muita satisfação em fazer isso, sempre acatando o lembrete do apóstolo Pedro: “Fostes chamados para este proceder, porque até mesmo Cristo sofreu por vós, deixando-vos uma norma para seguirdes de perto os seus passos.” (1 Ped. 2:21) Com a ajuda de Jeová, pretendo continuar neste serviço, reservando as minhas parcas energias para o louvor Daquele que nos deu seu próprio Filho como sacrifício pelos nossos pecados e como Modelo de devoção a seu Deus e nosso Deus.

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