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Nas garras da morteDespertai! — 1981 | 22 de março
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ao cinema grande ao invés de ao menor, se tivesse entrado no bote salva-vidas ao invés de pulado em cima da grande coluna de sustentação da plataforma, se tivesse chegado tarde demais para conseguir um colete salva-vidas, se estivesse se segurando no cabo de aço quando este arrebentou, se não tivesse entrado numa balsa protegida por uma cobertura — em todos estes casos ele poderia ter perdido a vida, ao invés de sobreviver. Ser jovem, bem treinado e acostumado ao mergulho livre, sem dúvida ajudou, mas estes não foram os fatores decisivos.
O que decide, em tais situações, não é estar entre os “ligeiros” ou entre os “poderosos”, mas, sim, o tempo e o “imprevisto”. A verdade não é, como dirão alguns líderes religiosos, que Deus age de um modo especial quando ocorrem tais desastres. Pelo contrário, através da Bíblia ele torna claro que muitas coisas na vida são acontecimentos casuais.
Livrar-se das garras da morte pareceu um milagre para muitos sobreviventes e produziu um senso de gratidão por estarem vivos. O mesmo senso de gratidão pode, de fato, ser sentido por muitos de nós ao lermos relatos tais como este. Além de tudo, deveríamos ser gratos pela nossa vida todos os dias, por termos tempo para fazer um pouco de bem em favor de nossos semelhantes e de demonstrarmos gratidão ao nosso Criador — “porque o tempo e o imprevisto,” sobrevêm a todos nós.
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A nossa busca da fama, nos ringues de boxeDespertai! — 1981 | 22 de março
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A nossa busca da fama, nos ringues de boxe
ERA 21 de janeiro de 1966. Sentado num banco, no canto do ringue de boxe, eu achava que estava finalmente no limiar da fama e da fortuna. Tudo o que me restava fazer era vencer esta luta e daí Francisco San José seria proclamado o campeão espanhol de boxe, categoria peso pesado. O próximo degrau seria o campeonato europeu.
Meus devaneios foram abruptamente interrompidos pelo soar do gongo, e começou o primeiro assalto. Meu adversário, Mariano Echevarría, tinha, obviamente, iguais ambições e entramos num duro combate que durou 12 assaltos. Ambos éramos truculentos e não houve tréguas. Naquele dia sagrei-me campeão espanhol, categoria peso pesado — uma vitória por pontos.
Como menino, na minha cidade natal, Toro, Zamora, no noroeste da Espanha, eu era conhecido como brigão de rua. Embora fosse educado num colégio católico, meus estudos não me corrigiram. Saí da escola para uma vida de delinqüência e imoralidade.
Apaixonei-me por uma moça local, mas ela não me quis namorar, a menos que eu mudasse meus modos. Assim, comecei a me transformar um pouco, mas meu desejo ainda era lutar. Desde que a única maneira legal e “nobre” seria lutar como pugilista, comecei a lutar boxe. Em 1963, representei a Espanha nos jogos do Mediterrâneo, realizados em Nápoles, Itália, e ganhei uma medalha de bronze. Contudo, ao invés de tentar me classificar para as Olimpíadas de Tóquio, que seriam realizadas no ano seguinte, optei por me tornar profissional. Afinal de contas, se eu corria riscos, deveria também ser pago por isto.
Mas, para onde é que isto me levou? Seis meses após eu ter conseguido o título espanhol da categoria peso pesado, meu rival, Echevarria, me bateu em seis assaltos. Eu não era mais o campeão. Durante os seguintes quatro anos, lutei 23 vezes, venci 11, perdi 9 e empatei em 3. Aos poucos, comecei a entender que estava sendo manipulado pelos patrocinadores e empresários para promover a carreira dos outros. Em 1969, um redator esportivo se referiu a mim como sendo um “sacrifício propiciatório”. Visto que eu precisava de dinheiro, em duas ocasiões colaborei com o que em espanhol chamamos de tongo, que significa luta fraudulenta (“marmelada”). Quando me recusei a cooperar num negócio semelhante, em 1967, o juiz se certificou de que eu perdesse. Finalmente, acabou vindo à tona que, em muitos casos, os campeonatos são decididos nos escritórios dos empresários das lutas, e não no ringue.
No início de minha carreira, convenci meu irmão mais moço, Carlos, a tentar o boxe. A seguir, a sua versão da história:
Enquanto Francisco fazia boa carreira como pugilista amador, eu vencia corridas cross-country. Contudo, pendia para olhar e seguir o exemplo de Francisco.
Certo dia, em 1963, Francisco chegou em casa e anunciou que havia arranjado a minha primeira luta. Autorizado pela Federação de Boxe de Valladolid, eu lutaria contra um boxeador chamado Sanchez, numa luta que seria travada em nossa cidade natal. Fiquei nervoso, mas não poderia decepcionar o pessoal de minha própria cidade. Ganhei por nocaute, no segundo assalto. A multidão ficou histérica e me carregou pela cidade, em seus ombros. Fiquei embriagado com o sucesso. Com este primeiro gosto da vitória, peguei o “vírus” do boxe e fiquei “louco” por ele, e também comecei a sonhar com a fama e a fortuna no ringue.
Mudei-me para Madri, à fim de obter o treinamento correto e lutas. Em 1965, e de novo no ano seguinte, tornei-me campeão espanhol, amador na minha categoria de peso. Fui escolhido para integrar a equipe nacional espanhola para lutar contra a França, e, em nível regional, contra equipes da Alemanha e de Portugal. Todas estas lutas amadoristas eram degraus rumo à carreira profissional.
Chegou, por fim, o há muito esperado dia — 23 de novembro de 1966. Minha estréia profissional em Madri foi contra Ben Bachir. Venci por nocaute. Pouco imaginava então que encontraria Ben Bachir, anos mais tarde, em circunstâncias completamente diferentes. A seguir, uma série de adversários internacionais começaram a cair diante de meus punhos, alguns por nocaute e outros por pontos. Mas, a luta que teve o mais profundo impacto aconteceu em Barcelona, em 30 de dezembro de 1969, contra Bernard Daudu, experiente pugilista nigeriano.
Embora fosse pessoa quieta e reservada, fora do ringue, uma vez a luta tivesse começado, eu me transformava numa feroz máquina esmurradora, com a única intenção de massacrar meu rival. Lembro-me das palavras de um treinador, nos meus dias de amadorismo: “Ao entrar no ringue, lembre-se de que deve liquidar seu adversário de qualquer jeito que puder. Entre lá com ódio no coração e arrebente-o em pedaços. É seu inimigo. Não tenha dó dele.”
À medida que a luta prosseguia, meus golpes erravam o alvo. A multidão começou a ficar impaciente. Queriam sangue. Era uma luta de oito assaltos e faltava apenas mais um. Eu estava no canto, ouvindo o excitado conselho do meu segundo [assistente]: “Acabe com ele neste assalto, caso contrário vai perder a luta!” Com isto, meu sangue ferveu, e, ao soar do gongo, saí cheio de fúria e ódio. De repente mais ou menos na metade do round, acertei o queixo dele com um gancho de esquerda, seguido de um direito no fígado. Ele balançou nas cordas e bati nele de novo. Caiu por nocaute.
Passadas as breves formalidades da vitória, rapidamente deixei o ringue, troquei de roupa e apanhei o trem de volta a Bilbao. Quando desci do trem, minha esposa e minha irmã estavam lá, para me cumprimentar, mas me pareciam estranhas. Qual era o problema? Deram-me a notícia. Daudu morrera de hemorragia cerebral!
É difícil descrever minha reação ao ouvir tal notícia. Chorei longa e amargamente. Não pude crer que meus punhos haviam causado a morte de outro homem.
Mas, quão estranha é a natureza humana! Quão facilmente racionalizamos! Logo comecei a achar desculpas para justificar minha permanência no boxe. Outros, que tinham interesse na minha carreira, ofereceram seus conselhos: “Foi um acidente. O boxe é um esporte. Você não é culpado. Os danos foram, provavelmente, causados na luta anterior.” “Agora é sua chance de capitalizar a fama que conseguiu.” Mas, bem lá no fundo, nenhum deles me agradou. Eu sabia que o boxe o havia matado, mas fui eu o executor que deu o golpe de misericórdia.
Três meses mais tarde, eu estava de volta ao ringue, em Madri. Na TV quiseram saber o que achava de minha carreira após a trágica ocorrência. Respondi que estava decidido a continuar no boxe.
Uma vitória após outra, finalmente conduziram-me à grande oportunidade, em 25 de dezembro de 1970. Era o duelo pelo título espanhol, meio-médio pesado. O local: Bilbao, Vizcaya. Meu rival: Jose María Madrazo, um lutador experiente. Eu, porém, era mais jovem e mais forte e no sexto assalto levei-o duas vezes à lona. Ele estava sendo muito castigado, de modo que finalmente o juiz interrompeu a luta e me concedeu um nocaute técnico. Por fim, consegui o que meu irmão conseguira mais de quatro anos atrás. Tornei-me campeão espanhol.
Mas, mais de um ano antes de eu ter atingido este alvo, meu irmão Francisco se afastara do boxe. Por quê? Permita que ele lhe conte.
Embora me considerasse mais ateu do que católico, quando as Testemunhas de Jeová me visitaram, eu estava curioso de saber o que criam. Admirava sua coragem. Eram obviamente sinceras. Embora não cresse em tudo que ensinavam, estava interessado em conhecer e entender a Bíblia. Com a ajuda semanal das Testemunhas, estudei a Bíblia junto com o compêndio A Verdade que Conduz à Vida Eterna.
As Testemunhas nunca mencionaram o boxe. Mas, quando estudamos o capítulo 14, “Como se Identifica a Religião Verdadeira”, compreendi que o sinal identificador do cristão deve ser o amor. Aprendi que Jesus dissera: “Nisso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:35) O livro seguia explicando: “Teria de ser amor que afete profundamente cada aspecto da vida diária.” No meu caso, incluía o boxe.
Aproximava-se uma luta especial. Meu irmão Carlos e eu aparecíamos no mesmo programa, San José I e San José II, como éramos conhecidos nos meios profissionais. Meditei profundamente sobre minha situação, pedindo, em oração, a ajuda de Deus. Deveria e poderia eu continuar boxeando e ainda chamar-me de cristão? Após muito esquadrinhar minha alma, decidi que a luta no Bilbao Bull Ringue, em 17 de outubro de 1969, seria minha última.
Quando anunciei à imprensa minha despedida do ringue, por razões de consciência religiosa, isto estourou como bomba. Carlos era incapaz de crer que quatro meses de estudo bíblico poderia causar tal mudança em mim. Meus “amigos” no mundo do boxe, tentaram me fazer voltar atrás em minha decisão. Ofereceram-me a oportunidade de disputar o título europeu, envolvendo grande soma de dinheiro. Embora necessitasse do dinheiro, não vacilei na minha decisão.
Voltei com a família para minha cidade natal, Toro, onde desde então travo um tipo diferente de luta, o combate cristão. A verdade bíblica mudou minha personalidade. Para ilustrar o que quero dizer, houve o caso, algum tempo atrás, quando fazia visitas de casa em casa para falar sobre a Bíblia, e um camarada truculento ameaçou me empurrar escada abaixo. No passado, isto seria o sinal de que havia chegado a hora de liquidá-lo com alguns uppercuts (golpes no queixo, de baixo para cima). Ao invés disso, consegui tirá-lo do mau humor e terminar a conversa pacificamente. — 2 Tim. 2:24-26.
Não tem sido fácil transformar minha personalidade, trocar o uso dos punhos pela força da razão. Mas estou certamente mais contente por estar com minha família, trabalhando a terra, cuidando de animais e servindo humildemente a Deus. Que contraste com as deslumbrantes luzes das arenas de boxe e a ânsia de sangue da multidão agitada! — Rom. 12:1, 2; Col. 3:10, 12.
Embora minha decisão de abandonar o ringue deixasse Carlos intrigado, ele continuou sua carreira. Deixe-o contar o que aconteceu:
Cerca de um ano após o afastamento de Francisco, bateram à minha porta. Era a mesma Testemunha que o visitara. Eu o convidei a entrar e, após uma conversa, ele me convidou a estudar a Bíblia. Minha idéia era “O saber não ocupa espaço” e, de qualquer modo, eu estava curioso para saber o que é que tinha influenciado tanto meu irmão. Assim, aceitei um estudo, mas deixei claro que Eu jamais deixaria de lutar boxe por causa de religião.
Acho que minha primeira grande surpresa foi quando verifiquei os Dez Mandamentos no livro bíblico de Êxodo. Eu pensava que os sabia de cor, desde os dias de escola, mas, tais mandamentos na Bíblia diferiam da versão eclesiástica. Por exemplo, eu nunca ouvira falar no segundo mandamento, que proíbe o uso de imagens na adoração. Tal omissão foi acobertada na versão da Igreja por criar dois mandamentos baseados no décimo. Esta fraude me abriu os olhos. — Êxodo 20:4-6.
Após apenas alguns estudos bíblicos comecei a ter uma verdadeira luta com minha consciência. Minha esposa estava aceitando a verdade cristã, e eu podia ver a escrita na parede para os meus dias de boxeador, caso persistisse no estudo da Bíblia. Assim, por algumas semanas evitei os estudos e nas próximas simplesmente torcia para que as Testemunhas se esquecessem de vir. Apesar disso, a Bíblia já estava influenciando meu modo de pensar. Compreendi isto quando defendia meu título de meio-médio pesado, em 10 de outubro de 1971, contra Angel Guinaldo, de Salamanca.
Quando pisei no ringue, a multidão gritava: “Desce a lenha nele, San José! Acabe logo com ele!” “Bata nele com a esquerda”, e expressões semelhantes. Meu adversário estava no seu canto, do outro lado, esperando a oportunidade de me roubar o título. No ínterim, minha consciência pesava. Palavras da Bíblia, em 1 João 4:20 me vinham à mente: “Quem não ama o seu irmão, a quem tem visto, não pode estar amando a Deus, a quem não tem visto.” Um dilúvio de outros textos também invadiam minha mente, condenando o que fazia, enquanto tentava racionalizar sobre o que iria fazer.
Soou o gongo. Estava face à face com meu adversário. À medida que lutávamos, minha consciência não me deixava em paz. Eu me perguntava: “O que é que estou fazendo aqui? Querido Deus, por favor, perdoe-me!”
Tudo parecia durar uma eternidade. Mas eu queria muito me afastar do ringue ainda campeão. Meu orgulho pessoal estava envolvido. Queria que as pessoas soubessem que deixei o boxe por amor a Deus e não porque perdi o título.
Finalmente a luta terminou, mas não com meu costumeiro golpe nocauteador. Perdi ou ganhei? Esperei ansiosamente pela decisão. O juiz anunciou . . . um empate. Eu ainda era o campeão!
Agora eu era considerado um pretendente oficial ao título europeu. Por anos trabalhei e lutei por esta chance. Eu estava sob pressão de todos os lados — de minha consciência e de meus treinadores. Estudava constantemente a Bíblia e assistia às reuniões cristãs. Como conseqüência, havia uma força impelindo minha mente. Na linguagem do boxe, a Bíblia me fez balançar nas cordas e eu estava prestes a beijar a lona. Como poderia resistir a textos tais como: “Amofino o meu corpo e o conduzo com escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado”, e: “O amor não obra o mal para com o próximo”? — 1 Cor. 9:27; Rom. 13:10.
Manobrei as coisas de modo a passar vários meses sem aceitar nenhuma luta. Então, em fevereiro de 1972, recebi uma carta da Federação de Boxe comunicando-me que eu tinha 15 dias para defender meu título ou então o perderia. Dirigi-me a Jeová em oração em busca de ajuda e orientação. Sua ajuda veio e eu anunciei meu afastamento do ringue, com base nos meus princípios religiosos.
Isto certamente provocou uma reação nos meios de comunicação. Fui por duas vezes entrevistado na TV para explicar meus motivos. Muitos aficionados do esporte criticaram minha decisão. Mas, por fim, eu estava em paz comigo mesmo. Obtive verdadeira vitória.
Às vezes me perguntam se estou arrependido de ter deixado o boxe. Isto me faz lembrar a legenda de uma foto minha e de Francisco, com calções de boxeador e mãos enfaixadas, prontos para a luta, que apareceu num jornal. Dizia: “Carlos e Francisco San José, frente à frente. Embora em diferentes categorias de peso, ambos os irmãos perseguem uma compensação pelos seus esforços na glória efêmera do ringue.” Note, “glória efêmera”. “Efêmera” vem de uma raiz grega que literalmente significa durar apenas um dia. Quão veraz isto é no mundo do boxe!
Entrei em contato com alguns outrora famosos ex-boxeadores. O quadro é bem triste. Estão sempre volvendo ao passado, para sua breve e desvanecida glória. Onde é que estão agora os seus “amigos”? Quantas vezes vi que um boxeador tem “amigos” apenas quando está vencendo e quando tais “amigos” estão faturando em cima de suas vitórias. Começando a perder, os “amigos” desaparecem.
Quanto à fortuna — eu certamente não fiz nenhuma, no boxe. Cerca de um terço do dinheiro vai para cobrir despesas de treinamento e de empresários. E nos meses entre as lutas o resto vai para sustentar a família.
Contudo, desde que me tornei Testemunha, ganhei muito mais em outros sentidos. Tenho agora amigos genuínos, cuja amizade baseia-se em valores reais e duradouros, antes do que numa glória refletida de um ídolo. São meus irmãos espirituais com os quais partilho a pregação das “boas novas” em San Salvador del Valle, Vizcaya, aqui no norte da Espanha. E ao passo que participo nesta obra, tenho o privilégio de ser testemunha da mais majestosa pessoa do universo, Jeová Deus.
Quando assisto às assembléias cristãs, não raro emergem recordações dos meus dias de boxe, simplesmente porque são realizadas em ginásios onde anos antes lutei como boxeador. Este foi o caso em 1978, na assembléia internacional em Barcelona, que incluiu o Palácio Municipal dos Esportes, onde fui instrumento para pôr fim à vida do boxeador nigeriano Daudu. Que contraste! Ao invés de uma multidão sedenta de sangue exigindo um nocaute, havia uma multidão de amantes da paz ouvindo a Palavra de Deus numa atmosfera que irradiava amor e tranqüilidade.
Antes, em 1974, quando assistia à assembléia de distrito das Testemunhas de Jeová no campo de futebol de Salamanca, vi caminhar em minha direção uma robusta Testemunha que me pareceu conhecida. Olhou para mim, passou adiante e daí se virou para olhar de novo, assim como eu também o fiz. Surpresos, exclamamos juntos: “Você deve ser o Ben Bachir/San José II!” Éramos eu e ele, com toda certeza. Nós, que antes éramos inimigos no ringue, estávamos agora unidos como irmãos cristãos!
Francisco e eu estamos contentes de ter abandonado o sórdido mundo do boxe, com sua crueldade e violência, avareza, trapaças e exploração. Encontramos um modo de vida melhor, o caminho cristão do amor, um que oferece uma recompensa eterna, a aprovação de Deus e a vida eterna. — Heb. 11:6; Rom. 6:23.
[Destaque na página 17]
“Finalmente, acabou vindo à tona que, em muitos casos, os campeonatos são decididos nos escritórios dos empresários das lutas, e não no ringue.”
[Destaque na página 18]
“Eu sabia que o boxe o havia matado, mas foi eu o executor.”
[Destaque na página 19]
‘Aprendi que um cristão deve ter amor que afete profundamente sua vida diária. No meu caso, isto incluía o boxe.’
[Destaque na página 20]
“Na linguagem do boxe, a Bíblia me fez balançar nas cordas e eu estava prestes a beijar a lona.”
[Destaque na página 21]
‘Glória efêmera — que dura apenas um dia. Quão veraz isto é no mundo do boxe!’
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