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  • Rochas, vento e mulheres
    Despertai! — 1975 | 22 de maio
    • na costa sul de Cheju, aumenta muito nossa compreensão do modo de vida aqui. Ao nos colocarmos no centro de Sogwipo, virados para o oeste, vemos ruas limpas e amplas, com poucos carros e muitas vendedoras. Ao longo da rua há cafés limpos e asseados, cada um com uma capacidade para cerca de dez fregueses. A comida é bem temperada e deliciosa. Os ilhéus de Cheju acham que, se comer a comida deles e isso não lhe trouxer lágrimas aos olhos, não continha suficiente pimenta malagueta nela.

      Ao caminharmos um pouco mais, passamos por um poço, e lembramo-nos de que carregar água é uma função da mulher em Cheju, como a maior parte do trabalho árduo aqui. As mulheres se congregam junto aos poços e enchem de água seus grandes vasos de barro, amarram o vaso numa linga e então o levam para casa.

      Ao observarmos as casas, verificamos terem interessante peculiaridade. As paredes e o alicerce são de pedra, e o teto é de palha de arroz. Visto que o vento sopra forte, facilmente levaria embora esse teto de colmo, de modo que se faz uma rede de cordas que cobre todo o teto e a casa, parecido a uma grande rede de pescar. Esta rede é presa ao chão por toda a volta, ou de outra forma, tem grandes rochas que a seguram, penduradas em todos os lados da casa. Esta nítida aparência de rede de pescar dá à ilha uma aparência toda sua e atesta o forte vento de Cheju.

      À medida que a influência do século vinte gradualmente atingiu a Ilha de Cheju, especialmente em forma de muitos turistas estrangeiros, há muitas mudanças observáveis feitas no panorama e nos costumes do povo. Onde certa vez havia cabanas de tetos de colmo, agora há modernas casas rasas na capital, a Cidade de Cheju. Cada ano, milhares de visitantes estrangeiros passam temporadas aqui, gozando a atmosfera lenta e descontraída e a amabilidade do povo de Cheju. Mas, esta não é a única mudança feita.

      Padrões de Vida Alterados

      Há também mui visível mudança na vida de muitas das pessoas de Cheju ao aprenderem sobre a Bíblia e sua esperança para o futuro. Por exemplo, nosso anfitrião coreano apresentou-nos a um senhor muito sério e bondoso de cerca de 55 anos. Estava bem vestido e tinha um toque de cavalheiro em tudo que fazia. “No entanto”, disse nosso anfitrião, “nem sempre foi tão cavalheiresco. Certa vez era um beberrão e o homem mais preguiçoso de toda a Ilha de Cheju!” “Isso é verdade”, acrescentou outro ilhéu. “Costumava vir ao meu bar e beber vinho de arroz até não poder mais andar. Dormia muitas noites na calçada em frente ao meu bar, exatamente onde caía, ao ser ajudado a sair”. Este senhor obrigava a esposa a sustentar a ele e sua bebedice, e farreava e se recuperava disso num ciclo contínuo. No entanto, entrou em contato com as testemunhas de Jeová por meio das revistas A Sentinela e Despertai!, e dali em diante começou a estudar a Bíblia. Tem feito imensas mudanças em sua vida. Harmonizou sua vida com os princípios da Bíblia e assume a liderança em cuidar dos interesses espirituais de sua família, bem como de suas necessidades materiais. Também gasta 150 horas por mês ensinando outros sobre a esperança maravilhosa para o futuro que a Palavra de Deus, a Bíblia, oferece.

      Instado um pouco, nosso anfitrião também nos contou como se tornou testemunha de Jeová. Esfregando os pés e sorrindo timidamente, ao rememorar isso, começou: “Aprendi sobre a Bíblia por ser um típico homem de Cheju.” “O que quer dizer?” — perguntamos. “Bem, minha esposa era quem sustentava nossa família. Ela trabalhava o dia todo, enquanto eu ficava em casa e cuidava das crianças. Certo dia, visto estar em casa, as testemunhas de Jeová vieram oferecer-se para ensinar a Bíblia a mim e à minha família, e realmente não tendo nada que fazer, aceitei. Daí, comecei a compreender que aquilo que as Testemunhas ensinavam era lógico e verdadeiro, e provinha diretamente da Bíblia. Estudei com ardor então e progredi ao ponto de saber que devia cuidar de minha esposa, ao invés de ser sustentado por ela. Gradualmente, com a ajuda das verdades bíblicas, mudei meu modo de vida. Agora minha esposa cuida dos filhos, ao passo que eu ganho a vida como citricultor e também, como testemunha de Jeová, ensino agora a outros, à base da Bíblia, sobre Deus e seu propósito de esta terra vir a ser lindo paraíso.”

      Gastamos apenas uma semana aqui nesta linda ilha, todavia, quando chegou a hora de partirmos, verificamos que estes ilhéus bondosos, honestos e francos de Cheju haviam tocado o nosso coração e nos causado profunda impressão, que não será prontamente esquecida. Rochas, vento e mulheres existem em grande abundância, mas também as pessoas de coração honesto que tentam agradar a Deus.

  • Criticar a religião de outrem — é anticristão?
    Despertai! — 1975 | 22 de maio
    • Qual É o Conceito da Bíblia?

      Criticar a religião de outrem — é anticristão?

      O PERIÓDICO Catholic Review, na diocese de Baltimore, Maryland, EUA, publicou um artigo sobre certo grupo religioso estadunidense que figurava de modo destacado nas notícias locais nessa ocasião.

      Em reação, o periódico recebeu várias cartas de reclamação. Por quê? Num número seguinte, o editor de Catholic Review disse que os queixosos achavam “que não temos nenhum direito, nesta era ecumênica, de publicar nada que alguém possa considerar uma crítica de qualquer grupo religioso”. Concorda?

      Muitos responderiam “Sim”, afirmando que ‘há algo bom em todas as religiões’, ou que ‘todas as religiões levam a Deus’. Por exemplo, Despertai! publicou em data recente um artigo que examinava os ensinos budistas à luz da Bíblia. Um bispo budista objetou, dizendo que esta é a época de “entendimento inter-racial, internacional e inter-religioso”. Sim, muitas pessoas acham que esta é a época para um conceito liberal, ecumênico.

      Outrossim, não é esta também uma época quando se incentiva e se necessita de honestidade e candura? E não deve aplicar-se isto ao campo da religião também? Alguns acham que não. O Superior-Geral jesuíta, Pedro Arrupe, conforme citado por um jornal católico em Madri, declarou: “Oponho-me estritamente a qualquer crítica à Igreja. . . . É intolerável que qualquer defeito, não importa quão real, deva ser tornado público por pessoas, ou grupos, não importa a boa vontade que talvez tenham.” Mas, comentando tal declaração, The Catholic World (O Mundo Católico) afirmou que o chefe dos jesuítas “ecoava o ideal duma era anterior. A Igreja já dobrou uma esquina.” Similarmente, um dos destacados teólogos católicos europeus observou: “Não temos de dar nosso assentimento e amém a tudo que há na Igreja. A crítica, deveras, a crítica em voz alta, pode ser um dever.” — The Council, Reform and Reunion.

      Mas, existe um conceito ainda mais importante. O que podemos concluir da Bíblia, em especial de seu registro sobre a vida de Cristo, quanto a se é anticristão criticar a religião de outrem?

      Alguns que mostram desagrado a qualquer crítica assim da religião citam as palavras de Jesus: “Não julgueis, e assim não sereis julgados.” (Mat. 7:1, Centro Bíblico Católico) E Cristo passou a mandar seus

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