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  • Crianças que amam a Deus
    A Sentinela — 1969 | 15 de setembro
    • Crianças que amam a Deus

      CRIANÇA COM FÉ

      ● Podem criancinhas compreender e avaliar o significado da promessa amorosa de Deus, de ressuscitar os mortos? São capazes de ter fé nela de modo inteligente? Uma carta comovente de certa mãe mostra que são capazes disso mais profundamente do que os adultos imaginam. Ela escreveu:

      “Quis escrever-lhe, pensando que a minha carta possa ser de encorajamento para outros que têm filhos menores e que gastam tempo ensinando-lhes a Palavra de Jeová. Às vezes não estamos bem certos de quanto as suas pequenas mentes conseguem compreender, mas, basicamente, têm fé forte.

      “Falo de nossa própria experiência com a nossa filhinha de cinco anos. Ela morreu recentemente de leucemia. Ela viveu apenas três meses depois de se apresentarem os sintomas da doença. A sua era a espécie que ataca os ossos. Embora procurássemos fazer que não o soubesse, ela era esperta e alerta demais. Sabia todo o tempo. Vez após vez ela nos tranqüilizava, dizendo que não tinha medo de morrer, porque sabia que ia dormir e que Jeová a traria logo de volta, conforme ela se expressava. Ela disse: ‘Sei que ficar deitada na sepultura não vai parecer levar muito tempo. Será como se fosse dormir certa noite e depois despertasse, e a nova ordem de Jeová estará aqui e eu vou poder brincar com os animais, e todos os iníquos terão desaparecido.’

      “Não podem imaginar que alívio isso nos deu, ver tal fé. Na manhã antes de ela morrer, disse: ‘Não chore, mamãe. Vou procurá-la na nova ordem.’

      “Às vezes, nós pais nos perguntamos quanto os nossos pequeninos estão aprendendo, mas, quando são postos à prova, até mesmo à do tipo mais severo, provam que realmente são filhos ‘santos’. (1 Cor. 7:14) Quão preciosa é a vida, e quão bom e maravilhoso é nosso Grande Deus, ao dar-nos esta maravilhosa esperança da ressurreição!”

      PREGADORAZINHA CONSCIENCIOSA

      ● Os pais cristãos estão vivamente interessados no bem-estar espiritual de seus filhos. Treinam-nos amorosamente desde a infância na adoração pura de Deus. Exatamente quanto deste treinamento cristão os filhos assimilam pode ser visto na seguinte experiência dos pais de uma meninazinha:

      “Certa manhã, após o café da manhã, minha filha mais jovem entrou na cozinha com uma sacola de revistas e duas das Bíblias pessoais das crianças, anunciando: ‘Mamãe, vou sair para pregar de casa em casa.’ Meus filhos sempre fazem de conta que estão dirigindo estudos bíblicos, assistindo às reuniões no Salão do Reino ou fazendo uns aos outros apresentações de revistas, conforme se faz na obra de pregação de casa em casa. Minha esposa concordou que fizesse isso e lhe disse que não saísse do quintal.

      “Depois de um tempinho, minha esposa notou que a menina mais nova não estava no quintal com as outras crianças. Pensando que ela estivesse na frente da casa, chamou-a, e a vizinha ao lado abriu a porta e disse: ‘Sua menina esteve aqui há uns dez minutos, dizendo que era missionária e querendo saber se eu queria uma Bíblia.’ Evidentemente, visto que não podia alcançar o suprimento de revistas que temos em casa, ela, jeitosamente, fez o melhor que pôde, usando as Bíblias pessoais.

      “Minha esposa se deu então conta de que minha filha não estava brincando, mas tinha ido realmente pregar. Subindo a rua, encontrou uma senhora trabalhando no quintal, a qual lhe confirmou que a nossa filha a havia visitado. A senhora disse: ‘Sim, sua filhinha esteve aqui e me perguntou se eu sabia quem era Jeová Deus. Quando respondi que sim, ela me ofereceu uma Bíblia.’ Mais adiante, outra moradora provou que minha esposa estava na trilha certa, pois disse que minha filha a visitara, dizendo que estava empenhada na obra do Senhor.

      “Nossa pregadorazinha ativa, evidentemente, havia raciocinado um pouco sobre as instruções que lhe demos a respeito de obedecer a Jeová em primeiro lugar, em tudo. Incutimos isso nos nossos filhos por perguntar-lhes freqüentemente: ‘Se Jeová lhes diz que devem fazer certa coisa e papai lhes diz que devem fazer algo diferente, a quem vão obedecer?’ Eles respondem: ‘Faremos o que Jeová diz.’ Isto incute nos seus pequenos corações o desejo de servir a Jeová e de serem motivados a fazer a Sua vontade. Nossa pregadorazinha notara que Jeová diz que se deve sair e pregar, ao passo que mamãe e papai disseram que deve ficar no quintal. Visto que não se podia falar com muitas pessoas lá no quintal, ela fez o que achava que ia agradar a Jeová, e lá se foi com a melhor das intenções. Nesta hora, minha esposa estava realmente preocupada, pois moramos numa rua movimentada, e, assim, minha tia e meu tio participaram na busca. Visto que não a encontraram, voltaram para casa com a idéia de chamar a polícia.

      “Ao voltarem de carro para casa, quem é que estava lá esperando pacientemente por todos senão a minha filhinha? Afinal de contas, havia feito o que cria que Jeová quis que fizesse e depois voltado para casa. Quando eu retornei, aplicou-se disciplina e deu-se também encorajamento, para não lhe apagarmos o seu zelo. Raciocinei com ela e expliquei-lhe cuidadosamente que ela nunca devia sair sozinha, visto que estaria em perigo, por causa da sua idade. ‘Mas, papai’, respondeu ela sinceramente, ‘eu não estava sozinha’.

      ‘Não estavas sozinha?’, perguntei.

      “‘Não, pois o Joãozinho estava comigo e eu lhe mostrei também como se vai de casa em casa’, disse ela toda feliz. Isto deve ter sido novidade para o Joãozinho, visto que ele é dum lar católico. Nossa filhinha, apesar de sua idade, quis servir a Jeová e treinou até mesmo alguém mais para fazer o mesmo. Agora ela reconhece a necessidade de alguém acompanhá-la, pois acaba de fazer cinco anos de idade.”

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1969 | 15 de setembro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Estava Jesus morto quando o soldado romano furou o lado de Cristo com uma lança? — W. H., Costa do Marfim.

      Sim, o relato em João 19:31-37 torna claro que Jesus havia morrido antes de o soldado lhe furar o lado.

      Segundo a lei mosaica, o criminoso executado não devia ficar pendurado a noite toda na estaca de execução, mas devia ser enterrado no mesmo dia, para não se profanar a terra com a desconsideração da lei de Deus. (Deu. 21:22, 23) Se Jesus e os criminosos ao seu lado permanecessem vivos nas estacas, a tarde já estando avançada, permaneceriam nas estacas após o começo do sábado ao pôr do sol. Para impedir isso, os judeus pediram que se quebrassem as pernas de todos os três.

      Um pesquisador francês, o Dr. Jacques Bréhant, comentou a razão disso, conforme noticiado em Medical World News, de 21 de outubro de 1966. Lemos: “O crucifragium, quebrarem-se as pernas do homem crucificado, tornava impossível que se erguesse para respirar. . . . Os judeus pediram que se quebrassem as pernas de todos os três condenados e que fossem retirados. Os soldados, portanto, quebraram as pernas dos ladrões. Mas, chegando a Jesus, os soldados podiam ver que Ele já havia morrido.” O Dr. Bréhant oferece duas razões possíveis quanto à razão de apenas Jesus estar morto: (1) “Os ladrões talvez tivessem sido amarrados, não pregados.” (2) “Cristo estava muito enfraquecido pelo tratamento que se lhe infligiu antes” de ser pendurado na estaca.

      Se Jesus tivesse estado vivo, os soldados também lhe teriam quebrado as pernas. Em vez disso, lemos: “Mas, ao chegarem [os soldados] a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. No entanto, um dos soldados furou-lhe o lado com uma lança, e saiu imediatamente sangue e água.” — João 19:33, 34.

      Embora o relato de João seja bastante claro, a pergunta feita talvez surgisse por causa do texto de Mateus 27:49, 50. Diz ali: “Mas os restantes deles disseram: ‘Deixa-o! Vejamos se Elias vem salvá-lo.’ [Outro homem tomou uma lança e furou-lhe o lado, e saiu sangue e água.] Novamente, Jesus clamou com alta voz e entregou o seu fôlego.” A dificuldade é causada pela sentença grifada; pode dar a entender que Jesus estava vivo quando foi lançeado.

      Multas traduções da Bíblia, inclusive A Bíblia de Jerusalém, em francês e inglês, a Elberfelder e a Aschaffenburger, em alemão, e a Moderna, a Valera e a Nácar-Colunga, em espanhol, bem como a Almeida e outras versões, em português, omitem a sentença grifada. Outras traduções incluem as palavras, mas as colocam entre colchetes ou fornecem uma nota explanatória ao pé da página. Por exemplo, na edição original da Tradução do Novo Mundo em inglês, uma nota ao pé da página explica que a sentença aparece em alguns manuscritos importantes, tais como o Sinaítico e o Vaticano N.o 1209, mas não em outros. Muitos eruditos acham que algum copista erroneamente incluiu em Mateus 27:49 as palavras pertencentes a João 19:34.

      A parte das Escrituras Gregas da Tradução do Novo Mundo se baseia principalmente no texto básico de Westcott e Hort. Este respeitado texto básico contém a sentença no corpo principal do texto em Mateus 27:49, mas a coloca entre colchetes duplos. Em explicação, diz que a sentença “está sujeita à forte suposição de ter sido introduzida por escribas”. É possível que no futuro tenhamos mais evidência de manuscritos sobre Mateus 27:49.

      Não obstante, é evidente, da apresentação clara de João 19:31-37, que Jesus já estava morto

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