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  • Quando as famílias se desintegram
    Despertai! — 1980 | 8 de outubro
    • Quando as famílias se desintegram

      A FAMÍLIA é a unidade mais antiga e a mais básica da sociedade. Ela fornece um arcabouço protetor para a formação dos jovens duma nação. Todavia, é provável que já tenha visto graves problemas no seio de muitas famílias.

      O que acontece quando a família se debilita e começa a entrar em colapso? A revista U. S. News & World Report, de 13 de março de 1978, comentou:

      “A família é a força central de nossa sociedade. Caso entre em colapso, nossa sociedade entrará em colapso — a menos que providenciemos uma alternativa forte, razoável.”

      Mas, realmente, já observou quaisquer alternativas bem sucedidas para a família? O que acha dos vários relacionamentos experimentais, “tipo família”, que são populares hoje em dia?

      Por exemplo, surgiram “famílias” homossexuais, algumas até com filhos adotivos. Também o ‘casamento grupal’, comunal, em que os parceiros sexuais são compartilhados, junto com a criação dos filhos resultantes. O ‘casamento aberto’, também, está sendo experimentado — pessoas legalmente casadas concordam em permitir-se uma à outra que tenham relações sexuais com parceiros de fora. E, especialmente, há milhões de ‘casamentos sem compromisso’ em que os casais simplesmente vivem juntos sem as formalidades do casamento legal.

      Examine os Frutos

      Todavia, quais têm sido os frutos destas alternativas para a família? Em geral, não têm sido bons. À guisa de exemplo, os jovens que praticam a chamada nova moral produziram uma epidemia de gravidezes de adolescentes, custando aos governos bilhões de dólares anuais em despesas médicas e de previdência social — que é o leitor, como contribuinte, que tem de pagar.

      A realidade é que tais alternativas de arranjos de vida em comum refletem a desintegração de valores comprovados. Trata-se dum assunto que atinge a todos nós, mais cedo ou mais tarde, conforme observado na surpreendente observação feita na World Book Encyclopedia (Enciclopédia Mundial do Livro) de 1978:

      “Inteiras civilizações sobreviveram ou desapareceram, dependendo de se era forte ou fraca a vida familiar.”

      Dá-se realmente isto?

      Bem, os historiadores indicam que, na Grécia antiga, a decadência moral destruiu a família. Depois de observar os vários estilos de vida dos povos de então, o historiador Will Durant escreve: “Tentamos mostrar que a causa essencial da conquista romana da Grécia foi a desintegração da civilização grega de dentro para fora. Nenhuma grande nação jamais foi conquistada até que ela própria se tivesse destruído.”

      Isto também resultou verdadeiro no caso de Roma. Durant nos conta sobre a força da família nos primeiros tempos de Roma, de como ela fortalecia o caráter do povo e tornava forte aquela nação. Daí, com o passar dos séculos, a vida familiar dos romanos se enfraqueceu e se desvaneceu o vigor daquela nação.

      Agora, alguns miram nossa atual sociedade e se perguntam se a história talvez não se esteja repetindo numa escala global. Acha-se a família realmente em desintegração hoje em dia?

  • A desintegração atual da família — quão graves são as conseqüências?
    Despertai! — 1980 | 8 de outubro
    • A desintegração atual da família — quão graves são as conseqüências?

      EM TODO o mundo, há famílias que são como — um pano que se rompe nas costuras. Nunca antes, talvez, houve tantas dificuldades domésticas.

      As estatísticas de divórcios nos Estados Unidos e Canadá, fornecidas abaixo, apenas ilustram a gravidade do problema que também existe em outras partes. Outros países também possuem um índice crescente de divórcios, ou até mesmo mais elevado do que estes.

      A desagregação da família, a unidade básica da sociedade, poderia ser comparada ao mal funcionamento da célula, a unidade básica do corpo humano. Quando bastantes células adoecem — atuando de forma “desordenada” — todo o corpo é adversamente atingido. A desagregação de bastantes famílias pode similarmente levar à desintegração de toda uma civilização.

      Meyer Elkin, perito em problemas familiares, avisa: “Estamos agora criando uma geração de crianças provenientes de lares rompidos — e criando uma bomba-relógio social.”

      Realmente, quão graves são as conseqüências da desintegração da família? A desintegração da família é tida como causa principal do seguinte:

      VIOLÊNCIA ESCOLAR

      “Em vista da deterioração da família, não é de se admirar que, em um só ano [nos EUA], 70.000 agressões tenham sido praticadas contra professores, 100 homicídios tenham sido cometidos nas escolas, e danos à propriedade no valor de 1 bilhão de dólares tenham sido causados às escolas” declara o Dr. Harold V. Roth, psiquiatra sênior da Fundação Menninger.

      EPIDEMIA DE SUICÍDIOS

      Em média, a cada semana, mais de 16 jovens cometem suicídio no Japão. Na Alemanha Ocidental, 1.468 jovens se mataram num ano recente. Uns 5.000 norte-americanos jovens cometem suicídio todo ano — 13 por dia! “Uma porção de garotos acha que as fontes tradicionais de apoio não mais existem”, explica o Dr. Arthur Froese, chefe duma unidade psiquiátrica de adolescentes. “Com a maior mobilidade da família, há mais mães que trabalham fora, e a vovó não está em casa, fazendo biscoitos, depois das aulas.”

      PROSTITUIÇÃO INFANTIL

      Segundo um relatório feito pela Subcomissão de Direitos Humanos da ONU, em apenas um país sul-americano, cerca de 50.000 crianças são prostitutas. A prostituição infantil se tornou uma epidemia mundial. Por quê? “Muitas que se tornam prostitutas são produtos típicos de lares rompidos”, comenta o News de Detroit, de 16 de maio de 1978. Em alguns estudos, 25 por cento das prostitutas têm antecedentes de incesto.

      TOXICOMANIA MUNDIAL

      A toxicomania está aumentando em muitas nações, em todo o mundo, especialmente entre os jovens. A Itália alegadamente possui 200.000 viciados, a Inglaterra 2.000.000, e os Estados Unidos 6.000.000. “Persistente descoberta quanto ao toxicômano”, afirma destacado psiquiatra, “é o pai ausente nos anos formativos da infância”.

      BRUTALIDADE NO LAR

      “Há mais probabilidade de que seja morto, ferido ou fisicamente atacado em sua casa por alguém com quem esteja aparentado, do que em qualquer outro contexto social”, declara o sociólogo Richard Gelles.

      Nos EUA, cerca de 2.000 crianças são mortas cada ano por seus pais; quase 1.000.000 sofrem ferimentos. Há também cerca de 2.000 assassínios, anualmente, que envolvem maridos e esposas. Isto é conseqüência das condições deteriorantes no seio da família.

      MAIS VELHOS SÃO INDESEJÁVEIS

      Não mais é comum que uma família composta de filhos, pais e avós morem juntos. Mais de 6.500.000 estadunidenses moram sozinhos. Não raro, os parentes que adentram nos anos, ou são mais velhos, são desnecessariamente confinados em asilos para velhos ou, de outros modos, colocados de lado. O resultado — a solidão e uma morte precoce para muitos.

      GRASSA A DV

      Na Itália, dentre 1.968.984 rapazes convocados para o serviço nacional, verificou-se que cerca de 65.000 tinham sífilis. Os rapazes situados na faixa etária de 15 a 19 anos são responsáveis por 25 por cento do milhão de casos novos de gonorréia comunicados nos EUA a cada ano. Diariamente, cerca de 5.750 jovens se ausentam da escola, nos EUA, por causa da gonorréia. O colapso da família é fornecido como a causa principal da tremenda promiscuidade sexual da atualidade.

      MILHÕES DE ALCOÓLICOS

      Muitos países apresentam literalmente milhões de alcoólicos. Segundo veiculado, o alcoolismo agora mata 40.000 pessoas por ano na França. Nos EUA, um de cada cinco estudantes de 2.º grau fica bêbedo pelo menos uma vez por semana. Dificuldades familiares e a infelicidade têm sido identificadas como as causas básicas do alcoolismo.

      GRAVIDEZ DE CRIANÇAS

      Cada ano, cerca de 30.000 jovens de 14 anos ou menos ficam grávidas nos EUA; o total de gravidezes de adolescentes atinge cerca de um milhão, anualmente. Dentre estas, cerca de 600.000 deixam nascer seus bebês — duas de cada três acabam tendo seus filhos sem ser casadas. No Canadá, mais de 1.000 adolescentes ficam grávidas semanalmente. E na Nova Zelândia, mais de um bebê de cada cinco é ilegítimo — outra triste conseqüência da desintegração da família.

      É evidente que a desintegração da família está produzindo amplas e desastrosas conseqüências. É deveras atemorizante considerar centenas de milhares de mães adolescentes que tentam criar seus filhos sem ter marido. Mas, é isso o que está acontecendo.

      Ademais, uma de cada três noivas inglesas, com menos de 20 anos, já está grávida no dia de seu casamento. Nos EUA, quase um quarto de todas as mulheres recém-casadas, com menos de 25 anos, ou já tinham um filho antes do casamento ou estavam grávidas quando se casaram. Esta situação tende a causar tensão financeira e emocional na maioria destas novas famílias.

      Em alguns países, agora, grande porcentagem das mães que têm filhos em idade escolar estão empregadas — nos EUA, mais de 50 por cento delas. Visto que os pais também trabalham fora, os filhos usualmente deixam de receber a orientação parental de que carecem. Conforme observado pelo professor Urie Bronfenbrenner: “Se existe qualquer previsor fidedigno de dificuldades, provavelmente começa com os filhos que voltam para uma casa vazia.”

      Visto que o divórcio, a separação, o adultério e o número de genitores que simplesmente abandonam as responsabilidades familiares se tornam cada vez mais comuns, os cientistas sociais avisam que a família talvez não sobreviva a este século. E alguns receiam que o câncer disseminado do colapso familiar levará à desintegração da própria civilização.

      O que levou à desintegração da vida familiar? O que se pode fazer a respeito?

      [Tabela na página 4]

      TOTAL DE DIVÓRCIOS

      EUA Canadá

      1960 393.000 6.980

      1965 479.000 8.974

      1970 708.000 29.775

      1976 1.083.000 54.207

  • Por que a família se desintegra
    Despertai! — 1980 | 8 de outubro
    • Por que a família se desintegra

      HÁ CERCA de 80 ou 90 anos atrás, a maioria das pessoas viviam em pequenos sítios ou em comunidades rurais. A hodierna sociedade, principalmente urbana, com suas muitas maravilhas tecnológicas, representa uma mudança radical no estilo de vida das pessoas. Poderia acontecer que esta mudança esteja relacionada com a desintegração da família?

      Bem, a vida com freqüência se tornou muitíssimo impessoal nas cidades modernas. Há menos preocupação com o bem-estar dos outros do que havia anos atrás. Para ilustrar: Um senhor idoso estava morrendo numa calçada da Cidade de Oclaoma, EUA. Estava sangrando profusamente, e sua língua estava esticada para fora. Certo jornal noticiou:

      “Centenas de pedestres passaram por ele. Alguns pisaram sobre seu corpo. Dezenas de motoristas passaram por ali sem parar.

      “Certo motorista que passava, o advogado Henry W. Nichols Jr., parou para ministrar os primeiros socorros à vítima, mais tarde identificada como Clinton Collins, de 77 anos, do subúrbio de Betânia. E, enquanto fazia isto, as multidões passavam por ali indiferentes, ignorando os seus apelos de ajuda.”

      Triste, não é? Todavia, infelizmente, acontecimentos como estes se tornaram bem comuns. E a atitude de indiferença das pessoas tende a produzir algum efeito sobre suas famílias. Por que existe tal falta de interesse pelos outros?

      Mudança de Atitudes

      Isto se deve à mudança básica nas atitudes das pessoas. E a tecnologia moderna contribui para tais atitudes mudadas. Como assim? Bem, para vender seus muitos produtos novos, o mundo faz as pessoas pensar que a felicidade depende de se possuir tais coisas. A mensagem proclamada em toda a parte é: ‘Só se vive uma vez, portanto, obtenha AGORA tudo que puder.’

      Ensina-se assim às pessoas a pensar primeiro em sua própria satisfação e prazer. O resultado é a atual sociedade do “primeiro eu”. Eminentes filósofos, numa conferência geradora de idéias, realizada no verão setentrional passado, estavam evidentemente preocupados com as conseqüências de tal forma de pensar. “São demasiadas as pessoas que consideram o futuro como estando a apenas um ou dois anos de distância, e não pensam sobre o que está além disso”, explicou o moderador da conferência, Alfred E. Koenig. “Já existe realmente muito pouca preocupação ou esforço devotado ao que está bem estrada abaixo.”

      Sim, o futuro se tornou tão incerto que muitos ‘vivem para o presente’, tentando conseguir tudo que puderem da vida agora. Que efeito tem sobre a família esta busca do prazer imediato?

      Efeito Sobre a Família

      Bem, devido à propaganda mundana, muita gente que se casa hoje pensa principalmente em seu próprio prazer pessoal. Amiúde o gozo sexual se torna sobrepujante interesse. Assim, suscitam-se expectativas de felicidade marital a um nível que sua materialização não atinge. De modo que os casais logo se divorciam e buscam o prazer em outro relacionamento.

      Até mesmo os casados por longo tempo tornaram-se vítimas da ênfase que a sociedade do “primeiro eu” dá à auto-gratificação. Muitos são levados a pensar que estão perdendo algo, que o verdadeiro prazer poderá ser encontrado com outro parceiro sexual. O Dr. Robert Taylor, que escreveu profusamente sobre o assunto, disse: “Creio que a filosofia do ‘primeiro eu’ contribui para o alto índice de divórcios que temos agora.”

      Talvez os que mais sofreram tenham sido os filhos. Preocupados com sua própria gratificação, muitos pais se inclinam a sacrificar muito pouco de si mesmos em favor dos seus filhos. Há alguns anos, o Free Press, de Detroit, EUA, comentou:

      “Certa mãe que morava num subúrbio chique, com filhos praticamente crescidos, afirma notar uma diferença nos jovens casais, os que se aproximam dos 30 anos. Parecem tão egoístas, tão concentrados em si, afirma ela. O dinheiro, as carreiras e o eu vêm primeiro. Os casais não se importam com os filhos, afirma ela, eles só se importam com coisas materiais.”

      Preparando o cenário para esta filosofia do “primeiro eu”, surgiu a chamada nova moral, que assevera: “Nada em si mesmo pode ser rotulado de ‘errado’.” Segundo este conceito, está “tudo bem” com as relações sexuais antes do casamento, assim como as relações sexuais com pessoas que não são o seu cônjuge. Tudo depende da situação, segundo afirmam. Mas, o efeito de tais conceitos tem sido desastroso — contribuindo para real desintegração da família.

      Por Que a Origem da Família É um Fator

      Os maravilhosos inventos da tecnologia moderna propiciaram o gozo de muitos prazeres, e a nova moral devia supostamente “liberar” as pessoas, de modo que pudessem usufruí-los plenamente. Todavia, há menos famílias agora que são felizes e estão contentes do que havia anos atrás, antes do advento da tecnologia moderna. Qual é o problema?

      Basicamente, é o seguinte: Os humanos, lisonjeados por sua própria sabedoria e realizações, deram asas à idéia de que o casamento e a família simplesmente têm origem humana, que tais coisas como que evoluíram no decorrer das eras para preencher uma necessidade humana. Mas, trata-se de grave erro que subsiste na própria base do atual colapso desastroso da família.

      Por que isto se dá? Porque o amor e o casamento, junto com a família e os filhos, têm origem superior. Aquele que criou o primeiro homem e a primeira mulher lhes deu poderes de reprodução e os uniu para serem uma família. (Gên. 2:21-24; Mat. 19:4-6) Era o propósito declarado de Jeová Deus que esta família aumentasse, produzindo muitas outras famílias, até que a terra ficasse cheia. — Gên. 1:28.

      Não é razoável que o Originador da família soubesse mais do que ninguém como tornar bem sucedida a vida familiar? Realmente, uma causa básica da infelicidade da família é o fracasso dos humanos em aplicar a orientação prática que nosso Criador fez registrar para eles na Bíblia. Não será sábio, pelo menos, examinar os problemas da família à luz do que diz este Livro?

      O Papel dum Inimigo Invisível

      A Bíblia predisse que nossa geração sentiria chocante ‘aumento do que é contra a lei’, inclusive da ‘desobediência aos pais’ e da falta de ‘afeição natural’. (Mat. 24:3-12; 2 Tim. 3:1-5) E ela aponta para uma força invisível, poderosa, como causa principal de tais problemas que destroçam a família. A respeito de nossos dias, a Bíblia diz: “Ai da terra . . . porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” — Rev. 12:9, 12.

      Mas, quem é este Diabo? Não se trata dum personagem mitológico. Trata-se duma pessoa real, invisível, assim como Deus o é. E a Bíblia mostra que ele exerce influência sobre a mente dos humanos, incitando-os a ações anárquicas. — 1 João 5:19; 1 Ped. 5:8.

      Alguns talvez rejeitem esta idéia. Todavia, que respostas apresentam para explicar o comportamento desumano, não raro diabólico e depravado das pessoas, muitas vezes voltado contra seus próprios maridos, esposas, filhos e pais? A única explicação satisfatória de tal conduta horrível, tão contrária à que seria normal esperar, é a influência invisível do Diabo e das forças espirituais aliadas a ele.

      No passado, parecia que a história se repetia, à medida que uma civilização após outra surgia e então se desintegrava, sendo o colapso da família uma das caraterísticas da sua queda. Mas, atualmente, é diferente. A Bíblia identifica nossos tempos como os “últimos dias”, não apenas de uma civilização grega ou romana, mas do inteiro sistema de coisas. Também, deve terminar a atividade do Diabo e de seus demônios. Jeová Deus promete pôr fim a toda a iniqüidade e lançar um sistema de coisas inteiramente novo. — 2 Ped. 3:13; 1 João 2:17; Rev. 20:1-3.

      No ínterim, enquanto vivemos nestes tempos difíceis, o que podemos fazer para tornar feliz nossa vida familiar?

  • Como tornar feliz a sua vida familiar
    Despertai! — 1980 | 8 de outubro
    • Como tornar feliz a sua vida familiar

      UMA boa receita, se seguida à risca, resultará num gostoso bolo. Similarmente, uma boa receita, ou um guia, é importante para se criar uma família feliz.

      Logicamente, seria de esperar que o Originador da família fornecesse tal receita. E ele forneceu. Deus proveu orientação e instrução, na Bíblia, sobre como tornar bem sucedida a vida familiar.

      Todavia, muitos talvez objetem: “As pessoas nos países ‘cristãos’ possuíram a Bíblia em toda a sua vida, e ela não solucionou seus problemas familiares. Seus índices de divórcio amiúde se acham entre os mais altos.”

      Isto é verdade. Milhões de famílias infelizes deveras possuem a Bíblia. Mas será que a leram? Mais importante, aplicaram seus princípios em sua vida? O fato é que a maioria dos que possuem uma Bíblia não lêem nem aplicam suas leis e seus princípios.

      Por outro lado, alguns argúem: “Há famílias felizes em que a Bíblia não é usada como guia, e nenhum dos membros da família sequer acredita em Deus.”

      Isto, também, é verdade. Do que, então, provém sua felicidade? Ela é resultado, embora não o façam intencionalmente, de os membros da família seguirem um padrão similar ao estabelecido na Bíblia. A realidade é que os humanos foram criados por Deus com uma consciência, e algumas pessoas, sem sequer o saberem, adotam um modo de vida que chega bem de perto a harmonizar-se com as leis e os princípios de Deus para a vida familiar. — Rom. 2:14, 15.

      Quais são algumas destas leis e princípios de Deus? Examine-os nas páginas seguintes, e veja se não concorda que a aplicação dos mesmos contribuirá para a felicidade em sua família.

      AME SUA ESPOSA

      A Bíblia, com sabedoria divina, declara: “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos.” (Efé. 5:28-30) Vez após vez, a experiência demonstra que, para as esposas se sentirem felizes, elas precisam sentir-se amadas. Isto significa que o marido deve dar atenção especial a esposa, inclusive ternura, compreensão e a confirmação de seus sentimentos. Ele precisa ‘dar-lhe honra’, como diz a Bíblia, levando-a em consideração em tudo que faz. Deste modo, ele granjeará o respeito dela. — 1 Ped. 3:7.

      RESPEITE SEU MARIDO

      E o que dizer da esposa? “A esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido”, declara a Bíblia. (Efé. 5:33) Deixar de acatar este conselho é uma das causas principais de os maridos se ressentirem contra suas esposas. A esposa mostra respeito por apoiar as decisões do marido e cooperar com ele de toda a alma para conseguir alcançar os alvos familiares. Por cumprir seu papel designado pela Bíblia como ‘ajudadora e complemento’ de seu marido, ela torna fácil que seu marido a ame. — Gên. 2:18.

      SEJAM FIÉIS UM AO OUTRO

      A Bíblia diz: “Os maridos e as mulheres sejam fiéis uns aos outros.” Para o marido, ela diz: “Seja feliz com sua esposa e sinta alegria na moça com quem se casou . . . por que deveria dar seu amor a outra mulher? Por que deveria preferir os encantos da esposa de outro homem?” — Heb. 13:4, A Bíblia na Linguagem de Hoje; Pro. 5:18-20, Good News Bible.

      O ‘casamento grupal’, o ‘casamento aberto’ e outras de tais alternativas para o casamento e a família, que são realmente adultério, simplesmente não levam à verdadeira felicidade. “A infidelidade não dá certo”, concluiu um pesquisador matrimonial. “Há muita gente que pensa que um caso de adultério poderá dar mais sabor ao casamento, mas ter um caso sempre foi sinal de reais problemas.”

      BUSQUE O PRAZER DE SEU CÔNJUGE

      A Bíblia ensina: A felicidade não provém quando alguém busca o prazer sexual primariamente para si mesmo, mas, ao invés, de buscar também fornecê-lo ao seu cônjuge: Ela diz: “O marido renda à esposa o que lhe é devido; mas, faça a esposa também o mesmo para com o marido.” A ênfase é dada ao render, ao dar. E, por dar, o dador também obtém genuíno prazer, como Jesus Cristo indicou ao dizer: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” — 1 Cor. 7:3; Atos 20:35.

      DÊ DE SI MESMO AOS SEUS FILHOS

      Uma criança no terceiro ano do 1.º grau escreveu: “Papai está sempre trabalhando. Nunca está em casa. Ele me dá dinheiro e muitos brinquedos, mas raramente o vejo. Eu o amo, e desejaria que ele não estivesse sempre trabalhando, de modo a poder vê-lo mais.” É triste dizê-lo, mas a situação é similar em muitas famílias, com desastrosas conseqüências. Quanta diferença faz quando os pais seguem a admoestação da Bíblia de ensinar a seus filhos ‘quando se sentam em casa, e quando andam pela estrada, e quando se deitam e quando se levantam’! Dar de si mesmo a seus filhos, gastando tempo precioso com eles, certamente contribuirá para a felicidade da família. — Deu. 11:19.

      PROVER A DISCIPLINA NECESSÁRIA

      Talvez a maioria dos filhos desejem que seus pais lhes permitam fazer o que bem quiserem. Mas, certo jovem, cujos pais deixaram de lhe prover qualquer disciplina, disse: “Bem, não é nada divertido. Faz-me sentir culpado e imprestável. Receio que um dia desses farei algo horrível.” Reconhecendo o que é necessário, a Bíblia insta: “Vós, pais, . . . prossegui em criá-los [a seus filhos] na disciplina e na regulação mental de Jeová.” Ministrar disciplina, mesmo se esta incluir umas palmadas ou a negação de privilégios, é evidência de amor parental. A Bíblia diz: “Aquele que . . . ama [seu filho] está à procura dele com disciplina.” — Efé. 6:4; Pro. 13:24; 22:15; 23:13, 14.

      JOVENS — RESISTAM AOS MODOS MUNDANOS

      O mundo aplica pressão aos jovens de ‘fazerem o que bem quiserem’, de rebelarem-se contra a autoridade. Também, como declara a Bíblia, “a tolice está ligada ao coração do rapaz”. (Pro. 22:15) Assim, é uma luta fazer o que é certo. Todavia, a Bíblia diz: “Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer seus pais, porque isto é justo.” Trará ricas recompensas. Assim, seja sábio. Acate o conselho: “Lembre-se de seu Criador enquanto ainda é jovem.” Resista às tentações de usar tóxicos, ficar bêbedo, cometer fornicação e fazer outras coisas que violem as leis de Deus. — Efé. 6:1-4, A Bíblia na Linguagem de Hoje; Ecl. 12:1, Good News Bible.

      ESTUDEM JUNTOS A BÍBLIA

      Se um dos membros da família estudar e aplicar os princípios bíblicos, isso contribuirá para a felicidade familiar. Mas se todos o fizerem — o marido, a esposa e os filhos — que família abençoada será! Haverá um relacionamento caloroso, íntimo, com comunicação aberta, à medida que cada membro da família tenta ajudar os outros a servir a Jeová Deus. Assim, tornem um hábito familiar estudarem juntos a Bíblia!

      Quando uma receita se provou boa, não faz sentido utilizá-la? Quando um mapa de estradas já guiou outros viajantes à sua destinação desejada, não poderá confiar que possa levá-lo seguramente a esse mesmo lugar? A Bíblia provou ser tal receita bem sucedida, ou guia, para a felicidade familiar.

      Um dos primeiros presidentes estadunidenses, Thomas Jefferson, disse: “A leitura atenta do Volume Sagrado fará melhores cidadãos, melhores pais, melhores maridos . . . A Bíblia produz as melhores pessoas do mundo.” Produz a espécie de pessoas que todos apreciam ter por perto, a espécie que constitui famílias calorosas e achegadas.

      Mas, existe prova de que a aplicação do conselho da Bíblia, atualmente, contribua para a felicidade familiar? Realmente existe. As Testemunhas de Jeová crêem que a Bíblia foi inspirada por Deus, e assim a consideram seu guia. Certo repórter, cobrindo um congresso europeu delas, comentou: “Conhecem de cor a Bíblia a tal ponto que superam o mais minucioso teólogo. É o livro de cabeceira, se não o único.” — Journal d’Europe, 14 de agosto de 1973.

      Qual tem sido o efeito da aplicação do conselho da Bíblia em sua vida familiar? Isto, amiúde, se evidencia notavelmente nos congressos das Testemunhas de Jeová. O Press-Gazette, de Green Bay, Wisconsin, EUA, veiculando sobre um de seus grandes congressos em 1976, disse:

      “Famílias são a regra, em vez de a exceção. E a presença de todas aquelas crianças, desde bebês nos braços até adolescentes, não perturba em nada a tranqüilidade e a dedicação sossegada das demais Testemunhas.

      “Antes, aumenta a sensação de união, séria, mas contente, que permeia o cenário da multidão de gente na arena do Memorial dos Veteranos de Brown County.”

      A aplicação das leis e dos princípios bíblicos realmente contribui para a felicidade familiar! Maridos e esposas se apegam em amor, fornece-se aos filhos a disciplina sábia, e os jovens correspondem com o respeito a seus pais. Com o tempo, a terra estará cheia de famílias felizes que aplicam todas as leis de Deus. Como podemos estar tão seguros?

      Famílias Felizes em Toda a Terra

      É porque foi o próprio Jeová Deus quem criou o arranjo da família. Ele uniu o primeiro casal humano em casamento, e lhes instruiu: “Tenham muitos filhos, de modo que seus descendentes vivam em toda a terra e a coloquem sob seu controle.” — Gên. 1:28, Good News Bible.

      O propósito de Deus era que tais famílias terrestres fossem felizes. Os filhos não deveriam adoecer, e os adultos não deveriam envelhecer e finalmente morrer. Era o propósito original de Deus que os humanos vivessem para sempre em perfeição, e, quanto à terra inteira, que ela, com o tempo, fosse cultivada como lindo paraíso.

      Este propósito original de Deus ainda será cumprido. Em resposta à oração pedindo que o reino de Deus venha para que Sua vontade seja feita assim na terra como no céu, o governo celeste de Deus em breve agirá de modo a varrer todos os atuais governos terrestres e sua corrução. (Mat. 6:9, 10; Dan. 2:44) Conforme a Bíblia promete: “O próprio Deus estará com [a humanidade]. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte . . . As coisas anteriores já passaram.” — Rev. 21:3, 4.

      Realmente deseja a felicidade familiar? As Testemunhas de Jeová se devotam a ajudar as pessoas a aprender os ensinos da Bíblia. Ficarão felizes de considerar com o leitor outros pormenores quanto ao que a Bíblia diz sobre o assunto de se cultivar uma vida familiar feliz. Para fazer arranjos neste sentido, simplesmente escreva aos editores desta revista, ou entre em contato com as Testemunhas de Jeová da localidade.

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