-
Façamos a nossa parte para promover uma vida feliz em famíliaA Sentinela — 1978 | 15 de abril
-
-
Façamos a nossa parte para promover uma vida feliz em família
“Cada um de vós, individualmente, ame a sua esposa como a si próprio; por outro lado, a esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido.” — Efé. 5:33.
1, 2. O que é desejável e o que se deve evitar no casamento, e a quem recorrem muitos em busca de ajuda?
UM CASAMENTO feliz! Quem é que, dentre a humanidade, entrando neste arranjo concedido por Deus, não quer ter felicidade? Mesmo neste mundo imperfeito, cheio de tristezas, há os que puderam encontrar verdadeira felicidade na vida de casados. Puderam evitar as divisões, os problemas e as mágoas tão prevalecentes no mundo atual. Mas, como? Por seguirem o conselho da multidão de conselheiros matrimoniais, cujas amplamente divergentes opiniões são hoje publicadas em toda a parte?
2 Há séculos, o sábio escreveu: “De se fazer muitos livros não há fim”, e certamente não parece haver fim da escrita de livros sobre o casamento e assuntos relacionados. (Ecl. 12:12) Psicólogos, psiquiatras, médicos e outros similares expressam conceitos e opiniões contrários sobre o que as pessoas podem fazer para ter um casamento feliz. Jornais e revistas publicam regularmente colunas com conselhos para os perdidos de amor. Ainda assim, as dificuldades aumentam, e as estatísticas sobre o casamento e o divórcio mostram que uma grande porcentagem de pessoas recorre ao desquite ou ao divórcio por não ter encontrado a felicidade. Mas, os que têm problemas podem recobrar o ânimo. O Autor do casamento diz-nos como é possível, mesmo num mundo dividido, encontrar felicidade satisfatória neste arranjo divino.
3. Que perguntas se fazem a respeito do casamento, e que sugestões são dadas quanto à fonte de ajuda?
3 É o seu um casamento feliz? Encontrou a alegria que esperava com a companheira ou o companheiro de sua vida? Já está casado por alguns anos e ainda ‘se alegra com a esposa da sua mocidade’? (Pro. 5:18) Por outro lado, será que tem problemas? Em caso afirmativo, sem dúvida gostaria de saber duma fonte que lhe possa realmente ajudar com bom conselho. É claro que a fonte não poderá eliminar todas as dificuldades que talvez tenha neste mundo imperfeito, mas poderá ajudá-lo a lidar com os problemas e mostrar-lhe o que poderá pessoalmente fazer para melhorar seu matrimônio. Esta fonte é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Dentro de suas páginas há conselho e admoestação, que ajudam aqueles que estão dispostos a viver segundo as suas diretrizes. Considere agora alguns dos problemas dos casamentos, hoje em dia, e veja como a Palavra de Deus pode ajudar a pessoa a lidar com eles, para a bênção do arranjo da família. — Sal. 19:7, 8.
CHEFIA
4. (a) O que acham muitas mulheres sobre a chefia do homem no arranjo marital? (b) Qual é o conceito da Bíblia sobre as responsabilidades de chefia do homem?
4 Um ponto de atrito entre muitas das mulheres, hoje em dia, é o domínio atribuído ao homem no arranjo marital. Para algumas mulheres, isso é “chauvinismo masculino”, quer dizer, o conceito vanglorioso ou exagerado do homem para com a sua posição como chefe sobre a mulher. Digamos logo de começo que o chauvinismo masculino, ou a atitude vangloriosa do marido na família, não é produto dos ensinos das Escrituras Sagradas. Embora Gênesis 3:16 nos diga que a mulher teria desejo ardente de seu esposo e que ele a dominaria, a Bíblia nos mostra claramente que Deus não intencionou que a mulher estivesse sujeita em escravidão servil ao homem. Antes, ele devia ocupar a posição de cabeça, ou de encarregado da supervisão de sua esposa e da família que talvez constituíssem. Nos dias dos antigos hebreus, sobre cuja história a Bíblia tem muito a dizer, as mulheres piedosas, de espírito e habilidade, embora sujeitas ao seu chefe marital, tinham ampla latitude e liberdade de ação, e sentiam-se felizes no seu lugar, sendo abençoadas por serem usadas por Jeová Deus para prestar-lhe serviços especiais. Exemplos das muitas esposas fiéis, na Bíblia, são Sara, Rebeca, Rute, Ana, Ester, Elisabete, e Maria, mãe de Jesus.
5, 6. (a) Qual é a escala de chefia, de acordo com 1 Coríntios 11:3? (b) O que disseram os apóstolos Paulo e Pedro sobre como a chefia do marido deve ser exercida?
5 Os escritos das Escrituras Gregas Cristãs da Bíblia Sagrada lançam muita luz sobre o papel de chefia que o homem desempenha no arranjo marital. Leiamos primeiro esta informação, e depois poderemos ver melhor como aplicar isso para enfrentar os atuais problemas maritais.
6 Voltando-nos para o livro de Primeira aos Coríntios, capítulo 11, versículo 3, verificamos que o apóstolo Paulo escreveu as seguintes palavras à congregação em Corinto: “Quero que saibais que a cabeça de todo homem é o Cristo; por sua vez, a cabeça da mulher é o homem; por sua vez, a cabeça do Cristo é Deus.” Ele mostra aqui como se deriva a autoridade na congregação cristã, de Jeová para Cristo, daí para o homem e para a mulher. Mas, então, como deve ser exercida a chefia do homem? Voltando-nos para Efésios 5:28, 29, lemos: “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio, pois nenhum homem jamais odiou a sua própria carne; mas ele a alimenta e acalenta.” O apóstolo Pedro acrescenta a isso: “Vós, maridos, continuai a morar com elas [vossas esposas] da mesma maneira, segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra como a um vaso mais fraco, o feminino.” — 1 Ped. 3:7.
7. O que pensam às vezes algumas mulheres a respeito de seu marido, e que perguntas pode o marido fazer a si mesmo com respeito à sua chefia?
7 Este, então, é o conselho do espírito santo aos maridos quanto a como tratar sua esposa, sobre a qual têm chefia. Parece muito simples. O grande problema é que, por causa da imperfeição e do egoísmo inato, há ocasiões em que o marido, mesmo querendo ser o chefe da família, deixa de mostrar tal amor e consideração necessários para com a sua esposa, que é mais fraca. Muitas vezes, a esposa diz que não se sente amada por seu marido, que ele apenas se preocupa com o seu próprio prazer e satisfação. Portanto, dentro da congregação cristã, o marido precisa examinar a si mesmo e encarar a realidade. Pergunte-se: Amo a minha esposa assim como amo a mim mesmo? Atribuo-lhe honra como a um vaso mais fraco, o feminino? Ou tenho-me interessado apenas na minha própria satisfação e no que eu quero? Tomo em consideração as necessidades e os desejos dela? Quando se trata de tomar decisões, dou-lhe atenção, ou faço eu todas as decisões, sem tomar em consideração os desejos dela?
8, 9. Em que pontos pode o marido dar consideração a como ele exerce sua chefia?
8 Consideremos alguns dos pontos em que a falta da devida chefia cria problemas que reduzem a felicidade no matrimônio. Pode ser que ambos compartilhem a esperança cristã e sejam servos dedicados e batizados do Deus Altíssimo, Jeová. Será que você, como marido, faz questão de não só passar o tempo com os seus próprios parentes, mas também com os de sua esposa? Ou dificulta as coisas quando os parentes de sua esposa lhes fazem visitas ou quando vocês vão visitá-los? Toma parte do mesmo modo com o lado da família de sua esposa assim como quer que ela faça com o seu lado da família, ao ponto que as circunstâncias permitirem?
9 Que dizer de ocasiões de recreação juntos? Faz a família sempre aquilo que você quer? Consulta a sua esposa sobre o que ela talvez queira fazer, em vez de fazer decisões arbitrárias? Pense em quão agradável seria se marido e mulher se sentassem juntos e planejassem onde passar alguns dias de férias, em vez de o marido exercer sua autoridade e fazer a decisão, sem consultar sua esposa.
10. No que se refere a criar os filhos, em que deve pensar o marido cristão?
10 Considere, também, como a chefia se aplica a criar os filhos na família. Será que você, marido, deixa toda a disciplina dos filhos entregue à sua esposa? Quando os filhos se saem bem, será que eles então são seus filhos, e quando não se saem tão bem, eles são os filhos dela? Se houver um esforço conjugado para criar os filhos, quanto mais isso aumentará a verdadeira felicidade e alegria no arranjo familiar! O apóstolo Paulo escreveu o seguinte aos efésios: “Filhos, sede obedientes aos vossos pais em união com o Senhor, pois isto é justo.” (Efé. 6:1) Notará, aqui, que a ordem é obedecer aos pais, não apenas a um dos progenitores. O conselho adicional aos efésios foi: “E vós, pais, não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová.” O Novo Testamento em Inglês Moderno diz neste versículo: “Pais, não corrijam excessivamente seus filhos, nem lhes dificultem obedecer ao mandamento. Criem-nos com ensino cristão na disciplina cristã.” — Efé. 6:4.
11. De que maneira falham alguns maridos na questão da chefia, dando margem a que queixas de sua esposa?
11 Outro ponto que merece séria consideração por parte do marido, na família cristã, é o de assumir a chefia que Deus lhe concedeu. Muitas vezes, as esposas se queixam de que seu marido simplesmente se nega a fazer decisões e deixa tudo entregue a elas. Naturalmente, às vezes, este é o proceder mais fácil, a lei do menor esforço. Mas, maridos cristãos, isto significa esquivar-se perante Jeová de sua responsabilidade conferida por Deus! Deus e sua Palavra requerem que o marido cristão tome a dianteira, como o designado no arranjo teocrático de coisas.
12. (a) Por que não dá felicidade à mulher quando ela assume as responsabilidades da chefia na família? (b) Representa isso uma degradação para a sua posição, tornando-a inferior ao marido?
12 Quando o marido deixa passar tudo e não quer tomar decisões, e sua esposa precisa assumir responsabilidades, o resultado é infelicidade. Em primeiro lugar, embora algumas mulheres percam seu marido e tenham de dirigir a família em lugar do homem, a mulher está muito melhor preparada para dar apoio como esposa, do que assumir o papel de chefe da família. Foi assim que Deus a fez. Ela foi criada, no começo, como complemento do homem, como parceira dele, e este é o papel mais feliz para ela. Lembra-se do que Jeová disse, quando era evidente ao homem que não havia companheira para ele entre todas as demais criaturas da terra? O registro diz: “E Jeová Deus prosseguiu, dizendo: ‘Não é bom que o homem continue só. Vou fazer-lhe uma ajudadora como complemento dele.”’ (Gên. 2:18) De modo que a mulher havia de ser ajudadora do homem. Esta é uma posição elevada a ser ocupada pela mulher. Falando a respeito de Jesus, na sua existência pré-humana, sob o título de sabedoria, o livro de Provérbios diz que ele estava ao lado de Jeová como “mestre-de-obras”. (Pro. 8:30) Portanto, maridos, cooperem com sua esposa como ajudadora prezada, consultando-a, informando-se sobre os seus conceitos e opiniões, e então tomando a dianteira na família, nas grandes decisões. Fazerem isso poderá resultar em verdadeira felicidade no vínculo marital. Isto não quer dizer que você tenha de fazer tudo sozinho, mas, lembre-se de que é a você, como cabeça, que a sua família recorre em busca de orientação quanto a que deve ser feito e por quem. Cooperarem assim tornará tanto a chefia como a submissão uma bênção para o vínculo marital.
SUJEIÇÃO DA ESPOSA
13. É a sujeição bíblica da mulher ao marido uma escravidão degradante? Apresente razões para a sua resposta.
13 Chegando agora ao assunto talvez um pouco melindroso da sujeição da esposa ao marido, vejamos primeiro as palavras de Paulo, dirigidas à congregação em Éfeso, sobre este assunto. Paulo disse: “As esposas estejam sujeitas aos seus maridos como ao Senhor.” E o apóstolo Pedro escreveu: “Da mesma maneira vós, esposas, estai sujeitas aos vossos próprios maridos.” (Efé. 5:22; 1 Ped. 3:1) Para muitas mulheres, essas palavras são ‘pomo de discórdia’, no mundo atual do movimento feminista. Mas, absolutamente não precisa ser assim. Quando a mulher realmente ama o marido e o marido satisfaz as qualificações de esposo cristão, algumas das quais são consideradas neste artigo (embora de modo algum tenhamos examinado todas as facetas da situação), então pode ser para ela prazeiroso estar em sujeição a ele. Não é escravidão degradante. Antes, é o desempenho do papel que Deus lhe deu, que resulta na felicidade e alegria dela. O que é que a esposa cristã pode fazer para tornar o casamento feliz?
14. (a) Por que algumas mulheres talvez tenham problemas em mostrar a sujeição bíblica ao marido? (b) Por que se aplica o conselho de Pedro, em 1 Pedro 3:2 também às mulheres com marido crente?
14 Talvez requeira algumas mudanças na sua personalidade, do mesmo modo como o marido talvez tenha de fazer algumas mudanças. Se a mulher tiver a tendência de ser independente, bem apta para cuidar de si mesma, talvez verifique que não é tão fácil estar sujeita a seu marido. Ela talvez tenha de fazer alguns ajustes no seu modo de pensar, em alguns casos até mesmo mudanças drásticas, a fim de desempenhar seu papel em tornar a união feliz. Se tiver um marido que até o momento não tem demonstrado a consideração que ela gostaria de receber, então ela terá a oportunidade de se empenhar em prol duma melhora. O apóstolo Pedro disse que as mulheres que têm maridos incrédulos podem ajudar seu cônjuge, se elas, pela sua conduta casta, junto com profundo respeito, mostrarem sujeição cristã ao seu marido. (1 Ped. 3:2) Sendo assim, o assunto deve ser muito mais fácil de manejar quando o marido é cristão dedicado e batizado, cooperando com sua esposa no serviço de Jeová.
15. Como pode a esposa ganhar a aprovação de seu marido no seu papel de dona-de-casa?
15 Há muitas maneiras em que a esposa pode ganhar seu marido. Pode ser pela maneira em que conserva o lar. Se este for mantido limpo e asseado, isto poderá contribuir muito para animar o marido a desempenhar devidamente a sua parte. Tem prazer no seu papel de dona-de-casa? Quando os amigos de seu marido vêm fazer-lhes uma visita, orgulha-se ele do lar ao qual os convidou? Isto é algo em que pensar. Se o lar estiver desleixado, com a louça suja de ontem ainda na pia e grossas camadas de pó na mobília, e o aspecto geral de desmazelo confrontar o olhar do visitante, isto pode reduzir a felicidade no matrimônio. Nem é preciso dizer que o próprio marido pode às vezes ajudar nesses assuntos, por manter as coisas arrumadas. Mas, agora, estamos falando sobre a maneira de você ajudar seu marido, para que ele possa orgulhar-se de sua esposa amorosa e devotada.
16. Quando se confia à esposa o orçamento da família qual é a responsabilidade dela?
16 Também é preciso considerar o orçamento da família. Esforça-se a viver dentro dos seus meios financeiros? Se o seu marido lhe confiar as finanças da administração do lar, a compra de mantimentos e o pagamento de contas do lar, esforça-se a manter-se dentro do orçamento, não esperando que possa ser extravagante, porque ele há de aparecer com mais dinheiro, se for necessário? Novamente, nem é preciso mencionar que o marido deve procurar fornecer dinheiro suficiente para o orçamento da família. E quando é preciso economizar, ambos os cônjuges devem fazer empenho juntos nos interesses comuns da família. — Pro. 31:10-31.
17. De que maneira pode a esposa mostrar interesse nas responsabilidades de seu marido (sem se intrometer em assuntos que ele talvez tenha de manter confidenciais) e assim manter abertas as linhas de comunicação?
17 Também é importante que mantenha aberta as linhas de comunicação com seu marido. Novamente, isso não recai exclusivamente sobre a esposa, mas ambos precisam fazer empenho nisso. Há, porém, certas coisas que a esposa pode fazer para ajudar, sem se intrometer em assuntos que talvez sejam de natureza particular, se o seu marido tiver responsabilidades na congregação. Ela pode esforçar-se a envolver o marido numa palestra sobre o trabalho que ele fez durante o dia, talvez sobre os problemas que ele possa mencionar-lhe, e ela pode falar-lhe sobre o seu dia em casa com as crianças ou sobre sua atividade no testemunho a respeito do Reino. É este interesse mútuo na vida do outro que produz bênção e dá felicidade no círculo familiar. — Pro. 16:24.
18. Mencione alguns outros problemas, que impedem a união da família e que ainda poderiam ser considerados.
18 Até agora, tratamos apenas de dois pontos principais na promoção da união familiar, o da chefia do marido, sob o arranjo de coisas feito por Deus, e o da devida sujeição da esposa, conforme delineada na Bíblia, para as mulheres. Mas, há muitos outros pontos que requerem nossa atenção na consideração da vida familiar. Por exemplo, há os problemas do cônjuge importuno, da disciplina dada aos filhos e também das relações maritais, mencionadas pelo apóstolo Paulo, como dar cada um ao cônjuge o que lhe é devido, na vida íntima deles. (1 Cor. 7:3-5) Será de interesse considerar esses assuntos, e, por isso, o artigo que segue tratará destes pontos em maiores pormenores, para o nosso benefício.
-
-
Cooperação para a união da famíliaA Sentinela — 1978 | 15 de abril
-
-
Cooperação para a união da família
1. (a) Que espécie de expressões e atitudes devem querer evitar as famílias cristãs? (b) Que bom conselho dá Colossenses 4:6?
“EU NÃO LHE DISSE?” ‘‘Você nunca me escuta!” “Não lhe falei que isso ia acontecer?” Tais expressões, demasiadas vezes, tornam-se parte das discussões em família, entre os cônjuges, e entre eles e os filhos. São proferidas num tom de aborrecimento quando algo saiu errado e fora idéia do cônjuge. O sábio escreveu: “Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda.” (Pro. 21:19, Almeida, atualizada) O mesmo se pode dizer a respeito de viver com um marido rixoso e iracundo. O dicionário define a palavra “rixoso” como: “Dado a rixas, briguento, provocador.” Esta forma de irritação certamente não deve existir no lar cristão. Ambos os cônjuges no arranjo marital precisam precaver-se contra isso. Um bom conselho para todos nós é encontrado nas palavras do apóstolo à congregação de Colossos: “Vossa pronunciação seja sempre com graça, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” (Col. 4:6) Este tipo de resposta ao cônjuge certamente será uma bênção para ambos.
2. Que informação oportuna sobre a benignidade foi dada aos leitores desta revista, há pouco tempo atrás?
2 Há pouco tempo, apareceu nas páginas desta revista um artigo sobre a benignidade. Entre outras coisas, dizia o seguinte: “Aqueles que professam ser cristãos devem cuidar-se de que sua benignidade não seja inferior à benignidade . . . às vezes demonstrada por aqueles que não professam ser servos de Deus. . . . Lemos sobre atos de extraordinário humanitarismo, os quais, pelo contraste, podem revelar menos benignidade da parte de alguns que professam ser servos dedicados de Deus.” Quão lastimável seria se nós, no nosso círculo familiar de adoradores dedicados de Jeová, deixássemos de mostrar benignidade nos tratos entre nós.
3. Como se aplica o termo “da mesma maneira” ao modo em que o marido deve lidar com a esposa?
3 Aos maridos, o apóstolo Pedro dá excelente conselho sobre mostrarem a devida preocupação com sua esposa: “Vós, maridos, continuai a morar com [suas esposas] da mesma maneira, segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra como a um vaso mais fraco, o feminino, visto que sois também herdeiros com elas do favor imerecido da vida, a fim de que as vossas orações não sejam impedidas.” (1 Ped. 3:7) A “mesma maneira”, mencionada por Pedro, é delineada nas suas palavras precedentes, começando no capítulo dois de sua carta, onde ele dá conselho sobre a devida sujeição e assuntos relacionados. Falando sobre o Senhor Jesus Cristo, Pedro escreveu que este havia deixado uma norma a ser observada pelos seus seguidores. Ele disse sobre Jesus: “Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.” (1 Ped. 2:23) Este realmente era um proceder benigno, um exemplo verdadeiramente digno a ser seguido da mesma maneira pelos maridos.
4. Como devem as esposas “da mesma maneira” mostrar benignidade?
4 Naturalmente, Pedro tinha também algum conselho sábio a ser acatado pelas esposas, “da mesma maneira”. Falou sobre as mulheres terem um “espírito quieto e brando, que é de grande valor aos olhos de Deus”. Este, deveras, é o modo benigno a ser adotado pelas esposas que professam ser servas de Jeová e de Cristo Jesus. — 1 Ped. 3:1-4.
5. Mostre como o conselho de Pedro se aplica a todos quanto a ser benigno.
5 Mas, não é só isso. No que se refere a mostrar um espírito benigno no círculo familiar, os pais não são os únicos que devem refrear-se de ser rixosos e reclamadores. As palavras adicionais de Pedro foram: “Finalmente, sede todos da mesma mentalidade, compartilhando os sentimentos, exercendo amor fraternal, ternamente afetuosos, humildes na mente.” Pedro falou sobre a bela recompensa que resulta de se acatar este conselho, dizendo, apenas alguns versículos mais adiante: “Porque os olhos de Jeová estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos às súplicas deles.” — 1 Ped. 3:8, 12.
A DEVIDA PREOCUPAÇÃO COM OS FILHOS
6. (a) Na preocupação com os filhos, de que modo devem tanto o pai como a mãe assumir responsabilidade? (b) Que conselho bíblico temos a respeito da educação dos filhos?
6 Depois, há a questão da edificação dos filhos no círculo familiar. No artigo precedente, sobre este assunto, lemos a respeito do peso de responsabilidade que recai sobre o pai, em criar os filhos na disciplina e no conselho de autoridade do Senhor. (Efé. 6:4) Mas, nem é preciso dizer que a mãe também tem muita responsabilidade em cuidar desta parte importante do círculo familiar. (Pro. 6:20; Efé. 6:1, 2) Num mundo em que prevalece a delinqüência, em que as estatísticas dos crimes cometidos por crianças e por adolescentes apresentam um quadro sombrio de violência, pode-se ver prontamente que a educação dada pelos pais cristãos aos seus filhos pode ser uma questão de vida ou morte. Quando ambos os genitores são crentes, podem cooperar em aplicar os ensinos sábios da Palavra de Deus com respeito à educação dos filhos. — Pro. 13:24; 22:6.
7. Como devem pai e mãe tratar dos conceitos divergentes sobre a disciplina para os filhos, e por quê?
7 A ação unida de ambos os genitores na disciplina amorosa dos filhos pode contribuir muito para um ambiente feliz na família. Os pais podem resolver entre si, quando a sós, os conceitos divergentes sobre a disciplina dos filhos, sem serem ouvidos por estes, e chegarem juntos a uma conclusão sadia que será de benefício para os filhos. Estes podem ficar incentivados a crescer com respeito pelo conselho e pela disciplina provida por ambos os genitores, não tentando separar os pais em certas questões e problemas que surgem na sua vida jovem.
8. (a) Que fato precisa ser encarado na criação de filhos? (b) Portanto, os pais precisam esforçar-se a fazer o quê?
8 É verdade que alguns jovens não aceitam de coração a verdade da Palavra de Deus. Assim como se deu com Caim, Esaú e outros, alguns filhos negam-se a aceitar a verdade. Não deixam que ela se torne guia na sua vida, o que produziria um harmonioso círculo familiar. Isto, deveras, dá grande pesar ao pai e à mãe crentes. ‘Em que erramos?’ estes talvez se perguntem. Há ocasiões em que os pais, deveras, fizeram todo o possível para educar seus filhos nos caminhos da justiça, aplicando o conselho e a disciplina da Bíblia, e esses, ainda assim, se tornam rebeldes e se recusam a ser filhos obedientes de Deus. Em tais circunstâncias, as palavras de Provérbios 17:21 e Prov. 17:25 são significativas. Ali, o sábio escreveu: “O pai dum filho insensato não se alegra. O filho estúpido é um vexame para seu pai e amargura para aquela que o deu à luz.” Quão vital é, portanto, que os pais façam tudo ao seu alcance para dar aos seus filhos o bom começo na vida, que merecem! Podem fazer isso por seguir o conselho da Bíblia a respeito da criação dos filhos. (Deu. 6:4-9) Isso faz parte de cooperarem para a união da família.
9. (a) O que mais é necessário além de apenas estudar a Bíblia com os filhos? (b) Em que pontos podem os pais mostrar interesse nos seus filhos?
9 Convém lembrar que, na educação dos filhos e na criação deles no conselho de autoridade de Jeová, há mais envolvido do que apenas estudar a Bíblia com eles. A aplicação prática dos princípios bíblicos é vital. Se tiver filhos, então, como genitor ou genitora sábia, deve dar-lhes um bom exemplo de diligência. Seria sábio se a mãe deixasse seus filhos preparar o próprio desjejum deles, de manhã, e ir por conta própria à escola, enquanto ela continua dormindo? A menos que haja doença ou outro motivo válido, os pais cristãos que se empenham pela família unida devem fazer esforço de se levantar junto com seus filhos, de manhã, aprontando-os para a escola, provendo-lhes o devido desjejum e cuidando de que estejam adequadamente vestidos. Devem interessar-se em como seus filhos se estão saindo nos estudos, na escola, e que a sua conduta seja sempre a de servos bem educados e de boas maneiras, de Jeová. Devem inculcar nos filhos o respeito pelos mais velhos e muita consideração pela propriedade dos outros. Todas estas coisas, e muitas outras, podem ser de ajuda em criar filhos que não serão vexame para o espírito dos pais, mas louvor para seu Criador e satisfação para mãe e pai.
RELAÇÃO ENTRE MARIDO E MULHER
10, 11. Que tipo de conduta se torna cada vez mais comum entre as pessoas dos nossos dias, e que argumento usam algumas delas?
10 Depois, há o sempre-presente problema da íntima conduta marital entre o homem e sua mulher. No mundo, muita coisa foi escrita sobre este campo, nos últimos anos, sendo algumas diretamente contrárias ao bom conselho da Palavra de Deus. É hoje comum que pessoas vivam juntas sem o benefício do casamento. Naturalmente, isto não é algo novo, mas, nos nossos dias é que muitos parecem pensar que é “esperto” proceder assim e deixar o público saber disso, sem se importar com os sentimentos dos outros ou os ensinos de moral da Palavra de Deus.
11 Até mesmo em países supostamente cristãos, pessoas chamadas de “religiosas” vivem juntas sem o benefício do casamento, dizendo que há pouco ou nenhum significado nos votos públicos feitos ou no pedaço de papel que diz que alguém está unido a outro em casamento. E há grande número de pessoas que convivem abertamente com muitos companheiros ou companheiras, passando de um para outro com arrojada indiferença. Naturalmente, isto tem aumentado as doenças venéreas, as vidas estragadas e os filhos delinqüentes. Muitos, porém, nem se parecem importar com isso, desde que seus desejos egoístas sejam satisfeitos.
12. Como deve o casal cristão encarar este modo de vida?
12 Para o casal cristão, naturalmente, este modo de vida é proibido porque Deus o desaprova, e eles têm o bom senso de saber que agradar a Deus e fazer a vontade dele é a coisa mais importante na sua vida. Isso traz a bênção dele. Não obstante, o casal cristão precisa ter cuidado para que sua relação marital não fique devassa, por causa de práticas desnaturais, práticas contrárias aos princípios da Palavra de Deus. Ambos os cônjuges precisam tomar em consideração os sentimentos cristãos do companheiro marital na questão das relações sexuais.
13. Como pode o marido mostrar que ele ama sua esposa?
13 Nosso Criador fez o homem e a mulher para usufruírem uma intimidade cordial e estreita no matrimônio. Por este motivo, a mulher foi feita “complemento” do homem, quer dizer, ela serve para tornar o homem completo. O homem e a mulher devem ser “uma só carne”. (Gên. 2:18, 21-24) A fim de que este arranjo funcione satisfatoriamente para ambos os cônjuges na sua relação íntima, cada um tem um papel a desempenhar. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu: “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio, pois nenhum homem jamais odiou a sua própria carne; mas ele a alimenta e acalenta.” (Efé. 5:28, 29) Para que a esposa seja genuinamente feliz, ela precisa sentir-se querida e amada. Na vida íntima do homem e de sua mulher, este amor precisa manifestar-se, se os dois hão de promover a união familiar e compreensão.
14. O que é preciso evitar na relação deles como homem e mulher, e por quê?
14 A conduta do homem e da mulher no cumprimento de suas responsabilidades deve basear-se na Palavra de Deus. (1 Cor. 7:3-5) Ao passo que o homem e a mulher devem deleitar-se mutuamente e ter prazer na intimidade de sua relação de marido e esposa, devem evitar práticas desnaturais, como a sodomia. Dizemos “desnaturais”, porque o homem e a mulher obviamente não foram projetados para tais práticas, pelo seu Criador, e a Palavra dele enfatiza a necessidade de evitar as práticas impuras, que caraterizam o mundo. — Lev. 18:1-30; Rom. 1:24-27; 1 Tes. 4:3-8.
15. O que é preciso evitar, para alguém revestir-se da nova personalidade? (Veja Judas 7.)
15 Neste corruto sistema de coisas, em que os cristãos têm de viver e comportar-se dentro dos limites do ensino cristão, temos de evitar adotar o modo de pensar e o conceito daqueles que advogam uma conduta errada. Vemos em toda a parte que o sexo de toda espécie é mercadoria a ser comprada e vendida. Muitos daqueles que chegam ao conhecimento da verdade têm tido experiência no velho sistema e, no passado, tinham governado sua vida pelo modo de pensar dele. Agora já saíram daquele sistema para o arranjo de coisas de Deus. Transformaram sua mente, revestiram-se da nova personalidade e querem levar uma vida em harmonia com as normas e os princípios justos da Palavra de Deus. — Efé. 4:19-24.
16. (a) Contra que precisa o cristão precaver-se ao dar consideração à sua conduta moral? (b) Como se relacionam com este assunto os eventos dos dias de Noé e do tempo de Sodoma e Gomorra? (c) Mostre como a aplicação de Romanos 2:12-16 é de valor neste respeito.
16 É vitalmente necessário que todos nós, os que temos sido chamados para fora da escuridão e para a maravilhosa luz da verdade de Deus, consideremos seriamente como pensamos e como agimos. Não fechamos os olhos àquilo que Deus condena. Não devemos querer andar tão perto como possível, da beira do abismo da transgressão, achando que temos certos direitos e certas decisões que cabem a nós fazer, se quisermos. Nem devemos desculpar-nos por dizer que não há nada diretamente escrito em preto e branco, nas Escrituras, lidando exatamente e nos mínimos detalhes com certo proceder de conduta duvidosa. Não há nenhuma evidência de que, nos dias de Noé, houvesse uma lei escrita que condenasse aquilo que os anjos faziam ao coabitarem com as filhas dos homens. Não obstante, era errado, imoral e iníquo. Deus viu que a terra ficara arruinada e cheia de violência. Ele destruiu aquele mundo de iniqüidade, salvando apenas oito almas justas. (Gên. 6:11, 12; 1 Ped. 3:19, 20) Mais tarde, Deus destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra por causa da prática iníqua da sodomia. Mas, não há nada nas Escrituras que indique que as pessoas daquele tempo tivessem quaisquer regras escritas em preto e branco, da parte de Deus, proibindo especificamente tais práticas. (Gên. 13:13; 19:24, 25) Deus, desde o início, colocou no homem a faculdade da consciência. O homem sabe fundamentalmente o que é certo e o que é errado, quais as práticas que são más e condenadas por Deus. (Rom. 2:12-16) O homem sabe basicamente o que Deus pretendeu quando concedeu ao homem e à mulher a faculdade de procriação, e tornou possível, pela união sexual dos dois, produzir descendência. Portanto, o homem sabe basicamente que a sodomia está errada, que a bestialidade está errada, bem como o adultério, a fornicação, a homossexualidade, e práticas semelhantes. Por este motivo, a fim de promoverem a união familiar, tanto o marido como a mulher precisam atuar dentro dos limites do pensamento piedoso, baseados nos princípios da Palavra de Deus. Isto pode resultar em duradoura alegria e felicidade no círculo familiar.
17. Mencione outra armadilha a ser evitada no vínculo marital.
17 Deve-se também notar que a intimidade do vínculo marital não deve ser usada como arma contra o cônjuge, para algum fim egoísta, ou só nos próprios interesses. O apóstolo Paulo aconselhou: “O marido renda à esposa o que lhe é devido; mas, faça a esposa também o mesmo para com o marido. Não vos priveis um ao outro disso, exceto por consentimento mútuo.” Cada cônjuge deve considerar as necessidades do outro no vínculo marital, assim como Paulo escreveu: “Que cada um persista em buscar, não a sua própria vantagem, mas a da outra pessoa.” — 1 Cor. 7:3, 5; 10:24.
18. Onde obtemos conselho sadio sobre o matrimônio e sobre mantê-lo honroso?
18 A organização visível de Jeová proveu muita informação útil a ser considerada pelos casados, que pode ser uma bênção para eles. Tal conselho e admoestação não provém senão do próprio Jeová, por meio de sua Palavra. Quando o apóstolo Paulo escreveu que o matrimônio deve ser “honroso entre todos e o leito conjugal imaculado”, ele queria dizer exatamente isso, e os interessados em levarem juntos uma vida feliz e alegre de casados podem ter tal matrimônio por aderirem a este bom conselho de Paulo aos cristãos hebreus. — Heb. 13:4.
19. Que problemas adicionais serão considerados com relação ao assunto do casamento, e da união e paz na família, entre os servos de Deus?
19 Consideramos aqui o arranjo marital feliz, em que tanto o marido como a esposa são cristãos dedicados e batizados, empenhando-se pelos mesmos objetivos e interessando-se nas mesmas coisas. Muitos servos de Jeová, porém, encontram-se na situação de estarem casados com alguém que não crê, ou talvez estejam separados de seu cônjuge. De que modo resolvem estes, em tal situação, os seus muitos problemas, tendo filhos para criar e querendo uma vida feliz? Que conselho dá a Palavra de Deus a tais servos de Jeová? O próximo artigo considerará estes pontos.
[Foto na página 11]
Ambos os genitores devem cooperar nos assuntos da disciplina.
[Foto na página 12]
Levanta-se bastante cedo para ajudar seus filhos a aprontar-se para a escola?
-
-
Em famílias divididas — pode haver felicidade?A Sentinela — 1978 | 15 de abril
-
-
Em famílias divididas — pode haver felicidade?
1, 2. (a) Qual é a aplicação das palavras de Jesus em Mateus 10:34-36? (b) O que é muito desejável, e como amiúde pode ser alcançado?
A MENSAGEM da verdade, a palavra de Deus, atua como “espada”, e às vezes causa fortes divisões entre os membros duma família. O próprio Jesus Cristo, falando sobre tais situações, disse: “Vim causar divisão . . . Deveras, os inimigos do homem serão pessoas de sua própria família.” (Mat. 10:34-36) Naturalmente, a união na família é muito desejável, e os que acatam a mensagem do Reino devem fazer todo o possível para eliminar obstáculos erguidos por Satanás, a fim de que a “iluminação das gloriosas boas novas a respeito do Cristo” possa chegar a outros membros da família. — 2 Cor. 4:4.
2 Neste respeito de o crente ou a crente mostrar a benignidade, a brandura e a longanimidade que acompanham a nova personalidade cristã, sua apresentação da verdade, com tato — tendo cuidado em “não bater sempre na mesma tecla” — e a ênfase dada aos aspectos práticos e positivos da vida cristã, com o tempo, talvez ajudem o incrédulo ou a incrédula a raciocinar sobre a Bíblia. (Col. 3:10, 12) Visitas apropriadas por anciãos ou outros da congregação — por exemplo, aceitando convites para uma refeição — podem ajudar a eliminar impressões errôneas ou preconceitos. A perseverança paciente muitas vezes foi recompensada, mesmo depois de muitos anos, sendo que incrédulos têm dado meia-volta e se têm tornado defensores muito zelosos destas “boas novas do reino”. — Mat. 24:14
LARES DIVIDIDOS NA QUESTÃO RELIGIOSA
3. (a) Qual é o motivo básico de haver lares divididos em sentido religioso? (b) Que dois tipos de cônjuges incrédulos serão considerados aqui?
3 Não obstante, vemo-nos confrontados com a situação em que muitos cônjuges crentes — especialmente mulheres cristãs — têm de enfrentar o problema dum lar dividido. Isto causa uma série de dificuldades. Essas mulheres fiéis conhecem o conselho da Palavra de Deus, de casar-se “somente no Senhor”. (1 Cor. 7:39) Entretanto, a maioria dos servos de Jeová, em lares divididos, aprenderam a verdade só depois do casamento, e então verificaram que seu cônjuge não se interessava em seguir o caminho da verdade e em participar com eles ou elas no serviço do Reino. Estão casados com alguém que não compartilha dos seus conceitos sobre a verdade da Palavra de Deus, seriamente adotados pelas Testemunhas de Jeová. Como pode uma mulher, nestas circunstâncias, mostrar-se realmente apta como esposa para seu marido e mãe para os seus filhos? Muito depende da atitude do cônjuge incrédulo. Se ele for alguém que não interfere na crença de sua esposa e lhe permitir certa liberdade, para assistir a reuniões cristãs e participar na proclamação do Reino, então, o caminho não é tão difícil. Se ele permitir que a esposa dê aos filhos educação nos ensinos da Bíblia, para que eles possam crescer no Caminho, não há grande problema. As verdadeiras dificuldades surgem quando o marido se opõe à atividade cristã de sua esposa e de seus filhos, e coloca muitos obstáculos no caminho deles.
4. (a) De que conselho bíblico se lembrará o crente, no que se refere a retaliar, e que bom resultado terá acatá-lo? (b) O que aconselhou o apóstolo Pedro às esposas quanto à conduta delas?
4 Lidar com tais problemas pode ser uma prova para a cristã. Retribuir indelicadeza com indelicadeza talvez seja a reação natural que se tenha. No entanto, lembrando-se das palavras do apóstolo Paulo aos romanos, a esposa cristã não deve reagir assim. Paulo disse: “Não retribuais a ninguém mal por mal. Provede coisas excelentes à vista de todos os homens. Se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens. Não vos vingueis, amados, mas cedei lugar ao furor; pois está escrito: ‘A vingança é minha; eu pagarei de volta, diz Jeová.’ Mas, ‘se o teu inimigo tiver fome, alimenta-o; se ele tiver sede, dá-lhe algo para beber; pois, por fazeres isso, amontoarás brasas acesas sobre a sua cabeça.’ Não te deixes vencer pelo mal, porém, persiste em vencer o mal com o bem.” (Rom. 12:17-21) Isto resultará, primeiro, no louvor de Jeová, e, segundo, em paz mental para a esposa cristã. Significa seguir o bom conselho do apóstolo Pedro: “Da mesma maneira vós, esposas, estai sujeitas aos vossos próprios maridos, a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavras, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito. E, não seja o vosso adorno o trançado externo dos cabelos e o uso de ornamentos de ouro ou o trajar de roupa exterior, mas, seja a pessoa secreta do coração, na vestimenta incorruptível dum espírito quieto e brando, que é de grande valor aos olhos de Deus.” — 1 Ped. 3:1-4.
5, 6. Descreva os passos que a esposa crente pode dar para ensinar a verdade aos seus filhos.
5 O que pode fazer a mulher cristã quando o marido incrédulo procura impedir que ela ensine e crie os filhos da família na disciplina de Jeová? Naturalmente, ela fará tudo ao seu alcance para mostrar a seu marido as vantagens de tal educação para os filhos, delineando, se de todo possível, como a educação cristã será nos melhores interesses dos filhos. Se ela explicar o que os filhos vão aprender e como tirarão proveito pessoal das reuniões e da associação, isso talvez abrande a atitude do cônjuge incrédulo a ponto de ele permitir que assistam às reuniões cristãs.
6 Todavia, se o incrédulo se mostrar empedernido em não permitir que os filhos freqüentem reuniões cristãs, a esposa terá de usar de discernimento e entendimento para ensinar aos filhos os caminhos da vida eterna. Em tais circunstâncias, a esposa, embora sempre manifeste uma conduta casta e reta, terá de confiar na ajuda e orientação de Jeová em prover auxílio, de modo espiritual, aos seus filhos. Ela sempre pode recorrer ao conselho dos anciãos na congregação, sobre o que talvez seja próprio na situação particular dela.
7. O que deve a esposa cristã objetivar alcançar?
7 Uma coisa em que a esposa cristã deve estar interessada é fazer todo o possível para tornar a relação marital feliz, orando a Jeová e aguardando o dia em que seu cônjuge talvez caia em si e se junte a ela na adoração cristã. Isto tornaria o matrimônio realmente feliz, ao passo que os dois cooperam nos interesses de sua família, visando a vida eterna.
LARES E CASAMENTOS DESFEITOS
8, 9. Que responsabilidade tem a esposa abandonada para com seus filhos, e como pode desincumbir-se dela?
8 Às vezes, por causa da atitude da esposa cristã a favor da justiça, o marido incrédulo separou-se dela. Em outras ocasiões, mulheres obtiveram conhecimento da verdade depois de se terem legalmente divorciado ou desquitado de seu marido. Quando surge a questão duma separação, é preciso tomar em consideração os filhos. Embora criar filhos num lar onde há um cônjuge incrédulo seja difícil, por certo, também, pode ser muito difícil para a mulher criar os filhos num lar sem marido e pai presente. Naturalmente, o arranjo de Jeová é que os genitores, pai e mãe, eduquem os filhos. O círculo familiar unido oferece o melhor ambiente para a educação dos filhos. Mas, o que pode fazer a mãe com filhos pequenos, quando não há pai no lar para educar os filhos e ajudá-la? É evidente que ela não pode negligenciar os filhos. Não pode passar todo o seu tempo na divulgação das boas novas e no ensino de outros às custas de negligenciar sua própria família. Nem pode passar todo o tempo preocupando-se consigo mesma e esquecendo-se dos filhos, que precisam de sua atenção e cuidado. Ela tem a responsabilidade de educar os filhos, oferecendo-lhes toda oportunidade ao alcance dela para se desenvolverem também como filhos de Jeová e do Filho dele, Cristo Jesus.
9 Isto significa levar os filhos à congregação cristã, para que possam associar-se com o povo do Senhor. Este pode ser um fardo muito grande, se houver muitos menores na família, todos precisando de atenção. Talvez haja a tendência de desistir, pensando-se que o esforço é demais. No entanto, com confiança em Jeová, fazendo empenho e mostrando o desejo de educar os filhos, ela pode fazer muita coisa. O mesmo se pode dizer do marido que precisa cuidar dos filhos sem a ajuda e o apoio da esposa. Muitas vezes há outros na congregação, que podem prestar ajuda. Embora estes não possam assumir a responsabilidade pelas crianças, podem auxiliar.
ONDE SE PODE OBTER AJUDA
10. (a) Quais são alguns dos possíveis modos de se ajudar a essas crianças? (b) Em harmonia com Gálatas 6:2, o que se pode fazer localmente?
10 É possível que alguém na congregação, até certo ponto, possa ajudar os filhos que você tem. Por exemplo, pode haver um jovem irmão ou irmã que fez amizade com seu filho ou sua filha, e que pode estudar com eles, provendo-lhes boa associação e assim animando-os no caminho da justiça. Talvez haja um casal sem pesadas responsabilidades, que pode oferecer ajuda, auxiliando assim a levar os filhos que você tem a uma relação mais íntima com a congregação e com irmãos e irmãs. — Gál. 6:2.
11. Mostre como o genitor ou a genitora crente pode ser bom exemplo para os filhos.
11 Mas, o genitor ou a genitora, em tal situação, deve lembrar-se de prover pessoalmente um bom modelo aos filhos, por sua própria associação com a congregação e sua própria maneira reta de viver. A mulher que estiver nesta situação deve querer manter o lar limpo para os filhos e desenvolver qualidades cristãs que mostrarão que ela se empenha em dar bom exemplo aos outros. E embora, às vezes, possa parecer haver motivos para ficar exasperada e perder o autodomínio, deve invocar a ajuda de Jeová e refrear-se de dizer ou fazer algo que desacredite seu modo de vida como cristã. Se você tiver problemas neste sentido, por que não fala com os anciãos na congregação? Cada situação é diferente, e não é fácil dar um conselho geral, em todas as circunstâncias, sobre o que fazer. Às vezes, os filhos precisam da vara de disciplina, mas, em outras ocasiões, talvez baste falar francamente com eles, apelando para o seu senso do certo e errado. A frustração é um dos maiores inimigos na educação dos filhos. Isto se dá especialmente quando há apenas um genitor ou uma genitora desempenhando o papel tanto do pai como da mãe. Mas as palavras calmantes e tranqüilizadoras de Deus, conforme delineadas na Bíblia, devem ser de ajuda para todos. — Pro. 16:24; Isa. 57:15.
OUTRO PROBLEMA DOS LARES DIVIDIDOS
12, 13. (a) Mencione outro problema nos lares divididos. (b) Como se pode lidar com este problema?
12 Alguns daqueles, cujo cônjuge se separou ou divorciou, têm escrito à Sociedade Torre de Vigia, pedindo conselho sobre vencer a solidão resultante de não terem mais o seu cônjuge. Esta certamente pode constituir um problema na vida de tais. O conselho sadio da Bíblia é que os casados permaneçam juntos. (1 Cor. 7:10-13) No entanto, sem culpa do crente, o cônjuge incrédulo talvez se afaste. Como se lida com tal problema na vida?
13 Naturalmente, quando alguém está separado de seu cônjuge, tal pessoa é privada do que lhe é “devido” no casamento. Isto pode causar ansiedade e depressão. Em algumas circunstâncias, o cônjuge deprimido pode seguir o conselho de Paulo, de ‘se reconciliar novamente’, terminando assim com a separação. (1 Cor. 7:11) Em outras circunstâncias, isso talvez não seja possível, especialmente quando o cônjuge não quer uma reconciliação ou quando concorda apenas em termos inaceitáveis para o cristão ou a cristã, tais como renunciar à verdade ou adotar conduta não-cristã, que avilta o leito conjugal. — Heb. 13:4.
14, 15. Que sugestões são dadas aos crentes que estão nesta situação difícil?
14 Portanto, torna-se evidente que o cristão terá de fazer um esforço para seguir um proceder em harmonia com os princípios cristãos, os quais, ao mesmo tempo, ajudarão a combater as depressões e o sentimento de solidão, que surgirem. Talvez seja possível programar seus assuntos para passar mais tempo em falar a outros sobre o reino de Deus ou em estudar a Bíblia com recém-interessados. (Veja Lucas 2:36, 37.) Envolver-se mais em ajudar outros em necessidade na congregação é mais um modo para se vencer a solidão. — Sal. 105:1, 2; Rom. 12:12, 13.
15 Se você for mulher, talvez haja na congregação mulheres com mais idade, que precisam de companhia, de alguém estudar com elas ou de outro modo cuidar delas. Esta pode ser uma maneira de gastar horas extras com proveito, se não souber o que fazer com o tempo. Por que não olha em volta, na congregação, para ver o que poderá fazer para prestar esta espécie de ajuda amorosa a alguém nela? Pode-se ter muita felicidade nesta espécie de dar. (Atos 20:35) Ou talvez haja outras mulheres na congregação, em situação similar à sua, que possivelmente foram abandonadas pelo marido ou são viúvas, e você possa ter companhia em passar o tempo com proveito, em alguma fase do serviço do Reino, edificando-se umas às outras espiritualmente pela sua associação.
16, 17. Onde se pode obter consolo e conforto, e que bom conselho de Pedro precisa ser lembrado?
16 Não há dúvida de que há dificuldades em se enfrentar esses problemas de solidão, ansiedade e depressão por causa dum lar desfeito. Mas, se você acatar o conselho do salmista, de ‘lançar seu fardo sobre o próprio Jeová’, verificará que ‘ele mesmo o susterá’ e o ajudará a enfrentar com bom êxito esses desafios na vida. — Sal. 55:22.
17 Sempre tenha em mente o motivo pelo qual está na atual situação. Visto que é por querer ser seguidor ou seguidora do Senhor Jesus Cristo, a Palavra de Deus certamente lhe dará muito consolo para seu proceder. (1 Ped. 3:17) Procure andar em fidelidade, fazendo a vontade de Jeová, e pode ter a certeza de que sua boa conduta não passará despercebida de nosso Grandioso Criador, Jeová Deus. — Mat. 10:36-39.
MANTENHA ALEGRE ASSOCIAÇÃO MÚTUA
18. O que dá aos servos de Jeová uma esperança alegre quanto ao futuro, e o que pode ajudar nisso, segundo João 13:35?
18 Jeová, o Deus feliz, delineou na sua Palavra de verdade o que se requer para se ser feliz, e como os verdadeiros cristãos podem ter genuína alegria e felicidade. (1 Tim. 1:11; Mat. 5:3-5) Dentro da congregação do povo de Jeová, em toda a terra, encontrará pessoas de todo tipo e de todas as camadas sociais. Uma coisa que elas têm em comum é sua fé em Jeová. Isso lhes dá uma alegre esperança quanto ao futuro. Iguais a uma família unida, todos os do povo de Jeová estão e devem estar interessados no bem-estar de seus irmãos e de suas irmãs espirituais. Todos devem cooperar em demonstrar verdadeira empatia e amor uns pelos outros. Afinal, Jesus disse que as pessoas saberiam que somos seus discípulos por termos amor entre nós. (João 13:35) Este é o sinal identificador do verdadeiro cristianismo.
19. (a) Conforme indicado em João, capítulo 10, como se pode encontrar a verdadeira felicidade? (b) Como podem todos participar na promoção e na manutenção de arranjos familiares felizes?
19 Em todo o mundo, a fraternidade do povo de Jeová aumenta vertiginosamente. Literalmente, dezenas de milhares estão afluindo ao rebanho do Pastor Excelente, desejosos de ser guiados e pastoreados pelo Senhor Jesus Cristo. Conforme Jesus o expressou aptamente: “Eu sou o pastor excelente, e conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim.” (João 10:14) Por permanecermos dentro do “aprisco”, encontraremos bênçãos, alegria e verdadeira felicidade, que são o quinhão dos servos de Jeová. Quer casados, quer solteiros, vivendo em lares divididos ou mesmo em lares desfeitos, por causa dos problemas do velho mundo, todos nós, juntos, temos a perspectiva da vida eterna sob o arranjo do Reino. Por nosso proceder na vida cotidiana, e por nos harmonizarmos com a conduta correta e a disciplina delineadas nas Escrituras Sagradas, podemos ser testemunho vivo da verdade da Palavra de Deus, de que os seus servos são deveras um povo feliz, servindo os interesses do reino eterno de Deus e de seu Filho. Cada um de nós, portanto, pode ter parte na promoção e na manutenção de arranjos familiares felizes, para a glória do nome de Jeová!
-
-
“Intercâmbio de encorajamento”A Sentinela — 1978 | 15 de abril
-
-
“Intercâmbio de encorajamento”
A SEGUINTE carta foi recebida no escritório central das Testemunhas de Jeová em Brooklyn, Nova Iorque:
“Escrevo da cidade mais setentrional da Austrália Ocidental, Wyndham, situada nas acidentadas montanhas Kimberley. Que esta carta encontre todos vocês, irmãos, com boa saúde e atarefados na excelente obra que estão fazendo. Todos nós somos muito beneficiados porque trabalham diligentemente na preparação de artigos para A Sentinela e Despertai!, e por isso decidi escrever-lhes, para expressar meus sinceros agradecimentos.
“Visto que a congregação mais próxima dista uns 640 quilômetros, ficamos isolados na maior parte do ano, e havendo apenas dez membros na nossa congregação, podem imaginar o enorme encorajamento e revigoramento espiritual que as revistas fornecem. As muitas experiências fortalecedoras da fé têm sido muito úteis para nós, e, certamente, embora nunca nos tenhamos encontrado com esses irmãos, agradecemo-lhes pela sua posição fiel do lado de Deus. Deveras, podemos agradecer a Deus por tal alimento espiritual, oportuno. Só cheguei a apreciar realmente a importância do estudo regular quando me mudei para cá, para continuar como ‘pioneiro’, e Jeová abriu agora meus olhos para reconhecer plenamente as palavras de Jesus, em Mateus 5:3 e Mateus 4:4.
“Pois bem, irmãos, talvez eu possa contar-lhes um pouco sobre a obra de testemunho nesta parte do mundo, a fim de que também fiquem animados. — Rom. 1:12.
“Nossa congregação serve uma região de uns 310.000 quilômetros quadrados. Há uma grande população aborígine, e atualmente estamos dirigindo alguns estudos bem sucedidos inclusive com um presidiário. É um verdadeiro desafio tentar comunicar-se com êxito com aquela gente, e somos gratos pela direção angélica; senão, seria uma tarefa muito difícil discernir onde está o genuíno interesse.
“Um aspecto importante de nossa obra é chegar às numerosas estâncias (fazendas), e isto envolve percorrer grandes distâncias sobre terreno acidentado e poeirento. Numa estância, deixamos cerca de cem livros com os nativos, e esperamos encontrar verdadeiro interesse quando fizermos uma revisita. Para chegar a uma reserva aborígine, cinco de nós percorremos de barco uns cinqüenta quilômetros. No caminho de volta, avistamos alguns crocodilos e ficamos mais que alegres de estar novamente no solo de Wyndham.
“Na própria cidade de Wyndham estabelecemos recentemente um Salão do Reino na rua principal. Celebramos nele a Comemoração e tivemos uma assistência de dezesseis pessoas. A mão de Jeová certamente não é curta, e, como exemplo, citamos que o prédio foi originalmente anunciado por 13.000 dólares (australianos). Visto que somos apenas um grupo pequeno, oferecemos 1.000 dólares, e isso foi aceito!
“Portanto, irmãos, embora essas experiências não sejam de modo algum espetaculares, espero que fiquem animados de saber que nos sentimos felizes de servir com vocês na obra de nosso ‘Deus feliz’.”
-