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  • O colapso da família — como enfrentá-lo
    A Sentinela — 1977 | 15 de abril
    • O colapso da família — como enfrentá-lo

      “HÁ CINCO anos atrás, eu nunca teria pensado num divórcio”, disse uma secretária de trinta e um anos de idade, na Índia. Ela continuou: “Eu teria agüentado o casamento infeliz até a minha morte. Mas, eu soube de outras mulheres divorciadas, e depois cheguei a conhecer uma, e isso me deu a força para tentar.”

      Observações assim são ouvidas com crescente freqüência também em outras partes da terra. O colapso da família definitivamente está em aumento. Na Suécia, há seis divórcios para cada dez casamentos, nos Estados Unidos há cerca de cinco divórcios para cada dez casamentos, na Alemanha Oriental, cerca de três divórcios para cada dez casamentos, e na Finlândia, menos de três divórcios para cada dez casamentos. Qual é o motivo de tantos casados se negarem a continuar juntos?

      Os comentários daquela senhora da Índia ilustram muito bem que tem havido uma mudança de atitude quanto a preservar o casamento, apesar das dificuldades. O divórcio não é mais desaprovado tanto, que isso sirva de freio contra o rompimento marital. Pessoas de destaque, que amiúde estão na atenção do público, estão entre os muitos que obtêm um divórcio. Isto tem dado certo ar de respeitabilidade ao divórcio, facilitando que as pessoas aceitem a idéia dele para si mesmas. Além disso, diversos países liberalizaram as leis de divórcio. Todos esses fatores contribuíram para fazer o divórcio parecer uma saída fácil para um sério problema marital.

      Também o movimento feminista causou um impacto na família. Fez com que algumas mulheres achassem mais importante uma carreira do que ser dona-de-casa e mãe. O trabalho doméstico passou a ser encarado como estafa sem recompensa. Até mesmo em certos países, onde as mulheres pouco podiam expressar-se, tem havido mudanças. Algumas esposas, ali, exigem maior liberdade de opinar no casamento, mas os seus maridos não querem ceder. Isto leva em pouco tempo a sérios problemas. Para a esposa, a liberdade por meio dum divórcio pode tornar-se mais desejável do que a submissão inquestionável aos ditames do marido.

      O fator de muitas esposas serem parte da força operária também tem contribuído para o enfraquecimento da família. No trabalho, essas esposas talvez obtenham muita atenção de outros homens. Às vezes, isso pode resultar em elas acharem outro homem que lhes é mais atraente do que seu próprio marido. Em resultado, seu casamento pode acabar em divórcio.

      Nos países onde a inflação continua a ser problema, marido e mulher amiúde têm discussões acaloradas sobre assuntos financeiros. Essas podem chegar ao ponto em que a única solução da situação desagradável pareça ser um desquite ou um divórcio.

      OS QUE USUFRUEM UMA FAMÍLIA UNIDA

      Contudo, muitos casais permanecem unidos por toda a vida, e são felizes e contentes. Por quê?

      O motivo do bom êxito no casamento muitas vezes é que tanto o marido como a esposa seguem princípios sólidos. Há evidência clara de que, quanto mais esses princípios correspondem aos apresentados na Bíblia, tanto mais fortes são os vínculos familiares. Um homem casado, em Las Vegas, Nevada, E. U. A., verificou que era assim no seu caso. Ele observou: “Se não fosse que minha esposa e eu começamos a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová, acho que nosso casamento não teria durado por mais um mês. A situação estava tão ruim assim.”

      Mas, por que é tão útil a orientação bíblica? Porque ela se baseia em mais do que apenas sabedoria humana. O apóstolo Paulo, que por anos havia observado o efeito sadio que as Escrituras podem ter nas pessoas, escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.” (2 Tim. 3:16, 17) Sim, Deus é a fonte da sabedoria contida nas Escrituras. Como Criador do homem, sabe o que é nos nossos melhores interesses e o que promove nossa maior felicidade. Por isso podemos confiar na orientação provida pelas Escrituras. Esta orientação suportou também a prova do tempo.

      O que a Bíblia diz sobre o casamento e a vida familiar é muito realístico. Não cria falsas expectativas; admite francamente que o casamento não é sem problemas. Lemos que aqueles que se casam “terão tribulação na sua carne”. (1 Cor. 7:28) Ao mesmo tempo, as Escrituras mostram como manejar com bom êxito as dificuldades familiares, conforme veremos.

      Além disso, a Bíblia relega as coisas materiais ao segundo plano, exortando ao contentamento e à busca de tesouros espirituais. Por exemplo, lemos em 1 Timóteo 6:7, 8: “Não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora. Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.” Quantas discussões por questões financeiras poderiam ser evitadas pelos casados se vivessem segundo este preceito!

      O conselho das Escrituras promove o maior respeito pelo arranjo marital. Provê admoestação tal como a seguinte: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” (Heb. 13:4) Além de aconselhar que se mantenha o casamento honroso, a Bíblia apresenta também motivos válidos para se evitar a imoralidade sexual. Em linguagem sem rebuço, as Escrituras advertem sobre o perigo para a saúde, a família, e, o que é mais importante, para a relação da pessoa com Jeová Deus. Por exemplo, o homem que vai atrás duma mulher imoral é comparado ao ‘touro levado ao abate’. Daí, lemos: “Ele não sabia que envolvia a sua própria alma”, quer dizer, a sua vida como pessoa. — Pro. 7:22, 23.

      A Bíblia apresenta também os direitos e as responsabilidades do marido, da esposa e dos filhos. Quando se aplicam as admoestações dela, todos os membros da família gozam duma posição digna. Sentem-se necessários e apreciados. Por isso, gostam de estar juntos.

      A fim de que possa ver quão bons são os princípios bíblicos, convidamo-lo a ler o artigo que segue. Estamos certos de que se sentirá animado ao notar que é possível levar uma vida sadia em família, mesmo numa época em que o colapso da família constitui problema sério.

  • O segredo duma vida feliz em família
    A Sentinela — 1977 | 15 de abril
    • O segredo duma vida feliz em família

      “Dobro os joelhos diante do Pai, a quem toda família no céu e na terra deve o seu nome.” — Efé. 3:14, 15.

      1-3. O que acham alguns das normas para uma vida feliz em família, e que perguntas suscita isso?

      QUEM é que, de bom juízo, não quer ter felicidade na sua vida familiar? Se ela, atualmente, não for feliz, a maioria das pessoas estarão dispostas a aplicar quaisquer meios que lhes pareçam úteis, para conseguir verdadeira união e felicidade na família.

      2 Na busca do segredo da felicidade na vida em família, alguns adotam o conceito de que este mundo de tecnologia apresenta problemas que nenhuma outra era teve de enfrentar. Por isso, acham que se precisa duma norma de moral diferente. Crêem também que o mundo, em todos os sentidos, é agora mais esclarecido do que nas gerações passadas. — Pro. 30:13.

      3 É isso verdade? A tecnologia tem acentuado alguns dos problemas seculares, isso sim. Mas, mudou a natureza humana? Têm as pessoas menos desejos de ser tratadas com bondade e são menos suscetíveis ao amor? Será que o modo em que temos usado nosso progresso científico e industrial solucionou nossos problemas, ou tornou-nos, antes, menos humanos na nossa maneira de encarar as relações sociais!

      4. Por que não é sábio pensar que podemos desconsiderar todas as normas anteriores quanto à vida familiar?

      4 Quando avaliamos esta questão com honestidade, temos de admitir que a atual geração não é mais inteligente, nem melhor, do que as passadas. De fato, a inteligência que possuímos, nós a herdamos delas. Por isso, não podemos, com segurança e bom senso, rejeitar todas as normas básicas seguidas por praticamente cada nação na terra, durante milhares de anos — por exemplo, a monogamia, a chefia na família e a importância da união familiar — especialmente visto que se mostraram proveitosas. De fato, é o afastamento de tais princípios que causa a maior parte da infelicidade na família.

      ORIGEM DAS NORMAS CORRETAS

      5, 6. (a) Como mostra Romanos 2:14, 15, a origem das normas maritais e outras, seguidas pela maioria das nações? (b) Como mostram as Escrituras, em textos tais como Deuteronômio 6:7 e 31:12, que a família deve ficar o mais possível unida? (c) Como deve o chefe da família encarar as opiniões dos outros membros dela?

      5 Mais importante ainda é onde se originaram essas normas sobre a vida em família! São elas o produto da lógica humana ou foram derivadas da experiência prática? Nem uma, nem outra dessas coisas. Provêm do Criador do homem e da mulher, Daquele que estabeleceu a família como unidade básica da sociedade humana. A Bíblia diz até mesmo sobre as nações que não reconhecem o verdadeiro Deus: “Sempre que pessoas das nações, que não têm lei [mosaica], fazem por natureza as coisas da lei, tais pessoas, embora não tenham lei, são uma lei para si mesmas. Elas é que são quem demonstra que a matéria da lei está escrita nos seus corações, ao passo que a sua consciência lhes dá testemunho e nos seus próprios pensamentos são acusadas ou até mesmo desculpadas.” — Rom. 2:14, 15.

      6 De modo que as leis de muitas das nações — suas leis que promovem manter a família unida — são o resultado de normas de moral e de sentimentos naturais incluídos na constituição humana por ocasião da criação. Por conseguinte, em todas as nações, vemos algumas famílias usufruir uma medida considerável de felicidade. Os membros dessas famílias tem verdadeira afeição natural. Costuma haver boas comunicações e interesses comuns, que unem a família. Eles trabalham e brincam juntos, e se respeitam mutuamente. Ao passo que o chefe da família tem a decisão final nos assuntos importantes, todos são respeitosamente ouvidos quanto às suas idéias ou opiniões. Há a sensação de liberdade de pensamento, palavra e ação, apenas limitada pelos melhores interesses da família e da pessoa.

      7. Como mostra o Salmo 127:1 o fator primário para haver felicidade na vida familiar?

      7 Mas, para haver a maior garantia de felicidade permanente, que suporte os altos e baixos da economia, as tentações da chamada “moralidade moderna” e os desapontamentos deste mundo, o principal é ter uma boa relação com Deus. Se esta relação for conseguida e mantida, todos os outros aspectos da vida familiar “se ajustarão”, e, mesmo que as coisas nem sempre saiam assim como se queria, pode-se lidar com isso e resolvê-lo da maneira mais bem sucedida possível. — Sal. 127:1.

      8, 9. Usando Romanos 7:19, 20, mostre por que é necessário empenho árduo para aplicar princípios bíblicos.

      8 Quais são alguns dos fatores envolvidos em manter uma boa relação com Deus, e, em conseqüência, uma boa relação entre os membros da família?

      9 Primeiro, precisa haver amor e afeição, junto com uma demonstração genuína destas qualidades. A humanidade, originalmente feita ‘à semelhança de Deus’, ainda tem certa medida destas boas qualidades, embora o pecado as tenha empanado em grande parte. (Gên. 1:26, 27) Portanto, é essencial esforçar-se constantemente em aplicar os princípios bíblicos que governam a família. Consideremos alguns desses princípios.

      10. Que proteção para o casamento encontramos em Genesis 2:24, Mateus 19:6 e Hebreus 13:4?

      10 No começo, Deus disse: “O homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.” (Gên. 2:24) Jesus Cristo acrescentou: “Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” (Mat. 19:6) Saber isso é uma proteção, refreando os casados de olhar com desejo para outros do sexo oposto e de fazer algo que poderia levar ao aviltamento do casamento. Ele (ou ela) sabe que a infidelidade marital pode arruinar a felicidade familiar e prejudicar ou romper a sua relação com Deus. De qualquer modo, o efeito inevitável são as cicatrizes duradouras no coração e na vida de cada membro da família.

      O CONCEITO CORRETO SOBRE A CHEFIA NA FAMÍLIA PROMOVE A FELICIDADE

      11. De que modo é o marido o chefe da família?

      11 Tendo aceito este conceito sobre a unidade dos casados entre si, vemos a seguir, na Bíblia, que, embora o casamento seja um arranjo de parceria, precisa haver ordem. Deus a providenciou por tornar o marido o chefe da família. O marido é o “sócio principal”, disponível para consulta, e responsável pelas decisões finais sobre assuntos que afetam o bem-estar da família. O apóstolo cristão Paulo escreveu: “O marido é cabeça de sua esposa, assim como também o Cristo é cabeça da congregação. . . . Deste modo, os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio, pois nenhum homem jamais odiou a sua própria carne; mas ele a alimenta e acalenta.” — Efé. 5:23-29.

      12. Segundo Efésios 5:29, por que não usa o bom marido de autoridade tirânica, e, portanto, como lidará ele com os membros de sua família?

      12 O bom marido, reconhecendo que tem responsabilidade ordenada por Deus, tentará criar respeito, não apenas por ser o chefe ou cabeça — e certamente não por considerar-se “chefão” — mas porque sua esposa está em união com ele e não quer prejudicá-la ou trazer má reputação sobre si mesmo (e seu Criador) pelo uso tirânico da autoridade. Antes, incentivará sua esposa e os outros membros da família a se sentirem à vontade no seu intercâmbio de idéias, pensamentos e sentimentos. Manterá as linhas de comunicação abertas, por estar pronta e bondosamente acessível, para qualquer assunto ou problema. Respeitará também os sentimentos deles, avaliando imparcialmente suas opiniões e concedendo-lhes autoridade dentro do domínio de atividade deles, no arranjo familiar.

      13, 14. Comentando a descrição da “esposa capaz” em Provérbios 31, delineie a autoridade e os deveres que se lhe podem atribuir.

      13 Por exemplo, na maioria dos casos, a esposa supervisionará a casa. A Bíblia diz sobre a “esposa capaz”: “Ela o recompensou [seu marido] com o bem e não com o mal.” “Ela tem buscado lã e linho, e trabalha em que for do agrado das suas mãos.” “Seu dono é alguém conhecido nos portões, quando se assenta com os [co-anciãos] do país.” “Seus filhos se levantaram e passaram a chamá-la feliz; seu dono se levanta e a louva.” — Pro. 31:10, 12, 13, 23, 28.

      14 Disto se vê que a esposa deve receber certa liberdade para administrar a casa. Mostrando-se trabalhadeira, capaz e apta no manejo dessas coisas, usualmente seria ela quem planeja a decoração do lar, a compra dos alimentos e talvez da mobília e de outras coisas que promovem a felicidade da família. O marido interviria apenas quando os planos ou gastos dela não seriam sábios ou poriam em perigo a economia ou o bem-estar da família.

      15. O que deve o marido reconhecer quanto à boa esposa, e o que lhe resultará disso, conforme salientado em Provérbios 31:23, 26, e 1 Coríntios 11:7?

      15 O marido apreciativo nunca se esquecerá de animar sua esposa e de reconhecer francamente o trabalho árduo e as realizações dela em favor da família. Seus colegas o respeitam porque as boas qualidades dela refletem a boa chefia dele e a atenção amorosa que dá a ela. (1 Cor. 11:7) Tanto o marido como os filhos falarão bem dela, em toda ocasião. Nem o bom marido, nem a boa esposa, jamais ‘rebaixa’ o cônjuge perante os outros, falando dele ou dela com desprezo. Nem pensam em lançar sobre a família tal desgraça e humilhação pública.

      O PAPEL DA ESPOSA É ESSENCIAL PARA A FELICIDADE DA FAMÍLIA

      16, 17. (a) É a sujeição bíblica da esposa uma escravidão para ela, ou o quê? (b) Como atuará a boa esposa numa situação em que seu marido discorda em questões familiares?

      16 A esposa pode ter um grande quinhão em tornar a família feliz. Primeiro, reconhece a verdade do conselho bíblico: “As esposas estejam sujeitas aos seus maridos como ao Senhor.” “De fato, assim como a congregação está sujeita ao Cristo, também as esposas estejam sujeitas aos seus maridos, em tudo.” “A esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido.” (Efé. 5:22, 24, 33) Esta sujeição, em vez de trazer a escravidão, na realidade, traz para a mulher a libertação das pesadas responsabilidades com que seu marido, como chefe, precisa arcar, tanto à vista de Deus como dos homens.

      17 A boa esposa entende que, numa situação em que talvez pense estar certa, não obstante, deve sujeitar-se à decisão de seu marido, se ele encarar o assunto de modo diferente. Não deve hipocritamente afirmar estar submissa, enquanto, ao mesmo tempo, usa de meios sutis para tentar controlar a situação. Naturalmente, quando está envolvida a violação da consciência cristã, os cristãos obedecem primeiro a Deus. — Atos 5:29.

      18, 19. (a) Comente o efeito duma esposa contenciosa conforme descrito em Provérbios 27:16. (b) Quando um dos cônjuges se irrita com o que pode ser considerado como obstinação ou impertinência da parte do outro, de que deverá lembrar-se?

      18 A boa esposa entende também que, embora seu marido tenha a incumbência bíblica de ‘não se irar amargamente’ com sua esposa, ela precisa ter cuidado em não provocá-lo a isso. (Col. 3:19) O marido ajuizado não desejará brigar com ela por certas questões, nem usar de força no exercício da chefia. O efeito duma esposa insubmissa, irascível e briguenta é descrito em Provérbios 27:16: “Quem a abriga, abriga o vento, e o que a sua direita encontra é óleo.” O marido sente-se frustrado, não consegue refreá-la, e a insubmissão dela torna-se domínio público, para a vergonha da família.

      19 Naturalmente, em vista da imperfeição humana, é inevitável que surjam situações irritantes. Mas as pessoas realmente querem ser felizes e raras vezes procuram causar incômodo. Portanto, em vez de ambos os cônjuges usarem de represálias, eles exercerão autodomínio, usando palavras que promovem amor e felicidade.

      OS FILHOS SÃO FONTE DE FELICIDADE

      20-22. (a) Quando deve começar a própria educação do filho, e por quê? (b) Por que até mesmo um bebê está vivamente apercebido da falta de amor ou duma injustiça, e, portanto, que cuidado precisa ser exercido desde o tempo do nascimento do bebê?

      20 Os filhos contribuem muito para dar união e felicidade ao lar, se forem amados, reconhecidos e devidamente educados. Quando deve começar essa educação?

      21 Primeiro, os pais não devem subestimar a inteligência do bebê recém-nascido. Ele (ou ela) não é pessoa “de segunda classe”. Lembre-se de que o bebê nasce com as qualidades piedosas do amor e da justiça. É uma criatura muito inteligente. Apenas lhe falta informação e experiência para se tornar mentalmente adulto. Dessemelhante dos animais, que agem primariamente segundo o instinto, o bebê humano precisa aprender quase tudo. Por isso, absorve avidamente tudo o que vê e ouve. Portanto, a educação deve começar desde o nascimento, pois, tudo o que for dito ou feito na presença do bebê deve ser edificante. Deve-se ser pródigo em amor para com ele. Ao mesmo tempo, tudo o que for errado deve ser corrigido de maneira bondosa e atenciosa. — 2 Tim. 3:15; 1:5.

      22 Lembre-se de que a criança é você em miniatura. A criança não quer que se fale com ela em “linguagem de bebê”, assim como você tampouco quer isso. A vida é assunto sério, e a criança quer aprender a agir assim como os adultos. Não tendo malícia, sente pronta e vivamente a injustiça, a hipocrisia ou a falta de amor. Este é o motivo pelo qual as qualidades de justiça, amor, misericórdia e outros frutos do espírito não devem ser violados ao se lidar com a criança. Também é preciso cultivá-los na criança desde o começo. — Pro. 22:6.

      23, 24. (a) Por que representa um golpe esmagador para a criança quando suas perguntas são rejeitadas bruscamente ou quando há falta de interesse no que está fazendo? (b) Se o pai ou a mãe não puder logo mostrar interesse, o que deverá lazer?

      23 Mais tarde, a criança talvez se chegue a você de olhos bem abertos para fazer uma pergunta ou para mostrar-lhe entusiasticamente algo que descobriu. Se você a repelir, dizendo: “Não me incomode agora”, ela se sentirá acabrunhada. Você, a pessoa de quem dependia tanto, lhe falhou. Talvez não diga nada, mas ficará com uma cicatriz duradoura, e com isso começarão a surgir barreiras.

      24 Mas, o que deve fazer quando realmente estiver atarefado demais naquele momento? Explique-lhe bondosamente, assim como a um adulto, por que não lhe pode dar atenção no momento, mas que tratará do assunto mais tarde. Daí, não deixe de cumprir isso o mais breve possível. A criança pode ser educada, quando tratada de modo bondoso, a reconhecer que há ocasiões próprias para certas coisas.

      25, 26. É proveitoso raciocinar com a criança, mesmo que ela demonstre desejo ou atitude errada?

      25 As crianças, desde a infância, querem saber os motivos. Há algum tempo atrás, um programa popular de televisão, em certo país, apresentou uma entrevista com estudantes ginasiais e pais. O autor dum livro sobre as relações entre pais e filhos estava presente. Quando se demonstrou ao vivo determinada situação, em que o pai raciocinou com o jovem sobre o motivo de ter de dizer Não ao pedido do adolescente, o autor disse ao pai: “Discordo do senhor. Eu diria apenas: ‘Não, você não pode ter isso.’” Diante disso, o grupo inteiro dos jovens levantou-se quase que a uma em protesto. Disseram: “Queremos saber os motivos, não apenas receber ordens.” Raciocinar com os jovens ajuda a manter abertos os canais de comunicação.

      26 Caso o pai ou a mãe ache difícil demais raciocinar com seus filhos, não poderá seguir um esboço melhor do que o apresentado no livro de Provérbios, em especial os primeiros sete capítulos, que relatam o conselho dum pai temente a Deus ao seu filho.

      RESUMO

      27. (a) A que deve amoldar o marido a sua chefia? (b) Por que seria bom elogio para uma mulher ser ela chamada de ‘filha de Sara’, assim como Pedro diz em 1 Pedro 3:6?

      27 Por conseguinte, visto que Deus foi quem projetou o arranjo familiar e visto que o homem foi feito à imagem de Deus, o bom marido admitirá as qualidades divinas, os desejos e os sentimentos dos membros de sua família. Exercerá a chefia imitando Deus e Cristo. Demonstrará que reconhece que tem sobre si a Chefia Divina e dirigirá sua família de modo que respeitem, acima de tudo, aquela Chefia. (1 Cor. 11:3) As esposas que reconhecem este princípio seguem o modelo de Sara, Rebeca e outras mulheres fiéis, que serviram a Deus. A esposa não poderia receber elogio maior do que ser chamada de verdadeira ‘filha de Sara’. — 1 Ped. 3:5, 6.

      28, 29. Por que é a disciplina necessária e benéfica? (Heb. 12:9-11)

      28 O amor e a bondade predominarão na família feliz, mas a disciplina não será negligenciada, pois, todos precisamos de educação, em especial por sermos pecadores imperfeitos. (Heb. 12:9-11) A ‘disciplina e regulação mental de Jeová’ são a base da educação do filho. (Efé. 6:4. ed. ingl. 1971) Isto inclui o raciocínio, em contraste com a arbitrariedade. Envolve também dar exemplo — o pai inculca amor a Deus por mostrar à família que ama a Deus de todo o coração.

      29 Se cada um da família tratar os outros assim como Deus o trata, certamente haverá uma vida feliz em família.

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