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  • Agradar a Jeová como família
    A Sentinela — 1982 | 15 de abril
    • Agradar a Jeová como família

      “Vós, esposas, estai sujeitas aos vossos maridos . . . Vós, maridos, persisti em amar as vossas esposas . . . Vós, filhos, em tudo sede obedientes aos vossos pais, pois isso é bem agradável no Senhor.” — Colossenses 3:18-20.

      1. Qual é uma das necessidades básicas da família para agradar a Jeová, mas que obstáculo se enfrenta nisso?

      UMA das necessidades básicas da família cristã que deseja agradar ao Criador é ser obediente à autoridade devidamente constituída. Qual é o seu conceito sobre a autoridade? A leitura de jornais e revistas, ver as notícias na televisão ou escutar o serviço noticioso num rádio fornece evidência abundante de que em todo o mundo existe uma atitude desafiadora para com a autoridade. Tal atitude pode facilmente influenciar o modo de pensar da pessoa. No nível familiar, pode causar grande perturbação, se o conceito da pessoa sobre a obediência à autoridade for moldado pelos acontecimentos em volta dela, dia após dia.

      2-4. Com que perguntas se confrontam as famílias no que se refere a reconhecer a autoridade?

      2 Se você for marido e pai, como encara o exercício de sua autoridade na família? Acha que o chefe da família, o marido, tem autoridade absoluta nos assuntos relacionados com a família e que você tem o direito de mandar na sua casa? Ou seria mais do seu agrado simplesmente deixar sua esposa assumir as responsabilidades da chefia, para manter a paz no círculo familiar?

      3 Se você for esposa e mãe, agasta-se com a autoridade exercida pelo seu marido? Acha difícil aceitar a maneira em que seu marido exerce a autoridade na família? Sente-se inclinada a rebelar-se, exigindo ficar livre de tal autoridade?

      4 Se você for rapaz ou moça, como encara a autoridade de seus pais, seja a de seu pai, a de sua mãe ou a de um tutor? Sujeita-se de bom grado à sua orientação? Ou luta contra a sua autoridade? Exige ficar independente e livre de sua autoridade?

      5. Que relações são afetadas pelo conceito que a pessoa tem sobre a autoridade?

      5 O conceito que a pessoa tem sobre a autoridade e sua sujeição a ela tem um efeito profundo e duradouro sobre a sua relação com o Criador, Jeová, e com outros, tanto no mundo cotidiano em que vivemos, como na relação familiar. Portanto, é bom saber exatamente como os que hoje afirmam ser cristãos devem reagir diante de autoridade, especialmente a relacionada com o arranjo familiar. Devemos querer agradar ao Criador como família

      O Arranjo Familiar

      6, 7. Que ordem deu Jeová ao primeiro casal humano, e que papel intencionou para a mulher?

      6 Para começar, Jeová Deus, nosso Criador, é Quem originou a unidade familiar. Ela começou no Éden, quando Deus ordenou ao primeiro homem e à primeira mulher ‘serem fecundos e se tornarem muitos e encherem a terra e a sujeitarem’. (Gênesis 1:28) Até o dia de hoje, a unidade familiar continua a desempenhar um papel de máxima importância na realização do propósito de Jeová para com a terra. — Efésios 3:14, 15.

      7 Somos informados de que, no primeiro arranjo familiar feito por Deus, a mulher foi constituída em complemento para o homem, mas de modo algum como criação inferior. Antes, a mulher foi criada para desempenhar um papel apoiador como ajudadora de seu marido. (Gênesis 2:18) Juntos deviam ter filhos e constituir a unidade familiar.

      Os Papéis de Marido e de Esposa

      8. (a) Como devia ser exercida a autoridade? (b) Que conceito devia ter o homem sobre a sua esposa?

      8 Para que a família agrade ao Criador, é necessário haver ordem e orientação. Ao primeiro casal humano foi mandado ter “em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra”. (Gênesis 1:28) O homem, Adão, foi a primeira criação humana de Deus. Sendo Jeová o Deus Todo-Poderoso e Criador, ele tem o direito de dizer como se deve exercer a autoridade na terra. Deus determinou que a autoridade passasse através do homem para a mulher, e daí para os descendentes deles. (1 Coríntios 11:3) O relato bíblico torna claro que esta autoridade não devia ser exercida de maneira ditatorial ou autoritária. Note a expressão de Adão quando viu pela primeira vez o complemento que Deus criara para ele: “Esta, por fim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne.” (Gênesis 2:23) Esta bela expressão não fornece nenhum indício de que Adão havia de ser ditador para com alguém inferior. Ele disse que a mulher que lhe fora trazida era ‘osso dos seus ossos e carne da sua carne’, algo a ser prezado e cuidado assim como o seu próprio corpo. Muitos séculos depois, o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos, provendo orientações sobre como o homem deve amar a esposa e cuidar dela. Ele disse: “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio, pois nenhum homem jamais odiou a sua própria carne; mas ele a alimenta e acalenta.” — Efésios 5:28, 29.

      9. (a) Que atitude deve ter a mulher para com o marido? (b) Como devem ambos os genitores atuar na criação dos filhos na família?

      9 Jeová intencionou que o homem fosse cabeça da esposa. (Efésios 5:23, 24) A mulher, como complemento do homem, devia ser tratada com dignidade e amor, para que ela, por sua vez, pudesse ter “profundo respeito” pelo seu marido e estar voluntariamente ‘sujeita’ a ele. (Efésios 5:33; 1 Pedro 3:1) Os dois, cooperando, deviam gerar filhos, transmitindo-lhes por palavra e exemplo aquilo que agrada a Jeová, a fim de que o arranjo familiar tivesse sua bênção. Conforme Deus indicou mais tarde, o pai e a mãe, no exercício de sua autoridade sobre os filhos, devem refrear-se de irritá-los. Antes, os filhos devem ser criados na disciplina e na regulação mental de Jeová. Devem receber disciplina e instrução cristãs. (Efésios 6:4; compare isso com Provérbios 1:8, 9.) Requer-se também dos pais usar a vara da correção, quando isso é necessário. (Provérbios 13:24; 29:15) Embora tenhamos tocado apenas de leve nas responsabilidades de marido e esposa, é evidente que o arranjo de Jeová, na família, é que a autoridade seja exercida com amor e justeza.

      A Responsabilidade dos Filhos

      10. Por causa do desejo de independência, como reagem muitos jovens, e qual é a finalidade da informação que segue aqui?

      10 Os veículos noticiosos e outras fontes, nos nossos dias, encheram a mente das pessoas com o desejo de independência. Muitos jovens rebelam-se contra qualquer supervisão na sua vida por parte de pais ou qualquer outra autoridade. Embora seja verdade que o pai e a mãe têm muita responsabilidade em exercer corretamente a autoridade na família, os filhos também têm responsabilidades. Por causa da necessidade de haver unidades familiares fortes e espiritualmente sadias, que agradam a Jeová, é que consideraremos alguns dos problemas relacionados com os filhos, bem como seu apreço pela autoridade e a sua devida sujeição a ela.

      11. (a) O que significa ‘honrar o pai e a mãe’? (Provérbios 1:8, 9; 4:1-3) (b) Como deve o filho reagir, embora ache que se interfere nos seus direitos individuais? (Provérbios 3:11, 12)

      11 “Honra a teu pai e a tua mãe”: O apóstolo Paulo, considerando este quinto dos Dez Mandamentos, disse que é “o primeiro mandado com promessa”, a saber, “para que te vá bem e perdures por longo tempo na terra”, (Êxodo 20:12; Efésios 6:2, 3) O filho (ou a filha) que afirma ser cristão tem a obrigação de ser obediente à ordem de honrar pai e mãe. Como é que o filho (ou a filha) honra, estima e respeita os pais? Certamente, precisa mostrar amor aos pais e apreço pelos esforços que fazem em cuidar dele e em instruí-lo. Os filhos têm de aprender a respeitar o critério e as decisões dos pais. (Provérbios 22:15) Mesmo quando os filhos talvez achem que se interfere nos seus direitos individuais, ainda têm a obrigação de ser obedientes aos “pais em união com o Senhor”. (Efésios 6:1) Se os filhos quiserem ‘perdurar por longo tempo na terra’ e ter a aprovação de Jeová para a vida futura, terão de honrar os pais.

      12. (a) Que autoridade dos pais ou do tutor precisa ser reconhecida para se agradar a Jeová? (b) Como são às vezes encarados pelos seus contemporâneos aqueles que mantêm uma conduta virtuosa? (Provérbios 1:10-16)

      12 O reconhecimento da autoridade: Intimamente relacionado com a honra prestada aos pais está o reconhecimento da autoridade, do direito dos pais de fixarem certas limitações e decidirem o que seus filhos podem ou não podem fazer. A sujeição à autoridade muitas vezes é bem difícil para os filhos e pode causar muitas discussões na família. Conforme já mencionado, os veículos noticiosos e outras fontes muitas vezes apresentam informações que minam a autoridade parental, incitando os jovens a exigir ficar livres da autoridade parental. Uma ilustração disso é a atitude que se adota hoje para com a promiscuidade. Esta situação chegou ao ponto de os jovens, rapazes e moças, que conservam a virgindade, serem muitas vezes malvistos pelos seus contemporâneos. Essas pessoas acham que aqueles que se apegam às elevadas normas de moral da Bíblia são de algum modo deficientes, desgraciosos e estão “por fora”, na opinião dos seus supostos amigos. — Veja 1 Pedro 4:4.

      13. Ocasionalmente, como servem certas leis do homem como induzimento à transgressão?

      13 As leis de certos governos até mesmo servem para estimular as moças a se entregarem à conduta desenfreada por lhes proverem abortos sem o consentimento dos pais. Uma moça de 15 anos salientou que um médico se negara a furar-lhe as orelhas sem a permissão dos pais, mas que a Corte Suprema dos Estados Unidos havia determinado que uma moça menor pode ter um aborto sem a permissão dos pais. Certo médico, escrevendo na Revista da Associação Médica Americana (em inglês) sobre os empenhos para ampliar a publicidade de contraceptivos, declarou: “Estou assombrado com a disposição da classe médica de aceitar a conduta sexual promíscua — e de até mesmo promovê-la. Acho que deveríamos investir um pouco de nossos recursos em aprender a promover práticas sexuais de responsabilidade e sadias, incluindo a abstinência e a fidelidade.”

      14. Como devem os rapazes e as moças que querem agradar a Jeová encarar os pais que procuram protegê-los contra a imoralidade?

      14 O conselho pertinente da Palavra de Deus, em Efésios 6:1, É “Filhos, sede obedientes aos vossos pais em união com o Senhor, pois isto é justo.” A obediência requer o reconhecimento da autoridade. Os pais foram incumbidos da responsabilidade de criarem os filhos da maneira apresentada na Palavra de Deus, para o agradarem, e esta Palavra proíbe a promiscuidade, a conduta sexual desenfreada. (Êxodo 20:14; 1 Coríntios 6:9, 10) Se os filhos têm pais que estão interessados em que eles sejam protegidos contra o mundo imoral, esses pais merecem o apoio leal dos filhos. Em vez de se agastarem com a autoridade desses pais, os filhos sensatos, tementes a Deus, acatarão o conselho bíblico de lhes obedecerem, sabendo que isso tem a aprovação divina, é para o seu próprio bem e promete um futuro seguro. — Provérbios 3:1, 2.

      15. Por que é algo muito sério negar-se a se sujeitar à autoridade dos pais?

      15 Negar-se a mostrar sujeição aos pais é ser desobediente a Jeová Deus. Assim como Jeová fixou regras e regulamentos para governar a família humana, assim deu aos pais o direito de fixar regulamentos retos — como que as regras da casa — para a conduta da unidade familiar, da qual os filhos fazem parte. Se tais regras e regulamentos não forem contrários à Palavra de Deus, os filhos têm a obrigação de obedecer à autoridade dos pais.

      O Amor na Família

      16, 17. (a) Quão importante é o amor para a família que quer agradar a Jeová? (b) Que conselho pertinente há em Colossenses 3:12-14? (c) O que se recomenda, para que o conselho de Paulo aos colossenses seja eficaz?

      16 O amor na própria família: Para que Jeová possa agradar-se da unidade familiar, precisa haver amor para com os pais. Os maridos foram mandados amar a esposa como a si mesmos, e as esposas devem ter profundo respeito pelo marido. Todos, tanto pais como filhos, devem cumprir mutuamente a lei régia do amor. (Tiago 2:8) O apóstolo Paulo deu um conselho pertinente sobre este assunto quando escreveu: “Revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade. Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Além de todas estas coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo de união.” — Colossenses 3:12-14.

      17 Estas não são apenas palavras para serem lidas e papagueadas. São declarações do espírito santo, que devem ser tomadas a sério. Recomenda-se que cada um que lê esta matéria repasse cada um desses requisitos cristãos. Pondere-os. Pense neles com relação à família de que faz parte. Como afetam as palavras de Paulo a sua relação com o marido, com a esposa, com o pai, com a mãe e com outros da família imediata? Agrada a Jeová em cada uma dessas maneiras mencionadas pelo apóstolo? Não se pode harmonizar a vida com essas palavras de conselho e ao mesmo tempo clamar pela independência do domínio parental, ou empenhar-se em discussões acaloradas com os pais. Nem podem os pais lidar assim com os filhos. A família feliz que tem a bênção de Jeová precisa considerar profunda, séria e regularmente esta admoestação encontrada na Palavra de Deus, para imitar o “Ouvinte de oração”, o qual, por espírito santo, inspirou a escrita dessas palavras. — Salmo 65:2; Efésios 4:31, 32; Colossenses 3:15-17.

      18. Com que fatos sóbrios nos confrontamos hoje, suscitando que perguntas?

      18 Quer haja tanto o pai como a mãe numa família, quer apenas um deles, a admoestação e a responsabilidade são as mesmas. Lamentavelmente, porém, Satanás faz um esforço intenso, e às vezes bem-sucedido, de romper a família, de dividir e vencer Todo aquele que ler esta matéria deve lembrar-se de que o Diabo “anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar”. (1 Pedro 5:8) Permitiremos que ele rompa nossa unidade familiar, que agrada tanto a Jeová? Sucumbiremos ao espírito de independência, que diz: “Eu não preciso escutar meus pais; vou fazer o que bem entender”? Seguir tal proceder pode custar-nos a felicidade e trazer o desfavor de Deus.

      19. Como vem a família cristã a ter a bênção de Jeová?

      19 Se havemos de ter a aprovação de Jeová — e, afinal, é ele que tem nas mãos o poder da vida e da morte — temos de apoiar a autoridade que ele constituiu dentro do arranjo familiar É do nosso proveito sujeitar-nos a ela. Só assim poderemos encontrar verdadeira felicidade e contentamento. Por promovermos a união e a harmonia da família, poderemos procurar conseguir que se aplique a nós a bênção proferida pelo antigo Rei Davi, quando disse: “Quem pode subir ao monte de Jeová e quem pode levantar-se no seu lugar santo? O de mãos inocentes e de coração limpo, que não levou Minha alma à mera futilidade, nem fez um juramento enganoso. Ele carregará com a bênção da parte de Jeová e com a justiça da parte do seu Deus de salvação.” — Salmo 24:3-5.

      O QUE APRENDEU DESTE ESTUDO?

      ● Na busca da felicidade da família, por que está envolvido o conceito que você tem sobre a autoridade?

      ● Que versículos da Bíblia delineiam o papel do marido e da esposa na família cristã?

      ● Que bons efeitos resultam quando os filhos honram os pais e reconhecem a autoridade deles?

      ● Como pode o empenho para aumentar o amor na família combater as forças que tendem a dividir muitas famílias?

      ● Em vista do que consideramos, em que ponto se esforçará você para que sua família possa agradar mais a Jeová?

  • Prestar serviço sagrado como família
    A Sentinela — 1982 | 15 de abril
    • Prestar serviço sagrado como família

      “Eu vos suplico . . . que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, um serviço sagrado com a vossa faculdade de raciocínio.” — Romanos 12:1.

      1, 2. (a) Que requisitos precisa satisfazer a família cristã para prestar “serviço sagrado” aceitável? (b) Delineie alguns dos problemas que talvez interfiram no “serviço sagrado” duma família cristã.

      NA CONGREGAÇÃO cristã, a família é reconhecida como unidade básica. Havendo amor, paz e união no círculo familiar, e a conscientização da importância de prestar “serviço sagrado” a Jeová, então a família pode ser um fator positivo na congregação cristã. (Romanos 12:1) A questão é edificar e manter tal unidade familiar.

      2 Há muitas coisas que agem contrário ao bom êxito das famílias cristãs nos nossos dias. Por exemplo, o marido e a esposa muitas vezes acham necessário ter um emprego para ganharem o bastante para sustentar a família. Nesta situação, os membros da família tendem a separar-se aos poucos. Com o tempo, por causa da atração desigual do atual sistema de coisas, a família pode romper-se por causa do desejo de viver além de seus meios, em vez de acatar o conselho bíblico de contentar-se com ‘sustento e com que se cobrir’. (1 Timóteo 6:8) O espírito de independência e o desejo de cada um fazer o que quer, em vez de cooperarem, também são fatores que separam os membros da família, em vez de uni-los. Qualquer que seja a influência, há um proceder que, quando adotado, pode ser de enorme ajuda para a família cristã.

      3. Que proceder se sugere?

      3 Este proceder é apresentado numa declaração feita no Sermão do Monte. O Senhor Jesus disse: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33) Este estudo tratará deste proceder. Não tratará dos aspectos domésticos da vida familiar, mas do procedimento positivo que a família pode adotar ao buscar primeiro o Reino e promover as coisas que resultam numa família cristã feliz e amorosa, que pode eficazmente prestar “serviço sagrado” a Deus.

      “Buscar Primeiro o Reino”

      4. Por causa de que condição herdada precisamos ser instruídos quanto a como agradar a Jeová? (Jeremias 10:23)

      4 Aquilo que ocupa o primeiro lugar na vida da pessoa é assim de importância primária, máxima. Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, repudie-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, dia após dia, e siga-me continuamente.” (Lucas 9:23) Ser verdadeiro seguidor de Jesus e repudiar-se a si mesmo requer que realmente se ‘busque primeiro o Reino’. Por causa da inclinação imperfeita da mente e do coração, de nascença, devido ao pecado herdado, todos temos de ser educados ou ensinados quanto ao que se espera de nós para agradar a Deus. (Gênesis 8:21; Romanos 5:12) Temos de ser ensinados a “buscar primeiro o reino”, porque, ficando entregues a nós mesmos, invariavelmente buscaríamos primeiro satisfazer os nossos próprios desejos e almejos. Por isso, Jeová proveu instruções por meio de sua Palavra, e ele fornece a orientação certa.

      5. Quão extensivo era o programa de treinamento delineado por Jeová, em Deuteronômio 6:6-9, para os antigos israelitas?

      5 Jeová ordenou ao seu povo escolhido, os antigos israelitas, que ensinassem a seus filhos as leis e os mandamentos dele. Deviam repetir os ensinos em casa, quando longe de casa, quando descansando ou trabalhando. (Deuteronômio 6:6-9) Esta mesma instrução é apropriada para as famílias hoje em dia, no que se refere a prestarem “serviço sagrado” a Deus. Quando somos ensinados a “buscar primeiro o reino”, aprendemos a assumir responsabilidades. Uma dessas responsabilidades é compartilhar.

      Partilhar

      6. (a) De que compartilhar específico tratamos aqui? (b) Quão grande é a responsabilidade dos pais na questão do partilhar? (c) Que obstáculo mencionou o apóstolo Paulo em 2 Coríntios 2:14-16, e o que pode isso causar em alguns?

      6 Não queremos estender-nos aqui sobre o significado de partilhar no sentido material, o que, naturalmente, também é essencial para haver verdadeira felicidade. (Atos 20:35) Nossa preocupação é partilhar com outros a oportunidade de ter a esperança que os cristãos têm quanto ao reino de Deus. Uma das melhores qualidades que o pai ou a mãe podem incutir no filho é ele ter o desejo de partilhar com outros as “boas novas” do Reino. Desde a infância se pode ensinar aos filhos participarem em falar a outros sobre as “boas novas do reino”. (Mateus 24:14) Isto requer muito esforço da parte dos pais, porque a natureza da mensagem do Reino é tal que não é prontamente aceita ou desejada pela maioria daqueles a quem é transmitida. Isto se dá porque Satanás, “o deus deste sistema de coisas”, cegou a mente das pessoas para com as “gloriosas boas novas a respeito do Cristo”. (2 Coríntios 4:4) O apóstolo Paulo fez uma declaração a respeito de cumprirmos com esta responsabilidade e o efeito disso. Ele disse: “Como um perfume que se espalha por todos os lugares, Deus nos usa para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas. Porque somos como o cheiro suave do incenso que Cristo oferece a Deus, que se espalha entre os que se salvam e os que se perdem. Para os que se perdem, é mau cheiro que mata. E para os que se salvam, é perfume muito agradável que dá vida.” (2 Coríntios 2:14-16, A Bíblia na Linguagem de Hoje) O problema é que a vasta maioria da humanidade encara esta mensagem todo-importante como algo mortífero, que lhes é inaceitável. Participar na divulgação desta mensagem entre tais pessoas pode ser difícil e desanimador.

      7. De que incentivo precisam os filhos, para prosseguirem com aquilo que aprendem?

      7 Isto torna o papel dos pais cristãos muito importante em treinarem os filhos a participar neste “serviço sagrado”. Este serviço faz com que “Cristo seja conhecido”, o que é motivo de grande alegria para uns poucos, mas se confronta com a rejeição total por parte de muitos. Os pais têm a oportunidade e a obrigação de começar a instruir os filhos logo cedo na vida, a fim de que estejam preparados e equipados para participar deste “serviço sagrado”, divulgando a outros a mensagem sobre Cristo e o Reino. Os filhos precisam de muita ajuda para reconhecer que, embora muitos encarem a gloriosa mensagem de Deus como mortífera, os proclamadores jovens das “boas novas” não devem perder sua alegria e seu zelo. Tampouco devem afrouxar a mão e parar de ter parte em prestar “serviço sagrado” a Jeová. — 1 Coríntios 9:16, 17.

      8. (a) Quão importante é o exemplo parental de prestar “serviço sagrado”? (b) Por que é bom que os pais participem diretamente em tal treinamento?

      8 É bem evidente, então, que os pais têm a séria e duradoura responsabilidade de refletir na sua própria vida o zelo e a devoção que têm por participarem regularmente na obra de proclamar o Reino. Precisam tornar parte de sua própria rotina na vida estar com os filhos no serviço do Reino, não mandando os filhos para serem cuidados por outros todo o tempo. Ninguém mais pode assumir esta responsabilidade em lugar deles. Dar bom exemplo é a maneira mais excelente de inculcar objetivos e motivações corretos nos filhos. Lembre-se da injunção bíblica: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele; mesmo quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6) Para proverem o devido treinamento, o pai ou a mãe ou ambos, se possível, devem estar com os filhos. Devem compartilhar do “serviço sagrado” como família.

      9. Mencione dois resultados benéficos do empenho no serviço sagrado do Reino?

      9 Partilharem assim as “boas novas” com outros tem resultados benéficos, além de lhes dar a satisfação de saber que estão fazendo o que Jeová mandou. Isto dá aos filhos um objetivo correto a alcançar na vida. O empenho por objetivos vãos, por parte da grande maioria dos jovens, não lhes dá genuína e duradoura felicidade. O empenho por um objetivo que agrade a Jeová produz piedade junto com contentamento, o objetivo mais valioso de todos. Embora o mundo em geral busque o contentamento, as famílias piedosas na congregação cristã acham que está bem ao seu alcance, se apenas quiserem atingi-lo. Há muitas maneiras satisfatórias disponíveis. — Efésios 5:15, 16.

      O Serviço de Pioneiro

      10. Como se pode incentivar o serviço de pioneiro na família cristã, e com que proveito?

      10 Durante o ano de serviço de 1981, em todo o mundo, houve mais de 151.180 Testemunhas de Jeová que participaram de alguma forma no ministério de tempo integral, o serviço de pioneiro. Estes tiveram muita satisfação em ter uma participação tão plena na proclamação do Reino. Esta forma de “serviço sagrado” trouxe—lhes muitas bênçãos da parte de Jeová. Os membros duma família às vezes conseguem providenciar que um deles ingresse no serviço de pioneiro por tempo integral. Isto pode exigir que cada um faça um pouco de sacrifício, mas a recompensa bem que vale a pena. Já pensou na possibilidade de um membro de sua família participar neste campo do “serviço sagrado”? Muitos solteiros e casados, que iniciaram o serviço de pioneiro, primeiro como pioneiros auxiliares, depois como pioneiros regulares ou especiais, acham que estão até mesmo em condições de estender seu ministério a outros campos do serviço sagrado”.

      Serviço Missionário

      11. (a) Para que outro campo de “serviço sagrado” foram muitos? (b) De que valor se mostrou isso em prestar “serviço sagrado”?

      11 A Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia já está em operação por mais de 39 anos, treinando e preparando pessoas para irem a campos estrangeiros, onde podem “buscar primeiro o reino”. Muitos pais e mães cristãos estiveram dispostos a negar-se o prazer de ter os filhos por perto, mas incentivaram-nos a ampliar seu ministério e assim ajudar outros em países estrangeiros. Milhares de irmãos e irmãs solteiros, bem como casais, foram abençoados com o privilégio de empreender o serviço missionário em terras estrangeiras. Foram enriquecidos por muitas bênçãos nesta forma de “serviço sagrado” e tiveram parte em divulgar as “boas novas” em partes longínquas da terra. Até hoje há graduados das primeiras classes da Escola de Gileade servindo em terras estrangeiras, e em muitos casos constituem o alicerce firme da obra iniciada há décadas. Se toda a sua família estiver prestando “serviço sagrado”, você está em condições de incentivar os filhos a considerar este campo de atividade? — Malaquias 3:10.

      Serviço de Betel

      12. Que papel pode o serviço de Betel desempenhar no “serviço sagrado” de algumas famílias?

      12 Em toda a terra, nas filiais e congêneres da Sociedade Torre de Vigia, há lares de Betel em funcionamento, onde jovens, homens e mulheres, totalmente dedicados, podem servir ao seu Criador nos dias de sua mocidade. (Eclesiastes 12:1) Esta forma de “serviço sagrado” também dá muitas alegrias aos habilitados a empenhar-se nela, visto que podem prestar serviço a favor de seus irmãos e de suas irmãs que estão no ministério da pregação e do ensino. Muitas famílias são abençoadas com o privilégio de terem filhos ou parentes servindo num lar de Betel. Embora este campo de atividade de tempo integral não lhes permita participarem no ministério público no mesmo grau que o serviço de pioneiro ou missionário, ainda assim os que servem em Betel participam na pregação de casa em casa e divulgam a mensagem do Reino. (Atos 20:20) Além disso, provêem serviços essenciais, que ajudam a manter o ministério mundial em andamento.

      O Que Fará Você?

      13. Que oportunidade continua à disposição das famílias cristãs?

      13 Paulo, na sua carta à congregação coríntia, escreveu que estava permanecendo em Éfeso por algum tempo porque ‘se lhe abrira uma porta larga para atividade’. (1 Coríntios 16:9) Perante o povo de Jeová, hoje em dia, continua aberta uma porta larga para atividade, “serviço sagrado”. Vivemos nos dias do cumprimento final de muitas profecias bíblicas que tratam do “tempo do fim”, em que as boas novas do Reino devem ser pregadas em todo o mundo, em testemunho. (Daniel 12:4; Mateus 24:14) O que farão as famílias cristãs das Testemunhas de Jeová? Há urgência, porque o tempo é limitado. As provisões existem, porque Jeová proveu a sua Palavra, a Bíblia, e as publicações fornecidas pelo “escravo fiel e discreto” em benefício dos que temem a Deus. (Mateus 24:45-47) As famílias existem, e Jeová tem continuado a acrescentar milhares às fileiras dos que compartilham da proclamação do Reino. — Veja Isaías 60:22.

      14. (a) Que perguntas pertinentes podem as famílias fazer a si mesmas? (b) Como podemos ser considerados habilitados para participar no “serviço sagrado”?

      14 De modo que surgem as perguntas: O que está fazendo? Está aproveitando a oportunidade que você tem agora, tanto como família como individualmente, para prestar “serviço sagrado” ao Criador? Está incentivando outros a fazer isso? É sua unidade familiar uma daquelas da congregação, que dão evidência de se basearem num alicerce firme, desejosas de produzir os frutos do Reino? Falando sobre o incenso de cheiro agradável que se difunde tanto entre os que são salvos como entre os que se perdem, Paulo disse adicionalmente: “Portanto, quem tem capacidade para este trabalho? Nós não somos como muitas pessoas que entregam a mensagem de Deus como se estivessem fazendo um negócio qualquer. Ao contrário, Deus é quem nos tem enviado, e por isso falamos com sinceridade em sua presença, como servidores de Cristo.” — 2 Coríntios 2:16, 17, BLH.

      15, 16. (a) Como poderão alguns talvez aumentar sua participação na promoção dos interesses do Reino? (b) Quais são as bênçãos da maior participação no “serviço sagrado”?

      15 Por promoverem amor, paz e união no círculo familiar, por darem importância primária a “buscar primeiro o Reino”, e por se sentarem e calcularem o custo, as famílias cristãs poderão verificar que realmente são capazes de aumentar a participação que têm na promoção da mensagem mais importante já proclamada nesta terra, as “boas novas” do reino estabelecido de Deus. Terão as bênçãos de Jeová por seus esforços sinceros e unidos, e ele não acrescenta nenhuma dor às bênçãos que concede. — Provérbios 10:22.

      16 Por que não se senta com sua família e considera o que estão fazendo e o que poderão fazer? A honestidade, sem dúvida, obrigará muitos de nós a admitir que, com mais um pouquinho de esforço, poderíamos ampliar a participação da nossa família no “serviço sagrado” de Jeová. Lembre-se de que Jeová não nos pede fazer mais do que é razoável. Nosso amor a ele, à nossa família e à humanidade em geral deve induzir-nos a examinar a nós mesmos e a verificar o que poderíamos fazer. Pense nos diversos aspectos de seu “serviço sagrado”, de seu glorioso ministério como discípulo de Cristo. (2 Coríntios 4:7) Apresente o assunto em oração a Jeová, pedindo-lhe orientação e ajuda relacionadas com os esforços que está fazendo. São muitas agora as bênçãos com contentamento piedoso, e o futuro oferece a promessa da vida que é realmente vida, no novo sistema de coisas de Deus. — Mateus 25:34; 1 Timóteo 6:6, 17-19.

      PONTOS A CONSIDERAR COMO FAMÍLIA

      ● Além de nossa aplicação pessoal das palavras de Jesus em Mateus 6:33, por que devem as famílias preocupar-lhe com a aplicação unida dessas palavras por elas?

      ● Como pode você ter maior participação no programa familiar para ensinar aos filhos a partilharem a mensagem do Reino com outros?

      ● Em que ajustes práticos pode pensar para fazer na sua família, para que os filhos possam ter uma participação mais plena nesta obra?

      ● Que aspectos especiais do “serviço sagrado” poderão ser objetivos razoáveis para você ou para algum membro de sua família?

      ● Como poderia sua família cooperar para que pelo menos um membro dela possa alcançar tal objetivo?

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