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  • Conselheiros habilidosos — uma bênção para seus irmãos
    A Sentinela — 1986 | 15 de setembro
    • 14, 15. (a) Indique ainda outra qualidade que facilita a aceitação do conselho. (b) Por que é tão importante que o conselheiro desenvolva essa qualidade?

      14 Além disso, o conselho é mais eficaz se for oferecido num espírito de brandura. Paulo sabia disso. É por isso que, ao falar sobre aquele que dá um passo em falso antes de se aperceber disso, Paulo incentivou os que têm qualificações espirituais a ‘tentar reajustar tal homem num espírito de brandura’. (Gálatas 6:1) Ele também aconselhou Tito a lembrar a outros que “não ultrajem a ninguém, que não sejam beligerantes, que sejam razoáveis, exibindo toda a brandura para com todos os homens”. — Tito 3:1, 2; 1 Timóteo 6:11.

      15 Por que é necessária a brandura? Porque as emoções descontroladas são contagiantes. Palavras iradas provocam mais palavras iradas, e é difícil arrazoar quando os ânimos estão a ponto de ebulição. Mesmo se o aconselhado reagir iradamente, isto não é razão para que o conselheiro faça o mesmo. Em vez disso, a atitude mental branda do conselheiro talvez ajude a acalmar as coisas. “Uma resposta, quando branda, faz recuar o furor.” (Provérbios 15:1) Isto se dá independente de se o conselheiro é genitor, ancião, ou outro qualquer.

      16. Por que sempre se deve ser respeitoso ao aconselhar?

      16 Por fim, considere o que Paulo disse a um ancião mais jovem, Timóteo: “Não critiques severamente um ancião. Ao contrário, suplica-lhe como a um pai, os homens mais jovens, como a irmãos, as mulheres mais idosas, como a mães, as mulheres mais jovens, como a irmãs, em toda a castidade.” (1 Timóteo 5:1, 2) Que conselho excelente! Imagine como se sentiria uma senhora idosa caso um ancião mais jovem, que pela idade poderia até ser filho dela, a aconselhasse dum modo duramente crítico ou desrespeitoso. Seria muito melhor se o conselheiro tirasse um tempinho para pensar: ‘Considerando a personalidade e a idade dessa pessoa, qual seria o modo mais amoroso e eficaz de oferecer tal conselho? Se estivesse no lugar dele ou dela, como desejaria eu que me abordassem? — Lucas 6:31; Colossenses 4:6.

      Os Conselhos dos Fariseus

      17, 18. Qual era uma das razões pelas quais os conselhos dos fariseus não eram proveitosos?

      17 Depois do bom exemplo de Paulo, considere agora um mau exemplo — o dos líderes religiosos judaicos dos dias de Jesus. Eles davam muitos conselhos, mas, em geral, a nação não se beneficiava deles. Por quê?

      18 Havia muitas razões. Por exemplo, Considere a ocasião em que os fariseus repreenderam a Jesus porque os discípulos deste não lavaram as mãos antes duma refeição. Naturalmente, a maioria das mães aconselha seus filhos a lavarem as mãos antes de comer e, como prática higiênica, há muito a recomendá-la. Mas, os fariseus não estavam primariamente preocupados com a higiene. Para eles, a lavação das mãos era uma tradição, e eles se sentiam incomodados porque os discípulos de Jesus não seguiam essa tradição. Contudo, como Jesus passou a lhes mostrar, havia problemas muito maiores em Israel que deviam receber a atenção deles. Por exemplo, alguns usavam a tradição farisaica como meio de evitar obedecer ao quinto dos Dez Mandamentos: “Honra a teu pai e a tua mãe.” (Êxodo 20:12; Mateus 15:1-11) Infelizmente, os escribas e os fariseus estavam tão absortos com detalhes que ‘desconsideravam os assuntos mais importantes da Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fidelidade’. — Mateus 23:23.

      19. Como podem os hodiernos cristãos evitar cair na armadilha de ter um interesse subjacente?

      19 Os atuais conselheiros precisam cuidar para não cometer o mesmo erro. Devem evitar ter um interesse subjacente e ficar tão absortos em pequenos detalhes a ponto de esquecer “os assuntos mais importantes”. Nos assuntos pequenos, somos incentivados a ‘suportar-nos uns aos outros’ em amor. (Colossenses 3:12, 13) A habilidade de discernir quando se deve evitar criar caso com alguma coisa, e quando o conselho é realmente necessário, é algo que contribui para que a pessoa seja alguém de “qualificações espirituais”. — Gálatas 6:1.

      20. Por que é o exemplo pessoal tão importante no assunto de dar conselhos?

      20 Algo mais tornou ineficazes esses conselheiros religiosos do primeiro século. Eles seguiam o princípio “faça o que eu digo, não o que eu faço”. Jesus disse sobre eles: “Ai de vós, versados na Lei, porque carregais os homens de cargas difíceis de levar, mas vós mesmos não tocais nas cargas nem com um dos vossos dedos!” (Lucas 11:46) Quão desamoroso! Hoje, os pais, os anciãos ou outros que aconselham devem certificar-se bem de que eles mesmos fazem o que recomendam que outros façam. Como podemos incentivar outros a serem ativos no ministério de campo se não dermos o apropriado exemplo? Ou, como podemos advertir contra o materialismo se na nossa vida predominam as coisas materiais? — Romanos 2:21, 22; Hebreus 13:7.

      21. (a) Como é que os fariseus intimidavam as pessoas? (b) De que modo devem as táticas dos fariseus servir de cautela para os conselheiros cristãos?

      21 Outro motivo do fracasso dos líderes judaicos como conselheiros foi terem usado táticas intimidadoras. Certa ocasião, eles enviaram homens para prender Jesus. Quando estes, grandemente impressionados pelo modo de Jesus ensinar, voltaram sem ele, os fariseus os repreenderam dizendo: “Será que também vós fostes desencaminhados? Será que um só dos governantes ou dos fariseus depositou fé nele? Mas esta multidão, que não sabe a Lei, são pessoas amaldiçoadas.” (João 7:45-49) Era esta uma base correta para repreensão — tirania de autoridade e injúria? Que os conselheiros cristãos jamais sejam culpados de aconselhar dessa maneira! Devem rigorosamente evitar intimidar outros ou dar a impressão: ‘Você tem que me ouvir porque eu sou ancião!’ Ou, ao falar com uma irmã, que não insinuem: ‘Você tem que me ouvir, pelo fato de eu ser um varão.’

      22. (a) Como e por que devem os cristãos dar conselhos? (b) Que pergunta adicional precisa ser considerada?

      22 Sim, aconselhar é um gesto de amor que todos nós — especialmente os anciãos designados — ocasionalmente devemos a concristãos. O conselho não deve ser dado sob qualquer pretexto. Mas, quando necessário, deve ser dado corajosamente. Deve ter base bíblica e ser oferecido num espírito de brandura. Ademais, é mais fácil aceitar conselhos de quem nos ama. Às vezes, porém, pode ser difícil saber exatamente o que dizer ao aconselhar. Assim, como podemos aconselhar de modo eficaz? Isto será considerado no próximo artigo.

      Sabe Explicar?

      ◻ Quem tem o privilégio e o dever de dar conselhos cristãos?

      ◻ Por que talvez se exija coragem para aconselhar?

      ◻ Por que razão o fato de que Paulo amava os cristãos coríntios lhes facilitou aceitar os conselhos dele?

      ◻ Por que deve o conselheiro cristão ser tanto brando como humilde?

      ◻ Como pode o cristão evitar que seus conselhos pareçam opressivos?

  • Conselho ‘temperado com sal’
    A Sentinela — 1986 | 15 de setembro
    • Conselho ‘temperado com sal’

      “Vossa pronunciação seja sempre com graça,, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” — COLOSSENSES 4:6.

      1, 2. Por que é especialmente importante que o conselho cristão seja ‘temperado com sal’?

      EM TODA a História, o sal tem cumprido um papel especial na preparação de alimentos. Ele é tanto substância preservativa como realçador de sabor, de modo que muitos alimentos sem sal são considerados insípidos e sem paladar. Portanto, quando Paulo escreveu que as pronunciações do cristão devem ser ‘temperadas com sal’, ele quis dizer que a nossa linguagem deve ser edificante, bem como aceitável e atraente. (Colossenses 4:6) Isto se aplica em especial no caso de dar conselhos. Por quê?

      2 O objetivo de aconselhar não é meramente partilhar informações. Em muitos casos, quem está sendo aconselhado já conhece alguns dos princípios bíblicos que se aplicam à sua situação, mas acha difícil aplicá-los, ou ver a sua importância. Portanto, o real desafio do aconselhamento cristão é mudar o modo de pensar da pessoa. (Gálatas 6:1; Efésios 4:11, 12) Decorre daí a necessidade de “sal”.

      3. Que ajuda supriu Jeová para os conselheiros cristãos?

      3 Realmente, aconselhar é um desafio e, para enfrentá-lo, o conselheiro precisa de conhecimento e discernimento. (Provérbios 2:1, 2, 9; 2 Timóteo 4:2) Felizmente, Jeová proveu a Bíblia, que contém não só o necessário conhecimento, mas também muitos exemplos de conselhos dados por homens de Deus que tinham discernimento. Examinar alguns destes conselhos nos ajudará a sermos conselheiros mais eficazes.

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