-
É sua vida governada pela crença no destino?A Sentinela — 1990 | 15 de agosto
-
-
Que dizer dos membros da cristandade, estimados em 1,7 bilhão? Admite-se que alguns na cristandade talvez afirmem ter substituído o destino por Deus e o fatalismo pela predestinação. Mas a Encyclopædia of Religion and Ethics (Enciclopédia de Religião e Ética) admite: “Não se pode dizer que o cristianismo está. . . inteiramente livre da crença no Destino.” Algumas denominações ainda ecoam a crença de Martinho Lutero, reformador do século 16, que certa vez declarou que o homem está “tão sem liberdade quanto um pedaço de madeira, um rochedo, um pedaço de argila ou um monte de sal”.
Lançar Moedas e Ler Estrelas
Embora tais conceitos rígidos estejam agora distantes das crenças da moderna cristandade, certo teólogo admite que muitos dos seus membros ainda aceitam essa crença “numa forma secularizada”. Sob essa forma, o destino talvez exija um sorriso momentâneo e seja batizado de sorte. E provável que você conheça muitos que ocasionalmente lançam ao ar uma moeda para tirar à sorte, ou saber o destino. Embora talvez tentem atribuir isso a um mero costume, persistem nessa prática, e, às vezes, parece dar certo. Por exemplo, o jornal The New York Times recentemente noticiou que um senhor que morava nos Estados Unidos achou um pêni (moeda) com cara para cima depois de comprar bilhetes de loteria. Ele disse: “Sempre que achei um pêni com cara para cima, alguma coisa boa me aconteceu.” Neste caso, ele ganhou 25,7 milhões de dólares. Acha que a crença dele na sorte, ou destino, diminuiu?
Algumas pessoas acham que atirar moedas para o ar é ridículo. Contudo, talvez creiam que seu futuro é predestinado pelos movimentos das estrelas — outra faceta do destino. Só na América do Norte, uns 1.200 jornais publicam colunas de astrologia. Certa pesquisa revelou que 55 por cento dos jovens nos Estados Unidos crêem que a astrologia funciona.
Sim, quer seja chamada Kismet, carma, Deus, sorte, quer as estrelas, a crença no destino estende-se por todo o globo, e tem sido assim já por muito tempo. Sabia, por exemplo, que, de todos os personagens históricos aqui alistados, só um não cria no fatalismo? Qual deles? E como pode o conceito dele a respeito do destino influir sobre o seu?
-
-
Deve o destino governar a sua vida?A Sentinela — 1990 | 15 de agosto
-
-
Deve o destino governar a sua vida?
NA LISTA a única pessoa que não cria no fatalismo era Jesus Cristo. Qual era o seu conceito?
Os relatos biográficos do primeiro século acerca de Jesus (os livros bíblicos de Mateus, Marcos, Lucas e João) enfatizam sua crença de que as pessoas podem influir sobre o seu próprio futuro, isto é, simplesmente o que lhes acontece.
Por exemplo, Jesus disse que Deus “dará boas coisas aos que lhe pedirem” e que aquele que “tiver perseverado até o fim é o que será salvo”. Similarmente, quando os habitantes de Jerusalém ignoraram os avisos que lhes
-