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  • O lavrador e a escassez mundial de alimentos
    Despertai! — 1975 | 8 de dezembro
    • arame de enfardar, usado para enfardar o feno, subiu mais de 400 por cento em três anos.

      Daí, há o problema um tanto relacionado da mão-de-obra agrícola. Quando o lavrador se vê forçado a usar mão-de-obra não qualificada para operar seu equipamento, não raro são necessários muitos consertos. Certo lavrador do centro-oeste, alistando os motivos de abandonar a lavoura, expressou como sendo o primeiro ponto: “A dificuldade em contratar mão-de-obra honesta e fidedigna.”

      Há dezenas — possivelmente centenas — de “coisinhas” que parecem ter atingido o lavrador de uma só vez, resultando num tremendo golpe coletivo. Todavia, ao mesmo tempo, tem havido pressão para se produzir mais devido à escassez de alimentos. Mas, os custos crescentes amiúde tornam mais difícil a expansão.

      A terra agrícola, dando-se outro exemplo, aumenta continuamente de preço. No estado de Nova Jérsei, custa agora, em média, Cr$ 42.000,00 o hectare! E, afirma o Review de Denison (Iowa): “O salto deste ano [1974] de 31 por cento em todo o estado no valor de todos os tipos de solo agrícola, segue na trilha dum aumento de 32 por cento em 1973.”

      Por estas e outras razões, os lavradores afirmam que precisam obter preços mais altos agora para seus produtos.

      Fixar os Preços dos Produtos Agrícolas

      Todavia, dizem os lavradores, estão presos por um sistema econômico que não lhes permite fixar os preços de seus próprios produtos. Os lavradores acusam que precisam aceitar o preço que lhes oferecem pelos seus produtos, que podem ser menores do que lhes custa para produzi-los. Mas, daí, suponhamos apenas que os lavradores pudessem fixar seus próprios preços. Ficaria o mundo inteiro em melhor situação?

      Francamente, considere só: Quantos cerealistas, que foram muito bem no ano passado, partilharam sua riqueza com os pecuaristas não tão prósperos? O Times de Seattle (Washington), ao noticiar a reunião recente da Associação dos Produtores de Trigo em Spokane, afirma: “Os lavradores . . . obviamente apreciam sua prosperidade . . . Se os triticultores finalmente parecem estar no comando da situação, não se dispõem a pedir desculpas por isso.”

      O lavrador, em realidade, é apenas parte de um sistema econômico que, efetivamente, exige que cada pessoa cuide de si. Baseia-se no chamado incentivo do lucro. Considere os efeitos que este incentivo tem tido numa época em que o mundo clama por mais alimentos.

  • O incentivo do lucro — inimigo sutil do mundo faminto
    Despertai! — 1975 | 8 de dezembro
    • O incentivo do lucro — inimigo sutil do mundo faminto

      AS EXPORTAÇÕES dos Estados Unidos foram responsáveis por um hectare de cada cinco que foram ceifados no país em 1973. Se esse amplo mercado de exportações for fechado, ou ficar muito restringido, os produtos agrícolas se acumularão nos EUA e isto resultará em preços decrescentes. Então, o que acontecerá?

      O lavrador talvez cultive de propósito menos alimentos. Pois, continuar a inundar o mercado de alimentos resultaria em preços ainda mais baixos.

      Não é surpreendente, portanto, que, quando o periódico Farm Chemicals perguntou ao Secretário da Agricultura dos EUA, Earl Butz, o que aconteceria se os preços agrícolas baixassem, ele respondeu: “A produção agrícola também baixaria.” Sim, os lavradores concluíram, afirma um observador em Iowa, que ‘o nome do jogo é lucro’.

      Por outro lado, o mesmo incentivo do lucro produziu euforia entre muitos lavradores. Até que os eventos dos últimos anos abalaram o quadro sereno de muitos lavradores, eles criam que não havia fim do dinheiro que poderiam ganhar. Mas, alguns que investiram cada vez mais dinheiro no desejo de obter grandes lucros, acham-se agora predominantemente endividados.

      O incentivo do lucro também moveu muitos lavradores a se opor às reservas mundiais de alimentos. Se não for lavrador, a idéia de pôr de lado amplo estoque de cereais durante os anos abundantes a fim de suprir os mais magros provavelmente pareça razoável. A Bíblia registra como isto foi feito no Egito antigo, nos dias de José, fato observado por bom número de proponentes da estocagem mundial de alimentos. — Veja Gênesis, capítulos 41-47.

      Mas, para muitos lavradores estadunidenses, esta não é uma boa idéia. Por quê? Uma resposta emana dum antigo Secretário Assistente de Agricultura dos EUA, que disse aos lavradores que eles teriam de preencher e financiar qualquer reserva mundial de alimentos. A necessidade de exportações então diminuiria, e uma base principal da renda do lavrador fugiria dele. O Farm Journal perguntou a peritos se a reserva poderia ser estabelecida sem influir adversamente sobre os preços para o lavrador. A resposta foi um claro “Não!”

      O incentivo do lucro poderia, assim, produzir desastrosos resultados mundialmente.

      Colhe Lucros o Intermediário?

      Se o lavrador não fica rico com os preços crescentes, quem fica? Muitos lavradores e consumidores apontam para “O Intermediário”. Quem é?

      O termo é usado para descrever a todos os envolvidos com o quadro alimentar desde a ocasião em que os alimentos deixam o lavrador até que os compra numa mercearia. Os lavradores culpam aos empacotadores, expedidores, gerentes de supermercados e outros, pelos mais altos preços dos alimentos. Todavia, cada um desses grupos afirma que eles, como o lavrador, são vítimas da inflação e que têm de aumentar os preços à medida que seus custos se elevam. Tudo o que querem, dizem, é um lucro honesto para sustentar a si mesmos e continuar no ramo. Em outras palavras, são apenas parte do sistema.

      Os lavradores também culpam os especuladores do mercado e as grandes companhias de itens alimentícios pelos preços mais altos. Quão válidas são tais acusações?

      Quando um lavrador dispõe de algum item alimentício principal para vender, tal como cereal, não o vende comumente de forma direta à padaria ou a outrem que realmente o utilizará. Antes, é levado a um silo local, onde é comprado e, pelo menos estocado temporariamente. O preço que se paga ao lavrador no silo é determinado pelo ‘mercado cerealista’.

      A Câmara de Comércio (EUA) mantém o controle da quantidade de cereais (e outros itens) que chega aos silos de todas as partes do país, deixando os prospectivos compradores ficarem sabendo do que está à venda. Daí, aceita pedidos dos compradores. Os estoques disponíveis nos silos por todos os EUA, comparados à procura de tal suprimento, por parte de compradores, determinam o preço que o lavrador é pago pelo seu cereal.

      Os especuladores compram itens por certo preço, assim como alguém poderia comprar ações no mercado de ações. O especulador não compra realmente o cereal; ele não tem intenção de jamais entregá-lo, mas simplesmente aguarda que suba o seu preço no mercado. Daí, vende e obtém lucros. Tais homens, argúem os lavradores, muito embora não tenham conexão direta com a produção dos alimentos, são os principais contribuintes para maiores preços dos alimentos.

      Mas, os especuladores lembram aos lavradores que eles, também, são apenas parte do sistema, estando só interessados num lucro honesto. Arriscam-se grandemente cada vez que investem. Os preços nem sempre sobem, indicam eles, e, quando baixam, os especuladores sofrem devastadoras perdas.

      Em qualquer caso, afirma o especulador, alguém tem de possuir o cereal depois que sai das mãos do lavrador, e antes de chegar ao real usuário. Se o especulador não arriscasse seu dinheiro, pagando pelo que equivale à “estocagem” desse cereal, então, observa ele, outrem teria de fazê-lo; assim, alguém teria de receber aquilo que o especulador recebe.

      E o que dizer das grandes companhias cerealistas? Manipulam elas o mercado, isto é, conspiram de modo a obter tremendos lucros? Naturalmente, sempre existe a possibilidade de que alguém possa controlar o mercado de um jeito ou de outro para seu proveito. Mas, a possibilidade não é de jeito nenhum prova. Como o lavrador e todos os restantes “intermediários”, as firmas cerealistas também afirmam que só desejam um lucro decente. É por este motivo que vendem a maioria dos cereais exportados pelos EUA às nações “ricas”, e não às “pobres”! As pobres não poderiam pagá-los!

      O enorme sistema agrícola estadunidense, baseado no lucro, ao passo que é parcialmente bem sucedido, não pode continuar a funcionar indefinidamente. É como um cachorrinho correndo atrás de seu próprio rabo. Visto que todo o mundo no caminho deseja, e, necessariamente, precisa ganhar dinheiro, segundo o atual sistema econômico, o alimento não chega aos que não podem dar-se ao luxo de comprá-lo ou não têm ninguém que o compre para eles.

      Por conseguinte, conclui o Globe-Democrat de S. Luís, EUA: “O quadro alimentar inclui os lavradores, de um lado, os compradores das mercearias, no outro, e estonteante emaranhado no meio, conhecidos como intermediários. Apontar um vilão, se existir algum, é quase que impossível.”

      “Coloque-se tudo isso junto e o que se obtém?”, pergunta a revista Harper’s. Sua resposta: “Uma receita para um sistema à beira do colapso.”

      Obviamente, um sistema melhor é necessário. Qual?

      Esperança Para os Famintos

      Não seria um sistema, baseado no altruísmo, no verdadeiro amor e preocupação pelos outros, melhor do que o atual sistema do incentivo do lucro? Mas, quem estabeleceria e poria em operação tal sistema novo?

      O Criador da terra e da humanidade pode fazê-lo. E a Bíblia revela que é seu propósito fazê-lo. O governo do Reino, em prol do qual Jesus Cristo ensinou seus seguidores a orar, certificar-se-á de que novo sistema terrestre justo seja estabelecido em breve. (Mat. 6:9, 10; 2 Ped. 3:13) A Bíblia promete que, nesse tempo, “a própria terra dará certamente a sua produção; Deus, nosso Deus, nos abençoará”. (Sal. 67:6) A terra será um paraíso.

      Por que não permite que as testemunhas de Jeová lhe expliquem, pela Bíblia, o que a regência do reino de Deus finalmente significará para a terra inteira? Poderá comunicar-se com elas por escrever aos editores desta revista.

      Mas, sob o atual sistema de coisas, o que dizer da lavoura? Muitos lavradores não desejam abandonar a lavoura. Avaliam que o modo de vida que escolheram tem muitos benefícios. Observa um lavrador de Wisconsin: “Há satisfação em se ter seu próprio negócio. É agradável trabalhar com animais e observá-los crescer, percorrendo seus vários estágios brincalhões da vida. É agradável, também, ver as colheitas de cereais e de feno crescerem e ceifá-las cada ano. O lavrador pode estabelecer seu próprio horário de trabalho e estar com sua família muitas vezes por dia. Assim, há uma parte agradável da lavoura, também. Muitos lavradores acham que sua ocupação os leva para perto de Deus.”

      Gostam muito da lavoura. Mas, detestam o sistema mundial opressivo que obriga homens honestos — lavradores, empacotadores, vendedores, expedidores, distribuidores — a trabalhar dia e noite, dá-lhes uma retribuição mínima pelo seu trabalho e então, de algum modo, jamais leva o alimento para as pessoas que realmente precisam dele. Com verdadeiro fervor, tais pessoas oram a Deus para o cumprimento de Sua promessa: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mat. 6:9, 10.

      [Foto na página 12]

      O incentivo do lucro move a maioria dos lavradores e de companhias cerealistas a se oporem a qualquer forma de estocagem mundial de alimentos.

  • As ilhas Salomão acabam com a proscrição
    Despertai! — 1975 | 8 de dezembro
    • As ilhas Salomão acabam com a proscrição

      O DIA 30 de dezembro de 1974 trouxe especial regozijo para as testemunhas de Jeová nas Ilhas Salomão. Essa data assinalou o fim duma proscrição à importação e distribuição dos periódicos A Sentinela e Despertai! naquelas ilhas do Pacífico. A proscrição continuara em vigor por dezoito anos.

      O que trouxe a proscrição sobre essas revistas? Será que isto prejudicou a obra das testemunhas de Jeová nas Ilhas Salomão? O que levou ao fim da proscrição?

      As testemunhas de Jeová estão ativas nas Ilhas Salomão desde o início da década de 1950. Nessa época, um nativo das Ilhas Salomão, desejoso de obter conhecimento da Bíblia, correspondia-se com o escritório da Sociedade Torre de Vigia na Austrália. Naqueles dias, havia também um europeu, súdito britânico, que servia como testemunha de Jeová nas Ilhas Salomão.

      Daí veio o dia 23 de março de 1956. Naquele dia, uma proclamação de John Gutch, oficial e alto comissário britânico para o Pacífico Ocidental, proibiu a importação no Protetorado Britânico das

Publicações em Português (1950-2026)
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