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  • O lavrador e a escassez mundial de alimentos
    Despertai! — 1975 | 8 de dezembro
    • EUA funciona exige que o lavrador ganhe dinheiro com o que produz, se há de permanecer no ramo. E para tentar tornar conhecida sua necessidade de lucro, alguns lavradores têm tomado medidas drásticas. Em vários estados, mataram centenas de novilhos e os jogaram em covas, para apodrecer ali.

      Naturalmente, os lavradores talvez admitam que tal matança é vergonhoso desperdício de alimento, mas, um criador de gado de Motley, Minnesota, acrescenta: “É também vergonhoso o lavrador trabalhar o ano inteiro e verificar que tem um déficit de US$ 20.000 ou US$ 30.000. . . . Acho que isso é muito mais vergonhoso do que jogar alguma dessa carne na cova.”

      Circunstâncias Variadas

      Recentes acontecimentos econômicos atingiram duramente a muitos lavradores. Por exemplo, para levar o novilho ao ponto em que possa ser vendido como vitela às vezes custou mais em cereais aos criadores do que eles recebem pelo animal no mercado. Semelhantemente, a ração usada para produzir 45 quilos de leite pode custar mais do que o próprio leite. Em resultado, em Wisconsin, relatou-se recentemente que cerca de dez laticínios fechavam por dia.

      Inversamente, alguns lavradores estão em boa situação financeira. Um deles, que cultiva cerca de 40 hectares em Iowa, admite: “Posso verdadeiramente concordar com o Secretário de Agricultura que jamais a minha situação foi tão boa. Assim, minha conclusão é, isso depende de onde a pessoa viva. Aqui é boa, em outros lugares é péssima.”

      Mas, mesmo os que tiveram excelente ano sabem que sua situação pode mudar quase que da noite para o dia. Assim, em 1974, os cerealistas em geral ganharam bom dinheiro, visto que os cereais eram vendidos a altos preços. Mas, muitos pecuaristas que precisavam do cereal caro para alimentar seu gado foram à falência.

      Por que existe esta incerteza e disparidade?

      Problemas Agrícolas Básicos

      Muitos lavradores consideram o tempo o seu problema número um, e meteorologistas peritos confirmam que recentes padrões peculiares do tempo prejudicam os lavradores. Para citar um caso: Em Iowa, no ano passado, chuvas pesadas e devastadoras causaram a erosão de muito solo, impedindo o plantio cedo. Daí, um julho abrasador, com temperaturas de 37,8 graus centígrados arruinou várias áreas semeadas, apenas para ser seguido de uma geada temporã, que bateu recordes, em 2 de setembro.

      Um grande problema novo é o tremendo aumento no preço do petróleo, de que depende a agricultura moderna. Calcula-se que o equivalente a uns 303 litros de gasolina seja usado para produzir apenas cerca de meio hectare de milho. A operação de equipamento agrícola, bem como a produção de fertilizantes comerciais, exige petróleo. Em 1972, o fertilizante à base de petróleo custava US$ 65,50 a tonelada; em 1974, os lavradores pagavam US$ 175.

      Também, o custo de maquinaria agrícola subiu vertiginosamente. Em alguns casos, um trator que custava US$ 7.800 há dois anos, custa agora duas vezes tanto. Mesmo assim, às vezes os fabricantes não se mantiveram à altura da procura, e os lavradores tiveram de esperar três ou mais meses para a entrega de equipamento novo. Conseguir peças de reposição era, às vezes, uma tarefa mais difícil do que a de comprar um trator novo, de modo que alguns lavradores compram dois tratores ou ceifadeiras-trilhadeiras mesmo a preços inflacionados, para o caso de um deles quebrar num tempo crítico. No fim, calculam eles, isso lhes custa menos do que a perda das colheitas.

      Os preços das sementes também aumentaram astronomicamente. O custo médio da semente de milho subiu mais de 30 por cento entre 1974 e 1975. Também, arame de enfardar, usado para enfardar o feno, subiu mais de 400 por cento em três anos.

      Daí, há o problema um tanto relacionado da mão-de-obra agrícola. Quando o lavrador se vê forçado a usar mão-de-obra não qualificada para operar seu equipamento, não raro são necessários muitos consertos. Certo lavrador do centro-oeste, alistando os motivos de abandonar a lavoura, expressou como sendo o primeiro ponto: “A dificuldade em contratar mão-de-obra honesta e fidedigna.”

      Há dezenas — possivelmente centenas — de “coisinhas” que parecem ter atingido o lavrador de uma só vez, resultando num tremendo golpe coletivo. Todavia, ao mesmo tempo, tem havido pressão para se produzir mais devido à escassez de alimentos. Mas, os custos crescentes amiúde tornam mais difícil a expansão.

      A terra agrícola, dando-se outro exemplo, aumenta continuamente de preço. No estado de Nova Jérsei, custa agora, em média, Cr$ 42.000,00 o hectare! E, afirma o Review de Denison (Iowa): “O salto deste ano [1974] de 31 por cento em todo o estado no valor de todos os tipos de solo agrícola, segue na trilha dum aumento de 32 por cento em 1973.”

      Por estas e outras razões, os lavradores afirmam que precisam obter preços mais altos agora para seus produtos.

      Fixar os Preços dos Produtos Agrícolas

      Todavia, dizem os lavradores, estão presos por um sistema econômico que não lhes permite fixar os preços de seus próprios produtos. Os lavradores acusam que precisam aceitar o preço que lhes oferecem pelos seus produtos, que podem ser menores do que lhes custa para produzi-los. Mas, daí, suponhamos apenas que os lavradores pudessem fixar seus próprios preços. Ficaria o mundo inteiro em melhor situação?

      Francamente, considere só: Quantos cerealistas, que foram muito bem no ano passado, partilharam sua riqueza com os pecuaristas não tão prósperos? O Times de Seattle (Washington), ao noticiar a reunião recente da Associação dos Produtores de Trigo em Spokane, afirma: “Os lavradores . . . obviamente apreciam sua prosperidade . . . Se os triticultores finalmente parecem estar no comando da situação, não se dispõem a pedir desculpas por isso.”

      O lavrador, em realidade, é apenas parte de um sistema econômico que, efetivamente, exige que cada pessoa cuide de si. Baseia-se no chamado incentivo do lucro. Considere os efeitos que este incentivo tem tido numa época em que o mundo clama por mais alimentos.

  • O incentivo do lucro — inimigo sutil do mundo faminto
    Despertai! — 1975 | 8 de dezembro
    • O incentivo do lucro — inimigo sutil do mundo faminto

      AS EXPORTAÇÕES dos Estados Unidos foram responsáveis por um hectare de cada cinco que foram ceifados no país em 1973. Se esse amplo mercado de exportações for fechado, ou ficar muito restringido, os produtos agrícolas se acumularão nos EUA e isto resultará em preços decrescentes. Então, o que acontecerá?

      O lavrador talvez cultive de propósito menos alimentos. Pois, continuar a inundar o mercado de alimentos resultaria em preços ainda mais baixos.

      Não é surpreendente, portanto, que,

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