BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • A fé é antiquada?
    A Sentinela — 1979 | 1.° de agosto
    • A fé é antiquada?

      PARA milhões, a fé e a Bíblia andam de mãos dadas. É evidente que encaram este livro secular com respeito, porque é um perene best-seller, agora disponível, pelo menos parcialmente, em mais de 1.630 idiomas e dialetos.

      Mas a Bíblia já tem estado disponível por séculos. E, em muitos sentidos, os apuros do homem são agora piores do que jamais antes. Por isso, talvez se pergunte se a fé baseada na Bíblia tem qualquer valor nos tempos modernos. Será que é de proveito aplicar a Bíblia na vida? Será que a fé se tornou antiquada?

      VEJA A FAMÍLIA

      “Apenas um campo de batalha ou um tumulto são mais violentos do que o lar estadunidense.” Assim disse um despacho da United Press Internacional de Washington, D. C., publicado no jornal Rocky Mountain News, de Denver, Colorado, E. U. A. Esta declaração baseava-se numa pesquisa nacional da violência doméstica, conforme apresentada a uma subcomissão da Câmara dos Deputados. “Maus tratos dados a crianças, espancamentos de mulher e marido, ataques sexuais e violência entre irmãos”, tudo isso foi descrito por testemunhas nas audiências sobre a violência na família.

      Acredita que a fé possa impedir tal violência na família? Pode a verdadeira fé resultar num lar tranqüilo e feliz?

      É ELA PARA OS JOVENS?

      “A religião é aborrecedora e enfadonha para os jovens”, escreveu o Dr. Cecil Northcott no jornal Daily Telegraph de 18 de outubro de 1977. Em que base fez esta declaração? Na duma investigação das crenças dos jovens britânicos, conforme publicada pela Junta Educativa Anglicana. Entrevistaram-se cem jovens de 13 a 24 anos de idade. Entre eles, os de 12 a 14 anos admitiram que deixaram de ir à igreja. Citando o resultado publicado da pesquisa, o jornal disse:

      “‘Há a forte sensação de que ir à igreja simplesmente não é uma parte normal que se espera dum adolescente sadio e comum. Ir à igreja sempre é encarado como o hábito de outra pessoa, mesmo pelos que às vezes iam à igreja’, diz o relatório.

      “‘Se fosse para escolher uma única palavra de resumo para a resposta de nossos entrevistados, ela seria ENFADONHO seis vezes sublinhada.’”

      Pois bem, o que é que você acha? Será que a fé tem verdadeiro sentido para os jovens?

      A FÉ EM AÇÃO

      Que a fé pode ser realmente significativa na família e entre os jovens tem sido demonstrado muitas vezes, nas experiências das Testemunhas de Jeová. A fé em Deus, conjugada com a obediência aos bons princípios de Sua Palavra, a Bíblia, não só tem solucionado problemas de famílias e de jovens, mas tem dado verdadeira alegria e objetivo à sua vida. Isto freqüentemente tem atraído a atenção dos observadores alheios. Por exemplo, um jornalista do Montreal-Matin’ de Quebeque, Canadá, apresentou suas impressões sobre as Testemunhas de Jeová num artigo publicado durante o seu Congresso Internacional “Fé Vitoriosa”, realizado naquela cidade de 5 a 9 de julho de 1978. Seus comentários foram publicados no dia seguinte sob o cabeçalho “Congresso Atrai Jovens”. Disse o seguinte:

      “O que é uma Testemunha de Jeová? Eu me perguntei sobre isso durante todo o fim-de-semana passado, ao saber que os organizadores de seu congresso conseguiram atrair 80.000 delas ao Estádio Olímpico. Conseguir tal assistência num tempo tão quente é realmente uma façanha! Se tivesse sido um jogo de beisebol, talvez se argumentasse que, bem, uma diversão . . . Mas não havia diversão neste congresso, o qual acabou atraindo muito mais gente do que o congresso carismático.

      “Portanto, o que é uma Testemunha de Jeová? A antiga definição era a mais fácil de formular: alguém que vai de porta em porta, com a Bíblia na mão, que muitas vezes é rejeitado, a quem Duplessis declarou guerra e que é contra as transfusões de sangue.

      “Sim, mas tudo isso era demasiado símplice. Por isso, fui falar com seu porta-voz em Quebeque, Léonce Crépeault. É um homem com a cabeça no lugar, culto e bem instruído, a quem já conheço agora por vários anos. Depois de uma palestra de uma hora, ele finalmente me forneceu a chave do enigma.”

      E qual é esta chave? Debaixo do subtítulo “Jovens”, o escritor passou a explicar:

      “Eu acabava de contar-lhe o que havia visto depois de percorrer o Estádio Olímpico por duas horas. Em primeiro lugar, fiquei espantado de ver a proporção elevada de jovens. Quantas religiões, destes tempos ateus, podem gabar-se de atrair os jovens? Fiquei também surpreso de ver quão ordeira, limpa e disciplinada é esta gente, como praticam as virtudes que nossa santa mãe, a Igreja gostaria muito de que todos nós praticássemos. E o Sr. Crépeault . . . deu-me a seguinte definição, simples, mas quão veraz, de seus concrentes: ‘A Testemunha é alguém que lê a Bíblia, mas acima de tudo, a aplica em todas as situações de sua vida.’”

      Este correspondente comentou adicionalmente: “A discriminação racial não parece fazer parte deles.” Indicou também seu modo de vida como “chegando perto do Modo de Vida estadunidense, como era antes da revolução na moral, que era o lado melhor do Modo de Vida estadunidense.” Em resumo, ele disse:

      “Elas são grandes, no que se refere a fazer prosélitos, conforme todos sabem. Mas, outras coisas também são típicas delas: são ‘retas’, firmes nas suas crenças e bons cidadãos. Suas mulheres vestem-se com modéstia (no sentido católico da palavra) e com certo bom gosto, que leva em conta a moda vigente; não usam shorts, e o decote é muito decente. Até mesmo a gurizada faz pouco barulho!”

      A expressão deste jornalista é similar a outras que foram publicadas na imprensa em todo o mundo, durante os Congressos Internacionais “Fé Vitoriosa” das Testemunhas de Jeová. Note que ele relaciona ‘firmeza na crença’ com serem “bons cidadãos”, com a modéstia e com o bom comportamento dos filhos. Será que a fé que produz frutos tão bons é realmente antiquada, fora da moda? Ao contrário, está muito em dia com as necessidades dos tempos críticos, atuais. É deveras uma fé vitoriosa.

  • Pode a fé ser do seu proveito?
    A Sentinela — 1979 | 1.° de agosto
    • Pode a fé ser do seu proveito?

      A RESPOSTA correta a esta pergunta requer que examinemos primeiro outra questão: O que é genuína fé? Estranho como pareça, a idéia comum sobre a “fé” é bastante diferente da que a Bíblia ensina. Um bem conhecido dicionário afasta-se bastante do ponto em questão ao definir a fé como “crença nas doutrinas tradicionais duma religião” e “firme crença em algo para o qual não há prova”. Por quê?

      Em primeiro lugar, as doutrinas tradicionais duma religião não necessariamente são a doutrina verdadeira. Jesus mostrou isso ao falar sobre as tradições dos escribas e fariseus, nas seguintes palavras: “Por que é que vós infringis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? . . . Hipócritas! Isaías profetizou aptamente a vosso respeito, quando disse: ‘Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está muito longe de mim. É em vão que persistem em adorar-me, porque ensinam por doutrinas os mandados de homens.’” (Mat. 15:3-9) Eram líderes numa “geração sem fé e deturpada”, que demonstrou sua falta de fé por matar o prometido Messias de Deus, o seu “Agente Principal da vida”. — Mat. 17:17; Atos 2:40; 3:15.

      Além disso, a “firme crença em algo para o qual não há prova” é exatamente o oposto da verdadeira fé. Naturalmente, o dicionário talvez se refira a uma prova visível. Mas, quando não há prova nenhuma, tal crença é corretamente descrita como credulidade. Contraria a definição bíblica da fé, conforme apresentada em Hebreus 11:1: “A fé é a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas.” Note que a fé tem que ver com realidades, com coisas asseguradas e demonstradas como fatos. A fé tem o alicerce mais firme, baseando-se numa abundância de provas.

      O ALICERCE DE NOSSA FÉ

      O apóstolo Paulo, em outra de suas cartas, apresenta um forte motivo para se ter fé. Ele nos diz, em Romanos 1:20, que as “qualidades invisíveis [de Deus] são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade”. São as maravilhas que vemos com os nossos próprios olhos: Os céus estrelados, a criação maravilhosamente equilibrada na terra, as belezas da “natureza”, como é chamada, nas quais se evidenciam claramente o amor e a sabedoria dum Arquiteto-mestre. A contemplação destas criações deve ajudar-nos a desenvolver no nosso íntimo uma fé tal como a expressa no Salmo 104:24: “Quantos são os teus trabalhos, ó Jeová! A todos eles fizeste em sabedoria.” Esta não é uma fé ‘para a qual não há prova’.

      Todavia, nossa fé em Deus não deve parar com o reconhecimento de sua existência e com o apreço das glórias de sua criação. Ela se estende ao nosso privilégio de entrar numa relação pessoal mui bendita com este Deus e Criador. Se nós o buscarmos, poderemos achá-lo, “embora, de fato, não esteja longe de cada um de nós”. (Atos 17:24-27) Acharmos e conhecermos a Deus pode dar satisfação e alegria na vida, que não são superadas por nenhuma outra experiência humana. Agradarmos a ele pode trazer a maior das recompensas. E isto é possível por meio da fé. Conforme escreveu o apóstolo: “Além disso, sem fé é impossível agradar-lhe bem, pois aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam.” — Heb. 11:6.

      UM PAI QUE SE IMPORTA

      Nosso Deus e Criador é o mais bondoso dos pais. Descreveu-se ao profeta Moisés do seguinte modo: “Jeová, Jeová, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade, preservando a benevolência para com milhares, perdoando o erro, e a transgressão, e o pecado, mas de modo algum isentará da punição.” (Êxo. 34:6, 7) Poderíamos imaginar que um Deus que personifica princípios tão elevados deixasse de cumprir suas promessas para com a sua criação humana, aqui na terra? Nunca! Ora, quando um pai humano, imperfeito, promete alguma coisa aos filhos, ele certamente a cumprirá, tornando o presente prometido em realidade. Quanto mais o Pai celestial da humanidade! Conforme Jesus disse aos seus ouvintes, no decorrer do seu Sermão do Monte: “Se vós, embora iníquos, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mat. 7:11) Podemos ter fé implícita em que todas as promessas de Deus se cumprirão no seu próprio tempo e modo. — Jos. 23:14.

      Mas, quais são essas promessas? Não são apenas promessas feitas uma só vez. Antes, as promessas de Deus, a respeito do bem que ele fará a toda a humanidade, foram repetidas, repetidas e repetidas durante um período de mais de 4.000 anos. Não podem ser comparadas com as promessas de políticos, que dizem que farão uma coisa e acabam fazendo outra. As promessas de Deus são fidedignas. Sua execução é certa, porque são feitas em seu nome inigualável, Jeová. E, no caso de uma de suas mais grandiosas promessas, ele até mesmo a selou com um juramento. “Deus, quando se propôs demonstrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho, interveio com um juramento.” — Heb. 6:17.

      FÉ NAS PROMESSAS DE DEUS

      No Heb capítulo 11 do livro bíblico de Hebreus, as promessas de Deus estão inseparavelmente interligadas com o tema da fé. O primeiro homem de fé, na história bíblica, Abel, evidentemente sabia da promessa de Deus, registrada em Gênesis 3:15, a respeito dum “descendente” — alguém que viesse a ser produzido dentre a organização angélica de Deus, nos céus — que aniquilaria as obras da “serpente original, o chamado Diabo e Satanás”. (Rev. 12:9) Abel ofereceu um sacrifício gorduroso dentre os “primogênitos do seu rebanho”, retratando apropriadamente o sacrifício que o “descendente” prometido, “o Cordeiro de Deus”, faria uns 4.000 anos mais tarde, para remir a humanidade do pecado e da morte. Assim, “pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício de maior valor do que Caim”. — Gên. 4:4; João 1:29; Heb. 11:4.

      Depois houve Enoque, que também viveu nos tempos antediluvianos. “Pela fé Enoque foi transferido para não ver a morte.” Não foi que não tivesse morrido, porque Paulo escreveu em 1 Coríntios 15:22: “Em Adão todos morrem.” Mas Deus não permitiu que sofresse as agonias da morte. Obviamente, a fé que Enoque tinha baseava-se no conhecimento das promessas de Deus, porque sabia do julgamento que a hoste angélica executaria, no tempo devido, por eliminar desta terra todos os iníquos. Foi por isso que Enoque profetizou: “Eis que Jeová veio com as suas santas miríades, para executar o julgamento contra todos e para declarar todos os ímpios culpados de todas as suas ações ímpias que fizeram de modo ímpio, e de todas as coisas chocantes que os pecadores ímpios falaram contra ele.” (Heb. 11:5; Gên. 5:21-24; Jud. 14, 15) Nós, iguais a Enoque, podemos hoje exercer fé na promessa de Deus, de eliminar da terra toda a iniqüidade.

      A experiência da vida real de mais outro homem de fé sublinha a certeza da promessa de Deus. Este homem foi Noé, sobre quem está escrito: “Pela fé Noé, depois de receber aviso divino de coisas ainda não observadas, mostrou temor piedoso e construiu uma arca para a salvação de sua família; e, por intermédio desta fé, ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.” (Heb. 11:7) Do mesmo modo, os que hoje servem a Jeová Deus em fé são um testemunho vivo em condenação dum mundo iníquo. E sua fé é bem aplicada. Pois, não fez “o Filho do homem”, Jesus Cristo, uma comparação com o dilúvio, ao profetizar sobre a “terminação do sistema de coisas”? Ele disse: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai. Pois assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” (Mat. 24:36-39) Mas, não inclui a nossa fé mais do que apenas esperar que o atual iníquo “sistema de coisas” seja eliminado da face da terra? Certamente que sim.

      IDENTIFICAÇÃO DO “DESCENDENTE” DA PROMESSA

      A palavra “fé” aparece na Bíblia pela primeira vez em conexão com Abraão, que viveu 2.000 anos depois de Abel. Abraão “depositou fé em Jeová; e este passou a imputar-lhe isso como justiça”. (Gên. 15:6) Abel, Enoque e Noé haviam exercido fé na promessa de Deus a respeito dum “descendente”, que executaria o julgamento nos inimigos de Deus, mas, Jeová deu a Abraão uma promessa ampliada. Isto aconteceu depois de Jeová ter provado Abraão quanto à sua disposição de sacrificar seu filho unigênito, Isaque. Deus dissera então: “Seguramente te abençoarei e seguramente multiplicarei o teu descendente como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há a beira do mar; e teu descendente tomará posse do portão dos seus inimigos. E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente, pelo fato de que escutaste a minha voz.” — Gên. 22:1-18.

      De modo que a bênção de todos os povos da terra tem de vir por intermédio do “descendente” de Abraão. E quem é este “descendente”? O apóstolo Paulo responde: “As promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. . . . ‘E a teu descendente’, que é Cristo.” — Gál. 3:16.

      De que maneira, então, traz Cristo a bênção ao povo de todas as nações? Por meio duma “cidade” governamental. Abraão aguardava com fé esta cidade prometida: “Aguardava a cidade que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e fazedor é Deus.” (Heb. 11:10) Esta é uma cidade celestial, na qual “o Cordeiro”, Cristo Jesus, está entronizado qual rei. E ele tem companheiros dentre os humanos fiéis, ressuscitados dentre os mortos, que com ele hão de “reinar sobre a terra”. (Rev. 5:9-12) Lembre-se de que Abraão viveu uns 2.000 anos antes de Cristo Jesus aparecer como o “descendente” da promessa, mas, ainda assim, sua fé nesta promessa era inabalável. Também a fé que você tem pode tornar-se real—firme, igual à de Abraão na promessa de Deus. — Rom. 4:20-22.

      A FÉ NÃO DESAPONTA

      Até o dia de hoje, há na terra seguidores fiéis dos passos de Cristo Jesus, e o próprio Jesus disse a respeito destes: “Conheço as tuas ações, e teu amor, e fé, e ministério, e perseverança.” Em vista de sua vitória pela fé, recebem uma recompensa nos céus. (Rev. 2:19, 26-28) Além disso, desde os meados da década dos 1930, suas “ações” fiéis em dar testemunho do nome e do reino de Jeová têm resultado no ajuntamento duma “grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro [o principal componente do Descendente da promessa, Jesus Cristo].” Por exercerem fé no poder redentor do “sangue do Cordeiro”, eles saem da “grande tribulação” que sobrevêm aos iníquos, para prestar a Deus “serviço sagrado, dia e noite”. Ele estende sobre tais a sua “tenda” protetora. — Rev. 7:9, 14, 15.

      Outros grandes benefícios também se tornam o quinhão feliz dos da “grande multidão”. Porque está escrito a respeito destes servos terrenos de Deus: “Não terão mais fome, nem terão mais sede, nem se abaterá sobre eles o sol, nem calor abrasador, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.” (Rev. 7:16, 17) Por causa de sua fé, mantida até a “grande tribulação” e durante ela, serão supridos com abundância, tanto em sentido espiritual como em físico. Serão poupados ao “calor abrasador” do dia da ira de Jeová. O próprio Filho de Deus os refrescará e pastoreará, levando-os às infindáveis bênçãos do paraíso restabelecido na terra! Seu choro, por causa da ignorância religiosa e de seu afastamento do verdadeiro Deus, será algo do passado remoto.

      Perto do fim de Revelação, o apóstolo João viu em visão um “novo céu” e “a cidade santa, a Nova Jerusalém descendo do céu da parte de Deus”. Ah! este é um quadro simbólico da “noiva” de Cristo, que estará associada com o Cordeiro, Jesus Cristo, no seu reino celestial! (Rev. 21:1, 2, 9) Debaixo deste Reinado, a “grande multidão”, junto com os mortos humanos ressuscitados, constituirão a sociedade duma “nova terra”, que entra numa relação achegada, íntima, com o amoroso Pai celestial. “Ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles.” E o apóstolo João enfatiza de novo os benefícios decorrentes para os que têm fé: “[Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” Quantas bênçãos da parte do Deus que realmente se importa! — Rev. 21:3, 4; João 5:28, 29.

      Tem fé em que estas promessas se tornem realidade? Deve ter tal fé, porque o próprio Deus declara desde o seu trono nos céus: “Eis que faço novas todas as coisas.” A isto ele acrescenta as palavras: “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.” (Rev. 21:5) As promessas de Deus são reais! Durante 6.000 anos da história humana, homens de fé têm crido em tais promessas e agido em harmonia com elas. Tal fé também será do seu proveito. Conforme um dos apóstolos do “Descendente”, Cristo Jesus, disse a respeito dele: “Ninguém que basear nele a sua fé ficará desapontado.” — Rom. 10:11.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar