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FariseusAjuda ao Entendimento da Bíblia
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de seu apego às tradições humanas. (Mat. 15:3-11; Mar. 7:6-15; Luc. 11:39-44) Ao invés de se regozijarem e glorificarem a Deus devido às curas miraculosas realizadas por Cristo Jesus no sábado, os fariseus ficaram cheios de raiva, motivados pelo que consideraram ser uma violação da lei do sábado, e, assim, tramaram matar Jesus. (Mat. 12:9-14; Mar. 3:1-6; Luc. 6:7-11; 14:1-6) A um cego a quem Jesus tinha curado no sábado, eles disseram a respeito de Jesus: “Este não é homem de Deus, porque não observa o sábado.” — João 9:16.
A atitude que os fariseus demonstravam os expunha como não sendo justos nem limpos no íntimo. (Mat. 5:20; 23:26) Assim como os demais judeus, precisavam de arrependimento. (Compare com Mateus 3:7, 8; Luc. 7:30.) A maioria deles, porém, preferia continuar espiritualmente cega (João 9:40), e intensificou sua oposição ao Filho de Deus. (Mat. 21:45, 46; João 7:32; 11:43-53, 57) Havia fariseus que acusaram falsamente Jesus de expulsar demônios por meio do governante dos demônios (Mat. 9:34; 12:24), e de dar falso testemunho. (João 8:13) Certos fariseus tentaram intimidar o Filho de Deus (Luc. 13:31), exigiram que ele lhes apresentasse um sinal (Mat. 12:38; 16:1; Mar. 8:11), esforçaram-se de enredá-lo em suas próprias palavras (Mat. 22:15; Mar. 12:13; Luc. 11:53, 54), e, de outras maneiras, tentaram testá-lo por meio de perguntas capciosas. (Mat. 19:3; 22:34-36; Mar. 10:2; Luc. 17:20) Jesus finalmente pôs um paradeiro nas perguntas capciosas deles por lhes indagar como seria possível que o senhor de Davi também fosse o filho de Davi. (Mat. 22:41-46) A turba que mais tarde se apoderou de Jesus no jardim de Getsêmani incluía fariseus (João 18:3-5, 12, 13), e os fariseus se achavam entre aqueles que solicitaram a Pilatos para guardar o túmulo de Jesus, de modo que o corpo dele não pudesse ser roubado. — Mat. 27:62-64.
Durante o ministério terrestre de Cristo Jesus, os fariseus exerciam tão grande influência que as pessoas de destaque tinham receio de confessar abertamente Jesus. (João 12:42, 43) Um de tais temerosos era, evidentemente, Nicodemos, que também era fariseu. (João 3:1, 2; 7:47-52; 19:39) É possível que também houvesse fariseus que não manifestaram amarga oposição, ou que, posteriormente, tornaram-se cristãos. Por exemplo, o fariseu Gamaliel aconselhou que não se interferisse na obra dos cristãos (Atos 5:34-39), e o fariseu Saulo (Paulo) de Tarso se tornou um apóstolo de Jesus Cristo. — Atos 26:5; Fil. 3:5.
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FARPAR
[talvez, ligeiro]. Um dos dois “rios de Damasco” que Naamã considerou superior a “todas as águas de Israel”. (2 Reis 5:12) Ter Naamã mencionado o Farpar em segundo lugar poderia indicar que se tratava da corrente menor. Este rio é geralmente associado ao Nahr el-’A‘waj. Além do Nahr Barada (identificado com o Abana), é o único outro rio independente na área de Damasco. Mas o volume do ’A‘waj é de cerca de um quarto do apresentado pelo Barada. Os riachos menores que se unem para formar o ’A‘waj nascem nas encostas orientais do monte Hermom e mergem-se a c. 30 km a SO de Damasco. Deste ponto, o rio serpenteia por profundo canal rochoso até que finalmente mergulha num charco a SE de Damasco. A distância em linha reta que este rio percorre (incluindo suas nascentes) é de c. 65 km.
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FAVAS
[Heb., pohl]. O termo hebraico corresponde ao árabe fûl e é identificado com a fava, Vicia jaba L., uma planta anual cultivada extensivamente na Síria e na Palestina. (2 Sam. 17:28; Eze. 4:9) Este tipo de leguminosa tem sido encontrado em sarcófagos de múmias egípcias, indicando seu uso no Egito desde os tempos antigos.
A planta é robusta e ereta, atinge uma altura de cerca de 90 cm, e produz suave perfume quando florida. As vagens maduras são grandes e intumescidas, e as sementes são marrons ou pretas. Plantadas depois das primeiras chuvas outonais, são usualmente colhidas em fins da primavera setentrional, perto do fim da colheita da cevada e do trigo. As plantas são joeiradas de forma semelhante ao trigo.
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FÉ
”A expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas.” (Heb. 11:1) “Expectativa certa” traduz a palavra grega hypóstasís. Este vocábulo é comum nos documentos comerciais antigos em papiro. Transmite a idéia de algo subjacente às condições visíveis e que garante a posse futura. Em vista disso, Moulton e Milligan sugerem a tradução: “A fé é o título de propriedade das coisas esperadas.” A palavra grega élegkhos, traduzida “demonstração evidente”, transmite a idéia de se apresentar evidência que comprove algo, em especial algo contrário ao que parece ser o caso. Destarte, tal evidência torna claro aquilo que não tinha sido discernido antes, e, assim, refuta o que apenas parecia ser o caso. A “demonstração evidente”, ou evidência convincente, é tão positiva ou forte que se diz que a fé é a própria evidência.
Por conseguinte, a fé é a base da esperança e a evidência convincente de realidades não vistas. O inteiro conjunto de verdades proferidas por Jesus Cristo e seus discípulos inspirados constitui a verdadeira “fé” cristã. (João 18:37; Gál. 1:7-9; Atos 6:7; 1 Tim. 5:8) A fé cristã se baseia na completa Palavra de Deus, inclusive as Escrituras Hebraicas, que Jesus e os escritores das Escrituras Gregas Cristãs freqüentemente citavam em apoio de suas declarações.
A fé se baseia em evidência concreta. As obras criativas visíveis atestam a existência dum Criador invisível. (Rom. 1:20) As ocorrências reais durante o ministério e a vida terrestre de Jesus Cristo o identificam como o Filho de Deus. (Mat. 27:54) O registro comprovado de Deus em fazer provisões para suas criaturas terrestres serve de base válida para se crer que Ele certamente fará provisões para seus servos, e seu currículo como Dador e Restaurador da vida fornece ampla evidência da credibilidade da esperança de ressurreição. (Mat. 6:26, 30, 33; Atos 17:31; 1 Cor. 15:3-8, 20, 21) Ademais, a confiabilidade da Palavra de Deus e o cumprimento preciso de suas profecias instilam confiança no cumprimento de todas as Suas promessas. (Jos. 23:14) Assim, destes muitos modos, “a fé segue à coisa ouvida”. — Rom. 10:17; compare com João 4:7-30, 39-42; Atos 14:8-10.
Assim, fé não é credulidade. O cientista tem fé nos princípios do seu ramo científico. Baseia novas experiências em descobertas anteriores, e procura realizar novas descobertas à base das coisas já estabelecidas como verdadeiras. Semelhantemente, o lavrador prepara o solo e semeia a semente, esperando, como nos anos anteriores, que a semente germine e que as plantas cresçam, à medida que recebam a necessária umidade e a luz do sol. Assim, a fé na estabilidade das leis naturais que governam o universo realmente constitui uma base para os planos e as atividades do homem.
EXEMPLOS ANTIGOS DE FÉ
Cada um dentre a “tão grande nuvem de testemunhas” mencionada por Paulo (Heb. 12:1) tinha base válida para ter fé. À guisa de exemplo, Abel logicamente conhecia a promessa de Deus sobre um “descendente” que feriria a “serpente” na cabeça. E ele viu evidências tangíveis do cumprimento da sentença que Jeová proferiu a seus pais no Éden. Fora do Éden, Adão e sua família comeram pão com o suor de seu rosto, porque o solo estava amaldiçoado, e, portanto, produzia espinhos e abrolhos. É provável que Abel observasse o anseio de Eva por seu marido, e que Adão dominava sua esposa. Sem dúvida, a mãe dele comentou a dor que acompanhou sua gravidez. Daí, também, a entrada do jardim do Éden estava sendo guardada por querubins e pela lâmina chamejante duma espada. (Gên. 3:14-19, 24) Tudo isto constituía uma “demonstração evidente” que dava a Abel a garantia de que viria a libertação por meio do ‘descendente da promessa’, e, por conseguinte, movido pela fé, ele “ofereceu a Deus um sacrifício de maior valor do que Caim”. — Heb. 11:4.
Abraão tinha firme base para ter fé numa ressurreição, pois ele e Sara tinham experimentado a miraculosa restauração de seus poderes reprodutivos, o que, em certo sentido, era comparável a uma ressurreição, permitindo que a linhagem familiar de Abraão prosseguisse mediante Sara. Isaque nasceu como resultado deste milagre. Quando recebeu ordens de oferecer Isaque, Abraão teve fé de que Deus ressuscitaria seu filho. Baseou tal fé na promessa de Deus de que era por meio de Isaque que ‘aquilo que se chamaria “teu descendente”’ viria a existir. — Gên. 21:12; Heb. 11:11, 12, 17-19.
No caso daqueles que se dirigiam a Jesus, ou eram trazidos a ele, para serem curados, também estava envolvida a evidência de genuína convicção. Mesmo que não tivessem sido testemunhas oculares, pelo menos tinham ouvido falar das obras poderosas de Jesus. Daí, à base daquilo que viram ou ouviram, concluíram que Jesus também os podia curar. Ademais, estavam a par da Palavra de Deus e, assim, estavam familiarizados com os milagres realizados pelos profetas na antiguidade. Ao ouvirem Jesus, alguns deduziram que era “O Profeta”, e outros de que era “o Cristo”. Em vista disso, era muito apropriado que Jesus, vez por outra, dissesse àqueles que tinham sido curados: “A tua fé te fez ficar bom.” Caso tais pessoas não exercessem fé em Jesus, não se teriam achegado a ele, em primeiro lugar, e, portanto, não teriam obtido a cura para si mesmas. — João 7:40, 41; Mat. 9:22; Luc. 17:19.
Semelhantemente, a grande fé do oficial do exército, que instou com Jesus a favor de seu servo, respaldava-se em evidência concreta, à base da qual concluiu que Jesus, por simplesmente ‘dizer a palavra’ ou dar a ordem, resultaria na cura de seu servo. (Mat. 8:5-10, 13) No entanto, notamos que Jesus curava todos os que vinham a ele, não exigindo fé maior ou menor, conforme a doença deles, nem deixando de curar a qualquer deles e dando a desculpa de que não poderia fazê-lo porque a fé de tais pessoas não era suficientemente forte, como têm feito os supostos “curadores pela fé”. Jesus realizou tais curas como um testemunho, a fim de gerar fé. Em seu território natal, onde se expressou grande falta de fé, ele preferiu não realizar muitas obras poderosas, não por não poder fazê-las, mas porque as pessoas recusavam-se a escutar e não eram dignas. — Mat. 13:58.
A FÉ CRISTÃ
Nem todas as pessoas têm fé, uma vez que ela é um fruto do espirito de Deus. (2 Tes. 3:2; Gál. 5:22) Jeová rejeita os que não têm fé. (Heb. 11:6) Para que a fé seja agora aceitável a Deus, é necessário aceitar Jesus Cristo, e isto torna possível uma posição justa perante Deus. (Gál. 2:16) A fé cristã não é estática, mas cresce. (2 Tes. 1:3) Por isso, a solicitação dos discípulos de Jesus: “Dá-nos mais fé”, era muito apropriada, e Jesus deveras lhes forneceu a base para incrementada fé. Supriu-lhes mais evidência e entendimento em que basear a sua fé. — Luc. 17:5.
A fé governa todo o proceder dum cristão, habilitando-o a vencer obstáculos parecidos a montanhas que impediriam seu serviço a Deus. (2 Cor. 5:7; Mat. 21:21, 22) Em aditamento, é preciso que haja obras coerentes com a fé, e como demonstração dela, mas não se exigem obras da Lei mosaica. (Tia. 2:21-26; Rom. 3:20) As provações resultam no fortalecimento da fé. A fé serve de escudo protetor na pugna espiritual cristã, ajudando-o a vencer o Diabo e a ser um conquistador do mundo. — 1 Ped. 1:6, 7; Efé. 6:16; 1 Ped. 5:9; 1 João 5:4.
Mas a fé não é algo automático, visto que a falta de fé é o ‘pecado que tão facilmente enlaça uma pessoa’. Para mantermos uma fé firme é preciso travarmos uma luta árdua por ela, resistindo aos homens que poderiam mergulhar-nos na imoralidade, combatendo as obras da carne, evitando o laço do materialismo, esquivando-nos de filosofias e tradições dos homens que destroem a fé, e, acima de tudo, olhando “atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador de nossa fé, Jesus”. — Heb. 12:1, 2; Judas 3, 4; Gál. 5:19-21; 1 Tim. 6:9, 10; Col. 2:8.
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FebeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FEBE
[radiante]. Uma irmã cristã da congregação de Cencréia, no primeiro século. Paulo, em sua carta aos cristãos em Roma, ‘recomenda-lhes’ esta irmã, e pede que lhe prestem toda a assistência necessária, como alguém que “se mostrou defensora de muitos, sim, de mim mesmo”. (Rom. 16:1, 2) Pode ser que Febe tenha entregue a carta de Paulo em Roma, ou, de outro modo, acompanhasse a pessoa que a entregou.
Paulo se refere a Febe como “ministro da congregação que está em Cencréia”. Isto suscita a questão de se seu emprego do termo diákonos (“ministro”) tem aqui um sentido governamental, como em 1 Timóteo 3:8 e em Filipenses 1:1, ou se foi usado simplesmente no sentido geral. Alguns tradutores encaram o termo num sentido oficial, e, assim, traduzem-no como “diaconisa” (BJ; LR; MH). A Bíblia na Linguagem de Hoje o considera em sentido geral, e o traduz “que está servindo”.
A idéia básica transmitida por diákonos, como também pelo verbo diakonéo, é a de prestar serviço pessoal a outrem, como no caso de alguém servindo à mesa. (João 2:5, 9; Luc. 12:37; 17:7, 8; 22:27) Várias vezes se descreve as mulheres como ministrando a Jesus neste sentido geral, sem dúvida preparando e servindo alimento, talvez cuidando das roupas e prestando serviços pessoais similares. (Mat. 27:55; Mar. 15:41; Luc. 8:3; João 12:2) Na parábola das ovelhas e dos cabritos, Mateus usa diakonéo para abranger, não só o fornecimento de alimento e de algo para beber, mas também as atividades tais como as de prover roupas e de visitar alguém doente ou preso. (Mat. 25:44) Parece que Febe era “ministra” neste sentido básico.
Cencréia, como um dos principais portos que serviam a destacada cidade de Corinto, seria um local que propiciaria muitas oportunidades de se mostrar hospitalidade a pessoas que passavam por ali, inclusive o apóstolo Paulo. (Atos 18:18) Alguns sugerem que era neste sentido que Febe servia como “defensora de muitos”. No entanto, o termo traduzido “defensora” (prostátis) tem o sentido básico de “protetora” ou “socorredora”, de modo que dá a entender não apenas a simples cordialidade, mas ir socorrer outros que passam necessidade. Poderá ser traduzido também “patrona”. A liberdade de viajar e de prestar notável serviço na congregação, que Febe usufruía, talvez indique que ela era viúva e, possivelmente, uma senhora dotada de certa riqueza material. Assim, ela talvez estivesse em condições de usar sua influência na comunidade em favor dos cristãos que estavam sendo erroneamente acusados, defendendo-os desta forma; ou, talvez tenha provido refúgio para eles numa época de perigo, servindo como protetora. O registro não fornece pormenores a respeito.
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FebreAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FEBRE
Na Bíblia, trata-se de um termo genérico que designa todas as doenças acompanhadas por elevada temperatura corpórea. A malária é uma das mais comuns doenças febris do Oriente Médio. Em Levítico 26:16, a palavra hebraica qaddáhhath, “febre ardente, inflamação”, é traduzida na Septuaginta pela forma do vocábulo grego ikteros, “icterícia”. A icterícia também é muito conhecida na Palestina, e pode ser acompanhada de febre.
A disenteria é outra doença febril mencionada especificamente na Bíblia, em Atos 28:8. Esta afecção se caracteriza pela grave inflamação do cólon, às vezes produzindo a evacuação de sangue e muco. É comumente acompanhada de febre alta, e os antigos escritores de assuntos médicos gregos muitas vezes usavam a combinação de ‘febre e disenteria’ para designar uma condição patológica específica.
Ao passo que a Lei, com suas disposições, visava primariamente o benefício espiritual de Israel e manter sua separação das nações pagãs, um exame dos regulamentos dietéticos e sanitários da Lei revela que tinha um efeito benéfico secundário de proteger aquela nação das causas e veículos de muitas doenças, inclusive de certas doenças febris, geralmente infecciosas.
Quando Jesus Cristo estava na terra, foram curadas por ele muitas pessoas afligidas de febre. Um desses casos foi o da sogra do apóstolo Simão Pedro. (Mat. 8:14, 15; Mar. 1:29-31) Lucas, pelo que parece por ser médico, traz à atenção o grau de febre nesse caso, classificando-a como “febre alta”. — Luc. 4:38.
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Fecho (Tranca)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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FECHO (TRANCA)
Instrumento de prender uma porta ou portão, a fim de impedir a entrada. (Juí. 3:23, 24; Nee. 3:3, 6, 13-15) A tranca nos tempos antigos consistia geralmente numa barra ou belho de madeira que deslizava de lado através dum sulco numa escora de madeira presa à porta. Para trancar a porta, empurrava-se a barra para dentro dum soquete na ombreira da porta, que era então presa por pinos de madeira ou de ferro que caíam da escora nos buracos da barra. Para destrancar a porta, inseria-se uma chave com pinos correspondentes, para levantar tais pinos, possibilitando assim que a barra fosse puxada para
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