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    A Sentinela — 1964 | 15 de janeiro
    • Força transmitida mediante encorajamento

      “Tenhamos forte encorajamento para nos apegar à esperança que se nos apresenta.” — Heb. 6:18.

      1. Que efeito tem o encorajamento sobre quem o recebe e como indicou o apóstolo Paulo a sua apreciação pela importância do encorajamento?

      COMO é importante o encorajamento em tempo de tribulação! Quando as nossas fraquezas nos desanimam, quanto apreciamos uma palavra de apreciação ou uma expressão que transmite esperança! É fortalecedora. Alivia o peso dos trabalhos e nos capacita a enfrentar nossos problemas com maior confiança. Dá-nos a força que precisamos para encarar o futuro. Reveste-nos de coragem para permanecermos firmes sob pressão severa. Em especial a Palavra de Deus frisa o benefício do encorajamento. Por isso, quando o apóstolo Paulo escreveu aos crentes de Roma, ele disse: “Anseio ver-vos, para vos conferir algum dom espiritual, a fim de que sejais firmados; ou, antes, para que haja um intercâmbio de encorajamento entre vós, cada um por intermédio da fé que o outro tem, tanto a vossa como a minha.” (Rom. 1:11, 12) Ele sabia que seus irmãos cristãos em Roma, assediados pelas suas próprias fraquezas e rodeados como estavam por um mundo cheio de todas as espécies de injustiça, precisavam de encorajamento e ele estava ansioso para o conferir pessoalmente. Apreciava também que os benefícios não seriam só de uma parte, pois em conferir encorajamento produzia o resultado de edificação mútua; sim, “um intercâmbio de encorajamento”.

      2. Qual é a diferença entre encorajamento e lisonja e qual é a melhor fonte de encorajamento?

      2 A espécie de edificação que Paulo desejava para os crentes de Roma não resulta em lisonja que o velho mundo sem princípios confunde com encorajamento. A lisonja é um louvor falso, insincero ou excessivo. Falsidade e insinceridade não transmitem força; não edificam. Quase sempre resultam em desdém para com o que lisonjeia. Segundo Paulo tinha escrito antes aos tessalonicenses: “Nunca nos apresentamos quer com palavras lisonjeiras, (conforme o sabeis,) quer com fingimento para cobiça.” (1 Tes. 2:5) A confiança edificada pela falsidade é ilusória, e a esperança que não tem como fundamento a verdade, só conduz a desapontamento. Portanto, quando os líderes das nações mentem ao povo para que este os apoie em tempos de crise nacional, não há verdadeira edificação ou transmissão de força. Semelhantemente, quando os clérigos religiosos mentem aos que perderam um parente a respeito da condição dos mortos, o consolo dado é superficial e sem efeito. Não há verdadeiro encorajamento neste caso. Para dar encorajamento que transmita força é preciso que fale a verdade. (Sal. 146:4; Ecl. 9:5; João 5:28, 29) Falar a Palavra de Deus com os que lamentam por causa deste mundo corrompido e de suas próprias fraquezas é o melhor meio de inspirar coragem neles e de dar-lhes esperança sustentadora.

      DEUS PROVÊ O PADRÃO

      3. Em que sentido tomou Deus a liderança em dar encorajamento e como isto influi sobre nós?

      3 O próprio Jeová Deus toma a dianteira em conferir encorajamento. Logo após Adão ter mergulhado a humanidade no pecado, Deus anunciou que ele suscitaria um libertador, e, fazendo assim, proveu base para esperança com relação aos filhos de Adão que estavam por nascer. Ele não esqueceu tal promessa, mas a frisou, ampliando-a mediante proferimentos dos seus servos nas gerações que se seguiram. Concernente à sua promessa a Adão, declarou-se o seguinte: “Desta maneira Deus, quando se propôs demonstrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho, interveio com um juramento, a fim de que, por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, nós, os que fugimos para o refúgio, tenhamos forte encorajamento para nos apegar a esperança que se nos apresenta. Temos esta esperança como âncora segura para a alma, tanto segura como firme.” (Heb. 6:17-19) Sim, provendo base segura para a esperança, Deus encoraja os seus servos, edifica a confiança deles, tornando possível que enfrentem o futuro sem temor. As suas imutáveis promessas registradas na Bíblia são uma fonte ilimitada de força para os que vivem neste século vinte. “Porque todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras tivéssemos esperança.” — Rom. 15:4.

      4. Que responsabilidade descansa sobre os que aceitam a esperança que Deus dá, mas por que isto não é molestoso?

      4 Com esta esperança que Deus dá vem responsabilidade. Os que levam o nome de Deus precisam ser suas testemunhas, revelando a outros o seu nome e propósitos. Precisam harmonizar a vida com a vontade Dele. Mas Deus não torna o seu serviço uma carga, exigindo além de possibilidades. Ele tem cuidado amoroso como um pastor tem para com suas ovelhas. “Como pastor apascentará o rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seio; as que amamentam, ele guiará mansamente.” (Isa. 40:11, ALA) Deus não nos priva de alegria por requerer demais. Tampouco nos rejeita só porque talvez tropecemos. “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR [Jeová] se compadece dos que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura, e sabe que somos pó.” (Sal. 103:13, 14, ALA) Ele é misericordioso, amoroso e compassivo, e o seu perdão nos dá força para continuar.

      5. Quando consideramos os registros de homens de fé que aparecem nas Escrituras, como eles nos fazem reagir?

      5 Requer firme fé para perseverar no serviço de Deus, mas Jeová fez todas as provisões para fortalecer a nossa fé. Em adição às suas incomparáveis promessas, ele nos arrodeou com homens de fé, cujos exemplos nos enchem de coragem e de novo vigor para a corrida que se apresenta à nossa frente. Houve Abel e Sansão, que deram a vida pelo serviço de Jeová; Noé, que manteve a integridade embora cercado de um mundo ímpio; Moisés, que abandonou todas as riquezas do Egito pelo serviço do verdadeiro Deus; os israelitas, que confiaram que Jeová os livraria das forças militares de Faraó que os perseguiam; Davi, que destemidamente enfrentou o gigante Golias, em nome de Jeová. “Assim, pois, visto que temos a rodear-nos uma tão grande nuvem de testemunhas, ponhamos também de lado todo peso e o pecado que facilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta, olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus.” — Heb. 12:1, 2.

      6. Como é que o exemplo do Agente Principal e Aperfeiçoador de nossa fé influi sobre nós?

      6 Quando olhamos atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador de nossa fé, o que vemos? De novo, motivo para coragem! Pois em Jesus temos um modelo dado por Deus. Nele temos um exemplo vivo do proceder que devemos tomar. Cada passo que damos nas pisadas dele, é fonte de satisfação e alegria; é revigorante! Segundo o próprio Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sobre vós o meu jugo e tornai-vos meus discípulos, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” — Mat. 11:28-30.

      7. (a) Por que confrontam os verdadeiros cristãos com perseguição mas por que há motivo para coragem? (b) Como foi que Pedro atendeu ao conselho de Jesus quanto a ‘fortalecer seus irmãos’?

      7 É verdade que seguir as pisadas de Jesus traz perseguição da parte do velho mundo. “De fato, todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos.” (2 Tim. 3:12) O próprio Jesus preveniu sobre isto, dizendo: “O escravo não é maior do que o seu amo. Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós.” Mas mesmo isto não faz a testemunha cristã de Jeová perder a coragem. Ela se lembra das palavras de Jesus, ditas por ele na noite antes de sua morte, que dizem: “No mundo tereis tribulação, mas, coragem! eu venci o mundo.” (João 15:20; 16:33) Os apóstolos tiveram coragem. Não pararam. É verdade que Pedro fracassou, negando o Senhor, mas ele se arrependeu. Segundo Jesus lhe dissera: “Tenho feito súplica por ti, para que a tua fé não fraqueje; e tu, uma vez que tiveres voltado, fortalece os teus irmãos.” (Luc. 22:32) Pedro agiu exatamente assim. O seu ministério fiel foi fonte de força para seus irmãos cristãos; as coisas que ele lhes disse foram edificantes; ele escreveu palavras de encorajamento. “Escrevi-vos em poucas palavras”, disse Pedro, “para vos dar encorajamento e um sério testemunho de que esta é a verdadeira benignidade imerecida de Deus; nesta ficai firmes”. (1 Ped. 5:12) Ele não queria que alguém se esquecesse da organização de Deus e se desviasse para falsos ensinamentos, mas sabia que estavam sob constante pressão do mundo. Assim, ele escreveu a sua primeira carta canônica para os encorajar, para fortalecê-los na convicção que tinham da fé genuína.

      UMA CARTA DE ENCORAJAMENTO

      8. Ao escrever a sua primeira carta canônica, o que discutiu Pedro, como fonte de grande encorajamento e como nos podemos beneficiar disto?

      8 O que disse Pedro para o encorajamento dos seus companheiros cristãos, estabelecendo o exemplo para que nós encorajemos uns aos outros? Ele estava bem ciente do fato de que a sua fonte de maior encorajamento era a esperança dada por Deus, por isso escreveu acerca daquela esperança, sabendo que ela faria bem para os seus irmãos cristãos, se ele pudesse inspirá-los a maior apreciação por ela. Frisou então que a deles era uma “esperança viva”, algo digno de confiança, uma expectação que não conduziria a desapontamento. “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, pois, segundo a sua grande misericórdia, ele nos deu um novo nascimento para uma esperança viva por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorrutível, e imaculada, e imarcescível. Ela está reservada nos céus para vós, os que estais sendo resguardados pelo poder de Deus, por intermédio da fé, para uma salvação pronta para ser revelada no último período de tempo.” Esta esperança foi causa de grande regozijo e de indizível alegria entre eles. Era algo sobre o qual os profetas tinham sido movidos pelo espírito de Deus a falar; era um assunto que até mesmo os anjos desejavam perscrutar. Mas Deus o tinha dado a homens e mulheres cristãos. Quão gratos deviam estar eles! Quanto isto devia fortalecê-los e sustentá-los! (1 Ped. 1:3-5, 8-12) Até hoje, quer alguém tenha sido chamado para a vida celeste como um dos 144.000 membros do “pequeno rebanho” de Cristo, quer espere estar entre os ‘justos que viverão na terra’, é verdade que ele encontra grande encorajamento, fixando a mente nas promessas de Deus, estudando-as na Bíblia, palestrando sobre elas com seus irmãos cristãos e divulgando-as a outros. — Luc. 12:32; Pro. 2:21.

      9. Como é que a esperança cristã influi em poder alguém suportar perseguição?

      9 Tão grande é a força transmitida por esta esperança digna de confiança que o cristão pode regozijar-se e ficar firme em face de severas provas que testam a sua fé. Então Pedro prosseguiu, dizendo: “Vós vos alegrais grandemente com este fato, embora atualmente, por um pouco, se preciso, sejais contristados por várias provações, a fim de que a qualidade provada da vossa fé, de muito mais valor do que o ouro perecível, apesar de ter sido provado por fogo, seja achada causa para louvor, e glória, e honra, na revelação de Jesus Cristo.” (1 Ped. 1:6, 7) Paulo também associou a esperança no futuro com a questão da perseverança, quando disse: “Alegrai-vos na esperança mais adiante. Perseverai em tribulação.” E no caso de Jesus vemos exemplificado uma notável força que a esperança que Deus dá transmite, quando lemos: “Pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha, e se tem assentado à direita do trono de Deus.” Os que consideram com atenção o exemplo de Cristo não se cansam nem desistem; não param. — Rom. 12:12; Heb. 12:2, 3; 1 Ped. 4:13, 14.

      10. Para que atividade Pedro encoraja os cristãos a ‘avigorar a mente’ e neste sentido, o que devemos fazer uns aos outros?

      10 Há um trabalho vital para todos os cristãos. Assim, por toda a primeira carta de Pedro somos encorajados, sim, somos instados a ‘avigorar a nossa mente para atividade’, e estamos sob a obrigação de dar encorajamento uns aos outros. O trabalho dos membros ungidos do corpo de Cristo é semelhante ao dos sacerdotes que serviam no templo em Jerusalém, pois eles também ‘estão sendo edificados como casa espiritual, tendo por objetivo um sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus, por intermédio de Jesus Cristo’. Não oferecem sacrifícios de animais, mas sacrifício espiritual, “um sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome”. (1 Ped. 1:13; 2:4-9; Heb. 13:15) Proclamam os propósitos amorosos de Jeová Deus, que os chamou das trevas espirituais deste mundo para a maravilhosa luz de sua verdade. Para tal serviço espiritual, força é vital.

      11. Com a Palavra de Deus a nos orientar, como consideramos as coisas que são causa para temor no mundo, assim, o que somos instados a fazer?

      11 Tendo a verdade da Palavra de Deus a iluminar-lhes a vereda, eles não temem como o mundo, não ficam agitados com suas crises. Atendem ao mandamento: “Não temais o que eles temem, nem fiqueis agitados. Mas, santificai o Cristo como Senhor nos vossos corações, sempre prontos para fazer uma defesa perante todo aquele que reclamar de vós uma razão para a esperança que há em vós, fazendo-o, porém, com temperamento brando e profundo respeito.” (1 Ped. 3:14, 15) Por causa da posição em que estão, são sempre chamados para explicar por que é que não participam na preocupação do mundo, por que não se devotam à perpetuação das instituições do mundo, conforme os outros fazem. Precisam explicar por que não são parte do mundo. Aos olhos dos homens do mundo a posição deles pode parecer moralmente errada, por isso precisam fazer uma defesa, não irados, mas com temperamento brando e profundo respeito. Tornam claro que depositam a confiança em Deus e em seu Filho, e que precisam obedecer a Deus como dominador antes dos homens. Como pessoas dedicadas a Deus, indicam eles, seria errado que buscassem amizade com o mundo, pois isto os constituiria inimigos de Deus. Requer coragem para alguém manter tal posição em um mundo hostil. — 1 Ped. 1:20, 21; João 15:19; Tia. 4:4.

      12. (a) Quem se reuniu ao restante no seu trabalho de pregação e ensino e com que resultado? (b) Como foi que Pedro demonstrou que os cristãos podem fortalecer uns aos outros ao passo que participam no ministério?

      12 Atualmente estas testemunhas ungidas reuniram a elas uma grande multidão de pessoas dedicadas que servem em associação com a classe do templo, que lhes são fonte de grande encorajamento e que participam com elas no cumprimento do mandamento de Jesus: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, . . . ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” (Mat. 28:19, 20; Apo. 7:9, 10) Esta é uma grande tarefa, uma tarefa urgente, e requer esforço unido. Para isso Pedro instou para que os cristãos tivessem “intenso amor uns pelos outros” e para que edificassem uns aos outros por ‘ministrarem uns aos outros’. Precisam trabalhar juntos. É mesmo como Jesus disse “Eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” Que encorajamento maravilhoso! — 1 Ped. 4:8-11.

      13. Que outra espécie de encorajamento incluiu o apóstolo Pedro na sua carta, o que disse ele e como isto nos fortalece?

      13 Em face da condição corruta do mundo, Pedro achou necessário também dar encorajamento com relação a outras coisas. Não foi encorajamento em forma de elogio; tampouco falava de coisas que os enchiam de esperança. Antes, este encorajamento assumiu a forma de exortação para evitar o procedimento errado. “Amados, exorto-vos como a forasteiros e residentes temporários a que vos abstenhais dos desejos carnais, que são os que travam um combate contra a alma.” “Porque já basta o tempo decorrido para terdes feito a vontade das nações, quando procedestes em ações de conduta desenfreada, em concupiscências, em excesso com vinho, em festanças, em competições no beber e em idolatrias ilegais.” Um conselho como este é bom para todos nós. Em vista de estarmos em contato constante com um mundo degradado, ele nos ajuda a ter claramente presente o que é certo e o que é errado. Ele nos protege contra adquirirmos o modo tortuoso de pensar do mundo e fortalece o nosso justificado ódio pelas práticas ímpias. Ele nos ajuda a ter claramente presente que estes “desejos carnais” são — não coisas que devem ser buscadas, mas inimigos que continuam em conflito com a alma, e que, se as permitirmos, se insinuarão em nossa vida, resultando na destruição dela, de nossa alma. Precisamos de encorajamento como este, e Jeová o provê para os seus adoradores atuais, assim como, mediante os apóstolos, ele o proveu para os primitivos cristãos. — 1 Ped. 2:11, 12, 16; 4:3-5.

      14. Que comentários encorajadores foram feitos em benefício dos que servem como empregados de patrões opressivos e como é que aquele conselho beneficia muitos até hoje?

      14 Em sua carta de encorajamento, Pedro também deu consideração a alguns problemas desencorajadores domésticos e seculares com os quais confrontavam os irmãos e que influíam na adoração deles. Por exemplo, alguns deles sofriam por causa de amos severos, e muito do abuso aparentemente era porque eram escravos e desejavam fazer a vontade de Deus. Sofriam por causa da “consciência para com Deus”, assim como hoje patrões ficam de marcação contra empregados por causa da crença cristã deles. Como devem considerar a situação? “Se perseverais quando estais fazendo o bem e sofreis, isto é algo agradável a Deus”, escreveu Pedro. E ele passou a comparar a situação deles com a do próprio Cristo, dizendo: “De fato, fostes chamados para este proceder, porque até mesmo Cristo sofreu por vós, deixando-vos uma norma para seguirdes de perto os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca. Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.” Quão encorajador é ter um padrão como este para seguir! — 1 Ped. 2:18-23.

      15. (a) A quem foi dirigida a atenção das esposas cristãs como fonte de encorajamento? (b) Que conselho foi dado para encorajar os maridos? (c) Em que devem tanto o marido como a mulher fixar a mente, desejando eles fortalecer e ajudar um ao outro?

      15 Este excelente exemplo de submissão foi recomendado para as esposas cristãs, até mesmo para aquelas que estavam casadas com maridos descrentes, pois, ao começar os seus conselhos às esposas, Pedro usa a expressão “da mesma maneira”, dirigindo assim a atenção delas para as declarações precedentes referentes à sujeição. Elas também têm em Cristo o modelo, e ele é tanto modelo para elas agora quanto era no primeiro século. Encorajando-as referente aos resultados da perseverante paciência delas, Pedro aconselhou: “Estai sujeitas aos vossos próprios maridos, a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito.” Os maridos também têm seus problemas e se acham em necessidade de encorajamento. Por isso Pedro, sendo também homem casado e sendo movido pelo espírito de Jeová, discutiu o que lhes confrontava e instou para que os homens tentassem ser compreensivos nos tratos com suas esposas, reconhecendo-as como “um vaso mais fraco, o feminino”, e assim eles não deviam esperar que elas reagissem emocionalmente como homens nem que fizessem o seu trabalho como os homens o fariam. A coisa realmente importante que tanto o marido como a mulher precisavam ter em mente era a relação deles para com Deus, e jamais deviam permitir que problemas domésticos eclipsassem o seu ardente desejo de ajudar um ao outro a se apoderar do prêmio da vida eterna. Que encorajamento prático! Quão vantajoso foi que todos tivessem suas dificuldades e problemas assim analisados, que lhes fossem apontados os princípios cristãos que lhes deviam orientar e que vissem o bem que estava sendo realizado sob circunstâncias difíceis! Esta mesma carta inspirada é uma fonte de força para nós nestes dias difíceis. — 1 Ped. 3:1-9.

      16. Em 1 Pedro, capítulo 5, que questões foram discutidas com os superintendentes e por quê?

      16 Os superintendentes não foram desconsiderados na carta de Pedro, como se eles não necessitassem de encorajamento. Pelo contrário, Pedro discutiu com eles questões que apreciavam particularmente: o conceito correto sobre o ministério, a relação entre eles, Deus e os irmãos, o resolver problemas difíceis e as perseguições. “Pastoreai o rebanho de Deus que está aos vossos cuidados, . . . os que são a herança de Deus”, disse ele. Que superintendente até hoje não fica profundamente comovido quando para e pensa que os da congregação que ele superintende são pessoas que pertencem a Deus? Considerando a questão deste modo, o superintendente não ‘domina sobre o rebanho’ nem se torna orgulhoso, mas atende ao seguinte conselho: “Humilhai-vos, portanto, sob a mão poderosa de Deus, para que ele vos enalteça no tempo devido, ao passo que lançais sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” É realmente fonte de encorajamento o humilde superintendente compreender que ele não precisa levar sozinho toda a carga. Insta-se com ele que busque de Deus a orientação em resolver problemas difíceis, lançando-lhe todas as suas ansiedades, examinando a sua Palavra por orientação e buscando-o em oração. Tampouco ele está sozinho quando confrontado com perseguição do mundo de Satanás, segundo disse Pedro: “As mesmas coisas, em matéria de sofrimentos, estão sendo efetuadas na associação inteira dos vossos irmãos no mundo. Porém, depois de terdes sofrido por um pouco, o próprio Deus de toda a benignidade imerecida, que vos chamou à sua eterna glória em união com Cristo, completará o vosso treinamento; ele vos fará firmes, ele vos fará fortes.” (1 Ped. 5:1-10) Os superintendentes têm bom motivo para ter coragem.

      17. Então, quem é realmente o grande dador de força e por quê?

      17 Sem sombra de dúvida o próprio Jeová é quem dá forças ao seu povo. Foi ele quem inspirou a escrituração destas palavras de encorajamento que consideramos. As promessas contidas na sua Palavra, a Bíblia, são o que nos enche de esperança. Ele nos instrui de modo que possamos resolver com êxito os problemas da vida. Com ele a nos segurar, podemos ficar firmes mesmo em face de oposição do mundo. Assim dizemos como Davi: “Jeová é minha força e meu escudo. Nele tem confiado o meu coração, e eu tenho sido ajudado, de modo que meu coração exulta, e com o meu cântico o louvarei. Jeová é força para o seu povo.” — Sal. 28:7, 8.

  • Dando encorajamento a outros
    A Sentinela — 1964 | 15 de janeiro
    • Dando encorajamento a outros

      1. Por que é o dar encorajamento a outros uma obrigação cristã e que exemplos excelentes temos sobre isto?

      TODOS nós temos oportunidades de dar encorajamento a outros, e quanto é apreciado quando nos aproveitamos da oportunidade com boa vantagem! Mais do que qualquer outro, Jeová é um dador de encorajamento; ele perdoa as nossas fraquezas, edifica a nossa esperança e fortalece-nos para a prova e para o trabalho que jaz à nossa frente. Semelhantemente, o seu Filho Jesus Cristo provou ser um encorajador dos que têm bom coração, mostrando-se compassivo para com os enfermos e aflitos, dando bom exemplo aos seus discípulos por trabalhar junto com eles na pregação das boas novas, sim, chegando até dar sua vida por eles. (João 15:13) Os apóstolos também apreciaram que para a execução da incumbência que tinham exigia não somente eficiência em fazer o trabalho de pregação, mas também exigia encorajamento amoroso aos seus co-trabalhadores, e isto proveram mediante cartas edificantes, visitas pessoais e discursos inspiradores às congregações. (1 Ped. 5:12; Heb. 13:22; Atos 11:23; 20:2) Que exemplos excelentes para seguirmos! E segui-los é nosso dever, pois as Escrituras instam a que sejamos imitadores de Deus, que sigamos as pisadas do Filho e que imitemos os apóstolos, assim como eles imitaram a Cristo. Portanto, segue-se que estamos sob a obrigação de encorajar uns aos outros. — Efé. 5:1; 1 Ped. 2:21; 1 Cor. 11:1.

      2. Que práticas desanimadoras vemos no mundo ao nosso redor e por que elas prevalecem tanto?

      2 Sim, no mundo ao redor de nós, os homens estão propensos a se despedaçarem uns aos outros, a condenar os planos e práticas dos outros simplesmente para conseguirem sobressair-se. Empurram seu semelhante para baixo para que não compita com eles. Geralmente não há palavras de encorajamento para os trabalhadores, mesmo quando fazem as coisas bem feitas; mas assim que cometem engano são prontamente repreendidos. As esposas também ficam desacorçoadas quando seus esposos as presumem como algo corriqueiro. Tal espírito, quer no lar quer no trabalho, rouba das pessoas qualquer prazer que possam ter no trabalho, deixando-as desanimadas, abatidas e tristes. Em resultado, segundo relatado, mais de dez mil pessoas em todo o mundo cometem suicídio por dia. Que modo vergonhoso e egoísta de alguém tratar o seu semelhante, quer seja deliberadamente ou simplesmente por indiferença! O que está errado? O que está faltando? Encorajamento, sim; por quê? Porque dar encorajamento se baseia em amor, e este é um mundo sem amor. Há muito se predisse referente a estes últimos dias em que vivemos que os homens seriam “amantes de si mesmos”, mas que nos seus tratos com os outros eles seriam “ingratos, desleais, sem afeição natural”. — 2 Tim. 3:1-3.

      PENSE EM TERMOS DE ENCORAJAR

      3, 4. Como devemos reagir quando outros falham em dar encorajamento?

      3 É óbvio que nem todos os com quem entramos em contato são encorajadores. Alguns estão tão preocupados consigo mesmos que não veem as oportunidades de serem bondosos; outros não têm remorsos de causar sofrimentos a outros. Se eles não tiverem consideração por nós, devemos transformar-nos na imagem deles? Quão tolo seria isto! Não são os homens egoístas e sim Cristo que é o modelo a seguir. Quando ele era maltratado, não revidava. Mesmo quando o desertaram os seus próprios discípulos, os que ele tinha ensinado e encorajado, os seus co-adoradores, denunciou-os ele e os abandonou? Não. Pois sabia que a coisa importante era fazer a vontade do seu Pai celeste e confiava nele.

      4 Jesus recomendou que também nós devemos pensar em termos de doar antes que de receber: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) Isto é verdade em muitas coisas e certamente é verdade quanto ao encorajamento. Se ficarmos demasiadamente preocupados porque outros não dão encorajamento quando pensamos que deviam, nós ficaremos desanimados. Por que então não buscarmos oportunidade de dar encorajamento e deixar que o encorajamento que recebemos de outros seja simplesmente mais um dividendo? Considere que os que falham em dar encorajamento quando têm oportunidade, muitas vezes é porque eles mesmos estão desanimados; eles precisam de encorajamento. Em vez de ficarmos desanimados e desapontados com eles, com os que nos desapontam, quão melhor é ficarmos compassivos, fortalecendo até mesmo os que nos decepcionam! Realmente ficamos contentes ao recebermos encorajamento, mas ficamos muito mais contentes quando o damos.

      5. Quais são alguns dos modos de se dar encorajamento?

      5 Há muitas maneiras de dar encorajamento. Palavras sinceras de elogio podem significar muito para um trabalhador. Uma simples palavra de calorosa apreciação por uma bondade demonstrada ou por um serviço prestado estimula a pessoa a fazer mais e melhor. Muitas vezes um ato de bondade fala mais eloquentemente do que palavras e soergue a moral de todos envolvidos. A associação também encoraja os que podem estar desanimados ou tristes, e a co-participação em boas novas lhes ilumina a perspectiva. Sim, um simples sorriso amistoso anima o coração de outros. Todavia, melhor do que tudo isto para fortalecer e encorajar outros a fazer o que é correto, são a esperança que a Palavra de Deus dá e a exortação que podemos dar tanto por palavras como por exemplo. Se sempre pensarmos em termos de dar encorajamento, encontraremos oportunidades muito além de nossas expectativas.

      NA FAMÍLIA

      6. De onde devemos começar a tornar uma prática dar encorajamento a outros e por quê?

      6 Um bom lugar para se começar a buscar oportunidades é justamente o lar. Se tornarmos isto um hábito no lar, virá com naturalidade em qualquer outra parte. Naturalmente o amor é a base para o encorajamento; é também o que mantém a família unida, e concernente a ele Paulo escreveu aos colossenses: “Concordemente, como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade. Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Além de todas estas coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo de união.” (Col. 3:12-14) Quão mutuamente fortalecedor é isto para as pessoas que aplicam este conselho piedoso de estarem juntas!

      7, 8. Que oportunidades existem para o marido encorajar a esposa e por que é isto importante?

      7 É simplesmente natural o marido querer agradar a sua esposa e a esposa querer agradar ao marido. (1 Cor. 7:33, 34) Ainda há algumas coisas que podem ser mais desanimadoras do que repetida falha em algo que significa tanto. Quando uma mulher trabalha arduamente para manter limpa a sua casa, preparar alimento para a família, agradando ainda de outros modos ao seu marido, e tudo isto é simplesmente presumido como coisa corriqueira, ela fica desanimada. Mas, talvez pergunte, há alguma necessidade de lhe dizer muito bem, quando é isto que ela deve fazer? A Bíblia dá a resposta ao dizer: “Levantam-se seus filhos, e lhe chamam ditosa, seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.” — Pro. 31:28, 29, ALA.

      8 Mesmo quando há negligência, o vínculo do amor familiar não será fortalecido, se elas forem ampliadas além de todas as proporções. Se houver necessidade, dê atenção ao assunto, mas em especial procure ver e expressar apreciação por bom serviço que tenha sido feito. Elogio até mesmo por pequenas coisas pode dar o espírito e a força para a pessoa prosseguir e fazer mais e melhor no futuro. Semelhantemente, quando ocorre acidente, há oportunidade para dar encorajamento. Um marido que aprecia o que significa “que não são mais dois, mas uma só carne”, não recuará nem ralhará com sua esposa, fazendo observações tais como: “Por que você é toda desajeitada?” Ela provavelmente já se sinta mal com isto. Por que piorar? Por que não tornar os sentimentos dela tão importantes como os seus próprios? Uma palavra bondosa e um pouco de ajuda produzirão verdadeiro encorajamento. É uma coisinha de nada, mas mostra amor, e é o amor que é o perfeito vínculo de união. — Mat. 19:5, 6.

      9. De que maneira pode uma esposa cristã encorajar seu marido?

      9 Pela sua própria diligência uma boa esposa também edifica o marido. “O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho. Ela lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida. Atende ao bom andamento da sua casa, e não come o pão da preguiça.” (Pro. 31:11, 12, 27, ALA) Tal esposa não é uma competidora, uma que busca solapar a chefia do marido, mas ela coopera e trabalha voluntariamente sob sua direção. Ela não somente considera o bem deles para um futuro imediato, mas também o seu eterno bem-estar. É uma “mulher que teme a Jeová”. (Efé. 5:22, 23; Pro. 31:30) Tendo tal disposição, ela coloca em primeiro lugar o bem-estar espiritual da família e tem o seguinte conceito sobre as coisas materiais: “Tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.” Assim ela ajuda a evitar os laços do materialismo e a evitar a ansiedade devida a excessivas obrigações financeiras que podem eclipsar o serviço de Deus. (1 Tim. 6:6-8; Mat. 13:22) Por deixar outros interesses em segundo lugar e pelo seu próprio interesse entusiástico em assuntos espirituais, ela encoraja seu marido a dar a devida atenção a tais interesses espirituais.

      10. A que se deve encorajar os filhos a devotar seus esforços e por quê?

      10 Mesmo aos filhos, o que lhes pode ser maior fonte de encorajamento do que ajudá-los a aprender o valor das coisas espirituais? Se eles não receberem instrução completa em princípios piedosos, as ansiedades e as frustrações que lhes assediam na vida, causar-lhes-ão constante irritação e amargura. (Col. 3:21; Efé. 6:4) Não lhes será uma bênção se forem ensinados a buscar coisas materiais, devotando toda a energia no campo comercial. Que frustração será alguém gastar todos os seus esforços na edificação de um mundo que Deus vai destruir por ser iníquo! Quanto melhor, quanto mais recompensador, quanto mais encorajador é devotar a vida ao serviço de Deus, se possível como ministro pioneiro de tempo integral! Segundo disse o salmista a Deus: “Um dia nos teus átrios vale mais que mil, prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.” (Sal. 84:10, ALA) É demonstrar amor pelos filhos encorajá-los a adotar tal proceder na vida. Naturalmente, também as crianças devem aprender a dar encorajamento.

      11, 12. Há oportunidades para os jovens encorajarem seus pais? De que maneira?

      11 Sim, os jovens também podem aprender em termos de encorajar. Não devem adotar o ponto de vista de que supostamente todos têm de lhes servir. Eles precisam aprender a demonstrar apreciação pelo trabalho árduo de seus pais, a ouvir e a obedecer quando se lhes fala, e a estar dispostos a trabalhar sob a direção dos pais em ajudar nos trabalhos domésticos; mais do que isto, devem tomar a iniciativa e se oferecer para ajudar, quando veem trabalho que precisa ser feito. Também, pelo comportamento fora de casa, eles podem ser uma bênção para si próprios e para outros. As Escrituras aconselham sabiamente: “Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer. . . . Grandemente se regozijará o pai do justo, e quem gerar a um sábio nele se alegrará. Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te deu à luz.” — Pro. 23:22-25; 10:1; 15:20; 19:13, ALA.

      12 Quando os filhos aplicam este conselho eles não falham em demonstrar apreciação pelo amor dos seus pais, até mesmo depois de velhos. Em 1 Timóteo 5:4, 8 está registrado o seguinte conselho: “Se alguma viúva tiver filhos ou netos, que estes aprendam primeiro a praticar a devoção piedosa na sua própria família e a estar pagando a devida compensação aos seus pais e avós pois isto é aceitável à vista de Deus. Certamente, se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família, tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé.” Quão encorajador é quando os pais veem que não foram abandonados pelos filhos, envelhecendo-se eles!

      A RESPONSABILIDADE DOS SUPERINTENDENTES

      13. (a) Por que têm os superintendentes uma responsabilidade especial em dar encorajamento? (b) Neste sentido, quais são alguns dos pontos aos quais se pode dar consideração?

      13 Ao passo que todos podem ser fonte de encorajamento para seus semelhantes, à parte dos companheiros chegados e dos membros de uma família, os que estão na qualidade de superintendentes têm a maior influência sobre outros, quer para encorajar quer para desencorajar. Isto coloca sobre eles a obrigação de estarem alertas quanto às oportunidades, sim, às responsabilidades que lhes pertencem neste sentido. Sobre isto podem aprender muito dos grandes superintendentes Jeová Deus e Jesus Cristo. Mediante a sua Palavra de verdade Jeová nos dá esperança, nos edifica; ele não nos leva além de nossas capacidades, mas demonstra preocupação amorosa pelo seu povo. Se for o leitor um superintendente, emprega palavras para edificar os com quem trabalha? Demonstra consideração pelas suas limitações físicas e mentais? Ficam eles realmente contentes em vê-lo quando para e fala-lhes acerca do trabalho deles, ou ficam apreensivos, imaginando, o que será que está errado desta vez? Os discípulos de Jesus ficavam gratos pelo companheirismo dele. Embora o chamassem Senhor e Mestre, ele demonstrou que era um companheiro de trabalho. Ele era o superintendente deles, mas era um superintendente que lhes dava exemplo por participar junto com eles no trabalho que devia ser feito. (1 Ped. 2:25) Ele sabia que os seus discípulos precisavam aprender humildade e também lhes ensinou esta lição, não por humilhá-los constantemente, mas por demonstrar humildade em sua própria vida. (João 13:1-17) Os que trabalhavam com ele viram que não era brusco, que não feria com suas observações e que não estava com muita pressa a ponto de não poder dar-lhes atenção, mas que era de “temperamento brando e humilde de coração” e que na associação com ele achavam ‘revigoramento para a alma’. — Mat. 11:29.

      14. (a) Como é que um superintendente prova ser um instrutor e com que efeito sobre seus irmãos? (b) Quando eficiência é temperada com amor, que efeito tem ela sobre os tratos com outros?

      14 Assim, o superintendente que imita a Cristo não diz simplesmente aos outros o que devem fazer, mas, como um instrutor qualificado, ele lhes mostra, participando junto com eles no trabalho. É um exemplo para o rebanho. (1 Tim. 3:2) Visto que não se considera acima de seus irmãos cristãos, eles se achegam ao superintendente e buscam a sua ajuda. (Mat. 23:8) Sabem que ele reconhece a importância de ver que o trabalho seja feito e busca eficiência, mas sabem também que o amor o faz paciente e compreensivo nos seus tratos com seus co-trabalhadores.

      15. No caso de alguém falhar no seu trabalho ou realmente fazer algo errado, como é que as Escrituras admoestam o superintendente a resolver a situação e com que objetivo em mente?

      15 É verdade que às vezes as pessoas erram e fazem coisas erradas, e o superintendente é o que deve ver que a situação receba a devida atenção. É esta a ocasião de chamar o transgressor às contas e passar-lhe um sabão? Será isto necessário? O erro talvez tenha sido sem querer. Note como as Escrituras dizem que se deve manejar a situação: “Irmãos, mesmo que um homem dê um passo em falso antes de se aperceber disso, vós, os que tendes qualificações espirituais, tentai restabelecer tal homem num espírito de brandura, ao passo que cada um olha para si mesmo, para que tu não sejas também tentado.” (Gál. 6:1) O alvo é restaurar o que tiver errado, não destruí-lo. Isto exige um espírito de brandura. O resultado será a edificação daquele que errou.

      16. Como foi que Eliú demonstrou o conceito correto em aconselhar a Jó?

      16 Neste sentido, note como Eliú apresentou o seu conselho a Jó: “Ouve, pois, Jó, as minhas razões, e dá ouvidos a todas as minhas palavras. Passo agora a falar, em minha boca fala a minha língua. As minhas razões provam a sinceridade do meu coração, e os meus lábios proferem o puro saber. . . . Se podes, contesta-me, dispõe bem as tuas razões perante mim, e apresenta-te. Eis que diante de Deus sou como tu és; também eu sou formado do barro. Por isso não te inspiro terror, nem será pesada sobre ti a minha mão.” E então ele passou a arrazoar com Jó sobre a situação. Mas note como Eliú atacou o problema. Ele suplicou a Jó. Tornou claro que perante Deus não se considerava absolutamente superior a Jó e que não havia razão alguma para temor pelo que ia dizer. Que modo excelente de resolver uma situação! — Jó 33:1-7, ALA.

      17. Que conselho deu o apóstolo Paulo a Timóteo sobre admoestar a outros e como devia ser resolvida a situação no caso de a pessoa fazer do pecado uma prática?

      17 Foi exatamente esta maneira que Paulo recomendou a Timóteo, quando disse: “Não critiques severamente um homem mais maduro. Ao contrário, suplica-lhe como a um pai, os homens mais jovens, como a irmãos, as mulheres mais maduras, como a mães, as mulheres mais jovens, como a irmãs, com toda a castidade.” (1 Tim. 5:1, 2) Todavia, quando alguém que erra faz do pecado uma prática e não demonstra arrependimento sincero, o que precisa ser encorajado é a conduta correta, não o errante. Quando o pecador voluntário estiver provado completamente, será tempo de aplicar o conselho que se encontra mais adiante no mesmo capítulo, em 1 Timóteo 5:20: “Repreende perante todos os espectadores aquele que pratica pecado, para que os demais também tenham temor.” — Heb. 12:7-11.

      OPORTUNIDADES PARA TODOS

      18. (a) Quantas pessoas influenciam a vida de outras, assim, como deve ser empregada a influência? (b) Ao falar a respeito dos superintendentes cristãos ou aos que desejam ampliar seus privilégios de serviço, como podemos ser edificantes e que exemplos mostram a importância disto?

      18 Quer no lar ou em outra parte, quer seja alguém um superintendente de congregação ou não, há oportunidade para todos na edificação e no encorajamento mútuo. Cada um influencia os ao seu redor. Cada qual pode edificar ou destruir; pode estimular ou gerar indiferença. Quer queira quer não, cada qual tem influência. Pois, então, que tal influência seja para o bem. Isto se dará com a nossa conversação, se seguirmos o conselho registrado em Colossenses 3:8, 9: “Afastai de vós a todas elas, o furor, a ira, a maldade, a linguagem ultrajante e a conversa obscena da vossa boca. Não estejais mentindo uns aos outros.” Se tivermos tomado boas coisas em nossa mente, se o nosso coração estiver cheio de bons desejos, o que falarmos será edificante; pois da abundância do coração fala a boca. (Mat. 12:34, 35) Se o nosso coração for bom, não falaremos desrespeitosa ou levianamente de nossos superintendentes cristãos nem do conselho recebido mediante a organização de Jeová, como fez Diótrefes, mas reconheceremos que são de “dupla honra” os fiéis que presidem a congregação de Deus. (3 João 9; 1 Tim. 5:17) Tampouco falaremos desencorajadoramente aos que estão ansiosos de ampliar os seus privilégios de serviço, os que talvez queiram participar no serviço de pioneiro de tempo integral ou mudar para localidades em que é grande a necessidade de ministros do Reino. Não seremos como os espias sem fé que desencorajaram os israelitas com um relatório pessimista, de modo que eles quiseram voltar para o Egito e não continuar para a Terra Prometida. Antes, semelhantes aos fiéis Josué e Calebe, instaremos com eles para que sejam corajosos, apoderando-se dos privilégios de serviço que lhes estão abertos. — Núm. 13:27-14:9.

      19. De que outros modos podemos encorajar uns aos outros?

      19 Pelo nosso zelo e fidelidade no serviço de Deus podemos ser uma fonte de força mútua. Pelo nosso exemplo em participação zelosa no ministério ajudamos outros a fazer o mesmo. Quando relatamos a outros as experiências que temos no ministério, quando lhes participamos as gemas de conhecimento que nós encontramos em nosso estudo bíblico, nós encorajamos uns aos outros, assim como fizeram os apóstolos, quando visitavam seus irmãos cristãos. (Atos 15:3, 30, 31) Pela nossa preocupação para com os doentes e aflitos, para com os presos por causa da justiça, por nós nos mantermos em contato com eles e visitá-los sempre que possível, fortalecemos-lhes o coração. (2 Cor. 7:6, 7; Atos 28:15) Pela nossa recusa em comprometermo-nos com o mundo de Satanás ajudamos outros a ficar firmes. E pela nossa disposição, não só em face de inconveniência pessoal, mas também até mesmo a risco de nossa vida ou liberdade, onde for necessário para dar encorajamento, nós transmitimos uns aos outros coragem para falar a Palavra de Deus sem temor. Que todas as testemunhas dedicadas de Jeová continuem a fazer pleno uso de tais oportunidades para encorajar uns aos outros.

      20. Quanto a edificarem uns aos outros, que conselho se acha em 1 Tessalonicenses 5:11-15?

      20 Então, consideremos as necessidades dos que estão ao nosso redor, copiemos o exemplo de nosso Pai no céu e de seu Filho em dar encorajamento a outros. “Portanto, persisti em consolar-vos uns aos outros, e em edificar-vos uns aos outros, assim como de fato estais fazendo.” Ao falar a respeito de seus superintendentes cristãos e ao trabalhar com eles, edifique tanto a eles como ao conceito de outros acerca deles. “Solicitamo-vos agora, irmãos, que tenhais consideração para com os que trabalham arduamente entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e que vos admoestam; e que lhes deis mais do que extraordinária consideração em amor, por causa do seu trabalho. Sede pacíficos uns com os outros.” Por outro lado, aquele que for superintendente, não desanime, antes, encoraje seus irmãos. “Admoestai os desordeiros, falai consoladoramente às almas deprimidas, amparai os fracos, sede longânimes para com todos.” Não importa quem sejamos nem com quem entremos em contato, quer em casa, quer na congregação cristã, quer no trabalho secular, procuremos ‘ver que ninguém pague a outro dano por dano, mas, empenhemo-nos sempre pelo que é bom de uns para com os outros e para com todos os demais’. (1 Tes. 5:11-15) Sim, encorajemos uns aos outros.

  • A verdade se espalha na prisão
    A Sentinela — 1964 | 15 de janeiro
    • A verdade se espalha na prisão

      NUMA assembléia de circuito em Petersburg, Virgínia, certa testemunha de Jeová relatou a seguinte experiência: “Recebi um telefonema de um preso na cadeia desta cidade. Ele estava ansioso para encontrar-se com uma testemunha de Jeová. Tinha servido oito meses num campo de prisão e fora transferido à prisão desta cidade, para esclarecer outro assunto. No campo, tinha começado a ler a literatura religiosa da biblioteca. Sempre notava um livro verde, mas todo o mundo o desencorajava dizendo: ‘É de Jeová, não o leia.’ Mas isto apenas o fez lê-lo. Durante os quatorze dias seguintes, ele leu, releu e verificou todos os textos da primeira edição de ‘Seja Deus Verdadeiro’. Estando convencida de que era a verdade de Deus o que tinha lido, ele dedicou a sua vida a Jeová.

      “Logo depois, outro homem entrou no campo com um livro vermelho: ‘Isto Significa Vida Eterna’. Ele leu este livro; dizendo em suas palavras: ‘Usei-o tanto que parecia velho.’ Depois de adquirir esta base, escreveu várias cartas à Sociedade Torre de Vigia e recebeu respostas animadoras. Dai, certo domingo, uma Testemunha o visitou, deixando com ele o livro Paraíso e a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. Estando cheio desta esperança feliz, este interno começou palestras regulares com outros, e muitos mostraram interesse. Cerca de dezessete homens quiseram estudar a Bíblia. Mediante seus esforços, cinco homens no campo chegaram a apreciar a verdade e esperam participar plenamente na obra do Reino.

      “Dirigi um estudo bíblico com este senhor todas as tardes na prisão. Durante a sua curta demora nessa prisão, ele espalhou com bons resultados muitas sementes de verdade. Quatro homens estão definitivamente interessados e sete pediram que uma Testemunha os visitasse para que possam aprender mais. A conduta deste homem, desde que aprendeu a verdade de Deus, tem sido dum nível tão alto que a sua influência está tendo resultados visíveis sobre seus companheiros. Onde anteriormente havia linguagem obscena, agora muitos lêem A Sentinela e Despertai! e verificam os textos.”

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