-
Curandeirismo — devem os cristãos procurar tais “curas”?A Sentinela — 1974 | 15 de junho
-
-
madeira. Acreditavam que as batidas mantinham seu coração batendo regularmente durante a provação, na qual o espírito mau supostamente devia abandonar o paciente e entrar no feiticeiro.
O feiticeiro, então supostamente possesso do espírito mau que havia estado no paciente, tornou-se briguento, falando em inglês, em vez de seu nativo taki-taki, em termos irados e desamistosos. Depois disso, o espírito mau tinha de ser transferido dele para um altar de ossos de cobra, e, finalmente, para o corpo duma galinha, segurada pelas penas do pescoço diante do paciente. Se o espírito mau havia sido completamente exorcismado, a galinha morreria sem que o feiticeiro a ferisse de algum modo. A galinha não morreu, de modo que se disse ao paciente que provavelmente não se ‘arrancou dele’ todo o mal. Portanto, ele devia abrir o bico da galinha e cuspir-lhe na boca. Fez isso, e em vista disso, a ave bateu violentamente as asas, ficou mole e morreu. Whiton relata que, depois de passarem dois anos desde o rito, não houve recorrência da dor na sua perna e no seu quadril.
PELO PODER DE QUEM?
Em vista destes relatos, parece evidente que há certa espécie de poder no curandeirismo e nos ritos da macumba. Mas o poder de quem? É o poder de Jeová Deus, o Criador do céu e da terra, ou de outro “bom espírito”? Quem é realmente invocado pelos que procuram a cura pelo curandeirismo ou pela macumba? Em resposta, vejamos o que acontece numa das sessões de vodu (ou macumba) — não o rito de cura, mas um realizado periodicamente para apaziguar seus deuses, chamados loas. Demonstra quem realmente obtém o controle sobre os que praticam vodu e o curandeirismo:
Num apelo para que os loas apareçam, os adoradores começam a dançar ao acompanhamento de cantos e de tambores. Ao passo que os tambores ficam cada vez mais altos, a tensão aumenta. Os dançarinos caem em transe, pulam e começam a gritar. Daí, ‘aparecem’ os loas, tomando posse de um após outro dos dançarinos, ou, conforme dizem, ‘montando-os e cavalgando-os’. A pessoa torna-se o “cavalo” do loa. Manifesta então as características daquele loa específico, dos quais há muitos, um governando a fertilidade, outro governante dos mares, outro, governador da agricultura, um grupo que são deuses da guerra, da morte, e a deusa sexual, para se mencionarem alguns. Aquele que é ‘cavalgado’ encorpora o loa; de fato, torna-se este loa. Pode então irromper com palavras e ações rudes e muito obscenas. Amiúde, o possesso por um dos loas do fogo andará a pé descalço sobre as brasas ardentes duma enorme fogueira, segura tenazes incandescentes na mão e anda de volta, devagar, rindo, sem aparente ferimento.
Note que Jesus Cristo reconheceu que os demônios realmente existem, sendo que estas pessoas espirituais iníquas estão sob a direção de Satanás, o Diabo, o inimigo de Deus, fato que os judeus também aceitaram. (Luc. 11:14-20) A maioria daqueles de quem Jesus expulsou demônios tinham enfermidades físicas ou mentais “incuráveis”. Alguns eram epilépticos ou paralíticos. (Mat. 4:24; 17:14-16, 18; Luc. 9:38-43) Alguns eram ferozes, violentos e perigosos. (Mat. 8:28-32; Mar. 5:2-13) Os demônios haviam tornado alguns cegos e mudos. — Mat. 12:22; Luc. 11:14.
Jesus não expulsou os demônios dos possessos por meio de algum rito, nem apelou para “os deuses”, mas o fez no nome do verdadeiro Deus, seu Pai, Jeová. (João 10:25) Não procurou apaziguar os espíritos, nem empregou ritos para obter a sua ajuda. Ele ‘censurava’ o espírito impuro com autoridade procedente de Deus. Em certa ocasião, ele curou um menino epiléptico, afligido por um demônio extraordinariamente forte, que os discípulos de Jesus não puderam expulsar. Mas Jesus simplesmente “censurou então o demônio e este saiu dele; e o menino ficou curado daquela hora em diante”. — Mat 17:14-18; Luc. 9:42.
Portanto, a quem serve a pessoa que invoca os deuses para exorcismar os espíritos maus ou que faz adivinhação por meio de baralhos ou entranhas, observando presságios e oferecendo sacrifícios?
Jeová Deus revelou a sua atitude para com todas as formas de adivinhação, magia, astrologia e ocultismo, quando disse à nação de Israel, prestes a entrar na terra de Canaã:
“Quando tiveres entrado na terra que Jeová, teu Deus, te dá, não deves aprender a fazer conforme as coisas detestáveis dessas nações. Não se deve achar em ti alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos. . . . Porque estas nações que estás desapossando costumavam escutar os que praticam magia e os que adivinham; mas, quanto a ti, Jeová, teu Deus, não te deu nada disso.” — Deu. 18:9-14.
O apóstolo Paulo advertiu os cristãos contra o perigo de dividirem sua devoção por recorrerem a outros deuses, e não a Jeová: “Não podeis estar bebendo o copo de Jeová e o copo de demônios; não podeis estar participando da ‘mesa de Jeová’ e da mesa de demônios. Ou ‘estamos incitando Jeová ao ciúme’? Será que somos mais fortes do que ele?” — 1 Cor. 10:21, 22.
OS VERDADEIROS CRISTÃOS DÃO DEVOÇÃO EXCLUSIVA A DEUS
Significa o conceito do verdadeiro cristão que a Bíblia proíbe ao cristão procurar uma cura por meio de herboristas, médicos, quiropráticos, e assim por diante? Não. Mas os verdadeiros cristãos evitarão a macumba, o curandeirismo, feiticeiros e todas as formas de espiritismo, inclusive os considerados como “bons espíritos” pelos praticantes. (Rev. 21:8) Não há dúvida de que há valor curativo em certas plantas e em outros remédios. Mas os cristãos dão-se conta de que não devem procurar a cura da parte de feiticeiros, pajés, curandeiros ou outros praticantes que usam alguma forma de prática espírita, despachos, amuletos ou ritos, quer este curandeiro inclua ervas ou outra forma de remédio junto com isso, quer não.
Alguns talvez achem que receberam uma cura ou uma cura parcial de certo padecimento por meio do curandeirismo. No entanto, os que antes praticavam o curandeirismo reconhecem que as únicas “curas” que os curandeiros espíritas geralmente afirmam realizar são as que envolvem a aflição pelos espíritos, os demônios. É verdade que alguns usam ervas com poderes curativos junto com a sua magia. Mas eles atribuem os benefícios à sua capacidade espírita e não às ervas. Enganam assim o paciente a crer que foi realmente a magia, não as próprias ervas, que produziram algum alívio. Os que recorrem a tais curandeiros caem sob a influência dos espíritos, dos demônios iníquos, porque recorrem aos demônios, por intermédio do feiticeiro, e aceitam o que os demônios oferecem. — Rom. 6:16; 1 Cor. 10:20, 21.
Muitas pessoas na África, na Ásia, na América do Sul e em outras partes da terra onde se pratica o curandeirismo, a macumba, vodu, juju e outra magia, estão sendo libertos de suas superstições e temores dos feiticeiros e dos deuses da macumba, por aprenderem a verdade da Bíblia. Conforme Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32) Este livramento do medo dos demônios lhes dá um conceito sadio da vida e contribui muito para sua saúde física e mental. Por outro lado, vêem quanta degradação a prática do curandeirismo, com sua recorrência aos espíritos, na realidade, aos demônios iníquos, tem trazido às pessoas. Reconhecem que o homem só pode receber verdadeiro restabelecimento duradouro de sua imperfeição e das doenças por intermédio do sacrifício resgatador de Cristo. Aprendem também que a aplicação de tais benefícios de resgate ocorrerá durante a regência messiânica, milenar, agora tão próxima.
Como exemplo deste rompimento total e da determinação de dar devoção exclusiva ao Criador, pediu-se a uma das testemunhas de Jeová, na África, datilografar certas instruções fornecidas por um feiticeiro, dizendo ao seu cliente como usar certo remédio que havia preparado. A Testemunha negou-se a ser partícipe do tratamento, dizendo ao “curandeiro” que ele mesmo havia abandonado o uso de tais poções e não queria ter a responsabilidade, perante Deus, de incentivar outro a usá-las. Tal proceder mostrou verdadeira fé e obediência, assegurando a bênção de Deus.
Portanto, a resposta clara à pergunta: ‘Devem os cristãos procurar curas mediante o curandeirismo?’ é um inequívoco “Não”. Os cristãos se apercebem de que não podem apegar-se ao verdadeiro cristianismo e ao mesmo tempo incluir um apelo a qualquer outro deus, como uma espécie de “ecumenismo”, mesmo que achem que poderá resultar desta fonte alguma cura de padecimentos físicos. Jesus Cristo, o Filho de Deus, disse: “Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa, achá-la-á.” Também: “Ninguém pode trabalhar como escravo para dois amos.” — Mat. 16:25, Almeida, atual.; 6:24.
Os verdadeiros cristãos sabem que se precisa procurar acima de tudo a aprovação de Deus. Evitam as tentativas de obter a cura ou qualquer outra coisa dum modo que é ilícito aos olhos de Deus e que dividiria sua devoção. Confiam na Sua nova ordem prometida, pois ali poderão usufruir uma cura duradoura, não apenas por alguns anos, mas para sempre.
-
-
Assembléias ‘Vitória Divina’ realizadas mundialmente sem perturbaçãoA Sentinela — 1974 | 15 de junho
-
-
Assembléias ‘Vitória Divina’ realizadas mundialmente sem perturbação
DURANTE o verão do hemisfério setentrional de 1973 e estendendo-se até o verão do hemisfério meridional, em fins de 1973 e princípio de 1974, as testemunhas de Jeová realizaram suas assembléias “Vitória Divina” — mais de 140 delas. Começando na América do Norte, passaram para a Europa, a Ásia, a África, a Austrália, Nova Zelândia, América Central e do Sul, Havaí, Filipinas e outras ilhas do Atlântico e do Pacífico.
O relatório incompleto revelou que 2.594.305 pessoas mostraram seu interesse na resposta bíblica para os problemas de nossos dias por estarem presentes. O programa, tratando de princípios e profecias da Bíblia, foi planejado e esboçado pelo Corpo Governante das testemunhas de Jeová, de modo que todos receberam a mesma informação bíblica, onde quer que assistissem. Também, os membros do Corpo Governante serviram as assembléias na maioria dos países.
Até o momento da publicação, relata-se que 81.830 pessoas foram batizadas nestas assembléias. Estas fizeram durante vários meses um estudo intensivo da Bíblia com as testemunhas de Jeová. Seu batismo simboliza sua dedicação para fazer a vontade de Deus. Isto envolve a aplicação dos princípios bíblicos
-