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Por que há um ressurgimento do interesse pelo ocultismo?Despertai! — 1981 | 8 de junho
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Por que há um ressurgimento do interesse pelo ocultismo?
A MENTALIDADE científica, neste século 20 livrou a mente das pessoas de muitas superstições, pelo que são gratas. Ainda existem, contudo, muitos fatos que aparentemente desafiam qualquer explicação científica satisfatória. Isto é verdade no que tange ao ocultismo, envolvendo práticas “ocultas” ao entendimento das pessoas em geral.
Considere o caso de Uri Geller, o místico israelense. Quando apareceu na TV alemã, algumas coisas estranhíssimas ocorreram. Em resultado disso, Geller convidou a todos os que desejassem participar nas suas demonstrações a apanharem um relógio de pulso ou de mesa quebrado, uma colher ou um garfo. Daí, num dia pré-estabelecido, e numa hora exata, deveriam fechar os olhos e concentrar-se nele.
No dia seguinte, as manchetes do jornal Bild Zeitung anunciaram fenômenos sensacionais. Velhos relógios começaram a trabalhar de novo, colheres e garfos se retorceram e entortaram, lâmpadas explodiram.
Que forças estavam em operação? É-nos possível identificá-las? Em busca de respostas a tais perguntas intrigantes, o número de pessoas que estudam o misticismo, a feitiçaria e outras atividades paranormais aumenta rapidamente.
Preenchendo Uma Necessidade
Não é de surpreender encontrar jovens na vanguarda da exploração mística. A mente jovem é imaginativa, por natureza. Existe, porém, uma causa mais profunda que explica o seu envolvimento, apontada por uma das principais feiticeiras das Ilhas Britânicas, Lois Bourne. Em seu livro Witch Amongst Us (A Feitiçaria Que Nos Cerca) ela declara: “Devido ao declínio da religião organizada e ao fato de que a ciência nem sempre é capaz de explicar fenômenos observados, tem havido um recente ressurgimento de interesse pelas artes ocultas e seu mundo de coisas relacionadas, e as pessoas estão indo em busca de diferentes respostas às mesmas perguntas. Os jovens recorrem ao paganismo num esforço de satisfazer sua ânsia de obter respostas para os mistérios da vida, e é possível que alguns deles estejam sendo atraídos ao vácuo dos duvidosos limites do mundo das práticas ocultas, com todos seus perigos inerentes.”
Sim, a ciência, e também as igrejas, falharam em oferecer explicações satisfatórias para os fenômenos sobrenaturais. E deixaram muitos com um sentimento de vazio, em sua busca do significado da vida. Contudo, perguntas exigem respostas. Para crescente número de jovens da atualidade, um modo aparente de se obter as respostas é por explorar o ocultismo. Ao procederem assim, os “perigos inerentes” são, deliberadamente, quer minimizados quer ignorados.
A Morte e o Sobrenatural
O período que se segue à morte de um ente querido é especialmente um período de stress. Carentes de conhecimento correto, os parentes pesarosos muitas vezes exploram qualquer meio, tentando restabelecer o contato pessoal. O meio mais comum empregado são as sessões com médiuns espíritas.
Muitos estadistas proeminentes ficaram envolvidos nesta esfera do ocultismo. Mackenzie King, primeiro-ministro do Canadá no período de guerra, é bem conhecido devido a seu interesse pelo ocultismo. Ele afirmava receber orientação, não apenas de sua falecida mãe, mas também de mortos importantes, incluindo o presidente F. D. Roosevelt, dos Estados Unidos. O premier britânico Arthur Balfour (famoso pela “Declaração Balfour”, feita sobre a Palestina, em 1917) também envolveu-se em tais atividades espíritas durante a maior parte de sua vida, após a morte trágica de sua noiva.
Para crescente número de pessoas da atualidade, o interesse pelo ocultismo é encarado como passatempo inofensivo, fascinante. Isto pode, porém, levar a problemas sérios, muitas vezes insuspeitos aos que se sentem atraídos pelo ocultismo.
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O fascínio pelo ocultismoDespertai! — 1981 | 8 de junho
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O fascínio pelo ocultismo
“SOMENTE um homem tolo ou ignorante se recusaria, hoje em dia, a aceitar o fato de que existem algumas forças ou influências a respeito das quais pouco conhecemos, e sobre as quais não temos controle”, acautelou Peter Underwood, no prefácio de seu livro Into the Occult (Aprofundando-se no Ocultismo).
Muitas pessoas estão interessadas em tais forças. Conforme certo ex-membro de uma agremiação de feiticeiros do Canadá colocou a questão: “Cada vez que viajo para Vitória (Canadá) encontro-me com pelo menos uma dúzia de feiticeiros. Muitos deles são importantes homens de negócios . . . durante o dia não se pode diferençá-los de qualquer outra pessoa.”
Nas Ilhas Britânicas existem agora 6.000 feiticeiros conhecidos, e uma pessoa, em cada 20, está ativamente envolvida no ocultismo. Na Alemanha, mais de 50.000 praticam a bruxaria. Embora a feitiçaria seja ilegal na África do Sul, calcula-se que de 40 a 90 mil membros da população branca estejam envolvidos na “magia negra”.
Por que é o ocultismo tão popular?
O Que os Fascina
“Gostaria de ter uma gorda conta bancária? Uma vida amorosa de fazer inveja a um sultão? Poder absoluto para esmagar seus inimigos e recompensar seus amigos? . . . A feitiçaria pode satisfazer o desejo de seu coração!”
Esta publicidade dum livro sobre magia mostra por que muitas pessoas são, originalmente, atraídas ao ocultismo. Acena-se-lhes com dinheiro, sexo e poder. Outros talvez desejem desesperadamente contatar entes queridos falecidos, ou conhecer o futuro. Ainda outros, não passam de curiosos.
Muitos afirmam obter resultados. Um fotógrafo britânico e sua esposa juntaram-se a um grupo satanista após uma “iniciação com muito sexo” e, de repente, seus negócios começaram a dar muito lucro. Tão logo abandonaram o grupo, seu negócio faliu.
Outros não se saem tão bem assim. Na Libéria, país africano, o filho dum importante político e vários outros tentaram usar a feitiçaria a fim de obter força política. O rapaz queria ser embaixador. O grupo assassinou um pescador local e usou partes de seu corpo para fazer feitiços e poções, mas sua magia não os ajudou. Após um espalhafatoso julgamento, sete pessoas foram enforcadas.
Resultados de um Passatempo Doméstico
Pessoas simplesmente curiosas a respeito do ocultismo são muitas vezes atraídas a um ativo envolvimento por meio de coisas alegadamente inofensivas, tais como pranchetas Ouija. As conhecidas pranchetas são anunciadas e vendidas como sendo um inofensivo passatempo doméstico. Não restam dúvidas de que as pranchetas rendem um bom dinheiro para os fabricantes — mas, são elas inofensivas? Muitas pessoas acham que não.
Uma popular cantora canadense tentou várias vezes o suicídio após ter sido convidada por sua prancheta a “passar para o nosso lado”. Uma mulher solitária, em Alberta, Canadá, foi informada de que encontraria ‘o homem de seus sonhos’ numa boate em Calgary (Canadá). Ao invés disto, foi espancada e violentada. Em 1979, em Miami, Flórida, E.U.A., irrompeu uma histeria de massa quando estudantes jovens, brincando com uma prancheta Ouija, afirmaram estar possuídos pelos demônios. “A escola inteira endoideceu”, disse um policial. Os estudantes abriram buracos nas paredes, aos pontapés, e arrancaram uma porta de suas dobradiças. Segundo um professor: “Havia moças chorando e berrando que havia um espírito dentro da prancheta Ouija.”
Obviamente, as pessoas engodadas a usar a prancheta Ouija como se fosse um ‘inofensivo passatempo doméstico’ muitas vezes não estão preparadas para o que lhes possa acontecer. Seu fascínio pelo ocultismo produz resultados mesmo, mas, serão resultados que desejaria?
Quão Fidedignas São as Predições?
As incertezas da vida provocam na maioria das pessoas o desejo de conhecerem o futuro. O ocultismo promete tal conhecimento.
Às vezes, parece que dá certo. Uma feiticeira da Carolina do Norte, E.U.A., predisse que uma vizinha morreria numa certa data. A mulher morreu mesmo, naquela data — vítima do excesso de álcool e de comprimidos.
A famosa astróloga, Jeanne Dixon, reivindica ter predito a morte do presidente John Kennedy em Dallas, Texas, em 1963 — mas ela pouco se refere à sua predição de que a guerra do Vietnã terminaria em 1966. Um grupo de cientistas, ao examinar a inteira atuação dela, concluiu que suas predições não eram mais acertadas do que as de qualquer pessoa comum que adivinhasse à base de boas informações.
Está o futuro sendo revelado — ou estão os que se dedicam ao ocultismo simplesmente em comunhão com forças invisíveis que às vezes fazem com que as predições dêem certo e às vezes não?
Entes Queridos Falecidos?
A tentativa de contatar entes queridos falecidos é o que originalmente leva muitas pessoas a recorrer ao ocultismo. A supracitada feiticeira da Carolina do Norte fez sua predição numa sessão espírita à qual a família compareceu a fim de evocar um falecido genro. O resultado foi a tragédia.
Em outros casos, o “parente falecido” parece falar através do médium, fornecendo evidência convincente de sua identidade. Contudo, muitas vezes a personalidade do espírito evocado é vingativa ou caprichosa. Um pesquisador das pranchetas Ouija caracterizou as entidades evocadas como sendo “tipicamente sádicas e psicopatas”. Por que razão parentes que eram amorosos em vida se tornariam cruéis ao morrerem? Poderiam ser impostores os espíritos que afirmam ser os entes queridos falecidos?
Um casal canadense ficou envolvido num grupo de ocultismo, apenas para debandar aterrorizados com a mudança de personalidade e maldade dos membros. “Quaisquer pessoas que pensam estar-se divertindo com a feitiçaria — estão brincando é com dinamite”, disseram.
Mesmo se tivessem tido dúvidas antes, os que se envolvem no ocultismo convencem-se de que forças sobre-humanas estão envolvidas. Mas, tendo-se envolvido, muitos se sentem presos numa teia maligna.
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Libertando-se do poder do ocultismoDespertai! — 1981 | 8 de junho
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Libertando-se do poder do ocultismo
GRANDE número de pessoas que se meteram no ocultismo encontram-se agora sob o controle de forças sobre-humanas. Não têm certeza quanto à identidade de tais forças, mas desejam livrar-se delas, desesperadamente. É possível isto?
Ao lutarem para se livrar, talvez enfrentem sérios problemas. Alguns ouvem vozes ameaçadoras do mundo dos espíritos. Outros sofrem oposição da parte dos praticantes de artes ocultas.
Séculos atrás, na ilha de Chipre, existia um judeu chamado Barjesus que praticava o ocultismo. Era feiticeiro, também conhecido como Elimas, que é uma forma grega de um título dado originalmente aos sacerdotes persas, da feitiçaria babilônica. Parece que Barjesus desempenhava a função de mágico da corte e conselheiro do procônsul romano em Pafos. A Bíblia, em Atos 13:6-12, relata que quando o apóstolo Paulo chegou a essa região e ensinou ao procônsul os princípios do cristianismo, Elimas se opôs tenazmente, buscando defender sua posição influente qual “sacerdote” do culto da adivinhação. Mas, o procônsul ficou livre de tal má influência por abraçar “o ensino de Jeová”, o verdadeiro Deus, conforme transmitido por Paulo.
Muitos milhares de pessoas neste século 20 também foram libertos do ocultismo por tomarem a peito o “ensino de Jeová”, conforme encontrado na Bíblia e ensinado pelas Testemunhas de Jeová. Uma das coisas que aprendem é a identidade das forças sobre-humanas, nos bastidores das artes ocultas. Estas não são espíritos benevolentes, mas sim iníquos, demônios. Jesus Cristo, ele próprio procedente do domínio invisível, sabia de sua existência e falou a respeito deles. (Lucas 4:33-35; 10:18-20; 13:16) Para livrar-se de seu controle, a pessoa precisa ter ajuda duma fonte que tenha poder superior ao deles e seja oriunda do próprio Deus. Isto é possível apenas por aprender a verdade da Bíblia e aplicá-la na sua vida, com inteira confiança em Jeová Deus.
Considere alguns exemplos disto, da vida real, ocorridos em anos recentes. Atente a como os indivíduos acabaram por se envolver no ocultismo e o tipo de práticas ligadas ao poder do ocultismo. Também, observe o que o ocultismo causou em suas vidas, e o que fizeram para se libertar.
Um Sumo Sacerdote da Feitiçaria Procura a Liberdade
Gordon, que mora na Inglaterra, era feiticeiro (eles não se referiam a ele como “bruxo”). Eis sua própria história:
“Minhas ligações com o ocultismo começaram quando me afiliei à Sociedade de Pesquisas Psíquicas. Nos anos seguintes observei e participei de centenas de sessões, presenciando a maior parte de formas de fenômenos psíquicos, incluindo voz direta, levitação, ectoplasma e materializações [a manifestação de objetos materiais através do poder oculto]. Ao mesmo tempo, descobri minha própria capacidade para ser um adivinho, ser clarividente e de me empenhar na psicometria [adivinhação de fatos relacionada a uma pessoa ou coisa, a partir do contato com um objeto].
“Procurando desenvolver ainda mais minhas habilidades ocultistas, dediquei-me à meditação transcendental, qual membro duma sociedade budista. Logo descobri que as filosofias orientais se constituem num degrau natural para o ocultismo fundamental. Um novo colega, hábil cabalista, ensinou-me muitas coisas fascinantes. Um inteiro campo de intrigantes mistérios abriu-se diante de mim. Li e estudei profundamente.
“À medida que aumentava meu conhecimento sobre magia ritual e transcendental, aumentava também meu círculo de amigos, por todo o país. Tornei-me praticante da leitura do tarô e interpretação da cabala.a Passei pelos graus progressivos da feitiçaria até que eventualmente tornei-me sumo sacerdote dum centro de feiticeiros. Ensinei tais artes a muitos outros, inclusive à minha esposa, que se tornou minha sumo sacerdotisa.
“Mas, as coisas comigo ou com minhas artes mágicas não estavam dando certo. Meu centro estava infestado de discussões e inveja. Existia rivalidade com outros centros, chegando a ponto de um grupo fazer magia contra outro. Pior ainda, sórdidos assuntos de natureza sexual (um denominador comum na feitiçaria) eventualmente me atingiram, em triste detrimento de meu próprio casamento.b Comecei a usar drogas ‘leves’, tornando-me cada vez mais infeliz e desiludido.
“Foi nesta época que um conhecido de vista, sabendo de minhas ligações com a feitiçaria, me deu um exemplar do livro “Caiu Babilônia, A Grande!” O Reino de Deus Já Domina! O título prendeu meu interesse, de imediato. Eu sabia muito bem que a antiga Babilônia tinha sido o repositório de toda ‘religião secreta’ e que o livro bíblico de Apocalipse (Revelação), referindo-se a ‘Babilônia, a Grande’, continha, também, muitos mistérios. Embora tivesse lido o livro ansiosa e cuidadosamente, eu ainda estava confuso, mas isto veio a ser meu primeiro passo positivo para ganhar a liberdade dos sutis poderes do ocultismo.
“Com o passar do tempo, as coisas iam de mal a pior. Em desespero, certa noite lembrei-me do que o amigo que me dera o livro ‘Babilônia’ me dissera: ‘Se precisar de ajuda, entre em contato com as Testemunhas de Jeová.’ Peguei a lista telefônica e liguei para o endereço mais próximo. Embora fosse tarde da noite, o desconhecido com o qual falei me ouviu atentamente. Dentro de uma hora, estava em minha casa.
“Meu novo amigo, um ancião na congregação local, estava genuinamente interessado no que eu tinha a dizer. Levei-o até meu recanto de magia. Até agora lembro-me de quão admirado ficou com o que viu! Quadros de ocultismo abarrotavam o quarto. Minhas duas espadas de iniciação, contas de encantamento e incensários estavam expostos junto com meu punhal Arthame — usado por feiticeiros para fazer círculos e pentáculos ao evocarem forças espirituais para entrarem em contato com humanos. Uma negra cabeça modelada de Ísis (a ‘Senhora da Magia’), de tamanho natural, jazia ao lado de uma figura de Amom-Rá (o egípcio ‘Rei dos Deuses’), de cor alaranjado-vivo, e modelos de pequenos barcos a vela visando representar o transporte de almas através do mar dos mortos. Ficamos conversando naquele quarto até quase o dia amanhecer. Eu certamente necessitava de muita ajuda.
“A nossa conversa centralizou-se em torno da Bíblia, um livro pelo qual eu sempre tive um respeito natural, mas que pouco conhecia. Usamos um pequeno livro, A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, qual base para um estudo bíblico sistemático. No decorrer das semanas seguintes, aprendi a verdade simples a respeito do mal e dos demônios, e a respeito de seu poder de controlar e dirigir as mentes humanas.
“Algo que me perturbou profundamente, lembro-me, foi quando li pela primeira vez Deuteronômio 18:10-12: ‘Não se deve achar em ti alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos. Pois, todo aquele que faz tais coisas é algo detestável para Jeová.’
“Eu não fazia idéia de que tal declaração estivesse na Bíblia, e isto me chocou muito. De fato, minha consciência começou a me perturbar, à medida que compreendia minha considerável culpa no que tangia às coisas com as quais me envolvera. Por outro lado, como conseqüência, a clareza da verdade ficou mais nítida, pelo que me sentia grato.
“Mais tarde, fiquei surpreso ao ler que os cristãos primitivos também tiveram sérios confrontos com o demonismo e as artes mágicas. Sempre soube ser o fogo um símbolo de destruição e quando li a respeito da providência voluntária tomada pelas pessoas, em Éfeso, que se tornaram cristãs, no sentido de queimarem seus livros de artes mágicas,c vi a necessidade de fazer o mesmo. E assim aconteceu que, numa certa noite, após orar, fui a um terreno baldio e queimei todos os meus livros e quadros. Do mesmo modo, quebrei e joguei fora todos os muitos acessórios de metal, de minhas artes, apesar de seu valor.
“Lentamente, mas com convicção, fiquei livre da influência demoníaca. Não foi fácil. Feiticeiros e outros antigos amigos fizeram tudo o que puderam para me dissuadir, mas eu valorizava demais minha recém-encontrada liberdade, para ceder. As forças do mal são fortes, mas logo compreendi que as forças do bem são ainda mais fortes. Tenho todos os motivos de ser grato pela felicidade e segurança que agora sinto, servindo a Jeová, o Deus da verdade e luz. — 2 Cor. 4:3-6.”
Local de Observação dos OVNI, em Stonehenge
Nos anos recentes, os casos de aparições de Objetos Voadores Não-Identificados (OVNI) multiplicaram-se consideravelmente. Mui evidentemente, muitos de tais casos podem ser atribuídos a causas naturais, tais como reflexos nas nuvens, balões meteorológicos, aviões ou, simplesmente, à fantasia. Por outro lado, o bispo da Igreja Anglicana de Norwich, falando na Câmara dos Lordes, do Parlamento londrino, expressou genuína preocupação, dizendo a respeito dos OVNI: “Fiquei sabendo de muitos casos nos quais as pessoas ficaram mui perturbadas chegando mesmo a ponto de uma espécie de possessão de um espírito, o qual, em muitos casos, é indubitavelmente mau.”
Stonehenge, na planície de Salisbury, é provavelmente o mais antigo dos cerca de 900 círculos de pedra e terra existentes nas Ilhas Britânicas.d É um local comum ao qual as pessoas acorrem, na esperança de observarem algum OVNI.
Certo jovem, Robert, participava regularmente em tal “observação” naquele local e viu muitos fenômenos inexplicáveis. Dedicando-se ao assunto, tornou-se ávido leitor de livros sobre a matéria, aprofundando-se mais e mais no ocultismo, como conseqüência. Continuando sua narrativa, ele diz: “Minha personalidade mudou. Comecei a crer que eu era profeta, alguém especial, com uma missão a cumprir. Desenvolvi poderes extraordinários e era capaz de passar dias a fio sem comer, beber ou dormir. Eu era até mesmo capaz de abrir cortinas, simplesmente olhando para elas. Em certa ocasião, fui levado à delegacia de polícia local e examinado pelo psiquiatra da polícia, que pensava que eu estivesse drogado, mas ele foi incapaz de me ajudar. Eventualmente, acabei internado numa clínica psiquiátrica. Depois que recebi alta, fiquei muito deprimido e planejei me suicidar, não faltando vozes íntimas que me incentivavam a fazer isto.
“No fundo, eu ainda amava a vida e ansiava ser liberto do poder maligno que me encurralava. Foi então que me lembrei de que, quando eu era mais jovem, participava de palestras bíblicas que minha mãe havia tido com as Testemunhas de Jeová. Assim, resolvi entrar em contato com a Testemunha que eu conhecera naquela época. Assim que fiz isto, iniciei um estudo da Bíblia com base no capítulo ‘Existem Espíritos Iníquos?’, contido no livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. A apresentação fatual dos textos bíblicos em tais considerações convenceram-me da verdade e habilitaram-me a obter a liberdade que tanto desejava.”
“O Exorcista”
Desde o lançamento do filme “O Exorcista”, alguns anos atrás, existem muitos relatórios à respeito dos maus efeitos causados sobre muitos que o viram. Maureen era atéia. Ouvira falar tanto a respeito do filme, que decidiu ir vê-lo, com uma amiga. Os resultados foram dramáticos.
“Foi a coisa mais aterrorizante que já vi. Foi horrível. Podia sentir que alguma coisa estava acontecendo comigo. Eu tremia toda e mal consegui me levantar da poltrona e ir embora. Isto, porém, foi apenas o começo dos meus problemas.
“Ao voltar para casa, cheguei a ponto de romper em prantos. Meu esposo pouco consolo me ofereceu, pois ele me prevenira a não ir assistir ao filme. Quanta razão ele tinha! Não pude dormir aquela noite, sonhando com o filme.
“Nas semanas seguintes, as coisas passaram de mal a pior. Eu tinha medo de ir dormir e, quando o fazia, acordava suando frio. Eu sabia que havia alguma coisa em minha casa, tanto é que podia sentir isso junto de mim, em qualquer lugar que fosse. Senti que estava ficando mentalmente perturbada.
“Ocorreu-me a idéia de que, se existissem tais forças malignas, deveriam existir também, forçosamente, forças boas. De modo que saí à procura de uma cruz, para usá-la como proteção. Comprei também uma medalha de São Cristóvão, com a mesma finalidade. Cada noite eu as segurava entre as mãos e orava, na esperança de que, se existisse um Deus, ele me ajudaria. Mas, as coisas não melhoraram. Na realidade, pareciam piorar.
“Certo dia, ao confidenciar meus problemas a uma amiga, ela disse que possuía um livro que talvez me ajudasse. Ela mesma o tinha recebido de uma das Testemunhas de Jeová. Intitulava-se A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. Comecei a lê-lo imediatamente, principiando do capítulo a respeito dos espíritos iníquos e daí passando para ‘Quem É Deus’?
“Foi no decorrer da leitura que deparei-me com a declaração de Jesus a Satanás: ‘Vai-te, Satanás! Pois está escrito: “É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar.’” O livro diz, em seguida, que o Diabo deixou Jesus.e Prossegui lendo isto, e resolvi fazer o mesmo. De início eu repetia as palavras no coração, mas, mais tarde, armei-me de coragem para proferi-las em voz alta. Apenas então, eu consegui pegar no sono.
“Quando me encontrei de novo com minha amiga, ela me perguntou se o livro tinha sido de ajuda e disse que caso eu desejasse mais informações, deveria procurar as Testemunhas de Jeová.
“Eu conhecia uma família de Testemunhas de Jeová que morava perto, e aceitei avidamente a oportunidade que me foi oferecida de estudar a Bíblia com eles. Lentamente, as coisas começaram a melhorar, à medida que o conhecimento bíblico substituía minha antiga ignorância. Mas, a plena liberdade só senti depois que finalmente me livrei de todos os meus objetos religiosos e dos amuletos pagãos.”
Está o leitor procurando se libertar de alguma forma de poder oculto? Se for o caso, entre em contato com as Testemunhas de Jeová. Elas não são exorcistas, mas sabem o que a Bíblia diz que precisa fazer a fim de que o próprio Jeová Deus o ajude. — Tia. 4:7, 8.
[Nota(s) de rodapé]
a A cabala é, basicamente, uma interpretação oculta das Escrituras Hebraicas da Bíblia. Seus ensinamentos são complicados e obscuros, incluindo a redução das letras contidas nas Escrituras a vários valores numéricos. Os estudantes do ocultismo gastaram muito tempo tentando entender seus misticismos, mas poucos podem afirmar tê-los entendido a fundo, ou os numerosos comentários escritos sobre o assunto.
b É digno de nota que, segundo a Bíblia, os que se tornaram demônios são identificados com seres espirituais que se materializaram quais humanos no mundo pré-diluviano, a fim de satisfazer desejos sexuais pervertidos. — Veja Gênesis 6:1-4, 11; Judas 6, 7.
c Leia o relato em Atos 19:11-20.
d Estes monumentos de pedras, chamados “henges”, eram usados pelos druidas em conexão com uma forma de adoração que praticava a magia e cria na imortalidade e na transmigração da alma.
[Fotos na página 9]
Ísis
Amom-Rá
[Foto na página 11]
Stonehenge
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O seu problema é arranjar emprego?Despertai! — 1981 | 8 de junho
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O seu problema é arranjar emprego?
Do correspondente de “Despertai!” no Brasil
ESTÁ familiarizado com anúncios semelhantes aos acima? Caso sim, você é, provavelmente, um dentre milhões que, numa ou noutra ocasião, apanhou um jornal em busca de emprego. Está o
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