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O fascínio exercido pelo ocultismoDespertai! — 1986 | 22 de agosto
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Crescente Popularidade
“O oculto, o sobrenatural e o paranormal são um grande negócio”, comenta a revista U.S.News & World Report, “havendo pessoas de todas as rodas da vida que pagam bom dinheiro para consultar leitores [da sorte], videntes e outros que se intitulam visionários”.
Entre tais visionários há astrólogos, psíquicos, espiritualistas e outros dentre os cerca de 600.000 praticantes do ocultismo nos Estados Unidos, que cobram até US$ 300 por seus conselhos. Gastam-se também ali milhões de dólares em revistas, livros, fitas e filmes que tratam do ocultismo.
A situação é similar na Grã-Bretanha. Empresas de encomendas postais que fornecem livros e objetos utilizados em práticas ocultas estão em franca prosperidade. Um dos principais fornecedores da Grã-Bretanha alegadamente processa “centenas de pedidos por semana, e tem uns 20.000 clientes regulares alistados em seus registros”.
“Há cinco anos”, veicula o jornal Guardian, de Londres, de 6 de março de 1985, “pensava-se que havia cerca de 60.000 feiticeiras na Grã-Bretanha: atualmente algumas feiticeiras calculam que o total aumentou para 80.000”.
Deveras, o mundo ocidental experimenta o que The World Book Encyclopedia (Enciclopédia do Livro Mundial) chama de “amplo reavivamento do ocultismo”.
Embora o ocultismo fascine a muitos, o que revela um exame minucioso dele? Existem perigos envolvidos? Se existem, quais são?
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O mistério por trás do ocultismoDespertai! — 1986 | 22 de agosto
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O mistério por trás do ocultismo
HÁ UNS 500 anos, as pessoas acusadas de feitiçaria eram alvo da Inquisição. Uma bula papal de 1484 dava aos inquisidores o apoio oficial para a caça às bruxas. Isto levou à publicação do livro Malleus Maleficarium (O Martelo das Bruxas), que classificou a feitiçaria como sendo pior que a heresia. Em resultado disso, milhares de pessoas foram mortas.
Nos tempos modernos, desenvolveu-se uma atitude radicalmente diferente para com os acontecimentos que a ciência moderna não consegue explicar. Esta mudança de atitude remonta a 1848, quando duas jovens, Margaret e Kate Fox, do estado de Nova Iorque, EUA, ouviram batidas misteriosas à porta de seu casebre. Julgando tratar-se duma tentativa de contato por parte do mundo dos espíritos, solicitaram um código, de modo a que houvesse comunicação inteligível. Estabeleceu-se a comunicação, e seguiram-se várias mensagens.
Notícias dessa experiência espalharam-se mundo afora, e, junto com elas, floresceu o interesse pelo paranormal. Uma conseqüência disso foi que o espiritismo se tornou organizado como religião, atraindo muitos que ansiavam algum contato com seus entes queridos falecidos.
Estudos Científicos da Paranormalidade
Outro resultado destas experiências paranormais foi a fundação de associações para
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