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  • A felicidade — como é buscada
    Despertai! — 1985 | 8 de julho
    • Terra — e enfrentamos a maioria dos congestionamentos. Produzimos a maior quantidade de energia, e temos o ar mais contaminado.” Ele disse isso há alguns anos, e chamou-o de “catástrofe de proporções continentais”. Agora, anos depois, trata-se de uma catástrofe de proporções globais. Há alguns anos, o prefeito de uma grande cidade estadunidense gracejou que “se não tivermos cuidado, seremos lembrados como a geração que pôs um homem na lua enquanto estava enfiada até os joelhos em lixo”. Agora, anos depois, muitos cientistas avisam que podemos ser a última geração — ponto final.

      Se nossos sentimentos de auto-estima forem alimentados somente pelos bens exteriores, em vez de por valores interiores, tais sentimentos logo se desvanecerão e nos deixarão mergulhados em torturante descontentamento. O materialismo, com seus enfeites superficiais, nada contribui para a satisfação das mais íntimas necessidades do espírito humano, e jamais nos levará à felicidade. “A satisfação irrestrita de todos os desejos”, disse o psicanalista Erich Fromm, “não conduz ao bem-estar, nem é o caminho para a felicidade, ou mesmo para o prazer máximo”. Mas, muito antes de Fromm, um sábio inspirado disse mais diretamente: “Também vim a saber por que as pessoas trabalham tão arduamente para ser bem-sucedidas: é porque invejam as coisas que seus vizinhos têm.” — Eclesiastes 4:4, Today’s English Version (Versão no Inglês de Hoje).

      Alguns, desanimados e desiludidos, procuram a satisfação por mergulharem em preocupações sem sentido com eles próprios. Sobre este empenho, The Culture of Narcissism (A Cultura do Narcisismo) afirma: “Não nutrindo esperança alguma de aprimorar sua vida em qualquer dos modos que importe, as pessoas convencem-se de que o que importa é o auto-aprimoramento psíquico: tomar consciência de seus sentimentos, ingerir alimentos naturais, tomar lições de balé ou de dança do ventre, imergirem na sabedoria oriental . . . Cultivam experiências mais vívidas, procuram reanimar a carne indolente à vida, tentam reviver apetites exauridos.” — Páginas 29, 39, 40.

      Buscar a felicidade através de intensas atividades, ou novos estilos de vida, ou buscas materiais, ou a preocupação consigo mesmo — nada disso jamais o levará à felicidade real e duradoura.

      O que é realmente preciso, então, para fazê-lo feliz?

  • A felicidade — o que é preciso para encontrá-la
    Despertai! — 1985 | 8 de julho
    • A felicidade — o que é preciso para encontrá-la

      PRECISAMOS respirar. Precisamos beber água. Precisamos comer. Precisamos dormir. Tudo isto é óbvio. Seu corpo exige isto só para manter-se vivo. Muito mais do que isso, porém, é necessário para fazê-lo feliz. Roupa e abrigo, com certeza. E, sem dúvida, outras necessidades materiais, junto com alguns confortos e prazeres simples. Muitos afirmam que bastante dinheiro os tornaria felizes — todavia, muitos que são ricos também se sentem infelizes.

      Exatamente quais são nossas necessidades para a felicidade?

      Considere a seguinte ilustração. Compramos um carro. O fabricante nos explica de que o veículo precisa: combustível no tanque, água no radiador, ar nos pneus, óleo no cárter, etc. Satisfazemos as necessidades do carro. Ele corre lindamente.

      Mas, quais são as nossas necessidades? São muito mais complexas do que as de qualquer máquina. Existe, no homem, um espírito que tem necessidades muito superiores às coisas materiais. A menos que tais necessidades do espírito sejam supridas, não haverá contentamento, nem felicidade. A felicidade é uma tarefa interior, por assim dizer. É assim que fomos feitos. As necessidades, tanto do corpo como do espírito, precisam ser satisfeitas. Jesus indicou isto: “O homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová.” — Mateus 4:4.

      Precisa haver equilíbrio entre o material e o espiritual. Negligencie-se qualquer dos dois, e o outro sofre. Dos dois, o mais crucial é, não raro, o negligenciado. A vida feliz não é nadar no luxo. A pessoa feliz não se contenta com os prazeres produzidos comercialmente, com a idéia de momentos agradáveis passados numa danceteria ou numa boate. Acata a sabedoria de Jesus, que disse: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual.” (Mateus 5:3) Infelizmente, contudo, muitos colocam o material à frente do espiritual, perdem a paz mental e o contentamento, e jamais sabem por quê.

      Alguns cientistas respeitados sabem por quê: O atual sistema de coisas está errado.

      René Dubos declara: “A tecnologia científica está presentemente conduzindo a civilização moderna num curso que será suicida se não for invertido a tempo. . . . [As nações afluentes] agem como se a satisfação imediata de todos os seus caprichos e anseios fosse o único critério de comportamento . . . Está em jogo, por conseguinte, não apenas a violação da natureza, mas o próprio futuro da humanidade. . . . Duvido que a humanidade possa tolerar nosso modo absurdo de vida por muito mais tempo, sem perder o que há de melhor na natureza humana. Ou o homem ocidental escolhe uma nova sociedade, ou uma nova sociedade o abolirá.”

      Erich Fromm concorda, mas acha que “a nova sociedade e o novo Homem só serão possíveis se as velhas motivações de lucro, de poder, e de intelecto forem substituídas por outras: ser, partilhar, entender”. Referiu-se a estudos solicitados pelo Clube de Roma que declaravam que apenas mediante drásticas mudanças econômicas e tecnológicas poderia a humanidade “evitar uma grande, e por fim global, catástrofe”. Fromm disse que tais mudanças só poderiam ocorrer se, primeiro, “ocorresse uma mudança fundamental na estrutura do caráter do Homem contemporâneo. . . . Pela primeira vez na História, a sobrevivência física da raça humana depende de uma mudança radical do coração do homem”. Albert Schweitzer concordou que os problemas “serão, em último recurso, apenas solucionados pela mudança interior de caráter”.

      ‘Uma mudança fundamental do caráter do homem? Uma mudança de coração?’ Sim! E a Bíblia indicava isso há 19 séculos. “Cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas”, dizia ela, “mas sede transformados por reformardes a vossa mente”. De novo: “Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas e revesti-vos da nova personalidade, a qual, por intermédio do conhecimento exato, está sendo renovada segundo a imagem Daquele que a criou.” — Romanos 12:2; Colossenses 3:9, 10.

      “Segundo a imagem Daquele que a criou?” Sim! A imagem de Jeová Deus, em cuja semelhança o homem foi criado! (Gênesis 1:27, 28) Esta é a imagem que o homem deve tentar projetar. É assim que ele foi feito. É isso que determina suas carências espirituais. E a satisfação de tais necessidades é o que torna feliz o homem!

      Jeová é um Deus de propósito, e ele trabalha para cumprir seu propósito. O homem, à Sua imagem, também precisa dum trabalho com objetivo significativo. Isso representa um problema. “Sob as modernas condições industriais”, diz o psiquiatra Smiley Blanton, “cada vez mais pessoas verificam que elas . . . não são, por via de regra, senão diminutos dentes duma enorme engrenagem orientada por controle remoto empresarial. O trabalho se tornou especializado e fragmentado ao ponto em que tem pouco significado intrínseco, e o próprio trabalhador se transforma num anônimo pedal para outra pessoa pisar.”

      Sob este sistema, a maior parte do trabalho produz stress e carece de significado. Todavia, sentimos desesperada necessidade de que a vida tenha significado. Escreveu o psiquiatra Viktor Frankl: “O esforço de encontrar um significado para a sua vida é a principal força motivadora do homem. . . . Não há nada no mundo, aventuro-me a dizer, que ajudaria alguém tão eficazmente a sobreviver até às piores condições do que o conhecimento de que a sua vida tem significado.”

      Mas, como podemos achar que nossa vida tem significado? Na amplidão do universo, nossa Terra é uma partícula de pó. Cada um de nós é apenas uma pessoa dentre quatro bilhões sobre esta partícula de pó. Cada um é pouco mais do que uma ameba. De que importância podemos ser? Mesmo a Bíblia diz que o homem é como a erva que seca, a flor que murcha, a sombra que passa, a bruma que se forma e logo desaparece. (Salmo 103:15, 16; 144:4; Tiago 4:14) A menos . . . a menos que estabeleçamos uma conexão com o grande Poderoso que criou o universo. A menos que o Poderoso que também nos criou tenha um propósito em vista para nós. Somente então nossa vida poderá ter realmente significado e durar mais do que a erva, a flor, a sombra e a bruma.

      E este é exatamente o caso. O homem foi criado por Deus, recebeu o trabalho de cuidar da Terra e de suas plantas e animais. Um trabalho bem significativo — que a humanidade fracassou miseravelmente em executar. Não só deixou de realizá-lo, mas realmente, ao invés, devastou a Terra. (Gênesis 1:28; 2:15; Revelação 11:18) Ao fazer isso, privou sua vida do único significado duradouro dela.

      As pessoas têm necessidade de Deus, um impulso íntimo que as move a ‘buscar a Deus, se tateassem por ele e realmente o achassem, embora, de fato, não esteja longe de cada um de nós’. (Atos 17:27) Este Grandioso Criador reflete-se tanto nos céus como na Terra em nossa volta. Suas qualidades invisíveis — poder, sabedoria, Divindade — podem ser vistas nas coisas criadas por Ele. De forma inescusável e irracional, muitos ensinam que a Terra e a vida que nela há simplesmente evoluíram como obra do acaso cego. Ao assim fazerem, rejeitam os princípios e os valores orientadores de que o homem tanto necessita. Cegamente afastam seus seguidores cegos da única possibilidade de estes obterem felicidade profunda e gratificante. — Romanos 1:20; Mateus 15:14.

      Não obstante, toda a humanidade, mesmo os intelectuais sofisticados, anseiam um deus, e, muitas vezes, encontram qualquer deus, exceto o verdadeiro Onipotente. Muitos psiquiatras reconhecem a necessidade inata que o homem tem de adorar um poder superior. Rollo May disse que, por meio da crença em Deus, “o indivíduo obterá consciência de sua própria pequenez e insignificância em face da grandeza do universo e dos propósitos de Deus que há neste. . . . Reconhecerá que há propósitos que giram em arcos muito maiores do que sua orbitazinha, e se esforçará de harmonizar-se com eles”.

      C. G. Jung disse: “O indivíduo que não estiver ancorado em Deus não pode oferecer resistência alguma, à base de seus próprios recursos, aos agrados físicos e morais do mundo. . . . A religião . . . é uma atitude instintiva peculiar ao homem e suas manifestações podem ser acompanhadas no decorrer de toda a História humana. . . . [A] idéia de um ser divino e todo-poderoso acha-se presente em toda a parte, mesmo não sendo reconhecida conscientemente, é inconscientemente aceita . . . Por conseguinte, considero mais sábio reconhecer conscientemente a idéia de Deus; de outra forma, outra coisa se torna deus, por via de regra algo bem inapropriado e insensato.”

      Toda a História humana proclama, além de qualquer dúvida, que o homem possui um impulso inato de adoração. Desde as tribos mais primitivas até as sociedades mais cultas, o homem estabeleceu deuses — muitas vezes de forma insensata. Pedras, árvores, um monte, animais, líderes humanos, dinheiro, seu ventre, até mesmo Satanás, o diabo (que é o que Satanás queria que Jesus fizesse). A filosofia anticientífica da evolução tornou-se, para muitos, uma religião moderna — religião esta baseada unicamente no “deus da Boa Sorte”. Também, muitos que afirmam adorar o Deus verdadeiro só rendem adoração

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