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  • É a verdadeira felicidade um sonho impossível?
    Despertai! — 1978 | 8 de janeiro
    • É a verdadeira felicidade um sonho impossível?

      TODA pessoa normal deseja ser feliz. Mas, quantas das horas em que passa acordado são repletas de verdadeira felicidade? Poderia dizer honestamente que acha a vida uma delícia?

      Para a maioria das pessoas, as respostas a tais perguntas indicariam um nível desapontador de felicidade. Nos tempos modernos, em especial, parece que, para muitas pessoas, os períodos de genuína felicidade não chegam com tanta freqüência como costumavam chegar. Os rostos dos trabalhadores, viajantes, compradores e outros refletem, com mais freqüência, preocupações, tristeza ou apatia, e não felicidade.

      Também, o ritmo de vida em nossa geração é mais rápido do que nunca, e as pressões da vida diária são maiores. As pessoas verificam que o tempo escoa rápido, ao tentarem realizar as coisas. Não raro, quando olham para trás, depois de muitos anos, ficam atônitas de verificar que, na pressa de fazer as coisas, elas situaram mal a verdadeira felicidade.

      Escreveu certo observador: “A felicidade é a condição mais rara, mais prezada e a menos entendida do homem.” Todavia, é relativamente fácil de definir. Um dicionário afirma que ser feliz é ‘caraterizado ou indicado pelo prazer, contentamento, ou júbilo’.

      Na verdade, a felicidade é fácil de definir num livro. Mas tê-la como parte regular da vida, agora e no futuro, amiúde parece ser um sonho impossível.

      É o Dinheiro ou a Fama a Vereda?

      Muitos passam toda sua vida em busca de dinheiro ou de fama. Acham que tais coisas podem ser a vereda para a felicidade. Mas, será mesmo?

      Naturalmente, a pobreza raramente torna alguém feliz. Quase todos acham que seriam mais felizes se fossem ricos, ao invés de pobres. Todavia, os fatos apontam que, ao passo que a pobreza não traz felicidade, a riqueza tampouco a traz. Assim, o escritor dum provérbio bíblico solicitou de forma sábia: “Não me dês nem pobreza nem riquezas.” — Pro. 30:8.

      Um dos homens mais ricos do mundo, um bilionário de reputação, disse que, apesar de sua grande riqueza, ele não se sentia feliz. Deveras, morreu após longo período de abuso de sua saúde, negligenciando até mesmo sua aparência física, isolando-se por muitos anos de todos, exceto de alguns empregados.

      Outro bilionário teve uma série de casamentos infelizes em sua vida. Quando lhe perguntaram o que lhe dava maior felicidade, em vista de sua grande opulência, ele pensou um pouco e então respondeu: “Uma caminhada pela praia, e então nadar um pouco.” Trata-se de algo que a pessoa mais pobre pode amiúde fazer, gratuitamente!

      Uma atriz e escritora de êxito disse: “Quanto ao êxito, em muitos casos simplesmente não vale a pena pagar o preço do ingresso.” Havia demasiadas aflições envolvidas em alcançar e manter este suposto “êxito”.

      Isto obteve eco com o suicídio dum comediante de televisão que, com apenas 22 anos, gozava de fama e fortuna. O produtor de seu programa de televisão declarou que o jovem ator “investira tudo em sua busca da felicidade”. Mas, não a encontrou. Antes, tornou-se cada vez mais triste. Esta tristeza girava em torno de sua pergunta: “Onde é que me enquadro? Onde está minha felicidade?” Quando o produtor disse ao ator: “Sua felicidade está aqui mesmo; você é um grande astro”, o ator redargüiu: “Não, isso não mais constitui felicidade para mim.” Mais tarde, acabou com sua própria vida.

      Os problemas ligados ao acúmulo de riquezas mostram a veracidade da declaração bíblica: “Os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína. Porque o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais.” Essa busca de riquezas, diz a Palavra de Deus, resulta em a pessoa amiúde ‘se traspassar toda com muitas dores’. — 1 Tim. 6:9, 10.

      Afluência não É Solução

      Imaginava-se, certa vez, que o povo ficaria muito mais feliz com a elevação do padrão de vida de seu país. Todavia, hoje em dia, é nos países mais abastados que existe o maior número de pessoas com problemas mentais.

      Exemplificando, uma manchete de U. S. News & World Report observava: “A Busca da Felicidade — Algo Ilusório da América Abastada.” Dizia o artigo acompanhante, em parte: “Numa era de crescente afluência e tempo de lazer, os estadunidenses acham a felicidade mais ilusória do que nunca. . . . para muitos estadunidenses, os melhores tempos começam a parecer os piores tempos.”

      Calculadamente dez milhões de pessoas, nos Estados Unidos, precisam de tratamento para depressão mental. E o número de crianças sob cuidados psiquiátricos subiu assustadoramente nos anos recentes.

      Assim, a busca frenética de “felicidade” através da riqueza material e da fama, ou por excessos de recreação, bebidas alcoólicas, tóxicos ou práticas imorais, por certo não produziu felicidade. Antes, causou cada vez maior infelicidade.

      Mesmo muitos dos inventos desta centúria, outrora amplamente aplaudidos, vieram a provocar a infelicidade de muitos. Por exemplo, os automóveis trouxeram certa medida de alegria, mas, também resultaram nos gigantescos congestionamentos de trânsito, em frustração e poluição. Também, em todo o mundo, os carros matam dezenas de milhões de pessoas e ferem outros milhões cada ano, causando indizível tristeza.

      A televisão, que poderia ter sido importante meio de educação e esclarecimento, não resultou edificante. Recente estudo mostra que, na casa do estadunidense mediano, vê-se televisão durante seis horas e dezoito minutos cada dia! O estudo verificou que os programas que destacavam o ódio, a brutalidade, a violência e a imoralidade enchiam a maior parte do tempo em que se via televisão.

      Há profunda preocupação com o efeito ruim que tudo isso exerce sobre as pessoas, em especial os jovens. Um psicólogo infantil da Universidade de Washington, EUA, calcula que a criança estadunidense mediana já viu 18.000 homicídios na televisão quando chega a formar-se do segundo ciclo! Isso certamente não ajudará a criar o espírito de felicidade nas mentes juvenis.

      Bem, então, pode-se esperar que haja verdadeira felicidade num mundo em que milhões são mortos, em cada geração, pelas guerras, assassínios e acidentes, em que o crime aumenta vertiginosamente, em que os ódios raciais e nacionais persistem, e em que a doença, a velhice e a morte sobrevêm a todos? É a felicidade uma possibilidade realística agora, ou poderá alguma vez vir a sê-la no futuro?

      Embora pareça estranho no hodierno mundo atribulado, a resposta a tais indagações é Sim. Certa medida de genuína felicidade é possível até mesmo agora, e a felicidade total pode ser uma realidade no futuro. Mas, como? Onde? Sob que condições?

  • Como se pode obter genuína felicidade?
    Despertai! — 1978 | 8 de janeiro
    • Como se pode obter genuína felicidade?

      Quais São os Ingredientes Básicos Para a Felicidade Agora?

      É POSSÍVEL obter-se boa medida de genuína felicidade agora, e, com certeza, muito maior felicidade no futuro próximo.

      Não se trata de algum devaneio. Baseia-se naquilo que já é uma realidade, hoje, na vida de muitas centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, e também naquilo que o futuro definitivamente reserva para a humanidade.

      Quais são os ingredientes básicos para a felicidade agora? As respostas podem variar muito, dependendo de quem tece a observação. Por exemplo, alguns acham que não existe nenhum mal, e, assim, imaginam poder achar alegria em quase tudo. Mas, trata-se de uma autodelusão, visto que há muitas coisas neste mundo que são péssimas.

      Alguns vão ao outro extremo. Dificilmente acham algo bom em qualquer coisa ou alguém; por isso, não há razão para felicidade. Têm quase a mesma perspectiva que o antigo poeta grego, Sófocles, que disse: “Não considere nenhum homem feliz, exceto o que está morto.”

      Mas tais conceitos são extremados. Em algum lugar do meio há um conceito equilibrado do que conduz à felicidade. E, em geral, a maioria das autoridades no assunto concordam quanto a diversos ingredientes básicos que são grandemente necessários.

      Todavia, ao mesmo tempo, quase todos esses observadores ignoram o ingrediente mais importante para a felicidade! E, quando este é ignorado, as outras partes começam a falhar com o tempo.

      Primeiro, observemos alguns fatores básicos que podem contribuir para uma vida mais feliz até mesmo agora, neste mundo atribulado. Daí, identifiquemos o ingrediente mais importante do que qualquer outro, e vejamos como se relaciona a uma felicidade muito maior no futuro.

      Ter Apreço Pelo Que Temos

      Por certo, em nossa vida diária, confronta-nos muita coisa que é ruim. Mas, inversamente, há coisas pelas quais podemos ser gratos, coisas que nos trazem alguma felicidade, se apenas tomarmos tempo para refletir sobre elas.

      Um modo simples em que poderíamos apreciar melhor que podemos usufruir certa medida de felicidade agora é considerar as alternativas. Quase todos nós podemos imaginar alguma tragédia que diminuiria a felicidade que gozamos neste momento. Sendo assim, isso significa que deveras usufruímos certa medida de felicidade agora, sem que tais tragédias tenham acontecido. Assim, ao passo que talvez não nos sintamos muito felizes com nossa situação na vida, isso nos ajuda a compreender que usualmente estamos em melhor situação do que imaginávamos.

      Ter apreço pelo que temos certamente incluiria o apreço pela própria vida. Ao passo que talvez tenha muitos problemas que podem ser deprimentes, ainda assim prefere estar vivo a estar morto, não prefere? Apenas as pessoas mentalmente desequilibradas cometem suicídio. Sim, a vida é “agradável”, e apegamo-nos a ela ao máximo possível.

      A alternativa da vida é a morte, na qual não se goza coisa alguma. Como diz a Bíblia: “Os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.” (Ecl. 9:5) É por isso que o versículo anterior observa: “Melhor está o cão vivo do que o leão morto.” (Ecl. 9:4) Estar vivo, e ser humano, é muito superior a ser uma pedra, ou uma árvore, ou um animal — ou estar morto. Podemos ficar felizes de que estamos vivos como humanos, se apenas tomarmos o tempo para refletir sobre isso.

      Também, com o ponto de vista correto, muitas das coisas simples da vida podem dar-nos maior felicidade. Um agradável dia ensolarado é uma delícia. Também o é a criação natural, tais como as árvores, flores, animais, montanhas, rios e lagos. Até mesmo numa cidade apinhada, há dias lindos que podemos usufruir e áreas agradáveis que podem constituir uma fonte de refrigério.

      É dotado de visão? Alguns não são, sendo cegos. Pergunte a um cego se ficaria feliz de ver restaurada sua visão! Ou, feche os olhos por um instante e tente executar suas tarefas diárias. Apreciará melhor quão preciosa dádiva é sua visão.

      O mesmo ocorre com os sentidos do paladar e do olfato. Talvez tenha comido certo prato favorito por centenas de vezes em sua vida, mas, quando sente o cheiro de que está sendo preparado de novo, fica feliz.

      Sim, fomos feitos de tal modo que jamais nos cansamos das coisas realmente boas da vida. Se ‘contarmos nossas bênçãos’, nós as apreciaremos mais, e seremos mais felizes.

      Prazer no Trabalho

      A felicidade exige atividade. Ficaremos mais contentes com a vida se tivermos algo útil a fazer. O trabalho realmente é uma bênção para nós.

      Ao passo que talvez pareça desejável não ter de trabalhar de forma alguma, isso realmente não acontece. Se tudo fosse, de algum modo, feito milagrosamente para nós, a vida seria incrivelmente enfadonha. A razão é que fomos feitos para vicejar na quantidade adequada de atividade.

      Ao passo que o trabalho que realiza talvez pareça desinteressante ou sem importância, não contribui o mesmo para sua existência — para pagar suas contas? Então ele lhe é importante. E é importante para a sociedade em geral, pois se todas as tarefas aparentemente rotineiras ou “enfadonhas” fossem eliminadas, por quanto tempo poderia a sociedade continuar a funcionar?

      Na verdade, seu trabalho talvez não seja tão desejável quanto o de outrem. Mas quase sempre faz alguma contribuição, não só para o seu próprio bem-estar, mas também o de outros. Se o encarar dessa forma, poderá derivar alguma satisfação em tentar realizar bem o seu trabalho. Como a carta mensal do “Royal Bank of Canada” se expressou:

      “O trabalhador que consegue fazer bem as pequenas coisas, das quais é responsável, contribui para o êxito do maior empreendimento, e o homem que se devota à sua tarefa com zelo e determinação, usando sua melhor habilidade, terá o senso de consecução, que é um ingrediente para a felicidade.”

      Ingrediente Mais Vital

      Um dos ingredientes mais vitais para a felicidade tem que ver com nossa relação com outros. Não podemos ser verdadeiramente felizes sem a amizade, a afeição, o calor humano e a compreensão — sim, o amor — que provém das pessoas.

      Na verdade, em alguns lugares, tais como as cidades apinhadas, a pessoa, às vezes, desejaria que todo o mundo sumisse. Mas quem é que realmente desejaria ficar completamente só? Ao passo que isso talvez pareça atraente por algum tempo, o fato é que não podemos obter genuína felicidade sem outras pessoas, mesmo que fiquemos, às vezes, desapontados ou irados com elas. Nenhum homem preso na solitária, durante qualquer período de tempo, se sentiu feliz com isso.

      Mas não é simplesmente ter outros em nossa volta que nos traz felicidade. O que realmente importa é mostrarmos amor, um ingrediente vital para a felicidade. E a espécie de amor, o tipo que trará os melhores resultados, é o amor baseado em princípios corretos, bem como ser caloroso e afetuoso.

      “Amor: O Ingrediente Mais Importante Para a Felicidade”, declarava uma manchete em Psychology Today. E veiculava o seguinte comentário do psicólogo Robert M. Gordon:

      “O amor é, sem comparação, o recurso mais importante da vida das pessoas. Desempenha o maior papel em formar valores que orientam as escolhas e estilos de vida. Alguém que passa privação de amor na infância é infeliz então, e também desenvolve valores que perpetuam a infelicidade em sua vida posterior.”

      Amiúde, quando falta amor, e se carece da felicidade resultante, o dinheiro e os bens materiais servem quais substitutos. Mas essas coisas jamais podem ser substitutos adequados para a felicidade derivada de relações humanas em que se mostra amor.

      Significa isso que, se fomos privados do amor na infância, jamais podemos ser verdadeiramente felizes? Não, porque o amor pode ser cultivado, desenvolvido, em qualquer idade. Por que isto se dá? Porque fomos feitos para amar e corresponder ao amor, como parte inerente da sociabilidade humana. Deus nos criou com tal capacidade. E o amor pode ser reavivado, não importa quais foram as experiências desapontadoras anteriores na vida.

      Sim, nascemos para querer amar e para corresponder ao amor de outros. A revista Maclean’s, do Canadá, comenta:

      “Os sorrisos acolhedores dos nenês, a primeira exibição arrebatadora de felicidade, já foram estudados por muitos cientistas, . . .

      “Eles verificaram um padrão humano universal: até os seis meses de idade, os bebês de toda raça sorrirão diante de qualquer adulto amigável, quase que invariavelmente.

      “A humanidade mostra esta sociabilidade instintiva em que os bebês não sorriem com freqüência diante de brinquedos e mamadeiras, mas quase sempre sorriem diante de pessoas.”

      A “Regra Áurea”

      O que os outros fazem influi em nossa felicidade. E o que fazemos influi na felicidade de outros. Simplesmente não podemos fugir da realidade que nossa felicidade é interligada com a vida de muitas outras pessoas, nossas famílias, nossos amigos, e outros.

      Ao ponto em que estiver ao nosso alcance, não devemos fazer nada para nosso próprio prazer que prejudique a felicidade de outros. Este princípio é chamado a “Regra Áurea”, que está contida na Bíblia. Foi Jesus Cristo quem disse: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” — Mat. 7:12.

      Quando trata os outros dessa forma, com amor, bondade, honestidade e imparcialidade, o que acontece? Como o nenê que corresponde ao seu sorriso, assim também outros corresponderão ao seu bom tratamento deles. Na verdade, nem todos corresponderão. A maioria deles, porém, reagirão favoravelmente para com sua pessoa.

      Isto aumentará sua felicidade, pois, como Jesus disse: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) Uma ilustração disso é a avó que perdera o marido. Ela escreveu:

      “Agora que [meu marido] desapareceu, estou dando a meus filhos e netos, . . . o que lhes dá grande prazer. Mas, para ser inteiramente honesta, quando dou a eles, meu prazer é muito maior do que o deles.”

      Caso ela não tivesse “dado” a outros, ela lhes teria negado certa felicidade, e também teria negado a si mesma boa medida dela. Descobriu a veracidade do que o filósofo inglês, John Stuart Mill, comentou, quando disse que as únicas pessoas realmente felizes são as “que têm a mente fixa em algum outro objeto, e não em sua própria felicidade; na felicidade de outros”.

      Excelentes Resultados

      Quando as pessoas demonstram a espécie correta de amor entre si, todas as barreiras que as dividem podem ser rompidas. As Testemunhas de Jeová, em todas as nações, sabem que isto se dá, porque observam os excelentes resultados de imparcialmente mostrarem amor para com outros. Despendem esforços de praticar a “Regra Áurea”, de praticar o “dar”.

      É por isso que, em escala mundial, progrediram mais que quaisquer outras pessoas em vencer as barreiras divisórias do nacionalismo e do racismo. Por exemplo, depois que um grupo de mais de cem Testemunhas da Nigéria viajou para uma assembléia das Testemunhas de Jeová em Pensilvânia, EUA, um porta-voz dos africanos disse:

      “A parte maravilhosa de tal visita é ver, em primeira mão, como o povo de Jeová vive como uma grande e unida família, e cumpre as palavras de Jesus, em João 13:35, quando ele disse: ‘Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.’”

      Similarmente, duas pessoas que compareciam recentemente a reuniões das Testemunhas de Jeová comentaram: “O que mais nos impressionou foi o interesse amoroso das Testemunhas uns pelos outros. O que mais damos valor, na atualidade, é esta amorosa associação.” Um recém-associado em Novo México, EUA, escreveu: “Compareci a algumas reuniões e fiquei impressionado com o amor e a bondade que a congregação demonstrou para comigo.” Quando se perguntou a outro senhor, que mudara de seu proceder anterior e indesejável de vida para outro melhor, o que o ajudara a fazer isso, ele respondeu: “Alguém demonstrou amor para comigo. Alguém se interessou em mim.”

      Foi Jesus quem disse: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” (Mat. 22:39) E mostrar amor ao próximo inclui ser cooperador, bem como respeitar os direitos e a propriedade dos outros. Quando se faz isso, não raro o resultado são coisas boas. Para exemplificar, após uma assembléia recente das Testemunhas de Jeová em Kelowna, Colúmbia Britânica, Canadá, o supervisor da arena escreveu às Testemunhas:

      “Em meus vinte anos ou mais em que estou nessa arena, nunca antes me foi pedido que escrevesse uma carta como essa. Esta é a primeira vez, e, provavelmente, a última, que eu escrevo a um usuário para lhe agradecer sinceramente sua excelente cooperação, como a prestada à equipe da arena durante este evento.

      “Seus irmãos e irmãs envolvidos na administração e nos deveres gerais relacionados ao congresso, sem exceção, foram de grande ajuda, e tornaram esse evento um dos deveres mais agradáveis que já nos pediram que executássemos desde que entramos na supervisão da arena.

      “Muito obrigado por terem vindo à nossa arena. Esperamos que ainda estejamos em serviço quando voltarem.”

      Também, quando Jesus mandou ‘amarmos nosso próximo como a nós mesmos’, isto certamente incluía os nossos próximos mais chegados. Estes seriam os membros de nossa família achegada. Visto que a família foi criada por Deus, é somente razoável que se obtivesse felicidade nela.

      Nesse caso, também, quando aplicamos a “Regra Áurea”, e praticamos o dar altruistamente de nós mesmos a outros da família, há excelentes resultados. Muitas famílias, à beira do rompimento, foram grandemente fortalecidas e se tornaram mais felizes, por fazerem o que Jesus disse. E, quanto mais estes princípios excelentes de conduta forem aplicados, tanto mais feliz será a família. Ignorá-los pode trazer danos que talvez não possam ser reparados.

      Também há muitos prazeres simples na vida familiar que podem constituir fontes de felicidade, se apenas pensamos sobre eles. Um exemplo disso é relatado na revista Maclean’s:

      “O historiador William Durant nos fala de procurar a felicidade no conhecimento, e sofreu desilusão. Ele procurou a felicidade nas viagens, e encontrou o cansaço; na riqueza, e encontrou a discórdia e a apreensão. Procurou a felicidade em escrever, e ficou fatigado.

      “Certo dia, viu uma senhora esperando num carrinho pequeno, com uma criança que dormia em seus braços. Um senhor desceu dum trem e aproximou-se dela, e beijou gentilmente a senhora e então o bebê, muito levemente, de modo a não acordá-lo. A família se afastou em seu veículo pelos campos, e deixou Durant com surpreendente consciência da verdadeira felicidade.

      “Mais tarde, ele escreveu: ‘Toda função normal da vida apresenta algum deleite.’”

      Sim, avaliar as boas coisas que temos, e mostrar a espécie correta de amor em todos os níveis das relações humanas, opera maravilhas em aumentar a felicidade. Isto se dá, muito embora o mundo esteja repleto de dificuldades.

      No entanto, há algo ainda mais importante do que tais ingredientes. Há algo tão importante que, sem isso em nossa vida, não podemos ser verdadeiramente felizes. Qual é este ingrediente mais crucial da felicidade? O próximo artigo nos dirá.

  • O fator mais vital da felicidade
    Despertai! — 1978 | 8 de janeiro
    • O fator mais vital da felicidade

      AS COISAS materiais podem ser um fator de relativa felicidade. Muito mais importante, como fonte de felicidade (conforme indicado no artigo anterior) é o amor genuíno que as pessoas podem demonstrar umas pelas outras. Sem embargo, há algo muito mais importante do que todas as demais coisas, como fonte de felicidade para os humanos.

      Quando Jesus disse que devíamos ‘amar o nosso próximo como a nós mesmos’, ele disse que este era o segundo maior mandamento que as pessoas deviam observar. (Mat. 22:39) Qual, então, era o primeiro, o mais importante?

      Jesus disse: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.” (Mat. 22:37, 38) A máxima felicidade agora, e no futuro, só virá às pessoas se elas fizerem isso.

      Por Que Isto se Dá?

      Por que esta é a realidade? Porque Jeová Deus é o Criador dos humanos. Ele formou o corpo e a mente. Por isso, ele sabe mais, muito mais, do que as pessoas o que melhor resulta em sua felicidade.

      Ao passo que psicólogos e filósofos fazem experiências e especulam sobre os princípios e as regras de comportamento humano que funcionarão melhor, Jeová Deus não tem de fazer isso. Ele sabe quais são os melhores, visto que os originou. Por conseguinte, quando prestamos atenção ao que Ele diz, obtemos os melhores conselhos disponíveis aos humanos sobre o que nos fará felizes.

      Quanto mais cooperarmos com as leis e princípios de Deus, tanto mais felizes nos tornaremos. Para ilustrar: O que aconteceria se todos que dirigem automóveis estabelecessem suas próprias regras de trânsito? Pode imaginar o caos que resultaria. Em qualquer cruzamento movimentado, tomaria a vida nas mãos para atravessá-lo, ou especialmente para cruzá-lo como pedestre. Simplesmente tem de haver alguma autoridade superior para fixar regras razoáveis para o trânsito, das quais todos nos beneficiamos.

      Similarmente, Jeová Deus, o Criador, estabeleceu as melhores regras e princípios de comportamento para os humanos. Eles realmente funcionam. São práticos e conseguem os melhores resultados. Se os ignorarmos, estaremos procurando dificuldades, tão certamente quanto o fariam os motoristas que abandonassem as regras de trânsito. Deveras, um motivo fundamental pelo qual há tantas dificuldades na terra é que as pessoas desejam estabelecer suas próprias regras.

      Pessoas Mais Felizes

      A Bíblia chama o Criador de “Deus feliz”. (1 Tim. 1:11) Segue-se, então, que aqueles que fazem a vontade de Deus, pautando-se por suas instruções para o comportamento humano, podem refletir tal felicidade ou ter certa medida dela.

      É por isso que o salmista escreveu: “Ó Jeová dos exércitos, feliz o homem que confia em ti.” E disse-se: “Felizes os sem defeito no seu caminho, os que andam na lei de Jeová. Felizes os que observam as suas advertências.” Sim, “feliz o povo cujo Deus é Jeová!” — Sal. 84:12; 119:1, 2; 144:15.

      Na verdade, obedecer a Deus não mudará o infeliz sistema de coisas em que vivemos na atualidade. Mas certamente mudará, para melhor, a vida daqueles que desejam ser mais felizes e que se voltam para seu Criador como a Fonte de tal felicidade. E, quando se voltam para Ele, ele corresponde por abençoá-los e ajudá-los com sua poderosa força ativa, seu espírito santo. Não existe maior poder para a felicidade em todo o universo.

      Sem Dificuldades?

      Isto não significa que os que fazem a vontade de Deus não são atingidos pelas dificuldades do mundo. Certamente que são. Têm seu quinhão de problemas e pesares. E ficam doentes e morrem como os demais. Ao mesmo tempo, porém, são mais felizes do que seriam caso não se voltassem para Deus como a Fonte da felicidade.

      Também, os que servem a Deus avaliam que sua felicidade, no tempo atual, é relativa. Ou seja, é maior do que pode ser obtida de qualquer outro modo; todavia, não é completa, perfeita. A felicidade não pode ser perfeita agora.

      Por que não? Porque todos nós nascemos no pecado, imperfeitos, como mostra a Bíblia. (Rom. 5:12) Assim, todos cometemos enganos, inclinamo-nos a períodos de depressão e de infelicidade, e também nos inclinamos para a doença e a morte, que perturbam a felicidade. Também, todos vivemos neste sistema de coisas iníquo, repleto de aflições. Enquanto este durar, até mesmo os servos de Deus não conseguirão a perfeita felicidade.

      Ao mesmo tempo, derivam grande conforto e felicidade em conhecer a Deus e compreender seu propósito para a humanidade no futuro próximo. Isto os ajuda a manter o equilíbrio num mundo desequilibrado, de modo que não ficam tristes como os demais. Isto se dá até mesmo quando morre um ente querido, pois, como diz a Bíblia, os que conhecem a Deus ‘não ficam pesarosos como os demais que não têm esperança’. — 1 Tes. 4:13.

      Conhecendo o maravilhoso propósito de Deus para a terra e a humanidade, Seus servos não ficam indevidamente angustiados com as dificuldades do mundo, ou com as pessoas ruins que há nele. Assim, não se isolam, fechando-se numa “concha” dura como muitos outros fazem. (Mat. 24:12) Continuam a fazer o que é certo, mesmo que outros não correspondam ou caso reajam de forma negativa.

      O Exemplo de Jesus

      Foi isso que Jesus fez. Lembre-se do que aconteceu quando ele ressuscitou um homem chamado Lázaro. O registro bíblico mostra que muitos reagiram favoravelmente a isto. Mas outros não.

      Efetivamente, alguns eram tão perversos, afirma a Bíblia, que “daquele dia em diante deliberaram matá-lo”, isto é, a Jesus. Imagine só! Quão corrutos eram ao reagir de forma tão iníqua a tão boa ação miraculosa, especialmente quando consideramos que eram o clero religioso daqueles dias! Tão perversos eram tais clérigos que até mesmo “deliberaram matar também Lázaro”! — João 11:45, 53; 12:10, 11.

      Todavia, Jesus não deixou de pôr em prática os dois grandes mandamentos — os de amar a Deus e de amar ao próximo. Ele sabia que a maior felicidade e os maiores benefícios advêm de se fazer a vontade de Deus, não importa como ajam os outros. É por isso que pôde manter seu autodomínio e continuar agindo com bondade e amor. Como diz a Bíblia: “Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.” — 1 Ped. 2:23.

      Jesus sabia que a pessoa prejudicaria sua própria felicidade se ficasse indevidamente transtornada com este mundo e sua maldade, quando não havia nenhuma possibilidade de qualquer humano corrigir suas dificuldades. Ele sabia, como também o seu Pai celeste, que este sistema de coisas deveras iria de mal a pior, até o dia em que Deus pusesse fim a ele.

      Perfeita Felicidade — Quando?

      Assim, os que mostram amor baseado em princípios para com outros, e que mostram amor de toda a alma a Deus, sabem que todas as dificuldades dessa vida são temporárias. Em breve, todo este sistema repleto de tribulações, junto com seus pesares, será esmagado.

      O que significa isso para os de coração honesto e que desejam fazer o que é correto? Significa que se aproxima o tempo em que uma nova ordem, produzida por Deus, será estabelecida de forma permanente aqui mesmo na terra. Daí, nessa época, a perfeita felicidade se tornará realidade.

      As profecias bíblicas deixam bem claro que se acerca o tempo de Deus pôr cobro a todo pesar e dificuldade. Sem falha, Deus substituirá este velho sistema de coisas, corruto, desgastado, por sua nova ordem de justiça, sob a regência do seu reino celeste. Essa é a regência, ou governo desde o céu, a respeito da qual Jesus ensinou outros. (Mat. 6:9, 10) Sua regência será mundial, sendo o único governo para toda a humanidade. Todos os outros reinos serão esmiuçados. (Dan. 2:44) Sob tal reino, a espécie de felicidade que hoje só se consegue imaginar parcialmente será uma realidade diária, bem aqui mesmo na terra.

      Naquela nova ordem, a promessa de Deus é que ele “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”. (Rev. 21:4) Até mesmo a doença e a velhice serão coisas do passado, pois as pessoas que então viverem serão física e mentalmente perfeitas, segundo Deus propôs quando criou o primeiro homem e a primeira mulher. Isto habilitará as pessoas a viver para sempre, e, o que é mais, numa terra paradísica restaurada. — Luc. 23:43.

      Que ocasião deleitosa será essa! Pense só — toda doença, pesar, dificuldades e morte serão eliminados de uma vez para sempre, sob a regência justa de Deus! Ora, até mesmo os sepulcros serão esvaziados dos mortos! Tais pessoas serão restauradas à vida e a seus entes queridos, porque “há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos”. — Atos 24:15.

      Por fim, não haverá pessoas desprovidas de princípios para empanar tal felicidade. “Os retos são os que residirão na terra e os inculpes são os que remanescerão nela. Quanto aos iníquos, serão decepados da própria terra; e quanto aos traiçoeiros, serão arrancados dela.” — Pro. 2:21, 22.

      Sim, poderá obter maior felicidade hoje, malgrado os problemas da vida. E poderá obter perfeita felicidade no futuro. Assim, a verdadeira felicidade não é um sonho impossível.

      Mas, para consegui-la, terá de aprender a confiar na única Fonte de genuína felicidade, o Criador, Jeová Deus, e a servi-lo. Daí, poderá aguardar o tempo de profunda satisfação e emoção predito na profética Palavra de Deus, que promete: “Os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” — Sal. 37:11.

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