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Como se pode obter genuína felicidade?Despertai! — 1978 | 8 de janeiro
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mensal do “Royal Bank of Canada” se expressou:
“O trabalhador que consegue fazer bem as pequenas coisas, das quais é responsável, contribui para o êxito do maior empreendimento, e o homem que se devota à sua tarefa com zelo e determinação, usando sua melhor habilidade, terá o senso de consecução, que é um ingrediente para a felicidade.”
Ingrediente Mais Vital
Um dos ingredientes mais vitais para a felicidade tem que ver com nossa relação com outros. Não podemos ser verdadeiramente felizes sem a amizade, a afeição, o calor humano e a compreensão — sim, o amor — que provém das pessoas.
Na verdade, em alguns lugares, tais como as cidades apinhadas, a pessoa, às vezes, desejaria que todo o mundo sumisse. Mas quem é que realmente desejaria ficar completamente só? Ao passo que isso talvez pareça atraente por algum tempo, o fato é que não podemos obter genuína felicidade sem outras pessoas, mesmo que fiquemos, às vezes, desapontados ou irados com elas. Nenhum homem preso na solitária, durante qualquer período de tempo, se sentiu feliz com isso.
Mas não é simplesmente ter outros em nossa volta que nos traz felicidade. O que realmente importa é mostrarmos amor, um ingrediente vital para a felicidade. E a espécie de amor, o tipo que trará os melhores resultados, é o amor baseado em princípios corretos, bem como ser caloroso e afetuoso.
“Amor: O Ingrediente Mais Importante Para a Felicidade”, declarava uma manchete em Psychology Today. E veiculava o seguinte comentário do psicólogo Robert M. Gordon:
“O amor é, sem comparação, o recurso mais importante da vida das pessoas. Desempenha o maior papel em formar valores que orientam as escolhas e estilos de vida. Alguém que passa privação de amor na infância é infeliz então, e também desenvolve valores que perpetuam a infelicidade em sua vida posterior.”
Amiúde, quando falta amor, e se carece da felicidade resultante, o dinheiro e os bens materiais servem quais substitutos. Mas essas coisas jamais podem ser substitutos adequados para a felicidade derivada de relações humanas em que se mostra amor.
Significa isso que, se fomos privados do amor na infância, jamais podemos ser verdadeiramente felizes? Não, porque o amor pode ser cultivado, desenvolvido, em qualquer idade. Por que isto se dá? Porque fomos feitos para amar e corresponder ao amor, como parte inerente da sociabilidade humana. Deus nos criou com tal capacidade. E o amor pode ser reavivado, não importa quais foram as experiências desapontadoras anteriores na vida.
Sim, nascemos para querer amar e para corresponder ao amor de outros. A revista Maclean’s, do Canadá, comenta:
“Os sorrisos acolhedores dos nenês, a primeira exibição arrebatadora de felicidade, já foram estudados por muitos cientistas, . . .
“Eles verificaram um padrão humano universal: até os seis meses de idade, os bebês de toda raça sorrirão diante de qualquer adulto amigável, quase que invariavelmente.
“A humanidade mostra esta sociabilidade instintiva em que os bebês não sorriem com freqüência diante de brinquedos e mamadeiras, mas quase sempre sorriem diante de pessoas.”
A “Regra Áurea”
O que os outros fazem influi em nossa felicidade. E o que fazemos influi na felicidade de outros. Simplesmente não podemos fugir da realidade que nossa felicidade é interligada com a vida de muitas outras pessoas, nossas famílias, nossos amigos, e outros.
Ao ponto em que estiver ao nosso alcance, não devemos fazer nada para nosso próprio prazer que prejudique a felicidade de outros. Este princípio é chamado a “Regra Áurea”, que está contida na Bíblia. Foi Jesus Cristo quem disse: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” — Mat. 7:12.
Quando trata os outros dessa forma, com amor, bondade, honestidade e imparcialidade, o que acontece? Como o nenê que corresponde ao seu sorriso, assim também outros corresponderão ao seu bom tratamento deles. Na verdade, nem todos corresponderão. A maioria deles, porém, reagirão favoravelmente para com sua pessoa.
Isto aumentará sua felicidade, pois, como Jesus disse: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) Uma ilustração disso é a avó que perdera o marido. Ela escreveu:
“Agora que [meu marido] desapareceu, estou dando a meus filhos e netos, . . . o que lhes dá grande prazer. Mas, para ser inteiramente honesta, quando dou a eles, meu prazer é muito maior do que o deles.”
Caso ela não tivesse “dado” a outros, ela lhes teria negado certa felicidade, e também teria negado a si mesma boa medida dela. Descobriu a veracidade do que o filósofo inglês, John Stuart Mill, comentou, quando disse que as únicas pessoas realmente felizes são as “que têm a mente fixa em algum outro objeto, e não em sua própria felicidade; na felicidade de outros”.
Excelentes Resultados
Quando as pessoas demonstram a espécie correta de amor entre si, todas as barreiras que as dividem podem ser rompidas. As Testemunhas de Jeová, em todas as nações, sabem que isto se dá, porque observam os excelentes resultados de imparcialmente mostrarem amor para com outros. Despendem esforços de praticar a “Regra Áurea”, de praticar o “dar”.
É por isso que, em escala mundial, progrediram mais que quaisquer outras pessoas em vencer as barreiras divisórias do nacionalismo e do racismo. Por exemplo, depois que um grupo de mais de cem Testemunhas da Nigéria viajou para uma assembléia das Testemunhas de Jeová em Pensilvânia, EUA, um porta-voz dos africanos disse:
“A parte maravilhosa de tal visita é ver, em primeira mão, como o povo de Jeová vive como uma grande e unida família, e cumpre as palavras de Jesus, em João 13:35, quando ele disse: ‘Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.’”
Similarmente, duas pessoas que compareciam recentemente a reuniões das Testemunhas de Jeová comentaram: “O que mais nos impressionou foi o interesse amoroso das Testemunhas uns pelos outros. O que mais damos valor, na atualidade, é esta amorosa associação.” Um recém-associado em Novo México, EUA, escreveu: “Compareci a algumas reuniões e fiquei impressionado com o amor e a bondade que a congregação demonstrou para comigo.” Quando se perguntou a outro senhor, que mudara de seu proceder anterior e indesejável de vida para outro melhor, o que o ajudara a fazer isso, ele respondeu: “Alguém demonstrou amor para comigo. Alguém se interessou em mim.”
Foi Jesus quem disse: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” (Mat. 22:39) E mostrar amor ao próximo inclui ser cooperador, bem como respeitar os direitos e a propriedade dos outros. Quando se faz isso, não raro o resultado são coisas boas. Para exemplificar, após uma assembléia recente das Testemunhas de Jeová em Kelowna, Colúmbia Britânica, Canadá, o supervisor da arena escreveu às Testemunhas:
“Em meus vinte anos ou mais em que estou nessa arena, nunca antes me foi pedido que escrevesse uma carta como essa. Esta é a primeira vez, e, provavelmente, a última, que eu escrevo a um usuário para lhe agradecer sinceramente sua excelente cooperação, como a prestada à equipe da arena durante este evento.
“Seus irmãos e irmãs envolvidos na administração e nos deveres gerais relacionados ao congresso, sem exceção, foram de grande ajuda, e tornaram esse evento um dos deveres mais agradáveis que já nos pediram que executássemos desde que entramos na supervisão da arena.
“Muito obrigado por terem vindo à nossa arena. Esperamos que ainda estejamos em serviço quando voltarem.”
Também, quando Jesus mandou ‘amarmos nosso próximo como a nós mesmos’, isto certamente incluía os nossos próximos mais chegados. Estes seriam os membros de nossa família achegada. Visto que a família foi criada por Deus, é somente razoável que se obtivesse felicidade nela.
Nesse caso, também, quando aplicamos a “Regra Áurea”, e praticamos o dar altruistamente de nós mesmos a outros da família, há excelentes resultados. Muitas famílias, à beira do rompimento, foram grandemente fortalecidas e se tornaram mais felizes, por fazerem o que Jesus disse. E, quanto mais estes princípios excelentes de conduta forem aplicados, tanto mais feliz será a família. Ignorá-los pode trazer danos que talvez não possam ser reparados.
Também há muitos prazeres simples na vida familiar que podem constituir fontes de felicidade, se apenas pensamos sobre eles. Um exemplo disso é relatado na revista Maclean’s:
“O historiador William Durant nos fala de procurar a felicidade no conhecimento, e sofreu desilusão. Ele procurou a felicidade nas viagens, e encontrou o cansaço; na riqueza, e encontrou a discórdia e a apreensão. Procurou a felicidade em escrever, e ficou fatigado.
“Certo dia, viu uma senhora esperando num carrinho pequeno, com uma criança que dormia em seus braços. Um senhor desceu dum trem e aproximou-se dela, e beijou gentilmente a senhora e então o bebê, muito levemente, de modo a não acordá-lo. A família se afastou em seu veículo pelos campos, e deixou Durant com surpreendente consciência da verdadeira felicidade.
“Mais tarde, ele escreveu: ‘Toda função normal da vida apresenta algum deleite.’”
Sim, avaliar as boas coisas que temos, e mostrar a espécie correta de amor em todos os níveis das relações humanas, opera maravilhas em aumentar a felicidade. Isto se dá, muito embora o mundo esteja repleto de dificuldades.
No entanto, há algo ainda mais importante do que tais ingredientes. Há algo tão importante que, sem isso em nossa vida, não podemos ser verdadeiramente felizes. Qual é este ingrediente mais crucial da felicidade? O próximo artigo nos dirá.
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O fator mais vital da felicidadeDespertai! — 1978 | 8 de janeiro
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O fator mais vital da felicidade
AS COISAS materiais podem ser um fator de relativa felicidade. Muito mais importante, como fonte de felicidade (conforme indicado no artigo anterior) é o amor genuíno que as pessoas podem demonstrar umas pelas outras. Sem embargo, há algo muito mais importante do que todas as demais coisas, como fonte de felicidade para os humanos.
Quando Jesus disse que devíamos ‘amar o nosso próximo como a nós mesmos’, ele disse que este era o segundo maior mandamento que as pessoas deviam observar. (Mat. 22:39) Qual, então, era o primeiro, o mais importante?
Jesus disse: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.” (Mat. 22:37, 38) A máxima felicidade agora, e no futuro, só virá às pessoas se elas fizerem isso.
Por Que Isto se Dá?
Por que esta é a realidade? Porque Jeová Deus é o Criador dos humanos. Ele formou o corpo e a mente. Por isso, ele sabe mais, muito mais, do que as pessoas o que melhor resulta em sua felicidade.
Ao passo que psicólogos e filósofos fazem experiências e especulam sobre os princípios e as regras de comportamento humano que funcionarão melhor, Jeová Deus não tem de fazer isso. Ele sabe quais são os melhores, visto que os originou. Por conseguinte, quando prestamos atenção ao que Ele diz, obtemos os melhores conselhos disponíveis aos humanos sobre o que nos fará felizes.
Quanto mais cooperarmos com as leis e princípios de Deus, tanto mais felizes nos tornaremos. Para ilustrar: O que aconteceria se todos que dirigem automóveis estabelecessem suas próprias regras de trânsito? Pode imaginar o caos que resultaria. Em qualquer cruzamento movimentado, tomaria a vida nas mãos para atravessá-lo, ou especialmente para cruzá-lo como pedestre. Simplesmente tem de haver alguma autoridade superior para fixar regras razoáveis para o trânsito, das quais todos nos beneficiamos.
Similarmente, Jeová Deus, o Criador, estabeleceu as melhores regras e princípios de comportamento para os humanos. Eles realmente funcionam. São práticos e conseguem os melhores resultados. Se os ignorarmos, estaremos procurando dificuldades, tão certamente quanto o fariam os motoristas que abandonassem as regras de trânsito.
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