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FelicidadesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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felicidade são o conhecimento de Jeová, a sabedoria da parte dele, e até mesmo a correção e a disciplina provenientes dele. (Pro. 2:6; 3:13, 18; Sal. 94:12) A pessoa verdadeiramente feliz confia em Jeová (Pro. 16:20), deleita-se na Sua lei e anda nela (Sal. 1:1, 2; 112:1), observa a justiça (Sal. 106:3) e teme a Deus. — Sal. 128:1.
UMA NAÇÃO FELIZ
A felicidade pode ser o quinhão de toda uma nação ou povo, caso essa nação realmente siga a Jeová como seu Deus e obedeça às leis dele. (Sal. 33:12; 144:15) A nação de Israel, depois da administração justa de Davi, e durante a época em que o Rei Salomão seguiu a lei de Jeová, mantinha-se segura e feliz, “em multidão, iguais aos grãos de areia junto ao mar, comendo e bebendo, e alegrando-se”. (1 Reis 4:20, 25; 10:8; 2 Crô. 9:7) Isto demonstra a influência da regência justa sobre uma nação. (Compare com Provérbios 29:2, 18.) Jesus deixou bem claro qual era o requisito para a felicidade nacional ao falar aos judeus nacionalistas que pensavam que, por serem os descendentes carnais de Abraão e de Jacó, eles eram a ‘nação feliz cujo Deus é Jeová’. (Sal. 33:12) Disse-lhes claramente que o reino de Deus seria retirado deles e “dado a uma nação que produza os seus frutos”. (Mat. 21:43) Mais tarde, o apóstolo Pedro aplicou o termo “nação” às pessoas geradas pelo espírito em união com Cristo, afirmando: “Vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.” — 1 Ped. 2:9.
CONSELHO DE CRISTO SOBRE A FELICIDADE
Jesus iniciou notavelmente seu Sermão do Monte por enumerar nove felicidades, indicando as qualidades que colocam a pessoa no favor de Deus, com a perspectiva de herdar o reino dos céus. (Mat. 5:1-12) É notável, nestas felicidades, que, nem a situação em que a pessoa se encontre, devido ao tempo e ao imprevisto, nem os atos puramente humanitários que a pessoa pratique, lhe trazem a bênção da felicidade. A verdadeira felicidade provém das coisas relacionadas com a espiritualidade, a adoração de Deus e o cumprimento das promessas de Deus. Para exemplificar, Jesus diz: “Bem-aventurados os pobres de espírito . . .” (Al), ou, traduzido mais compreensivelmente: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual, porque a eles pertence o reino dos céus.” (Mat. 5:3) Ele prossegue dizendo: “Felizes os que pranteiam, porque serão consolados”. (Mat. 5:4) Pelo contexto (Vv. 3 e 6) torna-se evidente que ele não tem presente todas as pessoas que pranteiam por qualquer motivo. Indica que o pranto resultaria de sua indigência espiritual, e de sua fome e sede de justiça. Tais pranteadores seriam observados e favorecidos por Deus, tendo sua bênção de plenitude espiritual, assim como Jesus promete: “Serão saciados.” — Compare com 2 Coríntios 7:10; Isaías 61:1-3; Ezequiel 9:4.
No livro de Revelação, Jesus Cristo, por meio do mensageiro angélico, proclama sete felicidades. (Rev. 1:3; 14:13; 16:15; 19:9; 20:6; 22:7; 22:14) O livro declara, em sua introdução: “Feliz é quem lê em voz alta, e os que ouvem as palavras desta profecia e observam as coisas escritas nela” (1:3), e, em sua conclusão, diz: “Felizes aqueles que lavam as suas vestes compridas para que tenham a autoridade de ir às árvores da vida e para que obtenham entrada na cidade [Nova Jerusalém] pelos portões dela.”— 22:14.
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FélixAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FÉLIX
[feliz], O procurador da província romana da Judéia que manteve Paulo preso durante dois anos, depois da última visita de Paulo a Jerusalém, em 56 E.C. Crê-se que Félix servia em conjunto com Cumano no cargo de procurador, de 48 a 52, e sozinho de 52 a 58. Assim, à base dos oito anos de serviço de Félix, Paulo podia dizer-lhe em 56 E.C.: “Esta nação te tem tido como juiz por muitos anos.” — Atos 24:10.
Os historiadores seculares afirmam que Félix já tinha sido escravo, que seu nome de nascimento era Antônio, e que o imperador Cláudio havia concedido tanto a ele como a seu irmão, Palas, a liberdade, e que era uma autoridade cruel e imoral. Tácito o descreveu como alguém que “julgava que podia praticar impunemente qualquer ato perverso”, alguém que, “entregando-se a toda espécie de barbarismo e de luxúria, exerceu o poder dum rei com o espírito dum escravo”. Relata-se que ele planejou a matança do sumo sacerdote Jônatas. Suetônio afirma que ele se casou três vezes, sendo adulterino pelo menos um de seus casamentos, o com Drusila, a filha do Rei Agripa I, visto que ela era a esposa do Rei Aziz, de Emesa. Essa descrição concorda com o que ficamos sabendo sobre Félix na Bíblia.
Depois da prisão de Paulo, Cláudio Lísias, o comandante militar romano, receando pela segurança de seu prisioneiro, caso se permitisse que ficasse em Jerusalém, enviou apressadamente o apóstolo para Cesaréia, sob forte guarda, ‘mandando que os acusadores falassem contra ele’ perante Félix. (Atos 23:23-30) Cinco dias depois, o sumo sacerdote Ananias, um certo Tértulo e outros, desceram de Jerusalém com acusações absurdas contra Paulo. Félix presidiu ao julgamento, adiando a sentença. Ordenou que Paulo continuasse detido, mas com relaxamento da custódia, e que não se proibisse a ninguém de sua gente de servi-lo.
Félix mais tarde “mandou buscar Paulo e o escutou sobre a crença em Cristo Jesus”. Foi nessa ocasião, quando Drusila, a esposa de Félix, estava presente, que Paulo ‘falou sobre a justiça e o autodomínio, e o julgamento por vir’. Ao ouvir estas coisas, “Félix ficou amedrontado”, e disse ao apóstolo: “Por ora vai-te embora, mas, quando eu tiver um tempo oportuno, mandarei buscar-te novamente.” Freqüentemente, no decorrer dum período de dois anos, Félix mandou buscar Paulo e conversou com ele, esperando inutilmente que o apóstolo lhe desse algum dinheiro como suborno para ser solto. — Atos 24:24-27.
Os judeus ressentiam-se grandemente da administração de Félix. Constituiu “excelente exemplo da má administração colonial”. [The Interpreter’s Dictionary of the Bible (Dicionário Bíblico do Intérprete), Vol. 2, p. 264] Talvez em 58 E.C., “Félix foi sucedido por Pórcio Festo; e, visto que Félix desejava ganhar o favor dos judeus, deixou Paulo preso”. (Atos 24:27) No entanto, tal gesto da parte de Félix não pensou as feridas que havia infligido aos judeus; nem impediu que estes mandassem uma delegação a Roma para levar adiante sua questão contra ele. Ter ele escapado da punição após ser convocado a Roma é atribuído apenas à posição favorecida e à influência de seu irmão, Palas, junto a Nero.
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FeníciaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FENÍCIA
[Gr. , Phoiníke, talvez de phoínix, significando tamareira]. Aquela faixa costeira ao longo da margem oriental do Mediterrâneo, entre a Síria e a Palestina, cujos limites, a E, eram os montes do Líbano. Correspondia, mais ou menos, ao moderno país do Líbano. Durante muitos anos, a principal cidade da antiga Fenícia era Sídon, porém, posteriormente, ela foi eclipsada em importância por Tiro, cidade fundada por uma colônia de Sídon. — Veja SÍDON, SIDÔNIOS; TIRO.
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
As planícies costeiras deste país longo e estreito eram cortadas, em poucos lugares, pelos contrafortes das montanhas que atingiam o mar. As planícies eram bem regadas por várias correntes que se originavam na cadeia montanhosa que constituía seu limite natural ao longo da fronteira oriental. Aqui havia vários picos que ultrapassavam 3.000 m de altitude, o mais alto sendo superior a 3.350 m, picos estes que eram cobertos de neve por boa parte do ano. Extensas florestas e pomares recobriam outrora grande parte dessa terra — o cedro e o pinheiro, bem como o carvalho, a faia, a amoreira, a figueira, a oliveira e a tamareira.
ORIGEM E NOME
A história dos fenícios começa após o Dilúvio com Canaã, neto de Noé, e um dos filhos de Cã. Canaã tornou-se progenitor de onze tribos, uma delas, a dos sidônios, sendo descendente de Sídon, primogênito de Canaã. (Gên. 10:15-18; 1 Crô. 1:13-16) Assim sendo, os sidônios eram cananeus. (Jos. 13:4-6; Juí. 10:12) Eles mesmos, e outros também, chamavam sua terra de Canaã. Numa moeda do tempo de Antíoco Epifânio, a cidade siro-fenícia de Laodicéia é descrita como “a cidade-mãe de Canaã”.
Entretanto, com o tempo, os gregos preferiam referir-se a estes sidônios cananeus por ainda outro termo, fenícios. Foi assim que cananeu, sidônio e fenício se tornaram nomes às vezes usados de forma intercambiável para o mesmo povo. Na profecia de Isaías, para exemplificar, a Fenícia é chamada Canaã. — Isa. 23:11; BJ; CBC; NM (nota, ed. 1958, em inglês); PIB.
TERRA DE NEGOCIANTES MARÍTIMOS
Os fenícios se achavam entre os grandes povos navegadores do mundo antigo. Seus navios tinham excelentes condições de navegabilidade para seu tamanho. Eram elevados, tanto na proa como na popa, tendo largo costado, e podiam ser impulsionados tanto por velas como por remos. (Eze. 27:3-7) Os barcos fenícios se encarregavam de grande parte do comércio no Mediterrâneo. No século XI A.E.C., Salomão utilizou alguns fenícios, “servos de Hirão”, para acompanhar seus navios que iam até Társis (Espanha). (2 Crô. 9:21) Marujos fenícios também foram empregados na frota de Salomão, enviada de Eziom-Géber a Ofir. (1 Reis 9:26-28; 10:11) No século VII A.E.C., os barcos fenícios ainda velejavam até Társis, e traziam de lá prata, ferro, estanho e chumbo. — Eze. 27:12.
ARTES E OFÍCIOS
Os metalúrgicos fenícios eram peritos em moldar e em trabalhar com objetos de ouro e de prata, e em fazer gravações neles. Outros artesãos se especializavam em esculturas de madeira e de marfim, modelando o vidro, tecendo lã e linho, e tingindo tecidos. A Fenícia era especialmente famosa por sua indústria de tintura de púrpura. Mantos de púrpura-imperial ou púrpura-de-tiro valiam altíssimos preços, pois eram necessários muitos milhares de moluscos do gênero Murex, cada um fornecendo uma única gota de corante, para tingir alguns metros de tecido. Tal corante variava em matiz, dependendo de onde era apanhado o molusco, ao longo das praias do Mediterrâneo, e isto, além das perícias especiais dos mestres-tintureiros fenícios, que não raro utilizavam um processo duplo ou triplo de tingimento, resultava em muitas variedades de tecidos custosos que gozavam de grande procura por parte das pessoas de alta categoria e da nobreza. — Eze. 27:2, 7, 24.
No tempo de Davi e de Salomão, os fenícios tinham fama como cortadores de pedras de construção e como madeireiros peritos em abater as majestosas árvores de suas florestas. — 2 Sam. 5:11; 1 Reis 5:1, 6-10, 18; 9:11; 1 Crô. 14:1.
RELIGIÃO
Como cananeus, os fenícios praticavam uma religião muito degradada que se centralizava em Baal, deus da fertilidade, e que envolvia a sodomia, a bestialidade e a prostituição cerimonial, bem como abomináveis ritos de sacrifícios de crianças. A cidade fenícia de Baalbec (a uns 65 km em linha reta a NE de Beirute), tornou-se um dos grandes centros da adoração politeísta do mundo antigo, sendo ali erguidos, nos tempos romanos, grandes templos a vários deuses e deusas, cujas ruínas podem ser vistas atualmente.
Na primavera setentrional de 31 E.C., certos
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