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Tema a Jeová — nunca os homensA Sentinela — 1960 | 1.° de fevereiro
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da antiguidade, cada cristão verdadeiro deve fortalecer a mente com a determinação de evitar a transigência e a perda de integridade: “Jehovah é por mim, não receiarei: Que me pôde o homem fazer? Melhor é buscar refugio em Jehovah do que confiar em principes. Cercaram-me todas as nações: . . . Cercaram-me como abelhas; extinctas são como fogo de espinhos: Em nome de Jehovah exterminei-as [mantive-as à distância, NM].” — Sal. 118:6, 9-12.
20 E como nos admoesta Paulo? “Que, pois, diremos destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” “Cobramos ânimo por meio de nosso Deus, para falar-vos das boas novas de Deus, com bastante dificuldade.” “Porque Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder.” — Rom. 8:31; 1 Tes. 2:2; 2 Tim. 1:7, NM.
21. Que atitude devem os cristãos adotar para evitar o perigo de transigirem e agradarem a homens?
21 Portanto, lutadores cristãos sejam corajosos, nunca temendo os homens nem tentando agradar a homens, nunca transigindo só para evitar dificuldades. Apeguem-se firmemente à lei e palavra suprema de Deus. Sirvam a Jeová, “não de modo ostentoso como para agradar a homens, mas como escravos de Cristo, fazendo a vontade de Deus de toda a alma”. (Efé. 6:6, NM) Preguem e defendam destemida e eficientemente a sua fé e esperança, e a sua recompensa será a vida eterna no novo mundo de Jeová. Que Jeová Deus abençoe com seu espírito de poder a cada um de Seus ministros e os homens de boa vontade.
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‘Seja Feita a Tua Vontade na Terra’ — Parte 20 da sérieA Sentinela — 1960 | 1.° de fevereiro
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‘Seja Feita a Tua Vontade na Terra’ — Parte 20 da série
No sonho inspirado que Daniel descreve no capítulo sete da sua profecia, o leão representa a dinastia ou série de reis da potência mundial babilônica, o urso, a série de reis da potência mundial medo-persa, o leopardo representa a série de reis da potencia mundial macedônia ou grega, e o quarto animal terrível representa a quarta expressão de domínio mundial começando com o Império Romano debaixo de César Augusto. Este império foi dissolvido em potências políticas dominantes representadas pelos dez chifres na cabeça do quarto animal. O ‘chifre pequeno’ que subiu entre eles e diante do qual três dos chifres caíram é a potência mundial anglo-americana, e os três chifres que caíram diante desta sétima potência mundial da história bíblica foram (1) a Espanha, (2) os Países-Baixos e (3) a França. Este ‘chifre pequeno’ simbólico, com uma boca faladeira e olhos, opõe-se a Jeová Deus e seus santos.
23, 24. (a) Como pensava este chifre simbólico mudar os “tempos” de Deus? (b) Como pensava mudar a Sua lei?
23 Até o presente, este chifre simbólico tem pensado “em mudar os tempos e a lei” de Deus. Os “sete tempos” ou “tempos designados das nações” terminaram também para a dupla potência mundial anglo-americana, no outono de 1914. Já passara o tempo de se pisar “a Jerusalém que é lá de cima”, que é livre e a “mãe” dos “santos” ou santificados de Deus. Chegara então o tempo para o prometido Reino de Deus e do seu Cristo se apresentar como governante legítimo da terra. Era então o tempo devido para que os reinos deste mundo, especialmente os da cristandade, se curvassem diante deste governo recém-nascido do Novo Mundo e lhe entregassem a sua soberania e seu controle da terra. — Sal. 2:1-12.
24 A dupla potência mundial anglo-americana tinha idéias diferentes sobre os “tempos” e zombava do fato de que em 1914 terminaram os “tempos designados das nações”.a Lançou-se numa guerra mundial, não para defender o reino de Deus, recém-nascido no céu, mas para manter o seu próprio domínio político e sua supremacia comercial. (Apo. 11:15-18) A lei de Deus, desde 1914 E. C., era que as boas novas do estabelecimento do prometido reino em prol do qual se orou fosse pregado em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações, pelas suas testemunhas dedicadas. (Mat. 24:14) A dupla potência mundial anglo-americana opôs-se grandemente à execução desta lei por parte do povo santo de Jeová Deus. Ao fazer isso, cumpriu a profecia angélica: “Esgotará os santos do Altíssimo, . . . e ser-lhe-ão entregues na mão por um tempo, dois tempos e metade dum tempo.” — Dan. 7:25, NR.
25. Quanto tempo representavam um tempo, dois tempos e metade dum tempo, e que espécie de guerra fez o chifre simbólico contra os “santos” de Deus?
25 Um tempo, dois tempos e metade dum tempo somam três tempos e meio ou metade de sete tempos. Os “sete tempos” que passaram literalmente durante a loucura do Rei Nabucodonosor, em Babilônia, eram sete anos literais. Medida assim, a metade de “sete tempos”, ou três tempos e meio, importam em três anos e meio.b Durante este tempo, os “santos” ou santificados do Deus Altíssimo foram entregues na mão da dupla potência mundial anglo-americana, e “este chifre fazia guerra contra os santos, e prevalecia sobre eles”. (Dan. 7:21, NR) Isto ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial, a partir de 1914, ano em que terminaram os sete “tempos designados das nações”. A parte britânica da potência mundial dupla entrou na Primeira Guerra Mundial em 4 de agosto de 1914, e a parte americana em 6 de abril de 1917. Mas, elas travaram uma guerra espiritual contra a “nação santa” de Jeová, constituída de israelitas espirituais, fazendo isso especialmente durante o tempo predito de três anos e meio.
26. Quando começaram e quando terminaram estes três tempos e meio? Como?
26 Este período de três anos e seis meses corresponde aos quarenta e dois meses ou dois mil duzentos e sessenta dias durante os quais as “duas testemunhas” de Jeová haviam de profetizar vestidas espiritualmente de saco ou de luto. (Apo. 11:1-3) Este período começou na primeira metade de novembro de 1914 e terminou em 7 de maio de 1918. Nesta última data, o presidente, o secretário-tesoureiro e os redatores da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (Watch Tower Bible & Tract Society), dos Estados Unidos, foram detidos sob acusação falsa. Foram sob falso pretexto metidos na penitenciária federal, por nove meses, até que se tornou possível prestar fiança, o que lhes fora indevidamente negado, e eles podiam ser soltos.c Em conseqüência desta ação; a obra educativa bíblica das testemunhas do Deus Altíssimo ficou afetada em toda a terra.
27. Como chegou a um clímax esta guerra contra os santos de Deus?
27 No ínterim, em 12 de fevereiro de 1918, o Domínio do Canadá, britânico, deu início a este ataque final. Naquele dia, o Secretário de Estado canadense proscreveu o sétimo tomo dos Estudos das Escrituras, publicado pela Sociedade, intitulado “O Mistério Consumado”, e também uma série de tratados intitulados “Mensário dos Estudantes da Bíblia”. Possuir quaisquer dos livros proibidos expunha a pessoa a uma multa não superior a 5.000 dólares e cinco anos de prisão. Nos Estados Unidos, logo no mês seguinte, ou em 14 de março de 1918, o Departamento da Justiça, em Washington, D. C., decretou que a distribuição do sétimo tomo dos Estudos das Escrituras constituía uma violação do Ato de Espionagem. A estes atos mencionados dos governos do Canadá e dos Estados Unidos seguiram-se o confisco de literatura, buscas nos lares do povo de Jeová e a apreensão de livros, e detenções dos adoradores do Deus Altíssimo. A prisão, o processo viciado e o encarceramento de representantes destacados da Sociedade Torre de Vigia seguiram-se nos próximos meses.
28. Apesar da retificação da questão depois da guerra, que fato permaneceu, e como marcou isso a profecia?
28 De fato, a libertação da literatura proscrita, por parte do governo, depois da Primeira Guerra Mundial, e a exoneração judicial dos funcionários e redatores encarcerados da Sociedade deram-se em obrigação à justiça. Não obstante, isto não eliminou o fato da luta contra o Deus do céu, cuja vontade havia de ser feita na terra pelos seus servos. Além disso, o registro vergonhoso deste fato marca a profecia como verdadeira, e nos dá a garantia de que se cumprirá também o resto da visão de Daniel.
JUÍZO DIVINO A RESPEITO DA DOMINAÇÃO DO MUNDO
29. Que visão celestial teve Daniel então, e quem é o ancião de dias, qual foi a questão a ser julgada e o que revelam os livros abertos?
29 Quando os olhos do profeta Daniel se desviaram do quarto animal horrendo que subiu do mar, foi-lhe dada a visão duma cena celestial. “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça como a pura lã; o seu trono era chamas de fogo, cujas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríade de miríade estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram livros.” (Dan. 7:9, 10, Al, nova revisão de 1958) O Ancião de dias é Jeová, Aquele que é Deus de tempo indefinido a tempo indefinido. (Sal. 90:2, NM) “Mas Deus é juiz: A um abate, a outro exalta.” (Sal. 75:7) O assunto que tem de ser julgado pelo Deus Altíssimo é o da dominação da terra. As nações mundanas da terra têm governado por 2.520 anos sem interferência da parte do Criador da terra. Mas chegou então o outono de 1914 (E. C.) e o fim dos “tempos designados das nações”. Abriram-se então livros, o registro acumulado dos atos das nações durante os “sete tempos”. O grande Juiz viu diante de si o registro dos seus atos bestiais. As nações não mereciam mais a concessão de soberania sobre a terra.
30. Que viu Daniel acontecer ao quarto animal e aos outros, e quem foi encaminhado até o Juiz e o que se lhe deu?
30 Eis que alguém é convocado perante o Tribunal divino. Daniel diz: “Então estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado pelo fogo. Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo. Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do homem, e dirigiu-se ao Ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passara, e o seu reino jamais será destruído.” — Dan. 7:9-14, Al, rev. 1958.
31. Quem é aquele semelhante a filho de homem? Quando é que se apresenta no tribunal e o que pede ele ao Juiz?
31 Quando Jesus Cristo estava na terra, ele falou repetidas vezes de si mesmo como sendo o Filho do homem. (Mat. 16:13; 25:31) Quando o Sinédrio ou Supremo Tribunal de Jerusalém lhe impôs sob juramento que dissesse quem era, Jesus disse: “Entretanto, eu vos declaro que desde agora vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo-poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu.” (Mat. 26:59-64, ARA) De modo que na visão celestial de Daniel aquele que veio com as nuvens do céu e a quem fizeram chegar até o Ancião de dias é o ressuscitado
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