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“Dum estado fraco . . . feitos poderosos!”A Sentinela — 1967 | 1.° de setembro
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nesta grandiosa obra! E, à medida que todos damos ouvidos à mensagem oportuna do drama profético de Sansão, oxalá também estejamos determinados a seguir de perto a admoestação de Paulo: “Ficai despertos, mantende-vos firmes na fé, procedei como homens, tornai-vos poderosos.” — 1 Cor. 16:13.
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Uma união política já condenada desde o inícioA Sentinela — 1967 | 1.° de setembro
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Uma união política já condenada desde o início
1. Sob que circunstâncias às vezes há união entre políticos rivais?
UM ANTIGO ditado em inglês diz: “A política transforma estranhos em companheiros de cama.” É verdade — há muita rivalidade na política e geralmente muito pouca união. Mas, quando algo ameaça sua maneira de operar ou expõe a corrupção geral existente na política, ou se, de algum modo, parece impedir seus planos, unem forças com anteriores rivais ou até mesmo inimigos e trabalham desagradàvelmente juntos para vencer o que consideram uma ameaça comum. Se a sua cooperação temporária dá certo, então se dividem de novo e recomeçam suas altercações e lutas.
2. (a) Será a Bíblia um livro político? (b) Será que a união política que aqui consideraremos é uma união importante, e ao que pode ser assemelhada?
2 A Bíblia não se ocupa subjetivamente com a política, e os cristãos jamais tiveram nada que ver com a política, mas a Bíblia realmente descreve alguns dos acontecimentos políticos, à medida que influam nas vidas do povo de Deus e entrecortem a trajetória de Seus propósitos. Um destes acontecimentos é a maior e a mais ampla coalizão de potências políticas já empreendida, combinando alguns dos inimigos mais amargos numa causa comum. Mas, já está condenada desde o início, pois se trata de rebelião unida contra o Deus Supremo do universo. É bem o mesmo tipo de rebelião que se expressou na construção da Torre de Babel, com a confusão resultante.a — Gên. 11:1-9.
3. O que representa a besta-fera cor de escarlate de Revelação, e o que é representado pelos seus chilres?
3 Nos dois números precedentes desta revista consideramos a besta cor de escarlate da visão de Revelação e indicamos que se trata de figura profética da aliança internacional primeiro chamada de Liga das Nações, e agora de Nações Unidas. A besta cor de escarlate tem sete cabeças e dez chifres. Estes, naturalmente, são simbólicos. Na profecia de Daniel, podemos obter o entendimento do que representam chifres numa besta simbólica. Ali, os dois chifres do carneiro da visão de Daniel representaram os reis da Média e da Pérsia e o chifre do cabrito representou o primeiro rei da Grécia. (Dan. 8:20-22) De modo correspondente, os chifres da besta cor de escarlate representam reis, ou governantes nacionais. Os chifres de qualquer animal podem ser usados agressiva e violentamente, e é assim que a besta cor de escarlate usa seus chifres. A visão de João continua:
4. Como é que a Bíblia descreve a união?
4 “E os dez chifres que viste significam dez reis, os quais ainda não receberam um reino, mas eles recebem autoridade como reis por uma hora, junto com a fera. Estes têm um só pensamento, e, assim, dão o seu poder e autoridade à fera. Estes batalharão contra o Cordeiro, mas, porque ele é Senhor dos senhores, e Rei dos reis, o Cordeiro os vencerá. Também o farão com ele os chamados, e escolhidos, e fiéis.” — Rev. 17:12-14.
5. (a) O que é representado por serem os chifres da besta em número de dez? (b) Como sabemos que a besta cor de escarlate não existia realmente nos dias de João?
5 Dos dez chifres da besta-fera, um e possivelmente dois pertencem à Sétima Potência Mundial, a Grã-Bretanha e EUA. Os medo-persas eram potência dupla representada pelos dois chifres na cabeça do carneiro. Nos dias de João, Roma, a sexta cabeça, ocupava o poder. Foi-lhe dito que a sétima cabeça simbólica ainda não chegara. Foi também dito a João que os dez reis ainda não tinham recebido um reino. Dez reis simbolizariam todos os governos nacionais que são membros da organização internacional de paz e segurança. Naturalmente, nos dias de João, a própria besta cor de escarlate não se achava presente, pois a Liga das Nações não veio a existir senão depois da Primeira Guerra Mundial. Até a sétima cabeça da besta-fera que saiu do mar (Rev. 13:1, 2) ainda não tinha aparecido. A besta cor de escarlate, sendo imagem da besta original que ‘ascendeu do mar’, não poderia preceder àquela da qual é imagem. Além disso, a besta cor de escarlate, segundo indicado, é um “oitavo rei” ou potência mundial. O oitavo não poderia surgir em cena antes do sétimo, mas a Bíblia revela que domina paralelamente com o sétimo por um curto tempo.
UNIÃO DE “UMA HORA”
6. Por quanto tempo durará a dupla potência mundial, e como é que isto nos ajuda a ver quanto tempo dura a “uma hora” durante a qual a besta cor de escarlate existe?
6 Com efeito, a duração de sua existência nos é fornecida por João quando diz que os dez reis receberão autoridade como reis por uma hora junto com a besta-fera. Se contarmos o tempo do início da Sétima Potência Mundial desde o tempo em que a própria Inglaterra começou a ter domínio, contaríamos desde 1763. Naturalmente, não foi senão no século dezenove que a característica dupla da potência mundial chegou, atingindo a proeminência os Estados Unidos. Mesmo assim, trata-se de apenas um curto período de tempo, conforme declarado pelo anjo em Revelação. (Rev. 17:10) Por conseguinte, a existência da besta cor de escarlate, com seus dez chifres, isto é, a Liga das Nações e sua sucessora, as Nações Unidas, de 1920 em diante, tem de ser ainda mais curta e a Bíblia declara que é apenas de “uma hora”. Isto seria um tempo curtíssimo, deveras, para ela exercer influência nos assuntos mundiais. Com efeito, muitos governos não entraram nesta organização internacional de besta-fera senão depois que apareceu em seu novo disfarce, as Nações Unidas, em 1945, e outros até mesmo depois disso. Assim, seu tempo de ser membros dela é ainda mais curto.
“UM SÓ PENSAMENTO”
7. O que podemos ver que NÃO é o “um só pensamento” da parte da união dos reis hodiernos?
7 A visão nos conta que estes reis entretêm “um só pensamento”. Onde repousa tal união? Será que é em terem um só desejo de todas as nações cooperarem em amor fraternal e em trazer a verdadeira paz e união de forma duradoura à terra? Bem, o modo em que o poder de veto tem sido usado nas sessões do Conselho de Segurança da ONU, a recusa da parte de alguns membros de pagar as taxas exigidas para certas aventuras militares da ONU, as desordens ocorridas em algumas das reuniões da Assembléia Geral, e a contínua falta de unidade mental quanto a propostas cruciais sobre o desarmamento geral e o fim dos testes nucleares, e
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