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Segunda parteA Sentinela — 1964 | 1.° de junho
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precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.” — Isa. 14:3-15; Dan. 5:1-31, ALA.
13. Que palavras os exilados judeus estavam então em condição de dizer à cidade de Babilônia?
13 Para a cidade de Babilônia os exilados judeus podiam então dizer as palavras proféticas de Isaías: “Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia; assenta-te no chão, pois já não há trono, ó filha dos caldeus, . . . Assenta-te calada, e entra nas trevas, ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada senhora de reinos.” Os exilados judeus também podiam dizer a ela, que os havia capturado: “Quanto ao nosso Redentor, O SENHOR [Jeová] dos Exércitos é seu nome, o Santo de Israel.” — Isa. 47:1-5, ALA.
14. Como foram libertos os exilados, reconstruído o templo e as muralhas de Jerusalém postas em condição respeitável?
14 Então, como Redentor de Israel, Jeová despertou o espírito de Ciro, o persa, o conquistador de Babilônia, para publicar o decreto que autorizava os judeus exilados a voltarem ao Monte Sião e reconstruírem Jerusalém e o templo de Jeová. Por volta do fim dos setenta anos de desolação de Jerusalém, um restante fiel de israelitas e milhares de seus servos não-judeus estavam de volta à terra natal dêles e instalados no lugar da antiga cidade. Terminou a desolação de Jerusalém e ela acordou do seu sono de aflição, sacudiu a poeira, levantou-se e assentou-se numa cadeira respeitável como uma cidade santa. No primeiro dia do seu sétimo mês lunar, em 537 A. C., um altar foi edificado na área do templo e a adoração de Jeová foi recomeçada. Depois de muitos anos de oposição inimiga, completou-se a reconstrução do templo, em 516 A. C. Sessenta e um anos depois, as muralhas de Jerusalém foram colocadas numa posição respeitável para frustração adicional dos inimigos que eram contra a adoração de Jeová e contra o Descendente de sua mulher.
15. (a) Embora a cidade de Babilônia continuasse a declinar-se, como foi que Babilônia, a Grande, continuou a florescer? (b) Contraste a reação dos representantes da mulher de Deus e a de Babilônia, a Grande, referente ao nascimento humano do Descendente.
15 Assim, Jerusalém (Sião) exercia novamente influência sôbre os adoradores de Jeová. Quanto à Babilônia, esta cidade pagã deixou de ser uma potência mundial e continuou a declinar-se política e comercialmente. Todavia, a sua correspondente maior, Babilônia, a Grande, continuou a florescer e a reter o seu reinado religioso sôbre os reis gentios e sôbre as potências mundiais da terra, inclusive sôbre os impérios medo-persa, grego e romano. Ela continuou na espera do aparecimento do prometido Descendente da mulher de Jeová. Estava ansiosa para servir os interêsses da Grande Serpente, Satanás, o Diabo, no sentido de ferir o calcanhar do Descendente da mulher. Ela não se regozijou naquela noite de outono de 2 A. C., quando o Descendente teve um nascimento humano de uma virgem judia, em Belém, e foi chamado de Jesus. Representantes da mulher de Deus, uma multidão de anjos celestes, se regozijaram e se uniram em louvar a Deus, “dizendo:‘Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade.’ Babilônia, a Grande, porém, não se reuniu. Em vez disso, ela planejou a morte do menino Jesus às mãos do dominador não-judeu de Jerusalém, o Rei Herodes que era nomeado por Roma.
16. Como foi que por algum tempo Jeová impediu o ferimento do Descendente?
16 Enquanto Jesus era criado em Belém, ela enviou alguns dos seus magos religiosos, uns astrólogos do oriente, para notificarem o Rei Herodes de que o futuro rei dos judeus tinha nascido. Herodes, obtendo informação dos insuspeitosos sacerdotes e escribas, enviou os astrólogos a Belém, onde encontraram a criança, não mais no estábulo onde nascera, mas em uma casa. (Luc. 2:7, 12; Mat. 2:11) O Deus Todo-poderoso interveio no tocante a êles se comunicarem com Herodes e revelarem onde estava o Descendente de sua mulher. Êle fêz com que o menino Jesus fosse levado ao Egito por uns tempos e, depois da morte de Herodes, fôsse levado para Nazaré, na província romana da Galiléia. Assim, Babilônia, a Grande, teve que esperar por uma oportunidade posterior para ferir o Descendente.
17. Como se deu uma aparente vitória sôbre o Descendente, para o regozijo de quem e o luto de quem?
17 No ano 33, os sacerdotes poli̇̀ticamente ambiciosos e líderes religiosos dos judeus infiéis anuíram ao plano de Babilônia, a Grande. Prenderam secretamente a Jesus Cristo, condenaram-no à morte por blasfêmia e entregaram-no ao governador romano de Jerusalém, com o insistente pedido de que êste o matasse numa estaca de tortura. Por fim o governador cedeu e Jesus morreu no Calvário, na tarde do dia da páscoa judaica. Quando êle morreu e foi sepultado, Babilônia, a Grande, regozijou-se, e a Jerusalém terrestre continuou a celebrar a sua páscoa e a subseqüente festa dos pães ázimos. Mas a mulher de Deus, segundo representada por um restante de judeus que tinham seguido fielmente o seu Descendente quando êste estêve vivo em carne na terra, estava enlutada.
18. Que mudança se deu no terceiro dia?
18 Mas, ó que reviravolta no terceiro dia de sua morte! O ferimento no seu calcanhar foi completamente curado, quando o seu Pai celestial, Jeová Deus, o ressuscitou para a vida em espírito e a mulher de Deus recebeu nas regiões celestiais o seu Descendente. Mediante anjos e mediante o seu próprio Descendente que se apresentou revivificado dos mortos, ela comunicou a sua alegria ao restante dos seus seguidores. O luto dêles se tornou em incontido regozijo. Nos quarenta dias seguintes êle apareceu repetidas vêzes aos seus apóstolos fiéis e a outros discípulos. Então ascendeu ao céu e apresentou-se perante Jeová Deus, que pôs seu Filho amado assentado à sua destra. Deus o revestiu de imortalidade além de qualquer ferimento pessoal adicional da parte da Grande Serpente, o Diabo.
PERSEGUIDO O RESTANTE DE SUA DESCENDÊNCIA
19. O que aconteceu em Pentecostes, dando à Jerusalém celestial o ensejo de ‘cantar alegremente’?
19 Dez dias depois chegou o Pentecostes judaico. Então Jeová Deus tornou mais frutífera a sua mulher, pois, pelo derramamento do seu espírito santo sôbre os fiéis na terra, êle fêz a sua mulher começar a produzir os membros restantes de sua descendência, os co-herdeiros de Jesus Cristo, o seu Principal Descendente. Os discípulos cheios do espírito começaram a pregar a maravilhosa mensagem de libertação, demonstrando não estarem presos à religiosa Babilônia, a Grande, mas agindo segundo a liberdade para a qual Cristo os tinha libertado. O apóstolo Pedro, como o principal porta-voz, disse aos judeus inquiridores: “Que tôda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fêz tanto Senhor como Cristo, a êste Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” (Atos 2:36) Três mil dêles creram, arrependeram-se, foram batizados e receberam a “dádiva gratuita do espírito santo”, sendo unidos à descendência espiritual da mulher de Deus. Como podia então ‘cantar alegremente’ a Jerusalém celestial, sendo mãe de tantos filhos espirituais, em cumprimento da profecia de Isaías (54:1-13)!
20, 21. (a) A seguir, como foi que Babilônia, a Grande, tentou impedir o desenvolvimento do restante da descendência da mulher de Deus? (b) Com a destruição de Jerusalém, teve Babilônia, a Grande, motivo para regozijar-se?
20 A religiosa Babilônia, a Grande, não mais podia usar seu domínio sobre os regentes políticos da terra para ferir o calcanhar do Principal Descendente da mulher de Jeová, pois era imortal no céu, à destra poderosa de Deus. Mas ela podia tentar impedir o desenvolvimento do restante da descendência da mulher de Deus, perseguindo-os até à morte. Até o ano de 64 (E. C.), ela usou principalmente os judeus infiéis em Jerusalém e nas sinagogas localizadas dentro e fora do Império Romano. Então ocorreu o incêndio acidental de Roma. O restante da descendência da mulher de Deus foi acusado disto e foi perseguido pelas autoridades romanas. Seis anos mais tarde ocorreu a terrível destruição da Jerusalém terrestre, não pelos filhos espirituais da mulher de Deus, mas pelos romanos contra cujo domínio os judeus infiéis tinham-se revoltado.
21 Babilônia, a Grande, não tinha motivos para se regozijar triunfantemente por esta destruição da Jerusalém terrestre, pois os discípulos de Jesus tinham obedecido ao aviso dêle e fugiram da cidade condenada, continuando a adorar fora da província romana de Judá.
22. Com referência à mulher de Deus, teve ela motivos para luto?
22 Quanto à mulher de Deus, a Jerusalém celestial, ela não tinha motivos para luto como tivera em 607 A. C., quando os babilônios destruíram a Jerusalém terrestre e seu templo. A Jerusalém terrestre não mais a representava, mas ela ainda tinha livre um restante dos seus filhos, e êstes, juntamente com o glorificado Jesus Cristo, constituíam um templo espiritual que Babilônia, a Grande, não podia destruir pela destruição de edifícios religiosos terrestres e materiais, inclusive os edifícios nos quais a congregação dos fiéis seguidores de Cristo realizavam as suas reuniões religiosas.
23. Quem compõe a Noiva de Cristo e qual é a sua relação com a mulher de Deus?
23 A inteira congregação dos 144.000 fiéis seguidores espirituais de Cristo seria uma Noiva figurativa do Senhor Jesus Cristo e a mulher de Deus estava designada a produzir todos estes 144.000 com êxito, sendo êstes um restante de sua descendência, para que ela fornecesse assim uma Noiva para o seu Principal Descendente, Jesus Cristo. Dêste modo a mulher de Deus seria como mãe para a Noiva de Cristo, e a congregação inteira, como Noiva, lhe seria filha espiritual.
A REVELAÇÃO DA BABILÔNIA, A GRANDE, A INIMIGA
24. Que revelação de Deus divulgou João referente à Babilônia Maior com a qual se contenderia?
24 Quer os da congregação cristã, a classe da Noiva, mediante um entendimento das antigas profecias hebraicas concernentes à Babilônia sôbre o rio Eufrates, já o tivessem discernido quer não, êles foram definitivamente informados, antes da morte do último dos apóstolos de Cristo, que tinham que contender contra uma Babilônia maior. O último sobrevivente dos apóstolos, João, recebeu uma revelação de Deus que a apontava e lhe dava o nome misterioso de “Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra”. Mediante tal descrição simbólica, êles sabiam que esta meretriz religiosa internacional ficaria “embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”. Querendo dizer isto que era com o sangue dos membros da congregação cristã composta de 144.000 discípulos, a Noiva de Cristo. Sabiam que ela cavalgaria um feroz sistema político prefigurado pela fera escarlate de sete cabeças e dez chifres, e que a fera mesma, como um todo, seria uma oitava potência mundial, um oitavo “rei”. Nos dias do apóstolo João, o Império Romano perseguia a classe da Noiva de Cristo.
25. Como surgiu a cristandade e como se tornou serva de Babilônia, a Grande, contra o restante da descendência?
25 No primevo quarto século o Imperador Constantino se tornou o Pontifex Maximus da Roma pagã e pretendeu ter-se tornado cristão. Êle convocou o primeiro concílio ecumênico de bispos religiosos, não na velha Roma, mas na Ásia Menor, em Nicéia, em 325 (E. C.). Com os bispos religiosos que transigiram com êle, formou o que tem sido chamado de “primeiro estado cristão”. Assim surgiu a cristandade. Como serva da Babilônia, a Grande, a cristandade se tornou e ainda é a pior perseguidora do restante da descendência da mulher de Deus, para impedir que se complete a Noiva de Cristo.
26. (a) Desde a queda do Império Romano, tem Babilônia, a Grande, continuado a dominar a potência mundial? (b) O que é a fera escarlate e quem a cavalga?
26 Depois da queda do Império Romano, inclusive o chamado Santo Império Romano, Babilônia, a Grande, exerceu o seu domínio religioso sobre a potência mundial seguinte, a sétima, a Potência Mundial Anglo-Americana. Depois da Primeira Guerra Mundial e sob a instigação da vitoriosa Potência Mundial Anglo-Americana, foi formada a oitava Potência Mundial simbolizada pela fera escarlate de dez chifres e sete cabeças, a saber a Liga das Nações. A história do século vinte prova que a Liga era cavalgada pela meretriz internacional, Babilônia, a Grande, a representação bíblica, não da Roma papal nem da cidade do Vaticano, mas do império mundial de religião babilônica, incluindo tôdas as religiões falsas.
27. Quando foi que a fera escarlate desceu ao abismo, quando e em que forma saiu ela de lá, sendo cavalgada por quem?
27 Fiel à profecia de Apocalipse 17:7, 8, segundo registra a história moderna, a fera escarlate desceu ao abismo de inatividade na Segunda Guerra Mundial. Quando, em 1945, com a ajuda da vitoriosa Potência Mundial Anglo—Americana, ela saiu do abismo, o fêz na forma de Nações Unidas. Imediatamente Babilônia, a Grande, lhe subiu às costas. A última encíclica do papa anterior, chamada “Paz na Terra”, é uma das muitas provas disponíveis de que o império mundial de religião babilônica cavalga a fera escarlate.
28. (a) Como é que a cavaleira cai das costas da fera? (b) Que julgamento de Jeová desce sôbre ela, com que resultado? (c) Antes disto, o que devem fazer todos os que amam a religião pura?
28 Mas não por muito tempo! Quando o apóstolo João viu o anjo de Deus lançar no mar uma pedra do tamanho de uma grande pedra de moinho, êle ouviu o anjo dizer: “Assim, com um lance rápido, Babilônia, a grande cidade, será lançada para baixo, e ela nunca mais será achada. Sim, nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.” Isto inclui, além de matar milhares de testemunhas cristãs de Jeová, o sangue derramado em duas guerras mundiais em nosso século. (Apo. 18:21-24) Com um lance rápido ela sairá das costas da Oitava Potência Mundial. Ràpidamente, como se fôsse “num dia”, a há muito merecida execução do julgamento de Jeová descerá sôbre ela e seu inteiro sistema religioso será queimado até ao chão, semelhante a uma grande cidade. Será reduzida a ruínas tão certo como a antiga Babilônia o foi. (Apo. 17:12 a 18:20) A todo o custo e antes disto, que todos os que amam a religião pura e verdadeira separem-se da antiga inimiga da mulher de Deus. Salvem-se de ser apanhados na repentina destruição dela!
29. (a) Além da mulher inimiga, quem mais se depara com condenação? (b) Em que lugar as reúnem as influências demoníacas? (c) Quem recebe por fim a atenção do Descendente?
29 Que vitória será tal destruição para a mulher de Deus sôbre a sua antiga inimiga! Mas as coisas não pararão aí. Logo depois, as potências políticas sôbre as quais Babilônia, a Grande, exercia domínio religioso ou com as quais ela cometia fornicação religiosa depararão com a condenação delas. Mesmo agora influências demoníacas estão reunindo-as no campo de batalha do Har-Magedon em desafio ao domínio universal do reino de Deus por seu Messias, o Principal Descendente da mulher de Deus. Ali, o seu Descendente, com todos os seus exércitos celestiais, atacará as fôrças inimigas e as destruirá, provando-se Rei de reis e Senhor de senhores. Então o feridor demoníaco do calcanhar do Descendente da mulher de Deus receberá atenção, sendo amarrado, lançado com seus demônios no abismo e prêso. Assim, por fim, o Descendente da mulher de Deus esmagará a Serpente na cabeça.
30. Por que a mulher de Deus terá motivo adicional para se alegrar?
30 Depois desta hora de triunfo a mulher de Deus terá ainda mais alegria. Será completamente consumado o casamento de seu Descendente Principal com a classe da Noiva, a sua filha simbólica. Jeová Deus, o Pai celestial, se regozijará com sua mulher, sua organização celestial universal. Na terra, uma “grande multidão”, cujo número final ainda não sabemos, será os sobreviventes da guerra universal do Har-Magedon e se regozijará com a união do Noivo com sua fiel Noiva virgem. Assim como a mulher de Deus foi simbolizada por uma cidade, assim também a organização-Noiva, de 144.000 membros, será como uma cidade celestial, a Nova Jerusalém. Figurativamente falando, os gloriosos novos céus reinarão sôbre uma nova terra justa. — Apo. 21:1-21.
31. Que benefícios fluirão do trono de Deus aos homens e mulheres de apreciação na terra?
31 Através da Nova Jerusalém celestial, um rio de águas da vida fluirá do trono de Deus e do Cordeiro, seu Filho Jesus Cristo, tendo também de cada lado as árvores da vida, sendo que todos os homens e mulheres apreciativos podem partilhar destas provisões para a vida eterna. Até os mortos de quem Deus se lembra serão ressuscitados e terão oportunidades abençoadas de partilharem destas provisões vitalizadoras. O paraíso se estenderá por tôda a terra. A morte herdada de Adão e Eva deixará de existir. A nova terra justa tinirá eternamente pelos louvores a Jeová Deus por êle, mediante Cristo, ter dado à Sua mulher a vitória sôbre todos os seus antigos inimigos.
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Pregando em todas as oportunidades — SudãoA Sentinela — 1964 | 1.° de junho
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Pregando em Tôdas as Oportunidades — Sudão
Um irmão que servia onde a necessidade é grande foi reparar a instalação elétrica em certa casa e viu uma Bíblia na cabeceira de uma cama. Descobrindo quem era o dono dela, tiveram uma boa palestra sôbre a identidade do Verdadeiro Deus. Depois de várias revisitas, o interêsse da pessoa aumentou, ela assinou para as revistas e ficou com diversas publicações. Quando o irmão teve de sair do país; a pessoa de boa vontade, de sua própria iniciativa, indagou pelo superintendente para continuar seus estudos. — Anuário das Testemunhas de Jeová para 1964, em inglês, pág. 81.
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