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  • “Estou designando-o responsável”
    Despertai! — 1980 | 22 de dezembro
    • o condutor deles. E a própria vaca e a ursa pastarão; juntas se deitarão as suas crias. E até mesmo o leão comerá palha como o touro. E a criança de peito há de brincar sobre a toca da naja [áspide]; e a criança desmamada porá realmente sua própria mão sobre a fresta de luz da cobra venenosa. Não se fará dano, nem se causará ruína em todo o meu santo monte; porque a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar.” — Isa. 11:6-9

      Daí, a humanidade vindicará a custódia que Jeová lhe expressou há muito tempo atrás: “Estou colocando-o como responsável.”

  • Dar-se bem com as criaturas selvagens
    Despertai! — 1980 | 22 de dezembro
    • Dar-se bem com as criaturas selvagens

      Antigo treinador dum parque natural explica como é preciso entender o temperamento dos animais com os quais se trabalha.

      ELE rodopiou no meio do ar para ficar de frente para a leoa, cruzando os braços sobre o peito e o rosto, esperando defender-se do salto dela. Mas, a leoa era rápida demais. O focinho dela penetrou por suas defesas e ela o deixou estendido no chão! Os dentes dela passaram, como um ancinho, por trás da cabeça dele, arrancando um maço de cabelo. De algum jeito, ele conseguiu ficar de pé, e dirigir-se, com meneios do corpo, para a saída. De novo ela o deixou estendido no chão, mas, desta vez, ela pulou para fora da arena.

      “Ela só estava brincando”, disse o treinador Larry Titus, dando de ombros. “Usualmente levamos o animal para uma área mais ampla e brincamos com ele, colocando-o na disposição correta antes de realizar tal proeza”, explicou. “Desta vez, ela foi mantida na jaula até o último minuto e não estava preparada para desempenhar devidamente seu papel. Ela não tem culpa alguma. A falha foi nossa.”

      Aqui neste parque natural, onde os animais correm livres num habitat que se assemelha à África, os visitantes se reuniam numa arena de uns 15 metros para espetáculos especiais. “Imagine que está vendo um nativo correndo pela selva”, exclamava o anunciante. Um treinador irrompia do túnel com um leão ou um tigre correndo atrás dele!

      “Eles vinham a uma velocidade de uns 50 quilômetros por hora e nos deixavam estendidos no chão, e brincavam conosco como um disco de hóquei. Isso era duro para nós. É por isso que só o fazíamos duas ou três vezes por dia, e nós nos alternávamos.”

      A vida dum treinador de animais pode ser opressiva, confessou Larry Titus. “Eu sofri o deslocamento de ambos os ombros em questão de dois dias. Certa vez, estava com um leão das montanhas — aquele tipo que se vê nos comerciais de carros na TV. Eu o treinava com o que chamamos de sinal da cigarra. Quando lhe dava o sinal para vir atrás da carne, ele vinha, ao invés, atrás de mim. Rodei a corrente em minhas mãos com tanta força que desloquei o ombro.”

      No dia seguinte, ele deslocou o outro ombro, tentando dar um enema a um elefante. Chris, esposa dele, que é treinadora-auxiliar de animais, deu risadinhas contidas. “Explique-me direitinho como é que se dá um enema a um elefante!”

      “Com uma mangueira. Esse elefante não gostou disso e me chutou a uns 6 metros para o outro lado do estábulo.”

      O pior susto de sua vida aconteceu quando era iniciante, um treinador-auxiliar. Aconteceu nas montanhas da Califórnia, EUA, num grande parque animal em que os animais selvagens eram treinados e usados para filmes. Ele fornece o seguinte relato:

      “Nos estábulos dos elefantes tudo era escuro como breu até que se abria uma janela. Eu entrei no curral de Squeakie. Squeakie era um ouriço-cacheiro. Eu continuei falando com Squeakie para que ele soubesse que não iria feri-lo. O que ouvi não era Squeakie, mas um profundo bramido. Daí, vi olhos verdes. Abri a janela e ali estava, como uma cortina que cobria toda a parede distante, um tigre siberiano de mais de 3,5 metros de comprimento. Seu impulso é soltar um grito medonho. Mas, eu bem sabia que o melhor era continuar falando, como se fosse Squeakie, ao ir andando de lado, de volta para a porta, e cair fora dali.

      “Foi nestas montanhas da Califórnia que eu e meu irmão gêmeo, Gary, recebemos o treinamento que resultou em nos tornarmos treinadores de animais. Havia de 2.500 a 3.000 animais naquele parque. As jaulas eram frágeis, e cada dia algum animal conseguia escapar. A administração notou que eu e meu irmão tínhamos um jeitinho especial para capturar os fujões.

      “Certa vez, estávamos perseguindo um canguru. Eu o ouvi descer por uma ravina, sumir de vista, e, ao passar por perto, saltei sobre suas costas. Ele realmente desceu embalado pelo canyon abaixo. Eu perdi a camisa e fiquei ferido e arranhado da cabeça aos pés, mas ele se cansou depois de 20 minutos. Já montei em avestruzes, girafas, rinocerontes, bois-cavalos ou gnus, antílopes — qualquer coisa montável. Depois de cinco anos nisso, eu e Gary começamos a pegar um gostinho de treinar criaturas selvagens.”

      Lidar com o Instinto do Matar

      A maioria de nós olha para um leão, um lobo, ou até mesmo para uma águia gigantesca, e sente assombro e temor. Os treinadores profissionais encaram os animais numa luz diferente.

      “Vejo sua condição selvagem natural”, explica Larry, “o perigo existente em sua natureza, mas não é algo deliberado e malévolo como nos humanos. E embora não tenham espírito domesticado, são brincalhões e amigáveis em suas maneiras. São capazes de demonstrar afeição e são amigáveis, enquanto compreender que só podem aceitar as coisas do seu jeito. Mas, ao aprender a dar-se bem com eles, jamais desejará desperceber o instinto de matar. É a primeira coisa que verificamos ao receber novos membros na Ilha dos Tigres.

      “A Ilha dos Tigres, junto ao continente (Califórnia, EUA), onde se achava o grande parque natural — foi o lugar onde a leoa arrancou um maço de meus cabelos. As pessoas rodeavam a ilha, de barco, observando os leões e os tigres que corriam livres ali. Eu era um dos treinadores principais que mantinham os 15 a 20 grandes felinos fazendo suas brincadeiras. A maioria dos animais havia crescido no continente, nas áreas de espetáculos. Os treinadores-auxiliares que cuidavam deles enquanto eram animais jovens eram principalmente mulheres, e às vezes os animais ficavam mimados — pois às vezes as mulheres realmente mimam tais criaturinhas. Quando os animais crescem, são enviados para nós, na Ilha dos Tigres, e, se tiverem sido mimados, confrontamo-nos com um problema real e perigoso.

      “Certo dia, recebi um leão de cerca de 11 meses, e que pesava 90 quilos. A primeira coisa a fazer quando um animal chega à Ilha dos Tigres é retirar dele qualquer sentimento de posse. Se o animal se apodera de algo, e o detém por certo período de tempo, ele acha que já o possui. Daí, se tentar tirar isso dele, sua vida poderia correr perigo. Eu tinha um jeito especial de testar o espírito possessivo. Eu dava ao animal algo para ele brincar, daí, mandava que o largasse antes de ele se tornar possessivo — ser possessivo significa o direito de destroçá-lo, e às vezes o brinquedo poderia ser você.

      “O nome desse novo leãozinho era Dandelion. Eu lhe dei um saco de aniagem. Quando ele começou a brincar com ele, eu lhe mandei soltá-lo. Eu lhe mandei fazer isso três ou quatro vezes. Ele rosnou, ficou de pé nas patas traseiras, abocanhando, mordendo e lutando boxe comigo, com a pata direita, esquerda, direita, esquerda. Eu me esquivava ou bloqueava os seus golpes, e o atingia talvez no focinho. Ele me fez recuar vários metros, até uma árvore onde eu tinha um porrete. Nesse momento, ele caiu ao solo e correu com longos passos para seu saco de aniagem.

      “Não poderia deixar que ele se safasse com isso. Peguei o porrete e o escondi atrás de mim ao voltar. De novo, eu lhe mandei: ‘Largue isso.’ Ele bramiu. Eu disse de novo: ‘Largue isso.’ Ele armou seu bote. Eu desci o porrete com força sobre o focinho dele. Foi para o bem dele e o meu. Se ele não aprendesse a obedecer, seria despachado para um zoológico, onde se sentaria numa jaula pelo resto de sua vida. Para este leãozinho, isso poderia significar 20 anos. Uma hora depois, era o momento para outra lição. Eu lhe dei o saco de aniagem, mas ele não quis nem saber dele. Esperei até o dia seguinte.

      “No dia seguinte, ele se tornou novamente possessivo, mas, depois de três ‘Largue isso’, ele o largou. Bem, mas não era o bastante. Tinha de aprender a largá-lo logo na primeira vez. Continuamos até que o largou no primeiro ‘Largue isso’. Dali em diante, eu podia estar em qualquer lugar da ilha, não importava quão distante, e se ele se tornasse possessivo com algo, eu gritava ‘Largue isso’. As orelhas de Dandelion baixavam e ele corria dali. Assim, era bom. Significava proteção, sobrevivência.”

      A obediência à ordem “Largue isso” poderia significar salvar a vida dum treinador. O irmão de Larry, Gary, devia trabalhar com um elefante africano na Fazenda “Knott’s Berry” no sul da Califórnia. Seu nome era Punky, e depois que seu treinador mostrara a Gary as dicas e ordens que Punky conhecia, Gary pegou o gancho do elefante (um porrete de carvalho, de uns 60 centímetros, com um gancho na ponta) e começou a pôr à prova as qualidades de Punky.

      Os animais, porém, são como crianças — tendem a testá-lo. Punky enroscou sua tromba nas pernas de Gary, ergueu-o no alto e passou a correr pelo parque. O gancho caiu ao solo e Gary pensava que seu fim estava próximo. Subitamente, o elefante parou, jogou Gary no chão e ergueu sua pata para esmagá-lo. O treinador original de Punky veio correndo, prendeu a pata dele com seu gancho e gritou: “Largue isso!” Punky saiu andando como se nada tivesse acontecido.

      Vir a Conhecer Seu Temperamento

      O treinador precisa conhecer o temperamento dos animais com os quais trabalha. Certo dia, Larry estava dando comida a Harpie, uma harpia ou águia feroz da América do Sul, aquela que fez o filme “Harpie”. Ela pesava mais de 7 quilos, tinha 66 centímetros de altura e presas que se enroscavam em seu pulso, e sobravam ainda quase 8 centímetros. Sua garra podia registrar 700 libras (mais de 315 quilos) de pressão. Nesse dia, Larry a alimentava com pescoços de galinha, enquanto ela estava empoleirada em seu braço. Ele relata o incidente:

      “Movi um pouco o braço e ela o apertou bastante. Eu tinha feito algo errado. Ela não estava engolindo sua comida como de costume, e, se se tornasse possessiva do pescoço de galinha, podia esmagar meu pulso. Toda vez que eu me movia, o mínimo que fosse, ela me apertava ainda mais. Isto continuou por 20 minutos. Meu braço tremia. Minha mão estava ficando roxa. Subitamente, ela engoliu o pescoço de galinha, e aliviou a pressão. Para Harpie, não tinha acontecido nada, mas meu braço ficou inutilizado por vários dias.

      “Leva anos para se aprender os prós e contras do treinamento animal. Diferentes animais possuem temperamentos diferentes. Pode-se treinar a alguns deles com reprimendas. O leão e o tigre reagem um tanto parecido a um cachorro. Poderá até repreendê-los com uma pancada. Mas nunca se bate num lobo ou numa ave de rapina. Eles não acatam o ensino imposto. E não tente assustá-los.

      “Já vi treinadores experientes ser mordidos por tentarem bater num lobo. Um treinador poderá soltar o porrete sobre um lobo, pensando: ‘Fiz isso com um leão ontem e deu certo.’ Mas tente isso com um lobo e ele lhe enfiará os dentes. O lobo não se sintoniza com esse tipo de tratamento. Nem poderá repreender a uma ave de rapina por meio de leve pancada no bico. A única relação harmônica que se pode ter com uma ave de rapina é pela pacificidade. Nada de movimentos repentinos, nada de palavras ásperas. Ela precisa sentir-se segura com a gente. Esse é o único método que dá certo, isso e o fato de que a está alimentando.

      “E não espere que toda criatura selvagem corresponda ao treinamento humano. A maioria das minhas aves de rapina foram capturadas por mim mesmo no mato. Costumava pegar de 10 a 12 gaviões, trazendo-os para casa e verificando quais deles aceitariam bem o treinamento sem prejudicá-los. Daí, deixava o resto ir embora.”

      Larry e Chris trabalhavam na maior parte com leões e tigres.

      “Os leões são mal-humorados”, explicava ele. “Não gostam de ser incomodados, especialmente na parte quente do dia. Já com um tigre a gente pode lutar o dia inteiro. Mas, comece a fazer travessuras com um leão ao meio-dia e estará metido numa briga.”

      Quando ambos trabalhavam no parque natural, Naji, um tigre de Bengala, era seu favorito.

      “Naji era calmo, senhor de si e tranqüilo. Ele simplesmente gostava de passear de um lado para o outro. Era realmente brando. Aceitava quase qualquer rotina, porque sabia que não seria forçado a segui-la. Ele perambulava à vontade pela ilha.”

      “Conte como Naji o protegia”, sugeriu Chris.

      “Havia uma tigresa, chamada Bagdad”, disse Larry. “Bagdad era diferente — agressiva, brincalhona, uma espécie de sinuosa. Ela andava na ponta das patas pela ilha e se escondia atrás das coisas. Quando se caminhava perto dela, ela corria por trás e atacava. As pessoas quase tinham um ataque do coração ao observarem, mas ela era como uma gata doméstica, que havia crescido demais em algumas centenas de quilos. Tudo que ela fazia era deixá-lo achatado no chão, como uma panqueca, estalava suas patas traseiras no ar e saía correndo. Bem, se Naji estivesse por perto, ele corria e interceptava Bagdad, e eles brigavam. Bagdad saía correndo, e Naji vinha e se colocava ao meu lado.

      “Havia uma tigresa siberiana chamada Shantee, que era vesga. Ela corria para cima de mim, errando o alvo por uma questão de 3 metros, daí, bem no fim, dava uma grande reviravolta e se lançava bem em cima de mim. Ela era brincalhona. Shantee topava qualquer coisa que eu tivesse disposição de fazer.

      “Outro tigre siberiano, um grande macho de 3 metros de comprimento, cerca de 1,20 metro de altura, pesando mais de 270 quilos, tinha seu esporte favorito. Gostava de ser montado. Isso aconteceu por acaso. Certo dia, na arena de espetáculos, ele se sentou. Eu fui até ele, estava afagando-o e coloquei minha perna ao redor dele. Ele se ergueu num salto, e lá estava eu nas suas costas. A assistência irrompeu em aplausos — imaginavam que isso fazia parte do ato. Ele deu a volta na arena uma ou duas vezes, daí, partiu como um foguete para o túnel. Depois disso, eu montava nele lá no parque, em qualquer lugar, passando voando pelas pessoas numa raia. Não são muitas as pessoas que conseguem montar num tigre siberiano.”

      Mas, ele se tornou grande demais, pesando talvez uns 360 quilos, e tendo 4,50 metros de comprimento. Os tigres siberianos acham-se entre os maiores predadores terrestres e, com exceções, são bastante temperamentais, sendo difícil familiarizar-se com eles. O casal Titus lamentou muito ter de vê-lo partir, mas a administração finalmente o despachou para a China.

      Treinamento Afetivo

      “Nossos espetáculos não eram feitos em zoológicos nem em circos”, explicou Larry, “mas no ambiente natural da Ilha dos Tigres. Usualmente criávamos os animais desde pequeninos. Deixávamos que corressem e brincassem, daí, montávamos um espetáculo com base em seu comportamento natural. Fosse qual fosse a característica que descobríssemos num animal, nós a reforçávamos. Desse modo, o animal dava cerca de 90 por cento das ordens. Se gostava de rolar pelo chão e brincar com varetas, aprendia que, toda vez que rolasse, nós o alimentávamos. Se gostava de ficar em certa posição, era recompensado por isso. O sistema é chamado de treinamento afetivo.

      “O treinamento afetivo ressalta o melhor da natureza do animal selvagem. O ato mediano de circo ressalta o pior. A gente vê leões e tigres nas arenas dos circos rugindo diante de chicotes, cadeiras e pistolas. São atiçados a este espetáculo de ferocidade. Os atores humanos desejam fazer com que os animais pareçam perigosos e mortíferos, para impressionar a assistência.

      “Por trás do pano, em circos, já vi domadores gritarem e cutucarem animais para provocá-los. Já os vi serem pouco alimentados e famintos, de modo a apresentarem um bom espetáculo. Caso o fizessem, talvez fossem alimentados.”

      Atualmente, quando o casal Titus trabalha com animais, trata-se de treinamento especial, independente. As circunstâncias são mais deleitosas.

      “Por exemplo”, disse Larry, “dirigi os animais num filme chamado ‘Silêncio’. Este exigia um urso, um ursinho, um porco-espinho e dois coiotes. O texto exigia um comportamento natural. Os animais deviam ir do ponto A ao ponto B, ou de C para D. Eu fixava uma trilha de alimento para os diferentes animais, daí levava-os a caminhar pela trilha um par de vezes, presos numa correia. Por não alimentá-los durante a noite anterior, ficavam ansiosos de percorrer as trilhas de comida assim como o texto mandava. Em certo caso, o porco-espinho devia perseguir o ator Will Geer, que saía duma cabana e descia colina abaixo. Tudo que Geer teve de fazer foi colocar-se na frente do porco-espinho, na trilha de comida, e a perseguição começou.”

      Chris resume os sentimentos atuais e as esperanças tanto dela como de seu marido:

      “Vêem-se as criaturas selvagens em seu habitat natural, e entristece-nos vê-las tiradas dali e encarceradas, como criminosos humanos, em jaulas de zoológicos e circos. Conviver com os animais, como o fizemos, ajudou-nos muito a aceitar a verdade da Palavra de Deus a respeito dum paraíso terrestre sob o reino de Cristo.

      “Ficamos excitados de aprender sobre a condição prometida dos animais, conforme mencionada em Isaías 11:6-9, onde se prediz a condição pacífica de todos os tipos de animais misturados, e uma criancinha os conduzindo. Isso nos fez desejar aprender mais sobre o que Jeová tinha reservado para a humanidade. Por certo, Jeová compreendia o nosso amor por suas maravilhosas criações animais, ao ter feito uma promessa tão fantástica assim.

      “Embora já tenha passado algum tempo desde que trabalhamos com os animais mencionados, com freqüência voltamos para visitá-los. Alguns, como Naji, o tigre de Bengala, lembram-se de nós.

      “Esperamos e oramos que Jeová possa ter um lugar para nós, em seu novo sistema, que tenha de ver com os animais, visto que tanto os animais selvagens como os domésticos poderão precisar da atenção da humanidade. Aguardamos tanto o novo sistema, e sabemos que, seja o que for que fizermos na justa nova ordem de Deus, isso satisfará os anelos de nosso coração.

      “Viemos a aprender as verdades sobre a nova ordem, graças à ajuda do irmão gêmeo idêntico de Larry, Gary, que há um ano atrás adormeceu na morte. Ele também aguardava poder novamente cavalgar rinocerontes e acariciar leões, assim como antes ele e Larry tinham feito juntos.

      “Como vê, temos muito que esperar. Quão amoroso foi o Criador, ao prometer tal felicidade a toda humanidade obediente.”

      [Foto na página 10]

      ‘Nunca se bate num lobo — ele não se sintoniza com esse tipo de tratamento.’

      [Foto na página 11]

      ‘Harpie — sua garra podia registrar 700 libras (mais de 315 quilos) de pressão.’

      [Gravura de página inteira na página 12]

  • Será que o Natal promove a ganância?
    Despertai! — 1980 | 22 de dezembro
    • Será que o Natal promove a ganância?

      Jesus ensinou que é melhor dar do que receber. O mito de Papai Noel ensina que receber deve estar em primeiro lugar: se for bom, receberá presentes, se for mau, não ganhará.

      HÁ ALGUNS anos, o editor-assistente executivo da revista U. S. Catholic escreveu:

      “Ao passo que a verdadeira lição do Natal é uma mensagem de misericórdia e sacrifício divinos, Papai Noel é o agente de ligações das corporações gananciosas, e o tutor da ganância de milhões de crianças norte-americanas. Ele é o santo da obtenção de presentes. . . . Ele se tornou um vendilhão total ao materialismo e à ganância. Ele é a fonte de lucro dos grandes fabricantes de brinquedos e das lojas de departamentos. . . . Uma criança gananciosa jamais se sacia. Uma criança mimada não aprecia coisa alguma. Uma criança a quem se satisfaz todos os desejos se convence de que a figura principal do Natal não é Cristo, mas ela mesma.”

      Este editor pensava que Papai Noel devia ter sido deixado lá no Pólo Norte. Realmente, a inteira celebração do Natal deveria ter sido deixada lá na Roma pagã. Cristo não nasceu em 25 de dezembro, mas esse era o dia em que os romanos adoravam o deus-sol. Sua festa de dezembro, as Saturnais, destacavam dar presentes e festas licenciosas. Alguns séculos depois de Cristo, a Igreja Católica incorporou tal dia e festa ao cristianismo apóstata, e a chamou de Natal (em inglês, Christmas, ou “missa de Cristo”).

      De acordo com sua origem, a celebração do Natal é observada atualmente em muitas nações não-cristãs. Por exemplo, o Daily Yomiuri, do Japão, disse, em 1978, na época do Natal:

      “Bolos de chantili, com a frase ‘Feliz Natal’ escrita em cima, em inglês, são obrigatórios para toda família que tem filhos. Os bolos, junto com

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