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Repor os nutrientes no soloDespertai! — 1976 | 8 de fevereiro
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de potássio, 25 quilos de óxido de cálcio, quase 14 quilos de óxido de magnésio e uns 5 quilos de enxofre.
Obviamente, para restaurar estes nutrientes é necessário algo mais do que apenas permitir que os assuntos se resolvam “naturalmente”. De outra forma, o solo se torna fraco e, com o tempo, realmente se torna infértil. Cuidados peritos do solo não só o manterão fértil mas também resultarão em colheitas máximas. Como podem os nutrientes ser repostos na terra agrícola?
Repor os Nutrientes na Terra Agrícola
A primeira coisa que um perito em solos perguntará é: ‘Qual é o pH do solo? Mas, exatamente o que significa “pH”?
Bem, os solos são distribuídos em duas categorias básicas: ácidos ou básicos (alcalinos). Numa escala que vai de 0 a 14, os solos que caem na categoria de 0 a 6 são ácidos, os que caem na categoria acima de 7 e até 14 são considerados básicos. Os solos da categoria 7 são neutros, nem ácidos nem básicos.
Algumas culturas preferem solos um tanto mais ácidos, e, outras mais básicos. A cal, adicionada ao solo, o torna mais alcalino, isso é, aumenta seu pH.
Até mesmo se todos os treze nutrientes necessários às plantas estiverem contidos no solo, ainda é necessário um correto equilíbrio ácido/básico. Somente desta forma as plantas conseguirão beneficiar-se plenamente dos nutrientes contidos no solo.
A cal adicionada ao solo faz pelo menos três coisas. Supre o necessário óxido de cálcio. Em segundo lugar, restringe certos elementos, de modo que não envenenem a cultura. Assim, à medida que o pH do solo ácido é aumentado pela adição de cal, tais elementos, como o alumínio, o ferro, o manganês, o cobre e o zinco se tornam menos solúveis. Em solo mais acidificado, a presença excessiva destes elementos será prejudicial às culturas, mas à medida que o pH do solo aumenta, tornam-se inertes. Em terceiro lugar, a cal libera outros elementos que as plantas podem usar com bom proveito, ao passo que incentiva o crescimento das vitais bactérias do solo.
Visto que todo solo difere, é vital considerar de que cada um precisa no sentido de nutrientes a adicionar. Os primários, o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K), são as substâncias representadas pelo grupo de três algarismos no saco dum fertilizante comercial. Por exemplo, 10-12-8 representa a porcentagem de nitrogênio (10%), de fósforo (12%) e de potássio (8%) contida no saco.
De onde vêm tais fertilizantes?
Atualmente, muitos lavradores e horticultores afirmam preferir usar apenas fertilizantes orgânicos “naturais”, tais como estrume, esgotos, vasa e adubos compostos para suprir a necessária nutrição ao solo. O uso destes produtos há muito é reconhecido como meio fundamental de repor os nutrientes no solo, ao passo que, ao mesmo tempo, adiciona o humo. É ainda um meio muito comum de fertilizar o solo na Ásia, África e na América Latina.
Grande parte do uso de fertilizantes, porém, é feito atualmente em escala muito ampla no mundo ocidental. Não é possível prover suficientes fertilizantes orgânicos para essas operações gigantescas. Fertilizar apenas cerca de meio hectare de terra pode exigir quinze toneladas de esterco animal. Obter tais quantidades é virtualmente impossível para a maioria das operações agrícolas hoje em dia. Assim, qual é a alternativa? “Fertilizantes químicos.”
Algumas pessoas afirmam que os fertilizantes químicos são prejudiciais se usados para promover o crescimento de alimentos para os humanos. Mas, um relatório da Câmara dos Deputados dos EUA observa: “Não se apresentou nenhuma evidência fidedigna de que os fertilizantes químicos tenham tido um efeito danoso ou prejudicial sobre a saúde do homem ou dos animais.” Nem foi definitivamente provado que tais substâncias químicas, se usadas devidamente, prejudicam a vida do solo. Até mesmo os horticultores “orgânicos” usam um pouco de pó de rocha, inclusive fosfato de rocha, rocha potássica e cal triturada, para edificar os solos.
Certo lavrador que confia nos fertilizantes químicos por muitos anos raciocina: “As plantas não se importam de onde provêm os nutrientes, conquanto elas os obtenham.” Similarmente, honestos horticultores “orgânicos” sabem também que um conceito equilibrado quanto à nutrição vegetal tem de ser mantido. Afirma Organic Gardening and Farming (Horticultura e Agricultura Orgânicas): “Há pouco acordo entre os peritos em solos quanto aos méritos comparativos dos fertilizantes naturais (também, quanto aos fertilizantes químicos, se a verdade for conhecida). Os fabricantes de fertilizantes naturais chamam os agrônomos das universidades de lacaios da indústria petroquímica . . . Os cientistas das universidades retaliam por rotular os vendedores de condicionadores do solo de trapaceiros que vendem sacas cheias de mágica e de ar quente. Não há dúvida de que há alguma verdade em ambas as críticas . . . Os homens honestos se acham em ambos os lados da cerca.”
Mas, como é que os homens produzem “elementos primários”, o nitrogênio, o potássio, e o fósforo, em fertilizantes químicos?
Sua principal fonte de nitrogênio é a amônia sintética. Esta resulta da combinação de nitrogênio e hidrogênio. Pode-se obter puro nitrogênio gasoso com relativa facilidade por retirar o oxigênio e outros gases do ar. O hidrogênio é subproduto do petróleo. A síntese dos dois resulta na necessária amônia. Um pouco de amônia é colocada diretamente no solo como solução aquosa. No entanto, na maior parte é convertida em sólido e usada pelos lavradores e horticultores nessa forma. A maioria dos fosfatos e do potássio provém de depósitos minerais que são triturados até à consistência correta.
Futuro do Solo
Os homens têm feito e continuam a fazer alguns erros mui tolos no modo em que lidam com a terra. Mas, se devidamente cuidado, o solo pode produzir indefinidamente, conforme observado num editorial do Farm Journal: “O solo devidamente fertilizado e cuidado não é consumido. É um recurso renovável, conforme provado pelas terras da Europa e da Ásia que têm sido cultivadas continuamente por milhares de anos.”
Sim, este valioso “recurso” — poucos centímetros de solo — tem de ser mantido saudável para que produza o máximo.
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Muito mais do que lenhaDespertai! — 1976 | 8 de fevereiro
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Muito mais do que lenha
À medida que cada vez maior número de pessoas vivem nas cidades, não raro cercadas de tijolos e cimento, pareceria que o homem tem menos contato com madeira. Assim, talvez ficássemos surpresos de saber o papel que a madeira exerce em muitos dos produtos que usamos. Considerando a madeira como matéria-prima química, a pessoa talvez fique surpresa de notar que os ingredientes para vernizes, sabões, remédios, terebintina, colas, plásticos, raiom, tinta, celofane e outros itens são tirados da madeira. Assim, quando lemos que “a madeira não pode ser produzida sinteticamente em laboratório”, chegamos a avaliar alguns dos problemas suscitados pela devastação de árvores da terra causada pelo homem. Pois, se isto acontecer em grande medida, algo além da sombra e da beleza desapareceriam — também muitos produtos tirados da floresta.
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