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A festa de casamento do Rei no propósito de DeusA Sentinela — 1975 | 1.° de julho
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hão de ser mais do que uma “noiva” para Jesus Cristo, que é aquele que se tornará o “Pai Eterno” para a raça remida da humanidade. Também hão de tornar-se co-herdeiros com seu Noivo celestial no Reino que Deus, o Rei, designa ao seu Filho Jesus Cristo, sobre toda a humanidade.
18. Como manteve Jesus a esperança do Reino perante seus discípulos no seu Sermão do Monte e na sua última Páscoa?
18 Jesus Cristo apresentava constantemente esta esperança do Reino aos seus verdadeiros discípulos. Disse-lhes no seu Sermão do Monte: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual, porque a eles pertence o reino dos céus. Felizes os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque a eles pertence o reino dos céus. . . . Pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas.” (Mat. 5:3, 10; 6:32, 33) E na noite da última Páscoa com seus apóstolos fiéis, e depois de Jesus ter estabelecido a Ceia do Senhor, ele lhes disse: “Vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.” — Luc. 22:23-30.
19. Como se dá que o Filho régio não permanece tal sem um reino, e como compartilha com ele a congregação-noiva?
19 De modo que a congregação-noiva de Jesus Cristo há de compartilhar com ele, sendo co-herdeiros dele no reino celestial e tendo seu Noivo por cabeça. Ele há de ser Governante semelhante ao antigo Melquisedeque, que era tanto rei de Salém como sacerdote do Deus Altíssimo, e, por isso, rei-sacerdote. (Gên. 14:18-20; Sal. 110:1-4; Heb. 5:5, 6; 6:20 a 7:28) Jesus Cristo serve como Sumo Sacerdote de Jeová, e a congregação-noiva de Cristo provê os subsacerdotes. Deste modo, a verdadeira congregação cristã torna-se um “reino de sacerdotes”. O apóstolo Pedro escreveu a esta congregação, dizendo: “Vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.” (1 Ped. 2:9) Jesus Cristo, o Filho de Deus, não permanece assim qual Filho real sem reino, mas Deus, o Rei, designa ao Filho um reino especial sobre toda a humanidade, e sua classe da Noiva compartilha com ele neste reino messiânico. — Rom. 8:16, 17.
ATITUDE DOS “CONVIDADOS À FESTA DE CASAMENTO”
20. (a) Que pergunta sobre a geração surgiu quando informada de que era aquela que podia comparecer à festa de casamento? (b) Que pergunta surge sobre quantos responderiam favoravelmente?
20 Os da nação de Israel, por terem sido introduzidos no pacto da Lei mosaica, recebiam a oferta dum maravilhoso privilégio e “convite”. No que se refere à “festa de casamento” providenciada pelo seu Deus, Jeová, o Rei, eram uma nação de “convidados”. Mas havia condições relacionadas com eles se tornarem um “reino de sacerdotes”. Portanto, surge a pergunta: Qual seria a atitude da nação ao ser avisada de que ela era a geração favorecida com a oportunidade de então aceitar o convite de seu Rei e entrar nas festividades do casamento? Será que responderiam favoravelmente tantos da nação quantos havia lugares ou assentos dentro da sala da festa de casamento? Havia uma oportunidade para muitos, porque a ilustração indica que o rei convidou a muitos e que havia muitos leitos providos para os convidados se recostarem à mesa festiva.
21. Quando começou o Rei celestial a enviar seus “escravos” para avisar os “convidados” que a festa estava pronta?
21 No cumprimento da parábola, quando foi que Deus, o Rei, enviou seus “escravos” para avisar os “convidados” de que chegara o tempo para a “festa de casamento” e de que deviam vir imediatamente? Foi depois do batismo de Jesus em água e da sua unção com o espírito santo de Deus, para se tornar o Cristo, o ungido para ser Rei messiânico. Quando Jesus Cristo voltou depois de quarenta dias passados no ermo da Judéia, João Batista apontou para ele e disse aos ouvintes: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” João não só identificou a Jesus como o figurativo Cordeiro que havia de ser sacrificado para resgatar o mundo da humanidade da penalidade do pecado, mas também atestou que Jesus Cristo era o Filho de Deus. Pouco depois, o ungido Jesus começou sua obra de ensino com alguns dos que começaram a seguir a ele qual Messias. Um destes, de nome André, achou seu irmão Simão e disse-lhe: “‘Achamos o Messias’ (que, traduzido, quer dizer: Cristo).” (João 1:26 a 2:2) Assim Jesus começou a formar um corpo de discípulos.
22. Quanto durou o primeiro período de aviso e quem foi então avisado?
22 Jesus Cristo não só ensinava e pregava o reino messiânico de Deus, mas enviava também seus discípulos judaicos a pregar com ele: “O reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 10:1-7; Luc. 9:1-6; 10:1-9) Deste modo, o Rei celestial, Jeová Deus, enviou seus “escravos” sob o pacto da Lei dar o primeiro aviso. Isto continuou desde o outono (setentrional) do ano 29 E. C. até a primavera de 33 E. C., ou por cerca de três anos e meio. Estes “escravos” foram enviados apenas aos “convidados”. Quer dizer, à nação judaica sob o pacto da Lei mosaica que oferecia a oportunidade de se tornar um “reino de sacerdotes”. Em reconhecimento dos “convidados”, Jesus disse aos discípulos que enviou para anunciar que havia chegado o tempo: “Não vos desvieis para a estrada das nações, e não entreis em cidade samaritana; mas, ide antes continuamente às ovelhas perdidas da casa de Israel.” E com referência a si mesmo, Jesus disse: “Não fui enviado a ninguém senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” — Mat. 10:5, 6; 15:24.
23. Como mostrou Jesus que era o tempo certo para a primeira chamada, mas como indicou sua ilustração a atitude dos convidados?
23 Era o tempo certo para esta obra inicial de aviso. Jesus lembrou aos da “casa de Israel” esta marcação divina do tempo para as coisas, dizendo aos judeus: “Tem-se cumprido o tempo designado e o reino de Deus se tem aproximado. Arrependei-vos e tende fé nas boas novas.” (Mar. 1:15) Mas resultou a pregação nacional pelos “escravos” do Rei celestial em arrependimento, conversão e aceitação nacional do Filho do Rei qual Messias real? Foi quase no fim da primeira chamada de aviso que Jesus descreveu como esta chamada inicial foi recebida. Ele prosseguiu dizendo na sua ilustração: “Mas não quiseram vir.”
24. Quão obstinada foi a falta de vontade dos “convidados”, e com que acontecimento terminou a primeira chamada?
24 Sim, não houve nenhuma conversão nacional, nenhuma aceitação nacional do Filho do Rei, Jesus Cristo, como o Messias para quem se preparara uma régia “festa de casamento”. Sua falta de vontade foi tão obstinada, que persuadiram o governador romano Pôncio Pilatos a entregá-lo à morte no dia da Páscoa de 33 E. C. Jesus morreu assim qual “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (João 1:29, 36) Sua morte qual sacrifício humano perfeito havia de resultar em benefício duradouro para os “convidados” à régia “festa de casamento” do Rei. No entanto, esta morte sacrificial acabou com a participação direta e pessoal de Jesus Cristo na obra de aviso. Desta maneira acabou a primeira chamada dos “convidados”.
25. (a) Por que não falhou então o propósito de Deus quanto à festa de casamento? (b) Por que reconhecia Deus ainda os originalmente “convidados” segundo o pacto da Lei?
25 O que se seguiria? Foi em vão a preparação da “festa de casamento para seu filho” por parte do Rei? Estava então destinada ao fracasso? Não, não segundo o propósito de Deus, o Rei. O Deus Todo-poderoso ressuscitou seu fiel Filho Jesus Cristo dentre os mortos e o enalteceu ao lugar régio à mão direita de Deus, nos céus. (Atos 2:32-36; Sal. 110:1, 2; Mat. 22:41-45) O ressuscitado Jesus apresentou na presença de Deus o valor de seu sacrifício humano qual Cordeiro de Deus, e isto encerrou o pacto da Lei mosaica, com seus sacrifícios animais subumanos. Apesar deste cancelamento do pacto da Lei e do estabelecimento dum novo pacto com Jesus Cristo por Mediador, Jeová Deus, o Rei, ainda reconhecia misericordiosamente “os convidados à festa de casamento” segundo o pacto da Lei. Fazia isso porque eram a “casa de Israel” por nascença e descendentes naturais, carnais, do patriarca fiel Abraão, amigo de Deus. — Dan. 9:24, 27.
26. Como indicou o ressuscitado Jesus que se daria um segundo aviso aos convidados, para encherem exclusivamente todos os lugares?
26 Jeová Deus, o Rei, tinha motivo para sentir grande indignação contra a nação dos “convidados”, mas deu à nação mais uma oportunidade de ocupar exclusivamente todos os lugares na intencionada “festa de casamento para seu filho”. Enviou-lhes um segundo aviso, mas o final. Jesus Cristo indicou esta misericórdia concedida por Deus aos convidados, ao dizer aos seus discípulos pouco antes de sua ascensão ao céu: “Ao chegar sobre vós o espírito santo, recebereis poder e sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e [só depois disso] Samaria, e até à parte mais distante da terra.” — Atos 1:8.
27. Como ilustrou Jesus a reação dos convidados diante do segundo aviso?
27 Jesus predisse na sua ilustração a reação por parte da nação em geral a este segundo aviso, dizendo: “[O rei] mandou novamente outros escravos, dizendo: ‘Dizei aos convidados: “Eis que tenho preparado o meu repasto, meus touros e animais cevados já foram abatidos e todas as coisas estão prontas. Vinde à festa de casamento.”’ Mas eles, indiferentes, foram embora, um para o seu próprio campo, outro para o seu negócio comercial; mas os restantes, agarrando os escravos dele, trataram-nos com insolência e os mataram.” — Mat. 22:4-6.
28. Quando começou o segundo aviso, e que acusação do Supremo Tribunal judaico mostra que a nação de convidados estava sendo avisada?
28 Esta parte na ilustração de Jesus começou no dia de Pentecostes do ano 33 E. C., quando espírito santo foi derramado sobre os discípulos de Jesus que esperavam, e eles começaram a pregar as boas novas do reino messiânico de Deus, em Jerusalém, aos judeus e prosélitos circuncisos do judaísmo. O registro inspirado não diz quantas centenas de milhares de celebrantes, de muitas partes da terra, estavam ali em Jerusalém. Milhares de celebrantes começaram a ouvir as boas novas sobre o ressuscitado Jesus, o Messias. Não demorou muito até que o Supremo Tribunal judaico dissesse aos doze apóstolos de Jesus Cristo: “Eis que enchestes Jerusalém com o vosso ensino, e estais resolvidos a trazer sobre nós o sangue deste homem.” (Atos 5:27, 28) Sem dúvida, a nação de “convidados” estava sendo avisada, então pela segunda vez.
29. Como reagiram os convidados diante da segunda chamada do rei, e que registro mostra quão veraz era a ilustração de Jesus neste respeito?
29 Como reagiram as massas da nação ao segundo lembrete do Rei celestial de seu convite para a “festa de casamento” então já pronta? Com insultos para o Rei e desprezo para com seu Filho casadouro, por mostrarem mais preocupação pessoal com seus interesses materialistas do que por dignificarem o Rei por se apresentarem na festa de casamento para seu Filho! Recorreram até mesmo ao flagrante assassinato dos “escravos” obedientes dele, dos pregadores cristãos das boas novas do reino messiânico de Deus. Só é preciso ler o livro dos Atos dos Apóstolos, capítulos três a nove, para ter um registro histórico de quão veraz foi neste respeito a ilustração profética de Jesus.
30, 31. (a) Quando terminou o segundo convite? (b) Na ilustração, o que fez o rei depois da rejeição de seu segundo convite?
30 Não foi de modo diferente, pois, que o segundo aviso dado aos convidados chegou ao fim, que tinha de chegar ao fim, segundo a profecia. Isto se deu no ano 36 E. C., três anos e meio depois do martírio de Jesus Cristo em Jerusalém. Como? A ilustração de Jesus mostrou como. Indicando a punição que havia de sobrevir à nação dos “convidados” por rejeitar em deslealdade o convite de seu Rei celestial, Jesus disse:
31 “O rei, porém, ficou furioso e enviou os seus exércitos, e destruiu aqueles assassinos e queimou a cidade deles. Depois disse aos seus escravos: ‘A festa de casamento, deveras, está pronta, mas os convidados não eram dignos. Ide, portanto, às estradas que saem da cidade e convidai a qualquer que achardes para a festa de casamento.’ Concordemente, esses escravos foram às estradas e ajuntaram a todos os que acharam, tanto iníquos como bons; e a sala para as cerimônias do casamento ficou cheia dos que se recostavam à mesa.” — Mat. 22:7-10.
32. Significa a ordem das palavras na ilustração de Jesus que o rei adiou ainda mais os arranjos da festa de casamento, até depois de ter destruído a cidade daqueles “convidados”?
32 Não devemos entender da ordem acima das palavras de Jesus, ao dar os pormenores da ilustração, que o rei, antes de prestar mais atenção à festa de casamento, ordenasse aos seus exércitos a entrar no serviço ativo e os enviasse contra a cidade em que moravam os “convidados” não apreciativos e ‘destruísse’ aqueles assassinos e queimasse a cidade deles’. Senão, significaria que o Rei celestial, Jeová Deus, enviou seus escravos para ajuntar pessoas indiscriminadamente à festa de casamento só em fins do ano 70 de nossa Era Comum, porque foi no verão daquele ano que Jerusalém foi arrasada pelos romanos, sob o General Tito, filho do Imperador Vespasiano. Aqueles “assassinos” foram então deveras mortos. Conforme relata Flávio Josefo, 1.100.000 judeus pereceram no sítio e na destruição de Jerusalém e 97.000 foram levados cativos, para serem vendidos como escravos. — Luc. 21:20-24; 19:41-44.
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O ajuntamento de substitutos para a festaA Sentinela — 1975 | 1.° de julho
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O ajuntamento de substitutos para a festa
1. (a) Como mostraram “os convidados” à festa de casamento que eles “não eram dignos”? (b) O que teria significado para eles abandonarem seus interesses materialistas, egoístas?
POR QUE ocorreram a matança dos “assassinos” anticristãos na destruição de sua cidade santa, Jerusalém, e a dissolução de sua nacionalidade judaica no ano 70 E. C.? Isto se deu porque, conforme disse o rei da ilustração de Jesus, os convidados à festa de casamento “não eram dignos”. (Mat. 22:8) Os judeus haviam provado isso por sua recusa insultante, desrespeitosa, desleal e amiúde violenta de aceitar o convite do Rei celestial, depois do segundo aviso da parte Dele. O que teria significado para eles deixarem de lado suas preocupações materialistas, egoístas, e irem à “festa de casamento” espiritual? Teria significado arrepender-se, não só de sua falta de não guardarem o pacto da Lei mosaica, mas também de sua rejeição violenta do Messias da parte de Deus, e depois serem batizados em água como discípulos de Jesus, qual seu Messias. Mas eles eram demasiadamente orgulhosos, autojustos, ocupados demais com seus próprios planos, e por isso se obstinavam contra satisfazer tais requisitos. Este era o caso da nação de Israel em geral.
2. (a) Por que não ficaram desocupados todos os lugares na festa de casamento, no fim do segundo aviso? (b) Quantos lugares pensava o Rei encher com os “dignos”?
2 Significava isso que todos os lugares
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