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A festa de casamento do Rei no propósito de DeusA Sentinela — 1975 | 1.° de julho
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4. O que mostra a quem representava o “homem, um rei”, na ilustração de Jesus?
4 A figura principal desta ilustração era o “homem, um rei”. De quem era, pois, ilustrativo? Ilustrava o próprio Deus, porque a inteira parábola ilustrativa começa por dizer: “O reino dos céus tem-se tornado semelhante a um homem, um rei”, tomando certa ação que produziu certa reação. A expressão “o reino dos céus” significa o mesmo que “o reino de Deus”, porque Deus rege supremo nos invisíveis céus espirituais. Por exemplo, o antigo governante de Babilônia passou por uma humilhação com o seguinte objetivo declarado: “até saberes que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser . . . depois de saberes que são os céus que governam.” (Dan. 4:25, 26) Jesus referiu-se a Deus ao dizer a respeito de Jerusalém: “Não jureis . . . por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.” Jesus ensinou seus discípulos a orar a este Rei celestial, dizendo: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mat. 5:34, 35; 6:9, 10.
5. Quem é o “filho” para quem o Rei celestial faz a “festa de casamento”, e que prova há disso?
5 Diz-se que o rei da ilustração de Jesus tinha um filho. No entanto, Deus, o Rei celestial, tem centenas de milhões de filhos espirituais, que são biblicamente chamados de “filhos de Deus”. (Jó 38:7; Dan. 7:9, 10) A qual destes muitos filhos se refere a parábola de Jesus? É ao Filho dos filhos, na família celestial de Deus. É para este filho mais destacado que o Rei celestial faz uma “festa de casamento”, e as Escrituras Sagradas mostram que este filho é o orador da parábola ilustrativa, o próprio Jesus Cristo. João Batista, que batizou Jesus, disse com referência ao batizado Jesus: “Eu não sou o Cristo, mas fui enviado na frente deste. Quem tem a noiva é o noivo. No entanto, o amigo do noivo, estando em pé e ouvindo-o, tem muita alegria por causa da voz do noivo. Esta alegria minha, por isso, ficou completa.” (João 3:28, 29) Em outra ilustração, Jesus referiu-se a si mesmo ao dizer: “O reino dos céus se tornará então semelhante a dez virgens que tomaram as suas lâmpadas e saíram ao encontro do noivo.” — Mat. 25:1; 9:15.
6, 7. (a) Quem é a “noiva” deste Filho do Rei celestial? (b) Com que compara Efésios 5:23-32 a relação entre Jesus Cristo e sua congregação?
6 Assim como qualquer prospectivo noivo, Jesus deve ter tido grande prazer ao pensar e falar nesta “noiva”, que o Rei, seu Pai celestial, lhe daria. A “noiva”, naturalmente, não é uma única pessoa, não é um único discípulo de Jesus Cristo. Ao contrário, é uma pessoa composta ou coletiva, seu corpo inteiro ou congregação de fiéis discípulos ungidos. Isto não deve parecer estranho. Nas profecias da Bíblia, a antiga nação de Israel é comparada a uma esposa de Jeová Deus, porque a nação como que estava casada com Ele por ter aceito o pacto da Lei, mediado pelo profeta Moisés no monte Sinai, na Arábia. (Isa. 54:5; Jer. 3:14; 31:31, 32) De modo que a relação entre o Filho de Deus e sua congregação ungida é comparada à do marido com a esposa; conforme lemos:
7 “O marido é cabeça de sua esposa, assim como também o Cristo é cabeça da congregação, sendo ele salvador deste corpo. Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como também o Cristo amou a congregação e se entregou por ela. É grande este segredo sagrado. Agora estou falando com respeito a Cristo e à congregação.” — Efé. 5:23, 25, 32.
8. Onde e como se realizará o casamento do Filho do Rei celestial e de sua “noiva”?
8 A realização do casamento entre o Filho do Rei e sua “noiva” figurativa se dará pela união de Jesus Cristo com sua congregação fiel nos céus espirituais, relacionada com o “reino dos céus”. Os membros desta congregação ungida precisam ser fiéis a Jesus Cristo, qual virgem noiva, até a sua morte. Em recompensa de sua fidelidade virginal até o fim de sua carreira terrestre, serão ressuscitados dentre os mortos para serem para sempre sua “noiva” celestial, sua congregação-noiva, na casa do Pai e Rei celestial. — 2 Cor. 11:2, 3.
“OS CONVIDADOS À FESTA DE CASAMENTO”
9. Na ilustração de Jesus, que relação com o rei tinham os convidados à “festa de casamento”, e o que demonstraria sua ação favorável para com o convite?
9 O convite à festa de casamento de seu filho era um grande favor da parte do rei. Os convidados eram pessoas sobre as quais era rei. Eram seus súditos. Conhecia-os por nome. Sabia onde moravam no seu domínio, e por isso podia enviar seus escravos ao endereço deles, para avisá-los quando a festa estava pronta, festa à qual já haviam sido convidados. A ação favorável destes convidados, ao serem avisados de que a festa estava pronta, demonstraria o devido respeito para com seu rei. Então, a quem representavam “os convidados à festa de casamento”, na ilustração de Jesus?
10. No tempo da ilustração, sobre que povo era Jeová Deus o Rei e por meio de que arranjo?
10 Ora, visto que o rei representava a Jeová Deus, então, quem eram aqueles sobre os quais Ele era rei naquele tempo? A quem foi que Jesus disse: “O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos”? Foi à nação judaica. No ano 1513 A. E. C., Jeová Deus os havia introduzido num pacto consigo mesmo, pela mediação de seu profeta Moisés, no monte Sinai. Entraram voluntariamente neste pacto, para guardarem seu código de Lei, cujas leis fundamenteis eram os famosos Dez Mandamentos. (Êxo. 19:1 a 24:8) Foi especialmente por meio deste arranjo do pacto que Jeová se tornou o Rei celestial deste povo, e isto significava que eram então uma “nação” sujeita a Ele. (Deu. 33:5) Os israelitas já haviam cantado Seus louvores qual Rei deles, depois de os ter libertado da morte no Mar Vermelho, cantando: “Jeová reinará por tempo indefinido, para todo o sempre.” — Êxo. 15:18.
11, 12. (a) Como se tornou a nação de Israel o povo para o Nome de Deus? (b) Como foi que Deus podia enviar-lhes um convite pelo seu nome nacional?
11 Este Rei celestial tem um nome — Jeová — e em virtude de introduzir a nação de Israel no pacto da Lei, tendo a si mesmo por Deus deles, tornaram-se um povo para seu Nome. Invocava-se Seu nome sobre eles. O mediador Moisés disse ao povo pactuado de Israel: “Jeová te estabelecerá para si como povo santo, assim como te jurou, por continuares a guardar os mandamentos de Jeová, teu Deus, e teres andado nos seus caminhos. E todos os povos da terra terão de ver que o nome de Jeová foi invocado sobre ti e hão de ficar com medo de ti.” (Deu. 28:9, 10) Jeová disse a esta nação escolhida, pela boca de seu profeta Amós: “Somente a vós vos conheci dentre todas as famílias do solo.” (Amós 3:2) Não só era a nação identificada pelo Seu nome, mas Ele conhecia a nação por nome.
12 Disse-lhe pela boca do profeta Isaías: “E agora, assim disse Jeová, teu Criador, ó Jacó, e teu Formador, ó Israel: ‘Não tenhas medo, porque eu te resgatei. Eu te chamei pelo teu nome. Tu és meu.’” (Isa. 43:1) De modo que, se ele desejasse enviar-lhes um convite ou dar-lhes um convite permanente, podia fazer isso pelo nome nacional.
13. Como sabia o Rei celestial o endereço dos “convidados à festa de casamento”, e isto se mostrou no caso do nascimento de quem?
13 O rei da ilustração de Jesus conhecia os endereços dos que ele convidara à festa de casamento. Do mesmo modo, Jeová conhecia o “endereço” de seu povo escolhido, seu povo convidado. Sabia onde morava. Era a terra que Ele havia prometido aos seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó, e era a terra à qual Ele os havia levado em fidelidade. Mesmo depois do exílio deles na terra de Babilônia, Jeová os restaurou à mesma terra. Não foi com destino errado que Jeová, o Rei, enviou seu Filho Jesus àquela terra. Não foi um engano ou acaso que Jesus, o Descendente de Abraão e do Rei Davi, nascesse na cidade de Belém, na Província da Judéia, no outono no ano 2 A. E. C. Jeová, o Rei, havia predito o endereço deste nascimento milagroso com séculos de antecedência, pelo Seu profeta Miquéias. — Miq. 5:2.
14. Será que o convite inicial aos “convidados” foi feito pela primeira vez quando chegaram a eles os mensageiros de aviso, ou que relação teve o aviso com o convite?
14 No cumprimento da ilustração de Jesus, Jeová, o Rei, conhecia os endereços ou paradeiros dos “convidados à festa de casamento”. Assim, naturalmente, sabia aonde enviar seus mensageiros com o aviso na ocasião em que a festa de casamento, à qual já haviam sido convidados, estava pronta e era a hora de virem com apetite aguçado. O convite à festa não lhes foi feito pela primeira vez só quando os mensageiros de aviso chegaram aos seus lares, para dizer-lhes que a festa já estava pronta e que deveriam vir imediatamente. Tal chamada era apenas algo adicional, não o convite original. Ora, quando e de que modo já haviam sido “convidados” ou recebido a chamada inicial?
15. (a) Em que ano se fez o convite à “festa de casamento”, e a quem? (b) Nesta ocasião, o convite estava incluído em que, e em que termos?
15 Isto se deu, de fato, no ano 1513 A. E. C., e a maneira em que se deu isso foi pela ação de Deus, o Rei, de introduzir o povo de Israel no pacto da Lei por intermédio de Moisés, qual mediador. A chamada ou o “convite” inicial foi feito aos israelitas como nação, não como indivíduos, porque seria a nação, em vez de os membros individuais, que continuaria a existir até que a “festa de casamento” do Rei estivesse preparada e pronta para ser realizada. A chamada ou o “convite” inicial à nação de Israel estava incluído nos termos em que Deus especificou os benefícios à nação de Israel por entrar no pacto da Lei com Jeová Deus e guardá-lo. Ao propor o pacto a Israel, no monte Sinai, Deus mandou que Moisés dissesse: “E agora, se obedecerdes estritamente à minha voz e deveras guardardes meu pacto, então vos haveis de tornar minha propriedade especial dentre todos os outros povos, pois minha é toda a terra. E vós mesmos vos tornareis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” — Êxo. 19:1-6.
16. (a) Em que base foi celebrado o pacto da Lei com a nação de Israel, e como? (b) A quem se aplicavam tanto as obrigações como o convite contido naquele pacto, e até quando?
16 Apresentaram-se assim à nação de Israel as perspectivas do reino, a oportunidade, realmente o convite, de se tornar um “reino de sacerdotes”. Tal reino sacerdotal agiria qual servo de Deus em benefício de todos os demais da humanidade. O povo de Israel aceitou este convite de seu Rei celestial por aceitar Sua proposta e dizer: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer.” Por conseguinte, Deus, o Rei, celebrou com a nação de Israel o pacto da Lei sobre sacrifícios feitos pelo mediador Moisés. (Êxo. 19:7, 8; 24:1-12) Não só as obrigações daquele pacto da Lei mosaica, mas também o convite de se tornarem um “reino de sacerdotes”, estenderam-se até os descendentes naturais daqueles israelitas pactuantes no primeiro século de nossa Era Comum. (Rom. 9:4, 5; Atos 3:25, 26) Visto que aqueles descendentes naturais, do primeiro século E. C., eram uma nação ‘convidada’, Deus, o Rei, agiu em harmonia com os termos do seu pacto ao suscitar João Batista e mandar que pregasse à nação de Israel: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” — Mat. 3:1, 2.
17. (a) Que relação com um reino tem a “festa de casamento” para o filho do rei? (b) Que função adicional será desempenhada pelos que constituem a “noiva” do Pai Eterno?
17 No entanto, o que tem um “reino de sacerdotes” que ver com uma festa de casamento de um rei para seu filho? O próprio Jesus Cristo deu a entender que havia uma relação entre as duas coisas por introduzir sua ilustração com as palavras: “O reino dos céus tem-se tornado semelhante a um homem, um rei, que fez uma festa de casamento para seu filho.” (Mat. 22:1, 2) Naturalmente, a “noiva” com quem o filho do rei se casaria se tornaria princesa, e, costumeiramente, rainha eleita, rainha designada. De modo correspondente, a “noiva” com quem Deus, o Rei, casa seu Filho Jesus Cristo é sua congregação ungida de discípulos fiéis. Nos céus, estes fiéis discípulos ungidos hão de ser mais do que uma “noiva” para Jesus Cristo, que é aquele que se tornará o “Pai Eterno” para a raça remida da humanidade. Também hão de tornar-se co-herdeiros com seu Noivo celestial no Reino que Deus, o Rei, designa ao seu Filho Jesus Cristo, sobre toda a humanidade.
18. Como manteve Jesus a esperança do Reino perante seus discípulos no seu Sermão do Monte e na sua última Páscoa?
18 Jesus Cristo apresentava constantemente esta esperança do Reino aos seus verdadeiros discípulos. Disse-lhes no seu Sermão do Monte: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual, porque a eles pertence o reino dos céus. Felizes os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque a eles pertence o reino dos céus. . . . Pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas.” (Mat. 5:3, 10; 6:32, 33) E na noite da última Páscoa com seus apóstolos fiéis, e depois de Jesus ter estabelecido a Ceia do Senhor, ele lhes disse: “Vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.” — Luc. 22:23-30.
19. Como se dá que o Filho régio não permanece tal sem um reino, e como compartilha com ele a congregação-noiva?
19 De modo que a congregação-noiva de Jesus Cristo há de compartilhar com ele, sendo co-herdeiros dele no reino celestial e tendo seu Noivo por cabeça. Ele há de ser Governante semelhante ao antigo Melquisedeque, que era tanto rei de Salém como sacerdote do Deus Altíssimo, e, por isso, rei-sacerdote. (Gên. 14:18-20; Sal. 110:1-4; Heb. 5:5, 6; 6:20 a 7:28) Jesus Cristo serve como Sumo Sacerdote de Jeová, e a congregação-noiva de Cristo provê os subsacerdotes. Deste modo, a verdadeira congregação cristã torna-se um “reino de sacerdotes”. O apóstolo Pedro escreveu a esta congregação, dizendo: “Vós sois ‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.” (1 Ped. 2:9) Jesus Cristo, o Filho de Deus, não permanece assim qual Filho real sem reino, mas Deus, o Rei, designa ao Filho um reino especial sobre toda a humanidade, e sua classe da Noiva compartilha com ele neste reino messiânico. — Rom. 8:16, 17.
ATITUDE DOS “CONVIDADOS À FESTA DE CASAMENTO”
20. (a) Que pergunta sobre a geração surgiu quando informada de que era aquela que podia comparecer à festa de casamento? (b) Que pergunta surge sobre quantos responderiam favoravelmente?
20 Os da nação de Israel, por terem sido introduzidos no pacto da Lei mosaica, recebiam a oferta dum maravilhoso privilégio e “convite”. No que se refere à “festa de casamento” providenciada pelo seu Deus, Jeová, o Rei, eram uma nação de “convidados”. Mas havia condições relacionadas com eles se tornarem um “reino de sacerdotes”. Portanto, surge a pergunta: Qual seria a atitude da nação ao ser avisada de que ela era a geração favorecida com a oportunidade de então aceitar o convite de seu Rei e entrar nas festividades do casamento? Será que responderiam favoravelmente tantos da nação quantos havia lugares ou assentos dentro da sala da festa de casamento? Havia uma oportunidade para muitos, porque a ilustração indica que o rei convidou a muitos e que havia muitos leitos providos para os convidados se recostarem à mesa festiva.
21. Quando começou o Rei celestial a enviar seus “escravos” para avisar os “convidados” que a festa estava pronta?
21 No cumprimento da parábola, quando foi que Deus, o Rei, enviou seus “escravos” para avisar os “convidados” de que chegara o tempo para a “festa de casamento” e de que deviam vir imediatamente? Foi depois do batismo de Jesus em água e da sua unção com o espírito santo de Deus, para se tornar o Cristo, o ungido para ser Rei messiânico. Quando Jesus Cristo voltou depois de quarenta dias passados no ermo da Judéia, João Batista apontou para ele e disse aos ouvintes: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” João não só identificou a Jesus como o figurativo Cordeiro que havia de ser sacrificado para resgatar o mundo da humanidade da penalidade do pecado, mas também atestou que Jesus Cristo era o Filho de Deus. Pouco depois, o ungido Jesus começou sua obra de ensino com alguns dos que começaram a seguir a ele qual Messias. Um destes, de nome André, achou seu irmão Simão e disse-lhe: “‘Achamos o Messias’ (que, traduzido, quer dizer: Cristo).” (João 1:26 a 2:2) Assim Jesus começou a formar um corpo de discípulos.
22. Quanto durou o primeiro período de aviso e quem foi então avisado?
22 Jesus Cristo não só ensinava e pregava o reino messiânico de Deus, mas enviava também seus discípulos judaicos a pregar com ele: “O reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 10:1-7; Luc. 9:1-6; 10:1-9) Deste modo, o Rei celestial, Jeová Deus, enviou seus “escravos” sob o pacto da Lei dar o primeiro aviso. Isto continuou desde o outono (setentrional) do ano 29 E. C. até a primavera de 33 E. C., ou por cerca de três anos e meio. Estes “escravos” foram enviados apenas aos “convidados”. Quer dizer, à nação judaica sob o pacto da Lei mosaica que oferecia a oportunidade de se tornar um “reino de sacerdotes”. Em reconhecimento dos “convidados”, Jesus disse aos discípulos que enviou para anunciar que havia chegado o tempo: “Não vos desvieis para a estrada das nações, e não entreis em cidade samaritana; mas, ide antes continuamente às ovelhas perdidas da casa de Israel.” E com referência a si mesmo, Jesus disse: “Não fui enviado a ninguém senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” — Mat. 10:5, 6; 15:24.
23. Como mostrou Jesus que era o tempo certo para a primeira chamada, mas como indicou sua ilustração a atitude dos convidados?
23 Era o tempo certo para esta obra inicial de aviso. Jesus lembrou aos da “casa de Israel” esta marcação divina do tempo para as coisas, dizendo aos judeus: “Tem-se cumprido o tempo designado e o reino de Deus se tem aproximado. Arrependei-vos e tende fé nas boas novas.” (Mar. 1:15) Mas resultou a pregação nacional pelos “escravos” do Rei celestial em arrependimento, conversão e aceitação nacional do Filho do Rei qual Messias real? Foi quase no fim da primeira chamada de aviso que Jesus descreveu como esta chamada inicial foi recebida. Ele prosseguiu dizendo na sua ilustração: “Mas não quiseram vir.”
24. Quão obstinada foi a falta de vontade dos “convidados”, e com que acontecimento terminou a primeira chamada?
24 Sim, não houve nenhuma conversão nacional, nenhuma aceitação nacional do Filho do Rei, Jesus Cristo, como o Messias para quem se preparara uma régia “festa de casamento”. Sua falta de vontade foi tão obstinada, que persuadiram o governador romano Pôncio Pilatos a entregá-lo à morte no dia da Páscoa de 33 E. C. Jesus morreu assim qual “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (João 1:29, 36) Sua morte qual sacrifício humano perfeito havia de resultar em benefício duradouro para os “convidados” à régia “festa de casamento” do Rei. No entanto, esta morte sacrificial acabou com a participação direta e pessoal de Jesus Cristo na obra de aviso. Desta maneira acabou a primeira chamada dos “convidados”.
25. (a) Por que não falhou então o propósito de Deus quanto à festa de casamento? (b) Por que reconhecia Deus ainda os originalmente “convidados” segundo o pacto da Lei?
25 O que se seguiria? Foi em vão a preparação da “festa de casamento para seu filho” por parte do Rei? Estava então destinada ao fracasso? Não, não segundo o propósito de Deus, o Rei. O Deus Todo-poderoso ressuscitou seu fiel Filho Jesus Cristo dentre os mortos e o enalteceu ao lugar régio à mão direita de Deus, nos céus. (Atos 2:32-36; Sal. 110:1, 2; Mat. 22:41-45) O ressuscitado Jesus apresentou na presença de Deus o valor de seu sacrifício humano qual Cordeiro de Deus, e isto encerrou o pacto da Lei mosaica, com seus sacrifícios animais subumanos. Apesar deste cancelamento do pacto da Lei e do estabelecimento dum novo pacto com Jesus Cristo por Mediador, Jeová Deus, o Rei, ainda reconhecia misericordiosamente “os convidados à festa de casamento” segundo o pacto da Lei. Fazia isso porque eram a “casa de Israel” por nascença e descendentes naturais, carnais, do patriarca fiel Abraão, amigo de Deus. — Dan. 9:24, 27.
26. Como indicou o ressuscitado Jesus que se daria um segundo aviso aos convidados, para encherem exclusivamente todos os lugares?
26 Jeová Deus, o Rei, tinha motivo para sentir grande indignação contra a nação dos “convidados”, mas deu à nação mais uma oportunidade de ocupar exclusivamente todos os lugares na intencionada “festa de casamento para seu filho”. Enviou-lhes um segundo aviso, mas o final. Jesus Cristo indicou esta misericórdia concedida por Deus aos convidados, ao dizer aos seus discípulos pouco antes de sua ascensão ao céu: “Ao chegar sobre vós o espírito santo, recebereis poder e sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e [só depois disso] Samaria, e até à parte mais distante da terra.” — Atos 1:8.
27. Como ilustrou Jesus a reação dos convidados diante do segundo aviso?
27 Jesus predisse na sua ilustração a reação por parte da nação em geral a este segundo aviso, dizendo: “[O rei] mandou novamente outros escravos, dizendo: ‘Dizei aos convidados: “Eis que tenho preparado o meu repasto, meus touros e animais cevados já foram abatidos e todas as coisas estão prontas. Vinde à festa de casamento.”’ Mas eles, indiferentes, foram embora, um para o seu próprio campo, outro para o seu negócio comercial; mas os restantes, agarrando os escravos dele, trataram-nos com insolência e os mataram.” — Mat. 22:4-6.
28. Quando começou o segundo aviso, e que acusação do Supremo Tribunal judaico mostra que a nação de convidados estava sendo avisada?
28 Esta parte na ilustração de Jesus começou no dia de Pentecostes do ano 33 E. C., quando espírito santo foi derramado sobre os discípulos de Jesus que esperavam, e eles começaram a pregar as boas novas do reino messiânico de Deus, em Jerusalém, aos judeus e prosélitos circuncisos do judaísmo. O registro inspirado não diz quantas centenas de milhares de celebrantes, de muitas partes da terra, estavam ali em Jerusalém. Milhares de celebrantes começaram a ouvir as boas novas sobre o ressuscitado Jesus, o Messias. Não demorou muito até que o Supremo Tribunal judaico dissesse aos doze apóstolos de Jesus Cristo: “Eis que enchestes Jerusalém com o vosso ensino, e estais resolvidos a trazer sobre nós o sangue deste homem.” (Atos 5:27, 28) Sem dúvida, a nação de “convidados” estava sendo avisada, então pela segunda vez.
29. Como reagiram os convidados diante da segunda chamada do rei, e que registro mostra quão veraz era a ilustração de Jesus neste respeito?
29 Como reagiram as massas da nação ao segundo lembrete do Rei celestial de seu convite para a “festa de casamento” então já pronta? Com insultos para o Rei e desprezo para com seu Filho casadouro, por mostrarem mais preocupação pessoal com seus interesses materialistas do que por dignificarem o Rei por se apresentarem na festa de casamento para seu Filho! Recorreram até mesmo ao flagrante assassinato dos “escravos” obedientes dele, dos pregadores cristãos das boas novas do reino messiânico de Deus. Só é preciso ler o livro dos Atos dos Apóstolos, capítulos três a nove, para ter um registro histórico de quão veraz foi neste respeito a ilustração profética de Jesus.
30, 31. (a) Quando terminou o segundo convite? (b) Na ilustração, o que fez o rei depois da rejeição de seu segundo convite?
30 Não foi de modo diferente, pois, que o segundo aviso dado aos convidados chegou ao fim, que tinha de chegar ao fim, segundo a profecia. Isto se deu no ano 36 E. C., três anos e meio depois do martírio de Jesus Cristo em Jerusalém. Como? A ilustração de Jesus mostrou como. Indicando a punição que havia de sobrevir à nação dos “convidados” por rejeitar em deslealdade o convite de seu Rei celestial, Jesus disse:
31 “O rei, porém, ficou furioso e enviou os seus exércitos, e destruiu aqueles assassinos e queimou a cidade deles. Depois disse aos seus escravos: ‘A festa de casamento, deveras, está pronta, mas os convidados não eram dignos. Ide, portanto, às estradas que saem da cidade e convidai a qualquer que achardes para a festa de casamento.’ Concordemente, esses escravos foram às estradas e ajuntaram a todos os que acharam, tanto iníquos como bons; e a sala para as cerimônias do casamento ficou cheia dos que se recostavam à mesa.” — Mat. 22:7-10.
32. Significa a ordem das palavras na ilustração de Jesus que o rei adiou ainda mais os arranjos da festa de casamento, até depois de ter destruído a cidade daqueles “convidados”?
32 Não devemos entender da ordem acima das palavras de Jesus, ao dar os pormenores da ilustração, que o rei, antes de prestar mais atenção à festa de casamento, ordenasse aos seus exércitos a entrar no serviço ativo e os enviasse contra a cidade em que moravam os “convidados” não apreciativos e ‘destruísse’ aqueles assassinos e queimasse a cidade deles’. Senão, significaria que o Rei celestial, Jeová Deus, enviou seus escravos para ajuntar pessoas indiscriminadamente à festa de casamento só em fins do ano 70 de nossa Era Comum, porque foi no verão daquele ano que Jerusalém foi arrasada pelos romanos, sob o General Tito, filho do Imperador Vespasiano. Aqueles “assassinos” foram então deveras mortos. Conforme relata Flávio Josefo, 1.100.000 judeus pereceram no sítio e na destruição de Jerusalém e 97.000 foram levados cativos, para serem vendidos como escravos. — Luc. 21:20-24; 19:41-44.
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O ajuntamento de substitutos para a festaA Sentinela — 1975 | 1.° de julho
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O ajuntamento de substitutos para a festa
1. (a) Como mostraram “os convidados” à festa de casamento que eles “não eram dignos”? (b) O que teria significado para eles abandonarem seus interesses materialistas, egoístas?
POR QUE ocorreram a matança dos “assassinos” anticristãos na destruição de sua cidade santa, Jerusalém, e a dissolução de sua nacionalidade judaica no ano 70 E. C.? Isto se deu porque, conforme disse o rei da ilustração de Jesus, os convidados à festa de casamento “não eram dignos”. (Mat. 22:8) Os judeus haviam provado isso por sua recusa insultante, desrespeitosa, desleal e amiúde violenta de aceitar o convite do Rei celestial, depois do segundo aviso da parte Dele. O que teria significado para eles deixarem de lado suas preocupações materialistas, egoístas, e irem à “festa de casamento” espiritual? Teria significado arrepender-se, não só de sua falta de não guardarem o pacto da Lei mosaica, mas também de sua rejeição violenta do Messias da parte de Deus, e depois serem batizados em água como discípulos de Jesus, qual seu Messias. Mas eles eram demasiadamente orgulhosos, autojustos, ocupados demais com seus próprios planos, e por isso se obstinavam contra satisfazer tais requisitos. Este era o caso da nação de Israel em geral.
2. (a) Por que não ficaram desocupados todos os lugares na festa de casamento, no fim do segundo aviso? (b) Quantos lugares pensava o Rei encher com os “dignos”?
2 Significava isso que todos os lugares na “festa de casamento” ficavam então desocupados? Não, não todos eles! O registro bíblico mostra que houve alguns dos judeus “convidados” que aceitaram o primeiro aviso e ainda mais judeus e conversos judaicos circuncisos, depois do segundo aviso iniciado no dia de Pentecostes do ano 33 E. C. Mas eram realmente poucos em comparação com os muitos lugares disponíveis na sala da festa de casamento. Quantos lugares pensava o Rei em fazer ocupar? Visto que os que dignamente ocupavam lugares de recosto à “mesa” representavam os que se tornam co-herdeiros do Filho do Rei no “reino dos céus”, o celestial Rei Jeová pensava em fazer ocupar 144.000 lugares, a fim de que “a sala para as cerimônias do casamento” ficasse cheia de “dignos”. Isto é provado por aquilo que Jesus Cristo nos mostra no último livro da Bíblia, Revelação. (Rev. 7:4-8; 14:1-3; 20:4-6) Este número significava muitos lugares na ceia do casamento.
3, 4. (a) Segundo a ilustração de Jesus, a quem se oferecera a oportunidade de encher exclusivamente os 144.000 lugares? (b) Eram numericamente capazes de encher tantos lugares?
3 Segundo a ilustração de Jesus, Jeová, o Rei, abriu a oportunidade para toda a nação de Israel, no pacto da Lei, prover suficientes dignos, a fim de ocupar todos aqueles 144.000 lugares. Eram a “descendência” natural, carnal, de Abraão, com quem Deus fez seu pacto para abençoar todas as famílias do solo por meio de tal “descendência”. (Gên. 12:3; 22:17, 18) O pacto da Lei, no qual Deus os havia introduzido mediante Moisés, habilitava-os a se tornarem o “reino de sacerdotes” que Deus tinha o propósito de estabelecer sob o Messias, o Mediador maior do que Moisés. Eram exclusivamente “os convidados” à festa de casamento espiritual.
4 Sua nação, como um todo, podia ter fornecido 144.000 judeus naturais para ocupar os muitos lugares disponíveis. A reserva judaica para prover os candidatos necessários era bastante grande, podendo-se, sem dúvida, recorrer a milhões. Ora, segundo Josefo, havia 1.197.000 judeus na celebração da Páscoa em Jerusalém, no ano 70 E. C. E nem todos os judeus espalhados na terra então habitada estavam ali na Páscoa.
5. (a) Aqueles da “descendência” natural, carnal, de Abraão, que aceitaram o convite, foram contados por Paulo como sendo o quê? (b) Não obstante, havia tantos lugares disponíveis quanto antes?
5 De modo que muitos, todos os 144.000, foram convidados dentre a “descendência” natural, carnal, de Abraão. Mas a contagem bíblica mostra que apenas poucos da descendência natural de Abraão aceitaram o convite incluído no pacto da Lei. Por volta do ano 56 E. C., o apóstolo Paulo, judeu cristianizado, calculou o número dos judeus escolhidos como sendo um mero “restante” da nação de Israel. (Rom. 9:27-29; 11:5) Não obstante, a presença deste “restante” judaico na sala para as cerimônias de casamento” deixou menos lugares disponíveis do que os muitos, os plenos 144.000, que estavam disponíveis quando começou o primeiro aviso em 29 E. C.
6. Na ilustração de Jesus, como foi que o rei não permitiu que seu propósito generoso fosse derrotado para a sua vergonha?
6 Segundo a ilustração de Jesus, o tempo se esgotava para o rei com respeito à festa de casamento então pronta. Visto que foi rejeitado por tantos dos convidados, o que faria o rei para encher a sala de banquete com convidados, em honra devida para com a ocasião? Um comparecimento fraco nesta sala seria uma vergonha para ele, uma derrota para seu propósito clemente. Mas o rei não seria derrotado. Se os convidados originais não o honrassem com a sua presença, então encheria seus lugares reservados com substitutos! Prontamente, antes da destruição da “cidade” daqueles “assassinos, o rei enviou seus escravos a lugares fora daquela cidade, fora daquela comunidade, “às estradas que saem da cidade”. Os “escravos” do rei trariam dali substitutos, sim, “qualquer” que achassem.
7. O que mostra se os escravos do rei ajuntaram os substitutos com a mesma espécie de convite como feito originalmente?
7 Os escravos podiam persuadir tais desconhecidos, mas não no seu endereço domiciliar, a ocupar lugares na festa de casamento. Isto foi chamado de convite, porque os então ajuntados não tomaram a iniciativa, nem “penetraram” nas festividades de casamento. Os então ajuntados como substitutos não foram convidados no sentido dos originais convidados. Na ilustração correspondente dada por Jesus, em Lucas 14:15-24, ao se fazer a terceira e última chamada de convidados, o dono da casa que deu a ‘lauta refeição noturna” disse ao seu escravo: “Vai [para fora da cidade] para as estradas e para os lugares cercados, e compele-os a vir para dentro, a fim de que a minha casa se encha. Pois, eu vos digo: Nenhum dos homens que foram convidados provará a minha refeição noturna.” — Luc. 14:23, 24.
8. Quem eram os então ajuntados, e quando e como começou este ajuntamento?
8 Esta obra de ajuntamento de bastantes convidados, procedentes das “estradas” fora da “cidade” dos convidados não começou em 70 E. C., mas no outono (setentrional) de 36 E.C., sete anos, ou uma “semana de anos”, depois do batismo e da unção de Jesus, o Filho do Rei celestial. (Dan. 9:24-27) O primeiro escravo a ser enviado foi o apóstolo Pedro, judeu cristianizado. Ele foi enviado a Cesaréia, capital provincial do governador romano Pôncio Pilatos, e ali ele pregou a gentios incircuncisos, a não-judeus. Deus derramou espírito santo sobre o atento centurião italiano, Cornélio, e seus amigos crentes, após o que o apóstolo Pedro os batizou. (Atos 10:1 a 11:18) A partir de então tem continuado este ajuntamento de não-judeus incircuncisos, até este século vinte. Todos estes são substitutos.
9. (a) A que comparou Paulo Abraão e sua descendência natural carnal? (b) Por que foram quebrados os “ramos” e como foram substituídos?
9 Segundo a ilustração dada pelo apóstolo Paulo em Romanos, capítulo onze, os judeus naturais, sob o pacto da Lei, eram iguais a ramos naturais numa oliveira. Esta árvore tem um número limitado de ramos. Eles eram os descendentes naturais do amigo de Deus, Abraão, e, como tais, eram os herdeiros naturais da promessa pactuada de Deus feita a Abraão. O patriarca Abraão era o tronco desta simbólica oliveira, com suas raízes firmemente arraigadas naquela promessa pactuada de Deus. Mas o que Deus queria era uma “descendência” espiritual de Abraão, um Israel espiritual. Portanto, quando os judeus naturais, convidados a se tornarem um “reino de sacerdotes”, recusaram satisfazer os requisitos para isso, foram quebrados da oliveira simbólica; não foram feitos herdeiros do “reino dos céus”. Precisavam ser substituídos, para que a oliveira simbólica estivesse cheia de ramos. Para lidar com esta emergência, Deus misericordiosamente enxertou no seu lugar os gentios crentes, quais ramos duma oliveira silvestre. Assim Deus obtém seu pleno Israel espiritual, a “descendência” espiritual de Abraão.
O HOMEM SEM A “ROUPA DE CASAMENTO”
10. Para o cumprimento de que particularidade da ilustração já deve estar perto o tempo, e por quê?
10 Ora, depois de todo o trabalho de ajuntamento durante os dezoito séculos anteriores, devia haver comparativamente poucos, ou muito menos substitutos necessários ao chegar este século vinte. Portanto, não seriam muitos os ajuntados. Agora, desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914 e o começo, naquela ocasião, do “tempo do fim”, deve estar chegando o tempo em que “a sala para as cerimônias do casamento”, do Rei celestial, deve estar cheia. Este ponto é atingido na ilustração de Jesus, e ele prossegue: “Quando o rei entrou para inspecionar os convidados [recostados], avistou ali um homem que não vestia a roupa de casamento. Disse-lhe, portanto: ‘Amigo, como entraste aqui sem roupa de casamento?’ Ele ficou sem fala.” — Mat. 22:11, 12.
11. Por que ficou sem fala o homem sem a roupa adequada, diante da pergunta do rei?
11 O rei havia providenciado roupa de casamento para cada convidado usar nas festividades do casamento, de modo que não havia desculpa para o homem estar sem tal roupa. Foi deixado corretamente sem fala, mudo. Na sua ilustração, Jesus não diz que o homem a vestiu para entrar e depois a tirou. Antes, o homem recusou a roupa quando lhe foi oferecida pelo ajudante do rei ou quando lhe mostrou o guarda-roupa do rei para os convidados. O rei não lhe perguntou: ‘Por que tiraste a roupa de casamento?’ mas: “Como entraste aqui sem roupa de casamento?” Ele se recusara a usá-la. Negara-se a usá-la à mesa do banquete. Não satisfez os requisitos para estar ali à mesa e não devia estar ali. A quem representa hoje em dia?
12. Em suma, a quem representa o homem sem a roupa adequada, e o que dizem comentadores bíblicos sobre o significado da roupa de casamento?
12 Representa os que professam ser cristãos piedosos, mas que não se revestiram do que é retratado pela “roupa de casamento”. Segundo os relatos, tal roupa provida gratuitamente pelo anfitrião eram compridas vestes brancas de linho, para que todos os convidados estivessem externamente vestidos iguais, quer alguém fosse originalmente convidado judeu, quer fosse um dos gentios trazidos. Por isso, muitos comentadores bíblicos citam Revelação 19:7, 8, onde se diz a respeito da esposa do Cordeiro: “Foi-lhe concedido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro, pois o linho fino representa os atos justos dos santos.” Por isso se afirma que a “roupa de casamento” representa a justiça imputada do cristão batizado, sua justificação.
13. Por que representa a “roupa de casamento” mais do que apenas a “justificação”?
13 No entanto, a roupa de casamento deve significar mais do que alguém ser declarado justo por Deus mediante a fé em Cristo qual sacrifício resgatador. (Rom. 5:1, 9) Tal justificação ou ser declarado justo agora não é um fim em si mesmo; não é agora algo isolado. Seu objetivo agora é que o justificado seja adotado por Deus, o Justificador, como seu filho espiritual e se torne membro da “descendência” espiritual de Abraão e assim membro do Israel espiritual. Como tal, este filho adotivo de Deus é aceito no novo pacto mediado pelo Filho de Deus, Jesus Cristo. (Gál. 4:4-7; Rom. 8:16, 17; Luc. 22:19, 20) Portanto, a “roupa de casamento” simboliza tudo isso para o convidado arrependido, batizado, na festa. De modo que é a identificação da pessoa como israelita espiritual, como um dos da “descendência” espiritual de Abraão.
14. Então, a quem representava o homem sem a roupa adequada?
14 Visto que o único que o rei descobriu não usava a roupa de casamento disponível, ele representa a classe que não exerceu fé, nem tomou a devida ação em harmonia com a fé para ser declarada justa por Deus e adotada como filho espiritual e incluída no novo pacto feito com o Israel espiritual por meio de Cristo. Não representa os cristãos que foram ungidos com o espírito de Deus e feitos co-herdeiros de Cristo, mas que se mostraram infiéis a Deus e perderam o reino celestial. Antes, representa cristãos de imitação, dos quais a cristandade se compõe hoje em dia e que afirmam e pretendem estar à “mesa” da festa de casamento. Deus, o Rei, nunca os reconheceu como estando ali com a devida identificação, e por isso não os ungiu com espírito santo quais herdeiros do Reino.
15, 16. (a) Terá de vir o tempo para o rei fazer o que com respeito à classe sem roupa adequada? (b) Quando viria o Rei para inspecionar os convidados?
15 Terá de vir o tempo em que Deus exporá o erro de sua afirmação e alegação de estar à “mesa” da festa de casamento, tal como faz a cristandade, e de ele executar nela o julgamento adverso diante de todos os espectadores. Deus, o Rei, fará isso quando ele, como Realizador da festa de casamento para seu Filho, ‘entrar para inspecionar os convidados’. Segundo a ilustração de Jesus, isto deve dar-se quando “a sala para as cerimônias de casamento” ficar “cheia”. (Mat. 22:10, 11) Ao se encher esta sala com bastantes convidados, cessará a obra de ajuntamento dos escravos do rei. Visto que o ajuntamento dos “escolhidos” é feito sob a orientação invisível dos anjos de Deus, o Rei celestial entrará e inspecionará quando a obra predita por Jesus for cumprida na terminação do sistema de coisas:
16 “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se baterão então em lamentação, e verão o Filho do homem vir nas nuvens do céu, com poder e grande glória. E enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e eles ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade dos céus até à outra extremidade deles.” — Mat. 24:30, 31.
17, 18. (a) A terminação da obra de ajuntamento seria o tempo para se decidir o que a respeito da classe sem roupa adequada? (b) Como mostra a ilustração de Jesus, o que se fará então com esta classe?
17 A terminação deste ajuntamento dos “escolhidos” ocorreria pouco antes de começar a “grande tribulação” que Jesus comparou com o dilúvio dos dias de Noé. (Mat. 24:21, 22, 37-41) Portanto, na ocasião da inspeção feita pelo Rei celestial, será a classe representada pelo homem sem roupa de casamento levada junto como parte dos “escolhidos”? Ou será esta classe abandonada para ter a sua parte com “todas as tribos da terra” que se baterão em lamento por causa da vindoura destruição? A classe que constitui a cristandade não tem desculpa a dar ao Rei por tentar estar na “festa de casamento” sem a veste simbólica. Esta classe não pode apresentar nenhum motivo para se lhe conceder usufruir as “cerimônias de casamento” e a “festa”. No tempo da inspeção final, esta classe fica “sem fala”. Como será esta classe tratada pelo Rei? A ilustração de Jesus mostra isso:
18 “O rei disse então aos seus servos: ‘Amarrai-lhe as mãos e os pés, e lançai-o na escuridão lá fora. Ali é onde haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.’” — Mat. 22:13.
19. Aonde será lançada esta classe e o que deixará de usufruir?
19 De modo que esta classe é amarrada, sem qualquer possibilidade de oferecer resistência. É lançada na “escuridão lá fora”, lá fora onde a escuridão não é mitigada por coisas tais como iluminação de rua. Ali, sem iluminação de qualquer espécie da parte de Deus, esta classe chorará e rangerá os dentes na “grande tribulação” em que serão destruídos a religiosa Babilônia, a Grande, e todo o resto deste sistema de coisas. (Rev. 17:14-18) Esta classe será cortada do “reino dos céus” e não terá parte na “refeição noturna do casamento do Cordeiro” nos céus acima. — Rev. 19:9.
MUITOS CONVIDADOS, POUCOS ESCOLHIDOS
20. Com que declaração completou Jesus a sua ilustração, e refere-se esta ao homem sem roupa adequada?
20 A fim de completar a ilustração e mostrar a finalidade dela, Jesus disse: “Porque há muitos convidados, mas poucos escolhidos.” — (Mat. 22:14) Jesus não disse estas palavras com referência ao homem expulso, que não tinha a exigida roupa de casamento.a Este homem não era a particularidade principal da ilustração. Este homem certamente não representava o que sobrou dos “muitos” convidados depois de os “poucos” escolhidos terem sido selecionados. De modo correspondente, os “convidados” que usavam roupa de casamento e que não foram lançados fora da “sala para as cerimônias do casamento” não representavam os “poucos” escolhidos dentre a nação judaica, depois de a grande maioria de todos os judeus “convidados” se terem escusado. Então, a quem se referiu Jesus com os “muitos” que haviam sido convidados, e a quem com os “poucos” escolhidos?
21. Então, quem são os poucos escolhidos, e completaram eles todos os “convidados” que se recostavam na “festa de casamento”?
21 Os “muitos” convidados eram os da nação judaica que estava no pacto da Lei, o qual oferecia aos judeus ajuda para se tornarem para Deus um “reino de sacerdotes”. Os “poucos” escolhidos como dignos do “reino dos céus” eram os do “restante” dos judeus naturais que agiram segundo o aviso da parte do Rei celestial. Tais judeus abandonaram as preocupações mundanas, foram à “sala para as cerimônias do casamento e aceitaram a “roupa de casamento” da parte do Rei, vestindo-a e então se recostando à “mesa”. Visto que, até o ano 36 E.C., apenas uns “poucos” (judeus) haviam agido segundo o aviso de Deus, o Rei, ele achou necessário enviar seus “escravos” para fora da “cidade” ou comunidade judaica, com ordens para trazer substitutos dentre os gentios incircuncisos. Disso resulta por fim uma sala cheia de convidados. De modo que os “poucos” que constituíam o restante judaico eram apenas uma parte dos “convidados” à festa.
22. (a) Como mostrou Deus, o Rei, sua escolha dos “convidados” vestidos adequadamente? (b) O que devia a ilustração de Jesus mostrar a respeito da realização duma festa de casamento por parte do Rei?
22 Portanto, todos os “convidados” trajados da roupa de casamento representam mais do que apenas o “restante” dos judeus que se tornaram israelitas espirituais. Os “convidados” incluem também todos os fiéis substitutos gentios. Deus indicou devidamente sua escolha de todos estes “convidados” vestidos por ungi-los com seu espírito santo por meio de seu Filho Jesus Cristo. A ilustração em parte alguma retrata, nem se destinava a retratar, que um número desconhecido de cristãos ungidos se tornaria infiel e se mostraria indigno do “reino dos céus”. A ilustração de Jesus destinava-se a mostrar que o Rei celestial seria bem sucedido em ter uma “festa de casamento” plenamente concorrida, apesar de dificuldades. Teria uma “festa de casamento” bem sucedida, em cumprimento de seu propósito clemente.
23. Fez o Rei Jeová que seus “escravos” trouxessem um excesso de “convidados” prospectivos, ou como foi que ele agiu?
23 O Rei Jeová sabia, o tempo todo, quantos lugares para recostar-se haveria à “mesa” de banquete. De modo que não faria seus “escravos” trazer um excesso de prospectivos “convidados”. Faria com que seus escravos trouxessem apenas tantos quantos fossem necessários para ocupar os lugares disponíveis. No seu tempo devido, fez com que seus “escravos” trouxessem um restante dos judeus originalmente convidados. Depois, convocou todos os substitutos necessários dentre todas as nações gentias, incircuncisas. Aos poucos, todos os lugares ficariam ‘cheios’.
24. (a) O que é que a ilustração de Jesus não mostra a respeito do homem lançado fora? (b) No cumprimento, por que não há necessidade de substituir os da classe sem roupa adequada?
24 Há uma coisa que a ilustração de Jesus não mostra. Qual é? Que depois de o homem sem a roupa de casamento ter sido lançado fora o rei enviasse um escravo para trazer um substituto para aquele homem. O rei certamente não enviaria um escravo dentro da noite, “na escuridão lá fora”, a fim de achar um substituto para o homem lançado fora. Quem estaria nas “estradas” lá fora da cidade àquela hora da noite? O rei aprovou os convidados ao casamento, (os que se recostavam), devidamente trajados, e a festa prosseguiu com todos estes e sem o homem sem a devida roupa, que foi lançado para fora. No cumprimento atual da parte final da ilustração de Jesus, não há necessidade de trazer um substituto para a cristandade e sua multidão religiosa. Estes apenas tentaram chegar à mesa de banquete sem preencher os requisitos divinos. Sua pretensão de estar lá não é bem sucedida.
25. (a) Portanto, quem faz o convite ou a chamada, e como? (b) Como se indica a escolha e o que se requer dos escolhidos?
25 Jeová, o Rei, faz a chamada ou o convite. Como no caso de Cornélio, primeiro converso gentio ao cristianismo, Deus lê primeiro o coração da pessoa a quem ele dá atenção. Daí, por causa da atitude promissora do coração, Deus envia a ajuda necessária ao receptivo. Este recebe assim a instrução bíblica a respeito da esperança do reino celestial. Por conseguinte, nem todas as centenas de milhões daqueles a quem se pregam “estas boas novas do reino” recebem assim o convite de Deus para estar presentes à “festa de casamento” espiritual. (Mat. 24:14; 28:19, 20) A maioria deles apenas recebe um “testemunho” a respeito do Reino. Os realmente “convidados”, que satisfazem os requisitos de Deus, são então “escolhidos” por sua unção deles com espírito santo, para serem co-herdeiros de Jesus Cristo. (2 Cor. 1:21; 1 João 2:20, 27) Depois de terem sido escolhidos assim, precisam ser fiéis até o fim. — Rev. 17:14; 2:10.
26. O que usufruem agora os “convidados” escolhidos ainda na terra, e o que usufruirão os fiéis após a “grande tribulação”?
26 Atualmente, o mundo inteiro da humanidade está em dificuldades, neste “tempo do fim” do sistema de coisas. Mas os fiéis “convidados” escolhidos, na brilhantemente iluminada “sala para as cerimônias do casamento”, têm as alegrias e as bênçãos da aprovação do Rei. Depois de se terem apegado à sua integridade cristã durante toda a vindoura “grande tribulação”, que acabará com o sistema mundano de coisas, serão admitidos à “refeição noturna do casamento do Cordeiro” nos céus acima. (Rev. 19:7, 9) Visto que constituirão a “noiva” de Cristo, sem dúvida é por isso que não se menciona a noiva do filho do rei, nem é ela incluída na ilustração de Jesus.b Todos os 144.000 membros escolhidos e fiéis da congregação-noiva usufruirão ali a refeição junto com seu Noivo.
FIGURATIVAS DAMAS DE HONRA
27. Com que se associa agora na terra o restante da congregação-noiva e como honram esses o Rei e seu Filho Noivo?
27 Uma festa de casamento sugere damas de honra. Pois bem, o Salmo 45:13-15 indica profeticamente que haveria alguns assim em tal comitiva. Hoje, quando a congregação-noiva de Cristo está prestes a estar completa, eles se associam com o “restante” desta congregação. Naturalmente, estas figurativas damas de honra não esperam ir para o céu com o “restante”, mas honram o Rei celestial e seu Filho Noivo, e mostram o devido respeito para com o restante da congregação-noiva. Revelação 7:9-17 retrata a existência duma inúmera “grande multidão” de tais companheiros.
28. A quem ajudam agora os desta “grande multidão” e qual será a sua recompensa por meio do Pai Eterno?
28 Estes regozijam-se com o cumprimento desta bela fase do propósito de Deus e prestam ajuda amorosa ao restante da classe da Noiva. Juntam-se reverentemente à adoração e ao serviço do Rei celestial no seu templo palacial, espiritual. Receberão Dele benefícios eternos de vida mediante Seu Filho Noivo, como sendo Pai Eterno deles. (Isa. 9:6, 7) Terão bênçãos infindáveis numa terra paradísica, sob o reino do Filho casado de Deus.
[Nota(s) de rodapé]
a “Esta observação no 14.º versículo é a inferência de toda a parábola e não da parte a respeito do homem sem roupa de casamento.” — Página 104 de Barnes’ Notes on the New Testament, impresso em 1963. A Bíblia de Jerusalém (1966, em inglês) diz numa nota ao pé da página sobre Mateus 22:14: “Esta sentença parece referir-se mais à primeira parte da parábola do que à segunda. Não é uma questão a respeito dos efeitos como um todo, mas a respeito dos judeus, os primeiros a serem convidados. A parábola . . . nem afirma, nem nega que alguns (‘poucos’) do povo judaico aceitaram o convite e são ‘escolhidos’.”
b Compare isso com a parábola das dez virgens (Mat. 25:1-12), neste mesmo sentido.
[Foto na página 409]
Na parábola de Jesus, o rei mandou que seus servos lançassem fora o homem que se negou a usar roupa de casamento. Este homem representava os cristãos de imitação, de que se compõe a cristandade.
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Aprenda a confiar em JeováA Sentinela — 1975 | 1.° de julho
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Aprenda a confiar em Jeová
EM NOSSA geração, exerce-se tremenda pressão sobre todos. As pessoas são confrontadas com problemas em todos os lados. É como um ar pesado avançando de todos os lados. Certamente, exige coragem continuar.
A única maneira em que alguém pode enfrentar com bom êxito as pressões do mundo é por confiar em Jeová, o Criador. Por este motivo, as testemunhas de Jeová esforçam-se a ajudar as pessoas a compreender que as soluções do homem falharão, que só Deus pode trazer e trará ajuda à humanidade.
A Palavra de Deus diz: “Não confieis nos nobres, nem no filho do homem terreno, a quem não pertence a salvação. Feliz aquele . . . cuja esperança é em Jeová, seu Deus, Aquele que fez o céu e a terra, . . . Aquele que mantém a veracidade por tempo indefinido.” — Sal. 146:3, 5, 6.
OS CRISTÃOS PODEM APRENDER
Mas até mesmo os verdadeiros cristãos, cuja esperança e confiança são no Reinado de Deus para esta terra, têm muito a aprender a respeito de confiar em Jeová. É relativamente fácil olhar para este sistema decadente de coisas e dizer que a única esperança é o governo de Deus para a terra. No entanto, há perguntas que cada um pode fazer a si mesmo: ‘Levo realmente uma vida de confiança em Jeová?’ Não confio apenas no que Deus fará no futuro, mas também na sua orientação de dia em dia?’
Por exemplo, você talvez seja uma pessoa jovem e vigorosa. Ou talvez tenha um lar confortável e segurança financeira. Isto é bom. Mas, precisa fazer decisões quanto ao serviço secular, obter as coisas de que precisa ou que deseja, ou fazer aquilo de que goste. Procedendo assim, deposita confiança no seu próprio vigor ou nos seus próprios bens? O escritor bíblico Tiago adverte contra a confiança errada, dizendo:
“Vinde agora, vós os que dizeis: ‘Hoje ou amanhã viajaremos para esta cidade e passaremos ali um ano, e negociaremos e teremos lucros’, ao passo que nem sabeis qual será a vossa vida amanhã. Porque sois uma bruma que aparece por um pouco de tempo e depois desaparece. Devíeis dizer: ‘Se Jeová quiser, havemos de viver e também de fazer isso ou aquilo.’” — Tia. 4:13-15.
Portanto, ao tomar qualquer decisão, procura primeiro a orientação de Deus sobre o assunto? Como afetará o serviço que presta a Ele, aos seus irmãos e a outros? Simplificará a sua vida, reduzindo
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