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Como encara sua igreja os abortos?A Sentinela — 1974 | 15 de janeiro
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pela mulher e pelo seu médico’.”
O Supremo Tribunal, justificando a sua decisão revolucionária, observou que os ainda não nascidos não são “reconhecidos na lei como pessoas no pleno sentido”. De modo que o Tribunal permite a terminação da vida da criança por nascer até a vigésima oitava semana de gravidez.
Entretanto, muitos abortos são realizados antes, usualmente antes da décima terceira semana de gravidez. E assim, o Supremo Tribunal revogou todas as leis estaduais que proíbem ou restringem os abortos durante este período de treze semanas. O Tribunal afirma que tais abortos são relativamente seguros para a mulher.
Mas, naturalmente, destrói-se a criança em desenvolvimento dentro da mãe. De que consiste realmente a criança por nascer? É simplesmente uma massa indistinguível de tecidos?
Comentando isso, o Dr. Denis Cavanaugh observou em Ob. Gyn. [Obstetrical Gynecological] News:
“No fim da segunda semana [da gravidez] começa a diferenciação dos sistemas cardiovascular e nervoso. No fim de 6 semanas [tempo em que a mulher costuma ter a certeza de que está grávida] estão presentes todos os órgãos internos do ser humano completo . . .
“No fim da oitava semana, já começou a formar-se o esqueleto e evidenciam-se os olhos, os dedos das mãos e dos pés, de modo que o embrião é agora chamado feto. . . . Depois da oitava semana, não se acrescentará nenhuma nova estrutura maior, e o crescimento adicional consistirá no amadurecimento e no desenvolvimento das estruturas existentes, em vez de na criação de algo novo.”
Neste respeito, o Dr. P. G. Coffey escreveu no jornal Daily Star de Toronto:
“Não há nenhuma diferença biológica essencial entre uma criança por nascer e aquela que já nasceu, ou caso queira um exemplo específico, entre um feto de dois a três meses de idade e um bebê recém-nascido, exceto que este é mais maduro do que aquele.”
Torna-se claro que a criança em desenvolvimento, que é destruída, não é apenas uma massa indistinguível de tecidos! Algumas das crianças abortadas dentro do período de tempo permitido por lei se movem e respiram; algumas até mesmo sobrevivem ao processo do aborto. O Times de Nova Iorque, de 1.º de fevereiro de 1972, observou:
“As enfermeiras em salas de parto haviam ficado acostumadas a fazer todo esforço concebível para salvar os bebês, mesmo os de uma a três libras, e elas verificaram que às vezes estavam ‘salgando’ [abortando] bebês maiores do que aqueles que fizeram empenho para salvar. . . . Recentemente, emergiu um bebê ainda vivo do processo de salga.”
Então, não é compreensível que o Dr. George C. Manning escreva que o aborto é “tão certamente um assassinato como é um assassinato quando se desliga deliberadamente o calor no incubador dum bebê prematuro de 11/2 libras”? Alguns se preocupam com qual será o próximo passo possível. Conforme perguntou Sir John Peel, presidente do Colégio Real de Obstetras e Ginecólogos:
“Se a sociedade sancionar a destruição da vida numa série de circunstâncias, em prol do que afirma ser para o bem da sociedade, por que não deve sancionar o infanticídio do neonato [recém-nascido] anormal, do mentalmente defeituoso, do delinqüente, do incurável, do senil?”
Poderia você, leitor, aprovar a matança dum recém-nascido indefeso? Mas, não é igualmente errado matar um bebê antes de nascer? Segundo a lei de Deus, dada por intermédio de Moisés, o embrião ou feto humano era considerado uma vida, e a lei de Deus protegia esta vida. (Êxo. 21:22, 23) Não devíamos ter respeito similar para com a criança por nascer? Contudo, muitíssimas religiões adotam uma atitude contrária ao que a Palavra de Deus diz. Qual é a atitude de sua igreja?
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Importa quem são seus amigos?A Sentinela — 1974 | 15 de janeiro
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Importa quem são seus amigos?
Fatos úteis que os jovens desejam saber.
TER amigos é uma das coisas que contribuem mais para o gozo da vida. Os que se isolam e evitam os outros nunca são realmente felizes. O que há, no companheirismo, que aumenta tanto a nossa felicidade?
Fazer algo com um amigo parece aumentar nosso usufruto das coisas e consecuções agradáveis da vida. Deve lembrar-se de que, nas parábolas de Jesus, o pastor que encontrou a sua ovelha perdida e a mulher que achou sua moeda perdida chamaram, cada um, seus amigos, dizendo: “Alegrai-vos comigo.” (Luc. 15:6, 9) Sim, normalmente queremos compartilhar as coisas boas com companheiros, e nosso prazer parece multiplicar-se em resultado disso.
Por outro lado, quando as coisas não vão muito bem para nós e nos sentimos deprimidos, um bom amigo pode fazer muito para reduzir nossa tristeza. Os amigos podem amiúde ser de enorme ajuda quando há ameaça de dificuldades, advertindo-nos do perigo ou ajudando-nos a fugir dele, dando-nos força extra nos momentos críticos. Conforme diz Provérbios 17:17: “O verdadeiro companheiro está amando todo o tempo e é um irmão nascido para quando há aflição.”
Este texto salienta uma qualidade notável que distingue os verdadeiros amigos: a lealdade. Ser amigo realmente significa mais do que apenas ‘ser amistoso’. O amigo genuíno é leal a você e aos seus melhores interesses. São os seus amigos assim?
Atualmente, as pessoas, em geral, parecem mais interessadas em superar seu próximo do que em ajudá-lo. Isto se dá tanto entre os jovens como entre os mais idosos. Até mesmo entre os chamados ‘amigos’ há amiúde um espírito de competição, não de lealdade. Muitas amizades duram apenas enquanto não se exige de nenhum dos dois fazer alguma mudança ou sacrificar algum interesse egoísta.
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