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Estados Unidos da América (Parte Dois)Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976
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quando veio, preparou as testemunhas de Jeová de antemão para os tempos difíceis a frente.
AMEAÇA DE INCÊNDIO PREMEDITADO NA FAZENDA DO REINO
A Fazenda do Reino, perto de South Lansing, Nova Iorque, serviu bem para fornecer aos membros da equipe da sede da Sociedade as frutas, os legumes, a carne, o leite e o queijo necessários. David Abbuhl trabalhava na Fazenda do Reino quando sua paz e serenidade foram perturbadas lá em 1940. “Na véspera do Dia da Bandeira, 14 de junho de 1940”, afirma o irmão Abbuhl, “fomos alertados por um velho que diariamente passava por ali, quando ia comprar uísque na taverna em South Lansing, a respeito de um plano do povo da cidade e os da Legião Americana, de incendiar nossos prédios e destroçar nossa maquinaria.” O xerife foi avisado.
Por fim, o inimigo surgiu em cena. John Bogard, que era então o servo da fazenda, certa vez forneceu este relato vívido das dificuldades: “Por volta das seis da tarde, os bandos começaram a se reunir, um carro após outro, até que havia trinta ou quarenta carros lotados. O Xerife e seus homens chegaram e começaram a parar os motoristas e a examinar suas carteiras, avisando-os a não tomar nenhuma ação contra a Fazenda do Reino. Eles continuaram rodando para lá e para cá pela estrada em frente à nossa propriedade até tarde da noite, mas a presença da polícia os manteve na estrada e frustrou seu plano de destruir a fazenda. Foi uma noite excitante para todos nós ali na fazenda, mas lembramo-nos vividamente da garantia de Jesus a seus seguidores: “Sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome. Contudo nenhum cabelo da vossa cabeça perecerá de modo algum. — Luc. 21:17, 18.”
Assim aconteceu que foram evitados a tentativa de ataque e o incêndio premeditado. Calculadamente 1.000 carros, levando possivelmente 4.000 homens, tinham vindo de todos os setores da parte oeste do estado de Nova Iorque para destruir a propriedade da Fazenda do Reino, da Sociedade — mas, isso de nada adiantou. Afirma Kathryn Bogard: “Seu propósito falhou, e algumas das mesmas pessoas que constituíam a turba são agora Testemunhas, sim, estando até mesmo no ministério de tempo integral!”
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Estados Unidos da América (Parte Três)Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976
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Estados Unidos da América (Parte Três)
IRROMPE A VIOLÊNCIA EM LITCHFIELD
Por volta do mesmo tempo que a Fazenda do Reino era objeto de uma tentativa de ataque e incêndio premeditado, surgiram dificuldades contra as testemunhas de Jeová em Litchfield, Ilinóis. “De alguma forma, os arruaceiros em Litchfield foram informados de nossos planos, de modo que, quando fomos trabalhar naquela cidade, estavam preparados para nos receber”, lembra Clarence S. Huzzey. “O sacerdote local tocou os sinos da igreja como sinal e eles começaram a prender os irmãos — levando-os para a cadeia local. Alguns dos irmãos foram terrivelmente espancados e a turba até ameaçou incendiar a cadeia. Alguns dos arruaceiros localizaram os carros dos irmãos e começaram a demoli-los — reduzindo-os a destroços.”
Walter R. Wissman diz: “Depois de serem espancados pela turba, os irmãos foram levados à cadeia local pela patrulha rodoviária estadual, para sua própria proteção. Certo irmão, Charles Cervenka, foi derrubado no chão por um soco, quando se recusou a saudar a bandeira, a bandeira sendo empurrada sobre seu rosto, e foi gravemente chutado e espancado na cabeça e no corpo. Foi o mais gravemente ferido dentre os irmãos e jamais se recuperou por completo do espancamento. Morreu alguns anos depois. Afirmou, mais tarde, que, ao ser espancado, dizia a si mesmo que estava tão contente de que isto aconteceu com ele e não com algum dos irmãos mais novos, porque sabia que podia agüentar isso, ao passo que talvez um novato enfraquecesse e transigisse.”
“A cidade de Litchfield estava mui orgulhosa desta realização”, lembra-se o irmão Wissman. “Com efeito, vários anos mais tarde, já bem adiantado na década de 1950, Litchfield celebrou seu centenário com carros alegóricos que representavam os eventos destacados nos cem anos de história da cidade. Um desses carros comemorava o ataque da turba contra as testemunhas de Jeová em 1940. As autoridades municipais consideravam que este era um evento memorável de sua história. Que Jeová os recompense!”
APELOS DESATENDIDOS
Tão graves e numerosos eram os ataques violentos contra as testemunhas de Jeová que o Procurador-Geral dos Estados Unidos, General Francis Biddle e a Sra. Eleanor Roosevelt (esposa do Presidente Franklin D. Roosevelt) fizeram apelos públicos para a cessação de tais ações. Com efeito, em 16 de junho de 1940, no próprio dia do incidente de Litchfield, durante uma transmissão radiofônica de costa a costa pela cadeia da “National Broadcasting Company”, Biddle declarou:
“As testemunhas de Jeová têm sido repetidas veres atacadas e espancadas. Não cometeram crime algum; mas a turba julgava que cometeram, e lhes deu o castigo da turba. O Procurador Geral ordenou imediata investigação destes ultrajes.
“O povo deve ficar alerta e vigilante, e, acima de tudo, frio e são. Visto que a violência da turba tornará a tarefa do governo infinitamente mais difícil, não será tolerada. Não derrotaremos o mal nazista por imitar seus métodos.”
Mas, tais apelos não frearam a onda de hostilidade contra as testemunhas de Jeová.
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