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Seja fielA Sentinela — 1979 | 15 de junho
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Seja fiel
“O que se procura nos mordomos é que o homem seja achado fiel.” — 1 Cor. 4:2.
1. Por que devem os servos de Deus fazer empenho de ajudar seu próximo?
TODOS os que servem a Jeová Deus como discípulos leais de Jesus Cristo possuem um tesouro precioso. (Veja 2 Coríntios 4:1-7.) Eles possuem conhecimento vital que pode significar vida para os que começam a atuar em harmonia com ele. (João 17:3) Logicamente, pois, deviam fazer empenho para ajudar espiritualmente seu próximo. Também, deviam estar dispostos a dar ajuda material aos necessitados. Tais dádivas materiais vão de mãos dadas com as dádivas espirituais. O motivo disso é que o alimento, a roupa e o abrigo são essenciais à vida, e, sem vida, não se pode louvar a Jeová Deus. — Sal. 30:9; 88:10-12.
2. Em vista da admoestação de Jesus, em Lucas 12:33, 34, o que devem estar dispostos a fazer os discípulos dele?
2 Jesus Cristo exortou seus discípulos: “Vendei as coisas que vos pertencem e fazei dádivas de misericórdia. Fazei para vós mesmos bolsas que não se gastem, um tesouro que nunca falhe, nos céus, onde o ladrão não chega perto nem a traça consome. Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” (Luc. 12:33, 34) De modo que deve existir a disposição de usar o tempo e os recursos de que se dispõe para o proveito de outros. É evidente que Jesus não queria dizer que seus discípulos se despojassem até a pobreza e depois dependessem da caridade dos outros. Mas estes discípulos deviam estar dispostos a se desfazer de bens para ajudar os que sofressem verdadeira necessidade física ou espiritual.
3, 4. (a) Que admoestação devia Timóteo dar aos cristãos abastados? (b) Em harmonia com esta admoestação, que atitude deviam evitar?
3 O espírito do conselho de Jesus é bem ilustrado pelo que o apóstolo Paulo mandou Timóteo dizer aos cristãos abastados. Lemos: “Dá ordens aos que são ricos no atual sistema de coisas, que não sejam soberbos e que não baseiem a sua esperança nas riquezas incertas, mas em Deus, que nos fornece ricamente todas as coisas para o nosso usufruto; para praticarem o bem, para serem ricos em obras excelentes, para serem liberais, prontos para partilhar, entesourando para si seguramente um alicerce excelente para o futuro, a fim de que se apeguem firmemente à verdadeira vida.” (1 Tim. 6:17-19) O que significa esta admoestação?
4 Os cristãos ricos não deviam considerar-se superiores por causa de sua abastança. Nem deviam confiar nas riquezas. Visto que os bens podem ser roubados, perdidos ou destruídos, são um alicerce bem fraco para se edificar sobre ele a esperança. Mas o Deus eterno, Jeová, merece nossa absoluta confiança. Se não houvesse as generosas provisões feitas por Ele para sustentar a vida na terra, ninguém poderia manter-se vivo. (Atos 14:16, 17; 17:25) Quão tolo seria, então, não fazer caso do Criador e fazer a vida girar em torno de coisas materiais!
5. Como devemos usar nossos recursos, e por quê? (Luc. 16:1-3)
5 Visto que Jeová é o Criador, ele é o Dono de tudo. Portanto, é somente correto que o adoremos e que usemos os recursos que possuímos dum modo que agrade a ele. (Sal. 95:3-6) Isto significa usarmos estes recursos para ajudar outros em sentido espiritual e material. No caso dos cristãos abastados, foram exortados a fazerem suas obras excelentes, de que há registro, tão abundantes como seus bens. Por usarem suas posses para aliviar a aflição de outros, estão armazenando tesouros no céu. De fato, todos os cristãos devotos, por se manterem ativos em ajudar as pessoas que sofrem necessidades espirituais e físicas, armazenam tesouros no céu, que produzirão ricos dividendos na forma de recompensas da parte de Jeová Deus.
6. Por que devemos ter cuidado em não deixar nada interferir com armazenarmos um tesouro no céu?
6 Dessemelhantes dos bens materiais, que podem ser roubados, ou da vestimenta que as traças podem consumir, as boas obras registradas perante Deus são indestrutíveis. Portanto, enquanto ainda estamos vivos, certamente devemos querer fazer o máximo para não permitir que os bens materiais, as preocupações ou os prazeres cotidianos interfiram em estabelecermos uma boa reputação perante Jeová Deus. Especialmente, visto que a vida é de duração incerta, é urgente que não nos deixemos desviar de nosso objetivo principal de continuarmos como servos aprovados de Jeová Deus e discípulos leais de nosso Amo, Jesus Cristo. Quão lamentável é quando alguém é surpreendido pela morte sem ter aproveitado bem suas oportunidades de armazenar um tesouro no céu!
7. O que nos poderá ajudar a nos concentrarmos em armazenar um tesouro no céu?
7 Por isso, é muito importante que fixemos nosso coração em fazer empenho para aumentar nosso tesouro no céu. Uma coisa que nos ajudará nisso é tomarmos tempo para refletir com apreço no que Jeová Deus e Jesus Cristo fizeram por nós. Devemos a Jeová Deus a nossa própria vida. (Rev. 4:11) Apesar da atitude ingrata de tantos da humanidade, o Altíssimo tem continuado a permitir que todos tirem proveito de suas generosas provisões para sustentar a vida. (Mat. 5:45) Daí, numa expressão de seu superlativo amor, Jeová Deus nem mesmo poupou seu Filho mais querido, Jesus Cristo, a ter uma morte vergonhosa numa estaca. Isto tornou possível que fôssemos libertos do pecado e da morte, para nos tornarmos, por fim, por toda a eternidade, filhos perfeitos de Deus. (Rom. 5:8; 8:32) E Jesus Cristo demonstrou seu grande amor por entregar voluntariamente sua vida a nosso favor. (1 João 2:2) Não devia o amor que se demonstrou para conosco induzir-nos a aproveitar toda oportunidade para nos mostrarmos gratos por ajudar os outros de modo espiritual e material?
USE BEM O TEMPO
8. Como se poderá indicar que alguém está gastando tempo demais na busca de prazeres?
8 Deveras, nosso amor a Jeová e a Jesus Cristo deve induzir-nos a fazer bom uso de nosso tempo. Faríamos isso se os prazeres se tornassem tão importantes, a ponto de dar a idéia de que não poderíamos viver sem eles? Obviamente que não! Nunca devemos perder de vista o fato de que, por muitos séculos, muitos milhões de pessoas viveram sem rádio, televisão, cinema, automóveis, atividades esportivas, extensas viagens de prazer e coisas assim. Assim, não é razoável e sábio que deixemos tais coisas ocupar um lugar secundário na nossa vida? Portanto, quando alguém passa a ver que gasta mais tempo na busca de prazeres do que em assuntos diretamente relacionados com a verdadeira adoração, não é o caso de ele ter passado a se tornar ‘amante dos prazeres’? (2 Tim. 3:4) E não fica ele em perigo de se tornar totalmente infrutífero quanto a dar louvor ao nome de Deus? — Luc. 8:14.
9, 10. (a) Baseado no exemplo de Jesus Cristo, qual é o conceito equilibrado sobre o lazer sadio? (b) O que queria dizer Jesus quando falou: “Meu alimento é eu fazer a vontade daquele que me enviou e terminar a sua obra”?
9 Naturalmente, os servos devotos de Jeová Deus podem de direito usufruir diversas formas de lazer e recreação sadios. Até mesmo Jesus Cristo aceitava convites para refeições e banquetes, e contribuiu para a alegria duma festa de casamento por milagrosamente transformar água em vinho excelente. (Luc. 5:29; 7:36; 14:1; 19:5, 6; João 2:1-11) Mas, Jesus não tornou o prazer, inclusive o comer e o beber, a coisa primária na sua vida. Certa vez, ele disse aos seus discípulos: “Meu alimento é eu fazer a vontade daquele que me enviou e terminar a sua obra.” (João 4:34) Será que nós também temos o maior prazer em fazer a vontade de Deus?
10 Quando Jesus disse estas palavras aqui mencionadas, estava cansado e faminto. Todavia, já que se apresentou uma oportunidade para dar testemunho, ficou tão absorto nele, que seu desconforto pessoal ficou em segundo plano. A alegria e a satisfação resultantes de ele fazer a vontade de Deus eram como alimento para Jesus Cristo. Certamente, queremos que seja assim no nosso caso. Devemos assim manter os prazeres sob controle, para que não interfiram em termos a felicidade muito maior que provém de ajudarmos nosso próximo de modo espiritual e material.
11. Têm os cristãos o direito de usar o tempo simplesmente para o seu próprio prazer, e que princípio podemos derivar sobre isso de Isaías 58:13, 14?
11 A fim de evitarmos ficar egoístas no uso de nosso tempo, precisamos sempre ter em mente que o próprio tempo é uma dádiva de Jeová, a ser usado em harmonia com a sua vontade. Não temos o direito de usar nosso tempo simplesmente para nosso próprio prazer. Isto foi bem ilustrado no que Jeová Deus esperava dos israelitas durante o dia de sábado. Declarou por meio de seu profeta Isaías: “Se em vista do sábado fizeres teu pé retornar de fazer os teus próprios agrados no meu dia santo e realmente chamares o sábado de deleite, dia santo de Jeová, um que se glorifica, e tu realmente o glorificares em vez de seguires os teus próprios caminhos, em vez de achares o que te agrada e falares uma palavra, neste caso te deleitarás em Jeová.” (Isa 58:13, 14) Os israelitas, portanto, além de se refrearem do trabalho, deviam encarar o sábado como dia especialmente devotado a Jeová. Não era um dia para simplesmente buscarem seus próprios prazeres, mas era tempo para se deleitarem em fazer a vontade de Deus, mantendo os assuntos espirituais em primeiro lugar. Em harmonia com o espírito da lei sabática, os verdadeiros cristãos devem preocupar-se com usar cada dia dum modo que resulte em louvor para Jeová Deus.
ESTEJA PREPARADO PARA O RETORNO DO AMO
12. (a) Conforme se mostra em Lucas 12:35-40, que outro motivo importante temos para estar atarefados com a obra de Jeová? (b) Devemos esforçar-nos a estar cada dia em que situação, e por quê?
12 Há mais outro motivo para os servos devotados do Amo Jesus Cristo não tardarem em fazer a obra de Jeová. Este é salientado na seguinte ilustração apresentada pelo Filho de Deus: “Os vossos lombos estejam cingidos e as vossas lâmpadas acesas; e vós mesmos sede como homens que esperam pelo seu amo, ao voltar ele do casamento, para que, ao chegar e bater, possam imediatamente abrir-lhe. Felizes são aqueles escravos, cujo amo, ao chegar, os achar vigiando! Deveras, eu vos digo: Ele se cingirá e os fará recostar-se à mesa, e chegando-se, ministrar-lhes-á. E, se chegar na segunda vigília, ou mesmo na terceira, e os achar assim, felizes são! Mas, sabei isto, que, se o dono de casa tivesse sabido em que hora viria o ladrão, teria ficado vigiando e não teria deixado que se arrombasse a sua casa. Vós também, mantende-vos prontos, porque o Filho do homem vem numa hora que não achais provável.” (Luc. 12:35-40) Assim como não sabemos quando nossa vida pode terminar, não sabemos com exatidão o tempo em que Jesus Cristo chegará para a execução do julgamento, embora saibamos que este evento se aproxima cada vez mais. Isto significa que cada dia deve encontrar-nos num estado de prontidão, aguardando o retorno do Amo.
13. (a) Na ilustração de Jesus, o que fazem os escravos durante a ausência de seu amo? (b) Como recompensa o amo os escravos que o esperavam?
13 Na ilustração, os escravos fazem exatamente isso. Suas vestes compridas não pendem soltas, mas são puxadas por entre as pernas e seguradas por baixo da cinta. Assim cingidos, continuam a cumprir com seus deveres, ao passo que suas lâmpadas fornecem a necessária iluminação. Embora o tempo de espera se estenda até a segunda vigília (de aproximadamente 21 horas até a meia-noite) ou até mesmo até a terceira vigília (da meia-noite até por volta das 3 horas da madrugada), os escravos fiéis permanecem ativos e atentos. Por fim, ao chegar e ver a devoção de seus servos, o amo os recompensa da maneira mais incomum. Faz com que se recostem à mesa e começa a servi-los. Não os trata como escravos, mas como amigos leais. Que bela recompensa por terem continuado a trabalhar para seu amo durante a noite, enquanto esperavam seu retorno!
14. Em vista dos muitos anos que se passaram desde que Jesus proferiu as palavras registradas em Lucas 12:35-40, que perguntas poderiam ser feitas?
14 Passaram-se mais de 1.900 anos desde que Jesus Cristo apresentou esta ilustração. De modo que seus seguidores deveras ficaram esperando por um longo tempo pela sua volta, para executar o julgamento no mundo ímpio. Para muitos, pode parecer como se a segunda vigília já tenha passado e que já estejamos bem avançados na terceira vigília. Mas, será que alguns de nós estão ficando cansados? Ou ainda estamos firmemente cingidos para atividade? Deixamos nossa luz brilhar por intermédio de conduta excelente e do testemunho zeloso, ao passo que nos mantemos abastecidos por aceitarmos a operação do espírito de Deus? — Mat. 5:14-16; veja Zacarias 4:2-6.
15. Ao retornar para executar o Julgamento, o que procurara Jesus Cristo entre os que professam ser seus discípulos ?
15 O que procurará nosso Amo ao retornar para executar o julgamento? Ele observará se os que professam ser seus servos os são realmente. Foram fiéis em obedecer à ordem de ‘fazer discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que lhes ordenou’? (Mat. 28:19, 20) Têm eles uma boa folha de serviços prestados em se preocuparem com os ‘mínimos’ dos irmãos de Cristo? Ao verem estes irmãos de Cristo passar necessidades, alimentaram os famintos, deram de beber aos sedentos, ofereceram hospitalidade aos estranhos, vestiram os pobremente trajados, deram ajuda e consolo aos doentes, e visitaram os encarcerados injustamente? (Mat. 25:35-40) Permaneceram espiritualmente acordados, não maculados pelas obras degradantes da carne? — Mat. 7:21-23; Luc. 21:34-36; 2 Ped. 3:14.
16. Por que devemos pensar seriamente no que estamos fazendo para desenvolver uma boa folha de serviço perante Deus?
16 Todos nós devemos pensar seriamente na nossa situação atual perante Deus e Cristo. Não temos um tempo infindável à disposição, para desenvolver uma boa folha de serviço. Não importa qual seja a nossa idade atual, seremos alcançados quer pela morte, quer pela volta de nosso Amo. Se formos negligentes em nossas responsabilidades cristãs, então, qualquer destes eventos poderá apanhar-nos como ladrão, num estado despreparado. Portanto, façamos cada dia o máximo para viver como se fosse nosso último, não permitindo que desejos ou prazeres pessoais interfiram no nosso serviço fiel a Jeová Deus e ao nosso Amo, Jesus Cristo. Neste caso, nunca lamentaremos a maneira em que usamos nosso tempo, nossa energia e nossos recursos materiais. Não teremos nada a temer, quando comparecermos perante a cadeira de juiz de Cristo, quando ele proferir as sentenças em nome de seu Pai. (2 Cor. 5:10) Sejamos achados, então, como aqueles que têm um abundante tesouro no céu.
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O bom êxito depende da fidelidade a DeusA Sentinela — 1979 | 15 de junho
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O bom êxito depende da fidelidade a Deus
O LIVRO Segundo das Crônicas principia com o reinado de Salomão, depois passa pelos reinados dos reis de Judá, fazendo referências apenas incidentais ao reino das 10 tribos de Israel, e conclui com a destruição de Jerusalém e sua desolação, até a emissão do decreto do Rei Ciro, autorizando a reconstrução do templo de Jeová ali. A narrativa esclarece repetidas vezes que, quando os governantes e o povo depositavam sua confiança em Jeová Deus, seus empreendimentos eram coroados de bom êxito. Mas a sua infidelidade levou à perda da bênção e da proteção divina.
Salomão, depois de se estabelecer firmemente no reinado, junto com os comandantes, os maiorais, os juízes e os patriarcas da nação, foi ao tabernáculo, em Gibeão, para oferecer sacrifícios. O jovem rei rogou assim a bênção de Jeová sobre o seu governo. Durante a noite, o Altíssimo revelou-se a Salomão e deu-lhe a oportunidade de pedir qualquer coisa que desejasse. O rei pediu humildemente a sabedoria e o conhecimento necessários para julgar seus súditos. Por ter feito tal pedido nobre, assegurou-se a Salomão que, além da sabedoria, receberia “riquezas, e bens materiais, e honra”, maiores do que os usufruídos por Davi e Saul, e, de fato, maiores do que qualquer governante futuro teria. (2 Crô. 1:1-12) Isto se cumpriu realmente, porque a narrativa nos diz: “O rei veio tornar a prata e o ouro em Jerusalém iguais às pedras.” — 2 Crô. 1:15.
Uma das maiores consecuções do governo de Salomão foi a construção do templo de Jeová no monte Moriá. A maior parte dos capítulos dois a sete trata dos seus preparativos para a construção, da própria construção do edifício e a fabricação de sua mobília, bem como a inauguração do templo.
Novamente numa visão noturna, Salomão recebeu a resposta de Jeová à sua oração de inauguração. Esta resposta revelou que a continuação do bom êxito de seu reinado dependia da aderência fiel de Israel à lei divina. Por outro lado, a infidelidade de Israel significaria uma calamidade nacional. Até mesmo o glorioso templo se tornaria meros montões de ruínas. — 2 Crô. 7:11-22.
Os capítulos oito e nove completam o registro sobre o reinado de Salomão. Somos informados sobre a sua construção e reconstrução de cidades, seu uso dos cananeus sobreviventes para trabalhos forçados, seus arranjos para os serviços no templo, suas operações marítimas, a notável visita da rainha de Sabá, a riqueza de Salomão, sua morte e ser ele sucedido como rei pelo seu filho Roboão.
O REINO DIVIDIDO
Roboão, preferindo a voz dos jovens bajuladores, inexperientes, ao conselho válido dos anciãos, avisou os representantes da nação de que imporia um jugo mais pesado ao povo do que seu pai havia feito. Visto que o povo já sofrera bastante opressão, depois de Salomão se ter apartado da lei de Jeová, durante a última parte de seu reinado, 10 tribos revoltaram-se, cumprindo a palavra de Jeová por meio de Aijá. — 2 Crô. 10:1-19.
Convocando um exército, Roboão pensava em subjugar as tribos rebeldes novamente ao seu controle. Mas, à ordem da palavra de Jeová por meio do profeta Semaías, ele abandonou o plano. As tribos rebeldes constituíram um reino independente sob Jeroboão, o qual instituiu a adoração de bezerros. Em resultado, os levitas fiéis, que moravam em cidades sob o domínio de Jeroboão, partiram para Judá e Jerusalém. — 2 Crô. 11:1-17.
Visto que Roboão, junto com seus súditos, também se apartou da lei divina, Jeová retirou a sua proteção. Sisaque (Sesonque I) invadiu o domínio de Judá, capturando uma cidade fortificada após outra. Todavia, ao ouvirem a declaração divina de que seriam entregues a Sisaque, pela sua infidelidade, Roboão e os príncipes humilharam-se, e Jeová não permitiu que o governante egípcio arruinasse Jerusalém. Não obstante, a cidade foi despojada de seus tesouros. — 2 Crô. 12:1-12.
A AJUDA DE JEOVÁ A ABIAS E ASA
Após a morte de Roboão, começou a reinar seu filho Abias Irrompeu guerra entre Jeroboão e Abias. Em certa ocasião, quando Jeroboão pôs uma emboscada aos guerreiros do reino de Judá, estes ficaram numa situação extremamente perigosa. Mas, por clamarem a Jeová por ajuda, o Altíssimo concedeu-lhes a vitória. — 2 Crô. 12:16 a 13:20.
De maneira similar, quando confrontados com uma força de cerca de um milhão de guerreiros etíopes e líbios, sob o comando de Zerá, Asa, sucessor de Abias, recorreu a Jeová em busca de auxílio. Orou: “Ó Jeová, no que se refere a ajudar, não te importa se há muitos ou os sem poder. Ajuda-nos, ó Jeová, nosso Deus, porque em ti nos estribamos e em teu nome viemos contra esta massa de gente. Ó Jeová, tu és o nosso Deus. Não deixes que algum homem mortal retenha força contra ti.” Novamente, Jeová fez o seu povo triunfar. — 2 Crô. 14:9-15; 2 Crô. 16:8.
Asa, de modo elogiável, agiu segundo as palavras do profeta de Jeová, Odede, e atuou decisivamente para destruir os lugares de adoração idólatra. Todavia, apesar de ter sentido a ajuda divina, Asa, mais tarde, aliou-se ao rei sírio Ben-Hadade para impedir que o rei israelita Baasa lutasse contra ele. Quando foi repreendido pelo vidente Hanani por sua ação sem fé, Asa ofendeu-se. Mandou pôr Hanani na casa dos troncos e começou a oprimir também outros súditos. Isto resultou em Jeová retirar sua bênção do rei. Atingido por um padecimento semelhante à gota, nos pés, Asa deixou de procurar a ajuda de Jeová, mas recorreu ao auxílio de curandeiros. — 2 Crô. 15:1 a 16:13.
BONS ANTECEDENTES ESTRAGADOS POR UMA ALIANÇA PÉSSIMA
Jeosafá, filho de Asa, distinguiu-se como rei bom, e, por isso, obteve a ajuda e a proteção de Jeová. Esforçou-se a eliminar a idolatria, providenciou que se ensinasse ao povo a lei de Jeová e melhorou o sistema judiciário Por confiar em Jeová, obteve uma grande salvação, quando as forças conjuntas de Amom, Moabe e Monte Seir se destruíram mutuamente. No entanto, Jeosafá, de maneira imprudente, celebrou uma aliança matrimonial com o idólatra rei israelita Acabe. Atalia, filha de Acabe e de Jezabel, a rainha que adorava Baal, tornou-se esposa de Jeorão, filho de Jeosafá. Isto levou a Jeosafá ficar envolvido numa desastrosa aventura militar junto com o Rei Acabe. Voltando a Jerusalém, Jeosafá foi saudado com a repreensão: “É ao iníquo que se deve dar ajuda e é aos que odeiam a Jeová que deves amar?” Mais tarde, porém, Jeosafá falhou novamente neste respeito, ao se tornar associado do sucessor de Acabe, o Rei Acazias, num empreendimento naval. Em cumprimento de profecia, os navios sofreram naufrágio. — 2 Crô. 17:1 a 20:37.
O rei seguinte de Judá, Jeorão, sob a influência de sua esposa Atalia, seguiu o mau caminho da casa de Acabe. Para fortalecer sua posição como rei, assassinou todos os seus irmãos e alguns dos príncipes. Sem a bênção de Jeová, seu reinado mostrou ser um fracasso. Foi assolado pelas revoltas dos edomitas e da cidade de Libna. Nos últimos dois anos de sua vida, foi atacado duma doença intestinal. — 2 Crô. 21:1-20.
Quando o filho mais moço de Jeorão, Acazias, se tornou rei, o mau governo continuou, porque ele também estava sob a influência de Atalia. Numa visita ao rei israelita Jeorão, que estava ferido, Acazias ficou no meio duma ação punitiva de Jeú contra a casa de Acabe e foi morto. Então, Atalia, depois de assassinar a descendência real, usurpou o trono. Todavia, Jeoás, filho de Acazias, fora escondido pela esposa do sacerdote Jeoiada. Mais tarde, Jeoiada fez com que Jeoás fosse proclamado rei e ordenou a execução de Atalia.
Sob a orientação de Jeoiada, Jeoás governou bem e providenciou a renovação do templo. Mas, após a morte de Jeoiada, Jeoás afastou-se da verdadeira adoração e até mesmo ordenou que o filho de Jeoiada, Zacarias, fosse apedrejado por tê-lo repreendido pela sua falta de fé. Jeová permitiu então que os sírios infligissem uma derrota humilhante ao reino de Judá. Jeoás ficou doente e finalmente foi assassinado pelos seus próprios servos. — 2 Crô. 22:1 a 24:27.
DESDE O GOVERNO DE AMAZIAS ATÉ A DESOLAÇÃO DE JUDÁ
Amazias, filho de Jeoás, começou bem, mas tornou-se infiel. Depois de muitos anos de coexistência, os dois reinos israelitas ficaram envolvidos em guerra, e as forças de Amazias sofreram derrota. A partir do momento em que Amazias deixou de seguir a lei de Deus, formou-se contra ele uma conspiração. Obrigado a fugir para Laquis, sofreu ali a morte às mãos de conspiradores. — 2 Crô. 25:1-28.
Uzias, o seguinte rei judeu, governou bem e foi favorecido com muitas vitórias sobre os inimigos do reino de Judá. Mas, depois, arrogou-se o direito de invadir o templo e oferecer incenso, como se fosse sacerdote. Por este ato presunçoso, ele foi atacado de lepra. Seu filho Jotão começou então a reinar. Visto que Jotão seguia a lei de Jeová, prosperava, obtendo a vitória sobre os amonitas. — 2 Crô. 26:1 a 27:9.
Todavia, o sucessor de Jotão, Acaz, tornou-se notório idólatra, indo ao ponto de sacrificar seu(s) próprio(s) filho(s). Em resultado disso, Jeová reteve a sua bênção de Acaz e de seus súditos idólatras. O reino de Judá sofreu invasões dos edomitas, dos filisteus, dos israelitas e dos sírios. Temendo perder sua posição como rei, Acaz apelou para os assírios em busca de ajuda militar. Mas esta ação imprudente não trouxe alívio, senão opressão estrangeira. — 2 Crô. 28:1-27.
Ezequias, filho de Acaz, fez esforços decididos para eliminar do seu domínio a idolatria e rebelou-se contra os assírios. Embora o rei assírio, Senaqueribe, invadisse a terra de Judá, não conseguiu apoderar-se de Jerusalém. Ezequias foi recompensado por ter confiança em Jeová, pois, numa só noite, um anjo destruiu a nata da força militar assíria. — 2 Crô. 29:1 a 32:22.
O filho de Ezequias, Manassés, reviveu a idolatria e tornou-se culpado de vergonhosa opressão. Mas, quando foi levado cativo a Babilônia, caiu em si e arrependeu-se. Jeová Deus teve misericórdia com ele, abrindo o caminho para o retorno de Manassés a Jerusalém. O rei instituiu então reformas religiosas, mas o povo já havia ficado demasiadamente enfronhado na idolatria, para os esforços de Manassés conseguirem qualquer efeito real. Até mesmo seu próprio filho, Amom, ao ascender ao trono, recaiu na idolatria. Ele pereceu às mãos de conspiradores — 2 Crô. 33:1-25.
O último rei bom de Judá, Josias, iniciou uma grande campanha contra a idolatria. Mas, já era tarde para levar o povo ao arrependimento genuíno. Recaiu também forte culpa sobre Judá, pelo sangue derramado. (2 Reis 24:3, 4) Lamentavelmente, o próprio Josias foi morto numa tentativa de rechaçar as forças egípcias, em Megido, quando elas se dirigiam à batalha com os caldeus, em Carquemis. Os últimos quatro reis — Jeoacaz, Jeoiaquim, Joaquim e Zedequias — mostraram ser maus governantes. Jeová abandonou totalmente o reino de Judá, permitindo que os babilônios, sob o Rei Nabucodonosor, reduzissem Jerusalém e seu magnífico templo a ruínas. Muitos dos sobreviventes foram levados ao exílio. Por fim, em cumprimento da palavra de Jeová por meio de seu profeta Jeremias, Ciro emitiu o decreto que abriu o caminho para os exilados voltarem à sua pátria desolada. — 2 Crô. 34:1 a 36:23.
Quão fortemente este registro histórico demonstra que, à parte da fidelidade a Jeová Deus, não pode haver nenhum bom êxito real! Conforme o profeta Hanani disse ao rebelde Rei Asa, atos tolos, que mostram falta de fé em Deus, só podem levar à calamidade, ao passo que, “quanto a Jeová, seus olhos percorrem toda a terra, para mostrar a sua força a favor daqueles cujo coração é pleno para com ele”. — 2 Crô. 16:9.
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Lembra-se?A Sentinela — 1979 | 15 de junho
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Lembra-se?
Tem lido cuidadosamente os números mais recentes de A Sentinela? Neste caso, sem dúvida, lembrar-se-á dos seguintes pontos:
● Quem eram os nefilins?
Nos dias de Noé, eram os descendentes dos desobedientes filhos espirituais de Deus e de mulheres. O nome nefilim significa “derrubadores”, os que faziam outros cair. Estes poderosos híbridos contribuíram muito para a violência existente nos dias de Noé. — 15/1/79 p. 4.
● Como é que aqueles que ouviam Jesus Cristo falar, no primeiro século E. C., podiam ‘passar da morte para a vida’? — João 5:24.
Os que viviam nos dias do ministério terrestre de Jesus, por serem pecadores, estavam sob a condenação à morte. Todavia, por escutarem o Filho de Deus, arrependendo-se de suas transgressões e aceitando-o como o prometido Messias, que podia resgatá-las do pecado e da morte, as pessoas deixavam de estar sob a condenação. Assim, de modo figurativo, ‘passaram da morte para a vida’. — 1/3/79 p. 18.
● Qual é o significado da convicção expressa no Salmo 41:3, a respeito de Jeová transformar a cama da pessoa justa quando ela está doente?
Jeová Deus fortalece seus servos para suportarem doenças e gera neles a espécie de esperança que é essencial para o restabelecimento. Deste modo, o Altíssimo transforma ou muda a cama de doença numa de restabelecimento. — 15/4/79 pp. 6, 7.
● Que queria dizer o apóstolo Paulo quando escreveu que “o amor nunca falha”? — 1 Cor. 13:8.
Conforme se vê no contexto, o apóstolo estava tratando do fato de que o amor continuará a existir, ao passo que os dons milagrosos cessariam. Por isso, “o amor nunca falha” no sentido de que nunca termina, nem está ausente. — 1/5/79 p. 29.
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“Um camelo passar pelo orifício duma agulha”?A Sentinela — 1979 | 15 de junho
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“Um camelo passar pelo orifício duma agulha”?
Jesus Cristo, numa referência relativa à entrada no Reino, disse: “É mais fácil um camelo passar pelo orifício duma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus.” (Mat. 19:24; Mar. 10:25) Alguns têm afirmado que o orifício duma agulha refere-se a um pequeno portão, pelo qual um camelo, aliviado de sua carga, podia passar com dificuldade. Todavia a palavra grega (hrafis) para “agulha”, encontrada em Mateus 19:24 e Marcos 10:25, deriva-se dum verbo que significa “costurar”. Também, a palavra grega (belóne) que aparece na passagem paralela de Lucas 18:25 é usada com referência a uma agulha literal. Sobre estes termos gregos diz o Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento, de W. E. Vine (Vol. III, p. 106, em inglês): “A idéia de aplicar ‘o fundo duma agulha’ a pequenas portas parece ser moderna; não há vestígio antigo dela. O objetivo do Senhor, na declaração, é expressar a impossibilidade humana, e não há necessidade de esforçar-se em amainar a dificuldade por assumir que a agulha signifique algo mais do que o instrumento comum.” — Tirado de Ajuda ao Entendimento da Bíblia, em inglês, p. 1214.
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