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    A Sentinela — 1975 | 1.° de maio
    • Fidelidade — um modo de vida

      “O que se procura nos mordomos é que o homem seja achado fiel.” — 1 Cor. 4:2.

      1, 2. (a) O que é o “Velho Fiel” e como obteve o seu nome? (b) Mas o que é ainda mais admirado do que a regularidade dum gêiser?

      “VELHO FIEL” ou “Old Faithful”, é o nome de um dos muitos gêiseres no Parque Nacional Yellowstone, nos Estados Unidos. Obteve seu nome pelo fato de que, durante as décadas de 1920 e 1930, suas erupções eram mais ou menos regulares, cada sessenta e cinco minutos. E por causa disso, tornou-se famoso como atração turística.

      2 As pessoas admiram a fidelidade não só num gêiser, que regularmente esguicha até quase 40.000 litros de vapor e água até uma altura de 30 a 45 metros, mas especialmente nas pessoas que têm um modo de vida que as torna fidedignas e de confiança. Mesmo no mundo comercial, o que se procura na pessoa a que se confia responsabilidade é a fidelidade. É provavelmente por tal motivo que o Corpo de Fuzileiros Navais dos E. U. A. adotou por lema Semper fidelis, “sempre fiel”. — Veja 1 Coríntios 4:2.

      3, 4. Quem é o maior exemplo de fidelidade e que símbolos apropriados há da fidedignidade de seu propósito?

      3 Mas, no que se refere a demonstrar a fidelidade em grau superlativo, de quem nos lembramos especialmente? Não deve ser outro senão Jeová Deus, o “Criador fiel” dos céus e da terra. (1 Ped. 4:19) Embora um gêiser possa ser símbolo apropriado de fidelidade para os homens, certamente seria uma representação deficiente da fidelidade imutável de Jeová. Todos os gêiseres tornam-se instáveis ou inativos com o passar do tempo. Mas não Jeová. Por isso, o durável sol e a lua são símbolos mais apropriados da imutabilidade de Seu propósito, de Sua fidelidade e fidedignidade imaculada. — Sal. 89:36, 37; 104:19.

      4 O homem pode planejar e trabalhar com confiança, confiando na estabilidade das obras do Criador, quer o homem esteja plantando uma horta, quer projetando um computador que o guie até a lua e de volta. É lógico que o homem pode também aprender infinitamente mais dum Deus fiel que se mostra tão fidedigno, não só no que ele diz, mas também no que faz. Lemos a respeito deste Deus fiel: “Atribuí deveras grandeza ao nosso Deus! A Rocha, perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça; justo e reto é ele.” — Deu. 32:3, 4.

      5. Entre os adoradores de Deus, qual é a caraterística que se espera deles e o que observa Ele?

      5 É de se esperar que este “Deus de fidelidade” procurasse as mesmas caraterísticas entre os que realmente o adoram. Ele é, de fato, Deus e Salvador “especialmente dos fiéis”. (1 Tim. 4:10) Com seus poderes cabais de observação, o Deus vivente Jeová discerne com exatidão os esforços sinceros dos que se empenham em servi-lo. Seus olhos estão abertos para ver todos os caminhos dos filhos dos homens, e é a ele que se terá de prestar contas. (Jer. 32:19; Heb. 4:13) Conforme diz o provérbio: “Os olhos de Jeová estão em todo lugar, vigiando os maus e os bons.” — Pro. 15:3.

      6. Sendo assim, que perguntas devemos fazer a nós mesmos?

      6 O amoroso cuidado e a vigilância de Jeová para com o bem-estar de seu povo são bem evidentes. Reconhecendo isso, que o Criador amoroso está plenamente apercebido tanto dos bons como dos maus, e o que cada um deles faz, convém perguntar a si mesmo: ‘Se Jeová espera fidelidade entre seu povo, será que ele me considera tal adorador? É meu modo de vida um de fidelidade? Como posso saber se ele me aprova?’

      UMA NORMA DE FIDELIDADE

      7. Que código ou norma tornou Jeová disponível para a humanidade em geral?

      7 Não é razoável supor que o Deus de fidelidade tenha um código ou uma norma para definir para seus adoradores o que é certo e o que é errado, bom e mau, verdadeiro e falso? Sim, é. E ainda mais, o Deus de ordem e paz proveu tal norma divina, a Bíblia Sagrada, para a instrução e orientação de toda a humanidade. Nenhum outro livro de instrução tem recebido tal distribuição mundial ou é tão acessível à grande maioria da humanidade. — 1 Cor. 14:33.

      8, 9. Por que nem sempre é fácil a aderência fiel à palavra de Deus?

      8 Então, como se compara seu modo de vida com o aprovado nas Escrituras? Na imperfeição que tem, não precisa ficar desanimado ao encarar as normas perfeitas estabelecidas na Palavra de Deus. As palavras reconfortantes do Salmo 103:14 dizem: “Porque ele mesmo conhece bem a nossa formação, lembra-se de que somos pó.” Jeová reconhece nossa imperfeição herdada. Suas exigências nunca excedem nossa capacidade de realização.

      9 Não obstante, nem sempre é fácil apegar-se a um proceder fiel; especialmente não hoje, quando é popular fazer o que é direito aos próprios olhos e seguir o caminho do mundo. No entanto, exorta-se à fidelidade simples, de todo o coração, não importa quão grande seja a prova.

      10, 11. (a) Precisamos necessariamente passar por grandes provas e dificuldades para provarmos nossa fidelidade? Ilustre isso. (b) Como podemos aplicar na nossa vida diária o princípio declarado por Jesus no assunto da fidelidade, e com que resultados benéficos?

      10 Por outro lado, nem sempre se exige fazer algo grande como prova de nossa fidelidade ou para termos a bênção e aprovação de Jeová. Não foi uma prova grande que Jeová impôs a Adão e Eva no jardim do Éden. A simplicidade daquela prova para o primeiro casal humano serve como ilustração excelente do princípio declarado mais de quatro mil anos depois, pelo próprio Filho de Deus, a saber: “Quem é fiel no mínimo, é também fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, é também injusto no muito.” — Luc. 16:10.

      11 Atualmente, mil e novecentos anos depois de estas palavras serem proferidas, ainda são tão verazes como sempre, e o mesmo princípio se aplica em cada faceta da vida entre os genuínos adoradores de Jeová Deus. Pode observar isso muitas vezes nas coisas pequenas que se fazem de dia em dia e que refletem a boa qualidade do coração leal e fiel a Jeová. Talvez nunca se requeira de sua pessoa adotar uma posição que demonstre aos observadores o que se pode chamar de fidelidade notável. Mas a sua constância em fazer o que é direito, sua regularidade e fidedignidade em pequenas coisas, darão bom testemunho e evidência de seu profundo apreço das normas divinas do que é veraz e fiel. São os fiéis mesmo nas mínimas coisas que “Jeová resguarda”. — Sal. 31:23.

      12. Descreva como o tempo e as circunstâncias se relacionam com este assunto da fidelidade.

      12 De modo que não se precisa ocupar uma posição de destaque na congregação cristã para se usufruir a bênção de Jeová, que ele derrama sobre os que são fiéis. Na sua atividade diária, quer envolva negócios, quer prazeres, quer esteja entre outros, quer sozinho, a fidelidade e integridade da sua parte retratarão o Deus que é justo e fiel. Assim como se dá com mostrar perseverança, assim também leva tempo para provar a sua fidelidade. Significa praticar a verdade dia após dia, tornando a obediência às leis e aos princípios bíblicos seu modo de vida. Jeová, por sua vez, o abençoará, conforme está escrito: “O homem de atos fiéis receberá muitas bênçãos.” — Pro. 28:20.

      13, 14. (a) Com que devemos medir o grau de nossa fidelidade? (b) Quais são alguns dos campos em que podemos avaliar nossa fidelidade a Jeová?

      13 Olhando para trás, por uns instantes, talvez pense que não aconteceu nada de realmente grandes conseqüências na sua vida. A julgar pelas normas do mundo para realizações e sucesso, é provável que não tenha realizado nada de realmente grande. Mas, os modos de quem procura imitar? As normas de quem tem procurado alcançar? Se tiver levado uma vida para agradar a Jeová, isso não será depressa esquecido por este Deus de fidelidade.

      14 Pare e pense. Como é encarado pelos outros? Qual é a sua reputação entre seus contemporâneos e companheiros. Observam eles que você é alguém que cumpre estritamente a sua palavra? Tem a reputação de alguém que paga suas dívidas e que segue a orientação de ser pontual em tudo? Talvez a questão seja a de ser regular no serviço do Reino e nas reuniões para adoração. Estas coisas talvez pareçam pequenas, mas poderiam induzir outros a considerá-lo como pessoa fiel. Ora, se os outros notaram o modo em que conduz a sua vida, não o observou e notou também seu Pai nos céus?

      DESEMPENHA A CAPACIDADE NATURAL ALGUM PAPEL?

      15, 16. (a) Como se pode definir a capacidade, e tem ela algo que ver com a escolha de anciãos na congregação? (b) Além da capacidade natural, que qualificações mais importantes precisam ter os anciãos designados?

      15 Diz-se que a capacidade é o poder para realizar algo. Não há dúvida de que a aptidão natural pode ser de grande bênção. Mas é a capacidade natural a coisa importante que Deus procura entre seu povo?

      16 É verdade que, na escolha de anciãos na congregação, dá-se consideração à capacidade. Alguns podem ter certos dons. Por exemplo, para ser ancião, precisa-se estar “qualificado para ensinar”. (1 Tim. 3:2) Mas isto envolve mais do que a mera capacidade natural. O instrutor qualificado na congregação precisa ter conhecimento exato. Precisa saber os motivos e as razões, e ter profundo discernimento das Escrituras Sagradas. E além de ter conhecimento, precisa usar de tato, ser paciente e estar interessado nos outros, a fim de ser instrutor eficiente. O apóstolo Paulo mandou a Tito que designasse anciãos, dizendo que o superintendente precisa estar “apegando-se firmemente à palavra fiel com respeito à sua arte de ensino, para que possa tanto exortar pelo ensino que é salutar como repreender os que contradizem”. (Tito 1:9) Tais homens afiançados não se estribam na sua capacidade natural, mas buscam a orientação do Grande Instrutor ao ajudarem outros na congregação.

      17. Contra que precisam guardar-se os que têm capacidades naturais e talentos especiais?

      17 Muitas vezes exige-se certa capacidade para fazer certos outros tipos de trabalho na congregação. Mas os resultados obtidos não devem ser atribuídos apenas à capacidade ou ao talento pessoal. De fato, os abençoados com capacidades naturais precisam ter cuidado de não se estribarem no seu próprio entendimento, mas, antes, devem estribar-se em Jeová, pedindo-lhe que lhes dirija os passos. (Pro. 3:5, 6) A observação usualmente mostrará que os que servem entre nós como anciãos e outros que trabalham arduamente habilitam-se através do estudo diligente e da aplicação do que aprendem. Durante um período de tempo, prestaram muita atenção a si mesmos e ao seu ensino, inclinando seus ouvidos à instrução de Deus. Queriam fazer a obra dele conforme ele a quisesse feita, e é elogiável ver como permitem que Jeová use seu tempo e seus talentos de diversos modos para promover a adoração dele.

      18. Encara Deus os anciãos e os servos ministeriais como homens de maior fidelidade na congregação? Explique isso.

      18 Então, como encara Deus os que servem quais superintendentes designados? Considera-os mais preciosos do que os outros? Ou como mais fiéis do que os outros? Não; convém manter as coisas na perspectiva certa. Os escolhidos para supervisionar realmente estão ali para servir como escravos ou servos, e, como tais, precisam usar plenamente de todo o coração sua capacidade e seus talentos para provar sua fidelidade. Gostam de seus privilégios, não principalmente por causa do que ou quem são. Antes, ocupam suas posições respectivas por causa duma necessidade criada pelos publicadores do Reino. Seguindo o conselho de Jesus, ministram àqueles na congregação para quem são escravos. (Luc. 22:26; Gál. 5:13) Os superintendentes fiéis reconhecem que sua obra se relaciona com seus co-publicadores das boas novas, todos os quais são preciosos aos olhos de Deus, quando mostram fidelidade.

      19. Então, o que se procura nos superintendentes designados na congregação cristã?

      19 A responsabilidade e os deveres administrativos dum mordomo ilustram aptamente o ministério do superintendente cristão. Exige-se de tais estrita fidelidade, conforme salientado pelo que o apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios, quando ele disse: “O que se procura nos mordomos é que o homem seja achado fiel.” (1 Cor. 4:2) Este mesmo apóstolo escreveu a Tito, dizendo: “Porque o superintendente tem de estar livre de acusação como mordomo de Deus . . . hospitaleiro, amante da bondade, ajuizado, justo, leal, dominando a si mesmo.” (Tito 1:7, 8) Segue-se, pois, que a capacidade que o mordomo possa ter, natural ou adquirida, se há de ser de real valor para Deus, precisa estar conjugada com a qualidade excelente da fidelidade. Até mesmo Davi, que representava a Cristo Jesus, disse: “Meus olhos estão sobre os fiéis da terra, para que morem comigo. Quem andar num caminho sem defeito, este é o que ministrará a mim.” — Sal. 101:6.

      20. Por que procura Jeová a fidelidade e não a capacidade entre os que ele aprova?

      20 A capacidade é algo que se pode receber de Jeová como dádiva. Por exemplo, lemos em Êxodo sobre como Jeová deu sabedoria, entendimento e conhecimento a certos que trabalhavam na construção do belo tabernáculo lá no ermo. (Veja Êxodo 35:30 a 36:1.) Mas quando se trata da fidelidade, esta não é algo que Jeová dá à pessoa. Nem é algo herdado ou recebido automaticamente por ocasião do batismo. Precisa ser desenvolvida, produzida. Requer tempo, esforço, perseverança, para estabelecer antecedentes que atestem o modo de vida da pessoa. Cabe ao próprio adorador demonstrá-la no desempenho de seu trabalho, cumprindo sua mordomia com fidelidade. — 1 Ped. 4:10.

      O PAPEL DESEMPENHADO PELA MODÉSTIA

      21. No que se refere a gabar-se, o que aconselham as Escrituras?

      21 No que se refere à avaliação correta de si mesmo, Jeová dá o seguinte bom conselho: “A sabedoria está com os modestos.” (Pro. 11:2) Quem anda modestamente com Deus apercebe-se de que não tem nada de que se gabar, apesar de sua capacidade ou de suas realizações. Se ele quiser jactar-se, que se jacte do maravilhoso Deus a quem serve. É a isto que a Bíblia exorta quando diz que ninguém deve jactar-se de si mesmo por causa de sua potência ou de suas riquezas. Antes, jacte-se ele de que conhece a Jeová como Deus de benevolência, justiça e misericórdia. — Jer. 9:23, 24.

      22, 23. (a) Como devemos considerar quaisquer bens materiais que possamos ter? (b) Depois de termos feito tudo o que podemos, como devemos ainda encarar a nós mesmos? (c) O que ajudará alguém a não ficar aborrecido e desanimado?

      22 Alguns talvez tenham um pouco mais dos bens deste mundo do que os outros. Alguns talvez pareçam ter uma situação melhor na vida. Mas, a instrução é muito direta no sentido de que o cristão não deve ser confiante demais, fiando-se nos bens que possui, mas, antes, deve produzir a sua própria salvação com temor e tremor. (Luc. 12:15; Fil. 2:12) Este modo recomendado de vida significa enfronhar-se totalmente na adoração pura, ser rico em obras excelentes. — 1 Tim. 6:17-19.

      23 Quaisquer recursos ou talentos que alguém tenha devem ser considerados como um tesouro em fideicomisso, a ser usado para a honra e glória de Deus. Assim o protegerá contra ficar envaidecido por suas realizações em servir a Jeová. Uma boa atitude que todos devem cultivar depois de ter feito o designado é: “Somos escravos imprestáveis. O que temos feito é o que devíamos fazer.” (Luc. 17:10) Servir assim como Deus orienta, de bom grado, voluntária e fidedignamente, quer com destaque, quer não, é algo que lhe agrada. No entanto, ninguém deve sentir-se frustrado ou inútil, mesmo que tenha certa uniformidade ou monotonia na rotina do trabalho feito. Lembre-se de que aquilo que Jeová continua a procurar entre seus servos é que eles sejam sempre achados fiéis em tudo o que lhes dá para fazer.

      24. De que proveito é para os fiéis a Jeová o conselho de Romanos 12:16?

      24 O conhecimento exato dos modos de Deus ajuda a manter a pessoa humilde e impede que atente para coisas altivas. (Rom. 12:16) Resguarda a pessoa contra jactar-se do que fez e ajuda-a a atentar fielmente para a Fonte da bondade e grandeza. Se alguém se destacar, que seja por causa do serviço leal a Deus e por ele dar altruistamente de si mesmo aos outros. O que se deve desejar é ter um nome favorável perante Jeová, ter uma reputação de fidelidade — este é o modo de vida que Deus aprova. — Ecl. 7:1

      TER UM BOM NOME PERANTE JEOVÁ

      25. Que garantia temos de que os doze apóstolos, depois de Pentecostes de 33 E.C., continuaram fiéis até a sua morte?

      25 Embora a Bíblia não mencione a maioria dos doze apóstolos depois de Pentecostes de 33 E. C., e embora não haja registro bíblico sobre a sua maneira de morrer, além de Tiago e da declaração profética a respeito de Pedro, a evidência indica que todos eles mantiveram sua fidelidade até à morte. Podemos ter a certeza de que usaram seu “todo” no serviço sagrado do Deus vivente. E podemos ter a certeza de que Jeová tampouco se esqueceu de nenhum deles. Como testemunho duradouro de sua fidelidade, os nomes deles estão inscritos nos alicerces da Nova Jerusalém. — Rev. 21:14.

      26. Que encorajamento podem dar os “veteranos” aos seus irmãos e às suas irmãs mais jovens?

      26 Hoje temos muitos “veteranos” associados com as congregações cristãs, os quais por muitos anos permaneceram firmemente fiéis a Jeová em face de muitos obstáculos. Agora estão ficando velhos e doentios, e muitos deles não podem mais aceitar pesadas responsabilidades na congregação. Mas, quanta bênção é tê-los por perto! Seu amor e seu zelo são um incentivo para os co-publicadores prosseguirem com a obra do Senhor. Embora alguns tenham forças físicas bastante limitadas, é um encorajamento vê-los reservar alguma energia para as reuniões cristãs e o serviço de campo.

      27, 28. (a) Que serviço valioso prestam as irmãs nas congregações? (b) Descreva como o corpo humano é um bom exemplo da congregação cristã.

      27 Além disso há muitas mulheres nas congregações, e estas não se habilitam quais anciãos ou servos ministeriais. Elas também são muito necessárias e são de grande ajuda na pregação das “boas novas” do Reino em todo o mundo antes de vir o fim. Ficamos lembrados do Salmo 68:11, 12: “O próprio Jeová dá a declaração; as mulheres que anunciam as boas novas são um grande exército. . . . Quanto àquela que permanece em casa, ela participa no despojo.”

      28 Os diversos órgãos do corpo humano realizam muitas funções diferentes. Assim também na congregação cristã, os vários deveres são cuidados por pessoas diferentes. Ninguém deve sentir-se não desejado, nem dizer a outro: “Não tenho necessidade de ti.” Todo o arranjo congregacional serve para produzir cristãos maduros para a glória de Deus. — 1 Cor. 12:4-7, 21, 22.

      29. Quando todos na congregação cooperam em paz e união o que se realiza? Ilustre isso.

      29 Obtêm-se resultados monumentais quando idosos e jovens cooperam diligentemente no desempenho de sua comissão de pregar a Palavra. Você, leitor, poderá criar uma faísca de interesse por animar alguém a ler um compêndio bíblico. Com o passar do tempo, outro talvez regue a semente do interesse. Mais outro talvez a cultive de tempos em tempos, e Deus continua a fazê-la crescer. (1 Cor. 3:6) Mais tarde, talvez anos mais tarde, numa assembléia, talvez seja apresentado à mesma pessoa — que então já é seu irmão ou sua irmã espiritual! Portanto, se levar tempo para vermos os resultados de nossa pregação, não devemos ficar desanimados e não mais falar a todos os com quem nos encontramos, mas, antes, façamos isso dum coração cheio de amor para com Jeová. (Rom. 10:10) Poderá também atrair amigos e vizinhos à mensagem sobre nosso Deus Jeová por deixá-los observar sua pura conduta cristã. — 2 Ped. 3:11, 12.

      30. Qual deve ser a nossa determinação, ao estarmos no limiar do Har-Magedon?

      30 É maravilhoso ver tantos voltar-se para a justiça e o serviço de nosso Deus, dedicando sua vida a fazer a vontade divina nestes “últimos dias”. Em breve os veremos, por sua vez, ajudar outros a cultivar amor a Jeová. Dá muita alegria ter parte, mesmo que uma parte muito pequena, na obra de ajuntamento realizada em todas as partes da terra. Ao estarmos no limiar do Har-Magedon e observarmos as incomparáveis bênçãos que se seguirão em breve, não é tempo de agora olharmos para trás com pesar. É tempo de criar uma boa reputação de fidelidade, porque isto é o que Deus procura nos que tomaram a decisão de adorá-lo de todo o coração.

      31. O que é mais desejável do que as riquezas materiais, e como pode ser obtido?

      31 Todas as riquezas que se possam acumular não podem ser comparadas com o nome e a reputação que se estabelece perante nosso Criador, o Dador da vida. “Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas.” (Pro. 22:1, Almeida, atualizada) Tendo as normas bíblicas para nos ajudar a distinguir o certo do errado, podemos seguir diligentemente o caminho da vida que Deus aprova, a saber, o da fidelidade.

      “Amai a Jeová, todos os que lhe sois leais. Jeová resguarda os fiéis, mas retribui em extremo a qualquer que mostra altivez. Sede corajosos e fortifique-se o vosso coração, todos vós os que esperais por Jeová.” — Sal. 31:23, 24.

  • Continue a viver pela fidelidade
    A Sentinela — 1975 | 1.° de maio
    • Continue a viver pela fidelidade

      “Mas, quanto ao justo, continuará a viver pela sua fidelidade.” — Hab. 2:4.

      1. O que se espera dos que estão na organização de Deus, e o que lhes provê Ele?

      O DEUS fiel, cujo nome é Jeová, tem um lugar para todos os amantes da justiça na sua organização. Naturalmente, os que aceitam seu convite gracioso verificam que este vem acompanhado por muito trabalho a ser feito. É preciso cuidar duma variedade de tarefas. Mas, ao aceitar uma tarefa, ninguém deve subestimar o poder de Deus, de ajudar-lhe a desincumbir-se da responsabilidade e do trabalho envolvido. E, conforme necessário, Deus pode prover a necessária instrução, disciplina e treinamento. — Fil. 4:13; 1 Cor. 12:18.

      2. Com que se relaciona intimamente a fidelidade, tornando necessário o que, da parte dos que servem a Jeová?

      2 O que demonstra isso? A fidelidade da parte de Jeová e sua insistência em que todos os que ele aprova também sejam fiéis. A fidelidade está intimamente relacionada com a justiça de Deus, que é um dos aspectos atraentes do reino de Deus. (Mat. 6:33) Por isso, é necessário que os que buscam este reino e que o colocam em primeiro lugar na sua vida vivam segundo as normas justas de Jeová. Devem despojar-se da sua velha personalidade injusta e revestir-se duma nova personalidade, “criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade”. Daí, pela sua conduta, refletirão a justiça de seu santo Deus Jeová. — Efé. 4:23, 24; Col. 3:5-14.

      3. Como podem ser contrastados os fiéis e fidedignos com os que não são fiéis?

      3 As mudanças necessárias ocorrem durante um período de tempo na vida dos que querem continuar a viver sob o arranjo de Deus. Precisam continuar a aumentar em conhecimento exato, até que não sejam mais “jogados como que por ondas e levados para cá e para lá por todo vento de ensino, pela velhacaria de homens”. Ou, conforme o expressa uma velha canção, não são mais “inconstantes como os ventos ou os mares”. Em vez disso, tornam-se “constantes, inabaláveis, tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor”, fiéis e fidedignos em qualquer tarefa que recebam. — Efé. 4:14; 1 Cor. 15:58.

      4. Como se demonstra a fidelidade?

      4 Tais adoradores constantes de Jeová reconhecem a importância de viverem dentro dos limites seguros estabelecidos pelo seu Deus. Não é o caso de simplesmente não se saber o modo certo de viver, mas a própria realização da boa, aceitável e perfeita vontade de Deus, viver fielmente à altura de suas leis, suas normas de justiça. — Tia. 4:17.

      O DESVELO FIEL DE DEUS PARA COM SEU POVO

      5. Que garantia das Escrituras temos, de que Jeová vela seu povo?

      5 Pode-se confiar em que o fiel Deus Jeová cuide e vele os devotados a ele. Observa todos os “filhos dos homens”, “vigiando os maus e os bons”, mas, especialmente, “os olhos de Jeová estão atentos aos justos e seus ouvidos estão atentos ao seu clamor por ajuda”. (Sal. 11:4; Pro. 15:3; Sal. 34:15) Em confirmação disso, também o Rei Davi escreveu: “Eu era moço, também fiquei velho, e no entanto, não vi nenhum justo completamente abandonado, nem a sua descendência procurando pão.” — Sal. 37:25.

      6, 7. (a) Onde encontramos evidência de que Jeová observou a fidelidade de homens e mulheres no passado? (b) Quais foram algumas das qualidades notáveis daqueles fiéis da antigüidade?

      6 Em evidência de que Jeová observou os fiéis a ele nos tempos passados, ele nos forneceu alguns nomes deles. Por exemplo, há uma lista de uns poucos deles no capítulo onze de Hebreus. Esta narrativa condensada descreve vividamente algumas das coisas pelas quais passaram tais justos para provar sua fidelidade. Sabiam que Jeová era seu ajudador. O que outros diziam ou faziam não lhes causava medo paralisador, nem os desviou de servirem fielmente a Jeová. Suportaram toda espécie de provações e perseguições, e “o mundo não era digno deles”. Mas eles eram muito preciosos aos olhos e à memória de Deus, e serão plenamente recompensados pela ressurreição que esperavam. — Heb. 11:38.

      7 Empenhavam-se em ter bons antecedentes e uma posição justa perante Deus. Uma das qualidades notáveis demonstrada por tais testemunhas da antigüidade era sua energia dinâmica, seu zelo a favor do que era direito. Impressionam-nos também a fé, a lealdade e o amor que estes homens da antigüidade tinham no seu serviço a Deus. Apegavam-se firmemente ao que sabiam ser o modo de vida de Deus. Foi para nosso encorajamento que se preservou até agora o registro destes homens e destas mulheres de fé, da antigüidade. — Rom. 15:4; 1 Cor. 10:11.

      8. Que outros exemplos podem ser citados, de pessoas do passado que viveram pela fé?

      8 Outros exemplos daqueles do passado, que continuaram a viver dum modo agradável a Jeová eram Zacarias e sua esposa Elisabete. O companheiro do apóstolo Paulo, Lucas, relata o seguinte a respeito deles: “Ambos eram justos diante de Deus por andarem inculpes de acordo com todos os mandamentos e exigências legais de Jeová.” E assim, com o tempo, suas orações foram respondidas, e Zacarias e sua esposa tornaram-se pais de João Batista, predecessor do Messias. — Luc. 1:5-13.

      9. (a) Quais são algumas das viúvas fiéis mencionadas na Bíblia? (b) Que lição de fidelidade podemos aprender da narrativa de Marcos 12:41-44?

      9 Na Bíblia mencionam-se os nomes de algumas viúvas de notável fé, tais como Noemi, Rute, Abigail e Ana, a profetisa. Além disso, depois de Jesus observar os adoradores depositarem dinheiro nos cofres do tesouro do templo, ele trouxe à atenção de seus discípulos determinada viúva, cujo nome não se revela, dizendo: “Deveras, eu vos digo que esta viúva pobre lançou neles mais do que todos estes que lançam dinheiro nos cofres do tesouro; pois todos eles lançaram neles dos seus excedentes, mas, ela, de sua carência, lançou neles tudo o que tinha, todo o seu meio de vida.” (Mar. 12:41-44) Não sabemos o nome dela, mas ela é mencionada com favor e sua pequena contribuição pode ensinar-nos uma lição de fidelidade em apoio da verdadeira adoração. O tamanho da contribuição não necessariamente nos oferece o quadro real da generosidade do doador. Esta viúva quis mostrar seu amor a Jeová e fez isso de sua própria maneira modesta.

      10. (a) Apresenta o registro bíblico os nomes e a lista dos atos de todos os servos fiéis de Deus no passado? (b) Portanto, o que podemos aprender disso?

      10 De modo algum foram preservados no registro bíblico o nome e os atos de todos os que se mostraram fiéis a Jeová. Significa isso que Jeová deixou de observar seu proceder na vida ou que seus atos de fidelidade foram esquecidos por ele? Não, de maneira nenhuma. Jeová está plenamente apercebido de tudo o que disseram e fizeram. Nem um único daqueles fiéis, que mostraram integridade na sua adoração do Deus Altíssimo, foi esquecido pelo Deus da eternidade. Eles também fazem parte da “tão grande nuvem de testemunhas”, que será recompensada pela sua fidelidade com a vida numa nova ordem. (Heb. 12:1) Eles também são exemplos excelentes a serem imitados por nós. Em que sentido? Em que aquilo que fazemos não deve ser feito apenas “ostensivamente, como os que agradam a homens” ou para receber aplausos e troféus dos homens. — Efé. 6:6; Col. 3:22; veja Mateus 6:1-4.

      11, 12. Que evidência há de que Jeová se apercebia plenamente dos que lhe eram fiéis nos dias de Elias?

      11 Algumas destas testemunhas anônimas viviam no décimo século A. E. C. Era um tempo em que os olhos de Jeová estavam muito atentos nos que seguiam sua adoração na nação de Israel. Naquele tempo, o iníquo Acabe e sua esposa Jezabel patrocinavam a adoração de Baal no país, e o profeta Elias achou necessário fugir deles para salvar a vida. Ocultando-se numa caverna, explicou a Jeová que achava ser o único adorador de Jeová em todo o Israel, o único que sobrava e que era zeloso no serviço de Jeová. No entanto, Jeová corrigiu-lhe os pensamentos sobre isso, mostrando assim que Ele estava a par do que acontecia na nação. Havia muitos outros além deste profeta fiel que não aprovavam a adoração falsa. — 1 Reis 19:1-10, 18.

      12 Distinguindo os bons dos maus, Jeová disse a Elias que havia muitos, sim, sete mil além do profeta, que não se haviam ajoelhado diante de Baal, nem beijado aquele deus detestável. Ajoelhar-se diante de ídolos e beijá-los num ato de adoração fora estritamente proibido por Jeová. (1 Reis 19:14; Êxo. 20:4, 5) Novamente, embora não se nos forneça ali nenhuma lista extensa de seus nomes, é evidente que Jeová conhecia a todos estes milhares que se mostraram justos em se apegar à adoração verdadeira e em evitar a contaminação com a adoração falsa de Baal, embora isso os colocasse em perigo de ser mortos pela iníqua Jezabel.

      13. Como mostrou uma mocinha israelita, cujo nome não é indicado, a sua fidelidade a Jeová?

      13 Não muitos anos depois destes acontecimentos, vivia uma “mocinha” que foi levada cativa por uma guerrilha de sírios. Não se nos diz o nome dela, mas Jeová o conhece, e certamente a recompensará pelos seus atos de fidelidade a ele. Embora fosse escrava cativa num país estrangeiro, ela não hesitou em dar testemunho à esposa de Naamã, chefe do exército sírio, a respeito do grande poder que seu Deus Jeová havia demonstrado através de seu profeta fiel. — 2 Reis 5:1-4.

      14. Como foi provado o sobrinho de Paulo quanto à sua fidelidade?

      14 Tampouco se dá o nome do filho da irmã de Paulo, mas este jovem relatou a Paulo, e depois ao comandante militar, que se fizera uma trama, por mais de quarenta homens, para matar seu tio Paulo. A emboscada foi frustrada por esta ação rápida da parte do jovem fiel. Jeová certamente ama jovens assim, que colocam os interesses do povo de Deus à frente de seus próprios interesses. Que belo exemplo para os jovens de hoje cuidarem fielmente dos interesses do Reino que lhes são confiados! — Atos 23:12-22.

      15. De que proveito especial para nós hoje são estes relatos bíblicos?

      15 É motivo de encorajamento ler na Bíblia as narrativas dos antigos exemplos de vida fiel. Pois, por examinarmos estes registros vemos como Jeová concedeu aos seus servos seu amor e desvelo. Isto, por sua vez, cria nas Testemunhas hodiernas o desejo de servir fielmente o mesmo Deus sempre-vivo.

      USO FIEL DOS PRÓPRIOS RECURSOS

      16, 17. (a) Correspondendo à “tão grande nuvem de testemunhas” da antigüidade, o que encontramos hoje na terra? (b) Como demonstram estes que ‘continuam a viver’ pela fidelidade?

      16 Atualmente, dentre todas as nações, uma “grande multidão” de pessoas junta-se ao “restante” dos irmãos do Senhor na pregação das “boas novas” do Reino, conforme predito por Jesus Cristo. (Rev. 7:9; Mat. 24:14) Aprenderam que há muita felicidade em transmitir a outros as boas coisas que agora sabem. (Atos 20:35) Esta “multidão”, que agora ascende a muitas centenas de milhares, não afirma ter capacidades milagrosas — mas apenas o desejo sincero de servir a Jeová de todo o coração, mente e alma. Portanto, com os poucos recursos que têm, estão decididos a promover os interesses do Reino.

      17 Vivendo perto do irrompimento do Har-Magedon, com as incomparáveis bênçãos de vida que se seguirão, estas testemunhas hodiernas de Jeová reconhecem que o presente não é o tempo de se seguir na vida a lei do menor esforço. Antes, para eles é o tempo dos tempos, o período para usarem plenamente seu tempo, seus recursos limitados e suas capacidades naturais no serviço de Deus. Sabem que a concessão dos dons milagrosos do espírito cessaram com os apóstolos, no primeiro século. Por isso, é apenas pelo estudo diligente e pelo empenho, e por tirar proveito de todos os arranjos educacionais providos por Jeová, que estes novos podem progredir rapidamente para ficarem plenamente preparados para a obra a fazer. Fazem isso também avidamente — 2 Tim. 3:16, 17.

      18, 19. (a) Onde encontramos hoje os que têm o mesmo espírito que o antigo Rei Ezequias? (b) Cite exemplos.

      18 Só é preciso visitar qualquer das mais de 34.000 congregações das testemunhas de Jeová para encontrar exemplos vivos de pessoas que hoje têm o espírito do antigo Rei Ezequias, conforme descrito em 2 Crônicas 31:21: “Agia de todo o seu coração e mostrou-se bem sucedido.” Por exemplo, uma congregação teve o prazer de observar a perseverança fiel dum irmão pioneiro de noventa anos. Ele servia além disso como superintendente do campo e era constante na assistência às reuniões. Depois de devotar cinqüenta e oito anos a falar a outros sobre as boas novas do Reino, quão feliz se sentia de ver os resultados de seu trabalho — algumas de suas próprias “cartas de recomendação” servindo ao lado dele na mesma congregação! — 2 Cor. 3:1-3.

      19 Se freqüentar regularmente o Salão do Reino, com o tempo também chegará a conhecer pessoalmente alguns dos que tenazmente se apegam ao fio da vida, os que usam o crepúsculo de sua vida para louvar o seu grandioso Criador e ajudar outros a conhecer o nome e o propósito dele. São pessoas que continuam a dar de sua pouca força, ao levarem dia a dia sua vida em fidelidade, mesmo até a morte. (Rev. 2:10) Uma Testemunha, falando sobre o que ela achava de envelhecer e adoecer, lamentava que estava ficando um pouco esquecediça e que tinha dificuldade em acompanhar as testemunhas mais jovens de Jeová. Mas estes podem consolar-se com o conhecimento de que continuam a ser exemplos de fé e perseverança a serem seguidos pelos mais jovens. Podem dizer, iguais ao apóstolo Paulo: “Tornai-vos meus imitadores, assim como eu sou de Cristo.” — 1 Cor. 11:1.

      20. Quais são alguns dos outros problemas que as Testemunhas têm de enfrentar ao provarem sua fidelidade a Jeová?

      20 Muitas Testemunhas têm de vencer outros obstáculos, além da debilidade por causa da idade avançada, ao seguirem o proceder de fidelidade para com Jeová. Alguns perderam a visão física. Outros sofrem problemas de audição; ainda outros sofrem impedimentos sérios nos seus membros. Contudo, verificamos que eles também usam fielmente seus recursos no serviço de Jeová, ao oferecerem “sempre a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome”. — Heb. 13:15.

      21. Que antigo modo de viajar é ainda muito usado pelas testemunhas fiéis de Jeová?

      21 Nem devem ser esquecidas as muitas Testemunhas que por anos vão de casa em casa na obra de testemunho, sem terem o benefício duma condução. Alguns publicadores idosos e fiéis conseguem calcular quanto andaram em tal serviço de campo, e eles dizem que, em alguns casos, foi o equivalente a uma vez, ou mesmo mais, em volta da terra. No seu caso, parece bastante apropriado o texto que diz: “Quão lindos são os pés daqueles que declaram boas novas de coisas boas!” — Rom. 10:15.

      CONTINUE A VIVER EM APREÇO DA REGÊNCIA DE DEUS

      22. Depois de considerar estas narrativas que impressão se tem?

      22 Quando se recapitula a vida de servos fiéis de Jeová, fica-se impressionado com o fato de que estes homens e mulheres, tanto no passado como no presente, apreciam tanto a soberania de Deus, que arriscam a vida em defesa dela. Isto nos mostra que o tipo de pessoas que Jeová deseja que continuem a viver são as que o servem por amor a ele e Suas qualidades justas. Amam-no acima de tudo. (Mat. 22:37, 38) Os que suportaram muito podem atestar honestamente que realmente preferem a regência de Deus acima de qualquer outra. Uma Testemunha expressou isso do seguinte modo: “Sou grato de que tive estes anos para servir a Jeová. Nunca lamento nem um único minuto deles, embora houvesse muitas ocasiões provadoras.”

      23. Em apreço da soberania de Jeová, qual é a atitude das testemunhas de Jeová para com os governantes políticos deste mundo?

      23 Os defensores do que é direito, verdadeiro e bom sempre olham para o Legislador supremo, mantendo em nítido destaque Suas leis e Seus princípios, conforme se aplicam à vida deles. Não há outro lugar em que prefeririam estar, senão dentro do arranjo de Jeová para seus adoradores. (Sal. 84:10) Sempre se sentem revigorados ao irem de casa em casa, procurando os que oram pela vinda do reino de Deus e para que se faça a Sua vontade justa na terra, desejando viver para sempre debaixo daquele governo perfeito. (Mat. 6:9, 10; João 17:3) Nunca ficariam satisfeitos com as promessas dum político da terra, nem escolheriam um rei humano sobre si. (Veja 1 Samuel 8:1-9.) Na ocasião da dedicação, estas pessoas decidiram defender a soberania de Jeová e daí em diante se esforçaram a tomar todas as suas decisões com referência a esta escolha primária.

      24. (a) Como são as Testemunhas muitas vezes encaradas pelas pessoas do mundo? (b) Mas, como somente podem as Testemunhas manter uma consciência perfeitamente limpa perante Deus?

      24 Tais testemunhas dedicadas de Jeová, sabendo que são responsáveis perante o maior personagem no universo, o grande Legislador e Juiz, precisam andar com cuidado entre os iníquos desta geração. (Tia. 4:12) Embora alguns talvez fiquem intrigados com sua posição firme a favor dos princípios bíblicos, por que deviam desviar-se da vereda da justiça ou mesmo tentar violar ou talvez deturpar as leis de Deus para a sua própria conveniência? (1 Ped. 4:3-5) Certamente, aquele que criou todas as coisas tem o direito de ocupar o primeiro lugar na vida de seu povo. Ele tem também direito à sua adoração e sua obediência implícita. Notarem o Soberano Senhor em todos os seus pensamentos e caminhos lhes será muito útil em se comportarem diante dele com uma consciência perfeitamente limpa. — Pro. 3:5; Atos 23:1.

      25, 26. (a) Onde nos encontramos na corrente do tempo, surgindo assim que necessidade? (b) Em resposta, o que vemos ocorrer em harmonia com 1 João 5:3?

      25 O apreço pela regência de Deus deve motivar os de coração reto a aceitarem hoje a Sua convocação para serviço. Há necessidade de mais trabalhadores voluntários na sempre crescente organização de pregação e ensino de Deus. Visto que estamos tão próximos do maior acontecimento da história, todos os amantes da justiça devem agora agir corajosamente, sabendo que o proceder que seguiram afetará sua perspectiva de vida eterna. — 2 Ped. 3:11-14.

      26 Dezenas de milhares de pessoas, de todas as rodas da vida, experiência e formação, obtêm cada ano um conhecimento exato da verdade e harmonizam sua vida com as leis e os regulamentos de Deus. Isto significa naturalmente muitas mudanças — despojar-se dos velhos hábitos e criar novos. Significa aceitar instrução, treinamento e educação. Significa aprender a amar e a obedecer a Jeová. Mas, é isso tão difícil? O apóstolo João disse: “Pois o amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos; contudo, os seus mandamentos não são pesados.” — 1 João 5:3.

      PERMANEÇA FIEL E CONTINUE VIVENDO

      27. Precisa-se só ter fé para ter a aprovação de Jeová?

      27 “O meu justo viverá em razão da fé”, é a declaração positiva encontrada em Hebreus 10:38. As Escrituras mostram então que a esta fé precisam ser acrescentadas outras coisas, tais como virtude, conhecimento, autodomínio, perseverança, devoção piedosa, afeição fraternal e amor. (2 Ped. 1:5-7) É também importante usar as capacidades naturais que se tenha no serviço sagrado de Deus, se realmente se quiser usufruir a vida.

      28. Em vista das designações feitas nas congregações, o que deve cada um perguntar a si mesmo?

      28 Alguns dos homens fiéis que se empenharam assim foram designados para ser instrutores na congregação, e, como ‘pastores do rebanho de Deus’, levam uma pesada responsabilidade. Estes instrutores qualificados são necessários para ajudar outros a alcançar a unidade na fé, junto com conhecimento exato. (1 Ped. 5:2; 2 Tim. 2:2; Efé. 4:11-13) É biblicamente correto que homens maduros na congregação procurem alcançar este privilégio adicional como superintendentes; é uma “obra excelente”. Convém que examine a si mesmo para ver se está progredindo. Pergunte-se: ‘Posso melhorar minha capacidade ou desenvolver quaisquer talentos latentes, para ser mais útil na congregação e assim viver mais plenamente para a glória de Deus?’ — 1 Tim. 3:1-13.

      29. Como podemos mostrar que damos valor à medida de vida que cada um de nós tem, e com que resultado?

      29 Será um sentimento de satisfação saber que fomos achados fiéis. Por isso, avaliemos de modo pleno e usemos sabiamente a medida de vida que temos, produzindo de dia em dia frutos justos para a honra e o louvor de Deus. Quer sejamos novos quer velhos, no caminho da vida, sejamos decididos a não deixar nada interpor-se entre nós e Jeová Deus. O inquebrantável amor de Deus, por sua vez, nos sustentará no nosso proceder fiel mesmo sob a prova mais severa. (Rom. 8:38, 39) Fazermos todas as coisas para a glória de Deus impedirá que ultrapassemos os limites ou que abandonemos o caminho bem demarcado da justiça, que leva à vida eterna.

      30. Como podemos também nós participar em alegrar o coração de Jeová?

      30 Seja nosso desejo principal o de manter a integridade para com nosso Deus fiel e provar que ninguém, nem mesmo o adversário de Deus, o Diabo, nos pode afastar deste proceder. Assim poderemos alegrar o coração de Jeová. — Pro. 27:11.

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